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Terça-feira, Julho 7, 2026
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Quatro bombeiros feridos em capotamento de veículo em formação em Torres Vedras

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Quatro bombeiros da corporação de Algueirão – Mem Martins ficaram hoje feridos, na sequência de um capotamento de um veículo de combate a incêndios, que se encontrava em formação em Torres Vedras, informou a Proteção Civil.

De acordo com fonte do Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste, os quatro bombeiros sofreram ferimentos leves, sendo transportados para o Hospital de Torres Vedras.

O alerta para o acidente, que ocorreu na Serra das Capuchas, quando os bombeiros se encontravam em formação para a gestão de faixas de combustível, ocorreu pelas 13:20.

“Houve cedência do terreno e o veículo capotou”, indicou ainda a fonte.

Óbito/Papa: Escolha será entre Papa “de transição” ou “de rutura”

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foto: Arlindo Homem

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje o próximo conclave vai escolher entre “um Papa de transição” ou um líder da Igreja Católica “tão inovador e tão de rutura” como foi Francisco.

“[Ou] é um Papa de transição, que aconteceu com João Paulo II e depois Bento XVI, ou é um Papa tão inovador e tão de rutura como Francisco. Normalmente não há dois seguintes a ser, mas pode ser que sim”, afirmou o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa falava à Lusa e à RTP em Roma, depois de marcar presença no funeral do Papa Francisco, que decorreu na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Óbito/Papa: Cerca de 250.000 pessoas no funeral de Francisco

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foto: Vatican Media

Cerca de 250.000 pessoas participaram hoje no funeral do Papa Francisco, na Praça de São Pedro e arredores, segundo dados atualizados do Vaticano.

A cerimónia terminou depois das 12:00 locais (11:00 em Lisboa) e contou com a participação de milhares de fiéis que encheram a praça, cuja capacidade máxima é de 40.000 pessoas, e se espalharam pelas áreas adjacentes, especialmente ao longo da Via da Conciliação, a principal avenida que leva à praça do Vaticano.

Após a cerimónia, o caixão de Francisco foi trasladado para a basílica romana de Santa Maria Maior, onde o Papa declarou, no seu testamento, que queria ser sepultado.

O caixão foi transportado num papamóvel especialmente adaptado para esta cerimónia, o mesmo veículo utilizado por Francisco durante uma das suas viagens apostólicas, que encabeçará o cortejo fúnebre pelas ruas de Roma à basílica.

O Papa Francisco morreu na segunda-feira aos 88 anos, após 12 anos de pontificado.

25 Abril: Governo agradece ação da PSP e expressa solidariedade a agentes feridos

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O Governo expressou gratidão às forças de segurança pelo trabalho desempenhado ao longo do dia de hoje e a sua solidariedade, em particular, aos dois agentes da PSP feridos em Lisboa.

“O Governo tem estado a acompanhar, em conjunto com as autoridades policiais e de segurança, a situação das diferentes manifestações e o desenrolar dos eventos nas ruas, saudando os muitos milhares de portugueses que hoje se manifestaram de forma pacífica e ordeira em diversos pontos do território nacional”, pode ler-se num comunicado do Ministério da Administração Interna (MAI).

No comunicado, o Governo assinala que, “infelizmente”, “uma minoria terá ultrapassado os limites legais do exercício ordeiro da liberdade de manifestação e expressão, o que levou à intervenção da Polícia para repor a ordem pública e legalidade, como é seu dever, e como tem feito em outras ocasiões, independentemente das motivações, ideologias, ou organizações subjacentes aos comportamentos desordeiros”.

Assim, o Governo quis exprimir “o seu agradecimento e apoio às forças de segurança e a sua solidariedade aos dois agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) que foram agredidos no cumprimento da sua missão de defesa da segurança dos portugueses e da ordem pública”.

Três detidos, inclusive os líderes do Ergue-te e do grupo de extrema-direita 1143, quatro pessoas identificadas e dois polícias com ferimentos ligeiros foi o balanço da operação policial de hoje associada ao 25 de Abril em Lisboa, revelou a PSP.

O comandante da 1ª Divisão Policial do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, Iúri Rodrigues, lembrou a realização de “dois eventos que foram comunicados e que foram proibidos pela autoridade competente”, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), referindo-se a duas concentrações marcadas para o Martim Moniz, uma promovida pelo partido Ergue-te e grupos de extrema-direita e uma contramanifestação a essa mesma iniciativa.

Esses dois eventos justificaram a mobilização de um dispositivo policial para “fazer cumprir a ordem da autoridade administrativa, portanto a proibição” da realização dessas iniciativas, explicou Iúri Rodrigues, referindo que o partido Ergue-te tentou realizar a iniciativa no Largo de São Domingos, junto ao Rossio, e foi nesse local que se verificaram dois momentos de “elevada tensão”, que exigiram a intervenção da PSP.

Quanto ao tradicional desfile das celebrações do 25 de Abril, desde a Praça Marquês de Pombal até à Avenida Liberdade, “decorreu praticamente sem quaisquer incidentes”, adiantou Iúri Rodrigues, referindo que houve também um desfile que se concentrou no Largo do Rato e foi até à Praça do Comércio, onde se registou “a tentativa de arremesso de um ovo durante o desfile, que felizmente não acertou em ninguém”.

Colisão entre dois motociclos provoca um morto perto de Montemor-o-Novo

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Um homem de 41 anos morreu ontem na sequência da colisão entre o motociclo que conduzia e outro na Estrada Nacional 253 (EN253), perto de Montemor-o-Novo, no distrito de Évora, informaram a GNR e a Proteção Civil.

A fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil indicou à agência Lusa que o acidente, para o qual foi dado o alerta às 17:02, ocorreu no troço da EN253 entre Montemor-o-Novo e a povoação de São Cristóvão, no mesmo concelho.

Segundo a mesma fonte, o óbito do homem de 41 anos foi declarado no local do acidente pelo médico da viatura médica de emergência e reanimação (VMER) de Évora, enquanto o condutor do outro motociclo foi assistido pelas equipas médicas.

O socorro envolveu os Bombeiros de Montemor-o-Novo, o Instituto Nacional de Emergência Médica e a GNR, num total de 15 elementos, apoiados por sete veículos, incluindo a VMER e a ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Alcácer do Sal.

Entrevista: Funeral do Papa durante Jubileu dos Jovens é aviso para a Igreja

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foto: Arlindo Homem/Patriarcado de Lisboa

O cardeal Américo Aguiar destacou ontem a envolvência da juventude no funeral do Papa, considerando-a um sinal para a Igreja manter a abertura aos jovens anunciada na Jornada Mundial da Juventude e que parece ter sido esquecida.

Visivelmente emocionado com a presença de milhares vindos para Roma para o Jubileu dos Jovens e que agora permanecem por causa do funeral de Francisco, o também antigo coordenador da Jornada Mundial da Juventude de Lisboa destaca a união entre a juventude católica e a prática do Papa.

“Certamente na história nunca tivemos um funeral de um Papa envolvido por milhares de jovens do mundo inteiro e eu acho que é um sinal de Deus de que nós não podemos deixar de fazer um esforço suplementar para estarmos conectados com os jovens”, afirmou Aguiar.

A presença de tantos fiéis em Roma – estima-se num milhão no sábado, por ocasião do funeral – “é emocionadamente bonito”, disse, com a voz embargada o cardeal.

“É particularmente bonito que o Papa Francisco tinha tanto carinho pelos jovens e esta decisão de canonizar o Carlo Acutis”, um influencer digital que morreu precocemente com leucemia, era um exemplo desse fervor, e cuja cerimónia foi entretanto cancelada.

“Quando foi o anúncio da morte, foi muita tristeza que invadiu toda a gente”, mas “agora vamos descobrindo esta beleza desta mega celebração que não tem o Acutis, mas tem algo que supera essa circunstância”.

Depois da Jornada Mundial da Juventude, alguns setores da Igreja desligaram-se, “parece que se desligou o Wi-Fi nas paróquias, das dioceses” e “parece que voltámos ao costume”.

Pelo contrario, o cardeal defende que a Igreja tem de olhar para os jovens: “nós temos que nos superar, temos que estar em saída, temos que sujar as mãos, temos que arregaçar as mangas e as calças para irmos para o lodo, para irmos para a vida” e “para a vida real dos jovens”.

Cada Papa “tentou ser sensível à realidade da vida dos seus contemporâneos” e o “Papa Francisco fez isso de maneira extraordinária”, ao “se identificar e entender as feridas, os gritos, as prioridades, as urgências e as emergências do mundo de hoje”, disse ainda.

Óbito/Papa: Um quarto de milhão de fiéis despediu-se perante a urna de Francisco

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foto: Vatican Media

Cerca de 250 mil pessoas foram à Basílica de São Pedro, em Roma, para se despedirem do Papa Francisco, cuja urna está exposta junto ao altar, anunciou a Santa Sé.

“Desde a manhã de quarta-feira, 23 de abril, às 11:00, até às 19:00 desta sexta-feira, cerca de 250 mil pessoas deslocaram-se à Basílica de São Pedro para prestar homenagem ao Papa Francisco”.

Até à manhã de ontem, tinham passado pelo local 128 mil pessoas, segundo a contabilidade do Vaticano, mas durante o dia, a circunstância de a Itália celebrar um feriado e de a Igreja Católica comemorar o início do Jubileu dos Jovens, o número quase duplicou.

Durante todo o dia foram visíveis as multidões em redor da Praça de São Pedro, com muitos jovens, em particular, e estarem horas nas filas para verem o Papa uma última vez.

Às 19:00 locais (18:00 em Lisboa), as portas da Basílica de São Pedro fecharam-se para uma cerimónia privada de encerramento da urna, antes do funeral e do enterro previstos para este sábado.

O Papa Francisco morreu na segunda-feira aos 88 anos, após 12 anos de pontificado.

Nascido em Buenos Aires, em 17 de dezembro de 1936, Francisco foi o primeiro jesuíta e o primeiro latino-americano a chegar à liderança da Igreja Católica.

A sua última aparição pública foi no domingo de Páscoa, no Vaticano.

O funeral está marcado para as 10:00 locais (09:00 de Lisboa) de sábado.

Portugal decretou três dias de luto nacional.

Entrevista: Cardeal António Marto defende sucessor que siga passos de abertura de Francisco

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foto: Arlindo Homem

O cardeal português António Marto afastou-se na sexta-feira da possibilidade de ser escolhido como sucessor de Francisco, e defendeu que os caminhos de modernização não sejam fechados por quem lhe suceda.

Cardeal pela primeira vez num conclave para escolher um Papa e já depois de ter participado numas congregações gerais, reuniões de cardeais, António Marto tem notado em Roma “um clima de muito interesse em ordem a preparar o futuro, com esperança”, que “não tem pessimismo ainda algum”.

“Esperamos que o legado que ele nos deixou seja levado para a frente”, porque Francisco “abriu caminhos novos, quer para a Igreja, quer para a humanidade, dilacerada pelas suas feridas e pela violência”, afirmou o cardeal, antigo bispo de Leiria-Fátima.

Naquela que foi a sua última entrevista antes do conclave, António Marto afastou-se de qualquer lista de ‘papabili’.

“Eu não tenho ilusões, eu não venho para aqui com ilusões, nunca me passou pela cabeça ser bispo” sequer, gracejou António Marto, 77 anos, considerando que o cargo deve passar para outras gerações.

“Já não é para mim, será para uma pessoa, que tenha uma idade mais nova que a minha”, afirmou, salientando que é necessário alguém com um “carisma próprio para este tempo” que exige atenção ao mundo digital e a temas como a “crescente inteligência artificial”

Os próximos dias servirão para os cardeais se conhecerem, até porque o colégio é hoje muito diferente do passado, com muitas nomeações pouco habituais.

O próprio António Marto foi uma novidade, tendo sido nomeado depois da visita papal por ocasião dos cem anos das Aparições marianas de Fátima.

Hoje, “basta só observar a geografia eclesial de onde estes [cardeais] provêm. Antigamente a maioria era da Europa e a Igreja hoje deixou de ser eurocêntrica, é policêntrica”, com outras zonas onde o catolicismo é mais florescente, salientou.

Contudo, “mesmo que não nos conheçamos a todos, há figuras que sobressaem de entre as quais imagino eu que deve sair um Papa que siga esta linha do Papa Francisco, embora com o seu carisma próprio” e não uma “simples imitação”.

Sobre quais os nomes que se destacam, António Marto sorriu e limitou-se a dizer: “são segredos”.

Mas Marto também disse ter a certeza de que “não há clones e cada um tem o seu estilo”.

Francisco “veio no tempo próprio para a Igreja, para a renovação da Igreja, para a sua reforma mais evangélica e para a humanidade também” e “era um ponto de referência global para toda a gente, crentes e não crentes, católicos não católicos”.

Marto destacou algumas características pessoais de Francisco como a compaixão, “proximidade de todos e a todos, sem discriminação, ternura, não com o mero sentimentalismo mas no sentido da atenção e do acolhimento do outro”, como é exemplo a atenção aos migrantes, doentes e idosos.

Apesar disso, os ventos de abertura de Francisco irão continuar, como é o caso do processo sinodal, um programa de auscultação das bases da Igreja para discutir caminhos de modernização na relação com o mundo.

Nesses debates estão temas como a organização da cúria, questões fraturantes como o papel da mulher ou celibato dos padres, o papel dos divorciados recasados, entre outras.

“Tanto quanto me é dado a perceber, o caminho sinodal é para continuar”, mas “leva tempo”, afirmou Marto.

“Não vamos pensar que é como uma varinha mágica que se resolve os problemas da noite para o dia” após a eleição do sucessor de Francisco, afirmou o cardeal eleitor.

Entrevista: Cardeal Américo Aguiar admite sentir “medo” pelo “peso” de escolher sucessor de Francisco

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foto: Diocese de Setúbal (arquivo)

O cardeal Américo Aguiar admitiu, esta sexta-feira, que está a sentir o “peso” e o “medo” da decisão de escolher o sucessor de Francisco e que procura inspirar-se nas conversas anónimas dos peregrinos que estão por estes dias em Roma.

Nomeado cardeal por Francisco, o bispo de Setúbal tem estado nas congregações gerais, reuniões de cardeais, que antecedem o conclave e, no intervalo, procura preparar-se para a reunião eleitoral do sucessor do Papa, que morreu na passada segunda-feira.

“Começaram essas reuniões, começaram a chegar os cardeais de todo o mundo”, mas “nós não nos conhecemos, conhecemos umas dezenas deles, 20 ou 30”, mas, “a partir daí, ninguém conhece ninguém, o que é bom e que é mau”, explicou, em entrevista à Lusa.

“É bom, porque somos todos mais ou menos anónimos”, mas também existe um “sentimento de medo, de receio, de pequenez, quanto mais se aproxima a data” do conclave, admitiu.

E o sentimento de orgulho de ser cardeal desaparece, reconheceu em entrevista à Lusa, a última antes de se remeter ao silêncio.

“Não é falsa humildade é medo”, porque está em causa a “consciência da responsabilidade e do peso” da escolha de um sucessor do Papa.

“Quanto temos a possibilidade de estar mais ou menos informados, para além daquilo que é a realidade do nosso país, a realidade daqueles com quem nos relacionamos” e “vemos o que o mundo está a viver”, percebe-se “o quanto é pesada essa responsabilidade, porque a figura do Papa Francisco era até à data a figura sobrante”, naquilo que classificou como uma das poucas “vozes encantatórias” que eram “ouvidas transversalmente”.

“Acredito que a partir que a porta [do conclave] se fecha, o Espírito Santo” será “essencial”, disse Américo Aguiar, esperando que a “palavra-chave” desse “wi-fi” seja “fácil de descobrir” pelos cardeais.

Até lá, “o que nos é oferecido são estas reuniões diárias que temos todos uns com os outros, e oração”, mas “eu tenho aproveitado para andar a circular por aqui, na Basílica, na Praça com estas multidões”, para procurar entender “o cheiro das ovelhas, o cheiro da humanidade”.

Muitas vezes, o cardeal procura ouvir o que os grupos falam entre si. “Tentar ouvir o que é que as pessoas falam, ouvir as expectativas das pessoas é muito bonito”, no seguimento do exemplo do Papa que passeava por São Pedro, procurando assim mostrar “disponibilidade para ouvir junto de irmãos e irmãs, independentemente do seu credo, da sua religião, da sua proveniência”.

Sobre o que vai fazer no conclave, Américo Aguiar prefere não comentar. “No primeiro dia em que participei, fiz juramento e assinei um documento que dizia que não me pronunciava absolutamente nada sobre as congregações ou o conclave”, disse Américo Aguiar, que não se imagina a discursar da varanda, eleito Papa.

“Não, absolutamente”, porque o eleito deve ser alguém que tenha “poder e peso” que não cabe à sua geração, afirmou o cardeal de 51 anos, embora salientando que a decisão caberá sempre ao que considera ser a inspiração divina.

À “queima-roupa, entendo que deva ser alguém que tenha mais quilómetros, mais rodagem, mais perceção da geopolítica mundial e tudo isso”, mas “se o Espírito Santo apontar para o cardeal australiano, que tem 44 anos”, então “será ele”, exemplificou.

Já sobre o futuro da Igreja e o caminho de mudança introduzido por Francisco, Américo Aguiar tem mais certezas: o “Espírito Santo não tem marcha atrás”.

Entretanto, o tempo é de luto.

“Todos nós, e os portugueses de modo geral, certamente vamo-nos habituando dentro do que é possível à partida do Papa Francisco” e a “tristeza vai-se transformando em saudade”, acrescentou.

25 Abril: Três detidos, quatro pessoas identificadas e dois polícias feridos em Lisboa

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Três detidos, inclusive os líderes do Ergue-te e do grupo de extrema-direita 1143, quatro pessoas identificadas e dois polícias “ligeiramente feridos” é o balanço da operação policial de hoje associada ao 25 de Abril em Lisboa, revelou a PSP.

“Tivemos três detidos, ainda tivemos mais cerca de quatro pessoas identificadas e estamos a analisar também, neste momento, as imagens que foram recolhidas pelos órgãos de comunicação social para tentar identificar mais indivíduos que estiveram envolvidos nas agressões”, afirmou Iúri Rodrigues, comandante da 1ª Divisão Policial do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, em declarações aos jornalistas.

No âmbito das três detenções, a PSP está a analisar o enquadramento jurídico, processo que se prevê concluído ainda hoje, “daqui a algumas horas”, explicando que há duas situações que podem acontecer: “Ou são presentes amanhã [sábado] perante a autoridade judiciária competente, ou são notificados para depois fazerem a sua apresentação espontânea”.

Questionado se houve registo de cidadãos feridos, além dos dois polícias, Iúri Rodrigues disse que a PSP tem a indicação de “uma pessoa que foi identificada como vítima e que se deslocou à esquadra para apresentar a queixa”.

O comandante da PSP realçou a realização de “dois eventos que foram comunicados e que foram proibidos pela autoridade competente”, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), referindo-se a duas concentrações marcadas para o Martim Moniz, uma promovida pelo partido Ergue-te e grupos de extrema-direita e uma contramanifestação a essa mesma iniciativa.

Esses dois eventos justificaram a mobilização de um dispositivo policial para “fazer cumprir a ordem da autoridade administrativa, portanto a proibição” da realização dessas iniciativas, explicou Iúri Rodrigues, referindo que o partido Ergue-te tentou realizar a iniciativa no Largo de São Domingos, junto ao Rossio, e foi nesse local que se verificaram dois momentos de “elevada tensão”, que exigiram a intervenção da PSP.

O primeiro momento foi após a PSP ter notificado, verbalmente, o líder do Ergue-te, Rui Fonseca e Castro, de que “teria de fazer cessar o evento, porque caso não o fizesse, incorreria num crime de desobediência”.

“Infelizmente, apesar de ter sido reiterada, várias vezes, esta ordem, não cumpriu, pelo que foi dada, por ordem minha, a voz de detenção, tendo sido retirado no local”, declarou Iúri Rodrigues, acrescentando que, durante esse momento, pessoas que o acompanhavam insurgiram-se, o que motivou a intervenção da PSP e dois polícias ficaram “ligeiramente feridos”.

“Vão receber tratamento hospitalar por algumas escoriações”, apontou o comandante da PSP, acrescentando que, nesse âmbito, foi detido um outro cidadão “por ter praticado esses atos” de agressão.

O outro momento de tensão, segundo a PSP, foi quando houve no local, no Largo de São Domingos, “uma concentração bastante significativa” de um grupo que se opunha ao evento do Ergue-te, o que “dificultou bastante” a atuação policial, registando-se “algumas desordens, algumas agressões”.

“Tentámos atuar prontamente e efetivámos a detenção também de outro indivíduo que esteve envolvido na desordem e também ameaçou e tentou coagir uma jornalista, e fizemos a sua retirada no local, o que também fez com que houvesse novamente mais uma tensão, uma elevada tensão, que nos obrigou a intervir”, expôs o comandante da PSP, referindo ao líder do grupo de extrema-direita 1143, Mário Machado, que conta com um histórico de diversas condenações.

Sobre se a PSP tardou a intervir, o comandante disse que a atuação “é sempre muito dinâmica”, com a avaliação do risco e a escolha do “momento adequado”, em consideram que “a ordem tem mais condições para ser bem executada e para minimizar o risco de qualquer intervenção mais gravosa”.

Quanto ao tradicional desfile das celebrações do 25 de Abril, desde a Praça Marquês de Pombal até à Avenida Liberdade, “decorreu praticamente sem quaisquer incidentes”, adiantou Iúri Rodrigues, referindo que houve também um desfile que se concentrou no Largo do Rato e foi até à Praça do Comércio, onde se registou “a tentativa de arremesso de um ovo durante o desfile, que felizmente não acertou em ninguém”.

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