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Sexta-feira, Julho 10, 2026
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Profissionais de Saúde e diplomacia atentos ao turismo de saúde de portugueses

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Profissionais de saúde estão preocupados com a ida de portugueses a países como a Turquia para fazerem procedimentos clínicos que, em alguns casos, resultam em desfechos desastrosos, situação que está a ser acompanhada pela diplomacia portuguesa.

Preços baixos e promessas de “tratamentos quase milagrosos” atraem portugueses para fazer intervenções estéticas, tratamentos dentários, implantes capilares, cirurgia bariátrica, em países como a Turquia, Venezuela ou Brasil, correndo risco de complicações sérias por falta de acompanhamento no pós-operatório.

“Os doentes vão à procura daquilo que é o melhor para eles, mas, muitas vezes, o que parece melhor no primeiro contacto revela-se um pesadelo”, disse à agência Lusa David Ângelo, diretor clínico do Instituto Português da Face, onde já recorreram doentes após intervenções mal sucedidas no estrangeiro.

Contou o caso grave de um doente que foi para a Venezuela para realizar uma cirurgia ortognática (para corrigir deformidades ósseas na face e nos maxilares) e teve uma “complicação muito séria”, que o obrigou a ser transportado “ainda em estado pós-operatório” de avião para Portugal para ser tratado.

“Isto é uma situação gravíssima que aconteceu e pôs em risco a vida dele e, às vezes, é por uma diferença em termos financeiros, muito pequena”, disse David Ângelo, nas vésperas do Dia Mundial do Doente.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros informou que as representações diplomáticas portuguesas na Turquia e na Venezuela não receberam contactos de portugueses com problemas decorrentes dos tratamentos, mas estão cientes da situação, havendo até um alerta no Portal das Comunidades Portuguesas.

Na página sobre a Turquia é referido que se trata de “um destino popular de turismo médico”, avisando que a Embaixada de Portugal em Ancara não oferece assistência legal ou financeira em caso de conflito com prestadores de saúde.

A embaixada recomenda que os cidadãos consultem o médico em Portugal antes de viajar, informando-se sobre os riscos, benefícios e custos do tratamento. Além disso, é aconselhado a garantir que os prestadores de cuidados médicos estejam credenciados e a pedir um acordo escrito com todos os detalhes do tratamento e pós-operatório.

Estas recomendações também são feitas pelos bastonários da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, e da Ordem dos Médicos Dentistas, Miguel Pavão, e pela e Entidade Reguladora da Saúde (ERS).

Apesar de não ter competência sobre os casos em que as pessoas viajam para o estrangeiro “a título totalmente particular”, sem qualquer referenciação, a ERS realça que, sendo tratamentos cirúrgicos e invasivos, é importante garantir que as condições sejam seguras e que os utentes recebam todas as informações necessárias para tomar decisões informadas.

Quanto ao acompanhamento e complicações após cirurgias no estrangeiro, a ERS afirma que os utentes têm direito a cuidados de saúde no SNS.

É com “alguma frequência” que o Centro de Responsabilidade Integrado do Tratamento Cirúrgico da Obesidade (CRITCO) da ULS São José (Lisboa) recebe doentes que fizeram cirurgia bariátrica na Turquia, Espanha e Brasil ser qualquer avaliação ou preparação prévia.

Quando regressam a Portugal os doentes procuram habitualmente o médico de família que os reencaminha para o CRITCO, onde todos, “sem exceção”, são acompanhados multidisciplinarmente e realizam exames para avaliar o seu estado de saúde, já que o sucesso da cirurgia depende da abordagem antes e após a operação.

“A cirurgia isolada não tem sucesso a longo prazo”, refere a instituição, sublinhando que “as complicações cirúrgicas graves do pós-operatório são felizmente pouco frequentes”.

O bastonário dos dentistas alerta para os pacotes turísticos oferecidos fora da União Europeia com preços “muito apetecíveis” que incluem tratamentos médicos e dentários “quase milagrosos em tempo recorde” que acabam por ter “desfechos desastrosos”.

“Os doentes veem imagens, apenas do antes e do depois, e não percebem bem a evolução dos tratamentos e nem pensam também nas consequências”, realçou Miguel Pavão.

Carlos Cortes alerta, por seu turno, que embora possam surgir complicações em qualquer tratamento, é essencial as clínicas terem capacidade de as resolver, o que nem sempre acontece.

Os doentes acabam por recorrer a hospitais em Portugal, mas por vezes é complicado para os médicos porque desconhecem os procedimentos feitos no estrangeiro.

“É absolutamente essencial e necessário que o médico que trata essa situação conheça o historial, saiba exatamente aquilo que aconteceu, e, em muitos casos, isso pode ser difícil, porque não tem acesso a essa informação”, vincou Carlos Cortes.

“Anora” vence de novo e ganha balanço em corrida imprevisível aos Óscares

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Depois da vitória surpreendente de “Anora” como Melhor Filme nos Critics Choice Awards, o seu realizador, Sean Baker, saiu vitorioso nos Prémios do Sindicato dos Realizadores (Directors Guild of America Awards), ganhando balanço a caminho dos Óscares.

“A minha síndrome de impostor está a disparar neste momento, bem como os meus níveis de cortisol”, gracejou Sean Baker ao aceitar a estatueta, entregue numa cerimónia que decorreu no sábado à noite no Beverly Hilton Hotel.

“É uma grande honra ser reconhecido pelos meus pares”, afirmou o realizador, que bateu Brady Corbet, vencedor do Globo de Ouro por “O Brutalista”, Jacques Audiard, do controverso “Emilia Pérez”, Edward Berger por “Conclave” e James Mangold por “A Complete Unknown”.

O prémio “Outstanding Directorial Achievement in Theatrical Feature Film”, na designação em inglês, é habitualmente um bom indicador de quem tem mais hipóteses de vencer o Óscar de Melhor Realizador.

“Eles conseguiram fazer um filme de seis milhões de dólares filmado em rolo em Nova Iorque em 2023, quase uma impossibilidade”, disse Sean Baker ao elogiar a sua equipa, elenco e produtores Samantha Quan e Alex Coco.

“Anora” é um filme independente protagonizado por Mikey Madison, que interpreta Ani, uma jovem mulher que dança num clube de strip e acaba por casar com um cliente mais novo.

O filme está nomeado para seis Óscares, incluindo Melhor Filme, Melhor Realização, Melhor Atriz, Melhor Ator Secundário (Yura Borisov) e Melhor Argumento Original.

Com a vitória em duas noites consecutivas, primeiro Melhor Filme nos Critics Choice Awards e esta madrugada Melhor Realização nos DGA Awards, “Anora” ganha balanço na fase final de votação dos membros da Academia, que termina a 17 de fevereiro.

Este é um ano imprevisível, sem que nenhum filme se tenha ainda distanciado o suficiente dos outros para ser considerado favorito, ao contrário do que aconteceu nos últimos anos.

Numa noite apresentada por Judd Apatow, também o realizador de “Nickel Boys”, RaMell Ross, foi consagrado com a estatueta de Melhor Realização na Primeira Longa-Metragem.

Em documentário, foi a dupla Brendan Bellomo e Slava Leontuev que ganhou por “Porcelain War”, um retrato da resiliência pela arte no meio do caos após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Nas categorias de televisão, “Shōgun” deu a Frederick E.O. Toye melhor realização de série dramática, “Hacks” consagrou Lucia Aniello na comédia e “Ripley” tornou Steven Zaillian vencedor em minissérie.

Governo investe 52 ME na prevenção de incêndios rurais

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O Governo vai investir 52 milhões de euros no reforço da prevenção de incêndios rurais e na promoção da resiliência e da sustentabilidade dos territórios, anunciou hoje o Ministério da Agricultura e Pescas.

Em comunicado, o ministério explicou que os 52 milhões de euros serão realocados no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com o objetivo de “proteger as populações e o território face ao risco crescente de incêndios, num contexto marcado pelas alterações climáticas”.

O reforço da capacidade de intervenção das Organizações de Produtores Florestais titulares de Equipas de Sapadores Florestais e dos municípios, com um financiamento previsto superior a 30 milhões de euros (para aquisição de tratores com equipamento especializado para gestão de combustíveis) é uma das medidas previstas.

“Está também prevista a aquisição de novas viaturas para promover a operacionalidade no terreno do Programa de Sapadores Florestais, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e das Organizações de Produtores Florestais”, o que representa um valor total de cerca de 10,4 milhões de euros, acrescentou.

Segundo o ministério, as Comunidades Intermunicipais (CIM) serão apoiadas com 6,7 milhões de euros, destinados à aquisição de equipamento pesado (como buldózeres) “para a beneficiação e manutenção da Rede Viária Florestal e apoio direto às ações de combate a incêndios rurais”.

Está igualmente previsto “o apoio técnico aos projetos das Operações de Gestão Integrada de Paisagem (OIGP) e dos Condomínios de Aldeia, através da criação de Equipas Técnicas Multidisciplinares, fundamentais para a implementação eficaz destas iniciativas, subvencionadas em mais de 2,5 milhões de euros”, acrescentou.

O Ministério da Agricultura e Pescas avançou ainda que “a renovação do equipamento motomanual das Equipas de Sapadores Florestais (como motorroçadoras), num valor superior a 2,3 milhões de euros”, é outro dos objetivos, tal como o “reforço da rede de pontos de água de apoio ao combate a incêndios, num valor superior a meio milhão de euros”.

“A resiliência florestal e a sustentabilidade ambiental são prioridades estratégicas que vão ao encontro das necessidades das comunidades locais e do país como um todo, para construir um futuro mais seguro e sustentável para Portugal”, sublinhou.

Ventura fala em “reconquistar a Europa cristã” em encontro com líderes de extrema-direita

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O presidente do Chega, André Ventura, afirmou hoje, perante vários líderes de extrema-direita europeus, que é necessário “reconquistar a Europa cristã”, criticando a atuação de socialistas e social-democratas nos últimos cinquenta anos.

Esta posição foi defendida por André Ventura, em Madrid, Espanha, num encontro dos Patriotas pela Europa, o terceiro maior grupo no Parlamento Europeu, que agrega vários partidos de direita radical europeia.

André Ventura, que falou em espanhol, afirmou que “este é um tempo para união e mudança, para uma reconquista não só em Espanha mas em toda a Europa”.

“Temos que reconquistar uma Europa que é nossa, que nos pertence, e não temos medo de dizer: uma Europa cristã, porque é a Europa que construímos para nós e para as nossas crianças”, defendeu.

André Ventura considerou ainda que a Europa não vai ser grande outra vez – numa alusão ao mote de campanha do republicano Donald Trump “Make America Great Again” – se fizer o mesmo que “socialistas ou social-democratas fizeram nos últimos 50 anos”.

“Temos que dizer que chega de ideologia de género nas escolas e universidades, na comunicação social. Chega de imigrantes que vêm para o nosso território não para trabalhar mas sim para nos dizer como viver. Chega de uma classe política de parasitas que estão a enriquecer e nos fazem mais pobres com menos dinheiro para pagar luz, gás, petróleo e habitação. É tempo de união”, apelou.

Numa intervenção na qual deixou largos elogios ao líder do partido de extrema-direita espanhol Vox, Santiago Abascal, que foi eleito em novembro passado presidente do grupo político Patriotas pela Europa, Ventura afirmou que os restantes partidos europeus “já perceberam que não podem vencer através do voto democrático”.

Depois, alegou que por isso estão a tentar “prender ou matar” os líderes de direita radical utilizando como exemplo Donald Trump, que foi atingido com um disparo de uma espingarda, que o feriu na orelha direita, em julho do ano passado, durante um comício em Butler, Pensilvânia.

“Tocam em um de nós, tocam-nos a todos”, afirmou André Ventura.

“Quando ele [Donald Trump] estava no chão, não disse aos seguranças «levem-me, quero ir embora». Ele levantou-se e disse às pessoas «lutem, lutem, lutem». E é essa a nossa mensagem”, acrescentou.

O presidente do Chega disse ainda que “trocar Sanchéz por Feijóo”, o atual primeiro-ministro do Partido Socialista (PSOE) pelo líder do Partido Popular (PP), “vai ser um grande erro para a Espanha, que terá um grande custo”, considerando que os dois partidos “são a mesma coisa”.

Ventura discursou hoje em Espanha numa altura conturbada para o seu partido. Na quinta-feira, admitiu que este “não é um bom momento” para o Chega, mas recusou que a sua liderança esteja fragilizada depois de dirigentes do partido terem sido acusados de prostituição de menores, furto ou condução sob efeito de álcool.

Além disto, recentemente, Miguel Arruda, deputado eleito nas listas do partido, e que entretanto passou a não inscrito, foi também constituído arguido por alegadamente furtar várias malas do aeroporto de Lisboa.

Além de Abascal e de Ventura, estão em Madrid, entre outros, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, o vice- primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini, e a francesa Marine Le Pen, dirigente da União Nacional de França, o partido que contribui com maior número de deputados para o Patriotas pela Europa.

O Patriotas pela Europa é um grupo político que foi oficialmente criado em julho, após as últimas eleições europeias, por iniciativa de Viktor Orbán, depois de o seu partido, o Fidesz, ter saído do Partido Popular Europeu (PPE).

Atualmente com 86 deputados no Parlamento Europeu, de 14 países, tem como uma das suas principais bandeiras o discurso anti-imigração, considerado xenófobo por politólogos e organizações de defesa dos direitos humanos.

População exige reposição de efetivos no posto da GNR de Cercal do Alentejo

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Cerca de uma centena de pessoas concentrou-se hoje junto ao posto da GNR de Cercal do Alentejo, no concelho de Santiago do Cacém, para denunciar “a redução drástica” de efetivos e exigir a sua reposição.

“Este movimento prende-se com o facto de termos tido conhecimento da redução drástica de guardas no posto” de Cercal do Alentejo, no distrito de Setúbal, “em cerca de 50%”, disse à agência Lusa Sérgio Santiago, presidente da Junta de Freguesia que convocou a ação de protesto.

De acordo com o autarca, até janeiro deste ano, o posto funcionava com um efetivo de 16 militares, mas alegadamente “devido à mobilidade dos guardas”, saíram “cerca de metade” e “não foram colocados novos” elementos.

“Este posto foi o único no concelho de Santiago do Cacém que sofreu esta redução. Todos os outros mantiveram ou aumentaram, o que para nós não faz qualquer sentido, tendo em conta as características da freguesia”, criticou.

Segundo Sérgio Santiago, o posto da GNR, que dista dois quilómetros da vila de Cercal do Alentejo, está sem viatura “há cerca de três meses”, situação que “põe em causa a sua operacionalidade”.

“Contactei o Governo com estas preocupações, mas não obtive resposta e o comandante distrital [da GNR] disse-nos que a intenção é, em abril, talvez repor alguns guardas, mas não deu certezas firmes”, argumentou.

Já sobre a falta de veículo para patrulhamento, o autarca acrescentou ter-lhe sido dada a garantia de que iria ser atribuída uma viatura aquele posto, facto que “ainda não aconteceu”.

Durante a ação de protesto, alguns dos moradores manifestaram à Lusa a sua preocupação pela “falta de patrulhamento” numa freguesia com população dispersa e maioritariamente idosa, “há vários meses”.

“Não se vê uma patrulha em lado nenhum, desde que a [viatura] saiu daqui do posto, praticamente, nada”, queixou-se Carlos Sobral.

Para este morador, de 69 anos, a falta de patrulhamento “causa um sentimento de insegurança” entre a população, principalmente, para quem “vive ainda isolado na periferia” da freguesia que conta com perto de 3.500 habitantes.

“Há muitas pessoas que ainda vivem muito isoladas na periferia, mas se a patrulha passar, sentem-se mais seguras”, acrescentou.

Para o presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, a redução de efetivos da GNR “neste hiato de tempo” deveria “ter sido acautelada” pelas entidades responsáveis, de modo a evitar “o alarme das populações”.

“A câmara tem vindo a chamar a atenção seja através do Comando [da GNR], seja através da tutela que há [necessidade] de reforçar os meios e não podemos continuar a aceitar esta situação porque é fundamental o patrulhamento”, afirmou.

Também o porta-voz da Comissão de Utentes de Santiago do Cacém, Dinis Silva, se mostrou solidário com a luta da população e defendeu “o reforço de efetivos” para garantir a segurança das populações.

“Os ministros por vezes são surdos, por isso temos de fazer ações como estas ou ainda mais fortes”, frisou.

Presidenciais: Pedro Nuno diz que PS sabe que deve estar unido no apoio a um candidato

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foto: Arlindo Homem

O secretário-geral socialista defendeu hoje que o PS está “consciente de que deve estar o mais unido possível” no apoio a um candidato presidencial único, aguardando pela manifestação da vontade dos que querem concorrer sem um calendário definido.

Pedro Nuno Santos falou aos jornalistas no final da Comissão Nacional do PS que decorreu hoje em Setúbal sobre o tema das presidenciais, assegurando que foi “uma reunião muito pacífica e participada” e recusando que haja qualquer “indefinição ou hesitação” uma vez que ainda não há candidatos sobre os quais os socialistas têm que decidir o apoio.

“Sai sobretudo um partido unido, consciente de que deve estar o mais unido possível no apoio a um candidato”, defendeu.

Segundo o líder do PS, o partido não tem “o direito de impor” porque “as pessoas são livres de avançar com as suas candidaturas”, mas insistiu que “terá mais força se for uma única candidatura do espaço político do PS”.

“Sai também a ideia de que nós precisamos de um Presidente da República que partilhe a mundividência, a matriz de valores do Partido Socialista. Isso é para nós fundamental. Que tenha competência, percurso político e profissional e tenha uma visão do mundo e a capacidade de representar Portugal no mundo à dimensão daquilo que o nosso país nos habituou”, enfatizou, traçando uma espécie de perfil.

De acordo com Pedro Nuno Santos, dos diferentes nomes que vão sendo apontados na área do PS – António José Seguro e António Vitorino são os nomes que têm surgido – “todos conseguem cumprir estas competências, estas características”.

“Agora temos de esperar pelo momento em que essa vontade é manifesta de forma inequívoca para depois nós decidirmos”, disse, antecipando que esta decisão deverá ser tomada pela Comissão Nacional do partido.

O líder do PS disse que não tem um calendário para esta decisão porque “isso depende da vontade dos próprios manifestarem a sua vontade”.

“O partido não determina nem decide a vontade que têm diferentes personalidades da nossa área política de se candidatarem. Por isso, nós temos de aguardar e aguardaremos pela manifestação dessa vontade, seja em público, seja em privado, a nós, para depois nós então podermos decidir”, apontou.

Aplicação para validação prévia de dados para apoio à renda está disponível

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) disponibilizou a aplicação que permite aos inquilinos proceder à validação prévia dos seus dados para que o apoio à renda lhes seja atribuído ou o valor recalculado.

Em causa está uma funcionalidade – disponível desde esta quinta-feira no Portal da Habitação – sobretudo relevante para aquelas pessoas que são elegíveis para o apoio à renda mas para as quais o apoio não é atribuído de forma oficiosa pelo IHRU, estando sujeito a validação prévia.

Estão neste caso as pessoas que apresentam um valor de rendimentos inferior à renda que pagam ou ainda as situações em que existem desconformidades entre as declarações fiscais do rendimento de rendas do senhorio, as declarações fiscais relativas ao recebimento ou faturação de rendas, as participações dos contratos de arrendamento e as declarações fiscais dos inquilinos.

Segundo dados do IHRU, em resposta à Lusa, há 46.364 inquilinos nesta situação e para os quais o apoio não é atribuído de forma automática pelo IHRU com base na informação que lhe é remetida pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), Segurança Social (SS), Caixa Geral de Aposentações (CGA) e Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P. (FCT).

Para efetuar esta validação prévia, os inquilinos devem aceder ao “Portal Consulta Cidadão” do Apoio Extraordinário à Renda, efetuar a autentificação no Portal Consulta Cidadão com o Cartão de Cidadão, Chave Móvel Digital ou através do NIF (utilizando a senha de acesso ao Portal das Finanças), para consultar a informação da sua situação.

“Caso não integre o universo de locatários elegíveis e entenda reunir as condições legais de elegibilidade poderá apresentar a sua reclamação e pedido de esclarecimento, corrigindo de seguida os elementos de informação na sua entidade de origem, se aplicável”, indica a informação disponível no Portal da Habitação.

O apoio à renda foi criado pela lei do Mais Habitação, que entrou em vigor em outubro de 2023. Dirige-se a pessoas cujo pagamento da renda de casa lhes exige uma taxa de esforço acima dos 35%, podendo ir no máximo até aos 200 euros mensais.

São elegíveis os contratos de arrendamento existentes até 15 de março para 2023, sendo que o atual Governo aprovou, entretanto, uma alteração à lei que permite a manutenção (ou reingresso) do apoio por parte dos inquilinos que não mudaram de casa nem de senhorio, mas que foram confrontados com uma alteração contratual para aumento de renda – o que, à luz das regras iniciais, era considerado um novo contrato e motivo para perder o apoio.

A Lusa questionou por diversas vezes o IHRU sobre o universo de inquilinos nesta situação, mas não obteve resposta.

FC Porto resgata empate no clássico com o Sporting aos 90+4

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foto: Tiago Miguel de Araújo Vieira / Notícias Em Direto

FC Porto e Sporting empataram hoje 1-1 no clássico da 21.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, no Porto, onde os anfitriões chegaram ao empate aos 90+4 minutos.

O avançado inglês Danny Namaso assinou a igualdade para os ‘azuis e brancos’, na parte final do encontro, depois de o defesa espanhol Iván Fresneda ter dado vantagem para os ‘leões’, aos 42 minutos, na estreia do treinador argentino Martín Anselmi no Estádio do Dragão.

O Sporting, que terminou o jogo com menos dois jogadores, devido às expulsões, já nos descontos, de Matheus Reis e Diomande, soma 51 pontos, mais sete do que o Benfica, que no sábado recebe o Moreirense, e mais oito do que o FC Porto, que somou o quinto jogo sem vencer no campeonato e ficou ao alcance do Sporting de Braga, quarto com 40, que defronta o Gil Vicente, no domingo.

Novos Tempos: O ser humano, no centro de um novo modelo económico

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Sérgio Carvalho (Professor e Jornalista)

Os tempos que estamos a viver, após a tomada de posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos da América e as suas primeiras medidas económicas, parecem ditar o fim do mercado global livre.

O anúncio da imposição de taxas alfandegárias, na ordem dos 25%, às importações provenientes do México e Canadá (que têm um acordo económico com Estados Unidos), bem como à União Europeia e à China, puseram o mundo em estado de alerta. Fizeram soar os sinais de alarme por todos os países ligados à Organização Mundial do Comércio.

Estamos diante de uma nova política protecionista, nacionalista, que vai penalizar principalmente os países mais pobres e as economias mais frágeis.

Sabemos que as medidas foram adiadas por trinta dias, mas tudo mudou e nada será como dantes. Dos acordos de livre comércio e concorrência, passaremos à lógica do lucro e do mais forte. Certamente, abrir-se-ão verdadeiras guerras económicas.

Em 2020, o Papa Francisco enviou uma carta aos jovens economistas e empresários que se reuniram em Assis, na Itália, no evento «A Economia de Francisco». Nela, o Santo Padre defendeu que todos devemos assumir «um compromisso individual e coletivo para cultivarmos juntos o sinal de um novo humanismo que corresponda às expetativas do homem e ao desígnio de Deus.»

Segundo o Papa Francisco devemos «pôr em prática uma economia diferente, que faz viver e não mata, inclui e não exclui, humaniza e não desumaniza, cuida da criação e não a devasta.»

Este novo humanismo económico, deve promover «a salvaguarda do meio ambiente» e «não pode ser separada da justiça em relação aos pobres, nem da solução dos problemas estruturais da economia mundial.»

Já não podemos cingir-nos, apenas, aos modelos económicos tradicionais, baseados na lógica capitalista, em que o lucro e o dinheiro são o «deus» a ser adorado, nem aos modelos estatizantes de cariz marxista, onde o Estado é o dono e controlador de tudo e de todos. E pelo meio, o estado social europeu, saído do pós-guerra, agoniza.

Há que «corrigir os modelos de crescimento incapazes de garantir o respeito pelo meio ambiente, o acolhimento da vida, o cuidado da família, e equidade social, a dignidade dos trabalhadores e os direitos das gerações vindouras.»

Temos de dar passos em direção a um modelo económico novo, fruto de uma cultura de comunhão e não de exclusão e levantamento de muros que promovem de desumanização das relações humanas.

A humanidade só terá um futuro de paz, prosperidade e tranquilidade, quando o homem deixar de ser o predador do próprio homem, e se verificar uma verdadeira distribuição da riqueza, baseada na fraternidade e na equidade.

Oxalá, as ameaças vindas da Casa Branca não passem de jogadas de bluff, num jogo de cartas. Mas não nos esqueçamos que o centro da economia e do comércio são as pessoas e o seu bem-estar. Não podemos andar a brincar com a vida das pessoas…

Sérgio Carvalho

PSP tem apenas três reboques para o distrito de Lisboa e às vezes nenhum está funcional

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A PSP tem atualmente apenas três reboques operacionais no distrito de Lisboa, dois na Divisão de Trânsito e um em Oeiras, sendo que ao longo do último ano chegou a não ter nenhum a funcionar, segundo fonte oficial.

Em resposta a questões da agência Lusa, após queixas de cidadãos de serem informados pelas esquadras de que não há reboques disponíveis para acudir a algumas situações de emergência, o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) explicou que “ao longo do último ano, a Divisão de Trânsito de Lisboa (DT) oscilou entre três e nenhum reboque operacional”.

“Houve vários períodos [ao longo do último ano] em que não havia nenhum reboque operacional”, afirmou o Cometlis, acrescentando que “a necessidade de aquisição de mais reboques já foi identificada e encontra-se a ser tramitada pela tutela” (Ministério da Administração Interna).

O Cometlis adiantou que atualmente “além da Divisão de Trânsito, apenas a Divisão Policial de Oeiras possui reboque, contudo não tem tripulação permanentemente”.

O comando de Lisboa indicou ainda que “é solicitada com alguma frequência o apoio da Polícia Municipal de Lisboa, contudo o mesmo só faz determinados serviços (ou seja, não responde a todas as necessidades) e apenas dentro do Concelho de Lisboa”.

Questionado sobre se os serviços de reboque solicitados à Polícia Municipal são pagos posteriormente pela PSP, o Cometlis afirmou desconhecer a situação.

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