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Sexta-feira, Julho 10, 2026
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MP acusa 13 militares da Marinha de crime de insubordinação por desobediência

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imagem ilustrativa: DR

O Ministério Público acusou os 13 militares da Marinha que se recusaram a embarcar no Navio da República Portuguesa (NRP) Mondego de um crime de insubordinação por desobediência, indicou a Procuradoria-Geral da República (PGR).

“O Ministério Público deduziu, no dia 12 de fevereiro de 2025, acusação contra 13 arguidos, militares da Marinha da guarnição do Navio Mondego que, a 11 de março de 2023, se recusaram a embarcar, pela prática, em autoria material e na forma consumada de um crime de insubordinação por desobediência” previsto no Código de Justiça Militar, refere a PGR nota publicada na página da internet.

Segundo a PGR, a investigação foi dirigida pelo Departamento de Investigarão e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

Em 11 de março de 2023, o Navio da República Portuguesa Mondego falhou uma missão de acompanhamento de um navio russo a norte da ilha de Porto Santo, no arquipélago da Madeira, após quatro sargentos e nove praças se terem recusado a embarcar, alegando razões de segurança.

A Marinha participou o sucedido à Polícia Judiciária Militar, em Lisboa, no âmbito de inquérito criminal, e instaurou processos disciplinares.

Citroën imobiliza 236.000 automóveis em França devido a airbags defeituosos

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Cerca de 236.900 proprietários de automóveis Citroën no norte de França foram esta segunda-feira notificados para pararem as viaturas enquanto os airbags são trocados, numa nova vaga de imobilizações associada ainda ao escândalo Takata.

Estes airbags podem causar ferimentos graves e já causaram pelo menos uma morte na França continental e onze no estrangeiro, onde o clima degrada um dos seus componentes mais rapidamente, segundo o Ministério dos Transportes.

Volkswagen, Nissan, BMW e Toyota, entre outras marcas, recolheram milhões de veículos equipados com estes perigosos airbags, estando ainda hoje a decorrer campanhas de recolha.

Após vários acidentes fatais, uma primeira campanha de imobilização – denominada “stop drive” – já tinha sido lançada pela Citroën e pela DS no início de 2024 no sul da Europa e no Magrebe, imobilizando milhares de condutores durante semanas. Em França, isto aplicava-se ao sul do país e aos territórios ultramarinos.

A decisão de iniciar ‘recalls’ [recolhas, em português] nestas regiões foi tomada “com base em critérios climáticos de longo prazo de calor e humidade”, os dois fatores que danificam estes airbags, de acordo com a Stellantis, empresa-mãe da Citroën e da DS.

Os veículos afetados pelo ‘recall’ de hoje estão localizados a norte de uma linha Lyon-Clermont-Ferrand e foram registados entre 2008 e 2013. A Citroën já os tinha convocado para irem à garagem desde janeiro de 2025, mas sem os imobilizar.

Novos testes realizados num automóvel em Loire-Atlantique, a norte desta linha, mostraram uma “degradação das propriedades” do nitrato de amónio, o produto utilizado para insuflar o assento em caso de acidente.

O grupo Stellantis decidiu, por isso, alargar a medida de imobilização ao resto da França “por precaução”.

Desde abril de 2024, no âmbito da primeira vaga de recalls lançada no sul da Europa e no Magrebe, foram reparados mais de 400.000 automóveis, dos 530.000 Citroën C3 e DS3 vendidos entre 2009 e 2019 nas zonas em questão.

Os veículos vendidos entre 2014 e 2019 no norte de França e noutros países europeus, como Alemanha, Áustria ou Suíça, num total de 869 mil veículos, estarão sujeitos a futuras vagas de recolha, mas sem imobilização, especificou a Stellantis.

Ao mesmo tempo, vários proprietários de C3 apresentaram queixas contra a Stellantis por “colocar em risco a vida de outras pessoas” e “práticas comerciais enganosas”, exigindo compensação financeira em particular.

O escândalo Takata, que eclodiu em 2014, levou a fabricante japonesa à falência.

Centros de instalação temporária para imigrantes ilegais concluídos até junho de 2026

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Os dois centros de instalação temporária para imigrantes em situações ilegal no país têm de estar concluídos até 30 de junho de 2026 e vão ser da responsabilidade da PSP, segundo a resolução de Conselho de Ministros.

Na semana passada, o Governo aprovou a construção de dois centros de instalação temporária, com uma capacidade para 300 pessoas e um orçamento de cerca de 30 milhões de euros financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e esta segunda-feira foi publicada em Diário da República a resolução que autoriza a PSP a assumir encargos plurianuais e a realizar despesa relativa à aquisição de empreitada de obra pública para a construção destas infraestruturas.

A resolução refere que o Governo decidiu centralizar na Polícia de Segurança Pública as competências em matéria de gestão e funcionamento dos centros de instalação temporária (CIT) e dos espaços equiparados a centros de instalação temporária (EECIT), que devem ser utilizados para acolhimento e permanência dos nacionais de países terceiros sujeitos ao procedimento de triagem, bem como ao procedimento de afastamento do território nacional.

“Assim, encontra-se previsto um investimento que tem como objetivo a construção de dois CIT, até 30 de junho de 2026, com capacidade para 300 pessoas, recorrendo-se, para o efeito, ao financiamento previsto no Plano de Recuperação e Resiliência”, precisa o documento, avançando que estão ainda previstos investimentos para assegurar a requalificação e ampliação dos EECI existentes nos aeroportos internacionais de Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Ponta Delgada.

O Governo considera que “é manifesta a necessidade de celebração de contratos de empreitada (sob a modalidade de conceção-construção) para a construção de novos CIT”.

“Afigurando-se, assim, simultaneamente urgente e imperativa, por motivos de segurança, a criação de novos lugares para acolhimento, a legislação em matéria de contratação pública prevê o recurso a regimes excecionais, capazes de assegurar a proteção da segurança interna, nomeadamente através da confidencialidade e medidas especiais de segurança, devendo ser acauteladas, no respetivo processo de contratação, designadamente na fase de execução contratual, essas mesmas vertentes”, refere a resolução.

O documento hoje publicado em Diário da República determina que a PSP não pode ultrapassar os 10 milhões de euros este ano e os 20 milhões de euros em 2026

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, indicou na semana passada que um dos centros vai ser construído em Odivelas, na região de Lisboa, e o outro na região Norte, não existindo ainda um local definido.

Leitão Amaro justificou estes centros com a necessidade de Portugal não ter hoje “capacidade para instalar cidadãos estrangeiros identificados em situação ilegal”.

Acidente com autocarro na Bolívia faz pelo menos 31 mortos e 15 feridos

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Pelo menos 31 pessoas morreram e 15 ficaram feridas hesita segunda-feira num acidente rodoviário na Bolívia, depois de um autocarro ter caído num barranco na cidade de Yocalla, Potosi, no sul do país, informou a polícia.

O porta-voz do Comando de Polícia da região de Potosí, Limberth Choque, disse à imprensa local que o autocarro “da empresa San José que ia de Potosí a Oruro encalhou perto da cidade de Yocalla, a uma profundidade de aproximadamente 800 metros”.

O autocarro tinha saído pela manhã da cidade de Potosí e pretendia chegar à cidade de Oruro, a 311 quilômetros de distância, segundo a polícia.

“Ao receber o relatório, toda a rede de ambulâncias que existe (em Potosí) foi mobilizada, chegaram ao local, 15 pessoas feridas foram resgatadas e temos 31 pessoas que perderam a vida”, disse Choque.

O delegado explicou que os bombeiros e demais socorristas recuperaram os 31 corpos sem vida, que foram transferidos para a morgue do hospital público de Potosí.

Choque referiu que o local onde o autocarro caiu é uma estrada de “declive muito acentuado”, também cheia de curvas que devem ser evitadas, o que aumenta a presunção de que o condutor conduzia o veículo a alta velocidade e num determinado momento perdeu o controlo e caiu da falésia.

Entre os 15 feridos estão quatro crianças que, segundo o boletim médico, estão nos cuidados intensivos e apresentam fraturas em diversas partes do corpo, enquanto os adultos apresentam fraturas e outras lesões abdominais que requerem estudos para estabelecer um melhor diagnóstico.

Os acidentes nas estradas bolivianas causam cerca de 1.400 mortes e cerca de 40.000 feridos a cada ano, e devem-se principalmente a falhas humanas que podem ser evitadas, segundo dados oficiais.

Habitação: Miranda Sarmento confirma “trabalho” para redução do IVA da construção para 6%

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, confirmou na segunda-feira que o Governo continua “a trabalhar” para uma redução do IVA da construção para 6%, apontando que “vários aspetos não são fáceis de modelar e de legislar”.

“Nós estamos, desde o início [em funções] do Governo, a trabalhar nesse tema. Foi uma parte importante do nosso programa eleitoral e do nosso programa de Governo”, declarou Joaquim Miranda Sarmento, falando em declarações aos jornalistas portugueses em Bruxelas à entrada para a reunião do Eurogrupo.

“A oposição chumbou e, portanto, nós continuamos a trabalhar nesse tema. É, como eu tenho dito, um tema complexo, com vários aspetos que não são fáceis de modelar e de legislar, mas continuamos a trabalhar, perfeitamente alinhados com o meu colega das infraestruturas e habitação”, adiantou o responsável.

A posição surge em confirmação ao que o ministro das Infraestruturas e Habitação afirmou em Lisboa, quando disse que o Governo mantém a bandeira da redução do IVA da construção para 6%, sublinhando que as necessidades reais são muito superiores à resposta.

“Vamos continuar com a bandeira da redução do IVA [Imposto sobre o Valor Acrescentado] para um tema tão central como a habitação e a construção, seja no desenho do projeto, como na própria construção da empreitada. Defendemos a redução do IVA a 6%”, referiu Miguel Pinto Luz, defendendo que o executivo de Luís Montenegro é minoritário, mas “humilde e reformista”.

Pinto Luz, que falava na conferência “Portugal 2030: Futuro Estratégico para o Setor da Construção”, organizada pela AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas, em Lisboa, assegurou que o Governo “não travará um milímetro do seu ímpeto reformista”, sublinhando que este é um compromisso para com as gerações futuras.

No ano passado, o Governo anunciou a disponibilização de 59.000 casas em seis anos.

Em causa estão 33.000 novos fogos, além dos 26.000 previstos no Plano de Recuperação e Resiliência, que serão financiados pelo Orçamento do Estado.

A estas somam-se cerca de 6.000 casas com arrendamento acessível.

Comarca alerta para situações de insegurança no Palácio da Justiça de Leiria

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© Tribunal Judicial da Comarca de Leiria

O relatório anual de 2024 do Tribunal Judicial da Comarca de Leiria alerta para situações de insegurança em relação a magistrados, funcionários e utentes do Palácio da Justiça de Leiria, e considera essencial presença policial permanente.

“Continua a entender-se ser essencial a presença policial, em permanência, no edifício do Palácio de Justiça de Leiria”, onde têm ocorrido algumas situações de insegurança, quer em relação a magistrados, por exemplo na leitura de acórdãos, quer a funcionários que aí trabalham e às pessoas que ali se deslocam, lê-se no relatório, assinado pela juíza presidente da Comarca, Teresa Oliveira.

O documento, com parecer positivo do Conselho Consultivo e aprovado pelo Conselho de Gestão da Comarca de Leiria, na sexta-feira, refere que, em 21 de julho de 2023, o Palácio da Justiça de Leiria, “onde decorrem todos os interrogatórios judiciais da competência da Comarca e se realizam os julgamentos respeitantes aos crimes mais graves e mais violentos”, deixou de ter policiamento da Polícia de Segurança Pública.

Segundo o relatório, a ausência de policiamento, “aliada à falta de condições de segurança do próprio edifício”, sem sistema de videovigilância, “completamente sobrelotado e claramente insuficiente para albergar todos os serviços que ali funcionam”, gera diariamente “profunda preocupação quanto à segurança (vida e integridade física), não apenas de quem nele trabalha, mas também de todos os utentes dos seus serviços”.

Por outro lado, o Palácio da Justiça de Leiria, onde funcionam os juízos Central Criminal, Instrução Criminal, Local Criminal, os serviços do Ministério Público e a Unidade Central e do Serviço Externo, “há muito que se encontra sobrelotado”, além de que “apresenta problemas de infiltrações, a necessitar de obras de reparação e de manutenção da cobertura, da responsabilidade do IGFEJ [Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça]”.

Esta entidade também tem a competência das obras para suprimir “as barreiras arquitetónicas existentes nos balcões de atendimento e nas salas de audiência”.

Sobrelotação, infiltrações ou falta de acessibilidades são problemas igualmente diagnosticados noutros edifícios da Comarca, que abrange o distrito de Leiria, assim como ausência de sistemas de deteção de incêndios ou climatização ou pórticos detetores de metais.

Situações como estas foram identificadas noutros relatórios anuais.

No caso das acessibilidades, o relatório lembra que o Ministério da Justiça e o IGFEJ, numa ação movida pela Associação Salvador, foram condenados, em novembro de 2024, a “adotar os comportamentos necessários ao cumprimento das normas técnicas de acessibilidade” em vários tribunais da cidade.

“Aguarda-se a ação, por parte do IGFEJ, no sentido de (…) proceder ao levantamento das obras a realizar para cabal cumprimento” da sentença.

Neste aspeto, nota que têm sido transmitidas e formalizadas “reclamações de utentes e/ou advogados quanto às dificuldades – ou mesmo impossibilidade – de acesso ao interior do edifício em que se encontra instalado o Juízo Local Cível de Leiria” (antigo BNU).

Em matéria de instalações, entre as várias iniciativas que a Comarca de Leiria se compromete diligenciar, está, especificamente no caso da cidade de Leiria, a construção de um novo Palácio da Justiça, contemplado no plano plurianual de investimentos na área da justiça 2023-2027.

Em setembro de 2023, o Governo, liderado pelo socialista António Costa, aprovou, num Conselho de Ministros descentralizado em Leiria, aquele plano plurianual, tendo na ocasião a ministra Mariana Vieira da Silva referido que o plano incluía para o distrito de Leiria um investimento de 18 milhões de euros, dos quais 12 milhões de euros para o tribunal.

A Comarca acrescenta não haver “qualquer indício conhecido, por parte do atual Governo, que tal venha a suceder”.

Ministro destaca abertura dos cursos de Medicina a estudantes estrangeiros

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O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, sublinhou esta segunda-feira que a partir do próximo ano letivo vai acabar a “situação estranha” de os estudantes estrangeiros não poderem frequentar os cursos de Medicina nas universidades portuguesas.

Falando em Braga, à margem das comemorações dos 51 anos da Universidade do Minho, Fernando Alexandre disse que esta primeira abertura dos cursos de Medicina será essencialmente para estudantes brasileiros ou dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) “que não tenham acesso por outros regimes especiais”.

“Na área da Medicina, nós tínhamos uma situação estranha, era a única área onde nós não podíamos ter estudantes internacionais”, afirmou.

Vincando que Portugal “tem dos melhores cursos de Medicina a nível internacional”, o ministro disse não entender por que razão eles não podiam ser abertos a estrangeiros, embora “com limites, não pondo em causa as vagas dos estudantes nacionais”.

Para Fernando Alexandre, a abertura é uma forma, desde logo, de diversificar e internacionalizar os cursos e de conseguir mais receitas para as universidades, que “vão ter a possibilidade de cobrar propinas muito mais elevadas”.

Além disso, apontou, significa a abertura das universidades a outros públicos, “porque estudantes que estejam a estudar aqui durante seis anos, provavelmente, vão ficar cá a trabalhar. E, por isso, vamos ter também a possibilidade de ter esse aumento da oferta de profissionais na área da saúde por esta via”, sublinhou.

Segundo os dados hoje disponibilizados pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), no próximo ano letivo haverá mais 130 vagas em Medicina do que no presente, através dos concursos e regimes especiais de acesso, mas a maioria (86) será para estudantes internacionais que entrem através do concurso especial, uma possibilidade introduzida este ano pelo Governo “em resposta às solicitações das instituições”.

“Para a disponibilização destes lugares adicionais, as instituições pediram aumentos do limite máximo de admissões, subindo o número total de vagas que podem ser oferecidas nos cursos de Medicina”, explica o ministério, garantindo que este aumento não prejudicou o número de vagas em Medicina através do Regime Geral de Acesso, que se mantém em 1.594.

Sismo com epicentro no Seixal foi sentido entre a região Centro e o Algarve

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IPMA

O sismo registado hoje com epicentro no Seixal, distrito de Setúbal, foi sentido com intensidade máxima em Sintra (Lisboa) e Almada (Setúbal) e com menor intensidade nalguns concelhos da região Centro ao Algarve, revelou o IPMA.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o sismo de magnitude 4,7 na escala de Richter registado hoje pelas 13:24, com epicentro a cerca de 14 quilómetros a sudoeste do Seixal, “até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima V (escala de Mercalli modificada) nos concelhos de Sintra (Lisboa) e Almada (Setúbal)”.

“Foi ainda sentido com menor intensidade nos concelhos de Odemira (Beja), Coimbra (Coimbra), Albufeira, Portimão (Faro), Alcobaça, Leiria (Leiria), Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Oeiras, Vila Franca de Xira, Amadora, Odivelas (Lisboa), Abrantes (Santarém), Barreiro, Moita, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal e Sines (Setúbal)”, informou o IPMA num comunicado divulgado às 14:11.

Apesar deste sismo ter sido sentido nalguns concelhos da região Centro ao Algarve, “até ao momento, a intensidade máxima observada foi de V (escala de Mercalli modificada)”, expôs o IPMA, referindo que, se a situação o justificar, serão emitidos novos comunicados.

A intensidade V na escala de Mercalli modificada significa que o sismo foi “percetível no exterior” e pode ainda ter como efeito a queda de pequenos objetos e pessoas a acordar, se estiverem a dormir.

A escala de Mercalli modificada varia de 1 a 12 pontos e é uma escala qualitativa usada para determinar a intensidade de um sismo a partir dos seus efeitos sobre as pessoas e sobre as estruturas construídas e naturais.

Inicialmente, o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico indicou que o abalo tinha tido uma magnitude de 5,0 na escala da Richter.

Num comunicado enviado pelas 13:47, o IPMA informou que hoje pelas 13:24 “foi registado nas estações da Rede Sísmica do Continente um sismo de magnitude 4,7 (Richter) e cujo epicentro se localizou a cerca de 14 km a oeste-sudoeste de Seixal”.

Numa mensagem de aviso à população, enviada pelas 13:55, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) comunicou que o “IPMA confirma um sismo às 13:24 com epicentro no mar, próximo da Fonte da Telha [na Península de Setúbal], magnitude estimada de 4,7” na escala da Richter.

“Sem registo de danos até ao momento. Mantenha a calma e esteja atento a eventuais réplicas. Se se justificar emitiremos novas informações”, indicou a ANEPC.

Segundo a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), forte (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).

Papa apresenta “quadro clinico complexo”

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foto: Vatican Media

O Papa Francisco, hospitalizado desde sexta-feira em Roma, apresenta um “quadro clínico complexo”, anunciou hoje o Vaticano, sugerindo que a hospitalização do papa de 88 anos deverá continuar.

“Os resultados dos testes realizados nos últimos dias e hoje demonstraram uma infeção polimicrobiana do trato respiratório, que levou a uma nova modificação da terapêutica”, referiu o boletim de saúde.

Francisco foi internado no hospital italiano Agostino Gemelli para ser submetido a exames de diagnóstico e tratar uma bronquite.

Óbito/Pinto da Costa: Urna homenageada com comoção no Dragão

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foto: FC Porto

As portas do Estádio do Dragão abriram-se hoje para uma última homenagem do FC Porto ao ex-presidente Pinto da Costa, cuja urna foi recebida com comoção por milhares de adeptos, entre a missa e a cremação, no Porto.

Cerca das 13:20, os restos mortais entraram no relvado do recinto para o ponto mais alto de um cortejo fúnebre pleno de aplausos, cânticos e lágrimas da multidão, que se tinha iniciado após uma missa celebrada perante múltiplas personalidades na Igreja das Antas.

À medida que o carro funerário ia descendo a Alameda das Antas, ponto de ligação entre a igreja e o estádio, a multidão acelerava o passo em direção ao Estádio do Dragão, onde outros milhares já se reuniam desde que, às 10:45, o FC Porto confirmou a passagem da urna pelo relvado, tendo aberto portas na bancada central poente e nos topos norte e sul.

A homenagem ainda demorou algum tempo a começar, mas as palavras introdutórias do ‘speaker’ do recinto prenunciariam o fim do silêncio na plateia e a chegada em ovação do caixão, coberto por uma bandeira do FC Porto e transportado a partir do túnel de acesso aos balneários, sob a proximidade de familiares e do cardeal Américo Aguiar, bispo de Setúbal e amigo do antigo líder portista.

A expressão “o presidente dos presidentes”, cunhada pelo sucessor André Villas-Boas, predominava nos dois ecrãs do recinto e servia de pano de fundo na bancada nascente, a única sem público, enquanto a urna ia repousando durante quase cinco minutos junto aos principais troféus nacionais e internacionais vencidos pelo FC Porto com Pinto da Costa.

Ausente no funeral, por respeito ao pedido feito em vida pelo seu antecessor, Villas-Boas assistiu à homenagem no estádio, tal como os futebolistas da equipa principal, cumprindo um minuto de silêncio – quebrado pelos ininterruptos cânticos da claque Super Dragões – e outro com prolongados aplausos.

No final do hino do FC Porto, a urna aproximou-se da bancada sul, reservada aos Super Dragões, com diversos adeptos a chegarem até perto do relvado para um último adeus carregado de emoção e pirotecnia, que cobriu o relvado com uma névoa azul e branca.

Os restos mortais de Pinto da Costa permaneceram no relvado cerca de 10 minutos, mas parte da multidão viria a seguir o carro funerário até ao Cemitério do Prado do Repouso, na freguesia portuense do Bonfim, onde o corpo será cremado em cerimónia reservada à família.

Antes da derradeira homenagem do FC Porto, o estádio já estava envolvido por faixas e panos gigantes das claques do clube, bem como milhares de mensagens escritas, coroas de flores, velas, cachecóis, bandeiras e camisolas, sendo transformado desde a noite de sábado num memorial em honra do ex-dirigente, que morreu aos 87 anos, e tornou-se o dirigente mais titulado e antigo do futebol mundial à frente dos ‘dragões’, de 1982 a 2024.

Pinto da Costa tinha sido diagnosticado com um cancro na próstata em setembro de 2021 e agravou o seu estado de saúde nas últimas semanas, menos de um ano depois da derrota para a presidência do clube frente a André Villas-Boas.

Empossado pela primeira vez em 23 de abril de 1982, seis dias depois de ter sido eleito sem oposição como sucessor de Américo de Sá, o ex-dirigente exerceu funções durante 42 anos e 15 mandatos consecutivos, levando o FC Porto à conquista de 2.591 títulos em 21 modalidades – 69 dos quais no futebol sénior masculino, incluindo sete internacionais.

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