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Segunda-feira, Julho 6, 2026
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Ucrânia: Zelensky saúda acordo “verdadeiramente justo” com os Estados Unidos

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foto ilustrativa: Arlindo Homem

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, saudou esta quinta-feira o que considera um acordo “verdadeiramente justo” com os Estados Unidos sobre a exploração dos recursos minerais da Ucrânia, depois de meses de negociações.

“O acordo mudou significativamente durante o processo de preparação. Agora é um acordo verdadeiramente justo que cria oportunidades para investimentos significativos na Ucrânia”, afirmou Zelensky.

Nas mesmas declarações, Zelensky sublinhou que o documento não prevê a dívida inicial da Ucrânia aos Estados Unidos, como o Presidente norte-americano Donald Trump pretendia inicialmente, e visa criar um fundo “para investir na Ucrânia e ganhar dinheiro aqui”.

O acordo firmado diz respeito à extração de minerais, petróleo e gás na Ucrânia, aos quais as empresas norte-americanas terão acesso.

O documento assinado entre Washington e Kiev prevê também a criação de um “fundo de investimento para a reconstrução” da Ucrânia, mas não inclui garantias explícitas de uma futura assistência militar dos Estados Unidos.

Segundo a agência noticiosa norte-americana AP, os Estados Unidos pretendem aceder a mais de 20 matérias-primas da Ucrânia consideradas estrategicamente críticas para os seus interesses, incluindo o titânio, utilizado no fabrico de asas de aeronaves e outras indústrias aeroespaciais, e o urânio, que é utilizado na energia nuclear, equipamento médico e armas.

Uma versão anterior do texto devia ter sido assinada durante a visita de Zelensky à Casa Branca, no final de fevereiro, mas uma altercação sem precedentes com Trump em direto na Sala Oval precipitou a partida do líder ucraniano de Washington sem assinar o acordo.

Em paralelo decorrem negociações diplomáticas para encontrar uma solução para o conflito na Ucrânia, desencadeado pela Rússia há mais de três anos.

Washington forneceu à Ucrânia ajuda militar no valor de dezenas de milhares de milhões de dólares, durante a presidência do democrata Joe Biden (2021-2025), depois de a Rússia ter invadido o país em fevereiro de 2022.

Presidente da Conferência Episcopal não acredita que Igreja retroceda com novo Papa

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© João Polónia / Notícias Em Direto

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) disse na quinta-feira, em Fátima, que o novo Papa não irá dar um passo atrás, depois do pontificado de Francisco.

“Penso que não há volta atrás a dar. É evidente que cada Papa que chegue, como qualquer pessoa, dá sempre um cunho próprio. O que o Papa Francisco fez foi admirável e vai-nos ficar na memória. Criou uma cultura nova dentro da Igreja. Agora, outros vão acentuar determinados parâmetros”, afirmou José Ornelas, no final da 211.ª Assembleia Plenária da CEP.

Para o presidente da CEP, o caminho que a Igreja fez nos últimos “três, quase quatro anos”, empenharam as bases da Igreja, em cada paróquia, pelo mundo inteiro.

“Se é verdade que houve reações também críticas, a maioria das pessoas participaram ativamente, com gosto e com esperança. Não seria fácil aceitar a milhares, dezenas, centenas de milhares e de milhões de pessoas dizer para voltar para trás. É este sentido que me dá confiança”, reforçou.

Admitindo que “há gente que tem esperança de voltar atrás”, o também bispo da Diocese de Leiria-Fátima frisou que “não é caminho que a Igreja hoje vai aceitar”.

Sobre o futuro Papa, cujo conclave para a sua eleição se inicia na quarta-feira, José Ornelas adiantou que esteve no último sínodo com vários cardeais que participam na eleição.

“Não acho que haja um perfil só de uma pessoa. O que há são temáticas que se discutem, pelo menos daqueles que participaram do sínodo, e não tenho dúvida de que o percurso seria esse [avanço] de quem venha”, apontou.

Assinalando-se hoje o 1.º de Maio, Dia do Trabalhador, a CEP aproveitou a data para desejar que “todos tenham um trabalho digno e possam usufruir de um salário justo e equitativo, com particular atenção aos mais jovens na construção do seu futuro”.

1º Maio: BE, PCP, Livre e PAN na manifestação para defender melhores salários para os trabalhadores

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Os líderes do Bloco de Esquerda, PCP, Livre e PAN participaram hoje em Lisboa na manifestação do 1.º de Maio em Lisboa para exigir melhores salários e condições laborais para os trabalhadores portugueses, que ainda lutam contra a precariedade.

Os quatro líderes partidários juntaram-se às milhares de pessoas que hoje à tarde marcaram presença na manifestação organizada pela CGTP-IN para assinalar o Dia de Trabalhador, num desfile que começou no Martim Moniz e terminou na Alameda D. Afonso Henriques.

“Temos muito caminho para andar nos direitos laborais, à medida que o tempo passa vamos encontrando salários mais baixos, mais precários, mais situações de trabalho sem direitos e sem condições”, disse aos jornalistas a coordenadora do BE.

Mariana Mortágua considerou que um país e uma economia é melhor se “for capaz de respeitar quem trabalha”, nomeadamente quem trabalha por turnos, os trabalhadores precários ou os trabalhadores informais.

Também o secretário-geral do PCP destacou a importância de participar na manifestação do 1.º de Maio para dar força e lutar pelos direitos dos trabalhadores por “uma vida melhor, mais salários, mais pensões, menos precariedade e direito à habitação e saúde”.

“Esta gente que produz a riqueza tem direito a uma vida melhor. É preciso continuar a lutar”, disse Paulo Raimundo.

O líder dos comunistas lamentou que o debate de quarta-feira entre o primeiro-ministro e líder da AD – coligação PSD/CDS-PP e o secretário-geral do PS tenha deixado de fora tudo aquilo que os trabalhadores exigem, tendo passado “ao lado da realidade da vida”.

Para o porta-voz do Livre, “o 1.º de Maio é passado, presente e futuro”.

“É passado porque tem muito tempo e vem de 1886 e é de todo o mundo. É presente porque o Livre acredita que um trabalhador está sempre mais protegido se estiver sindicalizado”, disse aos jornalistas Rui Tavares, destacando a força dos sindicatos.

O porta-voz do Livre manifestou solidariedade para com os trabalhadores da Medialivre, 10 deles fotojornalistas, que estão em ameaça de despedimento.

“Sentimo-nos muito bem no 1.º de Maio, é um dia comemorado em todo o mundo que tem uma carga identitária muito forte, que reúne muita gente há muito tempo e que nos transporta para o futuro que tem de ser de solidariedade”, afirmou.

Por sua vez a porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, sublinhou que não pode ser esquecido que se continua “a ter uma grande precariedade no país” com o custo de vida a aumentar e dificuldades no acesso à habitação, saúde e educação.

“Tudo isso passa pelas condições laborais aos trabalhadores do país, por isso é que o PAN tem defendido um plano nacional que aposte na economia verde”, frisou, defendendo o aumento do ordenado mínimo em mais de 1.030 euros e do ordenado médio para que “as famílias e a classe média não continue a empobrecer”.

Sporting vence Oliveirense e conquista Taça de hóquei em patins 35 anos depois

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imagem ilustrativa

O Sporting venceu esta quinta-feira a Oliveirense, por 6-3 no prolongamento, após a igualdade 3-3 no tempo regulamentar, e conquistou a Taça de Portugal de hóquei em patins pela quinta vez, a primeira desde 1989/90.

Em Vila Nova de Famalicão, os ‘leões’ só asseguraram o triunfo no prolongamento, com golos de Alessandro Verona, Facundo Bridge e João Souto, depois de o francês Bruno Di Benedetto ter assinado um ‘hat-trick’, que valeu as vantagens por 2-1 e 3-2 à Oliveirense, depois de o Sporting até ter começado a vencer.

Com esta vitória, que contou ainda com os golos de Toni Pérez e Gonzalo Romero ‘Nolito’ que levaram o jogo empatado 2-2 para o intervalo, o Sporting somou o seu quinto cetro, destacando-se do adversário de hoje, e sucedeu ao FC Porto, recordista de triunfos, com 19, que foi eliminado nos oitavos de final pela semifinalista Juventude Pacense.

Os ‘verde e brancos’ reconquistaram um troféu que não erguiam há 35 anos, desde 1989/90, repetindo os êxitos de 1975/76, 1976/77 e 1983/84.

Estoril Open: Nuno Borges nos ‘quartos’ após vencer dura batalha com Fucsovics

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O Notícias Em Direto está presente no Millennium Estoril Open através da objetiva do repórter fotográfico Gonçalo Gomes

Nuno Borges avançou hoje para os quartos de final do Estoril Open, ao vencer o húngaro Marton Fucsovics em três sets na segunda ronda do challenger português que decorre até domingo no Clube de Ténis do Estoril.

O número um nacional, que ficou isento na primeira ronda, impôs-se ao 130.º jogador mundial com os parciais de 7-6 (8-6), 6-7 (4-7) e 6-4, em três horas e 16 minutos, depois de ter anulado dois ‘set points’ no primeiro parcial.

Único ‘sobrevivente’ português no quadro principal de singulares do challenger nacional, o 41.º classificado do ranking ATP vai defrontar nos ‘quartos’ o sérvio Miomir Kecmanovic (47.º), finalista no Clube de Ténis do Estoril em 2023.

Terceiro cabeça de série, Nuno Borges igualou a sua melhor prestação no Estoril Open, onde no ano passado também foi quartofinalista, quando o torneio era um ATP250.

Portugal vence Paraguai na estreia no Mundial de futebol de praia

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Portugal venceu esta quinta-feira o Paraguai, por 11-9, na estreia no Grupo B do Campeonato do Mundo de futebol de praia, que lidera, com os mesmos pontos do Irão, que derrotou a Mauritânia (5-4), próxima adversária da seleção lusa.

Miguel Pintado e Bê Martins, com um ‘hat-trick’ cada, André Lourenço, com dois golos, Rui Coimbra, Rúben Brilhante e Léo Martins assinaram os tentos da equipa das ‘quinas’, enquanto Thiago Barrios, que também marcou três vezes, Carlos Carballo, Valentin Benitez, o guarda-redes Yoao Rolon, Milciades Medina, Jesus Rolon e Mathias Martinez foram os autores dos remates certeiros dos paraguaios, vice-campeões sul-americanos.

Portugal, atual campeão da Europa e vencedor em três ocasiões do Mundial de futebol de praia (2001, 2015 e 2019, as duas últimas sob a égide da FIFA), defronta a Mauritânia, no sábado, na segunda jornada da ‘poule’, na qual avançam os dois primeiros para os quartos de final.

Empresas que empreguem pessoas com autismo e hiperativas têm mais lucros

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A Ordem dos Psicólogos disse hoje que as empresas que empregam pessoas neurodivergentes, ou seja, entre outras as que têm autismo, sobredotadas, hiperativas, disléxicas, podem ser 30% mais produtivas.

“Investir na diversidade tem retorno”, defende a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) em comunicado enviado a propósito do dia do internacional do trabalhador, que hoje se assinala.

O psicólogo e membro da direção da OPP, Tiago Pimentel disse à Lusa que as pessoas neurodivergentes podem aumentar a produtividade da empresa, dando o exemplo de um funcionário com transtorno do deficit de atenção com hiperatividade.

O psicólogo indicou que um trabalhador com hiperatividade pode “ter um raciocínio matemático superior ou uma memória mais ágil” e ser capaz de trazer “um nível de competência e produtividade muito maior no cumprimento de tarefas” que requerem essas capacidades.

De acordo com a ordem, as organizações com maior diversidade sociocultural têm 39% mais probabilidades de atingir mais ganhos económicos do que as instituições menos inclusivas.

A OPP referiu que as organizações mais inclusivas conseguem, comparativamente reduzir a perda de talentos para quase 50%, em comparação com empresas menos diversificadas.

O comunicado apontou ainda desigualdades no acesso ao emprego entre pessoas neurodivergentes.

“As estatísticas europeias indicam que menos de 29% das pessoas com autismo se encontram empregadas, comparativamente a 48,1% das pessoas com deficiência e a 73,9% da população geral”, indicou a ordem.

O psicólogo apelou à agregação de todas as diferenças nas empresas, referindo-se não só a pessoas neurodivergnetes, mas também às que vivem com deficiências, que pertençam a minorias étnicas ou culturais.

“Tem que haver igual acesso a oportunidades de emprego”, disse Tiago Pimentel.

Em 2021, em Portugal, a disparidade na taxa de empregabilidade entre pessoas com e sem deficiência era de 16,2% e a “taxa de desemprego da população migrante (11,9%) era quase o dobro face à população portuguesa” (6,6%), segundo a OPP.

Segundo a Comissão Europeia, 52% das pessoas com deficiência sente-se discriminada, referiu a OPP.

O psicólogo avisou que é preciso investir ainda “muito na adaptação das condições de trabalho para as pessoas que têm uma condição neurodivergente”.

A ordem dos psicólogos deixou também “recomendações estratégicas” às empresas para promover a literacia sobre a diversidade e inclusão, através da compreensão e conhecimento das diferentes as características associadas a pessoas com deficiência, neurodivergentes ou que pertencem a outras culturas.

“Por exemplo, uma pessoa que para poder estar concentrada precisa de ter permanentemente um ambiente isento de ruído, precisa de estar num espaço onde não existe ruído”, exemplificou o profissional, sublinhando que um trabalho sem condições adaptadas perde o potencial do funcionário.

O psicólogo disse ainda “que a pessoa não se vai sentir bem relacionada com o local de trabalho”, destacando que o funcionário pode ter um nível de competência muito apurado num determinado aspeto que podia ser muito importante para aquela empresa.

A flexibilidade na organização do trabalho é outra recomendação da OPP, ou seja, compreender que diferentes trabalhadores necessitam de diferentes horários, por terem períodos específicos de maior produtividade, pela forma como se organizam face a tarefas e prazos ou por terem consultas médicas regulares.

A promoção de um clima organizacional inclusivo, através da colaboração, do respeito e da valorização da diferença “são a base de um local de trabalho inclusivo”, de acordo com a OPP.

Para a ordem, é importante que os líderes sejam treinados para reconhecer diferenças, facilitar a segurança psicológica e serem exemplo de comportamentos respeitadores da diversidade.

Apagão: Ministro Castro Almeida não se arrepende de ter admitido ciberataque

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O ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, disse hoje que não se arrepende de ter admitido que o apagão energético que afetou Portugal na segunda-feira pudesse dever-se a um ciberataque.

“Só vim celebrar o 25 de Abril e o 1º. de Maio. Tudo o que disse, está dito, está bem dito”, afirmou Manuel Castro Almeida em declarações aos jornalistas na residência oficial do primeiro-ministro.

Questionado sobre se se arrepende de ter admitido que o apagão poderia ter sido provocado por um ciberataque, respondeu: “Claro que não”.

Na segunda-feira, em declarações à RTP 3, minutos depois do apagão, o ministro Adjunto e da Coesão Territorial admitiu que esta falha de energia pudesse dever-se a um ciberataque.

“Há essa possibilidade, de facto”, referiu o ministro, salientando que tinha ainda pouca informação e que a que dispunha não era confirmada.

Manuel Castro Almeida considerou que, “pela dimensão” que teve, poderia ser “compatível com um ciberataque”.

Sporting volta a perder com Nantes e falha ‘final four’ da Liga dos Campeões de andebol

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O Notícias Em Direto esteve presente no jogo através da objetiva do repórter fotográfico Davide Puglisi

O Sporting voltou esta quarta-feira a perder frente ao Nantes, na receção aos franceses, por 32-30, depois da derrota por 28-27, na primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões de andebol.

O Sporting, campeão nacional e líder do campeonato, que chegou diretamente a esta fase com o segundo lugar no Grupo A da fase principal, não conseguiu, em casa, a reviravolta, num encontro em que já perdia ao intervalo, por 16-15.

O Sporting tentava tornar-se na primeira equipa portuguesa a atingir a ‘final four’ da ‘Champions’, sendo que, no anterior formato, sem uma final a quatro concentrada, o ABC de Braga foi finalista vencido em 1993/94, face aos espanhóis do TEKA Santander.

Além do Nantes, também apurado para a ‘final four’, marcada para a cidade alemã de Colónia, em 14 e 15 de junho, está o germânico Fuchse Berlim, que bateu os dinamarqueses do Aalborg, enquanto os restantes semifinalistas vão ficar definidos na quinta-feira, com os embates entre Veszprem-Magdeburgo e FC Barcelona-Szeged.

Apagão: Municípios apontam falta de orientação e informação por parte do Governo

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

A presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) considerou esta quarta-feira que houve falta de orientação, informação e estratégia por parte do Governo durante o apagão de segunda-feira e que foram, uma vez mais, os municípios a dar respostas.

“Houve uma falta de orientação e de informação. Foi um pouco cada serviço de Proteção Civil por si e, mais uma vez, nos momentos críticos foram os autarcas que deram as respostas às suas comunidades”, afirmou Luísa Salgueiro (PS) à Lusa, depois de questionada sobre a gestão do apagão por parte do Governo de Luís Montenegro.

A autarca, que também preside à Câmara Municipal de Matosinhos, no distrito do Porto, referiu que foram as comissões municipais de Proteção Civil a coordenar a situação e a fornecer combustível, água e comunicações.

E acrescentou: “Ficamos cada um a tratar da resposta à sua comunidade. Foi o que se sentiu mais uma vez”.

Apesar de entender que houve dificuldades de comunicação “inesperadas e difíceis de gerir”, a socialista considerou que faltou uma estratégia global, tendo a atuação de cada município sido “por impulso de cada um”.

“O que nós sentimos é que, nos momentos críticos, precisamos de estar mais orientados e com uma estratégia global, o que não aconteceu. Não houve nenhuma comunicação do ponto de vista político”, apontou.

Luísa Salgueiro ressalvou que os presidentes de câmaras são “as autoridades máximas locais de Proteção Civil”, fazendo por isso sentido que houvesse uma qualquer orientação e partilha por parte do Governo.

“O senhor primeiro-ministro é o responsável máximo da Proteção Civil no país e nós [autarcas] somos os responsáveis máximos da Proteção Civil a nível local e nunca houve nenhuma articulação entre nós, algo que devia ter acontecido”, insistiu.

Um corte generalizado no abastecimento elétrico afetou na segunda-feira, durante cerca de 10 a 11 horas, Portugal e Espanha, continuando sem ter explicação por parte das autoridades.

Aeroportos fechados, congestionamento nos transportes e no trânsito nas grandes cidades e falta de combustíveis foram algumas das consequências do apagão.

O operador de rede de distribuição de eletricidade E-Redes garantiu na manhã de terça-feira que o serviço estava totalmente reposto e normalizado.

Na noite de segunda-feira, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu que o mais difícil de gerir no apagão foi o abastecimento de energia aos hospitais, mas assegurou que não se registou “nenhuma situação limite”.

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