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Quarta-feira, Julho 8, 2026
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Presidenciais: Marques Mendes acusa Gouveia e Melo de andar “a fingir” que não é candidato

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SIC

O candidato presidencial Luís Marques Mendes acusou esta terça-feira o ex-chefe do Estado Maior da Armada de taticismo, por estar a “fazer de conta” e a fingir, ao não assumir oficialmente a candidatura à Presidência da República.

“Nem percebo porque é que ele anda a esconder isso [uma candidatura presidencial] e porque é que não se apresenta oficialmente. Anda a fingir e a fazer de conta. É um bocadinho o taticismo. Eu achava que o taticismo era só dos políticos mais tradicionais, pelo visto é de todo lado. Mas ele tem o direito. Quer fazer assim, faz assim”, afirmou Marques Mendes.

Luís Marques Mendes falava aos jornalistas à entrada de uma conferência na Nova SBE, em Carcavelos, Lisboa, com o tema “Portugal e o Futuro”, após questionado sobre as recentes intervenções públicas de Gouveia e Melo, apontado como candidato às eleições presidenciais, mas que tem evitado esclarecer se avança com a candidatura.

O antigo líder do PSD disse que já saudou Gouveia e Melo “por ser candidato, porque ele já é candidato”, considerando que é um facto já conhecido de todos.

“Toda a gente sabe que é candidato. Ele sabe que nós sabemos que ele sabe que vai ser candidato”, atirou.

Marques Mendes, questionado sobre a recusa do primeiro-ministro em debater com o BE, Livre e PAN, absteve-se de comentar, acrescentando que já não é comentador e que deixou de o ser porque acredita que “uma candidatura assumida é melhor do que uma candidatura disfarçada”.

PSD, CDS, IL e Chega travam debate sobre habitação proposto pelo PCP

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

PSD, CDS, PSD, Iniciativa Liberal de Chega não deram hoje consenso para que fosse agendado para a reunião da Comissão Permanente da Assembleia da República, na quarta-feira, um debate proposto pelo PCP sobre “habitação e emergência social”.

Na reunião de hoje da conferência de líderes, o pedido de agendamento da bancada comunista teve o apoio do PS, do Livre e do Bloco de Esquerda.

“A atitude das bancadas da direita foi inacreditável. Durante os períodos de dissolução da Assembleia da República, sempre houve debates propostos por forças partidárias para se realizarem em Comissão Permanente, inclusivamente com a presença de membros do Governo”, defendeu a líder da bancada do PCP, Paula Santos.

Paula Santos acusou depois o PSD, Chega, Iniciativa Liberal e CDS de não quererem que se discuta o tema da habitação, razão pela qual optaram por “impedir um debate sobre uma matéria tão importância e tão grave”.

“Há cada vez com mais famílias com dificuldades em conseguir suportar os custos com a habitação, famílias que acabam por abandonar as suas casas porque não conseguem pagar as rendas que são cada vez mais elevadas. Isto, também, quando sabemos que se têm vindo a multiplicar as habitações precárias no país”, apontou.

Paula Santos assinalou ainda que, apesar de este agendamento ter sido travado por oposição das bancadas da direita política, o tema da declaração política do PCP, na quarta-feira, também na reunião da Comissão Permanente, será sobre habitação.

“Esta é uma matéria de grande atualidade, que exige naturalmente uma intervenção para salvaguardar o direito à habitação. Iremos trazer à Assembleia da República as preocupações que afetam milhares e milhares de famílias no nosso país”, acrescentou a presidente do Grupo Parlamentar do PCP.

Português detido no Reino Unido com 11kg de cocaína escondidos em cadeira de rodas

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DR

Um cidadão português foi intercetado e detido, domingo, no aeroporto de Manchester, no Reino Unido, com 12 quilogramas de cocaína dissimulados na cadeira de rodas em que se fazia transportar, informou hoje a National Crime Agency (NCA) britânica.

A agência de combate especializada em cibercrime, crimes económicos e tráfico de droga intercetou um cidadão português, de 56 anos, no aeroporto de Manchester, depois de chegar num voo proveniente de Bridgetown, em Barbados, transportando, escondido nas costas e no assento da sua cadeira de rodas elétrica, 11 pacotes de cocaína, num valor de um milhão de libras (cerca de 1.196.000 euros).

Segundo a NCA, o detido foi detetado pelos agentes alfandegários por suspeita “de contrabando de drogas”, e, após uma investigação da Agência Nacional de Crimes, foi presente hoje no Tribunal de Magistrados de Manchester e Salford e comparecerá em seguida no Tribunal da Coroa de Manchester a 06 de maio.

O oficial sénior de investigação da NCA Charles Lee sublinhou que a forma como a droga vinha dissimulada “mostra a engenhosidade que os grupos criminosos empregam para contrabandear cocaína”.

Diretores escolares alertam para alunos sem aulas até 2030

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foto ilustrativa: João Polónia/ Notícias Em Direto

Os diretores escolares alertaram hoje que as 11 mil vagas abertas para colocação de professores no próximo ano letivo serão insuficientes para deixar de haver alunos sem aulas e estimam que o problema só ficará resolvido em 2030.

“No próximo ano letivo haverá novamente muitos alunos sem aulas”, afirmou à Lusa o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, garantindo que as mais de 11 mil vagas dos concursos não serão suficientes para responder às necessidades.

Os dois concursos, que terminam na quarta-feira, disponibilizaram 5.623 lugares para os professores contratados passarem a integrar os quadros e outras 5.433 vagas em quadros de escola, para que os docentes possam concorrer a outras escolas.

“Os concursos agora são anuais mas não resolvem o problema, que só ficará resolvido muito lá para a frente, em 2030”, disse à Lusa o também diretor do Agrupamento de Escolas Dr. Costa Matos, em Vila Nova de Gaia.

Há vários anos que as regiões de Lisboa, Alentejo e Algarve são apontadas como as mais problemáticas e foi nessas zonas que agora abriram mais vagas: Do total 11.056 lugares, 4.305 (39%) correspondem a zonas da Grande Lisboa, Península de Setúbal, Alentejo e Algarve.

No entanto, Filinto Lima estima que estas vagas não serão suficientes para cobrir as saídas provocadas pelas reformas dos docentes.

O ministério da Educação tinha esclarecido que as necessidades tinham sido identificadas pelas escolas em articulação com a Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE), tendo em conta critérios como o atual corpo docente nas diferentes disciplinas, a previsão do número total de alunos e as horas letivas necessárias para o próximo ano letivo.

O apuramento considerou também o número de docentes que não podem dar aulas, a escassez de professores e o histórico de dificuldades de recrutamento, com base nas vagas que não foram ocupadas nas necessidades temporárias até à segunda reserva de recrutamento.

No final, havia 4.729 “vagas negativas” que correspondem, por exemplo, a professores que vão passar à aposentação a partir do início do próximo ano letivo ou de docentes sem componente letiva atribuída.

No entanto, Filinto Lima disse que não serão suficientes, dando como exemplo mais grave os alunos de educação especial.

O presidente da ANDAEP acusou os serviços de continuarem a abrir poucas vagas para professores de educação especial: “Este é um grupo de recrutamento mal tratado, é o parente pobre da educação, sendo que temos cada mais alunos com necessidades especificas e nem por isso temos muito mais vagas”.

Infeção nos adultos por vírus que causa bronquiolites pode ser mais perigosa que gripe

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foto © João Polónia / Notícias Em Direto (arquivo)

Um estudo realizado no Hospital de Matosinhos concluiu que o impacto do vírus sincicial respiratório, responsável por bronquiolites em bebés e crianças, pode ter um impacto superior à gripe nos adultos, com maior mortalidade e mais custos económicos.

Segundo o estudo, realizado entre abril de 2018 e março de 2024, em doentes adultos internados com queixas compatíveis com infeções respiratórias agudas, apesar da prevalência do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) ter sido inferior à da gripe, a mortalidade hospitalar foi superior (20% contra 13% para doentes com influenza), assim como os custos diretos por internamento (1.200 euros a mais por doente).

Os dados do estudo, a que Lusa teve hoje acesso, indicam que enquanto os custos diretos por hospitalização para doentes com VSR foram de 4.757€, nos doentes internados com influenza este valor foi de 3.537€.

As complicações também apresentaram percentagens mais elevadas nos doentes com VSR face a vírus que provoca gripe.

O estudo retrospetivo de base de dados incluiu todas as admissões hospitalares codificadas como infeções respiratórias agudas entre adultos (18 anos ou mais), com um teste RT-PCR válido, incluindo VSR e influenza. Os dados foram analisados até 90 dias após a admissão ou final da hospitalização.

O vírus sincicial respiratório transmite-se pela introdução do vírus através do nariz, olhos ou boca depois do contacto com secreções ou objetos contaminados.

Os sintomas e gravidade podem variar de acordo com a idade ou o estado de saúde, sendo os mais frequentes as secreções nasais e oculares, tosse, pieira, febre, dificuldade em respirar, prostração e diminuição do apetite. Em Portugal os surtos por VSR ocorrem sobretudo nos meses de inverno (dezembro e janeiro).

Citado na nota hoje divulgada, o pneumologista Filipe Froes, autor do estudo, destaca como dado surpreendente o facto de se confirmar que o VSR também provoca “doença significativa nos adultos”.

“Sem qualquer dúvida, a maior utilização de recursos de saúde, a par do aumento de mortalidade, é um indicador extremamente importante da maior gravidade dos doentes com VSR”, destaca Filipe Froes, sublinhando que estes doentes “são mais graves do que os doentes com gripe, com maior necessidade de cuidados intensivos e de duração do internamento hospitalar”.

Para o especialista, o facto de o VSR ter este impacto também nos adultos “justifica amplamente uma abordagem preventiva”.

“Em relação a infeções respiratórias provocadas por outros vírus e, em particular, pelo vírus influenza, verificou-se um maior risco de falência respiratória, de eventos cardiovasculares e de sobreinfeção bacteriana com o VSR”, explicou.

Segundo o estudo, mais de 80% das pessoas com este diagnóstico tinham idade superior a 60 anos.

Ainda em relação aos doentes com VSR, observou-se uma maior proporção de mulheres (58,6% em comparação com 52,0%) e uma idade mediana ligeiramente superior (79 anos em comparação com 77 anos) em comparação com o grupo com influenza.

O elevado impacto nos serviços de saúde e o peso no internamento de bebés por bronquiolites provocadas por VSR levou no ano passado a Direção-Geral da Saúde a tornar gratuita a vacina para crianças nascidas entre 1 de agosto de 2024 e 31 de março de 2025, entre outros casos específicos.

O impacto positivo da imunização já foi visível no inverno, na gravidade das infeções e nos internamentos, sobretudo em cuidados intensivos.

Em declarações à agência Lusa a propósito da campanha de vacinação, que hoje termina, os diretores de serviço de Pediatria dos hospitais Dona Estefânia e Santa Maria, em Lisboa, confirmaram uma diferença “muito marcada”, com menos dois terços dos casos (Estefânia) e os internamentos em cuidados intensivos a passarem de uma média de 40 para cinco bebés (Santa Maria).

Legislativas: Debates arrancam dia 07 e confronto entre AD e PS é no dia 28 de abril

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Os debates televisivos para as legislativas arrancam em 07 de abril na TVI, com Aliança Democrática (AD) e CDU, e terminam em 28, com transmissão na RTP, SIC e TVI do frente-a-frente entre AD e PS.

Ao todo serão 27 debates, divididos entre os canais de sinal aberto e de cabo, de acordo com o sorteio, aos quais acresce dois debates a realizar pela RTP.

O primeiro debate em sinal aberto arranca na TVI, com a AD e CDU, em 07 de abril, às 21:00.

Aliás, todos os debates em sinal aberto estão agendados para a mesma hora.

No dia 08 de abril é a vez do frente-a-frente entre o PS e o Bloco de Esquerda (BE) na SIC e no dia 10 é a vez do debate entre o PS e Iniciativa Liberal (IL), na RTP.

Em 11 de abril, AD e Livre defrontam-se na TVI, com o PS e o PAN a debater no mesmo canal no dia seguinte (12 de abril).

No domingo, 13 de abril, é debate entre a AD e o PAN, na SIC.

Ainda em sinal aberto, a AD e a IL defrontam-se em 14 de abril, na RTP, e o PS e o Chega encontram-se na TVI em 15 de abril.

A Aliança Democrática debate com o BE em 16 de abril, na RTP, enquanto o PS e o Livre tem lugar marcado no dia seguinte na SIC.

A RTP transmite o PS-CDU na segunda-feira, 21 de abril, e a SIC AD-Chega dia 24 de abril.

O último debate entre o PS e a AD está marcado para 28 de abril e será transmitido, à semelhança do que tem acontecido no passado, pelos três canais generalistas às 21:00.

Em suma, RTP, SIC e TVI transmitirão quatro debates em sinal aberto e cinco por cabo.

O universo TVI transmitirá no cabo os debates entre BE-PAN (10 de abril, 22:00); IL-Livre (13 de abril, 22:00); Chega-CDU (15 abril, 22:00); CDU-PAN (23 abril, 18:00); e IL-BE (24 abril, 22:00).

Por sua vez, CDU-Livre (09 de abril, 18:00); IL-CDU (11 abril, 22:00); BE-Livre (14 abril, 22:00); IL-PAN (15 abril, 22:00) e Chega-BE (21 de abril, 22:00).

Já o canal cabo da RTP transmitirá os confrontos Chega-PAN (07 de abril, 22:00); Chega-Livre (08 de abril, 22:00); BE-CDU (12 de abril, 22:00); Chega-IL (17 de abril, 22:00) e Livre-PAN (22 abril, 18:00).

A RTP realiza ainda mais dois debates, um a 06 de maio, com os líderes de todos os partidos ou coligações com representação parlamentar, e no dia 8 de maio, com os líderes dos partidos sem representação parlamentar.

As eleições antecipadas foram anunciadas pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em 13 de março, dois dias depois de o parlamento chumbar uma moção de confiança ao Governo e que ditou a demissão do Governo PSD/CDS-PP.

Essa moção foi anunciada pelo primeiro-ministro a 05 de março e justificada com a necessidade de “clarificação política” depois de semanas de dúvidas sobre a vida patrimonial e pessoal de Luís Montenegro e a empresa familiar Spinumviva, que motivaram duas moções de censura ao Governo, de Chega e PCP, ambas rejeitadas, e o anúncio do PS de que iria apresentar uma comissão de inquérito ao caso.

As eleições estão marcadas para 18 de maio.

Empreiteiro de obra vizinha assumiu responsabilidade de derrocada de prédio em Lisboa

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O empreiteiro de um condomínio em construção junto a um prédio cuja fachada lateral ruiu no sábado em Campo de Ourique, Lisboa, assumiu a responsabilidade e vai reparar a estrutura, disseram responsáveis municipais e da freguesia.

Segundo a diretora do Serviço Municipal de Proteção Civil, Margarida Castro Martins, esta conclusão saiu de uma reunião entre o empreiteiro da obra em curso, o proprietário do edifício danificado e os serviços municipais competentes pela fiscalização de obras licenciadas e de edifícios privados, além da Proteção Civil municipal e do Regimento Sapadores Bombeiros, que ontem realizaram uma vistoria ao local.

“O empreiteiro vai assumir os custos e responsabilidade na contenção e reconstrução da empena lateral e garantir assim a segurança dos residentes e do seu túnel de acesso original”, afirmou a responsável.

Segundo a Proteção Civil municipal, para garantir a segurança e espaço para os trabalhos que serão realizados “foi alargado o perímetro de segurança, suprimindo o estacionamento e condicionando o arruamento à passagem de viaturas ligeiras na atual zona de estacionamento oposta aos edifícios”, entre os números 81 a 91 da Rua de Campo de Ourique.

Outra questão é a das 15 frações onde vivem 35 pessoas e que se localizam numa vila nas traseiras do prédio cuja fachada lateral ruiu, o número 85, através do qual é feito o acesso à via pública.

Após a queda da estrutura, estes moradores estão a aceder às suas frações através da casa de uma vizinha do primeiro andar do prédio, que tem uma saída para o pátio da vila, o que “apesar da simpatia e solidariedade da vizinha, não poderá manter-se por muito tempo”, disse o presidente da junta de Campo de Ourique, Hugo Vieira da Silva.

Enquanto os trabalhos decorrerem, e como solução provisória, o acesso destes moradores passa a ser feito através de uma loja no rés-do-chão, onde “uma janela para a traseira, que já existe, vai ser transformada em porta para permitir a passagem”, explicou o autarca.

“Espero também que estejam a ser acautelados os impactos no pátio atrás, em que vários moradores já se queixavam, inclusive, que já tinha havido impactos anteriores associados à obra”, sublinhou.

A proteção civil considerou que a criação deste acesso deverá demorar dois dias, pelo que, até lá, o acesso continuará a ser feito pela casa da vizinha.

A parede lateral de um prédio de dois andares na Rua de Campo de Ourique, em Lisboa, caiu ao início da tarde de sábado, deixando os únicos dois moradores desalojados.

Segundo a proteção civil, o casal desalojado “vai encontrar uma solução habitacional provisória”.

Além dos moradores do prédio, foram afetados indiretamente 35 pessoas, moradoras numa vila nas traseiras do número 85, através do qual é feito o acesso à via pública.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que estava a passar na rua no momento da derrocada, afirmou que as responsabilidades seriam apuradas e apontou o possível impacto de obras num terreno adjacente.

Os destroços atingiram uma viatura, mas não houve registo de feridos.

João Massano vence segunda volta e é o novo bastonário da Ordem dos Advogados

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João Massano, atual presidente do Conselho Regional de Lisboa da Ordem dos Advogados (OA), é o novo bastonário depois de ter sido o mais votado na segunda volta das eleições, batendo a atual responsável, Fernanda da Almeida Pinheiro.

A Lista R, de João Massano, alcançou 54,58% dos votos, enquanto a Lista U, de Fernanda da Almeida Pinheiro, ficou pelos 45,42%, adiantou à agência Lusa fonte da Ordem dos Advogados.

Na primeira volta, que terminou em 19 de março, Fernanda da Almeida Pinheiro tinha sido a mais votada, com 33,81% dos votos (6.496 votos), seguida de João Massano, que somou 30,95% dos votos (5.946), apurando-se para uma segunda volta.

Pelo caminho tinha ficado a Lista N, de José Costa Pinto, com 25,57% dos votos (4.912) e a Lista T, de Ricardo Serrano Vieira, com 9,67% dos votos (1.857). No total foram registados 22.566 votos.

As eleições para bastonário da OA foram antecipadas pela atual incumbente, Fernanda de Almeida Pinheiro, depois da entrada em vigor dos novos Estatutos, que criaram novos órgãos na estrutura e a necessidade de nomear os seus representantes.

Esta situação levou a uma contestação interna que Fernanda de Almeida Pinheiro considerou ser divisiva para a classe, o que as eleições, defendeu, permitem sanar.

João Massano apresentou no seu programa de candidatura a ideia de que é necessário voltar a unir a classe, com o responsável regional da OA a apontar responsabilidades à atual bastonária no sentimento de desunião que critica.

Nomeadamente, quando da apresentação da sua candidatura, criticou a criação de divisões entre quem aderiu ou não ao protesto das defesas oficiosas ou entre os que trabalham em grandes escritórios de advocacia e os que são profissionais liberais em nome próprio.

João Massano quer criar um programa de apoio à classe, quebrando o isolamento que muitos advogados fora dos grandes centros sentem.

Segurança: Montenegro “não mudou” de opinião e Governo vai manter reforço de operações policiais

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O primeiro-ministro afirmou na segunda-feira que a sua opinião sobre a segurança em Portugal “não mudou” e assegurou que o Governo pretende manter o reforço do policiamento de proximidade e da prevenção de condutas criminais “geradoras do sentimento de insegurança”.

Luís Montenegro presidiu ontem à reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, que aprovou o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), que será agora remetido ao parlamento.

O primeiro-ministro confirmou que criminalidade geral diminuiu no ano passado 4,6% e a criminalidade violenta aumentou 2,6%, dois dados já avançados pela Lusa.

Questionado se estes dados confirmam ou não a sua perceção sobre a segurança em Portugal, defendeu que existem “todos os argumentos para continuar a considerar Portugal um país seguro”, mas reafirmou os alertas que tem deixado no passado.

“A minha opinião não mudou, nós temos todas as razões para continuar a investir na segurança, no policiamento de proximidade, na prevenção das condutas criminais que são geradoras do sentimento de insegurança que muitos portugueses sentem no seu dia-a-dia”, afirmou.

Montenegro reafirmou que Portugal “não pode viver à sombra desse contexto”, voltando a apontar outros exemplos internacionais.

“Temos de estar muito atentos. Outros países tiveram uma performance muito similar à nossa e hoje têm problemas muito graves de aumento da criminalidade, em particular da criminalidade mais grave e violenta”, avisou.

Português lança música para angariar fundos de apoio a vítimas dos fogos em LA

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O engenheiro português Nelson Abreu lançou de madrugada um projeto de solidariedade para angariar fundos de apoio às vítimas dos fogos que atingiram Los Angeles, nos EUA, em janeiro, através da canção original “Socks & Birkenstocks”.

O lançamento foi feito no restaurante Short Stories, em Los Angeles, numa festa organizada em parceria com o DJ de Braga Roger Milan e que teve a participação especial da DJ portuguesa Miss Bliss.

O objetivo é chamar a atenção para a situação precária dos que perderam casas e negócios no fogo e angariar donativos para o Altadena Community Preservation Fund.

“Foi uma coisa que emergiu organicamente”, disse à Lusa Nelson Abreu, durante a festa de lançamento.

A ideia surgiu de uma conversa telefónica do amigo Dilan Wijesinghe, que ficou abrigado em sua casa por causa dos fogos devastadores em Altadena, a 25 quilómetros da baixa de Los Angeles.

“O irmão perguntou-lhe se precisava que trouxesse alguma coisa e ele respondeu ‘socks and Birkenstocks’ [meias e sandálias da marca alemã Birkenstock]”. Nelson Abreu achou curioso que esse tivesse sido o primeiro pedido do amigo e considerou que a expressão tinha um ar musical, por rimar.

“Comecei a fazer umas piadas com ele para distrair e pouco a pouco a piada tornou-se cada vez mais séria”, contou o português. Nelson Abreu nunca tinha escrito uma canção, mas dedicou-se a trabalhar na letra e mostrou ao amigo, que mais tarde arranjou os instrumentos para gravar.

“Sempre gostei de fazer música, que se tornou a minha liberdade expressiva”, disse à Lusa Dilan Wijesinghe. “O processo criativo ajudou-me muito. Foi uma forma de processar tudo o que se passou e um projeto divertido com um amigo, mas também muito terapêutico”.

O português deu guarida a Dilan Wijesinghe durante dois meses. Embora a sua casa tivesse sido poupada pelo fogo, o amianto e o chumbo das construções antigas da zona contaminaram o sistema de fornecimento de água – e nem ferver a água era considerado seguro.

Em Altadena, o fogo Eaton queimou seis mil casas e provocou 17 mortos entre 07 e 31 de janeiro. Esta era uma comunidade primordialmente afro-americana, que se enraizou na área durante os tempos em que “linhas vermelhas” no imobiliário impediam pessoas negras de comprarem casas noutros lados.

“Vimos que as pessoas que mais precisavam de ajuda eram as que fizeram o bairro interessante no início e que não conseguiam fazer construções noutras partes da cidade por causa das práticas de segregação”, explicou Nelson Abreu. “Encontrámos um fundo que ajuda precisamente essas famílias e pensámos usar a música para inspirar as pessoas a fazer doações”.

A dupla acredita que pode haver patrocínios e donativos de empresas ao fundo com a ajuda da canção, que vai agora promover no YouTube e depois noutras plataformas.

Além de um elemento cómico, com um ritmo e uma letra que fazem dançar, “Socks & Birkenstocks” chama ainda a atenção para o papel que as alterações climáticas tiveram na gravidade destes incêndios.

“Esta música também veio dessa frustração das pessoas com o facto de os governantes não fazerem o suficiente para combater as mudanças climáticas e os desastres”, disse Abreu.

Qualquer pessoa pode fazer donativos usando o link para o Altadena Community Preservation Fund partilhado no vídeo do YouTube, independentemente de onde se encontre no mundo.

Se ganhar tração, Nelson Abreu espera que a música chame a atenção da própria Birkenstock e leve a empresa a interessar-se em ajudar as vítimas do fogo de Eaton.

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