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Sexta-feira, Julho 10, 2026
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GNR de Paços de Ferreira acusa jogador do Feirense de agressão a militar

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A GNR de Paços de Ferreira vai reportar ao Ministério Público (MP) a agressão a um militar no final do jogo da II Liga de futebol entre Feirense e Paços de Ferreira, confirmou hoje fonte da guarda.

Fonte das autoridades contactada pela Lusa disse à Lusa que o militar terá sido agredido por um jogador do Feirense no túnel de acesso aos balneários do Estádio Capital do Móvel, em Paços de Ferreira, quando eclodiu a confusão entre elementos das duas equipas, iniciada no relvado logo após o final do encontro.

“No momento não estavam reunidas as condições para se proceder à identificação e detenção do agressor, mas será feito um auto de notícia para o MP de Paços de Ferreira, tendo a GNR solicitado para o efeito as imagens do circuito interno que comprovam o que aconteceu”, disse à Lusa a mesma fonte policial.

As agressões entre elementos das duas equipas ocorreram em pleno túnel, na sequência da confusão instalada no relvado após o apito final da árbitra Catarina Campos, aos quais acorreram os militares da GNR presentes no recinto.

Num jogo histórico, que assinalou a primeira vez que uma mulher apitou um jogo de futebol profissional masculino, Catarina Campos mostrou cartões vermelhos a Nile John (Feirense) e Marafona (Paços de Ferreira), envolvidos na confusão gerada após o final do jogo.

O final tumultuoso resultou dos festejos mais exuberantes de elementos do Feirense junto à bancada central pacense.

Moreirense regressa às vitórias dois meses depois com ‘hat-trick’ de Alanzinho

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O Notícias Em Direto esteve presente no jogo através da objetiva do repórter fotográfico Tiago Miguel de Araújo Vieira

O futebolista Alanzinho foi este sábado decisivo para o regresso às vitórias do Moreirense na I Liga portuguesa, ao marcar os três golos dos minhotos na vitória sobre o Casa Pia, por 3-2, em jogo da 22.ª jornada.

Em Moreira de Cónegos, o brasileiro precisou de apenas 17 minutos para se tornar o sexto jogador a assinar um ‘hat-trick’ nesta edição da I Liga, marcando aos 15, 26, ambos de grande penalidade, e 32, antes de Max Svensson e Cassiano reduzirem para os lisboetas, aos 50 e 90+6, respetivamente.

O Moreirense, que vinha de oito encontros seguidos sem vencer no campeonato, desde 05 de dezembro do ano passado, subiu provisoriamente ao nono lugar, com 26 pontos, enquanto o Casa Pia, que não perdia fora de casa há mais de dois meses, mantém-se na sexta posição, com 33.

PRR: Governo reforça em 137 ME investimento na frota de autocarros de emissões nulas

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O Governo reforçou em 137 milhões de euros o investimento para aumentar a frota de autocarros de emissões nulas e expandir a rede de infraestruturas de carregamento e abastecimento em todo o país, foi hoje anunciado.

O apoio à compra de veículos limpos para o transporte coletivo de passageiros conta agora com um investimento total de 227 milhões de euros.

“O Governo, através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), decidiu reforçar em 137 milhões de euros a dotação do aviso n.º01/C21-i12/2024, elevando o total do investimento para 227 milhões de euros. Esta medida permitirá aumentar a frota de autocarros de emissões nulas e expandir a rede de infraestruturas de carregamento e abastecimento em todo o país”, anunciou, em comunicado, o Ministério das Infraestruturas e da Habitação.

Com o reforço da dotação financeira vão ser comprados mais 390 autocarros de emissões nulas, atingindo um total de 861 veículos até 2026. Vão ser também instalados postos de carregamento elétrico e abastecimento a hidrogénio.

A produção, entrega e instalação das infraestruturas tem um prazo médio de 15 meses.

Para além das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, a medida cobre todo o território continental.

Conforme precisou o executivo, estão abrangidos os municípios de Aguiar da Beira, Albufeira, Alcochete, Alenquer, Ansião, Benavente, Belmonte, Braga, Bragança, Cabeceiras de Basto, Castelo Branco, Celorico da Beira, Chamusca, Cinfães, Coimbra, Fornos de Algodres, Fundão, Guarda, Leiria, Lisboa, Macedo de Cavaleiros, Mangualde, Mêda, Moimenta da Beira, Monção, Monchique, Montijo, Nossa Senhora da Graça, Oliveira de Frades, Oliveira do Hospital, Ourém, Penacova, Peniche, Peso da Régua, Pinhel, Pombal, Porto, Reguengos de Monsaraz, Seia, Sernancelhe, Sertã, Sousel, Tabuaço, Tábua, Trofa, Viana do Alentejo, Viana do Castelo e Vila Real.

Já as comunidades intermunicipais beneficiárias são Alentejo Central, Algarve, Alto Alentejo, Alto Minho, Área Metropolitana do Porto, Ave, Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela, Cávado, Douro, Grande Lisboa, Lezíria do Tejo, Médio Tejo, Oeste, Península de Setúbal, Região de Aveiro, Região de Coimbra, Região de Leiria, Tâmega e Sousa, Terras de Trás-os-Montes e Viseu Dão Lafões.

“Trata-se de garantir o acesso à mobilidade como um direito, explorando as modalidades de acesso mais adequadas a cada geografia, designadamente aos territórios de baixa procura, onde não pode ficar ninguém para trás”, afirmou o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.

Citada na mesma nota, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, referiu que a reprogramação do PRR foi uma decisão estratégica para garantir que os fundos europeus sejam aplicados “de forma eficiente e com impacto real na vida dos cidadãos”.

Papa Francisco passou noite tranquila e febre baixou

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O Papa Francisco passou tranquilamente a noite no hospital Gemelli, em Roma, onde está a ser tratado a uma infeção das vias respiratórias, depôs de ter sido internado na sexta-feira devido a uma bronquite.

Segundo fontes do Vaticano, citadas pela televisão pública RAI e pela agência de notícias italiana Ansa, o pontífice passou uma “noite tranquila” e a febre ligeira baixou.

As mesmas fontes indicaram que a terapia a que está a ser submetido está a resultar e o seu estado de saúde está a melhorar.

O Papa, de 88 anos, sofre de bronquite, que nos últimos dias o impossibilitou de ler alguns discursos, e foi na sexta-feira hospitalizado para fazer exames de diagnóstico e tratamentos complementares.

Os problemas de saúde obrigaram Francisco a cancelar a agenda dos próximos dias e na habitual missa de domingo será substituído pelo cardeal português, José Tolentino Mendonça.

Papa nomeia Raffaella Petrini como governadora do Vaticano, a primeira mulher no cargo

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O Papa Francisco nomeou a freira Raffaella Petrini como governadora do Estado da Cidade do Vaticano, tornando-se a primeira mulher a desempenhar este cargo, que iniciará em 01 de março, anunciou hoje o Vaticano.

A freira franciscana de 56 anos substituirá no cargo o cardeal espanhol Fernando Vérgez Alzaga, que faz 80 anos no dia 01 de março, cessando funções.

Raffaella Petrini será a nova presidente do Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano, o mais alto cargo da administração civil do Vaticano, depois de ter sido o “braço direito” do cardeal Vérgez durante anos.

O Papa já tinha anunciado numa entrevista, há algumas semanas, a nomeação de Raffaella Petrini, que será também presidente da Comissão Pontifícia para o Estado da Cidade do Vaticano.

Francisco procura uma maior igualdade dentro da Igreja com esta escolha, depois de, no início de janeiro, ter nomeado também uma mulher, Simona Brambilla, como a primeira prefeita à frente do Dicastério para a Vida Consagrada.

Raffaella Petrini, licenciado em ciências políticas pela Universidade Livre Internacional Guido Carli e doutorada pela Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino, ocupava o cargo de secretária-geral do Governatorato desde 2022 e sucederá agora ao Cardeal Vergéz Alzaga.

Numa audiência em janeiro passado, o Papa disse que a mentalidade “clerical e machista” na Cúria, o governo da Igreja Católica, deve ser eliminada, e que “as freiras estão à frente e sabem fazê-lo melhor do que os homens”.

O Papa recordou que há críticas de que “não há freiras suficientes em cargos de responsabilidade, nas dioceses, na Cúria e nas universidades” e admitiu que “é verdade”.

“Graças a Deus, as freiras estão à frente e sabem fazê-lo melhor do que os homens. É assim… porque têm essa capacidade de fazer as coisas, as mulheres e as freiras”, afirmou.

O pontífice também referiu já ter ouvido bispos dizerem: “’Gostaria de nomear freiras para alguns cargos na diocese, mas os superiores não as deixam ir’”. Não, por favor, deixem-nas ir”, defendeu.

Escritores angolanos desvalorizaram contribuição de mulheres para independência

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Um estudo da literatura pós-colonialista como fonte privilegiada da história angolana descobriu que muitos escritores angolanos desvalorizaram a contribuição das mulheres para a luta pela independência, afirmou a investigadora Dorothée Boulanger.

A conclusão resultou do livro “A Ficção como História – Resistência e Cumplicidades na Literatura Angolana Pós-colonial”, a tradução em português da mesma obra em língua inglesa publicada em 2022 pela académica francesa, professora na Universidade de Oxford. A investigação realizada durante o doutoramento focou-se no estudo de mais de 20 romances de oito escritores angolanos publicados depois de 1977 para fazer uma análise da política e história angolana, mas entretanto surgiram questões sobre o género e as normas sociais.

Boulanger constatou que as personagens femininas são raras e retratadas como “mães e namoradas, muito sexualizadas, frequentemente bastante ‘antipáticas’ e pouco interessantes”.

Para a investigadora, esta caracterização é “redutora” e contraria relatos factuais da participação de mulheres na resistência e movimentos anti-coloniais e na guerra civil angolana.

“É por isso que é interessante juntar todos estes livros, porque assim temos uma imagem mais completa, e a escassez de personagens femininas e mesmo a caraterização das personagens femininas era muito problemática”, afirmou a investigadora à agência Lusa.

Na sua opinião, isto “reflectia claramente alguma coisa profundamente enraizada – não diria necessariamente misoginia, mas sexismo – particularmente no que diz respeito às mulheres quando a luta de libertação estava em causa”.

Boulanger acredita que este é um sinal de como os estereótipos conservadores sobre as mulheres existentes durante o Estado Novo não foram suficientemente questionados após a independência angolana.

“Podemos dizer que os escritores não têm de ser historicamente exactos, podem escrever o que quiserem. O problema é que isto perpetua a invisibilidade das mulheres como agentes históricos, tendo participado nessa história de resistência e libertação”, vincou.

O livro de Dorothée Boulanger explora como escritores famosos, como Pepetela ou José Eduardo Agualusa, e outros menos conhecidos, como Boaventura Cardoso, Sousa Jamba ou Manuel dos Santos Lima, escreveram sobre a história do país.

“A minha principal fonte é a ficção. Interessou-me muito a forma como, ao criarem estas histórias, estão também a contar-nos uma história sobre Angola que é muito real, sobre desigualdade e violência e sobre a construção da elite”, contou a autora.

Inicialmente formada em Relações Internacionais em França, Boulanger interessou-se por este tema depois de passar dois anos como professora no Lobito, em Angola, em 2009 e 2010.

Durante este período, percebeu que as pessoas nem sempre gostavam de falar sobre a situação política, mas que os romances de autores angolanos eram bastante mais ousados na discussão deste tema e do passado recente.

Ao investigar, percebeu que muitos eram ou tinham sido ativistas e tinham relações com o partido no poder, o MPLA.

“O caso dos escritores e de Angola é fascinante, porque estiveram tão envolvidos na luta anti-colonial e também tão próximos da elite pós-colonial. E não estamos a falar apenas de proximidade ideológica ou política, estamos a falar de laços sociais, por vezes familiares, de companheirismo de longa data”, salientou Boulanger.

A académica acredita que este “sentimento de proximidade e, por conseguinte, de reflexão sobre a sua própria posição e independência enquanto escritores, uma vez que conheciam as pessoas que estavam no poder” influenciou a forma como escreveram e interpretaram a história.

Neste aspecto, disse a professora da Universidade de Oxford, a literatura angolana é singular, deixando de ser apenas uma forma de entretenimento e passando a ter um papel de fonte histórica e também de influência sobre o debate e consciência política.

“Ver o envolvimento de tantos escritores e intelectuais a este nível nos assuntos do Estado, e depois serem contadores de histórias absolutamente incríveis, acho isso realmente muito raro. Significa que existe esta ambiguidade quando se lê literatura angolana e a torna absolutamente fascinante”, .

A publicação agora do livro em português é o resultado de uma colaboração da editora Mercado de Letras e da Africae, uma editora financiada pela organização científica francesa CNRS, que vai disponibilizar posteriormente a obra em formato digital de forma gratuita.

“Era muito importante para mim ter uma versão que pudesse ser lida e compreendida por qualquer pessoa da África lusófona e tornar esta investigação disponível para além do público anglófono”, explicou Boulanger.

A académica francesa está agora a trabalhar noutros temas, nomeadamente sobre a escritora moçambicana Paulina Chiziane e também numa comparação das literaturas de Angola, Moçambique e Brasil e a forma como estas falam do ambiente.

A edição da obra em português acontece no ano em que se assinalam os 50 anos das independências dos países africanos que foram colonizados por Portugal.

PR/Brasil: Marcelo visita pela nona vez o país em nome de “aliança fraterna”

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Marcelo Rebelo de Sousa, defensor entusiasta de uma “aliança fraterna” entre Portugal e o Brasil, vai visitar o país pela nona vez como chefe de Estado, a segunda com Lula da Silva de volta à presidência.

Quando Lula da Silva foi eleito Presidente do Brasil, em 30 de outubro de 2022, derrotando o chefe de Estado brasileiro em exercício, Jair Bolsonaro, o Presidente português felicitou-o de imediato e manifestou-se certo de que o seu terceiro mandato corresponderia “a um período promissor” nas relações bilaterais.

Em abril de 2023, recebeu Lula da Silva em visita de Estado a Portugal, e elogiou-o, recordando “um longo e rasgado elogio” feito pelo seu antecessor e também antigo presidente do PSD Aníbal Cavaco Silva, em 2011: “É uma das grandes figuras do nosso tempo e um grande amigo de Portugal”.

Agora, será Marcelo Rebelo de Sousa a ser recebido por Lula da Silva, em visita oficial ao Brasil, onde já esteve oito vezes desde que assumiu a Presidência da República Portuguesa, em 2016, tendo tido como anteriores homólogos Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Um dos momentos marcantes das suas passagens pelo Brasil foi uma ida à praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, onde nadou e passeou descontraído, em julho de 2022, depois de o então Presidente Bolsonaro ter cancelado um almoço entre os dois em Brasília, por causa de um encontro que tinha agendado com Lula em São Paulo.

Na altura, Marcelo Rebelo de Sousa desdramatizou a decisão do seu homólogo, dizendo: “No Brasil nunca há problemas, é uma coisa que eu aprendi. O meu avô veio para cá no final do século XIX. Eu aprendi que no Brasil o que parece problema não é problema, só parece”.

Essa decisão de Bolsonaro não o demoveu de participar, dois meses depois, nas comemorações dos 200 anos da independência do Brasil, em Brasília, onde, no Congresso Nacional, fez uma intervenção de agradecimento aos “queridos irmãos brasileiros” pela nação que construíram.

Pediu, então, que o Brasil continuasse uma “pátria de liberdade, de democracia, de justiça, de sonho” e “potência universal”.

“Nós, portugueses, amamos profundamente no Brasil e em vós, brasileiros, essa alma enleante, indomável, tenazmente obstinada, que vos faz diferentes, que vos faz irrepetíveis na humanidade”, afirmou, exclamando: “Que para sempre viva o Brasil, que para sempre viva a fraternal amizade entre o Brasil e Portugal”.

Nessa ocasião, Marcelo Rebelo de Sousa reuniu-se por cerca de vinte minutos com Bolsonaro, no Palácio Itamaraty, e esteve ao seu lado no desfile do 07 de setembro, em Brasília. Negando que isso lhe causasse desconforto, declarou que estava no Brasil “num gesto histórico”.

“Eu estou aqui para representar Portugal num momento histórico, fosse qual fosse o Presidente. As pessoas têm de perceber o seguinte: a campanha eleitoral dura X tempo, o mandato do Presidente dura muito mais e a História de 200 anos dura muito mais”, justificou.

Marcelo Rebelo de Sousa assinala com frequência a sua ligação familiar ao Brasil, para onde emigrou o seu avô, para onde os seus pais se mudaram após o 25 de Abril de 1974, e onde vive o seu filho, com dupla nacionalidade, e uma neta.

Quando Bolsonaro cancelou o almoço em Brasília, invocou a história peculiar de D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal, que reinou e deixou descendentes no trono dos dois países, para sustentar: “Tudo entre nós é um problema de família”.

Marcelo foi ao Brasil em 2016, para a abertura dos Jogos Olímpicos e para a 11.ª Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Em 2017, voltou para as comemorações do Dia de Portugal, no Rio e em São Paulo.

Em 01 de janeiro de 2019, esteve na posse de Bolsonaro, que o recebeu no dia seguinte no Palácio do Planalto. Em 2021, participou na reinauguração do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.

Em julho de 2022, assinalou no Rio de Janeiro o centenário da primeira travessia aérea do Atlântico Sul e esteve na inauguração da Bienal do Livro de São Paulo.

Papa Francisco está em “boas condições” num hospital de Roma

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foto: Vatican Media

O Vaticano informou hoje que o Papa Francisco encontra-se em “boas condições” num hospital, apresentando uma infeção no aparelho respiratório e com febre ligeira.

A nova atualização do estado de saúde do chefe da igreja católica acrescentou ainda que Francisco iniciou uma terapia medicamentosa no hospital Gemelli de Roma.

O Papa foi internado no início do dia de hoje depois da bronquite de que sofria há uma semana se ter agravado.

Açores batem recorde de dormidas em alojamentos turísticos pelo terceiro ano consecutivo

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Os Açores bateram novamente recordes no turismo em 2024, com mais de 4,3 milhões de dormidas e 1,3 milhões de hóspedes, segundo dados revelados hoje pelo Serviço Regional de Estatística (SREA) da região.

“No ano de 2024 (dados preliminares), registaram-se 4,3 milhões de dormidas e 1,3 milhões de hóspedes, representando um acréscimo face ao ano anterior de 12,4% e 9%, respetivamente”, lê-se no relatório da atividade turística do SREA relativo ao mês de dezembro.

Segundo os dados disponíveis na página do SREA, consultados pela Lusa, este é o valor mais elevado desde que há registos (2001).

O número total de dormidas já tinha batido recordes em 2022 e 2023, superando os valores mais elevados até então, verificados em 2019, antes da pandemia de covid-19, que afetou o setor nos dois anos seguintes.

Segundo o relatório do SREA, a estada média, em 2024, situou-se nas 3,29 noites, apresentando uma variação anual positiva de 3,1%.

Em dezembro, o crescimento homólogo de dormidas foi menos acentuado do que na média do ano de 2024.

Ainda assim, contabilizaram-se no último mês do ano 129,5 mil dormidas, nos diferentes tipos de alojamento turístico, mais 4,9% do que em dezembro de 2023.

No total de 2024, as dormidas de turistas residentes no estrangeiro (2,9 milhões) representaram mais de metade do total (68,61%), registando um aumento, em termos homólogos, de 12,4%

Já o mercado nacional, que contabilizou cerca de 1,3 milhões de dormidas, equivalentes a 31,4% do total, apresentou um crescimento de 3,7%.

Entre o mercado externo, os Estados Unidos da América foram o maior mercado emissor, em 2024, com 477 mil dormidas, seguindo-se Alemanha, com 455 mil dormidas, e Espanha, com 420 mil.

Espanha foi o terceiro mercado com maior crescimento homólogo (34,1%), apenas ultrapassada por Chéquia (69,4%) e Polónia (44,3%).

Em sentido contrário, Israel (-11,9%) e Dinamarca (-5,5%) foram os únicos dois mercados a registar quebras face a 2023.

Do total de dormidas de 2024, a hotelaria registou cerca de 2,3 milhões, o alojamento local 1,8 milhões e o turismo em espaço rural 186 mil.

No entanto, foi o turismo em espaço rural a verificar a maior subida homóloga (25,2%), seguindo-se o alojamento local (17,3%) e a hotelaria (7,9%).

Considerando apenas os dois principais tipos de estabelecimentos de alojamento turístico, a hotelaria e o alojamento local, que concentraram 95,6% total de dormidas em 2024, todas as ilhas apresentaram um crescimento homólogo de dormidas.

A ilha das Flores foi a que registou uma maior subida face a 2023, com 23,6%, o dobro da média regional nestas duas tipologias (11,8%).

Seguiram-se Terceira (16,1%), São Jorge (13,5%) e Pico (12,7%).

São Miguel e Santa Maria registaram ambas uma subida de 11,1%, o Faial 7%, o Corvo 5,2% e a Graciosa 2,3%.

A ilha de São Miguel, a maior do arquipélago, concentrou mais de metade das dormidas da hotelaria e alojamento local, em 2024, com cerca de 2,8 milhões, seguindo-se a Terceira, com perto de 559 mil dormidas, o Faial, com cerca de 236 mil dormidas, e o Pico, com cerca de 235 mil dormidas.

Os proveitos totais na hotelaria atingiram, em 2024, 187 milhões de euros, um crescimento de 18% face ao ano anterior.

O rendimento médio por quarto disponível foi de 70,57 euros (mais 12,9%) e o rendimento médio por quarto utilizado foi de 116,68 euros (mais 11,1%).

Já no turismo em espaço rural, os proveitos totais foram de 18,2 milhões de euros, o que representou um aumento homólogo de 46,5%.

Nesta tipologia, o rendimento médio por quarto disponível atingiu os 65,65 euros (mais 17%) e o rendimento médio por quarto utilizado 158,97 euros (mais 13,9%).

No alojamento local não são apresentados estes números.

Pedro Nuno Santos diz que PS “não vai compactuar com o desrespeito” do Chega

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foto: Arlindo Homem

O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, sublinhou esta quinta-feira que o partido “não vai compactuar com o desrespeito” do Chega, na sequência dos insultos que ocorreram durante o debate dedicado à inclusão no ensino superior.

Pedro Nuno Santos recorreu ao X para condenar as declarações da deputada do Chega, Diva Ribeiro, que acusou a socialista Ana Sofia Antunes, que é cega, de só conseguir “intervir em assuntos que, infelizmente, envolvem deficiência” e o Grupo Parlamentar dos socialistas já informou que vai levar a questão à conferência de líderes.

“Hoje assistimos a uma violação clara do estatuto dos deputados, comprometendo o respeito devido à Assembleia da República e aos seus membros”, escreve no X a página do grupo parlamentar do Partido Socialista.

“O PS levará esta questão à conferência de líderes para que esta infração grosseira não passe em branco e tenha as devidas consequências”, acrescenta a publicação.

Também no X, Pedro Nuno Santos vinca que “o desrespeito não é ao PS, é aos portugueses, ao Parlamento e à democracia”.

O debate que foi motivado por um projeto de lei do PS que propõe a criação de um regime jurídico dos estudantes com necessidades educativas específicas no ensino superior ficou marcado por insultos da bancada do Chega após a intervenção de Diva Ribeiro.

Diva Ribeiro, do Chega, afirmou que “a realidade do nosso sistema educativo está muito longe do ideal de inclusão” e considerou que se as dificuldades são evidentes nos ciclos de ensino obrigatório, “no superior é ainda mais grave”.

Por outros motivos, a intervenção da deputada acabou por marcar o debate quando, em resposta a um pedido de esclarecimento, Diva Ribeiro acusou Ana Sofia Antunes, deputada socialista cega e ex-secretária de Estado da Inclusão, de participar nos debates apenas quando estão em cima da mesa temas relacionados com inclusão.

A declaração motivou um pedido de defesa da honra da bancada parlamentar do PS, com Marina Gonçalves a acusar Diva Ribeiro de desrespeitar “o trabalho sério” dos deputados socialistas que falam “por igual sobre qualquer tema”, e mereceu críticas de outros partidos.

Joana Mortágua, do BE, relatou ainda “ofensas por parte da bancada parlamentar do Chega” dirigidas a Ana Sofia Antunes quando os microfones estavam desligados, acusação corroborada pelo líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, que considerou inaceitáveis os comentários, “muito mais do que o que se continua a dizer – que é demais e pouco dignificante – com o microfone aberto”.

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