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Sexta-feira, Julho 10, 2026
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Cinfães vence em Aveiro e chega aos 30 pontos no Campeonato de Portugal

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O Notícias Em Direto esteve presente no jogo através da objetiva do repórter fotográfico Tiago Miguel de Araújo Vieira

O SC Beira-Mar recebeu, este domingo, no Estádio Municipal de Aveiro o CD Cinfães, em jogo a contar para a jornada 19 do Campeonato de Portugal.

Os aveirenses alinharam de início com Bozinoski, Tiago Melo, Francisco Sancho, Diogo Abdul, Fernandinho, David Santos, Paulo Grilo, Gustavo Teixeira, Diogo Sancho, Niang e Mathiola.

A formação de Viseu foi a jogo com : Danny Carvalho, Rúben Vale, David Martins, Tomazi, Assis, Serginho, Kaká, Lourenço Teixeira, Diogo Nunes, Mboulou Júnior e Francisco Batista.

Uma primeira parte dividida por ambos os emblemas, mas com muitas paragens pelo meio, o que motivou a equipa de arbitragem a dar algum tempo de compensação após os 45 minutos.

Ao minuto 81 acontece o lance que marca o jogo, com Diogo Nunes a finalizar para o golo do Cinfães.

A formação da Veneza de Portugal está há 4 jogos sem vencer, com duas derrotas consecutivas em casa. Este desaire levou mesmo ao afastamento do timoneiro António Oliveira, que deverá ser substituído até ao final da temporada pelo actual director técnico do Clube, Fabeta.

Já o Cinfães pôs fim ao calvário de 4 jogos sem vencer, está em 5º Lugar com 30 pontos, embora com um encontro a menos. ‎

Tiago Miguel de Araújo Vieira / Notícias Em Direto (texto e foto)

Porsche quer cortar 1.900 postos de trabalho na Alemanha

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DR

O construtor de carros de luxo Porsche anunciou que quer cortar 1.900 empregos na Alemanha, face às dificuldades do setor automóvel que não poupam a marca do grupo Volkswagen.

Devido à queda das vendas e a uma transição difícil para os veículos elétricos, foi decidido “um programa para eliminar 1.900 empregos” nos próximos anos, segundo um comunicado divulgado pela marca.

A eliminação de postos de trabalho, que representa cerca de 4,5% do total da Porsche (42.000 trabalhadores a nível mundial), envolve duas unidades alemãs localizadas perto de Estugarda, no sudoeste do país.

A eliminação de empregos será posta em prática sem despedimentos obrigatórios e antes de 2030, segundo um acordo de empresa que protege os trabalhadores até essa data.

A marca pretende que haja saídas para a reforma, um dispositivo de reforma parcial e o congelamento das contratações para reduzir o número de trabalhadores, precisa o comunicado.

Num setor automóvel europeu em crise, a Porsche não foi poupada, depois de a empresa-mãe, a Volkswagen, ter anunciado recentemente que queria cortar 35.000 postos de trabalho na Alemanha na sua marca principal (VW) e interromper a produção em duas das suas fábricas.

O setor automóvel enfrenta uma queda na procura, o aumento de custos, principalmente na energia e a concorrência de marcas chinesas.

Em 2024, o grupo com sede em Estugarda registou um recuo de 3% nas suas entregas globais, com uma descida particularmente acentuada na China (-28%), o seu maior mercado. Este declínio é mais significativo do que o da Volkswagen, cujas vendas caíram 1,4%.

Movimentos de libertação foram empurrados para luta armada pela ditadura salazarista

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O jornalista e investigador Carlos Lopes Pereira, nascido em Bissau, defendeu este domingo, em Torres Novas, que os movimentos de libertação foram empurrados para a luta armada pela ditadura salazarista, que recusou a proposta de uma negociação pacífica.

Numa sessão da “Roda de Conversa” promovida pelo CHUDE – Centro Humberto Delgado, na aldeia do Boquilobo, no concelho de Torres Novas (Santarém), sobre “A Guerra Colonial e as lutas de libertação nacional nas ex-colónias portuguesas em África”, Carlos Lopes Pereira e o médico ex-combatente e, depois do 25 de Abril de 1974, membro de um comité local do MPLA em Angola, José Vaz Teixeira, foram os “espivatadores” de um debate marcado pelo testemunho emocionado de ex-soldados portugueses marcados pela violência do que foram “obrigados a fazer”.

“Não há dúvida que a responsabilidade política das guerras foi da ditadura fascista”, pois “recusou-se negociar a independência com os movimentos de libertação de forma pacífica”, declarou o também responsável pela publicação “Textos da luta / Amílcar Cabral”, lembrando que o “pai” da independência da Guiné-Bissau escreveu, em 1960, uma carta ao Governo português, na qual pedia que os portugueses fossem poupados a uma guerra que Portugal inevitavelmente iria perder, a qual ficou sem resposta.

Carlos Lopes Pereira recordou que “a ditadura não quis falar”, pelo que lhe cabe “a responsabilidade da guerra colonial de 13 anos”.

Na sua intervenção, o ex-militante do Partido Africano para a Independência da Guiné e de Cabo Verde (PAIGC) e atual diretor de informação da Rádio Voz da Planície, em Beja, alertou para a “deturpação da História”, pedindo o reforço da “vigilância contra a falsificação” e a que se mantenha “viva a verdade histórica”.

“Ao fim de 50 anos da independência das antigas colónias [é natural] que a História seja feita e refeita […], mas é necessário ter grande cuidado para combater a manipulação, a falsificação que também acontece, não de maneira ingénua, não por acaso, mas que está associada a determinadas forças políticas que foram sempre contra a independência das colónias e que ainda hoje continuam com um discurso colonialista em relação ao que se passou”, declarou.

No debate de hoje, em que se multiplicaram os depoimentos de antigos combatentes portugueses enviados aos 20 anos para uma guerra que, na maioria, não queriam nem compreendiam, ficou claro que “as pessoas têm necessidade de falar”.

Mota Pereira contou como esteve entre 1961 e 1965 numa das piores zonas de guerra em Angola, nos Dembos, onde assistiu “a coisas inacreditáveis”.

“Matámos, destruímos aldeias, acampamentos, porque fomos obrigados”, disse, com lágrimas nos olhos e voz embargada, pedindo que se fale, que se conte o que se passou, em sessões como esta, mas também em escolas, relatando como tem juntado documentos para “tentar compreender”.

Mota Pereira lembrou que a maior parte dos jovens enviados para o então Ultramar eram na maior parte analfabetos e “não havia consciência”, recordando que, ao entrar nos caminhos dos Dembos (atual província do Bengo), a ordem que recebeu foi: “Daqui para a frente, tudo o que mexer é para matar”.

Chorando, confirmou que “houve, sim, bombas de napalm”, porque foi testemunha disso.

“Inimigos? Nós é que estávamos a mais. Eles estavam a defender o que era deles”, rematou, num testemunho que se seguiu a uma questão levantada por uma jovem.

Mariana, de 23 anos, questionou por que razão 800.000 jovens foram enviados em 13 anos para combater em África e de quem foi a responsabilidade.

Para Carlos Lopes Pereira, “não há dúvida que a responsabilidade política das guerras foi da ditadura fascista” que deixou sem resposta o convite a uma solução negociada, não deixando alternativa aos movimentos que se formaram na sequência da onda nacionalista que despontou no continente, finda a Segunda Guerra Mundial.

O Centro de Estudos sobre o Republicanismo e a Oposição à Ditadura Portuguesa – Centro Humberto Delgado localiza-se na aldeia do Boquilobo, terra natal do opositor a Salazar, assinalando em 2025 os 60 anos do assassínio do “General sem medo” (13 fevereiro 1965).

Ciclista português António Morgado conquista terceira edição da Clássica da Figueira

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O ciclista português António Morgado (UAE Emirates) conquistou este domingo a terceira edição da Clássica da Figueira, ao chegar isolado à meta na Figueira da Foz, após um ataque a mais de 20 quilómetros da meta.

O corredor natural das Caldas da Rainha, de 21 anos, cumpriu os 192,7 com partida e chegada à Torre do Relógio, na marginal da Figueira da Foz, em 04:35.47 horas, deixando, a cinco segundos, o francês Paul Magnier (Soudal Quick-Step) e o checo Mathias Vacek (Lidl-Trek), segundo e terceiro classificados, enquanto Rui Costa (EF Education-EasyPost) terminou no quinto posto, atrás do britânico Samuel Watson (INEOS).

António Morgado, que este ano já tinha vencido o Gran Premio Castellón, sucede no historial ao belga Remco Evenpoel, campeão olímpico de fundo e contrarrelógio em Paris2024, e ao dinamarquês Casper Pedersen, ambos da Soudal Quick-Step.

Óbito/Pinto da Costa: Anselmi dedica vitória ao ex-presidente e destaca legado que “exige mais”

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foto: Sérgio Carvalho / Notícias Em Direto

O treinador do FC Porto, Martín Anselmi, dedicou a vitória sobre o Farense, por 1-0, ao antigo presidente Pinto da Costa, que morreu no sábado, destacando que o seu legado exige mais aos portistas.

“Foi uma vitória especial para nós. Não tive a sorte de trabalhar com o antigo presidente, mas pude conhecer o seu legado. O lema do clube é ‘vencer desde 1893’, mas acho que, desde 1982, por todo o legado e a quantidade de título que nos deixou nas vitrines, isso ainda nos exige mais”, disse o técnico argentino, na conferência de imprensa após o jogo da 22.ª jornada da I Liga de futebol.

Martín Anselmi lembrou “os 42 anos de muitos êxitos para o clube” no ‘reinado’ de Jorge Nuno Pinto da Costa, entre 1982 e 2024.

“Esta é uma vitória que lhe dedicamos a ele, e a toda a sua família”, referiu.

O técnico revelou ainda que, quando o plantel aterrar no Porto, após a viagem de avião ainda esta noite, fará uma visita à Igreja das Antas, onde decorrem as cerimónias fúnebres.

O ex-presidente do FC Porto, clube no qual se estabeleceu como dirigente mais titulado e antigo do futebol mundial, entre 1982 e 2024, morreu no sábado, aos 87 anos, vítima de cancro.

Pinto da Costa tinha sido diagnosticado com um cancro na próstata em setembro de 2021 e agravou o seu estado de saúde nas últimas semanas, menos de um ano depois da derrota para a presidência do clube, frente a André Villas-Boas.

Empossado pela primeira vez em 23 de abril de 1982, seis dias depois de ter sido eleito, sem oposição, como sucessor de Américo de Sá, o ex-dirigente exerceu funções durante 42 anos e 15 mandatos consecutivos, levando o FC Porto à conquista de 2.591 títulos em 21 modalidades – 69 dos quais no futebol sénior masculino, incluindo sete internacionais.

O funeral do antigo dirigente ‘azul e branco’ vai realizar-se na segunda-feira, pelas 11:00, e as cerimónias fúnebres iniciaram-se às 18:00 de hoje, com o velório na Igreja das Antas. A Câmara Municipal do Porto decretou luto municipal para segunda-feira.

Óbito/Pinto da Costa: Cortejo fúnebre passa pelo Estádio do Dragão após a missa

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O funeral do ex-presidente do FC Porto Pinto da Costa, que morreu no sábado, passará, na segunda-feira, pelo Estádio do Dragão, no Porto, entre a missa na Igreja das Antas e chegada ao Cemitério do Prado do Repouso.

Fonte próxima da família disse hoje à agência Lusa que, depois do final da missa, que tem início agendado para as 11:00, o cortejo fúnebre vai descer a Alameda das Antas em direção ao estádio dos ‘azuis e brancos’, antes de rumar ao cemitério situado na freguesia portuense, do Bonfim onde o corpo de Pinto da Costa será cremado.

O velório do ex-presidente do FC Porto arrancou pelas 18:00 de hoje, na Igreja das Antas, um dia antes do funeral, que será realizado no mesmo dia em que a Câmara Municipal do Porto decretou luto municipal.

Questionada pela Lusa sobre os planos das autoridades para uma afluência acima do expectável no funeral, fonte do Comando Metropolitano do Porto da Polícia de Segurança Pública (PSP) afirmou que o condicionamento da circulação rodoviária nos arruamentos próximos da Igreja das Antas “será o mesmo que está a ser implementado de momento”.

“Vai continuar a haver cortes na Rua Bartolomeu Dias com a Rua de Naulila e a Praça do Doutor Francisco Sá Carneiro, na Avenida dos Combatentes da Grande Guerra com a Rua Bartolomeu Dias e na Avenida de Fernão Magalhães com a Rua de Santo António das Antas. Só mesmo em último recurso é que vamos optar por cortar a Avenida de Fernão Magalhães [na íntegra]”, pormenorizou.

Jorge Nuno Pinto da Costa, ex-presidente do FC Porto, clube no qual se estabeleceu como dirigente mais titulado e antigo do futebol mundial entre 1982 e 2024, morreu no sábado aos 87 anos, vítima de cancro.

Pinto da Costa tinha sido diagnosticado com um cancro na próstata em setembro de 2021 e agravou o seu estado de saúde nas últimas semanas, menos de um ano depois da derrota para a presidência do clube frente a André Villas-Boas.

Empossado pela primeira vez em 23 de abril de 1982, seis dias depois de ter sido eleito sem oposição como sucessor de Américo de Sá, o ex-dirigente exerceu funções durante 42 anos e 15 mandatos consecutivos, levando o FC Porto à conquista de 2.591 títulos em 21 modalidades – 69 dos quais no futebol sénior masculino, incluindo sete internacionais.

Papa está estável e continua em tratamento no terceiro dia de internamento

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foto: Vatican Media

O Papa Francisco, internado há três dias no hospital Gemelli, em Roma, está em estável e continua a receber o tratamento para recuperar da infeção das vias respiratórias, informou hoje o Vaticano.

A sua condição clínica “é estável e o processo de diagnóstico e terapêutica prescrito pela equipa médica continua”, informou a Santa Sé em comunicado.

Segundo o serviço de imprensa do Vaticano, Francisco, de 88 anos, “dormiu bem durante a noite” e hoje de manhã “recebeu a Eucaristia e acompanhou a Santa Missa pela televisão”, enquanto à tarde “alternou a leitura com o descanso”.

Durante a manhã, o Papa agradeceu aos profissionais de saúde a atenção e os cuidados recebidos no hospital Gemelli.

“Ainda preciso de tratamento para a minha bronquite”, escreveu o pontífice, que agradeceu “o afeto, a oração e a proximidade daqueles” que o acompanham nestes dias, assim como dos médicos e dos profissionais do hospital pelos cuidados recebidos, afirmando que “fazem um trabalho precioso e muito cansativo”.

O Vaticano divulgou o texto preparado pelo Papa para o Angelus após a celebração da Missa do Jubileu da Cultura, cuja homília de Francisco foi lida pelo cardeal português José Tolentino de Mendonça, na sequência da sua hospitalização desde a passada sexta-feira.

Na oração do Angelus, o Papa quis recordar o Jubileu “dedicado especialmente aos artistas que vieram de várias partes do mundo” e agradeceu ao Dicastério para a Cultura e a Educação, cujo prefeito é o cardeal Tolentino, por ter preparado o evento.

Esta é a quarta vez que o Papa Francisco é hospitalizado no Hospital Gemelli.

Quatro barras marítimas fechadas a toda a navegação e uma condicionada

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Quatro barras marítimas estão hoje fechadas a toda a navegação, a maioria no norte, e uma condicionada, devido ao estado do mar, segundo informação atualizada da Autoridade Marítima Nacional.

Na zona norte do país, estão fechadas a toda a navegação as barras de Douro, Esposende e Póvoa de Varzim, enquanto a barra da Figueira da Foz está aberta, mas condicionada a embarcações com comprimento inferior a 35 metros.

Mais abaixo, na zona centro, a barra do Portinho da Ericeira também está fechada a toda a navegação.

As barras de Caminha, Vila Praia de Âncora e Vila do Conde estiveram também fechadas, mas já foram, entretanto, abertas sem qualquer limitação de acesso a embarcações, as duas primeiras por volta das 08:00 e a última desde as 13:00.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), são esperadas hoje para a costa ocidental ondas de oeste/noroeste que podem atingir os quatro metros.

Na costa sul, a ondulação não deverá ultrapassar os dois metros.

Para hoje, o IPMA prevê períodos de chuva fraca, até início da tarde, vento fraco e neblina ou nevoeiro matinal na região Sul.

A região autónoma dos Açores é a única zona do país que se encontra sob avisos amarelo e laranja (este último para o grupo ocidental), devido à previsão de forte agitação marítima.

Ventura avançará com moção de censura se Montenegro não der explicações em 24 horas

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foto ilustrativa: Arlindo Homem

O líder do Chega anunciou hoje que apresentará uma moção de censura ao Governo caso o primeiro-ministro, Luís Montenegro, não dê explicações ao país nas próximas 24 horas sobre aquilo que apelidou de “suspeita de absoluta de corrupção”.

Em conferência de imprensa, André Ventura considerou que, na sequência da notícia do Correio da Manhã de sábado sobre a mulher e os filhos do primeiro-ministro terem uma empresa de compra e venda de imóveis que pode alegadamente beneficiar da recente revisão da lei dos solos, “a falta de resposta a questões básicas e a suspeita absoluta de corrupção sobre o primeiro-ministro”, Luís Montenegro, não “deixa outra alternativa”.

“Se essa resposta persistir em não ser dada, em ser ocultada, então amanhã [segunda-feira] a esta hora o Chega dará entrada com uma moção de censura ao executivo”, anunciou aos jornalistas na sede do partido, em Lisboa, dando a Luís Montenegro “24 horas” para esclarecer este caso.

O líder do Chega disse ainda que já transmitiu ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, esta intenção de moção de censura “caso o primeiro-ministro não dê respostas satisfatórias”.

No sábado, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, classificou como “absurda e injustificada” a sugestão que poderá existir um conflito de interesses pelo possibilidade de a empresa imobiliária da sua família poder beneficiar da recente revisão da lei dos solos aprovada recentemente pelo Governo.

Segundo a notícia do Correio da Manhã de sábado, a mulher e os dois filhos do primeiro-ministro têm uma empresa de compra e venda de imóveis, de que Luís Montenegro foi fundador e gerente e uma vez que casou com comunhão de adquiridos, segundo o jornal, o primeiro-ministro poderia beneficiar dos proveitos, algo negado por Luís Montenegro.

Montenegro defende que país tem de “ganhar a luta” contra a violência doméstica

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foto: Arlindo Homem

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defendeu que o país tem de “ganhar a luta” contra a violência doméstica, crime que considerou “um dos mais terríveis que um ser humano pode sofrer” e que o Governo pretende “erradicar”.

“O objetivo a alcançar é erradicação deste tipo de crime. Nós só podemos parar, aliás, acho que nem aí devemos parar, porque parar significava abrir a porta a uma nova onda, mas o nosso objetivo é erradicar o crime”, afirmou à margem da inauguração do novo Gabinete de Apoio à Vítima do Departamento de Investigação e Ação Penal Regional (DIAP) do Porto.

Assumindo que a erradicação da violência doméstica “é um objetivo muito difícil de alcançar”, o primeiro-ministro afirmou, no entanto, que todos os crimes que possam ser evitados “são ganhos”.

“Nós temos de ganhar luta. Temos de ganhar a luta que passa por ter menos crimes, menos vítimas e uma integração e um reinicio das vida das vitimas que possa minimizar os tão graves e profundos efeitos de uma conduta criminosa”, assegurou.

Apesar da articulação entre as diferentes entidades públicas, o primeiro-ministro reconheceu que não se pode “subestimar o alcance” que o crime de violência doméstica tem nas famílias portuguesas, e que, muitas das vezes, culmina na morte das vítimas.

“O ano passado morreram 22 pessoas assassinadas por violência doméstica. Este ano, começamos o ano da pior maneira com mais cinco mortes só no mês de janeiro. Tivemos o ano passado, 30.084 participações por crime de violência doméstica, portanto, não há nenhuma forma de poder subestimar o alcance que este crime tem hoje na nossa estrutura social e tem hoje de ter uma resposta do ponto de vista preventivo e do ponto de vista repressivo”, assinalou.

Luís Montenegro, que antes de inaugurar o gabinete visitou um abrigo de vítimas de violência doméstica, disse ser preciso uma “atuação multifacetada” para capacitar as vítimas, sobretudo mulheres e crianças, mas também afastar os agressores da prática criminal e da própria vítima.

“Isto requer, desde logo, que da parte das autoridades públicas, para além do serviço que as instituições sociais também prestam, se possa fazer mais do que tem sido feito”, referiu, avançando que o Governo está a testar “uma nova ficha de avaliação de risco”.

Essa ficha, esclareceu, poderá vir a permitir “a identificação o mais rápido e cedo possível do risco para evitar a consumação do crime e para evitar sobretudo as suas consequências mais gravosas”.

“É absolutamente imperioso proteger as pessoas vítimas deste risco, em primeiro lugar, e do crime, eventualmente, se ele não conseguir ser evitado”, acrescentou, destacando ainda que o Governo está preocupado e mobilizado em combater a violência no namoro, que hoje, “tem uma dimensão muito mais gravosa do que no passado”.

A sessão ficou marcada pela assinatura do protocolo entre o Ministério da Justiça, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a APAV.

Destacando o papel desempenhado pela APAV, que este ano assinala 35 anos, o presidente da associação, João Lazaro, apelou ao primeiro-ministro a revisão do acordo de cooperação.

“Muito gostaríamos de poder fazer mais e ainda por mais vítimas, e isso depende do olhar reformista para esta área para podermos dar um salto”, afirmou João Lázaro, que do primeiro-ministro teve a confirmação de que se iria empenhar em articular as diferentes áreas e ministérios na renovação do acordo.

Também presente na cerimónia, o procurador-geral da República, Amadeu Guerra, destacou que o novo gabinete no Porto, que se soma aos 10 já em funcionamento no país, será um “valioso contributo para a promoção dos direitos das vítimas”.

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