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Segunda-feira, Julho 6, 2026
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GNR detém três suspeitos de assalto a banco em Leiria momentos antes do apagão

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A GNR anunciou hoje a detenção de três suspeitos de um assalto com recurso a armas a uma entidade bancária, na freguesia da Maceira, no concelho de Leiria, ocorrido minutos antes do apagão em Portugal.

O comandante do Destacamento Territorial de Leiria, capitão Ricardo Monteiro, disse à agência Lusa que dois homens entraram numa instituição bancária 20 minutos antes do apagão que afetou Portugal e Espanha, pelas 11:30 de segunda-feira.

Um terceiro elemento ficou numa viatura, com a qual fugiram os três suspeitos após o roubo de 71 mil euros.

“Na sequência de uma denúncia a dar conta da ocorrência de um roubo, com recurso a arma de fogo, numa instituição bancária”, os militares da Guarda “deslocaram-se de imediato ao local e encetaram diligências policiais que permitiram identificar os suspeitos”, referiu a GNR de Leiria.

O capitão Ricardo Monteiro explicou à Lusa que uma patrulha da GNR intercetou os suspeitos, em Porto Carro, na Maceira, quando estes se encontravam a trocar o dinheiro da viatura envolvida no roubo para um outro automóvel.

“Um dos suspeitos colocou-se em fuga na primeira viatura e os outros dois fugiram apeados para uma zona de mato, onde viemos a deter um deles”, revelou.

O condutor da viatura viria a entregar-se horas depois, adiantou a mesma fonte, ao referir que, após a continuação das diligências de investigação, a GNR intercetou o outro suspeito, que se encontrava apeado na zona de Porto Carro.

A GNR encontrou na viatura, dentro de sacos, 70 mil euros em notas e mil euros em moedas.

Foram ainda apreendidas uma arma de fogo e outra arma de alarme.

Com idades compreendidas entre os 20 e os 24 anos, os suspeitos possuem antecedentes criminais pela prática de ilícitos da mesma natureza.

Os três suspeitos permanecem detidos até serem presentes no Tribunal Judicial de Leiria.

A operação contou com o reforço de vários Postos Territoriais do Comando Territorial de Leiria e com o apoio da Polícia Judiciária (PJ) de Leiria, tendo a investigação transitado para a sua competência, uma vez que é o órgão criminal responsável por este tipo de crime.

Apagão: Serviço do Metro de Lisboa retomado na totalidade

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foto: Gonçalo Gomes / Notícias Em Direto

A circulação no Metropolitano de Lisboa (ML) foi retomada na totalidade às 08:38, depois de ter estado suspensa devido ao apagão no abastecimento elétrico na segunda-feira, disse à agência Lusa fonte da empresa.

De acordo com a mesma fonte, a circulação foi retomada nas Linhas Azul e Vermelha às 08:00, na Amarela às 08:15 e na Verde às 08:38.

“O Metropolitano de Lisboa teve uma vasta equipa a trabalhar durante a noite de ontem [segunda-feira] e a madrugada de hoje para assegurar a reposição dos sistemas operacionais afetados pela falha generalizada de energia ontem ocorrida”, informou hoje o ML em comunicado.

O Metropolitano de Lisboa opera diariamente com quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião).

Normalmente, o metro funciona entre as 06:30 e as 01:00.

Um corte generalizado no abastecimento elétrico afetou na segunda-feira, desde as 11:30, Portugal e Espanha, situação que continua sem ter explicação por parte das autoridades.

Aeroportos fechados, congestionamento nos transportes e no trânsito nas grandes cidades foram algumas das consequências do “apagão”.

O restabelecimento de energia aconteceu de forma gradual ao longo do dia, começando pela zona centro do país.

O operador de rede de distribuição de eletricidade E-Redes garantiu hoje que o serviço está totalmente reposto e normalizado.

Mundo vive crise de direitos humanos causada por “efeito Trump”

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A Amnistia Internacional alertou na segunda-feira para uma crise global dos direitos humanos causada pelo “efeito Trump”, que intensificou as práticas autoritárias e a repressão cruel de dissidentes documentadas em 2024 em todo o mundo.

“Os primeiros 100 dias do [mandato do] Presidente [norte-americano, Donald] Trump intensificaram os retrocessos globais” dos direitos humanos, avançou a organização não-governamental (ONG) no seu relatório anual sobre o estado dos direitos humanos no mundo, hoje divulgado.

“A campanha anti-direitos da administração Trump está a impulsionar tendências prejudiciais já presentes, destruindo as proteções internacionais dos direitos humanos e colocando milhares de milhões [de pessoas] em risco”, sublinhou a Amnistia Internacional no documento.

De acordo com a organização, este “efeito Trump” agravou os danos causados por outros líderes mundiais ao longo de 2024 e corroeu décadas de trabalho árduo para construir e promover direitos humanos universais.

“Cem dias após o início do seu segundo mandato, o Presidente Trump mostrou ter um desprezo absoluto pelos direitos humanos universais. O seu governo tem atacado rápida e deliberadamente instituições e iniciativas vitais dos Estados Unidos e internacionais, concebidas para tornar o nosso mundo mais seguro e justo”, afirmou, citada no relatório, a secretária-geral da Amnistia Internacional, Agnès Callamard.

As suas ações, lamentou a representante, não só agravam a situação da justiça racial e de género, da saúde global e do clima, entre outros temas, como encorajam outros líderes e movimentos a assumirem a mesma postura.

Embora a Amnistia Internacional reconheça que nos últimos anos tem alertado sempre para os perigos do retrocesso dos direitos humanos, garante que o último ano mostrou ser “um inferno de leis e práticas autoritárias” que se multiplicaram em todo o mundo.

“Os acontecimentos dos últimos 12 meses – incluindo o genocídio israelita, transmitido em direto, mas ignorado, contra os palestinianos em Gaza – expuseram o quão infernal o mundo pode ser quando os Estados mais poderosos abandonam o direito internacional e desconsideram as instituições multilaterais”, criticou a ONG.

No entanto, sublinham os autores da análise anual a 150 países, a culpa da situação não é só de Trump e da sua administração.

“Esta doença é muito mais profunda do que as ações do Presidente Trump. Há anos que assistimos a uma crescente disseminação de práticas autoritárias entre Estados de todo o mundo”, frisou a Amnistia Internacional, avisando que todos os que acreditam na liberdade e na igualdade “devem preparar-se para combater ataques cada vez mais extremos ao direito internacional e aos direitos humanos universais”.

No ano passado, referiu a organização, os governos de todo o mundo tentaram fugir à responsabilidade, consolidar o seu poder e incutir o medo.

Fizeram-no “através da proibição dos meios de comunicação social, dissolvendo ou suspendendo organizações não-governamentais e partidos políticos, prendendo críticos sob acusações infundadas de ‘terrorismo’ ou ‘extremismo’ e criminalizando defensores dos direitos humanos, ativistas climáticos, manifestantes solidários com Gaza e outros dissidentes”, acusou a ONG.

Além disso, as forças de segurança de vários países utilizaram detenções arbitrárias em massa, desaparecimentos forçados e, muitas vezes, força excessiva – por vezes letal – para reprimir a desobediência civil.

Os exemplos dados pela organização são variados, começando por Israel que, segundo a Amnistia, está a cometer um genocídio dos palestinianos e que tornou mais violento o ‘apartheid’ (regime de segregação) e ocupação ilegal da Cisjordânia.

A ONG também aponta caso da Rússia que “matou mais civis ucranianos em 2024 do que no ano anterior” e que continua a atacar infraestruturas civis e a sujeitar os detidos a torturas e desaparecimentos forçados.

Outros exemplos passam pelo Bangladesh, cujas autoridades tiveram ordem para “disparar à vista” contra os protestos estudantis, o que fez quase 1.000 mortos, ou pela Turquia, que proibiu protestos e continua a usar força ilegal contra manifestantes pacíficos.

A Amnistia Internacional destaca também a suspensão da ajuda externa dos Estados Unidos e o impacto que teve sobretudo nos países mais vulneráveis.

Foi o caso da Síria ou do Iémen, onde os cortes abruptos fecharam programas que salvam vidas, incluindo a tratar a subnutrição de crianças, mães grávidas e lactantes, a dar abrigos seguros para sobreviventes de violência de género e ajuda médica a crianças que sofrem de cólera e outras doenças.

O custo destas falhas é gigantesco, sublinhou a Amnistia Internacional, nomeadamente ao perderem-se proteções vitais construídas para salvaguardar a humanidade após os horrores do Holocausto e da II Guerra Mundial.

“Apesar das suas muitas imperfeições, a obliteração do sistema multilateral não é a solução”, avisou, adiantando que, “hoje, a administração Trump parece determinada a cortar com uma motosserra os resquícios da cooperação multilateral para remodelar o mundo através de uma doutrina transacional impregnada de ganância, interesse próprio insensível e domínio de poucos”.

Apagão: Pedro Nuno aponta “momento de tremenda anormalidade” e critica proteção civil

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O líder socialista considerou que Portugal viveu esta segunda-feira “um momento de tremenda anormalidade” com o apagão no fornecimento de eletricidade e criticou a resposta da Proteção Civil.

“A gestão de comunicação numa qualquer crise nunca é fácil, mas hoje exigia-se mais informação e celeridade por parte da Proteção Civil”, escreveu Pedro Nuno Santos numa publicação na rede social X, já depois de o fornecimento de energia elétrica ter começado a regressar à normalidade.

O secretário-geral do PS deixou, contudo, “uma palavra de solidariedade e agradecimento para todos os profissionais de saúde, de segurança e emergência que foram fundamentais no apoio às populações”.

“Num instante, aquilo que tomamos como garantido desapareceu, e o nosso quotidiano sofreu uma profunda alteração. De repente, o que era simples tornou-se difícil; o que era rotineiro tornou-se um desafio”, escreveu ainda Pedro Nuno Santos.

O apagão registou-se às 11:30 de Lisboa.

Cerca das 21h30, o operador de rede de distribuição de eletricidade E-Redes informou que até àquela hora estavam ligadas parcialmente 147 subestações, alimentando cerca de dois milhões de clientes, embora sem prever um momento para a reposição integral da energia.

Apagão: 6,2 milhões de consumidores com eletricidade até às 00:00 – E-Redes

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O operador de rede de distribuição de eletricidade E-Redes informou que até às 00:00 de terça-feira estavam ligadas parcialmente 424 subestações, alimentando cerca de 6,2 milhões de clientes, mas não consegue prever a reposição integral.

“Às 00:00 estão ligadas parcialmente 424 subestações, 3200MW e alimentados cerca de 6,2 milhões de clientes. Não sendo ainda possível fazer previsões da reposição integral, a E-REDES alerta para eventuais demoras na realização da mesma”, refere o operador em comunicado.

Atualmente, existem cerca de 6,5 milhões de consumidores de eletricidade.

A REN – Redes Energéticas Nacionais confirmou hoje um corte generalizado no abastecimento elétrico em toda a Península Ibérica e parte do território francês e avançou que estão a ser ativados os planos de restabelecimento por etapas do fornecimento de energia.

O apagão registou-se às 11:30 de Lisboa.

Em resposta, a E-Redes, em colaboração com a REN, colocou em ação o Plano Operacional de Atuação em Crise, no estado máximo de emergência desde a hora do ‘apagão’, para reposição da energia em território nacional.

O operador adianta que tem mobilizado todo o dispositivo operacional dedicado à execução deste plano, para poder restabelecer a distribuição de energia.

O primeiro-ministro afirmou hoje que, “apesar de todas as adversidades, o Estado revelou “capacidade de reposta” e espera a reposição integral de eletricidade em todo o território “nas próximas horas”.

“Apesar de todas as adversidades de uma crise inédita, os serviços essenciais mantiveram-se em funcionamento e o Estado revelou capacidade de resposta”, afirmou.

Luís Montenegro falava à imprensa na residência oficial em São Bento no final do Conselho de Ministros que esteve reunido desde o final da manhã devido ao apagão que afetou Portugal Continental desde as 11:30.

O primeiro-ministro disse ser expectável um restabelecimento integral da eletricidade “nas próximas horas” em todo o território nacional.

Montenegro fez um balanço da forma como o Governo respondeu a esta situação que “foi e ainda é grave, inédita e inesperada”, salientando que, de imediato, constituiu um gabinete de crise e reuniu o Conselho de Ministros, que continuará a acompanhar a situação em permanência.

“O Conselho de Ministros decretou a situação de crise energética, o que possibilitou que durante todo o dia fossem tomadas medidas de afetação prioritária de fornecimentos a serviços essenciais e respetiva operacionalidade”, afirmou.

Segundo o primeiro-ministro, foi sendo avaliada ao longo do dia a manutenção de fornecimento de energia de todos os serviços e entidades críticas, prioritárias e essenciais, na área da saúde, órgãos de soberania, forças de segurança, telecomunicações, transportes, justiça, órgãos de comunicação social nacional, grande distribuição alimentar, entidades do sistema científico e tecnológico nacional e o sistema de pagamentos eletrónicos.

Síntese: Apagão: Corte generalizado deixou Península Ibérica às escuras durante várias horas

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Um corte generalizado no abastecimento elétrico deixou hoje toda a Península Ibérica sem eletricidade durante várias horas, sem que sejam ainda conhecidas as causas, e o fornecimento de energia está a ser restabelecido de forma gradual.

O apagão registou-se às 11:30 de Lisboa e a situação estendia-se a toda a Península Ibérica e parte do território francês, confirmou a REN – Redes Energéticas Nacionais ao final da manhã, avançando que os planos de restabelecimento por etapas do fornecimento de energia já estavam a ser ativados.

Pouco depois das 15:00, mais de três horas após o corte energético e depois de serem divulgadas várias notícias falsas sobre as causas, o primeiro-ministro falou aos jornalistas e afirmou que “tudo aponta” para que a origem da falha de energia esteja na interconexão com a Espanha, admitindo que “nada está afastado”, mas não existem quaisquer indicações de um ataque cibernético.

Também o Centro Nacional de Cibersegurança já tinha confirmado que não foram identificados indícios que apontem para um ciberataque na falha na rede elétrica que está a afetar Portugal e outros países europeus.

A primeira explicação chegou da distribuidora de energia espanhola Red Electrica, que adiantou tratar-se de um “incidente excecional”, provocado por uma flutuação muito brusca no fluxo de energia da rede, de origem desconhecida, que provocou a desconexão de Espanha do restante sistema elétrico europeu.

Esta versão foi confirmada pela REN, que adiantou que, àquela hora, o sistema elétrico português “estava num momento de importação”.

Na sequência do apagão, vários serviços essenciais conseguiram manter-se em funcionamento com recurso a geradores, como os sistemas telefónico e informático do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), hospitais e estabelecimentos prisionais.

O INEM admitiu no entanto que a meio da tarde perdeu o contacto com algumas ambulâncias, motas e viaturas de emergência médica, tanto via telemóvel, como através do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP).

Também os aeroportos da ANA acionaram os geradores de emergência, mas em Lisboa centenas de voos foram cancelados no Aeroporto Humberto Delgado e vários foram desviados para outros aeroportos, deixando milhares de passageiros “à porta”.

Ao final da tarde, a REN disse esperar que a eletricidade seja restabelecida em todo o país durante a noite.

O fornecimento de energia foi restabelecido em algumas zonas dos distritos de Santarém e do Porto, próximas das centrais hídrica de Castelo de Bode (localizada no concelho de Abrantes, distrito de Santarém) e termoelétrica da Tapada do Outeiro (Gondomar, distrito do Porto), onde a produção de eletricidade foi recuperada.

A REN espera conseguir recuperar a eletricidade na zona do Grande Porto dentro de duas horas e os consumos prioritários na Grande Lisboa dentro de cinco a seis horas, avançou o administrador João Faria Conceição.

Lisboa demorará mais tempo devido à existência de menos centrais elétricas nas proximidades, mas através da Central de Castelo de Bode e alguma capacidade de ligação retomada com Espanha há cerca de uma hora, poderão avançar progressivamente.

Em várias zonas do país, a realidade de hoje foi marcada por comércio e restauração fechados, farmácias sem poder vender medicamentos, trânsito intenso e ruas sem semáforos.

Nos transportes, o serviço do Metropolitano de Lisboa encerrou, mantendo-se em circulação os autocarros da Carris Metropolitana.

No Porto, a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto manteve a sua operação em pleno funcionamento, à exceção dos elétricos históricos que pararam, enquanto a circulação do Metro do Porto está parada.

Vários postos de combustível estão a condicionar o abastecimento, as comunicações móveis tiveram perturbações ao longo do dia e algumas operadoras limitaram o uso de dados móveis para garantir a funcionalidade dos serviços essenciais.

Apagão: GNR escolta transporte de combustíveis para infraestruturas críticas

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A GNR reforçou o policiamento e a vigilância em zonas como hospitais e postos de abastecimento de combustível e está a garantir a escolta ao transporte de combustíveis para as infraestruturas mais críticas devido ao apagão desta segunda-feira.

Numa informação enviada à agência Lusa via WhatsApp, por ter o sistema de ‘e-mail’ em baixo devido ao apagão, a Guarda Nacional Republicana (GNR) adianta que, em coordenação e estreita articulação com as demais entidades competentes, está “a realizar e a garantir a escolta ao transporte de combustíveis para as infraestruturas mais críticas, nomeadamente hospitais, entre outros”.

Está ainda a reforçar o policiamento e a vigilância nas áreas mais críticas, nomeadamente nas áreas comerciais, bem como nos postos de abastecimento de combustíveis.

A GNR apela à calma e à serenidade da população até ser ultrapassada esta situação, dedicando “especial atenção à circulação rodoviária”, uma vez que a sinalização luminosa está temporariamente indisponível.

“Continuamos disponíveis para apoiar e auxiliar todos, através dos contactos telefónicos habituais ou através do posto policial mais próximo”, adianta.

A REN – Redes Energéticas Nacionais confirmou ontem um corte generalizado no abastecimento elétrico em toda a Península Ibérica e avançou que estão a ser ativados os planos de restabelecimento por etapas do fornecimento de energia.

O apagão registou-se às 11:30 de Lisboa e ainda se mantinha pelas 19:30.

Apagão: INEM sem contacto com alguns meios próprios desde meio da tarde

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O INEM está sem conseguir contactar alguns meios próprios, seja via telemóvel, seja através do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), contaram à Lusa funcionários do instituto.

Segundo uma das fontes ouvidas pela Lusa, o acionamento de meios atrasou em mais de 100 chamadas e cerca de 400 foram perdidas.

Pelas 18:00, a mesma fonte disse que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) estava sem contacto com alguns meios próprios, entre ambulâncias, motos e Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER).

Em declarações à Lusa, um outro funcionário do INEM exemplificou estas dificuldades de contacto, dizendo que a ambulância do Fundão foi deslocada para os bombeiros porque “era a única forma de ter contacto com o CODU [Centro Operacional de Doentes Urgentes]”.

Desde o final da manhã, quando uma falha geral de energia afetou a Península Ibérica, a mesma fonte disse que se perderam mais de 100 chamadas feitas para o 112.

A agência Lusa questionou o INEM sobre esta matéria, mas até ao momento não recebeu resposta.

Ao inicio da tarde, o INEM tinha informado que os sistemas telefónico e informático do instituto estavam a funcionar com recurso a geradores devido à falha de energia.

“O INEM ativou o seu plano de contingência e tem os seus sistemas, telefónico e informático, a funcionar com recurso a geradores que foram automaticamente acionados”, assegurou o Instituto.

O INEM apelou ainda a todos os cidadãos que liguem para o 112 “apenas em caso de emergência, para evitar uma sobrecarga do sistema”.

A REN – Redes Energéticas Nacionais confirmou hoje um corte generalizado no abastecimento elétrico em toda a Península Ibérica e avançou que estão a ser ativados os planos de restabelecimento por etapas do fornecimento de energia. O apagão registou-se às 11:30 de Lisboa.

Apagão: E-Redes já ligou eletricidade a cerca de 1 milhão de clientes

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foto: D.R.

O operador de rede de distribuição de eletriciade, E-Redes, informou que até às 20h30 estavam ligadas parcialmente 110 subestações, alimentando cerca de um milhão de clientes, mas não consegue prever a reposição integral.

“Às 20h30 estão ligadas parcialmente 110 subestações, 800 megawatts (MW )e alimentados cerca de um milhão de clientes. Não sendo ainda possível fazer previsões da reposição integral, a E-Redes alerta para eventuais demoras na realização da mesma”, disse fonte oficial da empresa à Lusa.

Segundo os dados da REN, existem atulamente cerca de 6,5 milhões de consumidores de eletricidade.

A E-Redes “tem mobilizado todo o dispositivo operacional dedicado à execução deste plano, para poder restabelecer a distribuição de energia em território nacional. O plano de reposição da E-Redes é acionado em consequência e em estreita dependência da reposição realizada pela REN”, acrescenta.

“Face aos problemas que estão a afetar a rede elétrica nacional, a E-Redes colocou em ação o Plano Operacional de Atuação em Crise, no estado máximo de Emergência às 11h30 desta manhã, com o objetivo de proceder à reposição da energia de forma mais célere possível.

“O Operador de Rede de Distribuição (E-Redes) tem mobilizado todo o dispositivo operacional dedicado à execução deste plano para poder restabelecer a distribuição de energia em território nacional”, destaca.

A REN – Redes Energéticas Nacionais confirmou hoje um corte generalizado no abastecimento elétrico em toda a Península Ibérica e parte do território francês e avançou que estão a ser ativados os planos de restabelecimento por etapas do fornecimento de energia.

O apagão registou-se às 11:30 de Lisboa.

Reportagem: Óbito/Papa: Enchente nunca vista em Santa Maria Maior para ver túmulo de Francisco

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Carmelina reza em frente ao túmulo do Papa Francisco (VATICAN MEDIA Divisione Foto)

Milhares já foram ver o túmulo de Francisco na Basílica romana de Santa Maria Maior e há quem recuse sair depois de horas de espera, apenas para estar mais uns instantes com o seu Papa, apesar da multidão.

O interior, debruado a talha dourada funciona quase como caixa de som que diminui o barulho do exterior e os mais cansados aproveitam as cadeiras colocadas na nave principal para descansar.

É o caso de Maria Santo, uma espanhola que reza o terço a ver o túmulo de Francisco, o que “só por isso” fez valer a viagem da Corunha para Roma, na sexta-feira.

“Não pude vir mais cedo, mas hoje vim para aqui cedo e vou ficar por aqui mais um pouco”, diz, sentada numa das cadeiras mais perto do túmulo, iluminado com uma cor mais intensa que destaca o mármore branco novo.

Ao seu lado, pessoas rezam ou tentam repetir a foto do túmulo que não lhes satisfez quando passaram pelo local, empurrados pelos seguranças.

No sopé da colina onde está a única basílica papal mariana de Roma, as autoridades esticaram fitas para permitir que as filas serpenteassem o monte.

Entre os milhares que aguardavam, está João Pedro, 30 anos, vestido com uma ‘t-shirt’ do Sporting, evocando o gaúcho Anderson Polga, nascido a menos de 30 quilómetros da Argentina de Jorge Bergoglio.

João Pedro tinha marcado uma viagem para Roma, com a mãe e tias, já há alguns meses, mas a morte de Francisco alterou o roteiro previsto.

“Já fui à basílica ver o Papa e agora estou aqui. As coisas mudaram um pouco”, transformando uma visita turística numa viagem religiosa.

“Eu não sou crente, elas é que são”, disse o portuense, apontando para as familiares.

“Mas estou aqui porque quero, não estou obrigado. Porque ele [o Papa] merecia, pelo que fez, pela forma como atraiu as pessoas que não acreditam” e “pela forma como foi um exemplo para o mundo”, explicou.

Agora, quanto ao futuro de uma Igreja em que ainda não acredita, João Pedro tem receio. “Temo que haja algum recuo, porque o que ele fez foi único”, diz.

A espera de duas horas e meia afunila até uma fila indiana. Maria, funcionária da basílica, nunca viu tal enchente, aumentada depois do fim da missa que assinala o Jubileu dos Adolescentes, na praça de São Pedro, a três quilómetros e meio de distância.

“São 10 mil pessoas por hora. Todos muito respeitadores, todos em silêncio. É bonito ver isto”, observa a funcionária, enquanto orienta os voluntários e elementos da proteção civil que organizam a zona envolvente.

Já à saída da basílica, a Lusa encontrou um grupo de quatro amigos brasileiros, que chegaram a Roma depois de uma visita a Portugal.

Um deles, João Negrini Neto, explica que “por uma feliz coincidência”, já tinham marcado visita para ver a Porta Santa daquela igreja, pelo que não tiveram de esperar tanto tempo quanto aqueles que se deslocaram de propósito para observar o túmulo do Papa Francisco e estiveram na fila.

O brasileiro, acompanhado da esposa e de uns amigos, fez questão de ver o túmulo onde foi sepultado no sábado o líder da Igreja Católica, referindo que “é uma oportunidade para as pessoas comuns se despedirem dele, que representou tanto para a humanidade”.

O advogado, 42 anos, confidenciou que se arrepiou nesse momento e indicou que “realmente é uma atmosfera diferente, é uma coisa santa”.

“Há uma devoção muito grande pela figura do Papa. Tenho a certeza de que esta basílica se vai tornar num local de peregrinação, certamente daqui em diante, para a Igreja Católica e para todos os fiéis”, considerou.

Nas grades à frente da Basílica de Santa Maria Maior foram depositas algumas flores e alguns ramos e, num prédio em frente, foi colocada uma faixa de grandes dimensões, escrita em letras vermelhas com fundo branco, onde se lê “Grazie, Francesco” (obrigada, Francisco).

No interior, o destaque é mesmo o túmulo do Papa, numa das laterais da basílica, colocando num local secundário o ícone que levou o jesuíta argentino a querer ser sepultado naquele local, a imagem de Nossa Senhora denominada Salus Populi Romani, atribuída a São Lucas evangelista.

A imagem está numa das laterais da igreja vedada ao público e um dos seguranças disse à Lusa que ninguém, dos que hoje procurou a catedral, pediu para a ver.

Há duas horas na fila, a argentina Bella Deletris, 32 anos, estava quase a entrar e não se queixa do tempo de espera.

“Estamos todos a fazer o mesmo caminho”, explica, integrada num grupo de argentinos que veio de Córdova.

Estávamos a pensar vir por causa da canonização do Carlo Acutis (um ‘influencer’ que tinha a cerimónia agendada para hoje, entretanto suspensa após a morte do Papa), mas viemos na mesma. Por causa do nosso Papa”, afirmou a argentina.

“Nosso Papa é porque somos argentinos, é porque somos católicos”, afirmou, elogiando a “Igreja aberta a todos” que “trouxe tanta gente não ligava à fé” para a prática religiosa.

Para o futuro, Bella pede um sucessor que siga o exemplo de Francisco, que “se punha ao lado dos mais pobres e dos mais fracos” perante “os abusos dos poderosos”.

Sobre a nacionalidade, o grupo de argentinos não quer saber. “Até pode ser brasileiro”, disse um outro elemento, numa referência à rivalidade histórica entre a Argentina e o Brasil, no que respeita às t-shirts desportivas que envergam.

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