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Sexta-feira, Julho 10, 2026
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Tutti Frutti: Marcelo defende que justiça em Portugal tem de ser mais rápida

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foto: Arlindo Homem

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu na terça-feira a propósito do processo ‘Tutti Frutti’, que a justiça em Portugal tem de ser mais rápida, referindo-se aos efeitos de casos que envolvem pessoas em funções públicas.

Em declarações aos jornalistas em Praga, onde chegou hoje para uma visita oficial à República Checa, o chefe de Estado foi interrogado se “uma justiça tardia serve”, tendo em conta as acusações deduzidas pelo Ministério Público no âmbito do processo ‘Tutti Frutti’ .

“Toda a gente sabe que uma justiça tardia não é uma justiça tão justa quanto uma justiça rápida, e portanto daí tantos falarem na reforma da justiça e tanto se ter feito para haver um debate sobre essa matéria”, respondeu Marcelo Rebelo de Sousa.

A seguir, interrogado se considera “um mal necessário” que a demora de alguns processos judiciais leve detentores de cargos públicos a afastarem-se da política, acabando depois por não ser acusados, o Presidente da República afirmou: “Por isso é que a justiça tem de ser mais rápida”.

“Porque, perante a evolução dos processos, é muito difícil aos que estão em funções públicas ou políticas continuarem a fazer a vida como se nada acontecesse. São constituídos arguidos ou, mais do que isso, são acusados, é muito difícil continuarem o exercício de funções. Se a justiça demorar dez anos, quinze anos, vinte anos a exercer-se, quinze anos depois a vida das pessoas, das instituições e da sociedade portuguesa mudou completamente”, argumentou.

Sem nunca falar de casos concretos, o Presidente da República mencionou que “já aconteceu, inclusive, no meio financeiro, haver decisões que chegam quando as pessoas ou já morreram, ou estão tão doentes, tão doentes, tão doentes que verdadeiramente isso já não mudou nem a vida das instituições nem das pessoas”.

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que “tudo aquilo que se puder fazer para a justiça ser mais rápida é melhor, porque é estabilizador” para o país.

“E a ministra da Justiça já disse que está disponível, o presidente da Assembleia da República disse que estava disponível, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça estava disponível. Portanto, quer dizer que muitos dos principais envolvidos estão disponíveis”, salientou.

O Ministério Público deduziu hoje acusações contra 60 arguidos no âmbito do processo ‘Tutti Frutti’ por crimes de corrupção, prevaricação, branqueamento e tráfico de influência. Entre os acusados estão dois deputados do PSD e autarcas deste partido e do PS.

Fernando Medina, ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e Duarte Cordeiro, ex-ministro do Ambiente, dirigentes do PS, não foram acusados pelo Ministério Público.

Edição genética de células adiposas mostra potencial para combater cancro

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DR

As células adiposas têm a capacidade de absorver todos os nutrientes à sua volta e ‘matar à fome’ as células cancerígenas, de acordo com uma investigação da Universidade da Califórnia, em São Francisco (UCSF).

O estudo, publicado na terça-feira na revista Nature Biotechnology, mostra como as células adiposas podem monopolizar os recursos ou nutrientes dos tumores e derrotar até cinco tipos de cancro em experiências laboratoriais.

Os investigadores tomaram como referência as técnicas de extração de células adiposas por lipoaspiração e a sua posterior reimplantação por cirurgia plástica.

Utilizaram a tecnologia de edição genética CRISPR para converter células de gordura branca normais em células de gordura bege, que consomem calorias vorazmente para gerar calor.

Depois implantaram-nos perto dos tumores em experiências com ratos, de forma semelhante quando os cirurgiões plásticos injetam gordura de uma parte do corpo para aumentar outra.

O resultado foi que as células de gordura absorveram todos os nutrientes e “mataram à fome” a maioria das células tumorais.

O resultado foi eficaz mesmo quando as células de gordura foram implantadas em áreas do corpo do rato distantes dos tumores.

“Como esta é uma técnica bem conhecida em cirurgia plástica, poderíamos acelerar a sua aplicação como terapia celular contra o cancro”, frisou um dos autores do estudo, Nadav Ahituv, especialista em genética e bioengenharia da UCSF, citado num comunicado da universidade.

Os investigadores utilizaram a tecnologia genética CRISPR para ativar genes que consomem muita energia (UCP1) em células de gordura branca, onde não estão naturalmente presentes.

“Na nossa primeira experiência, muito poucas células cancerígenas sobreviveram. Pensámos que devíamos ter cometido um erro, mas repetimos várias vezes e continuamos a ver o mesmo efeito”, contou Ahituv.

As células adiposas mataram dois tipos diferentes de células de cancro da mama, bem como células de cancro do cólon, pâncreas e próstata.

Para testar se as células de gordura implantadas funcionariam num contexto humano mais realista, recorreram a organoides adiposos (réplicas tridimensionais de órgãos humanos criadas a partir de células estaminais).

O método voltou a funcionar contra o cancro da mama, do pâncreas e da próstata: as células cancerígenas morreram de fome enquanto as células de gordura devoravam todos os nutrientes disponíveis.

Numa experiência separada, a especialista em cancro da mama da UCSF, Jennifer Rosenbluth, testou a eficácia da técnica em amostras de mastectomia de cancro da mama que continham células de gordura e células cancerígenas.

“Como o peito é muito gorduroso, conseguimos obter gordura da própria paciente, modificá-la e cultivá-la numa única experiência com as células de cancro da mama da própria paciente”, frisou Ahituv.

Sabendo que cada tumor tem nutrientes preferenciais, os investigadores modificaram a gordura para consumir apenas determinados nutrientes, e o resultado foi eficaz.

“Isto indica que a gordura pode adaptar-se às preferências alimentares de qualquer tipo de cancro”, acrescentou o investigador.

Óbito/Aga Khan: Morte do líder dos ismaelitas deixa “enorme vazio” em Lisboa

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O presidente da Câmara de Lisboa frisou na noite desta terça-feira que a morte de Aga Khan deixa “um enorme vazio” na cidade, desde onde o líder dos muçulmanos xiitas ismailis “fez um palco para a sua visão que juntou culturas”.

“A morte do Príncipe Aga Khan, imãn dos muçulmanos ismaelitas, deixa um enorme vazio em Lisboa. Foi graças à sua obra e visão que milhões de pessoas em todo o mundo escaparam à pobreza, tiveram acesso a cuidados de saúde e encontraram uma oportunidade para estudar”, frisou Carlos Moedas, numa nota na rede social X.

O autarca apontou que a obra de Aga Khan “estendeu-se a Lisboa, onde (…) encontrou uma casa, uma casa da qual fez um palco para a sua visão que juntou culturas e cruzava fronteiras – algo que se enquadra perfeitamente na natureza e na história da nossa cidade, feita desse cruzamento contínuo de culturas e de experiências”.

“Hoje, o Príncipe Aga Khan deixa-nos. No entanto fica a sua obra e o seu sonho, que são um legado que Lisboa orgulhosamente manterá vivo”, garantiu.

Aga Khan, fundador e presidente da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN), e líder dos muçulmanos xiitas ismailis, morreu hoje em Lisboa, aos 88 anos, confirmou à Lusa fonte oficial do imamat ismaili.

Shah Karim al Hussaini, príncipe Aga Khan, 49.º Imam hereditário dos muçulmanos ismaelitas, nasceu na Suíça, cresceu e estudou no Quénia e nos Estados Unidos, e tem ligações ao Canadá, Irão e França, e nos últimos anos também a Portugal, com a escolha de Lisboa para sede mundial da comunidade ismaelita, “Imamat Ismaili”, tornando-a uma referência para os cerca de 15 milhões de muçulmanos da minoria xiita.

Discreto, tido como uma das pessoas mais ricas do mundo, Aga Khan IV nasceu a 13 de dezembro de 1936 na Suíça, filho do príncipe Aly Khan e da princesa Tajuddawlah Aly Khan. Cresceu no Quénia, frequentou a Le Rosey School, na Suíça, durante nove anos, e licenciou-se depois em Harvard, nos Estados Unidos.

Definiu-se como um “otimista mas cauteloso”, alguém que não sendo um homem de negócios aprendeu a sê-lo, que acreditou que a pobreza existe, mas não é inevitável. E nas palavras de amigos foi alguém que nunca bebeu nem fumou e que dedicou muito do seu tempo ao trabalho e a visitas à comunidade.

Duas vezes casado, teve quatro filhos (um deles deve ser o seu sucessor mas não Zahara, a única filha, porque mulher Imam “absolutamente não”), foi um apaixonado por esqui mas também por cavalos, e criou um império que vai da banca à hotelaria, que financia projetos de desenvolvimento social, incluindo em Portugal, onde existe desde 1983 a Fundação Aga Khan.

A Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN) tem atividades em Portugal e no estrangeiro na área da cultura, da moda e dos festivais, da educação, com apoio a universidades, do ambiente, a ajudar a preservação de sítios, da área social, da sustentabilidade ou da saúde.

Pedro Nuno considera que Amadora-Sintra é retrato do SNS e acusa ministra de não dar resposta

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foto: Arlindo Homem

O secretário-geral do PS avisou hoje que a situação que se vive no Hospital Amadora-Sintra é “apenas o retrato do que está a passar em muitas áreas do SNS”, acusando o Governo de não estar a dar resposta.

No Dia Internacional de Luta contra o Cancro, Pedro Nuno Santos visitou esta manhã a ala pediátrica do Instituto Português de Oncologia (IPO), em Lisboa, e, no final da visita, em declarações aos jornalistas, abordou a situação que se vive atualmente no Hospital Amadora-Sintra.

“Não só tivemos a demissão do diretor do serviço de urgência, como temos os médicos internos a queixarem-se das condições de trabalho, o bastonário da Ordem dos Médicos a fazer um apelo desesperado à senhora ministra da Saúde e equipas que estão a funcionar com um número de pessoas abaixo do adequado”, afirmou.

O secretário-geral do PS alertou que a situação no Amadora-Sintra é “de absoluta instabilidade, num hospital que serve meio de milhão de pessoas”, e “não tem tido, até agora, resposta eficaz, forte determinada do Ministério da Saúde e do Governo”.

“Mas é apenas o retrato do que se está a passar em muitas áreas do Serviço Nacional de Saúde (SNS), área com a qual nós estamos muito preocupados e que contrasta de forma muito negativa com as expectativas que o senhor primeiro-ministro lançou durante toda a campanha eleitoral”, disse.

Pedro Nuno Santos elogiou “o trabalho extraordinário” feito no instituto e manifestou solidariedade “não só aos doentes que padecem desta doença tão dura”, mas também aos “profissionais que se dedicam diariamente” a tratá-los.

“O nosso objetivo não é fazer nenhuma crítica política ou partidária ao Governo, mas sim enaltecer trabalho daqueles que se dedicam ao combate, à luta contra o cancro e, obviamente, apelar a quem tem neste momento responsabilidades governativas para que continue a dar todo o apoio que é necessário”, pediu.

O secretário-geral do PS afirmou que, no caso da oncologia pediátrica, “não há mesmo plano B porque não existe setor privado” e frisou que por isso é que é “tão importante cuidar da capacidade do Serviço Nacional da Saúde (SNS) para dar resposta às necessidades dos doentes com cancro”.

Pedro Nuno Santos referiu que, ainda em agosto, o Governo anunciou que “tinham terminado todos os doentes à espera para lá do tempo máximo recomendado por uma cirurgia oncológica”, mas frisou que não foi preciso “passar muito tempo” para voltar a haver.

“É fundamental que se perceba que as políticas que se adotam não podem ter apenas um impacto conjuntural para o anúncio político, elas têm que ser políticas que se transformem, do ponto de vista estrutural, a saúde”, disse.

Questionado se, durante a visita ao IPO, teve oportunidade de confirmar as notícias que indicam que a avaria de elevadores no instituto está a provocar a interrupção dos transplantes da medula óssea, Pedro Nuno Santos respondeu que, segundo o que lhe disseram, foi aberto um procedimento “para a substituição do equipamento, ou de peças do equipamento, e isso é num processo que tem demorado”.

“Estamos a falar de equipamentos com 30 anos e julgo que são essas as razões para os constrangimentos, que obviamente têm de ser obviados com uma maior rapidez”, disse.

No entanto, Pedro Nuno Santos referiu que “o elevador é a ponta do ‘iceberg, o IPO é muito mais do que isso e é preciso investimento para que tenha cada vez melhores condições”.

“Tem sido, ao longo dos anos, um serviço de excelência no quadro do SNS e é importante que continue a ser esse serviço de excelência. Para isso, é preciso investimento”, disse.

Tutti Frutti: MP pede perda de mandato e ineligibilidade de 13 autarcas

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O Ministério Público (MP) pede a perda de mandato e futura inelegibilidade de 13 autarcas, entre presidentes, ex-presidentes e membros de executivos de juntas de freguesia e câmaras municipais alvo de acusação no processo Tutti Frutti.

“Os arguidos Sérgio Azevedo, Rodrigo Gonçalves, Vasco Morgado, Nuno Firmo, Luís Newton, Ângelo Pereira, Fernando Braamcamp, Ameetkumar Subhaschandra, Patrícia Brito Leitão, Rodolfo de Castro Pimenta, Ana Sofia Oliveira Dias, Inês de Drummond e José Guilherme Aguiar praticaram os factos de que vêm acusados no exercício de mandato autárquico, valendo-se dos respetivos cargos para satisfazer interesses de natureza privada em prejuízo do interesse público, em grave violação dos deveres inerentes às suas funções de autarcas”, lê-se na acusação.

Face a esta argumentação, o MP requer que “em caso de condenação, seja declarada a perda dos mandatos referentes a cargos políticos de natureza eletiva que estes, então, se encontrem a desempenhar efetivamente, sem prejuízo da declaração de inelegibilidade em atos eleitorais”.

Estes autarcas estão de forma geral acusados de crimes de corrupção ativa e passiva, prevaricação, branqueamento de capitais, falsificação, entre outros.

Sérgio Azevedo é antigo deputado, líder da representação do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa entre 2013 e 2017 e ex-membro da mesa da assembleia da antiga freguesia lisboeta do Sacramento.

Luís Newton é atualmente presidente da Junta de Freguesia da Estrela, em Lisboa, eleito pelo PSD, presidente da concelhia do partido em Lisboa e deputado na Assembleia da República.

Rodrigo Gonçalves é conselheiro nacional do PSD e ex-presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica.

Vasco Morgado é o atual presidente da Junta de Freguesia de Santo António, em Lisboa, eleito pelo PSD.

Ângelo Pereira é atualmente vereador do PSD na Câmara de Lisboa e Nuno Firmo foi vogal na Junta de Freguesia de Santo António, em Lisboa.

Inês Drummond, atualmente vereadora do PS na Câmara de Lisboa, é ex-presidente da Junta de Freguesia de Benfica.

Fernando Braamcamp é o atual presidente da Junta de Freguesia do Areeiro, em Lisboa, eleito pelo PSD. Ameektkumar Subhaschandra é o tesoureiro na mesma junta e nomeado substituto legal do presidente desta autarquia.

Patrícia Brito Leitão é ex-vogal da Junta de Freguesia do Areeiro, em Lisboa, e, segundo a CNN, recebeu avenças por apoio técnico ao grupo do PSD na Assembleia Municipal de Lisboa.

Rodolfo de Castro Pimenta é o presidente da mesa da Assembleia de Freguesia do Areeiro, em Lisboa, eleito pela coligação Novos Tempos, liderada pelo PSD.

Ana Sofia Oliveira é atual presidente da Junta de Freguesia da Penha de França, em Lisboa, eleita pelo PS.

José Guilherme Aguiar é vereador do PSD na Câmara de Vila Nova de Gaia, distrito do Porto.

A operação denominada ‘Tutti Frutti’ investigou desde 2018 alegados favorecimentos a militantes do PS e do PSD, através de avenças e contratos públicos, estando em causa suspeitas de corrupção passiva, tráfico de influência, participação económica em negócio e financiamento proibido.

BE defende verificação da idoneidade de donos de grupos de comunicação social

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foto ilustrativa: Notícias Em Direto

A coordenadora do BE afirmou no domingo que a comunicação social é demasiado importante para “ficar nas mãos de grupos mafiosos que querem controlar a democracia” e defendeu a necessidade de se verificar a idoneidade dos seus proprietários.

“A comunicação social é demasiado importante para a democracia, liberdade, direito à informação e liberdade de expressão, para ficar nas mãos de grupos mafiosos que querem controlar a democracia, querem manipular a democracia e essa é uma exigência nossa”, afirmou Mariana Mortágua.

A coordenadora do BE, que discursava num almoço convívio com militantes, defendeu a necessidade de se “verificar a idoneidade” daqueles que compram grupos de comunicação social, a propósito da reportagem divulgada na quinta-feira pela SIC e pelo Expresso, que dá conta de que o banqueiro angolano Álvaro Sobrinho era um dos rostos por trás do World Opportunity Fund, o fundo que foi o maior acionista da Global Media Group (GMG).

“Bastava uma regra simples, que o Bloco de Esquerda já apresentou e vai voltar a apresentar, para que haja verificação dos donos da comunicação social”, referiu.

Mariana Mortágua teceu ainda críticas à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) por não ter pedido uma justificação ao fundo World Opportunity Fund para a compra do GMG.

“Se a ERC tivesse exigido uma justificação, teria rapidamente chegado à conclusão de que Álvaro Sobrinho é a pessoa menos idónea em Portugal para deter um grupo de comunicação social”, referiu, assinalando que nos últimos dois a três anos “uma máfia tomou conta do grupo”.

Para a coordenadora do BE, o que aconteceu com o GMG demonstra o “ataque à comunicação social” e como é necessária a sua proteção.

Além do “ataque à comunicação social”, Mariana Mortágua abordou no seu discurso a necessidade de se protegerem os mais de 800 mil trabalhadores por turnos em Portugal e da universalidade do pagamento do subsídio de refeição.

“Este ano, vamos conseguir que todos os trabalhadores tenham subsídio de refeição”, afirmou, assinalando que cerca de 1,7 milhões de trabalhadores não têm direito a este complemento salarial no setor privado.

“Só precisamos do voto do PS, para se juntar à proposta do Bloco de Esquerda, para universalizar o direito ao subsídio de refeição”, acrescentou.

Presidenciais: Mendes despede-se da SIC e promete defender estabilidade e ética

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SIC

O antigo presidente do PSD Luís Marques Mendes fez este domingo o seu último programa de comentário político na SIC e afirmou que como candidato presidencial terá como causas “ambição, estabilidade e ética”.

“Tomei esta decisão porque acho, depois da reflexão que fiz, depois de ouvir muita gente, que podia ser útil ao país. Foi sempre o critério que coloquei. E sobretudo há duas ou três preocupações que eu tenho: ambição, estabilidade e ética”, declarou Luís Marques Mendes, na SIC, sobre a decisão de se candidatar a Presidente da República.

O conselheiro de Estado despediu-se do seu espaço de comentário no “Jornal da Noite” da SIC quatro dias antes da sessão de apresentação da sua candidatura às eleições presidenciais de 2026, que está marcada para quinta-feira, em Fafe, no distrito de Braga.

Ressalvando que não iria antecipar o seu discurso de quinta-feira, adiantou que enquanto candidato presidencial irá defender a estabilidade política. “Nós não podemos passar a vida em crises políticas, nós não podemos passar a vida em dissoluções e eleições antecipadas”, considerou.

Marques Mendes acrescentou que para isso “é preciso ter alguma capacidade de fazer pontes”.

Por outro lado, prometeu “introduzir com muito mais força” o tema da ética na vida política, referindo que tomou decisões difíceis neste domínio quando liderou o PSD, entre 2005 e 2007, com as quais dentro do partido “quase ninguém concordou”.

“Hoje é preciso ir muito mais longe, mas muito mais longe. Uma parte grande dos portugueses está um bocadinho farta dos políticos, da classe política. Isto não é bom em termos de democracia. Não se resolve com populismo. Resolve-se é a fazer um maior apelo à ética e aprofundar e desenvolver um conjunto de decisões para que as pessoas voltem a confiar”, sustentou.

Segundo Marques Mendes, a par destas duas causas, Portugal precisa de ambição, porque é “um país de um modo geral conformado, resignado, parece que até deprimido, parece que acomodado”, o que se propõe combater se for eleito chefe de Estado.

“É uma doença que temos esta de pouca ambição”, comparou.

Questionado sobre a importância da experiência política para se exercer o cargo de Presidente da República, o antigo autarca e ministro respondeu: “Eu acho que é quase decisiva. A experiência é sempre importante na vida”.

“Experiência é segurança, é previsibilidade, é certeza, é saber-se com aquilo que se conta”, argumentou.

Marques Mendes recusou estar hoje a “comentar potenciais candidatos”, especialmente o almirante Henrique Gouveia e Melo, ex-chefe do Estado-Maior da Armada: “Porque, segundo eu li, ele está de férias. Portanto, vamos deixar que ele acabe as suas férias para depois apresentar as suas ideias, e depois então é que vamos confrontar ideias.”

O antigo presidente do PSD, que foi confrontado com os estudos de opinião e interrogado sobre o seu grau de confiança, manifestou “por um lado, humildade e, por outro, determinação” em relação à campanha que aí vem.

Marques Mendes realçou que “o povo é que decide, o povo é soberano” e que “em democracia não há nem vencedores antecipados nem vencidos antecipados”.

“Qualquer combate desta natureza é sempre difícil. Mas aquilo que é difícil para mim funciona como um estímulo e como um incentivo”, disse.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já anunciou que tenciona marcar as presidenciais de 2026 para 25 de janeiro, calhando uma eventual segunda volta em 15 de fevereiro, três semanas depois.

Luís Marques Mendes, de 67 anos, advogado, irá fazer a apresentação da sua candidatura com quase um ano de antecedência, em 06 de fevereiro – na véspera da data escolhida pelo anterior chefe de Estado Jorge Sampaio, que se apresentou como candidato em 07 de fevereiro de 1995.

Benfica vence na Amadora e mantém atraso para líder Sporting

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O Notícias Em Direto esteve presente no jogo através da objetiva da repórter fotográfico Daniela Duarte

O Benfica venceu este domingo em casa do Estrela da Amadora por 3-2, em jogo da 20.ª jornada da I Liga de futebol, mantendo assim o atraso de seis pontos para o líder Sporting.

Depois de uma entrada a todo o gás, com golos de Otamendi, aos seis minutos, de Dramé, aos 10, na própria baliza, e de Pavlidis, aos 34, o Benfica, que vinha de uma derrota na última jornada no reduto do Casa Pia, permitiu que o Estrela, que somou o quinto jogo sem vencer, reduzisse para a margem mínima em duas ocasiões, para 2-1 aos 28, por Travassos, e para 3-2 aos 49, por Chico Banza.

Com esta vitória, o Benfica volta a colocar em seis pontos o atraso do Benfica, agora segundo isolado, para o campeão nacional Sporting, enquanto o Estrela ocupa o 16.º lugar, posto de play-off de manutenção, com 17 pontos.

Putin diz que políticos europeus vão acabar por obedecer a Trump

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O Presidente russo considera que os políticos europeus vão acabar por obedecer ao líder norte-americano, Donald Trump, e “abanar a cauda” em sinal de subserviência, numa entrevista que será transmitida na noite deste domingo na televisão estatal russa.

“Trump, com o seu caráter, com a sua tenacidade, vai muito em breve trazer a ordem. E tudo isto, como verão, vai acontecer muito rapidamente”, disse Putin sobre as relações do Presidente dos EUA com os políticos europeus ao jornalista russo Pavel Zarubin, que publicou excertos da entrevista no seu canal Telegram.

O líder do Kremlin acrescentou que “em breve todos eles [políticos europeus] ficarão do lado do mestre e acabarão por abanar a cauda carinhosamente”.

De acordo com Putin, os europeus lutaram ativamente contra Trump, porque, “por mentalidade, gostavam mais” do anterior Presidente, Joe Biden.

“Trump tem uma visão diferente do que é bom e do que é mau, incluindo no que diz respeito à política de género e outras questões”, disse Putin.

Putin recordou que a Europa já teve líderes políticos de classe mundial, incluindo os franceses Charles de Gaulle, François Mitterrand e Jacques Chirac, e os alemães Willy Brandt, Helmut Kohl ou Gerhard Schoeder, e lamentou que “hoje em dia praticamente não existam pessoas assim”.

“Algumas pessoas nem sequer têm formação, não estão no seu lugar e estão a tratar de questões que nunca trataram do ponto de vista dos interesses dos cidadãos dos países europeus”, acrescentou, comentando: “Isto é uma vergonha”.

Presidenciais entram na agenda política a um ano das eleições

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

As presidenciais entram na agenda política, com o anúncio deste domingo do candidato da Iniciativa Liberal, a apresentação da candidatura do ex-líder do PSD Marques Mendes na quinta-feira, e a reunião do PS para discutir o tema, no domingo.

Para este domingo, último dia da IX convenção da Iniciativa Liberal, o líder do partido, Rui Rocha, já prometeu revelar quem será o candidato presidencial apoiado pelos liberais.

A um ano das eleições, que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, tenciona marcar para 25 de janeiro de 2026, dirigentes do PS têm-se dividido, publicamente, entre o apoio ao antigo secretário-geral socialista António José Seguro, que está a ponderar, e a António Vitorino, ministro de António Guterres e ex-comissário europeu, que ainda não desfez a dúvida se entrará na corrida.

À direita, André Ventura volta a correr com o apoio do seu partido, o Chega, e anuncia a candidatura em 18 de fevereiro.

Fora do quadro partidário, o almirante Gouveia e Melo continua de férias, depois de deixar de ser chefe do Estado Maior da Armada e nada mais disse sobre se vai concorrer ao Palácio de Belém, cenário que admitiu por diversas vezes nos últimos meses.

Depois de se saber, ontem, quem será o nome da IL a Belém, a agenda das próximas presidenciais é retomada na quinta-feira: Luís Marques Mendes, que foi secretário de Estado, ministro com Cavaco Silva e líder do PSD (2007-2007), anuncia a sua candidatura, depois de muitos meses de reflexão e anos de comentário político na SIC.

Será em Fafe, Braga, no auditório da Misericórdia local, com o nome do seu pai, António Marques Mendes, fundador do PSD no distrito e ex-deputado na Assembleia da República e no Parlamento Europeu.

No PSD, Hugo Soares, secretário-geral, já afirmou que Mendes que tem “todas as condições para ser um extraordinário” Presidente, elogio que já fizera antes mesmo de o atual conselheiro de Estado ter confirmado a sua vontade de concorrer.

Dois dias depois, no domingo, o PS, que não apoiou formalmente nenhum candidato nas duas eleições anteriores (2016, 2020), reúne a sua comissão nacional para analisar o dossiê.

Carlos César, presidente do PS, afirmou, na segunda-feira, à CNN Portugal, que há duas hipóteses, podendo os dirigentes do PS optar num dos nomes possíveis ou num perfil ou ainda num calendário “para tratar o tema”. “Temos condições no dia 08 de fevereiro de tomar uma boa decisão”, disse.

Três dias depois, também na CNN Portugal, António José Seguro disse acreditar que “a direção nacional do PS tem claramente um candidato, que é António Vitorino”. Apesar da marcação da reunião do partido, Seguro admite anunciar uma decisão “talvez lá para a primavera ou inicio do verão”.

Nas últimas semanas, vários dirigentes socialistas têm-se dividido entre o apoio a António José Seguro, como João Soares, e António Vitorino, o antigo comissário que remeteu uma decisão para o início do ano, que é elogiado pela ex-ministra Mariana Vieira da Silva.

À esquerda, nem o PCP nem o Bloco de Esquerda, que tem apoiado candidatos próprios em eleições anteriores, disseram o que vão fazer.

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