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Segunda-feira, Julho 6, 2026
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Estoril Open: Jaime Faria falha acesso à segunda ronda no regresso à competição

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

Jaime Faria, número dois nacional, falhou hoje o apuramento para a segunda ronda do Estoril Open, ao perder na estreia diante do espanhol Bernabe Zapata Miralles, na terra batida do Clube de Ténis do Estoril.

O tenista lisboeta, de 21 anos, ficou pelo segundo ano consecutivo na ronda inaugural do torneio português, este ano de categoria 175 do ATP Challenger Tour, depois de não conseguir superar o ‘lucky loser’ espanhol (380.º ATP), que encerrou o duelo com os parciais de 6-3 e 7-6 (7-2), ao cabo de uma hora e 22 minutos.

Enquanto Faria, regressado à competição depois de contrair uma lesão no pé esquerdo no final de fevereiro, se despediu do Estoril Open, Zapata Miralles, que chegou aos quartos de final em 2023, vai defrontar agora o vencedor do encontro entre o brasileiro João Fonseca e o neerlandês Jesper de Jong, último duelo da jornada de hoje no ‘court’ central.

Legislativas: Montenegro e Pedro Nuno em aberta divergência sobre gestão política do apagão

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O presidente do PSD e o secretário-geral do PS estiveram hoje em divergência sobre a gestão do apagão de segunda-feira, com Luís Montenegro a defender que houve eficácia e Pedro Nuno Santos a apontar falta de coordenação.

Esta foi a primeira questão colocada no frente-a-frente televisivo entre os líderes dos dois maiores partidos, transmitido em simultâneo por RTP, SIC e TVI a partir das instalações do Campus de Carcavelos da Universidade Nova de Lisboa.

O primeiro-ministro e líder da AD – coligação PSD/CDS-PP para as eleições de 18 de maio próximo referiu que, na segunda-feira, o seu Governo coordenou as operações na dimensão técnica para cortar a ligação com Espanha, que esteve na origem do corte de fornecimento de eletricidade, e na retoma tão breve quanto possível do abastecimento aos portugueses.

Defendeu que o executivo comunicou logo após o apagão pelo ministro da Presidência, que o Conselho de Ministros esteve reunido 12 horas e que ele próprio falou ao país por volta das 15:00. Em simultâneo, segundo Luís Montenegro, houve uma preocupação em manter as infraestruturas críticas, ativando planos de contingência e de emergência.

“Isso resultou tanto que nós tivemos zero mortes na sequência direta da falha de energia elétrica, ao contrário do que aconteceu em Espanha”, disse.

“O Governo atuou com força e eficácia”, sustentou.

Uma posição que mereceu o desacordo do secretário-geral do PS, que acusou o Governo de ter falhado na comunicação e na coordenação ao longo das horas em que o país esteve sem eletricidade.

“Deixou os autarcas entregues à sua sorte, sozinho”, contrapôs.

Pedro Nuno Santos considerou que era essencial que, logo após o apagão, o primeiro-ministro tivesse convocado o Sistema de Segurança Interna, onde estão representadas entidades como a Proteção Civil, as forças de segurança, a PJ e Forças Armadas, além de membros do Governo.

“O Governo falhou na sua missão”, acusou, com Luís Montenegro a dizer que o líder socialista “não tem autoridade” para dizer isso, dando então como exemplo a forma como Pedro Nuno Santos se comportou enquanto ministro, acusando-o de “falta de serenidade e de entrosamento” dentro do executivo de António Costa.

Pedro Nuno Santos responde recordando a forma como atuou, enquanto ministro, perante “a crise da greve dos motoristas de matérias perigosas”, assim como durante a pandemia da covid-19.

Torreense campeão da Liga Revelação de futebol pela primeira vez

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© Sport Clube União Torreense (SCUT)

O Torreense conquistou hoje pela primeira vez o título de campeão da Liga Revelação de futebol, do escalão sub-23, ao empatar (1-1) no reduto do Famalicão, na 14.ª e última jornada da fase de apuramento de campeão.

Em Vila Nova de Famalicão, um golo de Lomboto, aos 58 minutos, deixou a equipa de Torres Vedras mais próxima de assegurar o título, frente a um Famalicão que ainda conseguiu igualar, através de Pedro Paulo, aos 90+7, na conversão de uma grande penalidade, mas um golo insuficiente para conquistar o seu primeiro troféu nesta prova.

O Torreense, que acabou o campeonato com 30 pontos, contra os 27 do Famalicão, sucede no palmarés ao Estoril Praia, vencedor em 2020/21, 2021/22 e 2023/24. Também ganharam a competição Desportivo das Aves (2018/19) e Estrela da Amadora (2022/23).

Sporting e Benfica em ‘sprint’ final para consagrar campeão na Luz

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foto: Arlindo Homem | Notícias Em Direto

O antepenúltimo ‘degrau’ da corrida entre Sporting e Benfica prossegue este fim de semana, já com vista para o dérbi da jornada seguinte, que poderá decidir o título de campeão da I Liga portuguesa de futebol 2024/25.

A três rondas do final, ‘leões’ e ‘águias’ seguem empatados no topo, com 75 pontos, sendo que o líder recebe no domingo o Gil Vicente, no Estádio José Alvalade, enquanto o segundo colocado vai ao reduto do Estoril Praia na véspera.

Se confirmarem o favoritismo e ganharem os dois nesta 32.ª jornada, ambos terão a possibilidade de se sagrarem campeões na próxima semana, quando se cruzarem no Estádio da Luz, no dérbi da 33.ª e penúltima ronda, em 10 de maio.

Neste cenário, o Sporting sagrar-se-á bicampeão com um triunfo em casa do Benfica, seja por que resultado for, face à vantagem que tem no confronto direto alcançada com a vitória por 1-0 na primeira volta. Por outro lado, esse fator de desempate obriga os ‘encarnados’ a vencerem o dérbi por uma diferença de dois ou mais golos para celebrarem o título em casa.

A formação ‘encarnada’ tem a possibilidade de se isolar na liderança, ainda que à condição, na visita ao Estádio António Coimbra da Mota, no sábado, onde terá pela frente um conjunto estorilista confortavelmente instalado a meio da tabela e com a situação praticamente definida, apesar de não ter vencido nenhuma das anteriores três partidas em casa, consecutivamente com Farense, FC Porto e Sporting de Braga.

Com apenas um empate consentido nos últimos 12 encontros na I Liga – em casa, perante o Arouca -, a equipa comandada por Bruno Lage vem de uma goleada ao AVS (6-0), em que o lateral Carreras somou o nono cartão amarelo na competição e, por isso, será ‘baixa’ certa na Amoreira.

O Sporting, sem perder há 18 jogos no campeonato, entrará em campo no domingo já a saber o resultado do Benfica, numa receção a um Gil Vicente (14.º) que praticamente garantiu a manutenção direta com os triunfos alcançados sobre Nacional e Farense, bastando-lhe um ponto para escapar igualmente ao play-off.

Se as ‘águias’ acrescentaram meia dúzia de golos à contabilidade ofensiva, os ‘leões’ seguiram o exemplo na última jornada e foram ao Estádio do Bessa aplicar uma ‘mão cheia’ ao Boavista (5-0), mais uma vez conduzidos pelo goleador Viktor Gyökeres, autor de quatro golos, mas ficando sem Diomande, suspenso, para o encontro com os minhotos e com o capitão Hjulmand em risco de suspensão para o dérbi.

Na ‘ressaca’ da derrota na Amadora (2-0), o FC Porto abre a ronda em casa, frente ao Moreirense (10.º), na sexta-feira, mantendo-se na luta pelo pódio com o Sporting de Braga, que está na terceira posição, com dois pontos à maior sobre os ‘dragões’, quartos colocados e que, sob o comando de Martín Anselmi, venceram apenas seis dos derradeiros 12 jogos.

De resto, os ‘arsenalistas’, que vêm de um empate em Famalicão, têm nesta jornada uma missão ‘agridoce’: se, por um lado, têm de vencer na receção ao Santa Clara, no sábado, para agarrarem a vantagem sobre os portistas, por outro, podem ajudar o grande rival Vitória de Guimarães na corrida pelo quinto lugar – que dá acesso à Liga Conferência -, em que os vimaranenses têm um ponto de vantagem face aos açorianos.

Os vitorianos entram em campo no mesmo dia, horas antes, em casa do Nacional (11.º), ao mesmo tempo que o lanterna-vermelha Farense irá receber o Famalicão e tentar sobreviver à mais do que provável descida à II Liga.

Nesta ronda, os ‘leões’ de Faro poderão beneficiar do duelo entre AVS (16.º) e Boavista (17.º), que encerram a antepenúltima jornada na segunda-feira. De resto, as três equipas podem terminar a ronda com os mesmos 24 pontos, caso os algarvios vençam os minhotos e os boavisteiros batam os avenses.

Além do Sporting-Gil Vicente, no domingo, estão agendados os encontros Rio Ave-Estrela da Amadora e o Arouca-Casa Pia. Deste quarteto, somente os ‘estrelistas’ ainda não escaparam à despromoção direta, ao passo que aos vila-condenses estão a um ponto da permanência, que já foi assegurada por ‘gansos’ e arouquenses.

Programa da 32.ª jornada:

  • Sexta-feira, 02 mai:

FC Porto – Moreirense, 20:15

  • Sábado, 03 mai:

Nacional – Vitória de Guimarães, 15:30

Farense – Famalicão, 15:30

Sporting de Braga – Santa Clara, 18:00

Estoril Praia – Benfica, 20:30

  • Domingo, 04 mai:

Rio Ave – Estrela da Amadora, 15:30

Arouca – Casa Pia, 18:00

Sporting – Gil Vicente, 20:30

  • Segunda-feira, 05 mai:

AVS – Boavista, 20:15

Novos Tempos: Não há perdedores, todos ganham um novo Papa

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Sérgio Carvalho (Professor e Jornalista)

Jesus disse-lhe: «És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o meu Pai que está no Céu. Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu.» (Mateus 16, 17-19)

Após os Novemdiales ou Nove Dias Santos que guardam o luto pelo falecimento do Papa Francisco, e que são assinalados por celebrações, sufrágios e orações, a 7 de maio iniciar-se-á o Conclave.

Esta reunião, à porta fechada, ou, literalmente, «compartimento que se fecha com chave», marca a fase das votações para a escolha do sucessor do apóstolo São Pedro. Os 135 cardeais, de mais de 70 países, escolherão, fechados na Capela Sistina, sob as pinturas de Miguel Ângelo, aquele que será o Papa e que exercerá as funções de Bispo de Roma, Vigário (Representante) de Cristo, Sucessor do Príncipe dos Apóstolos, Supremo Pontífice, Primaz de Itália, Arcebispo e Metropolita da Província Romana, Soberano do Estado do Vaticano, Patriarca do Ocidente (ou da Igreja Latina) e Servo dos Servos de Deus.

Desde os alvores do cristianismo, o sucessor de São Pedro sempre teve como principais missões: manter e confirmar os cristãos na fé; promover a unidade e defesa da Igreja e exercer o chamado «poder das chaves». O poder das chaves consiste em unir ou confirmar a desunião entre a terra e o reino dos céus de alguma pessoa ou situação. Tal poder está retratado nas imagens de São Pedro que aparece sempre com duas chaves na mão e no brasão e bandeira do Vaticano.

O Papa é, antes de mais, o «Primus inter pares», o primeiro entre os iguais. É um cristão como todos os outros batizados, mas com uma função e ministérios próprios. É o chamado ministério petrino ou de Pedro. Como dizia Santo Agostinho «para vós sou bispo; convosco, sou cristão». O Papa é aquele que segura a barca de Cristo, confirma e guia os católicos na fé.

É dogma da fé católica que, quando o Romano Pontífice ensina de modo oficial e solene «ex cathedra» a partir da «cadeira de Pedro», não erra, pois, é assistido pelo Espírito Santo. Este dogma, definido no Concílio Vaticano I (séc. XIX) é chamado de Infalibilidade Papal.

Mas isto não significa que tudo o que Papa escreva ou diga seja dogma de fé. Não podemos cair em «papalatria», muito em voga nos dias que correm. Invoca-se o magistério do Papa para justificar tudo e todos. Frases como «o Papa disse…», ou «o Papa fez…» estão sempre na boca de quem questiona as Verdades da Fé, a Tradição Apostólica ou as decisões de quem preside às igrejas locais (dioceses) e paróquias.

Não sabemos quem será escolhido para suceder a São Pedro. Desconhecemos o seu nome e rosto, mas uma coisa é certa – será o Papa certo para o momento concreto que vivemos em Igreja e no mundo.

Não alinhemos em apostas e lotarias de quem é o favorito ou mais bem posicionado. Os que são crentes confiam na ação do Espírito Santo e os que são homens e mulheres de boa vontade que estejam de coração aberto e escutem a voz do «bispo vestido de branco».

Será escolhido um cardeal, mas não serão umas eleições como o mundo as entende. Não há perdedores, todos ganham um novo Papa. Não alinhemos em circos mediáticos e em teorias da conspiração, porque o Senhor está connosco até ao fim dos tempos. Ele nunca nos abandona, nem abandonará a sua Igreja.

FPF chegou a acordo para saída dos quatro diretores suspensos preventivamente

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A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) chegou a acordo com os quatro funcionários que tinham sido suspensos preventivamente após a Operação Mais Valia, com estes a deixarem de pertencer aos quadros federativos, anunciou na terça-feira o organismo.

“A FPF informa que chegou a acordo com os quatro funcionários que haviam sido suspensos preventivamente. Todos eles deixaram de pertencer aos quadros da instituição”, lê-se na nota da entidade.

Uma semana depois de anunciar a saída de Nuno Moura e Paulo Ferreira, respetivamente diretores de marketing e financeiro, o órgão presidido por Pedro Proença confirmou que chegou também a acordo com Rute Soares (integridade e compliance) e Rita Galvão (recursos humanos), igualmente suspensas provisoriamente desde final de março.

“A FPF agradece a estes profissionais a diligência colocada no trabalho desenvolvido ao longo dos anos e deseja a todos eles os maiores sucessos profissionais, no futuro”, vinca o comunicado.

A Polícia Judiciária efetuou, em 25 de março, buscas na sede da FPF por suspeitas dos crimes de recebimento indevido de vantagem, corrupção, participação económica em negócio e fraude fiscal.

A investigação da Operação Mais Valia, que teve início em 2021 e está a cargo do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, está relacionada com a venda da antiga sede da FPF, em 2018, na Rua Alexandre Herculano, em Lisboa, por mais de 11 milhões de euros.

As buscas realizadas resultaram na constituição de dois arguidos: o antigo deputado do Partido Socialista António Gameiro e o antigo secretário-geral da FPF Paulo Lourenço.

“De acordo com o plano programático sufragado no ato eleitoral de 14 de fevereiro, a FPF trabalha para uma nova visão empresarial e de projeção da marca, assente num modelo exemplar de gestão moderna”, conclui a nota publicada no sítio oficial da entidade presidida por Proença.

A FPF não revelou os motivos que estiveram na base da suspensão dos quatro antigos diretores, que ocorreu após as buscas à sede federativa no âmbito da Operação Mais Valia.

Apagão: Troca comercial de energia entre Portugal e Espanha parada por precaução

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A REN adiantou esta terça-feira que o intercâmbio comercial de energia entre Portugal e Espanha não está a funcionar por precaução, após o apagão maciço que atingiu a Península Ibéria.

O administrador da REN, João Faria Conceição, referiu ainda que espera que a “fase final” para a “estabilização completa do sistema” esteja concluída até às 00:00 de quarta-feira, em declarações na CNN Portugal.

João Faria Conceição esclareceu que, pouco antes das 23:30 de segunda-feira, foi restabelecida a ligação a toda a sua infraestrutura, enquanto a operadora da rede de distribuição ligou hoje “muito cedo” os últimos pontos de consumo.

“Estamos a caminhar para uma situação normal”, mas “a parte da distribuição está a demorar um pouco mais”, sublinhou o administrador da empresa responsável pelo transporte de eletricidade e gás em Portugal.

O administrador executivo da REN realçou que é ainda necessário “garantir a estabilização completa do sistema” para conseguir o normal funcionamento dos mercados grossistas.

“A partir daí, podemos dizer que o sistema voltou, tanto técnica como economicamente, ao funcionamento completamente normal”, continuou, acrescentando que espera que esta etapa final esteja concluída até à meia-noite de hoje.

Para isso, é necessário “gerir o sistema em separado”, uma decisão tomada em “total coordenação” com o governo português e a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), bem como com as autoridades e contrapartes da rede elétrica espanhola.

“As interligações entre os sistemas estão operacionais, mas não há troca comercial de energia” entre Espanha e Portugal, explicou Conceição.

Questionado sobre a possibilidade de um excesso de energia renovável no sistema energético estar na origem do apagão, o administrador considerou a ideia plausível, embora “não a única”.

“Aparentemente, e de acordo com as autoridades espanholas, as questões cibernéticas foram descartadas e, por isso, temos agora de nos concentrar exatamente no que aconteceu”, apontou.

João Faria Conceição afirmou ainda que as energias renováveis são “uma fonte de energia segura” que possui uma série de características, “especificamente, a sua volatilidade”, que devem ser acomodadas na gestão de qualquer sistema elétrico para mitigar os efeitos dessa volatilidade.

O responsável da REN salientou que o apagão que ocorreu esta segunda-feira e afetou Portugal, Espanha e o sul de França foi “absolutamente extraordinário”, mas alertou que “não há risco zero” de a situação se repetir.

Um corte generalizado no abastecimento elétrico afetou na segunda-feira, desde as 11:30, Portugal e Espanha, continuando sem ter explicação por parte das autoridades.

Aeroportos fechados, congestionamento nos transportes e no trânsito nas grandes cidades e falta de combustíveis foram algumas das consequências do “apagão”.

O operador de rede de distribuição de eletricidade E-Redes garantiu ontem de manhã que o serviço está totalmente reposto e normalizado.

Apagão: Situações como a vivida na Península Ibérica devem ter “resposta conjunta”

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foto ilustrativa: Arlindo Homem

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky alertou esta terça-feira para a “grave crise energética” vivida na segunda-feira em Portugal e Espanha devido ao apagão maciço, observando que estes situações representam “um desafio” ao qual é necessário “responder em conjunto”.

Zelensky, que falava à distância numa reunião de países da Europa de Leste, lamentou o que “os amigos de Espanha e Portugal” viveram e recordou que na segunda-feira falou com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, sobre “possível assistência”.

“Os especialistas ucranianos têm uma experiência única na proteção e restauração de fontes de energia. A guerra ensinou-nos muito, não só como recuperar de ataques com mísseis e bombas russos, mas também como lidar com ataques cibernéticos e outras ameaças”, acrescentou.

Desta forma, manifestou a sua disponibilidade para partilhar a experiência, durante um discurso em que defendeu o estabelecimento de redes de segurança “para que os países possam ajudar outros numa crise” relacionada com o fornecimento de energia ou com os sistemas de comunicação.

Zelensky, que pediu assistência para que a Ucrânia possa continuar a proteger as suas infraestruturas energéticas, “especialmente perto das fronteiras com a Rússia”, insistiu na necessidade de trabalhar pela paz, para a qual voltou a propor estabelecer um cessar-fogo de “pelo menos 30 dias”.

O Presidente ucraniano enfatizou ainda o papel da Bielorrússia durante o conflito, referindo que a Rússia “está a preparar algo este verão” em território bielorrusso.

Não forneceu detalhes, além de dizer que os dois parceiros usariam manobras militares como desculpa.

“É assim que geralmente começa um novo ataque”, alertou Zelensky, antes de sublinhar que a ameaça russa também se pode estender a outros países próximos da fronteira, como a Lituânia ou a Polónia.

O apagão de segunda-feira em Portugal e em Espanha foi o “mais severo” nos últimos 20 anos na Europa, afirmou hoje a Comissão Europeia, prometendo apoiar os países da Península Ibérica e a investigar o incidente.

O comissário europeu para a Energia e Habitação, Dan Jørgensen, frisou nas redes sociais que o executivo comunitário vai apoiar os dois países “de todas as maneiras possíveis” e uma “investigação minuciosa” será iniciada para apurar as causas.

De acordo com uma estimativa feita pela agência noticiosa espanhola EFE, mais de 60 milhões de pessoas foram afetadas pelo apagão que deixou grande parte da Península Ibérica sem acesso à eletricidade, condicionando transportes públicos, aeroportos, e serviços de saúde.

Um corte generalizado no abastecimento elétrico afetou na segunda-feira, desde as 11:30, Portugal e Espanha, continuando sem ter explicação por parte das autoridades.

O operador de rede de distribuição de eletricidade E-Redes garantiu ontem de manhã que o serviço está totalmente reposto e normalizado em Portugal.

Apagão: EUA “curiosos” para saber causas de evento “assustador”

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O Departamento de Estado norte-americano manifestou hoje “curiosidade” no apuramento das causas do apagão generalizado de segunda-feira em Portugal e Espanha, que qualificou de “assustador”.

“Estamos curiosos para saber [as causas do que aconteceu]. Foi uma visão assustadora para os nossos amigos em Espanha e em Portugal”, afirmou a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Tammy Bruce.

Bruce não respondeu a perguntas sobre se os Estados Unidos têm informações sobre a origem da falha de energia e encaminhou a imprensa para os governos de Portugal e Espanha.

A responsável observou que não houve “qualquer impacto na operação” das missões diplomáticas norte-americanas em Espanha e Portugal, e explicou que a energia foi “totalmente restabelecida esta manhã”.

Um corte generalizado no abastecimento elétrico afetou na segunda-feira, desde as 11:30, Portugal e Espanha, continuando sem ter explicação por parte das autoridades.

Aeroportos fechados, congestionamento nos transportes e no trânsito nas grandes cidades e falta de combustíveis foram algumas das consequências do “apagão”.

O operador de rede de distribuição de eletricidade E-Redes garantiu hoje de manhã que o serviço está totalmente reposto e normalizado.

Estoril Open: Um challenger 175 com ‘roupagem’ de ATP 250

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O Estoril Open está de volta como ATP Challenger 175, mas, com um quadro apetrechado com Félix Auger-Aliassime e Nuno Borges, o engalanado Clube de Ténis do Estoril (CTE) recebe uma prova com nível de ATP 250.

Com o quadro principal entre terça-feira e domingo, o Estoril Open viu-se despromovido ao circuito secundário, em virtude da passagem dos Masters 1.000 a duas semanas, mas o regresso ao ATP Tour já está garantido para julho de 2026.

Assim, num ano de ‘sobrevivência’, a organização do evento, nascido em 1990 e organizado pelas mãos de João Lagos no Complexo de Ténis do Jamor até 2014, tentou manter a dimensão e a imagem do complexo montado no CTE, onde o quadro principal se apresenta recheado com 14 jogadores do ‘top 100’ mundial e, para já, quatro tenistas portugueses.

O canadiano Felix Auger-Aliassime (19.º ATP), primeiro cabeça de série, e o maiato Nuno Borges, número um nacional e 41 do mundo, são as principais figuras de cartaz do torneio, que vai colocar em ação ainda seis jogadores do ‘top 50’ da hierarquia ATP.

Eliminado na segunda ronda do Masters 1.000 de Madrid, onde foi finalista em 2024, Auger-Aliassime recebeu um ‘wild card’ para viajar até Portugal e participar, pela terceira vez, no Estoril Open, depois da estreia em 2018 e da derrota nos quartos de final, em 2022, frente ao norte-americano Sebastian Korda.

Desta vez, o jovem canadiano chega ao pó de tijolo nacional com dois títulos ATP 250 conquistados esta época, no piso rápido de Adelaide (Austrália) e Montpellier (França).

Tal como Auger- Aliassime, vice-campeão do ATP 500 do Dubai e ainda semifinalista do ATP 500 de Doha, Nuno Borges, terceiro cabeça de série, também regressa a território nacional depois de um início de temporada promissor, graças à presença nas meias-finais no ATP 250 Auckland e na terceira ronda no Open da Austrália, onde foi eliminado pelo espanhol Carlos Alcaraz, número três mundial.

O tenista do Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis, de 28 anos, vai disputar pelo quarto ano o Estoril Open, após a estreia em 2021, um ano antes de conquistar o título de pares do então ATP 250 português, ao lado do amigo e compatriota Francisco Cabral. Melhor só mesmo em 2018, quando João Sousa se tornou o primeiro campeão português do torneio.

Presente nos ‘quartos’ em 2024, o seu melhor resultado em singulares na terra batida do CTE, Nuno Borges volta a Cascais motivado pelas boas exibições protagonizadas, sobretudo, no Masters 1.000 de Monte Carlo, onde atingiu a terceira eliminatória, antes de ser eliminado na segunda ronda do Masters 1.000 de Madrid.

Ao tenista maiato junta-se Jaime Faria, que protagonizou um fulgurante início de temporada, com a estreia no Open da Austrália – desaire na segunda ronda frente a Novak Djokovic –, e a presença nos ‘quartos’ no ATP 500 do Rio de Janeiro e no ATP 250 de Santiago, para conseguir pela primeira vez ser ‘top 100’ mundial.

Uma lesão no pé esquerdo afastou o número dois nacional da competição desde o final de fevereiro, estando o regresso aos ‘courts’ previsto para o CTE, onde vai defrontar na primeira ronda um jogador oriundo da fase de qualificação, na qual estão em jogo outros quatro portugueses – Pedro Araújo, Tiago Pereira, Francisco Rocha e João Graça.

Assim como Borges e Faria, de 21 anos, Henrique Rocha e Gastão Elias, estes agraciados com um convite, vão defender igualmente as cores nacionais na 10.º edição do Estoril Open, que este ano traz ainda a Portugal os norte-americanos Alex Michelsen (38.º ATP) e Marcos Giron (45.º ATP), o sérvio Miomir Kecmanovic (47.º ATP), o espanhol Pedro Martínez (48.º ATP), vice-campeão em 2024, e, entre outros, a grande esperança do ténis brasileiro, João Fonseca (65.º ATP).

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