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Sexta-feira, Julho 10, 2026
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Ferro Rodrigues acusa André Ventura de calúnia e cobardia e admite processá-lo

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foto ilustrativa: Arlindo Homem

O antigo secretário-geral socialista Ferro Rodrigues acusou esta quinta-feira André Ventura de calúnia e cobardia ao mencionar o seu nome quando procurou justificar o caso do “vice” do Chega/Lisboa Nuno Pardal, acusado de crimes de prostituição de menores.

Hoje, em declarações aos jornalistas, após saber-se que Nuno Pardal Ribeiro fora acusado pelo Ministério Público de dois crimes de prostituição de menores, o presidente do Chega declarou que “outros” protegeram no passado Ferro Rodrigues e o antigo porta-voz do PS Paulo Pedroso.

Numa nota enviada à agência Lusa, Ferro Rodrigues afirma que a referência ao seu nome “pelo deputado André Ventura” se tratou de “uma demonstração de cobardia pessoal”.

“Uma demonstração de cobardia pessoal de quem durante três anos teve oportunidade de me interpelar pessoalmente sobre essas calúnias e nunca o fez. Foi uma demonstração do desespero partidário em que a lama que levantou atinge severamente alguns dos seus”, considerou o antigo presidente da Assembleia da República e ministro nos governos liderados por António Guterres.

Ainda segundo Ferro Rodrigues, o facto de o presidente do Chega ter mencionado o seu nome constituiu também “uma provocação política e uma tentativa de desviar as atenções que agora estão concentradas na sua teia populista”.

“Irei proceder de modo a que corra mal aos extremistas estes processos de difamação e miséria politica. Em tempo útil. Não procedendo como ele [André Ventura] pretende, mas sim como me parecer mais eficaz”, acrescentou.

Pouco antes da divulgação desta nota, o atual secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, em conferência de imprensa, acusou o Chega de ter perdido autoridade moral para apontar o dedo a outros face aos casos que o atingem e admitiu que pior ainda seria se este partido tivesse responsabilidades governativas.

Pedro Nuno Santos falava no parlamento, depois de confrontado pelos jornalistas com os casos do “vice” da distrital de Lisboa do Chega e deputado municipal Nuno Pardal Ribeiro, acusado pelo Ministério Público de dois crimes de prostituição de menores, e do deputado eleito pelos Açores, Miguel Arruda, suspeita de furto qualificado por furto de malas.

“O Chega não tem moral nenhuma para se dirigir a nenhum partido político em Portugal. Não tem superioridade moral, não está acima de nenhum partido, tem problemas graves, problemas mais graves do que os que estamos habituados a ver em outros partidos”, afirmou o líder socialista.

De acordo com o jornal Expresso, os dois crimes de prostituição de menores agravados a que Nuno Pardal está acusado pelo Ministério Público foram cometidos contra um rapaz de 15 anos, que conheceu no Grindr, uma aplicação usada para convívio entre homossexuais.

O caso terá sido denunciado à Polícia Judiciária pelos pais do menor depois de terem tido acesso às mensagens do WhatsApp no telemóvel do filho.

Entretanto, Nuno Pardal anunciou que vai renunciar ao mandato de deputado e deixou a vice-presidência da distrital de Lisboa do Chega.

Numa reação ao caso, o líder do Chega, André Ventura, anunciou na quinta-feira a abertura de um processo interno a Nuno Pardal Ribeiro, que pode levar à sua expulsão do partido.

João Almeida sobe a segundo na geral da Volta à Comunidade Valenciana

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O português João Almeida (UAE Emirates) subiu esta quinta-feira ao segundo lugar da geral da Volta à Comunidade Valenciana, depois de ter sido terceiro na segunda etapa, vencida pelo ciclista colombiano Santiago Buitrago (Bahrain Victorious).

O ciclista luso de 26 anos liderou a perseguição ao duo da Bahrain Victorious, mas não conseguiu alcançar nem Buitagro, que coroou o alto de Benifato em 04:07.54 horas, nem o espanhol Pello Bilbao, segundo a nove segundos.

O espanhol da Bahrain Victorious foi o primeiro a isolar-se nos últimos 1.500 metros da contagem de primeira categoria coincidente com a meta, obrigando Almeida a perseguir. O português haveria de pagar o ‘esforço’ no momento do ataque de Buitrago, mas conseguiu, ainda assim, subir oito lugares da geral.

Apesar de ter conquistado quatro segundos de bonificação, o corredor de A-dos-Francos não destronou o checo Mathias Vacek (Lidl-Trek), estando agora a dois segundos do líder da geral.

Vacek foi apenas 13.º, a 57 segundos de Buitrago, que é o novo terceiro da geral, a cinco segundos, com Bilbao a ser quarto, a 18.

A jornada montanhosa expôs as debilidades de grande parte dos candidatos à geral, com Carlos Rodríguez (INEOS) a ser o menos ‘castigado’ – foi oitavo, a 34 segundos.

Pior estiveram os australianos Jai Hindley (Red Bull-BORA-hansgrohe) e Ben O’Connor (Jayco AlUla), que perderam 1.11 minutos para o vencedor da etapa.

Nelson Oliveira (Movistar) foi o melhor dos outros lusos na prova, no 69.º lugar, a 13.37 minutos, com Ivo Oliveira (UAE Emirates) a ser 88.º, a 17.11, e Iúri Leitão (Caja Rural) a terminar na 121.ª posição, a 21.59.

Na sexta-feira, a terceira etapa liga Algemesí a Alpuente, em 180,3 quilómetros de sobe e desce, que incluem uma contagem de primeira categoria a menos de 20 quilómetros da meta.

Teto de igreja portuguesa em Salvador desaba e provoca a morte a pelo menos uma pessoa

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Pelo menos uma pessoa morreu esta quarta-feira no desabamento do teto da Igreja de São Francisco de Assis, construída nos séculos 17 e 18 na cidade brasileira de Salvador e já considerada uma das “Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo”.

De acordo com o Corpo de Bombeiros do estado da Bahia, pelo menos cinco pessoas ficaram feriadas após parte do teto da igreja localizada no Centro Histórico de Salvador ter desabado.

O acidente aconteceu por volta das 14:30 locais, no templo da Ordem Primeira de São Francisco.

“Todo o espaço central da igreja cedeu. Possivelmente, alguma parte dessa cobertura se rompeu e, com o peso desse espaço superior do teto, a madeira veio abaixo, com o sobrepeso”, afirmou o coordenador da Defesa Civil de Salvador, Sósthenes Macedo, citado no portal G1.

De acordo com o Governo brasileiro, a Igreja de São Francisco de Assis, tem azulejos portugueses, assinados em 1737 por Bartolomeu Antunes de Jesus, que reproduzem o nascimento de São Francisco e “estão adornados por talhas de madeira moldadas com ouro em pó e com símbolos do barroco brasileiro”.

Para além disso, duas pias de pedra, doadas por D. João V e, teto, “várias pinturas sacras, além de imagens de São Pedro de Alcântara, São Benedito, São José, Coração de Jesus, Santo Antônio e São Francisco de Assis no altar-mor”.

Ao jornal local Alô Alô Bahia, o historiador Rafael Dantas afirmou que esta era “uma tragédia anunciada, infelizmente”.

“Há muito tempo, a situação de deterioração, infiltração e os problemas com cupins [térmitas] já eram visíveis” num dos edifícios mais históricos da cidade, disse.

Renováveis abastecem 76% do consumo recorde de eletricidade em janeiro

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foto: D.R.

O consumo de energia elétrica atingiu os 5,0 terawatt-hora (TWh) em janeiro, o valor mensal mais elevado de sempre, tendo sido abastecido em 76% por produção renovável, divulgou a REN – Redes Energéticas Nacionais.

De acordo com a REN, face ao mês homólogo do ano anterior, o consumo de energia elétrica em janeiro registou um crescimento de 2,1%, que se reduz para 1,6% com correção dos efeitos de temperatura e do número de dias úteis.

No primeiro mês de 2025, a produção renovável abasteceu 76% do consumo, com a eólica a representar 35%, a hidroelétrica 30%, a fotovoltaica 6% e a biomassa 5%.

Já a produção não-renovável, através das centrais a gás natural, abasteceu 14% do consumo enquanto os restantes 10% foram abastecidos através de energia importada.

Segundo a REN, as condições meteorológicas registadas em janeiro foram favoráveis tanto para a produção hidroelétrica como para a eólica, com os índices de produtibilidade a registarem 1,22 (média histórica igual a 1) e 1,27 respetivamente.

Nas fotovoltaicas, o índice respetivo registou 0,81, mas, ainda assim, com uma variação homóloga de 38%, face ao “aumento consistente” da capacidade instalada.

No mercado de gás natural, o consumo manteve-se estável face ao mês homólogo de 2024, com uma ligeira quebra de 0,5% em resultado de um crescimento de 10% no segmento de produção de energia elétrica, que quase compensou a contração de 4,3% no segmento convencional que abrange os restantes consumidores.

De acordo com a REN, o sistema nacional mantém o aprovisionamento quase integralmente a partir do terminal de GNL de Sines, com gás proveniente em cerca de 70% da Nigéria e o restante dos EUA.

Covid-19: Grupo dos 30 aos 39 anos foi o que mais contribuiu na transmissão inicial da doença

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foto © João Polónia / Notícias Em Direto (arquivo)

As pessoas entre os 30 e os 39 anos foram as que mais contribuíram para a transmissão de covid-19 no início da pandemia em Portugal, mas os mais afetados pela doença foram os maiores de 70 anos, revela um estudo.

O estudo foi realizado por uma equipa de investigadores do Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e visou avaliar a contribuição de diferentes grupos demográficos para a transmissão de covid-19, bem como as suas características epidemiológicas, incluindo a suscetibilidade à infeção e a capacidade de transmissão.

Os investigadores desenvolveram métodos de modelação matemática para estudar as dinâmicas de transmissão do vírus SARS-CoV-2 durante a primeira fase da epidemia em Portugal no início de 2020.

No trabalho efetuado pelo INSA, a população portuguesa foi estratificada por grupo etário, sendo as características epidemiológicas de cada grupo tidas em consideração, assim como o padrão de contactos entre os grupos.

“Os resultados obtidos demonstraram que o grupo etário que mais contribuiu para a transmissão de SARS-CoV-2 durante a fase inicial da epidemia em Portugal (março de 2020) foram indivíduos entre os 30 e os 39 anos, sendo também de realçar que os indivíduos entre os 30 e os 59 anos tiveram uma contribuição relativa superior a 60%”, salienta o INSA.

Os investigadores referem estes grupos não foram necessariamente os mais atingidos pela doença, uma vez que o grupo etário mais afetado foi com 70 ou mais anos.

No entanto, a contribuição dos maiores de 70 anos para a transmissão foi consideravelmente menor que a das pessoas entre os 30 e os 39 anos.

“Estes resultados demonstraram que priorizar medidas nos grupos mais afetados pela doença poderá reduzir o impacto nos serviços de saúde, mas não é necessariamente a melhor estratégia para reduzir a transmissão da infeção”, referem os autores do trabalho divulgado no ‘site’ do INSA.

O estudo realizado desenvolveu também uma ferramenta matemática que permite avaliar e projetar de forma rápida o impacto de uma intervenção de saúde pública.

“Os resultados obtidos permitem uma melhor compreensão dos grupos a priorizar para intervenções de saúde pública no contexto de um surto de uma doença com características semelhantes à covid-19 na população portuguesa”, destacam.

O estudo também projetou cenários hipotéticos de alteração da suscetibilidade e capacidade de transmissão nos indivíduos da população, que poderá estar relacionada com a introdução de equipamentos de proteção individual, no impacto no número de infeções em gerações subsequentes, verificando que esta medida é mais eficaz quando aplicada aos grupos etários que mais contribuem para a transmissão.

Para os autores do estudo, o trabalho realizado tem o potencial de contribuir para a otimização de recursos na alocação de medidas de saúde pública, influenciando políticas de saúde pública no combate de epidemias de doenças infecciosas com características similares à covid-19.

Consideram que o modelo desenvolvido poderá também servir como uma ferramenta de resposta rápida num caso de um surto.

Este estudo foi realizado em colaboração com o Data Science Institute da Universidade de Hasselt e com a Universidade de Antuérpia no âmbito do projeto “Efficient and rapidly SCAlable EU-wide evidence-driven Pandemic response plans through dynamic Epidemic data assimilation – ESCAPE”, financiado pelo programa Horizonte Europa da Comissão Europeia.

O trabalho contou também com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Exportações portuguesas de calçado caem 6,5% para 1.702 ME em 2024

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As exportações de calçado português aumentaram 3,3% em volume, mas caíram 6,5% em valor, em 2024 face a 2023, somando 1.702 milhões de euros num ano “muito difícil no plano externo”, avançou hoje a associação setorial APICCAPS.

“É o reflexo da dinâmica do mercado. O ano que terminou foi muito difícil no plano externo”, afirma o presidente da Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos (APICCAPS), Luís Onofre, citado num comunicado.

As estimativas da APICCAPS com base nos dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam ainda para um novo máximo histórico das exportações do setor de artigos de pele e marroquinaria, que em 2024 terão aumentado 8,5% para 351 milhões de euros, destacando-se o segmento “malas e bolsas”, com um crescimento de 10,6% para 175 milhões.

Em 2024, a indústria portuguesa de calçado exportou 67 milhões de pares de calçado para todo o mundo, tendo vendido mais de 90% da sua produção para 170 países de todos os continentes.

Luís Onofre refere que, por um lado, “é notório um abrandamento dos principais mercados internacionais, nomeadamente Alemanha, França e Países Baixos, que afetou os principais protagonistas do setor e as empresas [portuguesas] em particular”.

“Depois, começa a ser percetível a estratégia do setor de diversificar a oferta de produtos, ainda que muitas vezes recorrendo à subcontratação no exterior, a exemplo do que já fazem os nossos principais concorrentes internacionais”, sublinha.

Como resultado, as exportações de calçado em couro terão recuado 7% no ano passado, para 39 milhões pares, enquanto as exportações de calçado em outros materiais (impermeável, plástico ou têxtil) terão aumentado 22,6% para 28 milhões de pares.

Ainda assim, o presidente da APICCAPS reitera a convicção da indústria de que o calçado em couro é “a melhor solução do mercado”, o que justifica o peso superior a 80% que tem ainda nas vendas do setor em valor.

“É um produto natural, tecnicamente mais robusto e consideravelmente mais sustentável, na medida em que apresenta um período de vida mais longo”, enfatiza, lembrando o “esforço considerável” de investimento que o setor tem feito no desenvolvimento de numa nova geração de produtos, nomeadamente no âmbito do projeto Bioshoes4all.

“Esse é um caminho que deveremos aprofundar”, sustenta Luís Onofre.

Por mercados, as estimativas da APICCAPS indicam que a Europa “continua a ser o mercado natural” para o calçado português, em especial a Alemanha (com vendas de 14 milhões de pares, no valor de 383 milhões de euros), França (15 milhões de pares no valor de 348 milhões de euros) e Países Baixos (cinco milhões de pares, no valor de 195 milhões de euros).

O Reino Unido é outro dos grandes mercados da indústria nacional de calçado, com vendas de três milhões de pares no valor de 113 milhões de euros em 2024, assim como os EUA, para onde as exportações aumentaram 25% nos últimos três anos, somando dois milhões de pares e 94 milhões de euros no ano passado.

Para este ano, as previsões do World Footwear Survey apontam que o consumo mundial do calçado deverá crescer 8,4%, mas sobretudo impulsionado pela Oceânia (+25%), África (+13,3%), Ásia (+9,2%) e América do Norte (+8,3%), enquanto a Europa, o mercado de referência para o calçado português, deverá estagnar (+0,5%).

De acordo com o mesmo relatório, as principais dificuldades que se continuarão a colocar à indústria do calçado serão o custo das matérias-primas e mercadorias e a concorrência nos mercados internos.

“Todos os indicadores apontam para que o ano de 2025 seja um ano muito exigente, na medida em que as principais economias mundiais continuam a dar sinais de forte estagnação. São muitos os sinais de incerteza”, lamenta Luís Onofre.

“Do nosso lado, temos de continuar o esforço de procurar novos mercados, pois só com uma atitude proativa no desenvolvimento de novos produtos e conquista de novos clientes poderemos atenuar um momento conjuntural particularmente complexo”, acrescenta.

Falso bancário detido em Lisboa por burlar idosos em quase 164 mil euros

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Um falso bancário reincidente foi detido na quarta-feira na Estrela, em Lisboa, por convencer idosos a entregarem-lhe o cartão bancário e o respetivo código, tendo levantado sem autorização, no total, quase 164 mil euros, anunciou a PSP.

Segundo a polícia, o homem, com 50 anos, fazia-se passar por funcionário bancário junto de pessoas idosas, “dizendo-lhes que necessitava do cartão e respetivo PIN, por estar a acabar o prazo dos mesmos, para os substituir”.

A PSP, que chamou à investigação “A reforma do falso bancário”, revelou que o burlão, com 50 anos, já era conhecido das autoridades pelo menos desde 2022, altura em que foi investigado pelo mesmo tipo de crime e suspeito de 35 burlas qualificadas e 254 utilizações indevidas de cartão bancário.

Na sequência desta primeira investigação, o homem foi condenado em julgamento a nove anos de prisão efetiva, mas, “após recurso até à última instância, em julho de 2024, por ter expirado o prazo máximo da prisão preventiva, medida de coação a que estava sujeito, foi posto em liberdade a aguardar a decisão do último recurso possível”, explicou a força de segurança.

Em liberdade, o suspeito “regressou à sua atividade ilícita” em outubro de 2024, altura em que “os investigadores e analistas criminais da Divisão de Investigação Criminal se aperceberam de que existia novamente um fenómeno associado a um falso funcionário bancário, tendo-se dado início à investigação” e avançado, entretanto, com esta nova detenção.

Desta vez, o homem é suspeito de mais oito burlas qualificadas e 95 utilizações de cartão bancário.

No total, o detido causou um prejuízo de 163.912,40 euros a vítimas idosas.

O falso funcionário do banco apresentava-se bem vestido, de fato e camisa, usava viaturas de alta cilindrada, e operava em diversas comarcas do país junto de vítimas com idades entre os 70 e os 90 anos, “levando consigo de forma ilícita as poupanças de uma vida”.

O suspeito foi novamente detido na quarta-feira, 29 de janeiro, quando tinha acabado de cometer mais um crime, usando o cartão que tinha convencido uma idosa a entregar-lhe, juntamente com o PIN.

O detido tinha levantado, de forma ilícita, 200 euros da conta desta vítima e fez várias tentativas de movimentos, no valor de 7.850 euros, que foram rejeitados pelo sistema.

Aquando desta detenção, foram recuperados os 200 euros em numerário, que foram restituídos à proprietária.

Foram-lhe ainda apreendidos 1.350 euros, diversos documentos, vestuário e uma viatura de alta gama utilizada durante as burlas.

Após sujeito a primeiro interrogatório judicial, o detido ficou em prisão preventiva.

A investigação foi conduzida pela Equipa da Divisão de Investigação Criminal da PSP, especialmente criada para estes fenómenos itinerantes, em coordenação com a 3.ª Secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

Pedro Proença quer profissionalizar arbitragem e admite Supertaça no estrangeiro

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O candidato à presidência da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) Pedro Proença apresentou o seu programa, no qual aponta à profissionalização do setor da arbitragem e admite que a Supertaça pode disputar-se no estrangeiro.

“Uma federação forte não se faz com arbitragem fraca ou disciplina incompreensível. Quando se entra em campo para competir no topo da nossa pirâmide, há 22 jogadores profissionais, suplentes profissionais e profissionais do treino e da medicina à volta do campo. Depois, há quatro que parecem ser, mas não são totalmente profissionais. E, a tudo isto, somamos quem está no videoárbitro. Este mandato a que me candidato não terminará sem uma profissionalização absoluta do setor da arbitragem”, sublinhou.

A discursar no auditório principal da Cidade do Futebol, em Oeiras, o ex-árbitro e atual presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) considera que a evolução passa pela “implementação de um modelo empresarial para a gestão desse setor”, que está “sequioso dessa serenidade, reconhecimento e visão”, corporizada numa Direção Técnica Nacional de Arbitragem, um órgão que pretenderá implementar na federação.

“Só com uma arbitragem totalmente profissional, uma disciplina dedicada a 100% e as duas absolutamente autónomas de interferências de outros órgãos federativos se constrói o respeito que é há muito devido e para o qual não estamos todos a fazer o que podemos”, expressou Pedro Proença, que preside a LPFP desde o início de 2014.

O candidato, que como presidente da Liga de clubes já tinha falado da possibilidade de colocar a realização da ‘final four’ da Taça da Liga fora do país, revelou que pretende a Supertaça nesses moldes, numa dinâmica de remodelação dos quadros competitivos.

“Portugal não vai excluir do seu campo de possibilidades a disputa no estrangeiro de alguma das suas provas, nomeadamente uma Supertaça totalmente relançada no nosso calendário desportivo”, realçou, prometendo globalizar os clubes portugueses.

Pedro Proença afirmou que liderar a FPF “exige competências próprias de um gestor, conhecimento específico da modalidade e uma comprovada capacidade de união”, lembrando o trabalho desenvolvido na carreira de árbitro e, depois, na Liga de clubes.

“Sou do campo de jogo, é de lá que venho, mas isso não me impediu de estudar, de aprender, de me licenciar e de construir o meu próprio caminho de gestor. Na última década, ao serviço de uma fatia importante da modalidade, o futebol profissional. Ali percorremos um caminho de salvação, recuperação, crescimento e agregação”, frisou.

Apesar de vincar não ter “nenhum pingo de sobranceria”, Pedro Proença entende que a probabilidade de vencer as eleições para a FPF “é muito alta” e assegurou que quer aliar a exigência à prudência nas variadas seleções de futebol, futsal e futebol de praia.

“Vamos dar estabilidade às equipas técnicas e condições de excelência aos jogadores e jogadoras. Em nenhum azulejo destes balneários faltará apoio e ambição. A exigência terá de ser acompanhada de prudência. A federação tem selecionadores de qualidade inegável, em quem confiamos para implementarem a política de ambição permanente. A transição normal e saudável da gestão federativa não precisa de ser acompanhada de revoluções ineficientes. Máxima confiança, máxima responsabilidade”, ressalvou.

Proença deseja ainda aumentar o tempo de atividade física nas escolas, trabalhar na base feminina para obter mais mulheres treinadoras e árbitras, fazer desenvolver a FPF juntamente com as associações regionais e criar uma ‘explosão’ de federados na base.

As eleições dos órgãos sociais federativos para o quadriénio 2024-2028 realizam-se em 14 de fevereiro, numa altura em que Fernando Gomes se encontra em funções desde o dia 17 de dezembro de 2011 e cumpre o terceiro e derradeiro mandato na liderança.

Pedro Proença e Nuno Lobo, atual presidente da Associação de Futebol de Lisboa, são os dois candidatos à sucessão de Fernando Gomes na presidência da FPF, e tiveram os elencos das respetivas listas confirmados pela comissão eleitoral no dia 09 de janeiro.

Portugal tem a taxa mais alta de cancro em crianças da UE

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A incidência de cancro em Portugal deve aumentar 20% até 2040, com o país a apresentar as taxas mais elevadas de doença oncológica em crianças na União Europeia, alerta um estudo divulgado.

Os dados constam do perfil do cancro em Portugal apresentado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e pela Comissão Europeia (CE) e que refere que a doença oncológica é a segunda principal causa de morte no país, com a taxa de mortalidade a diminuir a um ritmo mais lento do que a média da União.

As estimativas apresentadas no estudo apontam para um aumento dos novos casos de cancro em todos os países da União Europeia (UE) entre 2022 e 2040, mas com Portugal a registar um crescimento mais significativo.

Em Portugal, prevê-se que os novos casos de cancro aumentem 12% até 2030 e 20% até 2040, acima das médias da UE de 9% até 2030 e de 18% até 2040.

A OCDE e a CE referem ainda que, em 2022, terão sido diagnosticados cancros a 245 crianças e adolescentes até aos 15 anos, o que representa a taxa de incidência mais elevada entre os países da UE e da Islândia de Noruega, ficando acima da média da UE de 14 casos por 100.000 crianças.

À semelhança do que acontece na UE, em Portugal a taxa de incidência dos rapazes é ligeiramente superior à das raparigas e ambas essas taxas são aproximadamente 30% superiores à média da UE.

O diretor do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, José Dinis, adiantou à Lusa que esta elevada taxa de incidência se explica com os casos que Portugal recebe dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e que são reportados como sendo nacionais e não dos países de origem das crianças.

Apesar da elevada taxa de incidência de cancro pediátrico em Portugal, a quantidade de investigação realizada a nível nacional é relativamente reduzida, alerta ainda o estudo, ao apontar que, entre 2010 e 2022, Portugal registou apenas 22 ensaios clínicos com crianças e jovens, o que representou 5% dos 436 ensaios realizados a nível europeu durante este período.

“Este valor é significativamente inferior ao de países com uma dimensão populacional semelhante, como a República Checa (14%)”, referem a OCDE e CE, que adiantam que, em 2018, 84% dos 68 medicamentos identificados como essenciais para o tratamento do cancro em doentes entre os 0 e os 18 anos estavam disponíveis em Portugal, em comparação com uma média de 76% na UE.

O estudo agora divulgado avança ainda que, em 2021, Portugal regista uma das maiores desigualdades entre homens e mulheres em termos de mortalidade por cancro.

Os homens (318 por 100.000) registam uma taxa de mortalidade por cancro que é praticamente duas vezes a das mulheres (161 por 100.000), o que se explica, em parte, com as três localizações de cancro mais mortais – pulmão, cólon e reto e estômago – e com a maior prevalência de fatores de risco comportamentais.

Entre 2011 e 2021, a mortalidade por cancro em Portugal diminuiu 8%, uma redução que foi inferior aos 12% registados na UE, indica também o perfil da OCDE e da CE, que salienta que as melhorias a nível da mortalidade ficaram aquém das de outros países, em especial entre as pessoas com menos de 65 anos.

Nesse período, Portugal conseguiu, porém, reduzir as taxas de mortalidade de alguns dos tipos de cancro mais frequentes – como o da bexiga (-34 %), do colo do útero (-26 %), colorretal (-22 %) e da próstata (-22 %) – mais rapidamente do que a média da UE.

Já as taxas de mortalidade por cancro do pulmão diminuíram 3% entre os homens, mas aumentaram quase 23% entre as mulheres, refletindo a evolução dos padrões dos fatores de risco comportamentais, refere ainda o perfil da doença no país.

Ucrânia: Zelensky exige armas nucleares em troca de adiamento de adesão à NATO

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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, defendeu que o adiamento da adesão do seu país à NATO exige a devolução a Kiev das armas nucleares que foram renunciadas em 1994 em troca de garantias de segurança.

“Se o processo de adesão à Aliança [Atlântica] se arrastar durante anos ou décadas – não por causa da Ucrânia, mas por causa dos seus parceiros – a Ucrânia pergunta-se, com razão: o que nos protegerá deste mal [Rússia] durante todo este tempo?”, questionou Zelensky, segundo um excerto publicado na rede X de uma entrevista ao jornalista britânico Piers Morgan.

Questionado se tinha um plano B para o adiamento da adesão à NATO, o líder ucraniano sugeriu que, nesse caso, os aliados de Kiev deveriam fornecer um número suficiente de mísseis e até devolver armas nucleares, além de ajudar a financiar um Exército de um milhão de homens para travar a Rússia.

“Devolvam-nos as nossas armas nucleares, deem-nos sistemas de mísseis, ajudem-nos a financiar um exército, movam as vossas tropas para as partes do nosso estado onde queremos que a situação seja estável”, declarou Zelensky, numa alusão ao chamado Memorando de Budapeste, que em 1994 implicou a entrega daquele armamento a Moscovo, em troca de garantias de segurança das principais potências mundiais, incluindo a Rússia.

Noutro ponto do excerto da entrevista, o Presidente ucraniano exigiu também que a Rússia pague uma compensação financeira pelos danos causados durante a invasão do seu país, iniciada em 24 de fevereiro de 2022.

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