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Segunda-feira, Julho 6, 2026
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Comunidade Intermunicipal lança este ano ‘metrobus’ para ligar Leiria à Marinha Grande

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A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) anunciou hoje o lançamento do ‘metrobus’, este ano, para ligar as cidades de Leira e Marinha Grande, projeto com uma estimativa inicial de investimento de 2,5 milhões de euros.

“Há condições de, ainda este ano, a operação estar lançada. Trata-se de uma operação a título piloto, para depois alargá-la a outros locais e densificar a oferta”, afirmou à agência Lusa o 1.º secretário executivo da CIMRL, Paulo Batista Santos.

Numa nota de imprensa, através da qual anuncia uma candidatura ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para o ‘metrobus’, a CIMRL referiu que, “no âmbito da designada Estratégia de Mobilidade Sustentável e Inteligente da Região de Leiria, a ligação entre as cidades de Leiria e Marinha Grande irá receber um novo projeto de mobilidade sustentável, com capacidade de reduzir a pegada carbónica dos usos individuais de viaturas, através da implementação de um metrobus’”, transporte coletivo sustentável com recurso a autocarros movidos a hidrogénio verde.

“O projeto também será alargado às ligações entre as cidades de Leiria, Pombal e Fátima, no concelho de Ourém”.

Segundo a CIMRL, o projeto-piloto “tem uma estimativa inicial de investimento de 2,5 milhões de euros”, a realizar pela Comunidade Intermunicipal em parceria com os municípios e “financiado parcialmente através de candidatura” ao PRR.

“Esta iniciativa conta com a parceria da empresa leiriense PRF, Gás, Tecnologia e Construção, SA, no desenvolvimento do projeto de instalação de ‘unidade de produção, armazenagem, abastecimento, mistura e injeção de hidrogénio’, para abastecimento de autocarros e aproveitamento do excedente” de hidrogénio verde, “para injeção e mistura na rede de gás natural, objetivo enquadrado no Plano Nacional de Hidrogénio”, esclareceu a CIMRL.

Para a CIMRL, “a mobilidade sustentável é uma prioridade e deve ser a nova base do crescimento do setor dos transportes, sendo essencial a existência de sistemas de transportes interconectados”.

A Comunidade Intermunicipal salientou que este projeto encontra-se enquadrado “na Estratégia de Mobilidade Sustentável e Inteligente da Região de Leiria e surge para incrementar o uso do transporte coletivo sustentável, numa região que regista um excessivo número de utilizadores de viatura própria para as deslocações entre casa-trabalho, acima de 80%, segundo a última publicação do INE [Instituto Nacional de Estatística] sobre ‘O que nos dizem os Censos sobre dinâmicas territoriais’, com base nos resultados do Censos 2021”.

O 1.º secretário executivo da CIMRL declarou que “há o projeto e a CIMRL vai realizá-lo com ou sem o dinheiro da candidatura” ao PRR, referindo que o parceiro tecnológico da Comunidade Intermunicipal “é o mesmo que desenvolveu o projeto em Cascais [distrito de Lisboa], entre outros locais”.

“A unidade de produção do hidrogénio verde ficará próxima da cidade de Leira e estará operacional este ano”, assegurou ainda Paulo Batista Santos.

A CIMRL integra os Municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

O Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal, a designada “bazuca”, tem o valor de 16,6 mil milhões de euros – 13,9 mil milhões de euros em subvenções e 2,7 mil milhões de euros em empréstimos.

Acusados de tráfico dizem no Tribunal de Leiria desconhecer tratar-se de canábis

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© Tribunal Judicial da Comarca de Leiria

Os dois arguidos que começaram hoje a ser julgados no Tribunal Judicial de Leiria acusados dos crimes de tráfico e outras atividades ilícitas agravado e de furto qualificado disseram desconhecer que se tratava de canábis.

“Vinha para cá plantar flores e não conhecia a planta. Nunca tinha visto canábis”, afirmou um dos arguidos, de 46 anos, com recurso a tradutor, explicando que fazia o que o patrão, seu compatriota e cujo nome não sabia, dizia.

De acordo com o despacho de acusação, os dois homens, estrangeiros e em prisão preventiva, foram detidos em abril de 2022, no concelho de Alcobaça, na posse de 48 quilogramas de canábis.

Segundo o despacho de acusação, os dois homens e outras pessoas cuja identificação o Ministério Público não conseguiu obter, desde data não apurada, mas antes de 01 de dezembro de 2019, na execução conjunta de um plano para a obtenção de ganhos monetários, “passaram a dedicar-se à plantação de plantas de canábis”, para venda e cedência a terceiros.

Os arguidos ocuparam uma habitação e um armazém na Estrada Nacional 8, em Alcobaça, tendo passado a viver naquela, enquanto que no armazém semearam plantas de canábis, “cujas sementes previamente haviam adquirido, adubaram-nas, regaram-nas e das mesmas cuidaram até atingirem a idade adulta e se encontrarem prontas para ser cortadas e transformadas em canábis, sob as formas de pólen, resina de haxixe e folhas, momento em que as destinariam a ser vendidas e cedidas a terceiros mediante contrapartida monetária”.

Para evitarem o dispêndio económico relativo ao consumo de energia elétrica necessária ao desenvolvimento da sua atividade, os arguidos, ou alguém a seu mando, “efetuaram uma ligação direta à rede de distribuição de energia elétrica”, pelo que entre dezembro de 2019 e abril de 2022 “beneficiaram da mesma sem efetuar o seu pagamento”, consumindo eletricidade no valor de 23.993,17 euros.

No total, “os arguidos mantinham na sua posse e disponibilidade 48.835 gramas de canábis/folhas e sumidades, equivalente a 19.534 doses individuais com um valor de mercado de 244.275 euros, considerando o valor de cinco euros/grama”, lê-se no despacho de acusação.

No início do julgamento, a procuradora da República pediu uma alteração não substancial dos factos, para corrigir este ponto, passando, de acordo com informação pericial, a ser 129.036 doses, tendo o tribunal coletivo remetido apreciação para sede de acórdão.

Este arguido explicou que veio para Portugal, primeiro para Lisboa, oriundo de Espanha a convite do referido patrão para “plantar flores”, com remuneração, casa e comida, assumindo que tratava das plantas, “mas não sabia o que eram”.

“Se soubesse não teria ficado lá”, garantiu, assumindo ainda que “estava tudo montado quando chegou cá”.

Este detido preventivo, que negou ter transportado plantas de canábis para outro local, trabalho que remeteu para o patrão, esclareceu que não semeava as plantas, mas regava, cortava e secava.

“Fiquei surpreendido [com as buscas]. Não sabia porque é que lá estava tanta polícia. Tive medo”, afiançou.

O outro arguido, de 45 anos, explicou que foi o patrão que levou os dois, que então não se conheciam, para Alcobaça, para “tratar de flores”, frisando que “não sabia que plantas eram aquelas”.

Este acusado assumiu que “regavam, às vezes cortavam e que faziam o que o patrão dizia”, mas desconhecendo tratar-se de canábis.

Na sessão, foram ouvidas diversas testemunhas, incluindo militares da Guarda Nacional Republicana, prosseguindo o julgamento à tarde.

Reclusos e guardas prisionais em Angra do Heroísmo sem água quente há três semanas

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Os reclusos e guardas prisionais da cadeia de Angra do Heroísmo, Açores, estão sem acesso a água quente há cerca de três semanas devido a uma avaria nas caldeiras, denunciou hoje o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional.

“Os nossos colegas não têm água quente vai para três semanas e os reclusos também não têm água quente”, adiantou, em declarações à Lusa, o coordenador de Lisboa e ilhas do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, Frederico Morais.

Segundo o sindicalista, os reclusos têm de aquecer a água em chaleiras para fazerem a higiene pessoal.

“Parece que estamos no tempo dos antepassados, em que tínhamos de aquecer a água no lume”, apontou.

Questionada pela Lusa, por escrito, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) confirmou a avaria e disse que a cadeia aguarda por uma peça para fazer a reparação das caleiras.

“A DGRSP informa que se avariou uma peça que alimenta o aquecimento da caldeira do Estabelecimento Prisional de Angra do Heroísmo. Peça essa que, após a avaria, foi imediatamente encomendada, aguardando-se a sua entrega e instalação”, adiantou fonte oficial da direção-geral.

O sindicato alega que faltam também condições de segurança no estabelecimento, inaugurado em 2019.

“Temos dois reclusos que são violentos. Há um deles que se encontra fechado numa cela 23 horas por dia, desde o mês de novembro, o que não é correto. Se é para estar fechado, teria de estar numa secção de segurança, porque não pode estar mais de 30 dias fechado numa cela de um estabelecimento prisional”, alertou Frederico Morais.

O sindicalista acusou a direção do estabelecimento prisional de “inércia”, por não fazer pressão junto da DGRSP para que o recluso em causa seja “transferido para o continente, para uma secção de segurança”.

A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais garantiu, no entanto, que “a segurança e disciplina do Estabelecimento Prisional de Angra do Heroísmo estão garantidas”.

“Todos os reclusos, cujos comportamentos incorrem em infrações disciplinares definidas na lei, são objeto dos procedimentos e sanções disciplinares legalmente previstas, estando o estabelecimento prisional dotado de celas disciplinares para o cumprimento das sanções de internamento em cela de separação e em cela disciplinar”, frisou.

Frederico Morais alertou, por outro lado, para a falta de efetivos no estabelecimento prisional de Angra do Heroísmo e para as pressões psicológicas a que os guardas prisionais estão sujeitos

“Nessa cadeia foi onde registámos, no país, o primeiro caso oficial de ‘burnout’ dos guardas prisionais”, adiantou.

A falta de efetivos não é um problema exclusivo do estabelecimento de Angra do Heroísmo, segundo o sindicalista, que aponta para a necessidade de 1.000 guardas em todo o país.

No entanto, há “um desgaste emocional” maior, devido à “pressão que a direção da cadeia tem sobre o corpo da guarda prisional”.

“Apesar de ser uma cadeia relativamente nova, a pressão psicológica que é exercida sobre os elementos do corpo da guarda prisional é enorme”, sublinhou.

GNR detém oito suspeitos de tráfico de droga em Lisboa, Santarém, Tondela e Viseu

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GNR - Guarda Nacional Republicana

Oito homens suspeitos de tráfico de estupefacientes nos concelhos de Lisboa, Santarém, Tondela e Viseu foram detidos pela GNR no âmbito de uma investigação que decorria há cerca de um ano.

Em comunicado, a GNR explicou que os suspeitos, com idades entre os 17 e os 24 anos, “dedicavam-se à venda direta do produto estupefaciente aos consumidores, nos concelhos de Carregal do Sal, Mortágua, Santa Comba Dão, Tondela e Viseu”.

Nos últimos dois concelhos, a venda era feita “junto a estabelecimentos de ensino”, referiu a GNR, acrescentando que “foi possível apurar ainda que existiram episódios em que ocorreram ameaças com recurso a armas de fogo”.

As detenções foram feitas na terça-feira pelo Comando Territorial de Viseu, através do Núcleo de Investigação Criminal de Santa Comba Dão, na sequência da investigação por tráfico de estupefacientes, ameaças, roubo e posse ilegal de armas de fogo.

“No seguimento da operação policial desenvolvida, foi dado cumprimento a oito mandados de detenção e a 18 mandados de busca, 14 dos quais domiciliárias e quatro em veículos, culminando na apreensão de diverso material e equipamento”, referiu a GNR.

Foram apreendidas 326 doses de haxixe, 16 de cocaína e 12 de canábis, 8,1 gramas de ‘crack’ e 5,93 de MDMA e 650 euros.

Segundo a GNR, a lista de apreensões integra ainda uma estufa e material associado ao cultivo de produtos estupefacientes, material informático, um veículo, uma arma elétrica (‘taser’), uma catana e um taco de basebol.

No âmbito desta ação, foram ainda constituídos arguidos três homens com idades entre os 17 e os 24 anos.

A operação policial contou com o reforço de militares dos Destacamentos de Intervenção de Aveiro, Coimbra, Guarda, Porto e Viseu e de militares da estrutura de Investigação Criminal de Coimbra, Lisboa, Viseu e da Divisão de Investigação Criminal, com o apoio da PSP.

Ucrânia: Costa alerta que é preciso prevenir consequências indesejadas de sanções

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O primeiro-ministro, António Costa, defendeu hoje que é fundamental manter as sanções à Rússia e Bielorrússia mas advertiu que é preciso assegurar que os países africanos e da América Latina não sofram “consequências colaterais indesejadas”.

“Não podemos, nunca, ignorar que nestas sanções à Rússia e nas sanções à Bielorrússia temos de preservar as condições para que todos os outros países terceiros, nomeadamente os países africanos e os países da América Latina, não sofram consequências colaterais indesejadas”, disse António Costa, pouco antes do início da reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, na Bélgica.

O primeiro-ministro português acrescentou que a UE tem de considerar a possibilidade de bloqueio da produção agrícola “por via destas sanções” e que isso tem influência na união entre os países – e que a UE quer alargar a mais Estados – que estão a pressionar a Rússia para acabar com o conflito na Ucrânia.

Dono do grupo Impala detido pela PJ por suspeitas de corrupção e burla

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O empresário Jacques Rodrigues, líder do grupo de comunicação social Impala, foi hoje detido pela Polícia Judiciária (PJ), numa operação que deteve outras três pessoas e fez buscas em vários pontos do território nacional, tendo sido constituídos 10 arguidos.

Fonte da PJ confirmou à Lusa informação adiantada pela CNN e revelou ainda que os restantes detidos são um filho do empresário, um revisor oficial de contas e um advogado.

De acordo com a nota de imprensa divulgada pela PJ, na operação intitulada “Última Edição”, levada a cabo pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC), estão em causa suspeitas da prática dos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, insolvência dolosa agravada, burla qualificada e falsificação ou contrafação de documentos.

“Durante a ação policial que se desenvolveu em Lisboa, Sintra, Cascais, Oeiras, Amadora, Santo Tirso, Porto, Matosinhos e Funchal, procedeu-se ainda ao cumprimento de quatro mandados de detenção fora de flagrante delito e à constituição de dez arguidos”, referiu a PJ, esclarecendo que foram realizadas oito buscas domiciliárias e 24 buscas não domiciliárias, das quais seis em empresas de comunicação social, quatro em gabinetes de revisores oficiais de contas e uma num escritório de advogados.

A PJ adiantou ainda que a operação visou a recolha de provas complementares e contou com o apoio de diferentes unidades desta força policial, envolvendo mais de 100 investigadores criminais e peritos, além da colaboração do Ministério Público, que tem o inquérito sobre esta matéria a correr no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Sintra.

“Em causa está uma investigação criminal cujo objeto visa um plano criminoso traçado para, entre o mais, ocultar a dissipação de património, através da adulteração de elementos contabilísticos de diversas empresas, em claro prejuízo de diversos credores, (…) os trabalhadores, fornecedores e o Estado, estando reconhecidos créditos num valor total de cerca de 100.000.000,00€ (cem milhões de euros)”, lê-se na nota divulgada.

A PJ salientou também a “forte indiciação” do desvio do dinheiro “para fora do território nacional, num montante global que ascenderá a largas dezenas de milhares de euros”.

Os quatro detidos vão agora ser presentes a juiz no Tribunal de Instrução Criminal de Sintra para o primeiro interrogatório judicial e para conhecer as medidas de coação.

A Impala, que detém as revistas Nova Gente e Maria, viu o Juízo de comércio de Sintra declarar em outubro a insolvência da Descobrirpress, de Jacques Rodrigues.

O grupo Impala tinha há vários anos litígios em tribunal por créditos salariais devidos a ex-trabalhadores.

Ourivesaria assaltada na cidade de Leiria, suspeitos em fuga

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PSP - Comando Distrital de Leiria

Uma ourivesaria na cidade de Leiria foi assaltada hoje de manhã e os suspeitos estão em fuga, disse à agência Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).

Segundo a mesma fonte do Departamento de Investigação Criminal de Leiria da PJ, tratou-se de um assalto consumado.

Fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP), a primeira força policial a chegar ao local, adiantou que o roubo ocorreu pelas 09:00 e que os suspeitos são dois homens.

De acordo com esta fonte da PSP, a PJ foi depois acionada.

O valor do roubo é para já desconhecido, estando os meios da PSP “no terreno a tentar localizar” os suspeitos, acrescentou.

O assalto foi feito sob “ameaça de arma de fogo” e demorou até dois minutos, referiu outra fonte da PSP.

Petição entregue na AR pede localização do novo hospital do Oeste até fim do mês

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© João Polónia/Notícias Em Direto

Uma petição com cerca de 27 mil assinaturas vai ser entregue na quinta-feira na Assembleia da República para pedir que a localização do futuro hospital do Oeste seja decidida pelo Ministério da Saúde até ao final deste mês.

A petição pede ainda que seja reconhecida a urgência da construção de um novo hospital na região Oeste.

O primeiro subscritor, José Augusto de Carvalho, disse hoje à agência Lusa que foram recolhidas cerca de 27 mil assinaturas para a petição ser discutida em plenário.

A petição, à qual a agência Lusa teve acesso, vem solicitar que seja reconhecida “a extrema necessidade e urgência na construção e entrada em funcionamento do novo hospital do Oeste” e as conclusões “técnicas e cientificamente sustentadas” do estudo elaborado pela Universidade Nova de Lisboa.

Os subscritores querem também que o Ministério da Saúde aprove a localização do novo hospital até ao final deste mês e divulgue o calendário das ações a tomar até ao lançamento do concurso público para a obra.

A petição recorda que “há mais de 20 anos” a população da região luta contra “deficientes cuidados de saúde”, por possuir “unidades hospitalares com instalações inadequadas e envelhecidas, equipamentos tecnologicamente ultrapassados e falta de profissionais, com excessiva rotatividade do pessoal médico, em grande parte tarefeiro e com manifesta sobrelotação na acessibilidade”.

Ao estudo “isento, objetivo, técnica e cientificamente inatacável”, os autarcas de Caldas da Rainha (independente) e Óbidos (PSD) “deram o dito por não dito, mandando às urtigas os compromissos que livremente todos haviam assumido, numa atitude divisionista, demagógica e irresponsável”, defendem os peticionários.

Na terça-feira, as câmaras das Caldas da Rainha e de Óbidos entregaram ao ministro da Saúde, Manuel Pizarro, um parecer técnico que defende que “a localização seja acompanhada de medidas de mitigação dos impactes sociais e económicos, que deverão ser devidamente enquadrados nos instrumentos de financiamento da Política de Coesão para o período 2021-2027 e pós 2030”.

Para o efeito, defenderam que a escolha da localização do novo hospital do Oeste deve envolver, além do Ministério da Saúde, os da Coesão Territorial e da Economia.

Em fevereiro, as assembleias municipais da maioria dos municípios da região Oeste aprovaram moções a apoiar a localização para o novo hospital definida (Bombarral) no estudo encomendado pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Oeste à Universidade Nova de Lisboa, segundo uma moção aprovada nas respetivas assembleias municipais.

Uma comitiva constituída pelos presidentes das câmaras das Caldas da Rainha e de Óbidos, partidos e movimentos cívicos daquelas cidades entregaram na Assembleia da República uma petição com 13.570 assinaturas, visando alargar os critérios de decisão da localização do novo hospital do Oeste e defendendo que a localização do novo hospital do Oeste seja na confluência dos concelhos das Caldas da Rainha e de Óbidos

A decisão final está a ser equacionada por um grupo de trabalho criado pelo Governo, cujo trabalho tem por base um estudo encomendado pela Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCim), que apontou o concelho do Bombarral como a melhor localização para a construção do novo hospital.

O novo hospital deverá substituir o atual Centro Hospitalar do Oeste, que integra os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, tendo uma área de influência constituída pelas populações dos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra.

Lezíria: Medida “Iluminar com LED” investe 587.000 euros em 10 concelhos

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

A Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) está a promover a medida “Iluminar com LED”, um investimento de 587.000 euros que vai substituir 9.488 lâmpadas e projetores pouco eficientes em 10 dos 11 municípios da região.

A medida, no âmbito da 7.ª edição do Plano de Promoção da Eficiência do Consumo de Energia (que comparticipa em 74%), permitirá a substituição de 9.488 equipamentos existentes por 9.105 equipamentos de tecnologia LED em 62 edifícios públicos, de serviços e equipamentos, (escolas, bibliotecas, edifícios sede de município, pavilhões desportivos, entre outros), afirma a CIMLT em comunicado.

“A implementação desta medida poderá representar uma redução anual de consumo na ordem dos 750 MWh [megawatt] e de 108 toneladas de emissões de CO2 [dióxido de carbono], sendo que este menor consumo poderá equivaler a uma redução de custos na ordem dos 200.500 euros/ano, face aos valores atuais da energia elétrica”, acrescenta.

Parecer técnico defende envolvimento dos ministérios da Coesão e da Economia na localização do hospital do Oeste

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Um estudo técnico entregue pela Câmara das Caldas da Rainha ao Governo defende que a escolha da localização do novo hospital do Oeste deve envolver, além do Ministério da Saúde, os da Coesão Territorial e da Economia.

O Parecer técnico-científico sobre as metodologias a adotar na definição da localização do novo Centro Hospitalar do Oeste, a que a agência Lusa teve hoje acesso, considera “indispensável” que o Ministério da Coesão Territorial, o Ministério da Economia, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) e a autoridade de Gestão do Programa Regional do Centro 2021-2027 “participem no processo de tomada de decisão da escolha de localização” do novo hospital.

A localização da nova unidade está a ser estudada por um grupo de trabalho criado pelo Governo e que deveria apresentar conclusões até ao final de março. A decisão está a ser avaliada com base num estudo encomendado pela Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCim) e que apontou o concelho do Bombarral como a melhor localização para a construção do novo hospital.

As câmaras das Caldas da Rainha e de Óbidos (distrito de Leiria), que contestam esta conclusão, entregaram na terça-feira ao ministro da Saúde, Manuel Pizarro, um parecer técnico que defende que “a localização seja acompanhada de medidas de mitigação dos impactes sociais e económicos, que deverão ser devidamente enquadrados nos instrumentos de financiamento da Política de Coesão para o período 2021-2027 e pós 2030”.

Recomenda-se que estes ministérios, além de participarem na decisão, “desencadeiem, em concertação com a OesteCim, a identificação de medidas de mitigação e reparação a implementar nos centros urbanos afetados, bem como dos recursos financeiros que as viabilizam”.

O documento, elaborado pelo Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano (CEDRU), recomenda uma “avaliação multicritério” das várias opções de localização, tal como tem sido defendido pelas duas autarquias que contestam o estudo da OesteCim, por considerarem, entre outras questões, que prioriza os critérios de distância e tempo na acessibilidade de todos os concelhos ao futuro hospital.

O documento agora entregue recomenda que a avaliação “deve ser antecedida pela definição, pelo Ministério da Saúde, da área de influência do Centro Hospitalar do Oeste”, a qual “deve ser coerente com a realidade da procura efetiva e ser enquadrada por um planeamento regional da oferta hospitalar que considera toda a região de Lisboa e Vale do Tejo, bom como a região de Leiria”.

A avaliação das localizações possíveis deve ainda, segundo o parecer, ser antecedida da identificação dos centros urbanos “que reúnem condições para acolher uma unidade hospitalar de âmbito regional”, realizada pela CCDRLVT.

O parecer foi enviado ao Ministério da Saúde e entregue à coordenadora do grupo de trabalho, a antiga ministra da Saúde Ana Jorge.

O novo hospital deverá substituir o atual Centro Hospitalar do Oeste, que integra os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, tendo uma área de influência constituída pelas populações dos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra.

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