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Segunda-feira, Julho 6, 2026
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Ucrânia: Rússia ataca regiões ucranianas com drones após EUA duvidarem do fim da guerra

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A Rússia lançou este domingo um ataque de drones em várias regiões da Ucrânia, disseram as autoridades ucranianas, depois de o presidente dos EUA ter admitido duvidar que o líder russo quisesse terminar a guerra.

Uma pessoa foi morta e uma menina de 14 anos ficou ferida na cidade de Pavlohrad, na região de Dnipropetrovsk, que foi atingida pela terceira noite consecutiva, disse o governador regional Serhii Lysak.

Os ataques ocorreram horas depois de a Rússia ter afirmado ter recuperado o controlo sobre as restantes partes da região de Kursk, que as forças ucranianas tomaram numa incursão surpresa em agosto passado. As autoridades ucranianas disseram que os combates em Kursk ainda estavam em curso.

Trump disse no sábado que duvida que Putin tenha intenção de acabar com a guerra de mais de três anos na Ucrânia, expressando novo ceticismo de que um acordo de paz possa ser alcançado em breve. Apenas um dia antes, Trump tinha dito que a Ucrânia e a Rússia estavam “muito perto de um acordo”.

“Não havia razão para Putin estar a disparar mísseis contra áreas civis, cidades e vilas, nos últimos dias”, escreveu Trump numa publicação nas redes sociais enquanto voava de volta para os Estados Unidos depois de assistir ao funeral do Papa Francisco no Vaticano, onde se encontrou brevemente com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Trump também insinuou sobre a possibilidade de novas sanções contra a Rússia.

A conversa Trump-Zelensky à margem do funeral do Papa foi o primeiro encontro cara a cara entre os dois líderes desde que discutiram durante uma reunião acalorada na Sala Oval da Casa Branca, no final de fevereiro.

A Rússia disparou 149 drones explosivos na última vaga de ataques, informou a força aérea ucraniana, acrescentando que 57 foram intercetados e outros 67 bloqueados.

Uma pessoa ficou ferida em ataques com drones na região de Odesa e outra na cidade de Zhytomyr. Quatro pessoas também ficaram feridas num ataque aéreo russo à cidade de Kherson na manhã de domingo, de acordo com as autoridades locais.

O Ministério da Defesa da Rússia disse hoje que as defesas aéreas abateram cinco drones ucranianos na região fronteiriça de Bryansk, bem como três drones sobre a península da Crimeia, que foi ilegalmente anexada pela Rússia em 2014.

Cinco pessoas ficaram feridas quando as forças ucranianas bombardearam a cidade de Horlivka, na região parcialmente ocupada de Donetsk, disse o presidente da câmara da cidade, Ivan Prikhodko, instalado na Rússia.

Entrevista: Caminho de abertura não tem retorno e será respeitado por novo Papa

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© Santuário de Fátima

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) prometeu hoje aos católicos portugueses que o caminho de abertura iniciado pelo Papa Francisco é “algo sem retorno”, com mudanças estruturais a serem decididas na assembleia eclesial em 2028.

“É evidente que o estilo do ministério do Papa Francisco não sairá da mesa mental dos cardeais eleitores”, afirmou José Ornelas, presente em Roma para o funeral do líder da Igreja Católica.

“Hoje em dia já há coisas que já não se podem dizer e fazer dentro da Igreja” depois “deste caminho feito” pelo Papa Francisco, considerou o presidente da CEP.

“Eu não acredito que seja possível um retorno a maneiras de ver a Igreja que contradigam o fundamental de tudo isto: todos somos verdadeiramente irmãos, porque temos um mundo, um pai no céu, e todos também temos o dever e o gosto de trabalhar e de agir dentro da Igreja e de lutar por um mundo melhor em ligação com os outros”, procurando “criar pontes” com outros setores da sociedade, defendeu o também bispo de Leiria-Fátima.

Para o presidente da CEP, Francisco deixa “um caminho riquíssimo” para a Igreja, desde os documentos pastorais que incluem preocupações com a “ecologia da humanidade”, mas também a promoção da discussão interna para promover alterações estruturais na relação com o mundo.

O Caminho Sinonal, um projeto de auscultar todos os setores da igreja para discutir temas até então tabu, desde o papel das mulheres, aos divorciados passando pelas minorias sexuais, deverá ter como ponto final uma grande assembleia eclesial em 2028, onde serão apresentadas as propostas finais.

Sobre o futuro, Ornelas recusa ter medo: “Pode não ser tudo igual, mas encontramo-nos juntos, pelo menos a lutar para chegarmos a uma compreensão diferente que não seja simplesmente o conflito”.

Alimentar os “medos é jogar na teoria do conflito”, considerou, admitindo que existem vozes conservadoras, que considera minoritárias.

“Sabemos que o Papa tinha, de facto, pessoas dentro da Igreja que discordavam, até a nível hierárquico”, mas “mesmo essas pessoas, que têm uma visão mais hierárquica das coisas, não estariam tão livres para impor um programa desses a esta Igreja que faz este caminho sinodal desde há quatro anos”, assegurou.

O projeto sinodal faz com que a “Igreja caminhe com a humanidade ao serviço de todos e este ‘todos, todos, todos’ que sai da Jornada Mundial da Juventude”, em Portugal, mostra que “todos têm lugar nesta casa”, explicou José Ornelas.

Francisco “disse ‘daqui a três anos, vamos fazer uma assembleia eclesial, não só simplesmente de bispos, mas uma assembleia eclesial para ver o que é que a Igreja já mudou a partir” desta discussão interna, recordou o líder da CEP, considerando que o Papa deixa “um percurso que foi começado” e que permite “abrir tantos percursos novos”.

Por isso, “a questão do Sínodo não pode ser interrompida”, porque não basta “pensar num documento para dar aos fiéis” com normas de funcionamento, mas o Papa quis “envolver os fiéis na elaboração desse documento e não simplesmente contar com eles como os destinatários, mas como protagonistas do caminho da Igreja”.

“Não estamos a falar de temas simplesmente eclesiais. O caminho da sinodalidade para a Igreja” é “mais do que isso”, porque vai definir a relação com o mundo por parte dos católicos.

“Isto não nasceu simplesmente com o Papa Francisco”, mas Bergoglio “ligou-os num discurso compreensível para todos”, disse José Ornelas.

Francisco morreu “numa casa de serviço”, algo que “também é simbólico”, numa referência à sua escolha de ficar na casa de Santa Marta em vez do Palácio Apostólico.

E, com a sua morte, deixou “um legado de estímulo” à Igreja, exortando-a a “levantar-se e caminhar”, acrescentou.

Nascido como Jorge Mario Bergoglio em Buenos Aires, em 17 de dezembro de 1936, Francisco foi o primeiro jesuíta e o primeiro latino-americano a chegar à liderança da Igreja Católica.

A sua última aparição pública foi no domingo de Páscoa, no Vaticano.

Greve na CP deverá causar “fortes perturbações” na circulação de comboios na segunda-feira

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A circulação de comboios da CP – Comboios de Portugal deverá ter “fortes perturbações” na segunda-feira devido à greve convocada pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), que pode ter impacto na operação a partir de hoje.

“Por motivo de greve convocada pelo sindicato SFRCI, preveem-se fortes perturbações na circulação no dia 28 de abril de 2025 [hoje],”, indicou a CP, adiantando que “para esta greve, não foram definidos serviços mínimos”.

Segundo a empresa, as perturbações na circulação podem sentir-se a partir de hoje e prolongar-se na terça-feira.

O sindicato explica que decidiu convocar uma greve com o objetivo de reivindicar melhores condições salariais para todos os Trabalhadores da empresa.

“Após exaustivas negociações com a administração da CP – Comboios de Portugal, foi possível chegar a um acordo satisfatório em relação aos aumentos salariais para o ano em curso”, mas este acordo “aguarda deferimento por parte das tutelas governativas desde fevereiro de 2025”, adianta em comunicado o SFRCI.

A CP lembra, “aos clientes que já tenham bilhetes adquiridos para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional e Regional” que permitirá “o reembolso, no valor total do bilhete adquirido, ou a sua troca gratuita para outro comboio da mesma categoria e na mesma classe”.

Este reembolso ou troca podem ser efetuados ‘online’ “até aos 15 minutos que antecedem a partida do comboio da estação de origem do cliente, ou nas bilheteiras”.

Passado este prazo, e até 10 dias após terminada a greve, indicou, “pode ser pedido o reembolso através do preenchimento do formulário de contacto ‘online’ ‘reembolso por atraso ou supressão’, com o envio da digitalização do original do bilhete”.

Entrevista: Mais que “totoloto de cardeais”, Igreja portuguesa pede “toto-oração” para se escolher um bom Papa

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foto: Vatican Media

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) recusou hoje fazer “totoloto” com os nomes dos cardeais que poderão ser eleitos Papa, mas pediu aos católicos uma “toto-oração” para que seja escolhido um digno sucessor de Francisco.

“Eu não faço totoloto com os cardeais e o Papa que vai vir”, porque a “Igreja tem sido surpreendida tantas vezes com coisas destas”, respondeu à Lusa o também bispo de Leiria-Fátima sobre a possibilidade de os portugueses com assento no conclave serem eleitos.

“Os cardeais que estão lá são gente consciente da responsabilidade que têm”, confiou José Ornelas, considerando que o caminho trilhado por Francisco será para continuar.

Por isso, “não é propriamente uma questão de impor uma linha”, mas “vai ser sobretudo que tipo de linguagem, que tipo de atitudes é que a gente vai escolher para continuar este caminho da Igreja”, explicou.

Antes do conclave, que só deve ter início depois do luto oficial de nove dias decretado pela Santa Sé pela morte de Francisco, decorrem Congregações Gerais de cardeais que servem para discutir o dia-a-dia do funcionamento da cúria, mas também questões da Igreja.

Vários analistas apontam que o discurso de Bergoglio há 12 anos foi decisivo para ser eleito sucessor de Bento XVI. Em 2005, quando Ratzinger foi eleito, a homilia que fez na missa exequial de João Paulo II foi considerada essencial para assegurar uma vitória no conclave que se seguiu.

Desta vez, a missa exequial foi presidida pelo decano do colégio dos cardeais, Giovanni Batista Re (95 anos), que já não terá assento no conclave, mas a sua homilia elencou a ação do Papa Francisco em favor do migrantes e refugiados, bem como os seus esforços em prol da paz, além do processo de transformação da Igreja Católica.

Agora, durante “estes dias, vai haver diálogo entre os cardeais” para se conhecerem e perceberem as ideias de cada um, salientou Ornelas.

Por isso, “mais do que fazer totoloto”, os fieis “devem fazer ‘toto-oração’ para se unirem àqueles que vão escolher o Papa e sentirmo-nos também corresponsáveis na nossa atitude de oração e de fraternidade para que seja escolhido o homem que Deus quer para guiar a Igreja”, defendeu o presidente da CEP.

Nascido como Jorge Mario Bergoglio em Buenos Aires, em 17 de dezembro de 1936, Francisco foi o primeiro jesuíta e o primeiro latino-americano a chegar à liderança da Igreja Católica.

A sua última aparição pública foi no domingo de Páscoa, no Vaticano.

Homem morre depois de colisão entre trator e motociclo em Viana do Castelo

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Um homem, com cerca de 50 anos, morreu este sábado na sequência de um colisão entre um trator e um motociclo na Estrada Nacional (EN) 308, no concelho de Viana do Castelo.

Fonte do Comando Sub-Regional do Alto Minho avançou à Lusa que o alerta para a colisão, na freguesia do Carvoeiro, em Viana do Castelo, foi dado pelas 16:42.

Pelas 18:20, a EN308 encontrava-se ainda cortada à circulação automóvel.

No local, estavam 18 elementos dos Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo, INEM, Cruz Vermelha e GNR, apoiados por sete viaturas.

Colisão em Mirandela provoca uma vítima mortal e ferimentos em cinco passageiros

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

Uma colisão entre dois veículos ligeiros na Estrada Nacional (EN) 315, em Mirandela, no distrito de Bragança, provocou este sábado uma vítima mortal e causou ferimentos ligeiros e graves em cinco passageiros.

De acordo com o Comando Sub-Regional das Terras de Trás-os-Montes, o alerta para a colisão foi dado pelas 17:59.

Dois dos passageiros ficaram com ferimentos graves, três com ferimentos ligeiros e uma pessoa morreu, desconhecendo o Comando Sub-Regional das Terras de Trás-os-Montes o género e idade da vítima mortal.

Pelas 19:10, a EN 315 ainda se encontrava condicionada ao trânsito automóvel.

No local estão 29 operacionais dos bombeiros de Mirandela, Valpaços, INEM e GNR, apoiados por 12 viaturas.

Ventura pergunta “onde raio anda a ministra da Saúde” perante as urgências fechadas

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O presidente do Chega questionou no sábado”onde raio anda a ministra da Saúde” perante os serviços de urgência encerrados, razão pela qual o partido vai procurar chamar de urgência Ana Paula Martins ao parlamento na próxima semana.

“Tivemos este sábado sete urgências encerradas no país”, começou por referir André Ventura, numa conferência de imprensa que decorreu na sede do partido, em Lisboa, ao final do dia.

Depois do debate “com o primeiro-ministro na última semana, em que o primeiro-ministro defendeu o trabalho que o Governo tinha feito na saúde, ao contrário do Chega, que lhe apontou as falhas gravíssimas que os portugueses sentiam dia a dia na saúde, hoje ficou a melhor prova de todas que o primeiro-ministro mentiu e omitiu”, apontou.

E argumentou: “Mentiu quando disse que a saúde estava a recuperar melhor, pois não se pode imaginar que estejamos com mais urgências fechadas este ano do que no ano passado.”

No domingo estarão “oito urgências encerradas também, para já, em todo o país, sobretudo na região de Lisboa e de Vale do Tejo”, prosseguiu, referindo que “é um falhanço gigantesco do Governo que tem de ser apontado”.

Perante esta situação, “onde raio anda a ministra da Saúde, num dia em que as urgências são fechadas, em que há hospitais que não estão a atender como deviam, onde é que anda a ministra da Saúde”, questionou André Ventura.

“Não sabemos o que pensa a ministra da Saúde e não sabemos como vão resolver o problema, isto é o drama verdadeiro de um Governo incompetente e ausente”, porque “não tratou de num ano fazer o que António Costa não fez”, e sabendo que há escalas de férias e de ausências, “sobretudo em dias feriados e em dias de férias, nada fez para acautelar que essa saúde era acessível”, elencou.

Por isso, o Chega vai procurar na próxima semana que “seja possível, embora com dificuldade, chamar de urgência a ministra ao Parlamento para dar uma explicação sobre o que se passa na saúde”.

Esta é “a última semana antes do início formal da campanha eleitoral, há também uma reunião da Comissão Permanente na próxima quarta-feira” e como na terça-feira há uma conferência de líderes o “Chega procurará, dada a situação absolutamente emergente e extraordinária, chamar à responsabilidade a ministra da Saúde”, afirmou.

Isto porque “não é aceitável, estejamos à porta da campanha eleitoral ou não, que se aceite que o país tenha sete, oito, 10 ou 15 urgências fechadas, no momento em que as pessoas estão em casa ou que estão ausentes do seu local de trabalho e se precisam de saúde não a têm, ou têm de recorrer ao setor privado”.

Por isso, o Chega vai procurar obter uma resposta do Governo – mesmo que “a Assembleia da República entenda que já não há condições para um debate ou para um chamamento à razão da ministra da Saúde ao parlamento” -, urgente “em 48 horas” sobre o que o Governo vai fazer para “para garantir” um reforço de pessoal nas urgências nos próximos dias para que não aconteça o que se passou na semana passada no Seixal, disse.

André Ventura deixou ainda uma “nota de pesar, já afirmada no dia do falecimento do Santo Padre, mas cujo funeral se realizou em Roma, hoje, e que merece uma nota de consternação e de seguimento e de acompanhamento de todos os partidos”.

Por isso, o Chega, “e infelizmente não como outros, optou por não fazer campanha eleitoral neste dia”, rematou.

Legislativas: AD usa classe média para ganhar eleições mas depois governa para minoria

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foto: Arlindo Homem

O secretário-geral do PS advertiu este sábado que a AD usa a classe média para ganhar as eleições, mas depois governa para uma minoria, e acusou a direita fazer os jovens acreditar que serão multimilionários como Elon Musk.

Estas críticas foram feitas por Pedro Nuno Santos no encerramento da sessão de apresentação do Manifesto Jovem da JS, em Marvila, Lisboa, num discurso que ultrapassou a meia hora e que teve uma forte carga ideológica.

“O PSD, ao longo da sua história, sempre usou a classe média para ganhar eleições, mas depois governou sempre para uma minoria. Nunca estiveram, na realidade, preocupados com a maioria dos cidadãos, com a esmagadora maioria dos jovens”, sustentou.

A título de exemplo, de acordo com o líder do PS, “se a AD estivesse preocupada com a maioria esmagadora dos jovens, não tinha mudado o programa Porta 65 [de apoio ao arrendamento] ao transformar dois meses de espera em sete meses de espera”.

Para o líder do PS, a habitação é mesmo o paradigma de um setor que esteve entregue ao mercado ao longo das últimas décadas em Portugal. A partir daqui, fez então uma série de ataques aos sistemas económicos liberais, aos quais associou não só a Iniciativa Liberal, mas também o PSD e o Chega.

Segundo Pedro Nuno Santos, a direita conservadora e liberal tenta convencer os jovens de que podem ser todos como o multimilionário norte-americano Elon Musk, “que podem ser todos empresários, que podem ser todos trabalhadores por conta própria”.

“Tentam convencer que o Estado é um obstáculo e não um apoio coletivo às vidas de cada um – e é aí que nós temos de os combater”, advogou.

Perante uma plateia de jovens da JS, o secretário-geral do PS insurgiu-se contra um discurso de “endeusamento do mercado, segundo o qual todos podem ser empreendedores de sucesso, trabalhadores por conta própria, desvalorizando assim o trabalho por conta de outrem”.

“Não, não podem ser todos Elon Musk, porque não é assim que funciona a vida, não é assim que funciona a economia”, contrapôs.

“Todos nós dependemos uns dos outros, ninguém depende só de si próprio – e esta é a nossa maior batalha, a maior batalha das gerações mais jovens”, salientou, recebendo palmas.

Em relação à ação do Governo, Pedro Nuno Santos defendeu a tese de que o atual IRS Jovem, que assumiu ter sido viabilizado pelos socialistas no âmbito do Orçamento para 2024, beneficia sobretudo os jovens com mais elevados rendimentos e pouco aqueles que ganham mil euros brutos por mês.

A seguir, atacou as alterações feitas em matéria de devolução de propinas, dizendo que prejudicaram uma maioria de estudantes. Nesta questão, disse estar ao lado da JS pelo fim progressivo das propinas.

Pedro Nuno Santos assinalou ainda um corte no financiamento destinado à Fundação para a Ciência e Tecnologia, o que considerou um erro, porque “não se consegue modernizar uma economia sem investir na ciência e nas qualificações.

“A AD, se tem resultados para apresentar, são estes: primeiro ano da AD no poder em Portugal, menos alunos a entrar nas universidades. Gabam-se de quê em relação ao seu Governo?”, perguntou.

Para Pedro Nuno Santos, “este é um Governo da minoria, que usa a classe média para governar para alguns, que usa a maioria da população para ter o voto, mas, no fim, governa para uma minoria da população”.

Antes, a secretária-geral da JS, Sofia Pereira, defendeu a ideia de uma “revolução tecnológica inclusiva” e frisou que os direitos das mulheres são Direitos Humanos.

“A interrupção voluntária da gravidez é um direito e não um privilégio”, declarou, num discurso em que deixou um apelo aos jovens:

“Ignoremos o ruído dos comentadores, esqueçamos a propaganda. Afinal, quem está mais comprometido com a escola pública, com a defesa do SNS, com o aumento dos salários e com uma economia mais dinâmica? É Pedro Nuno Santos”, apontou Sofia Pereira, candidata “número dois” da lista do PS pelo círculo do Porto.

Ucrânia: Marcelo considera “inspirador para a paz” encontro entre Trump e Zelensky

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foto: Arlindo Homem

O Presidente da República defendeu hoje que o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da Ucrânia “é inspirador para a paz” e disse esperar que leve a “uma paz digna e justa”.

“Eu acho que é inspirador para a paz, e é um desperdício se não for aproveitado para isso”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa à Lusa e à RTP em Roma, depois de marcar presença no funeral do Papa Francisco, na Praça de São Pedro, no Vaticano.

O Presidente português afirmou que “o que se espera de uma paz falada na Basílica de São Pedro é que seja uma paz possível, uma paz rápida, mas uma paz digna e justa, que é isso que é fundamental”.

“Uma paz digna, uma paz justa, uma paz que possa satisfazer o ponto de vista daqueles que são de um lado, mas também o outro ponto de vista, que é o ponto de vista de Zelensky. Uma paz que seja uma rendição não é uma paz digna e justa”, defendeu Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República liderou a comitiva portuguesa que esteve presente nas cerimónias fúnebres do Papa Francisco, que decorreram esta manhã.

Marcelo Rebelo de Sousa ficou sentado na Praça de São Pedro atrás de Donald Trump e ao lado do Presidente polaco, Andrzej Duda. Antes do início da cerimónia, foi possível ver nas imagens transmitidas que o Presidente português trocou algumas palavras com o seu homólogo americano.

Aos jornalistas, revelou que falou também com outros chefes de Estado, entre os quais “múltiplos de língua portuguesa, [como os Presidentes] angolano, cabo-verdiano, timorense” sobre o “significado da cerimónia”.

“Há os muito católicos, por exemplo, os polacos, participavam fervorosamente e recordavam […]. Outros, menos praticantes, iam falando de questões mais políticas”, indicou.

Já Donald Trump, “com um vizinho, que era o Presidente da Estónia, falou bastante de questões políticas durante a comunhão, que foi muito longa”, disse também o chefe de Estado português, sem revelar a sua conversa com o Presidente americano.

No Vaticano estiveram também com o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.

Os presidentes da Ucrânia e dos Estados Unidos encontraram-se hoje em Roma, uma reunião de 15 minutos que decorreu dentro da Basílica de São Pedro, antes do início do funeral do Papa Francisco.

Trump e Zelensky tiveram também uma “conversa positiva” com o presidente francês e o primeiro-ministro britânico.

As equipas dos presidentes dos Estados Unidos e da Ucrânia estão a tentar organizar para hoje um novo encontro entre os dois líderes, revelou o porta-voz de Zelensky, Sergey Nikiforov.

Dezenas de chefes de Estado e de governo, bem como outros altos dirigentes, reuniram-se este sábado em Roma para participar no funeral do Papa Francisco, proporcionando diversos encontros e reuniões diplomáticas.

Na sexta-feira à noite, o presidente dos Estados Unidos deixou a garantia que a Rússia e a Ucrânia estavam “muito perto de um acordo”, embora sem revelar pormenores.

Já o seu homólogo russo Vladimir Putin, com quem vem desenvolvendo uma reaproximação significativa há vários meses, admitiu a “possibilidade” de “negociações diretas” entre Moscovo e Kiev.

Desde 2022, altura em que fracassaram as negociações entre os dois países em guerra, que não existem mais negociações diretas.

Macron destaca vontade de paz de Zelensky e desafia Putin para demonstrar a sua

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foto: Vatican Media

O Presidente francês, Emmanuel Macron, destacou hoje a vontade de paz do seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, depois de uma reunião entre ambos à margem do funeral do Papa Francisco, e pediu a Vladimir Putin que demonstre a sua.

“Conversa muito positiva hoje com o Presidente Zelensky em Roma”, assinalou Macron numa mensagem na rede social X.

E acrescentou, “a Ucrânia está pronta para [aceitar] um cessar-fogo incondicional. O Presidente Zelensky reiterou hoje”.

“Ao Presidente Putin cabe-lhe demonstrar que quer realmente a paz”, afirmou o líder francês, que participou numa breve conversação com o Presidente norte-americano, Donald Trump, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e Zelensky.

Macron destacou ainda que Zelensky “quer trabalhar com os norte-americanos e os europeus” para pôr em marcha um cessar-fogo ao conflito no seu país.

Macron afirmou que a designada “coligação de interessados” foi lançada em Paris em março para apoiar um eventual acordo de paz na Ucrânia e recordou com o objetivo é alcançar “uma paz plena e duradoura” no país.

A coligação é formada essencialmente por países europeus, ainda que nas conversações participem também países como o Canada ou a Austrália, e assenta na possibilidade de enviar para o território ucraniano uma força de paz, encabeçada pela França e o Reino Unido, para garantir o respeito de um eventual acordo de paz.

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