18.2 C
Caldas da Rainha
Terça-feira, Julho 7, 2026
Início Site Página 834

Cave Story lançam sexta-feira álbum “menos imediato mas com mais atenção ao detalhe”

0

O álbum “Wide wall, tree tall”, terceiro registo de originais dos Cave Story, é lançado na sexta-feira e revela a banda das Caldas da Rainha mais madura e confiante, afirmou o vocalista Gonçalo Formiga.

Cinco anos depois de “Punk academics”, a banda volta às edições com um disco produzido durante a pandemia. O vocalista, guitarrista e produtor dos Cave Story avançou à Lusa que “Wide wall, tree tall” surge “menos imediato, mas com mais atenção ao detalhe”.

“O disco foi construído de uma forma diferente dos outros, porque foi feito nos dois anos em que havia muito menos concertos e muito menos possibilidade de estarmos juntos. E então as coisas foram construídas de forma diferente. É um disco menos imediato, mas com mais atenção ao detalhe”, disse o músico.

Entre as novidades, conta-se a nova baixista Bia Diniz, após a saída de Pedro Zina, que deixou Portugal, e, depois do “peso muito grande” dado às influências no álbum anterior – “não só musicalmente, mas também na nossa identidade” -, a banda das Caldas da Rainha reflete uma outra mudança.

“Claro que todas as referências estão sempre lá, mas aqui já nos sentimos nós, sem estarmos a fazer um culto às nossas referências da música independente ou ao DIY [‘do-it-yourself’] do punk e tudo isso. Talvez seja [um disco] mais maduro e confiante, nesse sentido”, avançou.

Em “Wide wall, tree tall”, fala-se sobre afirmação profissional e social dos músicos e artistas: “É a nossa forma de afirmar isso, mesmo que as pessoas continuem a perguntar: ‘Então, mas isso é uma carreira que dá? Dá alguma coisa?’. É um pouco isso que queremos explorar: essa ideia de que não interessa muito explorar se é uma carreira com sucesso. Temos a certeza que é uma carreira com valor e nós não podíamos ser outra coisa, porque é a nossa identidade”.

O nome do terceiro disco dos Cave Story – “Wide wall, tree tall”, em português “parede larga, árvore alta” – resulta da ideia de perspetiva, “de diferentes dimensões e de diferentes referências” que podem dar “diferentes resultados daquilo que se pode esperar”, independentemente de se tratar “de um assunto, de uma vida, de uma carreira”.

O álbum sai num momento em que os Cave Story completam uma década de existência.

“É um bocado chocante, na verdade, para nós, pensar que já passaram dez anos”, reconheceu o músico, mas “houve um grande crescimento”.

“Tínhamos 21 anos, ainda estávamos a descobrir muitas coisas e ao longo desse tempo fomos amadurecendo. Agora temos um novo disco e não podíamos estar mais satisfeitos”, resumiu Gonçalo Formiga.

“Wide wall, tree tall” é lançado na sexta-feira e depois os Cave Story seguem em digressão para o Porto, onde atuam no dia 14 de abril no Festival Termómetro, e no dia seguinte em Guimarães, no Westway Lab, e depois em Aveiro.

Para o dia 18 de maio há concerto agendado no B.Leza, em Lisboa, enquanto em junho há datas para Setúbal e Leiria. Até ao final do ano estão já confirmadas também atuações em Braga e Évora.

Gonçalo Formiga assume “muitas saudades” em voltar a palco: “É uma parte muito importante daquilo que nós fazemos. O facto de haver muito menos concertos não altera só as nossas expectativas da nossa vida financeira, mas também altera as nossas rotinas e a maneira de trabalhar. E isso acaba por enformar também a música e como a fazemos”.

Defesa: Costa promete melhorar condição dos militares e manutenção do equipamento

0

O primeiro-ministro assinalou hoje que estão no parlamento duas propostas do Governo para melhorar as condições de quem presta serviço nas Forças Armadas e aumentar de forma significativa o investimento na manutenção dos equipamentos.

As questões da Defesa Nacional estiveram em destaque na parte inicial da longa intervenção que António Costa proferiu nas Jornadas Parlamentares do PS, que decorreram em Tomar, distrito de Santarém.

Perante os deputados socialistas, o líder do executivo procurou salientar a importância das propostas do Governo de Lei de Programação Militar e a nova Lei das Infraestruturas Militares, dizendo que esta última “permitirá melhorar as condições de prestação de serviço de todos aqueles e aquelas que prestam serviço nas Forças Armadas”.

“E permitirá uma melhor gestão do património do Estado que tem estado afeto à Defesa Nacional, que deixa de ser útil para aquelas funções e que podem ser realocadas a novas, como a habitação pública, seja por parte do Estado, seja por parte dos municípios”, assinalou.

Em relação à Lei de Programação Militar, o primeiro-ministro considerou que, “além de permitir continuar a investir na aquisição de novos equipamentos, havendo um reforço para isso de 17% relativamente à anterior lei”.

“Mas apresenta sobretudo um grande investimento naquilo que essencial para se dar utilidade aos equipamentos adquiridos. Teremos um reforço de 96% no investimento em manutenção e modernização do equipamento existente”, realçou.

Neste ponto, António Costa deixou uma justificação: “De nada serve termos novos navios, novos aviões e novos helicópteros se depois não estiveram completamente operacionais”.

“Por isso, reforçar o investimento na manutenção e sustentação dos equipamentos é da maior importância e já está neste momento apresentado na Assembleia da República”, acrescentou.

Festival Internacional de Chocolate de Óbidos visitado por 120 mil pessoas

0
Festival Internacional de Chocolate de Óbidos visitado por 120 mil pessoas | Município de Óbidos

O Festival Internacional de Chocolate de Óbidos atraiu este ano 120 mil pessoas, divulgou hoje a organização numa balanço da edição dedicada à Banda Desenhada e que aumentou a vertente formativa.

O Festival Internacional de Chocolate de Óbidos encerrou no último domingo sagrando-se, segundo o presidente daquela autarquia do distrito de Leiria, Filipe Daniel, como “um marco nos eventos a nível nacional” porque é, nesta época do ano, “um dos acontecimentos que mais público atrai para a região, capitalizando economicamente o concelho e o Oeste”.

Sob o tema Banda Desenhada, o certame foi, nesta edição, “visitado por mais de 120 mil pessoas”, divulgou hoje a Câmara de Óbidos, num balanço em que Filipe Daniel assume a satisfação “pelo crescimento em conteúdos e da oferta que o festival proporcionou”.

“Mais esculturas, mais ‘chefs’, mais receitas, mais produtos em chocolate e mais formação” são alguns dos fatores a sustentar confiança do autarca para as futuras edições do evento, que considera contribuir para que o público “tenha boas experiências, independentemente de onde vem e do que procura”.

Citado numa nota de imprensa, o administrador da empresa municipal Óbidos Criativa (organizadora do festival), Ricardo Duque, destacou “a qualidade dos ‘chefs’, os muitos concursos e a grande aposta num formato de evento onde a formação é, cada vez mais, importante”.

“O crescimento dos conteúdos ligados à gastronomia e à pastelaria, nomeadamente com o aparecimento de vários programas temáticos nos media, e a importância que os ‘chefs’ têm como influenciadores, fazem com que o festival acompanhe estas tendências”, explicou Ricardo Duque, acrescentando que a organização está “já a pensar em como trabalhar para continuar a surpreender”, quer os visitantes quer os profissionais que participam no festival.

O Festival Internacional de Chocolate decorreu entre os dias 10 e 26 de março, às sextas, sábados e domingos.

Com um orçamento de 250 mil euros, usou 25 toneladas de chocolate e contou com a participação de 57 ‘chefs’ de pastelaria e bombonaria, entre os quais Sahima Hajat, vencedora do programa MasterChef em Portugal.

O evento teve ainda uma forte componente formativa, tendo tido a presença, no Salão do Chocolate, de escolas da área da pastelaria e hotelaria, do Politécnico de Leiria, das escolas do Turismo de Portugal e da Escola Profissional da Nazaré, bem como, pela primeira vez, a École Ducasse, uma escola francesa de referência internacional na arte da pastelaria e confeitaria.

O certame contou ainda uma exposição de esculturas e a criação de esculturas ao vivo, várias demonstrações e apresentações de produtos.

Comunidade muçulmana ismaili desconhece motivações do ataque

0

A comunidade muçulmana ismaili desconhece as motivações do homem que hoje de manhã entrou nas suas instalações em Lisboa, armado com um objeto cortante e que matou duas pessoas, deixando outra ferida, anunciou a estrutura.

As vítimas são duas mulheres, segundo fonte policial, e pelo menos uma era funcionária do centro.

O ataque ocorreu cerca das 11:30 quando decorriam aulas e outras atividades no Centro Ismaili, precisou o presidente do Conselho Nacional da Comunidade Muçulmana Ismaili, Rahim Firozali.

A polícia e o INEM foram chamados de imediato ao local e o atacante acabou por ser retirado do interior do centro, estando nesta altura a decorrer investigações por parte da Polícia Judiciária.

“A comunidade muçulmana ismaili está já a prestar todo o apoio aos familiares das vítimas, a quem apresenta as mais profundas condolências”, acrescentou o responsável, em comunicado enviado à agência Lusa.

O agressor foi transportado ao Hospital de São José (Lisboa), onde está a ser tratado aos ferimentos provocados pela intervenção da PSP.

Ataque no Centro Ismaili envolveu homem armado com “faca de grandes dimensões” – PSP

0

O ataque ocorrido hoje pelas 11:00 no Centro Ismaili, em Lisboa, foi realizado por “um homem armado com uma faca de grandes dimensões”, que foi detido pela polícia e conduzido ao hospital, indicou a PSP, em comunicado.

De acordo com uma nota da direção nacional da PSP, o ataque “com arma branca” no centro ismaelita, na Avenida Lusíada, foi comunicado à polícia às 10:57, tendo os primeiros agentes que responderam à ocorrência chegado ao local um minuto depois.

“Os polícias depararam-se com um homem armado com uma faca de grandes dimensões. Foram dadas ordens ao atacante para que cessasse o ataque, ao que o mesmo desobedeceu, avançando na direção dos polícias, com a faca na mão”, revela a PSP.

Face a esta “ameaça grave”, os agentes dispararam contra o atacante, “atingindo e neutralizando o agressor”, é acrescentado na nota.

Ainda segundo a PSP, do ataque resultaram “diversos feridos e, até ao momento, duas vítimas mortais”, tendo o atacante sido socorrido e conduzido a unidade hospitalar, “encontrando-se vivo, detido” e sob custódia policial.

A PSP apela à serenidade e tranquilidade dos cidadãos, salientando que foram “mobilizado os efetivos necessários para a implementação das medidas de segurança adequadas e urgentes”.

Fonte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) contactada pela Lusa disse ter recebido o alerta às 10:53.

“Há dois mortos a registar e dois feridos graves, um dos quais foi encaminhado para o Hospital de São José e outro, por meios próprios, para o Hospital de Santa Maria”, adiantou a mesma fonte.

Fonte do Centro Hospitalar Lisboa Norte indicou que o Hospital de Santa Maria recebeu um homem esfaqueado no tórax que chegou por meios próprios.

Por seu turno, fonte do Centro Hospitalar Lisboa Central adiantou à Lusa que o Hospital de São José recebeu um homem ferido nas urgências da unidade, não adiantando mais detalhes.

A Polícia Judiciária também está no local.

Morreram mais 6.100 pessoas do que era esperado em 2022 – INSA

0
foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Mais de 6.100 óbitos em excesso foram identificados em 2022 pelo Instituto Ricardo Jorge, que registou quatro picos de excesso de mortalidade, coincidentes com duas ondas de covid-19 e períodos de temperaturas elevadas ou frio extremo.

O relatório de Monitorização da Mortalidade de 2022, elaborado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e hoje divulgado, abrangeu o período entre 03 de janeiro de 2022 e 01 de janeiro deste ano e registou um total de 124.602 óbitos em Portugal. Pelo terceiro ano consecutivo foi ultrapassada a barreira das 124.000 mortes.

O estudo o INSA aponta para 6.135 óbitos em excesso, com quatro períodos de excesso de mortalidade, sendo que aquele que maior numero de mortes em excesso registou (2.401) coincidiu com períodos de calor extremo, identificados pelo sistema de vigilância ÍCARO.

Os períodos de óbitos em excesso identificados pelo INSA ocorreram entre 17 de janeiro e 06 de fevereiro; de 23 de maio a 19 de junho; de 04 de julho a 07 de agosto e entre 28 de novembro e 18 de dezembro.

No primeiro caso (17 janeiro a de 06 fevereiro), o INSA aponta para 891 óbitos em excesso (+12% em relação ao esperado), temporalmente coincidentes com uma onda de covid-19 e um período de temperaturas baixas, identificado pelo sistema de vigilância FRIESA como “período de frio extremo com efeito provável na mortalidade”.

O segundo período de excesso de mortalidade foi identificado entre 23 de maio e 19 de junho, com mais 1.744 mortes do que era esperado (+21%) e temporalmente é coincidente com uma vaga de covid-19 e um período de temperaturas “anormalmente elevadas para a época do ano”.

Entre 04 de julho e 07 de agosto foi registado o maior dos picos de excesso de mortalidade do ano passado, com mais 2.401 óbitos do que era esperado (25% de excesso). Neste caso, o INSA refere que coincidiu com períodos de calor extremo identificados pelo sistema de vigilância ÍCARO.

O último dos quatro períodos de excesso de mortalidade foi identificado entre 28 de novembro e 18 de dezembro, com 1.099 óbitos a mais do que seria esperado para esta época do ano (15 % de excesso) e coincidiu com o período epidémico da gripe, que no outono-inverno de 2022/23 “ocorreu mais precocemente do que nos anos anteriores”, refere o documento.

Os especialistas do INSA sublinham ainda que os impactos devido à gripe e covid-19 “terão sido inferiores ao observado noutros invernos”, embora os impactos observados no verão tenham sido superiores aos observados em anos anteriores – “ainda que dentro do esperado para a magnitude e duração dos períodos de calor registados”.

O INSA refere que foram observados períodos de excesso de mortalidade em todas as regiões, embora com diferente duração e magnitude.

A região Norte foi aquela em que se identificou um maior número de semanas de excesso de mortalidade (18), distribuídas por quatro períodos.

Tendo em conta a coincidência temporal, o INSA conclui que a maioria dos períodos de excesso de mortalidade identificados quer a nível nacional, quer a nível regional, terão estado potencialmente associados a fenómenos conhecidos por poderem ter impactos na mortalidade, designadamente as epidemias de gripe e covid-19 e os períodos de calor e frio extremos.

Alunos vão tocar o seu nome ao piano em projeto da Leiria Cidade Criativa da Música

0

Alunos de cinco estabelecimentos escolares do concelho de Leiria vão experimentar tocar piano num projeto que o município e a Cidade Criativa da Música promovem a partir de quarta-feira e que se estende até 2024.

“O som do teu nome – O piano vai às escolas” vai fazer circular um piano acústico doado à Câmara de Leiria durante este e o próximo ano letivo por cinco escolas e agrupamentos onde estão matriculados quase cinco mil alunos entre os 10 e os 17 anos, revelou a Leiria Cidade Criativa da Música.

“A ideia é fazer passar o piano por várias escolas diferentes e os miúdos poderem tocar um instrumento musical na vida, proporcionar essa experiência, que nem sempre acontece, sobretudo com um piano acústico, que é muito raro – só se apanha nas escolas de música e nos conservatórios”, explicou à agência Lusa o coordenador da Leiria Cidade Criativa da Música (LCCM).

Para Daniel Bernardes, “esse primeiro contacto [com o piano] já é uma vitória” e “exemplifica bem o papel que uma Cidade Criativa da Música deve ter no sentido de criar aqui várias pontes entre diversos intervenientes da sociedade civil”.

Em cada escola, os alunos serão desafiados a ‘tocar’ o seu nome num teclado, fazendo corresponder cada letra às teclas onde previamente, de forma aleatória, será colado um alfabeto.

“Vamos convidar os miúdos a ‘tocarem’ o seu nome no teclado – ver qual é a tecla que corresponde ao nome deles. E depois tocam esta melodia. Isto dá-lhes um pequeno jogo que permite um estímulo intelectual um bocadinho mais sofisticado do que o simples sentar e tocar”, notou o responsável da LCCM, que é também pianista e compositor.

Além desse contacto com o piano, a intenção é convidar os participantes a gravarem vídeos da experiência e a partilharem-nos nas redes sociais da LCCM.

“Isto tem potencial para que, no futuro, tenhamos um projeto com compositores profissionais”, antecipou Daniel Bernardes.

A partir destes “embriões” tocados pelos alunos, o músico acredita que será possível montar uma edição do Festival Cidade Criativa da Música, “quem sabe no próximo ano”, com “música de jazz, música contemporânea ou rock criado a partir destes pequenos trechos que os miúdos vão gerar no piano”.

Promovendo uma “dimensão participativa” e “uma comunhão grande entre público, performer e criador”, em Leiria acredita-se que possa acontecer um aluno ver em concerto uma obra tocada “por 30 pessoas em palco”, a partir de partitura que “o compositor esteve meses a trabalhar”, desenvolvendo o trecho que resultar da viagem pelo piano através das escolas.

“É um círculo que se cria entre todos os intervenientes do espetáculo musical” e “o potencial é vasto”, sublinhou Daniel Bernardes.

“Fazendo uma metáfora, é dar a hipótese aos miúdos de, fazendo o esboço de uma casa, depois entregar esse esboço a um arquiteto profissional que vai tratar de fazer um plano profissional para a construir”, concluiu.

“O som do teu nome – O piano vai às escolas” arranca na quarta-feira à tarde na Escola Secundária Afonso Lopes Vieira, na União das Freguesias de Marrazes e Barosa, em Leiria.

Participam ainda a Escola Secundária Domingos Sequeira, Escola Básica e Secundária Henrique Sommer, da Maceira, a Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Rainha Santa Isabel, na Carreira, e a Escola Secundária Rodrigues Lobo.

Obras do promontório da Nazaré vão ser explicadas pela APA à população em abril

0

O projeto de estabilização das Arribas da Nazaré vai ficar disponível na Internet e será explicado em sessão pública no dia 04 de abril, anunciou hoje a Câmara Municipal, após uma reunião com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Em causa está a obra de estabilização das arribas da Nazaré, um investimento de quase 1,7 milhões de euros, que prevê intervenções na zona do Bico da Memória, um local emblemático ligado à lenda do Milagre da Nazaré.

Numa petição lançada em 16 de março, o Movimento Cívico Pela Defesa do Promontório contestou que o projeto não tenha sido apresentado à população e manifestou preocupação de que a obra possa pôr em risco aquele património “material e imaterial de imenso valor para os nazarenos”.

Face à polémica em torno no projeto, o presidente da câmara, Walter Chicharro (PS), reuniu-se hoje com a APA, que se comprometeu a participar “numa sessão pública de apresentação do projeto onde as pessoas poderão colocar todas as suas dúvidas”.

Ainda segundo o que o autarca adiantou na reunião do executivo camarário, a APA acedeu a outra solicitação do município, no sentido de “criar um página, na Internet, onde todo o projeto passe a estar disponível para ser consultado por todos”.

Entre as críticas apontadas, o movimento de defesa do promontório destacava a alegada destruição de um muro secular e a construção de uma plataforma metálica no Bico da Memória.

Num esclarecimento escrito enviado à Lusa em 17 de março, a APA garantiu que a intervenção a realizar no Bico da Memória foi aprovada pela Direção-Geral do Património Cultural e respeita o enquadramento patrimonial e paisagístico do local.

Na reunião de câmara realizada hoje, o vereador do Ambiente, Orlando Rodrigues, apresentou uma cronologia do projeto que se arrasta há décadas, mas o vereador da CDU, João Delgado, contrapôs com outra versão do processo, que levou à adjudicação da obra em janeiro deste ano.

“Fizemos uma cronologia em que provámos que houve informações que não chegaram à população”, afirmou João Delgado, considerando que a “grande questão de fundo” são os esclarecimentos e a possibilidade de “discutir coletivamente soluções que possam impactar o menos possível aquela zona”.

A empreitada, com um prazo de conclusão de oito meses, decorre no Sítio da Nazaré, entre o ascensor e o Largo de Nossa Senhora da Nazaré, e na área superior ao túnel do ascensor.

A obra inclui a remoção de muros existentes e a criação de uma nova barreira com perfis metálicos, a limpeza de vegetação, a criação de um sistema de caleiras de pavimento para recolha de águas pluviais e a criação de uma plataforma suspensa no Bico da Memória.

Na zona superior ao ascensor, além da limpeza e da remoção de vegetação, serão feitos muros em alvenaria e será colocada uma rede metálica de proteção reforçada. Será também criada uma barreira dinâmica flexível para proteção do canal do ascensor e uma vala de escorrência de águas pluviais.

Evento de mobilização cívica: “Vozes pelo Hospital”

0
Dia 1 de Abril, Caldas da Rainha

“Vozes pelo Hospital – Em Defesa da Saúde no Oeste” é uma iniciativa que se realiza no próximo dia 1 de Abril, a partir das 16h30, no Largo do Hospital Termal, em Caldas da Rainha. A ação conta com o apoio do Município de Óbidos.

Trata-se de uma mobilização cívica em defesa da saúde no Oeste, e em prol da localização do novo Hospital do Oeste em Caldas da Rainha/Óbidos, contará com diversas intervenções políticas, atuações musicais de vários artistas da região, um momento de intervenção livre do público e culminará numa vigília em apoio à causa. A participação no evento é livre.

Leiria: Concerto com Ensemble de Metais assinala Dia Nacional dos Centros Históricos

0

O Ensemble de Metais de Leiria realiza um concerto, esta terça-feira, dia 28 de abril, às 18 horas, na Cidade Criativa da Música – Centro Cívico, um evento dedicado ao Dia Nacional dos Centros Históricos, que se comemora nesta data.

Organizado pelo Município de Leiria este concerto tem como objetivo recentrar a importância do Centro Histórico enquanto elemento incontornável da cultura e património de Leiria, destacando o seu elevado valor histórico, bem como, um enorme potencial de oportunidades para a atividade cultural e artística.

A entrada é gratuita. Informações através do email leiriacreativecity@cm-leiria.pt ou do telefone 244 845 610 (chamada para rede fixa nacional).

O Ensemble de Metais de Leiria

A ambição e a resiliência são a principal fonte de motivação para um desempenho artístico de excelência. Dada a escassez de performances, inovar torna-se prioritário.

Assim, surge o Ensemble de Metais de Leiria. Formado por músicos leirienses que, movidos pelo entusiasmo e o gosto pela música, interpretam os vários períodos da história da música, desde o renascimento ao contemporâneo.

O Dia Nacional dos Centros Históricos comemora-se anualmente a 28 de março, na data do nascimento de Alexandre Herculano, seu patrono.

Formalmente criado em 28 de março de 1993, esta dia, passou rapidamente a ser assinalado pela maioria das autarquias portuguesas com Centro Histórico.

Neste dia os monumentos e outros espaços dos centros históricos estão abertos ao público, que os podem visitar gratuitamente, entrando em contacto com o passado destes locais.

Optimized by Optimole