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Quarta-feira, Julho 8, 2026
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Dois detidos em Portugal em operação internacional contra pornografia infantil

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Uma operação internacional da Europol que desmantelou a plataforma de pornografia infantil Kidflix, contou com a participação em Portugal da Polícia Judiciária (PJ), que deteve dois suspeitos em flagrante delito, tendo um deles ficado em prisão preventiva.

Segundo a PJ, a Operação ‘Stream’, a maior operação internacional “jamais realizada, sob a égide da Europol, de combate ao abuso e exploração sexual infantil”, culminou com o encerramento da ‘Kidflix’, “uma das maiores plataformas de partilha de conteúdos de pornografia de menores” e com a detenção de 79 suspeitos, dois dos quais em Portugal.

A Operação ‘Stream’ decorreu entre 10 e 23 de março, tendo identificado 1.393 suspeitos e foram “resgatadas da situação de abuso e exploração sexual 39 crianças”, tendo ainda sido apreendidos mais de três mil dispositivos eletrónicos.

A operação foi coordenada em Portugal pela a Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Técnológica (UNC3T) da PJ, que deteve, “em flagrante delito, dois cidadãos, de 28 e 35 anos, ao que tudo indica sem antecedentes criminais”.

“No decurso das várias diligências encetadas por esta Unidade, foi possível recolher relevantes elementos de prova, nomeadamente equipamentos informáticos com conteúdos de abuso e exploração sexual de crianças. Após presença às autoridades judiciárias um dos suspeitos ficou em prisão preventiva”, adiantou a PJ em comunicado.

A plataforma ‘Kidflix’ foi criada em 2021 e, adiantou a PJ, “rapidamente se tornou uma das plataformas mais populares deste tipo de conteúdos”, registando a adesão de cerca de 1,8 milhões de utilizadores entre abril de 2022 e março de 2025.

Ainda segundo a PJ, foram partilhados 91 mil vídeos, “compatíveis com conteúdos de abuso e exploração sexual de crianças, correspondendo a cerca de 6.288 horas de reprodução contínua”.

A nível internacional a Operação ‘Stream’ foi liderada pela Polícia Criminal do Estado da Baviera (Bayerisches Landeskriminalamt) e pelo Gabinete Central para o Cibercrime da Baviera (ZCB), tendo contado com a participação de agências congéneres de 35 países, acrescentou ainda a PJ.

Março chuvoso e frio com precipitação 229,4% acima do norma

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O mês de março foi muito chuvoso e frio em Portugal continental, com um valor de precipitação de 229,4% acima do normal, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

No boletim climatológico do mês de março, o IPMA diz que foi o quinto mês com mais chuva desde o ano 2000 e que em nove estações meteorológicas foram registados extremos de precipitação.

Devido à depressão Martinho, uma das que atravessou o continente no mês passado, foram registados extremos de vento em 36 estações meteorológicas, 10 deles extremos absolutos.

A estação meteorológica do Cabo da Roca registou o valor mais elevado: 169,2 quilómetros por hora.

Em relação à chuva, o IPMA diz que se registou um total de 177,5 milímetros acima do normal, o que corresponde a 229,4% do valor médio no período 1991-2020.

Ficaram registados nove novos extremos de precipitação e no fim do mês não havia no continente qualquer classe de seca meteorológica.

Março foi o nono mais frio deste século, com uma média de temperatura do ar de 11,81ºC (graus celsius).

A média da temperatura máxima, nos 16,37ºC, foi menos 1,19ºC do que o normal, ainda que a média da temperatura mínima tivesse estado ligeiramente acima do normal.

Ainda assim, no dia 23 de março as Penhas Douradas registaram uma temperatura de 5,3ºC negativos, e uma semana depois (dia 31) em Dunas de Mira registaram-se 29,8ºC, segundo o resumo do Boletim Mensal do IPMA.

PJ faz buscas em Cascais e Lisboa por suspeita de corrupção na construção de hotel de luxo

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

A Polícia Judiciária (PJ) fez esta quarta-feira buscas em Lisboa e Cascais por suspeitas de favorecimento no processo de venda de um terreno municipal destinado à construção de um hotel de luxo, informou esta polícia.

Em comunicado, a PJ adiantou que foram cumpridos oito mandados de busca, uma domiciliária e sete não domiciliárias, “num inquérito em que se investigam factos suscetíveis de enquadrar a prática dos crimes de prevaricação”.

Em causa estão suspeitas da prática dos crimes de prevaricação, participação económica em negócio e violação de regras urbanísticas por funcionário.

A Polícia Judiciária explica ainda que existem “fortes suspeitas” de favorecimento de uma empresa imobiliária num processo de venda de um terreno municipal para construir um hotel com cerca de 120 apartamentos de luxo”.

Além da venda, também o processo de licenciamento desta obra está a ser investigado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção.

João Pinheiro vai arbitrar clássico entre FC Porto e Benfica na I Liga

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O árbitro João Pinheiro vai dirigir pela quinta vez um clássico entre FC Porto e Benfica, no domingo, na 28.ª jornada da I Liga, informou hoje a Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

O árbitro da associação de Braga, de 37 anos e internacional desde 2016, vai estar pela 17.ª vez num clássico, naquele que vai ser o seu quinto embate entre ‘dragões’ e ‘águias’, depois de, esta temporada, já ter dirigido o encontro entre os dois clubes na primeira volta do campeonato, que terminou com uma vitória dos ‘encarnados’, por 4-1, em Lisboa.

No jogo ‘grande’ da 28.ª ronda da I Liga, João Pinheiro vai ter como assistentes Bruno Jesus e Luciano Maia, o quarto árbitro vai ser Bruno Costa, enquanto no videoárbitro (VAR) vai estar Tiago Martins, coadjuvado por Hugo Ribeiro (AVAR).

O Benfica, segundo classificado com 62 pontos, a três do líder e campeão Sporting mas com um jogo por disputar, visita o FC Porto, terceiro classificado, com os mesmos 56 do Sporting de Braga, quarto, no domingo, a partir das 20:30, no Estádio do Dragão, no Porto.

Homem que matou mãe com 19 facadas condenado a 25 anos de prisão

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Arguido ficou em liberdade

O Tribunal de São João Novo condenou, esta terça-feira, a 25 anos de prisão o homem acusado de matar a mãe com 19 facadas, no Porto, em janeiro de 2024, considerando que o arguido cometeu o crime “simplesmente porque quis”.

“Nem motivo fútil existiu, não houve motivo, simplesmente cometeu este crime porque lhe apeteceu, achou que era melhor, não há qualquer explicação. Foi simplesmente porque quis”, considerou o juiz presidente daquele tribunal na leitura do acórdão, que decorreu na tarde de ontem.

O arguido foi ainda condenado ao pagamento de 100 mil euros a dividir pelos quatro netos da vítima, filhos do arguido, e foi declarado “indigno de suceder ao património da mãe”, tendo sido também condenado a uma pena de três anos e três meses de prisão por violência doméstica.

Em cúmulo jurídico, explicou o Tribunal, o arguido foi condenado a 25 anos de prisão efetiva.

Segundo a acusação, no dia 22 de janeiro de 2024, o arguido “munido de uma faca de cozinha, com 18,1 centímetros de comprimento total, sendo 8,2 centímetros de lâmina”, aproximou-se da vítima, com 88 anos, e, “com o propósito de lhe tirar a vida, apanhando-a desprevenida, abordou-a pelas costas e, sem qualquer motivo, desferiu-lhe vários golpes incisos e profundos no corpo”.

A vítima foi, depois, encontrada por uma das netas que, juntamente com os três irmãos, pedia uma indemnização ao arguido.

“Uma das coisas que o Tribunal pode dizer quanto a este caso é que a pena máxima existe para alguma coisa. Além de ser o crime mais grave no nosso ordenamento jurídico (…), o arguido não formulou qualquer juízo de censura, todo o comportamento demonstra insensibilidade pela vida humana, uma ausência de compaixão gigante”, salientou o magistrado.

Consumo de eletricidade mais elevado de sempre nos primeiros 3 meses do ano

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foto: D.R.

O consumo de eletricidade nos primeiros três meses de 2025 foi o mais elevado de sempre, tendo totalizado 14,1 terawatts-hora (TWh) e batido os 13,9 TWh registados no primeiro trimestre de 2010, avançou esta terça-feira a REN.

Segundo os dados da REN – Redes Energéticas Nacionais, face ao mesmo período do ano passado, registou-se um aumento de 2,7% no consumo de eletricidade (1,9% com correção da temperatura e dias úteis) no primeiro trimestre deste ano.

Naquele período, o índice de produtibilidade hidroelétrica situou-se em 1,42, o de produtibilidade eólica em 1,03 e o de produtibilidade solar em 0,78 (médias históricas de 1).

A produção renovável abasteceu 81% do consumo de eletricidade, com a componente hidroelétrica a representar 39%, a eólica 29%, a fotovoltaica 7% e a biomassa 5%.

Já a produção a partir de gás natural abasteceu 12% do consumo, enquanto o saldo de trocas com estrangeiro abasteceu os restantes 7%.

Tendo em conta apenas o mês de março, o consumo de energia elétrica aumentou 2,8% (1,4% com correção dos efeitos de temperatura e número de dias úteis), face ao mesmo mês de 2024.

A produção renovável abasteceu 88% do consumo de eletricidade, a não renovável 9%, enquanto o saldo mensal de trocas com o estrangeiro, embora inferior ao verificado nos últimos meses, abasteceu os restantes 3% do consumo nacional.

Em março, mês marcado por vários dias de chuva, as condições meteorológicas mantiveram-se favoráveis à produção de energia a partir de fontes renováveis, em particular para a hidroelétrica, que registou um índice de produtibilidade de 1,86 (média histórica de 1).

O índice de produtibilidade eólico situou-se em 1,07, num mês em que se atingiu a ponta máxima eólica de sempre com 5.078 megawatts (MW) no dia 19, marcado pela tempestade Martinho.

Já a energia solar, apesar de continuar a manter um crescimento acentuado, tem um peso baixo no ‘mix’ de produção, tendo registado um índice de produtibilidade de 0,71.

Relativamente ao gás natural manteve-se a tendência global de redução do consumo, com uma descida homóloga de 3,7% em março, resultado de uma quebra de 4,7% no segmento convencional e de uma subida de 0,3% no segmento de produção de energia elétrica.

No final do trimestre, o consumo acumulado anual de gás registou uma descida marginal de 0,2%, resultado do crescimento de 20% no segmento de produção de energia elétrica, embora se tenha verificado uma contração de 5,7% no segmento convencional, que abrange os restantes consumidores.

O abastecimento do sistema nacional foi efetuado fundamentalmente a partir do terminal de gás natural líquido (GNL) de Sines, com 76% do consumo nacional, embora se tenha também registado algum movimento através da interligação com Espanha correspondente aos restantes 24% do consumo.

O Terminal de Sines abasteceu 93% do consumo nacional, principalmente com origem na Nigéria (49% do gás descarregado em Sines) e nos Estados Unidos (35%).

Ouro atinge novos máximos e regista melhor arranque de ano em 51 anos

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O preço do ouro atingiu na terça-feira novos máximos históricos e superou 3.150 por onça e já se valorizou mais de 19% desde o início de janeiro, o melhor início de ano desde 1974, há 51 anos.

De acordo com dados da Bloomberg, o ouro, um dos ativos considerados seguro em tempos de incerteza, não registava uma subida tão forte no primeiro trimestre do ano desde 1974, quando registou uma valorização de 57,81%.

Da mesma forma, o metal amarelo, com estes ganhos de mais de 19%, registou o melhor trimestre desde o terceiro trimestre de 1986, quando ganhou 22,49%.

As tensões tarifárias e geopolíticas e as dúvidas sobre a situação económica mundial, bem como as compras dos bancos centrais, estão a fazer subir o preço do ouro, que tem estado em máximos sucessivos desde 2024.

Hoje de manhã, o ouro atingiu dois novos máximos: o primeiro às 04:11 GMT (mesma hora em Lisboa), de 3.147,97 dólares, e o segundo pouco depois, às 05:37, de 3.149 dólares.

Às 12:40 em Lisboa, o metal amarelo estava longe do recorde, a ser negociado a 3.131,79 dólares, depois de ter terminado a 3.131.79 dólares na segunda-feira.

Nas últimas sessões, o ouro tem continuado a acumular níveis desconhecidos, numa altura de incerteza sobre o enfraquecimento da economia e um possível aumento da inflação, face à nova política tarifária dos Estados Unidos.

Na quarta-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, deverá anunciar a intenção de aumentar as tarifas recíprocas sobre vários produtos e países, o que poderá desencadear uma guerra comercial global.

Especialistas da eToro citados pela Efe acreditam que o ouro está a consolidar a sua posição como a alternativa preferida num ambiente volátil, e está a emergir como um ativo estratégico para contrariar a incerteza política e económica.

Da mesma forma, analistas da Portocolom AV também citados pela Efe asseguram que o receio de uma possível recessão nos EUA e um “agravamento das relações internacionais devido à guerra tarifária provocada por Trump continuam a favorecer o ouro como ativo de refúgio”.

Segurança: Jovens entre os 12 e os 16 anos venderam conteúdos íntimos ‘online’

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Jovens entre os 12 e os 16 anos produziram e venderam, no ano passado, conteúdos íntimos ‘online’ e foram identificadas crianças entre os 10 e os 13 anos como responsáveis pela criação destes grupos de partilha.

A informação consta no documento preliminar do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) apresentado esta segunda-feira durante a reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, e a que a Lusa teve acesso, e alerta para conteúdos autoproduzidos por jovens entre os 12 e os 16 anos.

A produção destes conteúdos tem como objetivo a sua venda através da partilha em grupos de ‘WhatsApp’, que são criados para distribuir também ponografia de adultos e conteúdos de violência extrema, incluindo violência praticada contra crianças, revela o documento preliminar.

O RASI adianta ainda que as investigações das autoridades conseguiram identificar, no ano passado, crianças entre os 10 e os 13 anos como responsáveis pela criação destes grupos onde é partilhada informação e cuja sua partilha, só por si, já constitui crime. Estes casos foram, lê-se no documento, enviados para os tribunais de família e menores, uma vez que as crianças e jovens identificados são menores de idade.

Esta informação surge no capítulo do RASI dedicado à exploração de menores ‘online’, que está incluído na criminalidade informática. A exploração de menores ‘online’, detalha ainda o RASI, continua a ser uma das prioridades a nível europeu.

No ano passado, as autoridades identificaram uma elevada prevalência da distribuição de pornografia em redes como ‘Instagram’, ‘YouTube’, ‘Facebook’, ‘WhatsApp’, ‘Telegram’ e ‘Google Drive’, assim como a partilha de conteúdos de abuso e exploração sexual de crianças através da ‘darknet’.

“Tivemos nos últimos anos uma política de irresponsabilidade” na imigração – Montenegro

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foto: Arlindo Homem

O primeiro-ministro defendeu esta terça-feira que, nos últimos anos, o país teve “uma política de irresponsabilidade na imigração” e considerou que o acordo hoje assinado vai permitir regras “mais ágeis, mas também mais humanistas”.

Luís Montenegro presidiu ontem à assinatura do protocolo de Cooperação para a migração laboral regulada, que decorreu no Palácio das Necessidades em Lisboa, sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

“Nós partimos de um ponto muito problemático, vamos falar claro: tivemos nos últimos anos uma política de irresponsabilidade no domínio da imigração”, afirmou, considerando que “a falta de controlo” resultou na diminuição da capacidade de integração e numa “menor sensibilidade humanista”.

O primeiro-ministro defendeu que este Governo está a fazer “uma verdadeira reforma estrutural” na área da imigração.

“Para que este mecanismo funcione tem de haver um contrato de trabalho válido, um seguro de viagem e de saúde do trabalhador, um plano de formação profissional e de aprendizagem da língua portuguesa e um plano de alojamento adequado”, afirmou, considerando que estas quatro condições “são do interesse do país, das empresa e dos trabalhadores”.

Segundo o protocolo, a que a Lusa teve acesso, a atribuição de vistos “deverá ocorrer no prazo de 20 dias a partir do dia do atendimento do requerente no posto consular” e desde que cumpridos os requisitos legais previstos, nomeadamente a existência de um contrato de trabalho, seguro de saúde e de viagem, entre outros.

Sismo: Mais de 2.700 mortos e uma pessoa resgatada com vida em Myanmar

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O número de mortos do terramoto de magnitude 7,7 que atingiu Myanmar ultrapassou os 2.700, com milhares de feridos, mas foi encontrada hoje uma sobrevivente, anunciaram as autoridades do país do Sudeste Asiático.

O chefe da Junta Militar, general Min Aung Hlaing, disse num fórum na capital, Naypyidaw, que 2.719 pessoas foram encontradas mortas, com 4.521 feridos e 441 desaparecidos, segundo a agência de notícias norte-americana Associated Press (AP).

Mas as equipas de salvamento continuam a encontrar sobreviventes e retiraram hoje com vida uma mulher de 63 anos dos escombros de um edifício em Naypyidaw.

Os bombeiros de Naypyidaw informaram que a mulher foi retirada dos escombros 91 horas depois de ter ficado soterrada quando o edifício ruiu na sequência do sismo de sexta-feira, noticiou a AP.

Segundo os peritos, a probabilidade de encontrar sobreviventes diminui drasticamente após 72 horas.

Com muitas áreas atingidas pelo terramoto de sexta-feira ainda não alcançadas pelas equipas de salvamento, espera-se que o número de vítimas continue a aumentar.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 10.000 edifícios desabaram ou ficaram gravemente danificados no centro e noroeste de Myanmar.

O terramoto também abalou a vizinha Tailândia e provocou a queda de um edifício em construção, soterrando muitos trabalhadores.

Dois corpos foram retirados dos escombros na segunda-feira e outro foi recuperado hoje, mas dezenas de pessoas continuavam desaparecidas.

O balanço em Banguecoque era hoje de 21 mortos e 34 feridos, principalmente no local da construção.

A ONU disse hoje que tem conseguido mobilizar ajuda vital para a população afetada, sem bloqueios das partes envolvidas na guerra civil em curso desde que os militares tomaram o poder em 2021.

“Até ao momento, conseguimos mobilizar o pessoal e o material que temos no país”, disse o coordenador humanitário da ONU na antiga Birmânia, Marcoluigi Corsi, numa teleconferência a partir de Rangum.

Corsi disse, no entanto, que o material provém dos recursos que a ONU tinha planeado utilizar para as vítimas do conflito armado.

“Temos de pensar em reabastecer estes fornecimentos”, afirmou, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

Sobre as preocupações de que a ajuda seja desviada pelo governo para áreas afetadas sob o seu controlo, Corsi disse que existe um sistema de monitorização e controlo da ajuda.

Tal sistema informa constantemente sobre o que está a ser distribuído e onde, referiu, acrescentando que não foram observados problemas deste tipo até agora.

As autoridades de Myanmar afirmaram que mais de 8,5 milhões de pessoas foram diretamente afetadas pelo sismo que atingiu a região centro-norte do país na sexta-feira.

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