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Domingo, Julho 5, 2026
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Primavera começa hoje com temperaturas máximas até aos 24 graus

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A primavera começa hoje com previsões de céu geralmente pouco nublado e temperaturas a oscilar entre os 17 e os 24 graus Celsius em Portugal continental, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O equinócio de primavera começa às 21:24 horas (hora de Lisboa).

As previsões do IPMA para este primeiro dia de primavera são, para Portugal continental, de céu geralmente pouco nublado, tornando-se muito nublado no Minho e Douro Litoral no fim do dia.

Está também previsto vento fraco a moderado do quadrante leste, rodando para o quadrante oeste a partir da tarde, e neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais, em especial do litoral oeste.

As previsões apontam ainda para uma pequena subida da temperatura.

As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 4 graus Celsius (em Bragança) e os 12 (em Faro) e as máximas entre os 17 (em Viana do Castelo) e os 24 (em Évora e Beja).

Para o arquipélago da Madeira está previsto céu geralmente muito nublado, diminuindo temporariamente de nebulosidade durante a tarde, e possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos, em especial nas vertentes norte e nas terras altas e até final da manhã.

Está ainda previsto vento fraco a moderado de nordeste, soprando por vezes forte nas terras altas e nos extremos leste e oeste da ilha da Madeira, em especial a partir da tarde.

Nos Açores, para os grupos ocidental (Flores e Corvo) e central (S. Jorge, Faial, Pico, Graciosa e Terceira) o IPMA prevê períodos de céu muito nublado com boas abertas, chuva fraca ou chuvisco a partir da tarde, condições favoráveis à formação de neblinas e vento oeste bonançoso a moderado.

No grupo oriental (S. Miguel e Santa Maria) a previsão aponta para períodos de céu muito nublado com boas abertas e vento oeste bonançoso a moderado, rodando para sudoeste para o fim do dia.

No dia 21 de junho, a primavera dá lugar ao verão.

Enfermeiros do Hospital de Santarém exigem correções na contagem de pontos para progressão

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Os enfermeiros do Hospital Distrital de Santarém (HDS) estão hoje em greve, exigindo ser recebidos pela administração para resolver a forma como a instituição está a aplicar a legislação que prevê a atribuição de pontos para progressão na carreira.

Helena Jorge, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), foi uma das enfermeiras do HDS que se concentrou à entrada do hospital para demonstrar o descontentamento destes profissionais de saúde com a ausência de resposta da administração a um pedido de reunião feito em dezembro de 2022 e reiterado em janeiro de 2023.

Segundo o sindicato, o HDS foi o único hospital no país que não se reuniu com os enfermeiros, na sequência do pedido para “esclarecimento de dúvidas” relativas à aplicação do Decreto-Lei 80-B, de 28 de novembro de 2022.

“Este conselho de administração achou que não tinha dúvidas nenhumas”, disse Helena Jorge, lamentando que a presidente da administração do HDS, Ana Infante, “não dê muita importância aos enfermeiros”.

Helena Jorge afirmou que o processo de contabilização dos pontos para valorização e progressão salarial “está demoradíssimo” e “não está a ser feito de forma correta”, pelo que seria “importante” a realização da reunião “para contornar algumas coisas”.

Salientando que o SEP tem, “normalmente, uma postura construtiva e não destrutiva”, Helena Jorge reiterou o descontentamento por a administração “não querer ouvir a opinião” daquele que é “o maior grupo profissional” do HDS.

“Alguma coisa está mal na instituição e nós queremos que seja corrigida”, declarou.

Bruno Henriques disse à Lusa que começou a exercer a profissão em 2003 no Hospital dos Capuchos, em Lisboa, mas o HDS apenas contabilizou como tempo de serviço os anos a partir da sua colocação na instituição, em 2007.

“Ignoraram completamente os anos que tinha para trás, embora já tivessem no meu currículo essa ressalva, de que comecei em 2003. Até ao dia de hoje, continuam a ignorar a contagem correta dos pontos”, relatou.

O enfermeiro afirmou que deveria ter progredido duas posições, tendo apenas subido uma, estando a ser “penalizado mensalmente do ponto de vista financeiro”.

“De 20 em 20 dias mando um email e nunca tive qualquer tipo de resposta. No último email pedi uma resposta formal, que não deram. Continuo à espera”, acrescentou.

Helena Jorge acrescentou à insatisfação dos enfermeiros o facto de, afirmou, as enfermeiras em gozo de licença de maternidade não estarem a ser substituídas, sobrecarregando os outros profissionais de enfermagem.

Para a sindicalista, a administração do HDS devia “refletir” por que razão “o absentismo é cada vez maior” nesta unidade de saúde.

“Vimos de uma pandemia, ainda não conseguimos recuperar”, e, “qualquer dia, o volume de trabalho está como na pandemia”, acrescentou.

A Lusa questionou a administração do HDS, aguardando resposta.

Má saúde oral diretamente relacionada com 23 doenças e cinco tipos de cancros

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Má saúde oral diretamente relacionada com 23 doenças e cinco tipos de cancros | Saúde Oral

Uma má saúde oral está diretamente relacionada com 23 doenças sistémicas, entre as quais a diabetes, a obesidade e a asma, e cinco tipos de cancro, revela uma investigação hoje divulgada.

A conclusão faz parte do mais recente estudo “Uma revisão global da evidência que relaciona a saúde oral e as doenças sistémicas não transmissíveis”, publicado na Nature Communications pelo centro de investigação da Egas Moniz School of Health and Science e divulgado no Dia Mundial da Saúde Oral.

O relatório conclui que “uma saúde oral comprometida está diretamente relacionada com 23 doenças sistémicas e cinco tipos de cancro, nomeadamente o do pulmão, do pâncreas, da mama, da próstata, e da cabeça e do pescoço.

Entre as doenças que podem surgir em pacientes que tenham uma má saúde oral surgem a diabetes, doenças cardiovasculares, neurodegenerativas, reumáticas, inflamatória intestinal, e ainda, obesidade e asma, refere a Egas Moniz School of Health and Science em comunicado.

“Esta é a primeira investigação que, combinando toda a informação científica produzida mundialmente, demonstra existir associação entre a saúde oral e 28 patologias distintas, reforçando a importância que esta tem para a saúde em geral e justificando porque deve ser parte integrante do acompanhamento clínico”, salienta.

Segundo o investigador João Botelho, do Egas Moniz Center for Interdisciplinary Research, os resultados deste estudo coincidem com o Relatório Global de Saúde Oral da Organização Mundial de Saúde (OMS) 2022, que alerta para “a urgente necessidade de se incorporar definitivamente, não só cuidados de saúde oral, mas também a educação para a mesma nos sistemas de saúde”.

“Neste sentido, tendo por base a nossa investigação, pretendemos não só confirmar a correlação entre a saúde oral e outras patologias, mas também reforçar a importância do papel da medicina dentária como garantia da saúde em geral e da aposta na prevenção como complemento ao cuidado e tratamento”, sublinha João Botelho.

Para o investigador, esta questão é de “extrema importância” quando se verifica que “os cuidados de saúde oral, mesmo os básicos, não são acessíveis a todos”.

Segundo o Relatório Global da Saúde Oral da OMS, as doenças que afetam a cavidade oral são as mais comuns, afetando metade da população mundial.

Neste sentido, a investigação da Egas Moniz reforça a necessidade de prevenção de doenças sistémicas com impacto na qualidade de vida dos doentes, e estima que o número de doenças associadas à saúde oral negligenciada possa aumentar, consoante o número de estudos realizados.

Os investigadores alertam também para a prevalência destas patologias em Portugal, que atinge valores elevados quando comparada a outros países europeus.

Defendem ainda que medidas preventivas em saúde oral têm impacto económico, dando como exemplo que, só em 2018, a periodontite, doença que afeta as gengivas, causou uma perda económica na União Europeia estimada em 159 biliões de euros.

O Egas Moniz Center for Interdisciplinary Research tem atualmente 18 laboratórios totalmente equipados e de última geração, 80 membros integrados e mais de 100 colaboradores regulares.

Portugal perde com Geórgia e falha conquista do Europe Championship de râguebi

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Portugal perdeu hoje com a Geórgia por 38-11, na final do Europe Championship 2023 de râguebi, disputada em Espanha, no Estádio Nuevo Vivero de Badajoz, e falhou a conquista do segundo título europeu do seu historial.

Ao intervalo, Portugal perdia por 12-11, com um ensaio de Tomás Appleton (07 minutos) e duas penalidades de Simão Bento (29, 33), mas a Geórgia, após os toques de meta de Akaki Tabutsadze (14, 25), aumentou a vantagem na segunda parte, com ensaios de Shalva Mamukashvili (43), Guram Papidze (65), Demur Tapladze (71) e Guram Gogichashvili (79).

Os ‘lobos’, orientados pelo selecionador Patreice Lagisquet, procuravam o segundo título na competição, depois de se terem sagrado campeões europeus pela primeira vez em 2004, na altura, sob o comando técnico de Tomaz Morais.

Óbito/Nabeiro: Velório a partir das 12:00 de segunda-feira em Campo Maior

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As cerimónias fúnebres do empresário Rui Nabeiro, que morreu hoje aos 91 anos, vão decorrer na Igreja Matriz de Campo Maior (Portalegre), a partir 12:00 de segunda-feira, divulgou a família.

Em comunicado, a família do empresário indica ainda que a missa de corpo presente será realizada terça-feira, pelas 12:00, na Igreja Matriz de Campo Maior, seguindo-se o cortejo fúnebre em direção ao Cemitério Municipal de Campo Maior.

O empresário Rui Nabeiro, fundador do Grupo Nabeiro – Delta Cafés, morreu hoje vítima de doença, no Hospital da Luz, em Lisboa, disse à Lusa fonte do grupo.

“É com profundo pesar que a família Nabeiro informa que faleceu hoje, dia 19 de março, o comendador Manuel Rui Azinhais Nabeiro, presidente e fundador do Grupo Nabeiro – Delta Cafés”, pode ler-se num comunicado enviado pelo grupo.

O comendador Rui Nabeiro “encontrava-se hospitalizado no Hospital da Luz, devido a problemas respiratórios”, acrescentou a mesma fonte, referindo que “a data e o programa das exéquias serão oportunamente comunicados”.

Porcas e parafusos “fogem” à sucata e transformam-se em peças artísticas em Nandufe, Tondela

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Porcas e parafusos "fogem" à sucata e transformam-se em peças artísticas em Nandufe, Tondela | DR

Porcas, parafusos, correntes, rolamentos, molas e anilhas conseguiram “fugir” ao destino de irem parar à sucata pelas mãos de José António Antunes, que lhes deu nova vida, transformando-os em peças artísticas.

“Ninguém passa cartão a uma porca ou a um parafuso abandonados no chão, mas eu pego neles e faço uma construção”, contou à agência Lusa o serralheiro de Nandufe, no concelho de Tondela, que, em breve, pretende conseguir a carta de artesão.

Serralheiro desde a adolescência, José António Antunes, aos 51 anos, está a conseguir transformar em peças artísticas as ideias que lhe povoam a cabeça. Pondo em prática a expressão “lixo de uns, tesouro de outros”, das suas mãos já saíram dezenas de peças que tem levado a feiras de artesanato.

Do seu espólio atual, constam peças mais pequenas e simples, como flores ou crucifixos, e outras maiores e mais trabalhosas, como um barco e um chapéu de ‘cowboy’.

“É quase impossível eu repetir uma peça. Acho que nunca fica perfeita da primeira vez e acrescento sempre mais alguma coisa na vez seguinte”, referiu, acrescentando que também os materiais usados variam consoante o que tem disponível.

As ideias surgem-lhe em catadupa na cabeça, muitas das vezes quando vai a conduzir de regresso à oficina, depois de ter ido a algum lugar “assentar uma obra” do seu trabalho de serralheiro.

“Aparece-me na cabeça já a peça feita. É como se fosse uma fotografia. A primeira coisa que faço quando chego à oficina é alinhavar o projeto que eu tinha na cabeça, antes que fuja”, gracejou.

A partir desse momento, “é quase automático fazer essas ideias passarem para a realidade”, afirmou José António, acrescentando que a maior dificuldade é conseguir ter tempo para conciliar o trabalho de serralheiro, que é o que lhe garante um salário, com a sua veia de artesão.

A mulher, Graça Antunes, frisou à Lusa que a criatividade do marido “sempre esteve presente, mas nunca tinha sido estimulada”.

A reação das pessoas nas feiras de artesanato onde tem acompanhado o marido, nomeadamente em Tondela, Viseu e Aveiro, tem sido um incentivo para ele fazer cada vez mais e melhor.

A primeira vez que José António expôs as suas peças em público foi em setembro de 2022, quando acompanhou Fausto Dinis, outro artesão de Nandufe, no stand que este tinha na Feira Industrial e Comercial do Concelho de Tondela (FICTON).

“O nosso objetivo principal, por agora, é expor, ver qual é a reação das pessoas às peças. As pessoas passam uma primeira vez, olham, não devem perceber do que se trata e decidem voltar atrás e falar connosco”, recordou.

Segundo Graça Antunes, “há muitas pessoas que percebem que há ali qualquer coisa que marca a diferença e comentam que nunca viram nada parecido”.

José António Antunes sempre gostou de desenhar e de “pegar num canivete e num bocado de madeira e criar qualquer coisa”.

Há uns anos, uma cliente da zona de Lisboa pediu-lhe para fazer “uns puxadores e umas coisas mais elaboradas, mais minuciosas, diferentes do que habitualmente se vê”, e, sem saber, motivou-o a ir mais além em termos criativos.

As primeiras peças, que surgiram em 2018, foram contornos do rosto de uma mulher em ferro e bustos de mulher em anilhas, porcas e pregos, feitos com a intenção de enfeitar as paredes de casa.

“As reações das pessoas que vinham a minha casa eram muito boas, até pensavam que eu tinha comprado as peças nalgum lado”, contou.

O material que recicla é recolhido em sucatas ou arranjado por amigos que trabalham em oficinas e inclui também discos de embraiagem, correntes de mota e de bicicleta, chaves de parafusos e carretos que ganham novas funções.

A sua peça preferida e que, se vendesse, seria provavelmente a mais cara, é o chapéu de ‘cowboy’, que exibe orgulhosamente ao lado de uma pistola e de uma bota. Na sua cabeça, anda já a “magicar” um cinto para completar o conjunto.

“Sempre gostei de criar coisas. Imagino-as e depois meto-me a fazê-las. No fim até fico admirado e pergunto-me: como é que eu consegui?”, admitiu o serralheiro.

Para já, as peças são ainda “um passatempo para libertar a cabeça de outros trabalhos” que não exigem criatividade. São feitas “aos bocados”, à noite e ao fim de semana.

Neste momento, está a começar a ganhar forma um cão. José António comprou uma miniatura em plástico, que já “agigantou” para uma estrutura em arame que ajudará a dar forma à peça final.

“A estrutura de arame não vai ficar, é só um alinhamento para eu ter uma noção. Também usei esta técnica para fazer o chapéu e a bota”, explicou.

O cão vai, nos próximos tempos, dividir o espaço da oficina de José António com o alumínio que usa para fazer portas e o ferro que dará corpo aos gradeamentos de casas porque, pelo menos por agora, “é assim que tem de ser”.

“Gostava que esta parte da minha vida ocupasse bastante mais tempo, porque é uma forma de conseguir exercer a criatividade que não posso ter nos trabalhos que as pessoas me pedem na oficina. Qualquer serralheiro faz um portão, isto aqui é que já não”, afirmou, apontando, orgulhoso, para o chapéu de ‘cowboy’.

A3 reaberta ao trânsito após acidente com três feridos graves

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O trânsito na A3 foi hoje restabelecido às 06:00, depois de ter sido interrompido durante a madrugada no sentido Santo Tirso-Porto, devido a um acidente em que três pessoas ficaram feridas com gravidade, segundo a GNR.

A via foi encerrada ao trânsito durante a madrugada, na sequência de uma colisão entre três veículos ligeiros.

Um porta-voz do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto disse na altura que o alerta para o acidente foi dado pouco depois das 03:00.

Pelas 05:30, segundo a página da Proteção Civil, continuavam no local 23 operacionais dos bombeiros e da polícia, assistidos por 11 viaturas.

Morreu empresário Rui Nabeiro

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O empresário Rui Nabeiro, fundador do Grupo Nabeiro – Delta Cafés morreu hoje aos 91 anos, vítima de doença, no Hospital da Luz, em Lisboa, disse à Lusa fonte do grupo.

“É com profundo pesar que a família Nabeiro informa que faleceu hoje, dia 19 de março, o Comendador Manuel Rui Azinhais Nabeiro, presidente e fundador do Grupo Nabeiro – Delta Cafés”, pode ler-se num comunicado enviado pelo grupo.

O Comendador Rui Nabeiro “encontrava-se hospitalizado no Hospital da Luz, devido a problemas respiratórios”, pode ler-se no mesmo comunicado, enviado pelo Grupo Nabeiro.

Baixa de Coimbra mais perto de ser Bairro Comercial Digital

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Baixa de Coimbra mais perto de ser Bairro Comercial Digital | Município de Coimbra

A candidatura conjunta da Câmara Municipal (CM) de Coimbra, da Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra (APBC) e da CoimbraMaisFuturo à segunda fase da linha de financiamento “Bairros Comerciais Digitais” (do Plano de Recuperação e Resiliência – PRR), foi submetida hoje, dia 17 de março. Com o nome @Baixa Coimbra, a candidatura visa transformar esta zona da cidade num verdadeiro centro comercial ao ar livre, (re)conectado e adaptado às novas tendências do consumo e materializar a visão estratégica para a criação de uma Baixa de Coimbra 4.0.

Na primeira fase, Coimbra obteve a classificação de 4,7 valores (numa escala de 1 – fraco – a 5 valores – muito bom) e concorreu entre 187 projetos a nível nacional, sendo que apenas os que conseguiram um valor superior a três passaram para esta segunda fase (167). Das candidaturas, no mínimo 50 terão dotação financeira para implementarem os seus projetos até ao final de 2025.

“Estamos seguros de que esta candidatura irá dar um contributo decisivo para a transformação do centro histórico desta cidade”, afirmou o vereador da Economia da CM Coimbra, Miguel Fonseca. “Tenho a plena convicção, bem como todo o Executivo, que muito em breve estaremos a celebrar Coimbra como um dos 50 Bairros Comerciais Digitais de Portugal”, acrescentou.

O projeto @Baixa Coimbra visa a utilização de ferramentas digitais para gerar uma nova forma de relacionamento entre os comerciantes, os consumidores e o espaço público, contemplando, ainda, a criação de uma identidade visual comum. Pretende transformar a Baixa da cidade num verdadeiro centro comercial ao ar livre, mas também online, conectado e adaptado às novas tendências de consumo, onde os clientes poderão fazer as suas compras e usufruir do espaço. O projeto assenta num modelo colaborativo de cocriação, capaz de assegurar a valorização e digitalização do comércio local e a recuperação da economia.

A escolha da área urbana teve em conta a forte densidade de espaços comerciais e de prestação de serviços (836 estabelecimentos numa área de 24,5 hectares). Outro fator relevante é o facto de a candidatura ser apresentada por um consórcio, que é liderado pela autarquia, integrando também a associação empresarial APBC e a associação de desenvolvimento local CoimbraMaisFuturo.

Este consórcio está empenhado na revitalização da Baixa de Coimbra e do seu comércio tradicional e acredita que um processo de modernização, suportado nas tecnologias e no digital, permitindo, ao mesmo tempo, a vivência e usufruto do espaço, é uma das formas de alcançar esse objetivo. Neste caso, a tecnologia potencia o humanismo do Bairro.

A candidatura de Coimbra desenvolve um plano de ação – abrangente, inovador, integrador e colaborativo – que procura dar resposta às principais fragilidades e problemas identificados na Baixa de Coimbra, através de oito eixos de intervenção: @Baixa Conectada, @Baixa Atrativa, @Baixa Inteligente, @Baixa Colaborativa, @Baixa Capacitada, @Baixa Sustentável, @Baixa Dinâmica e @Baixa Coesa, num total de 46 ações que perfazem um investimento global elegível de 1.455.608 €, sendo o valor máximo elegível é 1,5 milhões de euros.

A par do desenvolvimento da cultura de Bairro e do destaque dado ao património e às indústrias criativas, no @Baixa Coimbra está prevista a introdução de mobiliário urbano inteligente – mupis, bancos com tecnologia que permite carregar telemóveis, painéis informativos para visualizar, em tempo real, os lugares de estacionamento existentes – o investimento em sistemas de informação digital e realidade aumentada, estando contemplada a operacionalização de uma Plataforma de Gestão Inteligente de apoio à tomada de decisão e monitorização da área de abrangência, na qual a sustentabilidade ganha lugar de destaque. A articulação com o Metrobus também é considerada.

O projeto pretende capacitar os comerciantes da Baixa para outras formas de venda para além da física (em loja), nomeadamente a digital e a híbrida (que conjuga as duas), promovendo e potenciando os seus negócios.

Esta iniciativa apresenta-se, assim, como uma oportunidade para Coimbra impulsionar o crescimento económico, promover a proximidade e a coesão territorial, bem como a digitalização dos operadores económicos e dos seus modelos de negócio, o comércio em linha e a integração digital das cadeias de abastecimento e escoamento.

Apesar de se tratar de um projeto com um horizonte temporal bem definido, a metodologia de implementação proposta assegura que serão criadas todas as condições para que as mais-valias geradas perdurem num período pós-projeto, muito além do seu término. Além disso, o trabalho conjunto desenvolvido no âmbito da candidatura pelo Município de Coimbra, a APBC e a CoimbraMaisFuturo já está a contribuir para construir uma visão estratégica e integrada da Baixa da cidade.

A dotação prevista neste aviso é de 52 milhões de euros (num mínimo de 50 mil euros e até 1,5 milhões de euros), sendo que o valor máximo de incentivo poderá vir a ser ajustado, em função da necessidade de garantir o cumprimento da meta da criação de 50 Bairros até 31 de dezembro de 2025.

Leiria: Nerlei organiza conferência sobre proteção da inovação

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A Associação Empresarial da Região de Leiria (Nerlei) realiza uma conferência sobre “Proteção da inovação nas empresas e nos consórcios” no dia 23, pelas 09:45, na sua sede, em Leiria.

“A conferência conta com a parceria e intervenções de especialistas da J. Pereira da Cruz, sociedade de consultoria especializada em propriedade intelectual (propriedade industrial, direitos de autor, entre outros), com mais de 70 anos de atividade e com reconhecida experiência e projeção nacional e internacional”, divulgou a associação.

Segundo a Nerlei, o tema “torna-se mais relevante numa altura em que os projetos, quer do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), desenvolvidos em consórcio, quer do Portugal 2030 (PT2030), apostam cada vez mais no apoio à investigação e desenvolvimento”.

A participação na sessão é gratuita, devendo as confirmações ser efetuadas na página na Internet da Nerlei.

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