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Sexta-feira, Julho 10, 2026
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Mais de 270 mil alunos realizaram provas para testar formato digital

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Mais de 270 mil alunos já testaram o formato digital em que se vão realizar as provas finais, segundo o balanço feito na sexta-feira pelo ministro da Educação que relata que a primeira semana de ensaios decorreu com normalidade.

“Temos estado a fazer a monitorização diária”, disse Fernando Alexandre, adiantando que, até ao final da manhã de hoje, mais de 270 mil alunos tinham realizado a primeira prova-ensaio para testar o formato digital em que se vão realizar as provas de Monitorização da Aprendizagem (ModA) do 4.º e 6.º anos e as provas finais do 9.º ano.

Durante o mês de fevereiro, os alunos vão realizar provas em formato digital para simular as provas oficiais no final do ano letivo. O objetivo, é que se familiarizem com a plataforma eletrónica, mas também avaliar a capacidade tecnológica das escolas e identificar eventuais problemas que tenham de ser corrigidos atempadamente.

Na primeira semana dos ensaios, dedicada à disciplina de Português, foram registadas algumas falhas, segundo o ministro Fernando Alexandre que assegurou hoje que, ainda assim, o processo decorreu “com normalidade”.

“O Ministério trabalhou para isso com antecedência, criando condições para o reforço da conectividade, criando condições para a melhoria dos equipamentos informáticos, e os diretores das escolas e os professores tiveram também a fazer o seu trabalho”, afirmou o ministro da Educação, Ciência e Inovação em declarações aos jornalistas à margem da cerimónia da tomada de posse do Conselho Nacional para a Inovação Pedagógica no Ensino Superior.

Reconhecendo que o formato digital é sempre suscetível a falhas, o ministro sublinhou que o objetivo destas provas-ensaio é, precisamente, “tornar o sistema o mais robusto possível para que nenhum aluno seja prejudicado”.

Fernando Alexandre recordou ainda que, no ano letivo passado, o Governo, em funções há poucas semanas, decidiu suspender as provas digitais no 9.º ano por considerar que não estavam asseguradas as condições de equidade.

“Penso que com o grande empenho dos diretores e com a disponibilidade de meios que temos dado, as condições serão reunidas para alcançar o objetivo”, antecipou o governante.

Entre os 271.036 alunos que realizaram a prova até às 12:30 de hoje, segundo dados divulgados pelo Ministério, a maioria testou o formato digital na quarta-feira (72 mil). No primeiro dia, cerca de 40 mil alunos realizaram a prova de ensaio, a que se somaram 66 mil na terça-feira, perto de 60 mil na quinta-feira e mais de 31 mil durante a manhã de hoje.

“A ocorrência de dificuldades técnicas pela aplicação em suporte digital foi residual, tendo as escolas conseguido ultrapassar essas dificuldades por si próprias na grande maioria das situações”, refere a tutela numa nota entretanto enviada à Lusa.

O Ministério está a avaliar os “casos pontuais em que essas dificuldades impediram os alunos de realizar integralmente as suas provas-ensaio”.

As provas-ensaio arrancaram com duas greves, da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (Stop), às tarefas relacionadas com as provas-ensaio, que podem ir desde o trabalho de secretariado de exames, à vigilância ou classificação das provas.

De acordo com o ministro da Educação, as duas greves “não tiveram relevância”.

Depois das provas de Português, os alunos do 4.º ano serão chamados para demonstrar os seus conhecimentos de Inglês e os do 6.º de História e Geografia. Já na última semana de fevereiro, será a vez das provas-ensaio de Matemática.

As provas-ensaio, elaboradas pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), são obrigatórias e terão a duração de 45 minutos.

Apesar de não servirem para avaliação externa, as escolas poderão utilizar os resultados na avaliação interna dos alunos e, nesses casos, os resultados serão disponibilizados até ao final do mês de março.

Nessa altura, estão programadas também sessões de esclarecimento, que serão coordenadas pelo IAVE e pelo Júri Nacional de Exames.

Ciclista Iúri Leitão vence scratch e conquista segundo ouro nos Europeus de pista

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foto: RTP (arquivo)

O português Iúri Leitão conquistou na sexta-feira o título europeu de scratch nos Campeonatos da Europa de ciclismo de pista, que decorrem em Heusden-Zolder, na Bélgica, repetindo o ouro que já tinha assegurado na corrida por pontos.

Cerca de 24 horas depois de se ter sagrado campeão europeu na corrida por pontos, o luso voltou a subir ao lugar mais alto do pódio, desta vez no scratch, superiorizando-se ao neerlandês Vincent Hoppezak, segundo, e ao britânico William Tidball, terceiro.

Campeão olímpico de madison em Paris2024, ao lado de Rui Oliveira, e medalha de prata no omnium na mesma edição dos Jogos, Iúri Leitão chegou ao quarto título europeu de scratch, prova que já tinha vencido em 2020, 2022 e 2024.

Esta é a quinta medalha de Portugal nos Europeus que decorrem na Bélgica, pois para além das medalhas de Iúri Leitão, também Rui Oliveira garantiu a prata na eliminação e Maria Martins o bronze no scratch, enquanto Ivo Oliveira tem assegurado um dos dois lugares mais altos do pódio ao disputar ainda hoje a final de perseguição individual.

Emprego público aumenta 1% no 4.º trimestre e atinge máximo desde 2011

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© João Polónia / Notícias Em Direto

O número de trabalhadores da administração pública cresceu 1% no quarto trimestre de 2024, face ao período homólogo, para 753.850, alcançando o valor mais elevado desde o último trimestre de 2011, segundo dados divulgados pela DGAEP.

“A 31 de dezembro de 2024, o emprego no setor das administrações públicas situou-se em 753.850 postos de trabalho, o que representou um aumento de 1% (+7.581 postos de trabalho) face ao trimestre anterior. Em relação ao trimestre homólogo, o aumento foi de 1% (+7.476 postos de trabalho)”, lê-se na Síntese Estatística do Emprego Público, divulgada hoje pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP).

O número de funcionários públicos voltou, assim, a renovar máximos da série estatística, que começou no último trimestre de 2011. Face ao último trimestre de 2011, houve um aumento de 3,6% (mais 26.149 trabalhadores).

A evolução homóloga nas administrações públicas deve-se, essencialmente, à administração local (+4.504 postos de trabalho, o equivalente a uma subida de 3,3%) e à administração central (+4.121 postos de trabalho, o equivalente a uma subida de 0,7%).

“Na administração local, o aumento homólogo é explicado em grande parte pela variação nas câmaras municipais (+3.713 postos de trabalho face a 31 de dezembro de 2023)”, aponta a DGAEP.

Por outro lado, na administração central “o aumento homólogo de emprego teve origem principalmente na área governativa da Educação, Ciência e Inovação” com um aumento de 2.804 postos de trabalho (o equivalente a 1,2%) face ao período homólogo, “resultado sobretudo do acréscimo nas carreiras de docentes do ensino universitário e superior politécnico (+831 postos de trabalho face a 31 de dezembro de 2023), técnicos superiores (+614 postos de trabalho) e educadores de infância e docentes do ensino básico e secundário (+644 postos de trabalho)”, acrescenta.

Já a variação face ao trimestre anterior deve-se, em grande parte, ao acréscimo de 6.584 postos de trabalho na administração central “e ocorreu sobretudo nos Estabelecimentos de Educação e Ensino Básico e Secundário (+4.290) e nas Unidades Orgânicas de Ensino e Investigação (+1.975)”.

Segundo este documento, 14,6% da população empregada em Portugal trabalha no setor das administrações públicas.

Liga 3 : Lusitânia de Lourosa conquista a 1ª vitória na Fase de Subida

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O Notícias Em Direto esteve presente neste jogo através da objetiva do repórter fotográfico Tiago Miguel de Araújo Vieira

Lusitânia de Lourosa e Varzim defrontaram-se este Sábado na “Capital da Cortiça”, em jogo a contar para a 2ª Jornada da Fase de Subida da Liga 3.

Ambos vinham de derrotas e queriam por isso estrear-se a vencer nesta nova etapa da competição.
Os poveiros entraram melhor no jogo com um remate de Ivanildo Nhaga ao poste, mas acabaram por ser os “Leões” a inaugurar o marcador ao minuto 7 por intermédio de Renato Soares.

Daí para a frente o domínio caseiro foi absoluto, mas ao intervalo o marcador fixou-se em 1-0.

No segundo tempo ambos os treinadores mexeram as suas equipas com um objectivo comum e os dois emblemas dispuseram de várias oportunidades para fazer balançar as redes, contudo pecaram na finalização.

No entanto assim que o placard atingiu a marca de 90 minutos, já na compensação, Miguel Pereira através de um remate acrobático aumentou a vantagem lusitanista para 2-0.

Vitória importante para a equipa comandada por Pedro Miguel, os primeiros 3 pontos nesta Fase, antes de ir a Fafe na próxima jornada.

Já os “lobos do mar”, orientados por Vítor Paneira somaram a sua segunda derrota consecutiva e vão receber o Atlético CP na Póvoa ainda com 0 pontos na classificação.

Tiago Miguel De Araújo Vieira | Notícias Em Direto (texto e foto)

Posse de Pedro Proença adiada para 24 de fevereiro face à morte de Pinto da Costa

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Pedro Proença será empossado na Federação Portuguesa de Futebol (FPF) no dia 24 de fevereiro, às 11:30, anunciou no sábado o organismo que rege a modalidade, devido às cerimónias fúnebres do antigo presidente do FC Porto Pinto da Costa.

“A posse do novo presidente da FPF, Pedro Proença, e dos restantes órgãos sociais foi reagendada para o dia 24 de fevereiro, pelas 11:30”, lê-se no comunicado divulgado hoje no sítio da FPF.

Pedro Proença foi eleito para suceder a Fernando Gomes na presidência da FPF, no quadriénio 2024-2028, na sexta-feira, tendo, para assumir o cargo de deixar a liderança da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), que deveria ocorrer na Assembleia Geral, que seria seguida de Cimeira de Presidentes, marcada para segunda-feira, agora data coincidente com o funeral de Pinto da Costa.

O velório de Pinto da Costa vai iniciar-se na tarde de domingo, a partir das 18:00, na Igreja das Antas, no Porto, estando o funeral marcado para a manhã do dia seguinte.

Nas eleições de sexta-feira, Pedro Proença recolheu 62 votos entre os 84 delegados que votaram na Assembleia Geral eleitoral da FPF, contra 21 de Nuno Lobo, que presidiu nos últimos 13 anos à Associação de Futebol de Lisboa, tendo havido também um voto em branco.

Acompanham Proença no ‘elenco’ diretivo José Fontelas Gomes, presidente do Conselho de Arbitragem nos últimos dois mandatos de Gomes, os até aqui líderes das associações de classe Joaquim Evangelista, dos jogadores, os ex-futebolistas Toni, Domingos Paciência e Daniel Carriço, juntamente com Sofia Teles e Pedro Xavier, das associações de Porto e Beja, e Júlio Vieira, que presidiu à associação de Leiria e integrava o elenco de Gomes, assim como Sandra Costa Parente, que lidera a empresa Liga Centralização.

O antigo secretário de Estado social-democrata Luís Álvaro Campos Ferreira vai liderar a Mesa da Assembleia Geral (MAG), que conta ainda com o socialista e também antigo governante João Paulo Rebelo.

Os outros órgãos sociais vão ser presididos por Luciano Gonçalves, líder da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), no caso do Conselho de Arbitragem, Ana Raquel Sismeiro o Conselho Fiscal (CF), Sandra Oliveira e Silva, que preside a Comissão de Instrutores da LPFP, o Conselho de Disciplina, e Luís Verde de Sousa para o Conselho de Justiça.

Fernando Gomes, de 72 anos, deixa a presidência da FPF após três mandatos desde a sua primeira eleição, em 10 de dezembro de 2011 – foi empossado uma semana depois, no dia 17.

Benfica vence Santa Clara com golo de Bruma e fica a um ponto do Sporting

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foto: Daniela Duarte / Notícias Em Direto

Bruma marcou este sábado o golo da vitória do Benfica no terreno do Santa Clara, por 1-0, na 22.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, deixando provisoriamente o emblema das ‘águias’ a um ponto do líder Sporting.

O extremo internacional português contratado ao Sporting de Braga marcou o seu oitavo golo na I Liga, o primeiro pelo Benfica, em Ponta Delgada, aos 55 minutos, quebrando a sequência de duas vitórias seguidas e três jogos sem perder dos açorianos.

O Benfica, que venceu pela terceira jornada consecutiva, segue no segundo lugar, com 50 pontos, menos um do que o líder e campeão nacional Sporting, que hoje recebe o Arouca, enquanto o Santa Clara, que ficou reduzido a 10 aos 76, por expulsão de Sidney Lima, permanece no quinto posto, com 38.

Consulado de Portugal em Luanda abre 300 vagas para vistos por dia

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O Governo português aponta a elevada procura e os “açambarcamentos” como os principais motivos para as dificuldades no agendamento de pedido de vistos em Luanda, onde são abertas 300 vagas por dia.

Numa resposta escrita enviada à Lusa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) assinala que são disponibilizados, por dia, 300 agendamentos para pedidos de visto pelo consulado-geral de Luanda, na plataforma de agendamentos da VFS Global, sublinhando o “empenho de Portugal em promover a mobilidade entre os dois países”.

O MNE salienta ainda “o salto qualitativo e quantitativo” com a abertura do Centro dedicado de Pedidos de Vistos para Portugal em Luanda, apontando o aumento expressivo dos números.

Em 2024, o número de vistos concedidos por Portugal a cidadãos angolanos foi de cerca de 64 mil (incluindo vistos Schengen ou de curta duração e nacionais de longa duração), um aumento de 12,5% face a 2023 e de 61% comparativamente a 2022.

Segundo o MNE, em 2023, o último ano que é possível comparar em termos de emissão de vistos com os restantes parceiros do espaço Schengen, Portugal concedeu mais vistos de curta duração do que todos os restantes oito Estados-Membros presentes em Angola, sendo responsável por cerca de 84% do total de vistos concedidos em Angola “com uma taxa de aprovação sem paralelo”.

Sobre o acordo de mobilidade CPLP, o Governo português realça que os vistos nacionais mais do que triplicaram em 2024 face ao ano precedente, reforçando a tendência de crescimento já observada em 2023, quando se registou uma duplicação do volume de vistos nacionais emitidos face a 2022.

Na resposta enviada à Lusa, através do seu gabinete de imprensa, o MNE nota ainda que o funcionamento da plataforma de agendamentos da VFS (através da qual são submetidos os pedidos) “não tem conhecido problemas de ordem técnica que a tenham tornado inativa, pelo que uma eventual ausência de vagas para agendamento com que os utentes se possam deparar, não decorre de problemas técnicos, mas sim da muito elevada procura e de eventuais açambarcamentos de vagas por atores ilícitos”.

Vários requerentes de vistos têm denunciado desde o ano passado dificuldades em fazer o agendamento por indisponibilidade de vagas na plataforma da VFS Global.

Questionado sobre os motivos da parceria com esta empresa, o MNE respondeu que os prestadores de serviços externos, como a VFS, são “uma mais-valia para a rede consular portuguesa”, encarregando-se das tarefas de agendamento, atendimento, pré-verificação documental e recolha de dados biométricos, tal como os centros de atendimento permitem uma maior cobertura geográfica dos postos consulares e maior capacidade de receção de pedidos de visto.

Os pedidos de visto processados pelo Consulado-Geral de Portugal em Angola são apresentados nas instalações da VFS Global e os agendamentos têm de ser feitos na plataforma de agendamentos desta empresa, “disponível tanto em língua inglesa como em língua portuguesa, com apoio permanente de um ‘call centre’ para esclarecimento de dúvidas e apoio aos requerentes”, sendo as vagas disponibilizadas de acordo com a capacidade de processamento dos postos consulares, acrescenta.

A VFS Global respondeu também por escrito à Lusa, admitindo que a crescente procura de agendamentos de vistos tem levado ao aumento de fraudes, desde burlões que se fazem passar por funcionários a agentes e intermediários que prometem uma marcação antecipada com um custo adicional para os requerentes de vistos.

A VFS Global afirma ter implementado “medidas rigorosas” nos seus centros em Angola e apela e encoraja as denúncias de quaisquer promessas de facilitação de marcações antecipadas, através do correio eletrónico rsocza@vfsglobal.com.

Para acabar com estes incidentes, a VFS Global confirma que está a cooperar com Portugal na implementação de um sistema de agendamento por reconhecimento facial e salienta que não tem qualquer poder de decisão no número de vagas oferecida ou subsequente tratamento dos vistos.

“O nosso papel limita-se às operações de processamento administrativo, que incluem a marcação de entrevistas de acordo com as diretivas do Consulado-Geral, a aceitação de pedidos, o registo de dados biométricos, o recebimento de taxas, o subsequente envio dos pedidos ao Consulado-Geral para análise e decisão e a devolução dos resultados aos requerentes”, diz a VFS.

A empresa salienta que tem “uma política de tolerância zero contra práticas antiéticas e fraudulentas” e que é parceira de 68 governos, tendo implementado tecnologias de segurança em toda a rede global.

Nem a VFS Global nem o MNE referiram quais são as contrapartidas pela prestação destes serviços nem o valor anual das receitas com taxas e emolumentos.

Desde que estabeleceu a sua presença em Angola em 2012, a VFS Global opera atualmente três centros no país e emprega 95 cidadãos angolanos.

Mestre da guitarra portuguesa Carlos Paredes faria hoje 100 anos

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O guitarrista Carlos Paredes faria hoje 100 anos e para o celebrar há um conjunto de iniciativas que já começaram no início do mês e se vão prolongar ao longo dos próximos meses, incluindo dois concertos, hoje.

Na Aula Magna da Universidade de Lisboa, vão juntar-se, às 18:00, Ana Telles, a Banda de Música Bombeiros de Torres Vedras, Carlos Alberto Moniz, A Garota Não, Gonçalo Lopes, Inês Vaz, Joana Bagulho, Luísa Amaro, Mafalda Lemos, Gonçalo Lopes, Mário Laginha, Miguel Amaral, Simão Mota, Alma Menor e Rumos Ensemble.

O espetáculo, de entrada gratuita, que faz parte do programa Música na Universidade de Lisboa, já tem lotação esgotada.

Também hoje, no Convento São Francisco, em Coimbra, o norte-americano Ben Chasny e o português Norberto Lobo dão mais um dos vários concertos da série de atuações sob o mote “Paredes”, de homenagem ao músico de “Verdes Anos”, que prossegue em Faro, na terça-feira, e no Tremor, nos Açores, em abril.

A Assembleia da República assinala o centenário do nascimento do guitarrista com um concerto de Luísa Amaro, na quarta-feira, na Sala do Senado.

A entrada no concerto “Carlos Paredes – 100 anos”, que está marcado para as 19:00, logo após o final da sessão plenária, é gratuita, mediante marcação.

Na sexta-feira, no Theatro Circo, em Braga, o pianista Mário Laginha toca com Julian Arguelles (saxofone), Romeu Tristão (contrabaixo) e João Pereira (bateria), num concerto de homenagem ao guitarrista.

Carlos Paredes nasceu em Coimbra, em 16 de fevereiro de 1925, e morreu em Lisboa, em 23 de julho de 2004, cidade para onde a família se havia mudado logo em 1931.

Filho do guitarrista Artur Paredes, outro nome maior da guitarra portuguesa, Carlos Paredes deu continuidade a uma linha familiar de gerações de músicos, mantendo-se leal à tradição e ao estilo de origem, tocando a guitarra de Coimbra, com a afinação do fado de Coimbra. Imprimiu, porém, uma abordagem pessoal, que o levou aos principais palcos mundiais e a trabalhos conjuntos com outros grandes intérpretes, como o contrabaixista norte-americano de jazz Charlie Haden, com quem editou o álbum “Dialogues”. O Kronos Quartet adotou “Verdes Anos” para o seu repertório.

Carlos Paredes viveu sobretudo em Lisboa e a cidade inspirou muitas das suas composições. “Verdes Anos”, uma das mais conhecidas da sua obra, foi composta para o filme homónimo de Paulo Rocha, marco do Novo Cinema português dos anos de 1960.

Combatente antifascista, opôs-se à ditadura e foi preso pela PIDE, no final da década de 1950, tendo sido encarcerado na Cadeia do Aljube e no Forte de Caxias.

Até à década de 1990, conciliou a guitarra com a sua atividade como administrativo no Hospital de São José, em Lisboa. “Sou funcionário público. Não é uma profissão que me agrade muito, mas é uma profissão muito digna”, afirmou, citado no livro “Amigo Paredes”, de Paulo Sérgio dos Santos.

“Os portugueses já me ouvem tocar há tanto tempo que devem estar fartos de mim”, disse ao Público, em 1991, citado numa publicação que lhe foi dedicada pela Biblioteca-Museu República e Resistência, de Lisboa.

Anos antes, em 1978, no jornal O Diário escrevia: “Historicamente, há que distribuir a luta pela defesa e robustecimento da integridade espiritual do Povo português, por dois períodos. Exigia o primeiro situado em pleno fascismo e acompanhando o seu desenvolvimento e declínio até à libertação, em 1974, que se fizesse face à confusão de valores, à castração das artes, à substituição das formas de expressão mais conscientes por outras mais manipuláveis. Era, então, necessário separar o trigo do joio”.

Nesse texto, citado numa publicação de 2003 da Biblioteca-Museu República e Resistência, de Lisboa, Paredes continuava: “Como é lógico, tão difíceis tarefas começaram por caber aos intelectuais. Intelectualidade e cultura passaram a constituir no consenso geral, uma unidade exclusiva. Em 25 de Abril, o processo de consciencialização popular adquiriu um novo e poderoso alento com a ‘explosão’ da capacidade criadora das massas de que a Reforma Agrária é um dos completos e maravilhosos exemplos”.

Escrevia o guitarrista: “As responsabilidades pela evolução da cultura pertencem, agora, em partes equivalentes, aos intelectuais e a todos os outros trabalhadores”.

Em dezembro de 1993 foi-lhe diagnosticada uma mielopatia, doença que lhe atacou a estrutura óssea e que o impediu de tocar a guitarra.

Nesse ano começou a gravar o último álbum, “Canção para Titi”, que seria editado apenas em 2000.

O programa de celebração do centenário de Carlos Paredes, “Variações para Carlos Paredes”, foi repartido em três linhas de atuação: a vertente performativa, com espetáculos, a vertente de investigação, com publicações e colóquios, e a vertente educativa, com oficinas, visitas e roteiros.

O programa foi elaborado por um grupo de trabalho, nomeado pelo Ministério da Cultura e coordenado por Levi Batista (executor do testamento de Carlos Paredes), do qual fizeram parte a diretora do Museu do Fado, Sara Pereira, o coordenador da equipa de instalação do Arquivo Nacional do Som, Pedro Félix, o historiador António Nunes e Filipa Alfaro (Ministério da Cultura).

Toda a extensa programação está disponível para consulta em www.centenariocarlosparedes.pt.

Óbito/Pinto da Costa: “Uma vida a elevar o nome do clube ao topo do mundo”

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O presidente do FC Porto, André Villas-Boas, manifestou este sábado “consternação e triste pesar” pela morte de Pinto da Costa, lembrando-o como alguém que “dedicou toda uma vida para colocar e elevar o nome da instituição ao topo do mundo”.

“É um momento de consternação profunda e de triste pesar para todos os Portistas e para o futebol nacional e internacional. Vemos partir um homem que marcou o FC Porto, os seus Associados e Adeptos, o Portismo, a cidade do Porto, a região Norte e o País”, reagiu Villas-Boas, num comunicado divulgado no site oficial dos ‘dragões’.

Elegendo Pinto da Costa como “o presidente dos presidentes”, Villas-Boas salientou que o seu antecessor no cargo “dedicou toda uma vida para colocar e elevar o nome da Instituição ao topo do mundo”.

“Entregou-se de corpo e alma ao Clube e pelo caminho formou homens e mulheres, jogadores e atletas orientados para a vitória e assentes na defesa dos mais elevados princípios com que defendeu o nosso símbolo e ajudou a formatar os valores do Futebol Clube do Porto”, notou o presidente portista, que em 2010/11 foi aposta de Pinto da Costa para treinador da equipa de futebol, conquistando nessa temporada o título de campeão nacional, a Taça de Portugal, a Supertaça Cândido de Oliveira e a Liga Europa, antes de rumar ao Chelsea.

Além de endereçar sinceros pêsames à família do antigo presidente do FC Porto, Villas-Boas concluiu: “O FC Porto abraçá-lo-á na eternidade guiando-se sempre pelo seu amor pelo Clube”.

André Villas-Boas foi eleito presidente do FC Porto em abril do ano passado, vencendo precisamente Jorge Nuno Pinto da Costa, que liderou o emblema ‘azul e branco’ durante 42 anos, desde 1982.

Jorge Nuno Pinto da Costa, ex-presidente do FC Porto, clube no qual se estabeleceu como dirigente mais titulado e antigo do futebol mundial entre 1982 e 2024, morreu hoje aos 87 anos, vítima de cancro.

Pinto da Costa tinha sido diagnosticado com um cancro na próstata em setembro de 2021 e agravou o seu estado de saúde nas últimas semanas, menos de um ano depois da derrota nas eleições do clube.

Empossado pela primeira vez em 23 de abril de 1982, seis dias depois de ter sido eleito sem oposição como sucessor de Américo de Sá, o ex-dirigente exerceu funções durante 42 anos e 15 mandatos consecutivos, levando o FC Porto à conquista de 2.591 títulos em 21 modalidades – 69 dos quais no futebol sénior masculino, incluindo sete internacionais.

Morreu Pinto da Costa, ex-presidente do FC Porto, aos 87 anos

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Jorge Nuno Pinto da Costa, ex-presidente do FC Porto, no qual se estabeleceu como dirigente mais titulado e antigo do futebol mundial entre 1982 e 2024, morreu hoje aos 87 anos, vítima de doença prolongada, confirmou hoje à Lusa fonte próxima da família

Pinto da Costa tinha sido diagnosticado com um cancro na próstata em setembro de 2021 e agravou o seu estado de saúde nas últimas semanas, menos de um ano depois da derrota frente a André Villas-Boas, antigo treinador da equipa de futebol portista e atual 34.º presidente do clube, nas eleições mais participadas da história ‘azul e branca’, em 27 de abril.

Empossado pela primeira vez em 23 de abril de 1982, seis dias depois de ter sido eleito sem oposição como sucessor de Américo de Sá, o ex-dirigente exerceu funções durante 42 anos e 15 mandatos consecutivos, levando o FC Porto à conquista de 2.591 títulos em 21 modalidades – 69 dos quais no futebol sénior masculino, incluindo sete internacionais.

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