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Quarta-feira, Julho 8, 2026
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Árbitra Catarina Campos nomeada para a fase final do Euro2025 feminino

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imagem ilustrativa

A portuguesa Catarina Campos consta na lista de 13 árbitras para a fase de final do Euro2025 feminino de futebol designadas pelo Comité de Arbitragem da UEFA, anunciou esta segunda-feira organismo, em comunicado.

Todas as equipas de arbitragem são europeias, com exceção de uma, que pertence à Confederação sul-americana de futebol (CONMEBOL), mais concretamente Edina Alves Batista, do Brasil, juntamente com duas assistentes, para o torneio que vai decorrer na Suíça, entre 02 e 27 de julho, no qual vai participar a seleção portuguesa.

A UEFA explicou que as “equipas de arbitragem em cada jogo serão compostas por uma árbitra, duas árbitras assistentes e uma quarta árbitra”, sendo que haverá “uma equipa de dois árbitros de vídeo presente em cada jogo” e operará durante todo o torneio a partir da sede da UEFA, em Nyon, na Suíça.

Portugal vai estrear-se, no Grupo B, com a Espanha, campeã do mundo e detentora da Liga das Nações, no dia 03 de julho, em Berna, defrontando, quatro dias depois, a Itália, em Genebra, e a Bélgica, no dia 11, em Sion.

No sábado, Catarina Campos tornou-se na primeira mulher a dirigir um jogo da I Liga, ao dar início à receção do Casa Pia ao Rio Ave, em Rio Maior, na abertura da 27.ª jornada, que terminou com a vitória dos ‘gansos’ (2-1).

A juíza portuguesa, de 39 anos, já tinha sido a primeira a chefiar uma equipa de arbitragem totalmente feminina nas provas profissionais portuguesas, ao dirigir a derrota do Paços de Ferreira na receção ao Feirense (2-1), em 15 de fevereiro, para a 22.ª jornada da II Liga.

Internacional desde 2018, Catarina Campos faz parte da categoria de elite da UEFA há cerca de um ano e meio e já teve outras experiências recentes no futebol masculino, ao dirigir jogos no Campeonato de Portugal, quarto escalão nacional, e na Liga Revelação, ambos sob a tutela da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), bem como partidas internacionais de caráter oficial, incluindo uma esta temporada na UEFA Youth League.

A Inglaterra é a atual detentora do troféu, sucedendo aos Países Baixos, num historial dominado pela Alemanha, que detém oito títulos, o primeiro como República Federal da Alemanha (RFA), seguida de Noruega, com dois, e ainda Suécia, também com um.

Jubileu dos cristãos perseguidos celebrado em Arouca pela AIS

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A perseguição aos cristãos no mundo tem sido uma constante, ao longo destes 2025 anos da era cristã.

Todos os dias, homens, mulheres e crianças que professam a sua fé em Cristo são raptadas, torturadas, presas e muitas delas mortas, só porque creem em Cristo.

Começou no Império romano esta perseguição e continua a acontecer nos dias de hoje, perante uma certa indiferença do mundo ocidental. Ignorar esta tragédia, que ocorre um pouco por todo o mundo, é ser-se conivente com ela.

Há 30 anos que a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) tem angariado e canalizado para tantos países onde os efeitos e as vítimas desta perseguição são mais prementes, a ajuda possível para minimizar o sofrimento de tantos cristãos perseguidos por causa da sua Fé.

Para rezar, sensibilizar e alertar a consciência das pessoas e sobretudo dos responsáveis políticos para este drama a Fundação AIS decidiu celebrar nos dias 29 e 30 de março o Jubileu dos Cristãos perseguidos e escolheu a igreja jubilar do Mosteiro de Arouca para o fazer.

Perseguidos e esquecidos

O Programa deste Jubileu começou na tarde de sábado com uma sessão no auditório municipal onde esteve presente, ao lado da Presidente da Câmara Municipal de Arouca, Dra Margarida Belém, a Diretora da Fundação Ajuda à Igreja que sofre, Dra Catarina Bettencourt, bem como o Pe. José Pedro Novais, pároco de várias comunidades cristãs de Arouca e ainda o Pe. Simon Ayogu sacerdote espiritano, natural da Nigéria.

Apresentada e moderada pelo Dr. Paulo Aido, jornalista da AIS, a sessão abriu com um belo momento musical a cargo do grupo de cantas e cramois do Conjunto Etnográfico de Moldes de danças e corais arouquenses que, através de uma harmoniosa polifonia vocal, interpretaram diversos motivos musicais do cancioneiro de Arouca, todos eles com sabor telúrico e ligados às lides da terra.

Depois deste aperitivo musical, o Pe. José Pedro Novais iniciou a sessão com uma breve palestra sobre a história do ano jubilar e seus objetivos, conduzindo a sua reflexão sobre o tema da Esperança escolhido pelo Papa como linha condutora e inspiradora deste Jubileu.

Seguidamente coube à Diretora da Fundação AIS fazer a apresentação do Relatório “Perseguidos e esquecidos” referindo a evolução em cerca de 18 países relativamente ao último relatório efetuado pela AIS. Para uma melhor compreensão da situação dos cristãos oprimidos nesses 18 países por causa da sua fé, foi distribuído, à saída, a todos os presentes, uma brochura ilustrada com informação mais pormenorizada e com o intuito de sensibilizar as pessoas para este drama que afeta milhares de cristãos em diversas partes do mundo.

Testemunhos

Após a apresentação do relatório seguiu-se um período de testemunhos de pessoas que conhecem bem a realidade diária que se vive em alguns países, onde os cristãos são perseguidos. O primeiro testemunho foi dado pelo padre nigeriano, Simon Ayogu, missionário Espiritano que falou sobre as dificuldades que os Cristãos na Nigéria enfrentam, devido ao fundamentalismo

islâmico, sobretudo através da grupo Boko Haram, cujo nome em árabe quer dizer “a educação ocidental ou não islâmica é um pecado” . Refira-se que esta organização terrorista surgiu na Nigéria em 2002 e continua a ter muita força neste país, chegando o Pe. Ayogu a relatar vários casos de violência alguns deles passados mesmo com familiares seus.

O segundo testemunho foi sobre os Cristãos na Faixa de Gaza e foi dado pelo Pe. Gabriel Romanelli, Pároco de Gaza. Inicialmente previsto para ser através de videoconferência, as previsíveis dificuldades técnicas aconselharam a que esse testemunho fosse transmitido através de gravação vídeo.

Nesse testemunho, o pároco da paróquia de Sagrada Família em Gaza relatou as dificuldades do dia a dia, surgidas após o 7 de Outubro de 2023 em Gaza, comparando a situação antes e após esse terrível atentado. Terminou o seu testemunho pedindo que se reze a Nossa Senhora de Fátima, a quem os cristãos de Gaza têm uma grande devoção, pedindo pela paz e pelo fim desta guerra. Manifestou ainda o desejo e a necessidade que existe de se convencer os responsáveis políticos de que um dia a mais de guerra não vai resolver a situação, só a vai piorar. Finalmente, o Pe. Gabriel apelou à ajuda humanitária para milhares de famílias que estão a passar grandes dificuldades neste momento, sejam eles palestinianos, israelitas, judeus, cristãos, muçulmanos, ou até ateus, pois a situação em Gaza é de extrema pobreza. E essa ajuda será uma maneira de revelar a Misericórdia de Deus para com todos.

Mensagem do Bispo do Porto

Tendo sido convidado pela AIS para estar presente neste Jubileu dos cristãos perseguidos, o Bispo do Porto, D.Manuel Linda, por motivo de agenda, não pode aceitar o convite, mandando uma mensagem vídeo desejando que “este jubileu seja também uma forma de nos dar ânimo, a nós que vivemos em liberdade, para que, como eles, possamos testemunhar Cristo em qualquer circunstância da vida”.

A sessão terminou com umas breves palavras da Presidente da Câmara Municipal de Arouca, Dra Margarida Belém dizendo que Arouca ficou muito sensibilizada e honrada por ter recebido a Fundação AIS para aqui celebrar o Jubileu dos Cristãos perseguidos, na igreja jubilar do Mosteiro de Arouca. Realçou ainda o trabalho meritório que a AIS tem vindo a desenvolver ao longo dos seus 30 anos de existência, sobretudo no apoio a tantas situações de extrema carência nos mais diversos países do mundo.

Abertura da exposição “Das trevas à Luz”

O primeiro dia deste jubileu em Arouca terminou com a abertura da exposição “Das trevas à luz” nos claustros do Mosteiro de Arouca. Nessa exposição, ao longo de 14 painéis ilustrados, são referidas impressionantes e dramáticas situações de vários “Heróis da Fé”, em diversos países, desde o Iraque, Paquistão, Nigéria, Camarões, até à Ucrânia, Síria, Índia e Moçambique. A leitura desses casos prova bem que os cristãos continuam a ser perseguidos, discriminados e mortos até, apenas por causa da sua Fé.

Mas na maioria dos casos a perseguição aos cristãos engloba também a profanação e a vandalização dos seus lugares de culto e das suas alfaias litúrgicas. E isso ficou bem demonstrado

através da segunda exposição sobre “Objetos religiosos profanados” que abriu, seguidamente, na Sala do Capítulo do Mosteiro de Arouca, mostrando mais de duas dezenas de objetos religiosos danificados pelo jihadismo islâmico no Iraque em 2014.

Eucaristia para todo o País.

O momento alto deste Jubileu foi a Eucaristia do IV Domingo da Quaresma, concelebrada na igreja jubilar do Mosteiro de Arouca, presidida pelo Pe. Simon Ayogu e transmitida em direto pela RTP1, sendo animada musicalmente pelo coro paroquial da missa dominical, dirigido pela prof. Elvira Tavares e acompanhado ao órgão de tubos pela organista Célia Tavares.

Para assinalar o jubileu dos cristãos perseguidos foram levados para o altar, na procissão inicial, dois dos objetos profanados que, depois de apresentados à assembleia, ficaram expostos ao lado do altar, durante toda a celebração. Trata-se de um lindo cálice destruído por uma bala na igreja Sírio Católica de Qaraqosh no Iraque e de um crucifixo em metal da igreja caldeia de Telaskuf, também ele danificado pelo jihadismo islâmico.

Durante a celebração a presidente da AIS, Dra Catarina Bettencourt, teve ocasião de falar um pouco da Fundação que dirige e que tem como missão “apoiar os que são perseguidos, ameaçados, ou refugiados por causa da sua fé”. Fundada há 30 anos em Portugal, esta instituição pontifícia apoia cerca de 5000 projetos em 140 países.

A realização deste Jubileu pela AIS pretende exprimir que estes cristãos perseguidos não estão sós e precisam do nosso conforto, das nossas orações, bem como da ajuda monetária para tantos casos de extrema carência e que só esta instituição consegue apoiar.

Concerto jubilar

Tendo sido aberto com um momento musical, este jubileu dos Cristãos perseguidos encerrou também com música, através de um belíssimo Concerto jubilar na igreja do Mosteiro de Arouca pelo grupo Coral de Urrô, dirigido pelo Dr. Paulo Bernardino e enriquecido pelo quinteto de sopro da Academia de Música de Arouca.

Com um reportório variado que incluiu uma peça de órgão na sua abertura, alguns números pelo quinteto de sopro e a interpretação de diversas peças pelo Grupo coral de Urrô, este concerto terminou com o Hino do Jubileu, encerrando assim, de uma maneira muito bela e expressiva, este Jubileu que pretendeu, não só dar voz a tantos cristãos “perseguidos e esquecidos”, como também agitar consciências e vencer a indiferença generalizada para com estes dramas que ainda persistem em muitas regiões do mundo.

José Cerca

Segurança: 62% dos inquéritos de violência doméstica terminados em 2024 foram arquivados

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Mais de 62% dos inquéritos terminados no ano passado relacionados com o crime de violência doméstica foram arquivados, revela o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI).

O documento aprovado esta segunda-feira pelo Conselho Superior de Segurança Interna e que segue para o parlamento, e a que a Lusa teve acesso, aponta para 23.509 inquéritos arquivados em 2024, o que corresponde a 62,5%. De um total de 37.592 inquéritos que tiveram conclusão, apenas 13,9%, o equivalente a 5.214 inquéritos resultaram em acusação.

As ocorrências registadas pelas autoridades diminuíram ligeiramente, ficando o ano de 2024 marcado por 25.919 casos relacionados com violência doméstica. Apesar da diminuição de 0,5%, os crimes de violência doméstica e a ofensa à integridade física voluntária simples são as tipologias com maior número de participações registadas no ano passado.

A nível de distribuição geográfica, há distritos onde as participações deste crime aumentaram, como Castelo Branco, Faro, Guarda, Leiria, Porto, Santarém, Setúbal, Viseu e Açores. E os denunciados têm, na sua maioria, mais do que 25 anos, sendo que 7% tem entre 16 e 24 anos.

Já em relação às detenções, as forças de segurança registaram 2.402 detidos por suspeitas do crime de violência doméstica, menos 157 detidos do que no ano de 2023. O RASI sublinha ainda que, destes detidos, quase metade (41,6%) foram detidos em flagrante delito.

Em contexto de detenção, o crime de violência doméstica continua a representar a maioria das medidas de vigilância eletrónica, com 57,1% do total.

União Europeia está preparada para responder a qualquer medida dos EUA

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A Comissão Europeia está preparada para responder de forma bem equilibrada a qualquer medida dos EUA contra os interesses económicos da União Europeia (UE), mas a sua prioridade é procurar uma solução negociada, declarou no domingo um porta-voz europeu.

O Executivo europeu, que é responsável pela política comercial da UE, está a preparar “uma resposta firme, proporcional, forte, bem equilibrada e atempada a quaisquer medidas injustas e contraproducentes dos Estados Unidos”, afirmou o porta-voz da Comissão Europeia para o Comércio, Olof Gill.

Esta mensagem da Comissão, transmitida por Gill, surge antes da taxa alfandegária de 25% imposta pelos Estados Unidos às importações de automóveis entrar em vigor em 02 de abril.

Não existe uma data específica para Bruxelas implementar as primeiras contramedidas em resposta às tarifas dos Estados Unidos de 25% sobre o alumínio e o aço europeus, já em vigor, nem sobre os automóveis europeus, ou em relação as potenciais “tarifas recíprocas” ainda por anunciar pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, visando países que ativaram taxas alfandegárias sobre bens e serviços dos Estados Unidos.

Assim, o porta-voz do Comércio da UE não especificou quando chegará a possível resposta da UE, mas sublinhou que será “oportuna, enérgica, bem equilibrada e terá o impacto esperado”.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, chegou a chamar ao IVA de uma taxa alfandegária, algo que Gill considerou “absurdo”.

O que Bruxelas decidiu foi “alinhar” os prazos e “coordenar” o calendário para as contramedidas. Por isso, em 01 de abril, “nada vai acontecer”, esclareceu Gill.

A Comissão Europeia tinha inicialmente definido esta data para começar a implementar tarifas graduais sobre as importações de produtos dos EUA avaliadas em 26 mil milhões de euros em resposta às taxas dos EUA sobre as exportações de aço e alumínio europeus. Na terça-feira, deveria ser aplicada uma tarifa a produtos no valor de 4,5 mil milhões de euros e, até 13 de abril, a mais 18 mil milhões de euros.

Em relação à lista final de produtos dos EUA para os quais a UE irá propor contramedidas em resposta às tarifas de Washington, Gill observou simplesmente que será “bem escolhida para criar o máximo impacto nos EUA e minimizar a repercussão na economia europeia”.

“É uma escolha que teremos de fazer de forma muito criteriosa e cuidadosa”, enfatizou Gill, após uma consulta com as partes interessadas e os Estados-Membros.

A prioridade da UE é encontrar “uma solução negociada que funcione para ambas as partes” e que “fortaleça” a relação comercial e económica entre os Estados Unidos e a UE, “que é a mais valiosa e importante do mundo”, acrescentou o porta-voz da Comissão Europeia.

Convencidos de que as medidas anunciadas pelos Estados Unidos estão a ir “completamente no sentido errado”, pois não fazem “bem a ninguém”, o bloco europeu quer “reforçar” a relação comercial e económica entre Washington e Bruxelas, e não “destruí-la”, diz Gill.

Entretanto, até agora, os esforços para dissuadir Trump não produziram resultados. O comissário do Comércio europeu, Maros Sefcovic, já se deslocou a Washington por duas vezes desde que o republicano regressou à Casa Branca, em 20 de janeiro.

Papa Francisco preocupado com situação no Sudão do Sul e lamenta guerra no Sudão

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O papa Francisco disse no domingo que acompanha “com preocupação” a situação no Sudão do Sul, e também lamentou que “a guerra continue a fazer vítimas inocentes” no Sudão, pedindo negociações para uma trégua.

“Acompanho com preocupação a situação no Sudão do Sul. Renovo o meu sincero apelo a todos os líderes para que façam tudo o que for possível para reduzir a tensão no país”, disse Francisco no seu texto do Angelus divulgado ontem.

Francisco continua impossibilitado de se dirigir ao público a partir da janela do Palácio Apostólico do Vaticano devido à sua convalescença após a hospitalização.

Perante a situação no Sudão, Francisco apelou a que se ponham de lado “as diferenças” e se sentem “à volta de uma mesa e iniciar um diálogo construtivo”, porque “só assim será possível aliviar o sofrimento” da população e “construir um futuro de paz e estabilidade”.

O Sudão do Sul enfrenta uma crise após o Governo ter acusado o vice-presidente e líder da oposição, Riek Machar, de conspiração, e de a oposição ter exigido a sua libertação imediata, num contexto de tensão que pôs em causa o frágil acordo de paz de 2018.

O pontífice também fez hoje uma referência especial à situação no vizinho Sudão, voltando a pedir o fim do conflito armado em curso e apelando “às partes em conflito para que coloquem em primeiro lugar a proteção da vida dos seus irmãos e irmãs civis”.

“Espero que novas negociações, capazes de garantir uma solução duradoura para a crise, comecem o mais rapidamente possível”, acrescentou.

O papa apelou ainda à comunidade internacional para que “redobre os seus esforços” face ao que descreveu como a “terrível catástrofe humanitária” no Sudão.

Francisco voltou a fazer o seu apelo comum à paz para os conflitos “na atormentada Ucrânia, na Palestina, em Israel, no Líbano, na República Democrática do Congo e em Myanmar, que também está a sofrer muito com o terramoto”.

Ao mesmo tempo, sublinhou que na cena internacional também se registam “desenvolvimentos positivos”, como a ratificação do acordo sobre a delimitação da fronteira entre o Tajiquistão e o Quirguizistão, que “representa um excelente resultado diplomático”.

O texto do Angelus do dia coincidiu com o quarto domingo da Quaresma e o papa apelou a que se viva este período quaresmal como um tempo de cura.

“Caros amigos, vivamos esta Quaresma, especialmente no Jubileu, como um tempo de cura. Também eu a estou a viver assim, na alma e no corpo”, observou Francisco, que voltou a agradecer aos fiéis as suas orações pela sua saúde.

“A fragilidade e a doença são experiências que nos unem a todos”, acrescentou o Papa.

Francisco, de 88 anos, teve alta do Hospital Gemelli, em Roma, no passado domingo, após 38 dias de internamento devido a uma infeção respiratória grave, a sua mais longa hospitalização desde que assumiu o pontificado, em 2013.

Após a alta, o papa continua a convalescença no Vaticano. Os médicos recomendaram dois meses de repouso e ele não tem atividades ou eventos na agenda enquanto recupera a voz e a condição física.

Sismo: OMS classifica crise em Myanmar como emergência máxima e pede fundos

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou este domingo o sismo em Myanmar, que matou quase 1.700 pessoas, no nível mais alto de emergência e lançou um pedido urgente de fundos para salvar vidas e prevenir epidemias.

“Avaliações preliminares indicam um elevado número de vítimas e feridos com traumatismos, com necessidades urgentes de cuidados de emergência”, disse a OMS num comunicado, acrescentando que “classificou esta crise como uma emergência de nível 3 – o nível mais alto de ativação do seu programa de resposta a emergências”.

A OMS fez um apelo para reunir oito milhões de dólares (cerca de 7,4 milhões de euros), para conseguir satisfazer as necessidades imediatas de saúde, “a fim de salvar vidas, prevenir doenças e estabilizar e restaurar serviços essenciais de saúde”.

Em Myanmar, “o fornecimento de eletricidade e água continua interrompido, complicando o acesso aos serviços de saúde e aumentando o risco de surtos de doenças transmitidas por água e alimentos”, acrescentou a organização.

“Lesões relacionadas com traumas, incluindo fraturas, feridas abertas e esmagamento, representam um alto risco de infeção e complicações devido à capacidade cirúrgica limitada e medidas inadequadas de prevenção e controle de infeções”, referiu no comunicado.

A junta militar que desde o golpe de Estado de 2021 detém o poder em Myanmar (nome oficial da antiga Birmânia) avançou no sábado que o terramoto terá provocado 1.644 mortos, 3.408 feridos e 139 desaparecidos.

O sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter foi registado às 06:20 (hora de Lisboa) de sexta-feira e provocou o colapso de vários edifícios e monumentos em Myanmar, no Sudeste Asiático.

Devido ao abalo, pelo menos 18 pessoas morreram, outras 33 ficaram feridas e 78 estão desaparecidas em Banguecoque, na Tailândia, segundo o balanço mais recente das autoridades locais, divulgado.

Reportagem: Cinco mil muçulmanos em oração ao nascer do dia celebram fim do Ramadão na Alameda

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Cerca de cinco mil muçulmanos, vestidos a rigor, reuniram-se na manhã deste domingo na Alameda, em Lisboa, para celebrar o fim do Ramadão, um momento sagrado, que foi marcado por cânticos, oração, convívio, partilha e muitas fotografias.

O Eid al-Fitr, a celebração que assinala o fim do mês sagrado islâmico, que durante 30 dias obriga a fazer jejum entre o amanhecer e o anoitecer, começa com uma oração comunitária, realizada em mesquitas ou em espaços abertos, reunindo toda a comunidade.

Em Lisboa, onde se estima viverem cerca de 15 mil muçulmanos, estavam previstas orações para a Praça do Martim Moniz e para a Alameda, além das habituais na Mesquita Central.

Às 07:00, sob o crepúsculo do amanhecer, quando as ruas estavam ainda silenciosas e apenas o canto dos pássaros enchia o ar, algumas dezenas de vultos movimentavam-se a contraluz sobre o relvado central do Jardim da Alameda Dom Afonso Henriques, estendendo grandes lonas impermeáveis, que seriam o chão sobre o qual decorreria a oração prestes a começar.

Um bando de gaivotas sobrevoava esta agitação, que se destacava contra a luz amarelada da fonte luminosa, em frente da qual um outro grupo de muçulmanos começou a estender uma nova lona, dando início ao aglomerar de pessoas que, em pouco menos de meia hora já rondava os milhares.

Chegavam em família, em grupos ou sozinhos, a pé, de carro e de bicicleta, vindos de todos os lados, transportando os seus próprios tapetes de oração, e era evidente a alegria e a forma calorosa como se cumprimentavam e abraçavam.

No topo do relvado central foi montado um pequeno púlpito, ornado com plantas e flores, de onde o imã conduziu as orações para os milhares de fiéis sentados sobre os tapetes, que juntos formavam um grande mosaico colorido, de padrões diversos.

Milhares de sapatos aglomerados emolduravam o retângulo de relva, onde os muçulmanos se encontravam sentados e perfeitamente alinhados, escutando as orações que duas grandes colunas, uma de cada lado da Alameda, propagavam para o ar.

Maioritariamente composto por homens, mas também algumas mulheres e crianças, o grupo de fiéis distinguia-se pelo uso de indumentárias específicas para a ocasião: túnicas longas e kufi (um chapéu típico islâmico, arredondado e sem aba) para os homens, e capas longas coloridas e com apliques brilhantes ou espelhados, juntamente com o hijab (lenço que cobre a cabeça e o pescoço), para as mulheres.

Por volta das 08:30, terminada a oração, recomeçou a movimentação de corpos, a erguerem-se do chão, recolhendo e enrolando os tapetes, calçando os sapatos e reunindo-se em grupos animados para conversar, tirar fotos de grupo e muitas ‘selfies’.

Foi também o momento de recolher os vários baldes que antes da oração circularam por entre os fiéis para recolher donativos destinados aos mais necessitados, já que a caridade desempenha um papel central nos festejos do fim do Ramadão.

“Acabou agora a oração do Eid al-Fitr. É a celebração islâmica da nossa comunidade muçulmana. Juntamo-nos todos para celebrar. Hoje rezo a Alá para toda a gente ser feliz”, disse à Lusa Akiful Hasam, um jovem muçulmano que se encontrava já encostado a um dos muros que ladeiam a boca do metro, com o seu tapete enrolado e guardado dentro de um saco de plástico.

Para Akiful Hasam, residente em Portugal há alguns anos, este é um país “bom para o islamismo”, onde não sente obstáculos à sua liberdade religiosa e à sua “celebração”, embora reconheça que os espaços existentes são já exíguos para a população residente.

A mesma ideia tem Mohammed Chowdhury, presidente da mesquita Alameda Jame Masjid, segundo o qual, a comunidade muçulmana é cada vez maior, congregando fiéis de várias partes do mundo residentes em Portugal, do Bangladesh à Índia, passando pelo Paquistão e Marrocos, entre muitos outros países.

Só na celebração deste domingo na Alameda, estima que tenham estado perto de cinco mil crentes.

“Na sexta-feira, a oração Jumu’ah teve de ser celebrada três vezes [na mesquita da Alameda], para atender a todos, porque há cada vez mais gente”, contou à Lusa, considerando que se houvesse “mais mesquitas, seria mais fácil”.

O Salat al-Jumu’ah é uma oração especial que decorre na sexta-feira, e é uma das mais importantes da semana para os muçulmanos, para marcar o fim do Ramadão, um momento de reflexão, gratidão e renovação espiritual para a comunidade islâmica.

“O último dia do Ramadão é marcado pelo avistamento da lua nova, dando início a um novo mês lunar, segundo o calendário islâmico. Neste último dia, em todo o mundo, estamos todos juntos em festa, ricos, pobres, refugiados, em guerra, em qualquer situação, este é um momento de festa grande”, afirmou.

Às 09:30, junto à Mesquita Central de Lisboa, sede da comunidade islâmica portuguesa, em São Sebastião, uma multidão – em que se destacava muito mais a riqueza e exuberância das roupas, não só dos homens, mas sobretudo as femininas, as maquilhagens e o perfume no ar – aglomerava-se junto às portas para entrar.

Lá dentro, alguns funcionários orientavam os caminhos a seguir e a disposição a ocupar, tentando rentabilizar e organizar o espaço de modo a acomodar o maior número possível de pessoas.

Cá fora, a polícia municipal, ia orientando o trânsito e o estacionamento, caóticas para aquela hora da manhã de um domingo.

De acordo com o vice-presidente da Comunidade Islâmica de Lisboa, Abdul Razac Seco, aquele grupo procurava conseguir assistir à segunda oração, celebrada especificamente para atender a quem não conseguiu estar presente da primeira oração, conduzida às 07:30 pelo xeque David Munir, imã da Mesquita Central de Lisboa.

“Alguns optam por vir agora, mas muitos só conseguem assistir a esta oração por questões logísticas, ou seja, pela falta de capacidade do espaço para albergar tanta gente”, especificou, à Lusa, adiantando que no final todos irão para as suas casas, fazer as suas refeições e terminar as celebrações.

Durante o mês do Ramadão, a Mesquita Central de Lisboa confecionou cerca de 2.000 refeições diárias para a quebra do jejum, ao pôr-do-sol.

O facto de o ano lunar ser mais curto que o solar explica que a cada ano a data do Ramadão se aproxime do início do ano 10 ou 11 dias. Em 2030, o Ramadão será celebrado duas vezes, no início de janeiro e no final de dezembro.

De acordo com o xeque David Munir, em Portugal, a comunidade muçulmana “já ultrapassou os 100 mil” crentes.

Três ciclistas atropelados na Marginal no sentido Carcavelos-Lisboa

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fotos: Bombeiros Voluntários de Oeiras

Três ciclistas foram este domingo atropelados na zona da Marginal, no sentido Carcavelos-Lisboa, sendo transferidos para os hospitais de São José e de São Francisco, adiantaram à Lusa os Bombeiros Voluntários de Oeiras.

“O alerta foi dado pelas 08:00. No local, tínhamos, à nossa chegada, três vítimas de atropelamento por colisão”, indicou fonte oficial dos Bombeiros Voluntários de Oeiras, em declarações à Lusa.

Os três ciclistas estavam na zona da Marginal, junto à praia da Torre, no sentido Carcavelos-Oeiras. Duas das vítimas ficaram feridas com gravidade.

Um dos feridos, em estado grave, foi transferido para o Hospital de São José, enquanto os outros dois, um leve e outro ferido com gravidade, foram encaminhados para o Hospital de São Francisco.

O trânsito esteve condicionado, mas já retomou à normalidade.

INEM encaminhou 7.886 doentes para a Via Verde do AVC em 2024

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) encaminhou para a Via Verde do Acidente Vascular Cerebral (AVC) dos hospitais 7.886 utentes, em 2024, uma média de 22 doentes por dia.

A propósito do Dia Nacional do Doente com AVC, o INEM divulgou que o número de doentes com suspeita de AVC encaminhados para as vias verdes hospitalares é mais baixo do que no ano anterior, quando tinham sido enviados 8.796 doentes. No entanto, é o segundo mais alto desde 2019.

O INEM justifica esta redução de 910 casos, pelo facto “de terem sido excluídos da análise os casos de AVC cuja hora de início de sintomas ocorreu mais de 24 horas antes da chamada para o 112, anteriormente contabilizados”, refere uma nota de imprensa.

Por outro lado, “o reforço da formação dos profissionais tem permitido identificar de forma mais precisa as Vias Verdes AVC, reduzindo os falsos positivos”.

Segundo o INEM, o distrito do Porto registou o número mais elevado de casos encaminhados através da Via Verde AVC, com 1.539 doentes, seguido de Lisboa e Setúbal, com 1.526 e 626 casos, respetivamente.

Em 2024, do total de casos registados no pré-hospitalar, 77% das pessoas tinham mais de 65 anos e 52% eram do sexo feminino.

As primeiras horas após o início dos sintomas de AVC são essenciais, considera o INEM, explicando que “é nesta janela temporal que os principais tratamentos têm maior eficácia”.

Por esse motivo, aconselha a ligar 112 na presença de sintomas como falta de força num braço, boca ao lado ou dificuldade em falar.

“Colaborar com os profissionais do Centro de Orientação de Doentes urgentes (CODU) é fundamental para uma triagem e encaminhamento corretos de todas as situações suspeitas de AVC”, acrescenta.

O AVC é um défice neurológico súbito, motivado por isquemia (deficiência de irrigação sanguínea) ou hemorragia no cérebro e continua a ser uma das principais causas de morte em Portugal, informa o INEM.

É também a principal causa de morbilidade e de potenciais anos de vida perdidos no conjunto das doenças cardiovasculares.

O INEM adianta que a prevenção do AVC passa pela adoção de hábitos de vida saudáveis, evitar o tabaco e a vida sedentária e ter especial atenção a doenças como a hipertensão, diabetes ou arritmias cardíacas.

Médicos do trabalho proibidos por lei de trabalhar mais de 150 horas mensais

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Foram realizadas buscas e há nove arguidos

Portugal dispõe de cerca de 1.200 médicos de medicina do trabalho, uma classe envelhecida e que está proibida por lei de trabalhar mais de 150 horas por mês, uma limitação que a ordem considera um “perfeito absurdo”.

“Ao contrário de qualquer outra especialidade – e tenho sérias dúvidas da legalidade disso – a medicina do trabalho é a única que tem um limite de horário de trabalho semanal. Por lei, o médico do trabalho só pode exercer 37,5 horas por semana”, adiantou à agência Lusa a presidente do Colégio de Medicina do Trabalho da Ordem dos Médicos.

Em causa está o Regime Jurídico da Promoção da Segurança e Saúde no trabalho, uma lei de 2009 que determina que aos médicos do trabalho “é proibido assegurar a vigilância da saúde de um número de trabalhadores a que correspondam mais de 150 horas de atividade por mês”, ficando sujeitos a uma contraordenação grave em caso de incumprimento desse limite.

Se não houvesse esse limite legal de 37,5 horas semanais, a atual carência de especialistas de medicina do trabalho deixaria de existir no país, salientou Maria José Almeida.

“Se um médico do trabalho pudesse trabalhar as mesmas horas do que qualquer outro médico de outra especialidade, já não haveria essa limitação” da falta de especialistas, adiantou a presidente do colégio da ordem, para quem esta é também uma especialidade com uma média de idades elevada e com maior concentração nos centros urbanos e no litoral.

De acordo com o Livro Verde do Futuro da Segurança e Saúde no Trabalho, em causa está uma das especialidades mais envelhecidas, com uma considerável proporção de médicos com 60 anos ou mais, e que se debate com um número reduzido de vagas anuais para o internato médico.

“Todos os anos as vagas vão aumentando, mas estamos a tentar, internamente e junto da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), rever o nosso plano de formação de forma a permitir que esse número tenha um aumento substancial nos próximos anos para conseguirmos pôr mais médicos no mercado”, adiantou a presidente do colégio da especialidade.

Maria José Almeida avançou que um estudo da Ordem dos Médicos indica que seriam necessários cerca de 50 médicos a entrar para a formação especializada anualmente, quando, na prática, rondam os 30.

A especialista admitiu que esse não é o número ideal, mas realçou ser necessário garantir “que os serviços de idoneidade formativa têm verdadeiramente condições para receber médicos internos” e os formar durante quatro anos com qualidade.

“Neste momento, todos os sítios possíveis de ter médicos internos já estão com a idoneidade atribuída e já estão com a sua capacidade praticamente no limite. Portanto, nós precisamos que as Unidades Locais de Saúde abram serviços internos para podermos formar mais médicos a nível nacional”, afirmou.

Depois de salientar que se trata de uma “especialidade apaixonante” que é exercida em cerca de 90% nas empresas, Maria José Almeida defendeu que a medicina no trabalho tem capacidade de atração de novos médicos, uma vez que permite uma “formação ampla e a possibilidade trabalhar nos sítios mais diversos”.

“Um médico do trabalho pode, ao mesmo tempo, trabalhar numa fábrica de atum, numa fábrica de calçado, numa fábrica de navios e num hospital e tem uma diversidade de patologias, porque o nosso foco não é um doente, mas um trabalhador”, considerou a especialista.

A presidente do colégio de medicina do trabalho da Ordem dos Médicos reconheceu também que a maioria das empresas ainda encara a medicina do trabalho como uma obrigação legal que tem de cumprir, mas disse acreditar que, num futuro próximo, vai aumentar a consciência dos benefícios da prevenção da doença e dos acidentes de trabalho e do acréscimo de produtividade.

Em relação às doenças profissionais, Maria José Almeida avançou que as musculoesqueléticas são as mais diagnosticadas, mas nos últimos anos, e decorrente da pandemia da covid-19, passou a existir uma maior atenção dos médicos do trabalho para patologias psicossociais.

“Existe um acréscimo desses diagnósticos, o que não quer dizer que as pessoas estejam agora mentalmente mais doentes do que há anos, mas sim forma de olhar com uma consciência diferente”, referiu.

Da perspetiva dos trabalhadores, Maria José Almeida alertou que, tendo em conta o elevado número de pessoas sem médico de família em determinadas regiões, o “médico do trabalho é, em muitas circunstâncias, o único com o qual têm contacto”.

“A sensação que eu tenho – e trabalho numa ULS e a nível empresarial – é que as pessoas veem muitos benefícios, porque sentem-se ouvidas e sentem-se enquadradas na perspetiva da empresa”, realçou a médica.

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