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Terça-feira, Julho 7, 2026
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Livre solidariza-se com greve dos trabalhadores da agência Lusa

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O Livre solidarizou-se hoje com a greve dos trabalhadores da agência Lusa que tem início esta quinta-feira, defendendo que esta é uma “luta por uma informação em português, independente, isenta e de qualidade”.

Em comunicado enviado à imprensa, o partido representado no parlamento pelo deputado único, Rui Tavares, defende que “a democracia não sobrevive sem uma comunicação social forte e de largo alcance”.

“A força e a persistência da luta dos trabalhadores da Lusa já alcançaram frutos, mas reunidos em plenário os trabalhadores decidiram, de forma esmagadora, pela greve de quatro dias, exigindo maiores aumentos depois de mais de uma década sem aumentos salariais reais”, lê-se no texto.

O Livre acrescenta que “sem imprensa livre e forte a democracia não está completa e sem dignidade salarial é cada vez mais difícil para as centenas de trabalhadores da Lusa continuarem o seu trabalho”.

Os trabalhadores da Lusa aprovaram hoje em plenário manter a greve de quadro dias, a partir de quinta-feira, depois de a administração ter atualizado a proposta de aumentos salariais e os sindicatos apresentado uma contraproposta.

De acordo com um comunicado dos sindicatos representativos dos trabalhadores da Lusa, foi ainda ratificada a redução de 120 para 100 euros da proposta de aumento salarial, que faz parte da contraproposta entregue à administração na terça-feira.

Na segunda-feira, “os sindicatos representativos dos trabalhadores da agência Lusa foram informados da contraproposta da administração, que subiu o valor da atualização salarial dos iniciais 35 euros para 74 euros”.

Entretanto, os sindicatos apresentaram uma nova proposta para um aumento salarial de 100 euros.

A greve da agência de notícias decorre nos dias 30 e 31 de março e 01 e 02 de abril.

Na quinta-feira, haverá concentrações entre as 10:00 e as 13:00 em frente à sede da Lusa, em Lisboa, e em frente à delegação do Porto.

No dia 31, está prevista uma concentração em frente à residência oficial do primeiro-ministro, entre as 11:00 e as 13:00.

“Os sindicatos já deram conhecimento à administração da resolução assumida pelos trabalhadores e manifestaram disponibilidade para continuar a negociar e suspender a greve se a administração for ao encontro das expectativas dos trabalhadores”, lê-se no comunicado.

Os deputados da comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto aprovaram hoje a audição do presidente do Conselho de Administração da Lusa, após requerimentos entregues por PSD, Chega e BE.

Já a audição do ministro das Finanças, Fernando Medina, proposta pelo BE, e a do ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, requerida por bloquistas e Chega, foram chumbadas.

Portugal vai bater sucessivamente nos próximo anos recordes de investimento

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DR

O primeiro-ministro afirmou hoje que, nos próximos anos, Portugal vai alcançar sucessivamente novos recordes de investimento, num discurso em que destacou a importância estratégica da zona industrial e logística de Sines.

António Costa falava no final de uma sessão sobre o projeto de expansão do complexo industrial de Sines, com duas novas unidades industriais da Repsol Polímeros – um investimento, nesta primeira fase, de 657 milhões de euros.

“Em junho de 2025, estas fábricas estarão a produzir e a exportar os polímetros”, declarou o líder do executivo, tendo a ouvi-lo os ministros dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, das Infraestruturas, João Galamba, da Economia, António Costa Silva, e do Ambiente, Duarte Cordeiro, assim como a embaixadora de Espanha.

O primeiro-ministro frisou depois que “este é o maior investimento industrial dos +últimos dez anos”.

“No ano passado, alcançou-se um novo recorde e estamos a caminho para que nos próximos anos se alcancem sucessivos recordes de investimento. Não nos podemos satisfazer com o investimento já concretizado, temos de continuar a trabalhar para que o potencial de investimento possa prosseguir”, afirmou.

Nesta sessão, integrada no primeiro de dois dias da iniciativa “Governo + Próximo”, dedicada ao distrito de Setúbal, António Costa realçou que o porto de Sines é “um dos maiores da Europa e, seguramente, o que tem melhor localização para todo o tráfego no Atlântico Sul, na rota do Cabo e com convergências com as rotas do Mediterrâneo”.

“Este sistema logístico é complementado com a nova linha ferroviária, que entrará em pleno funcionamento no início do próximo ano e que permitirá, por exemplo à Repsol, exportar aquilo que produz por comboio para Tarragona e daí para toda a Europa. É uma infraestrutura da maior importância”, sustentou.

Ainda de acordo com o primeiro-ministro, Sines deverá ser “um dos maiores polos de produção de energia renovável”.

“E esse é um dos grandes fatores de atração de novas indústrias. E este investimento da Repsol é um dos melhores exemplos do que é a descarbonização da indústria. A indústria química é fortemente consumidora da energia, mas a Repsol vai desenvolver um projeto de hidrogénio e assegurar polímeros recicláveis e verdes”, acrescentou.

Município de Abrantes disponibiliza 850 mil euros para apoio a coletividades

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A Câmara Municipal de Abrantes, no distrito de Santarém, vai disponibilizar mais de 850 mil euros para apoio a atividades culturais, sociais, de juventude, desportivas e de investimento, anunciou hoje a autarquia.

Em comunicado, o município presidido por Manuel Jorge Valamatos (PS) indica que as medidas surgem no âmbito do programa FinAbrantes – Programa de Apoio a Coletividades do Concelho de Abrantes, e irão chegar a 78 instituições, num total de 175 projetos aprovados, através de protocolos assinados na terça-feira, na Casa do Povo de Rio de Moinhos.

“Este é um momento muito importante para a comunidade”, salienta o autarca, citado na nota.

Ainda segundo Manuel Jorge Valamatos, “desde a criação do FinAbrantes”, em 2015, e com um investimento global de mais de cinco milhões de euros, o objetivo central é o de “incentivar o desenvolvimento de projetos que contribuam para promover a prática desportiva, cultural, o associativismo juvenil e a inclusão social”.

O FinAbrantes é um programa municipal de incentivo a entidades concelhias que tem como objetivo manter e apoiar as atividades de entidades nas áreas da cultura, desporto, recreio, juventude e intervenção social, de forma regular e diversificada, sendo consideradas pela autarquia “pilares fundamentais de coesão social e de apoio aos interesses e necessidades” de cada cidadão.

“Este ano, foram concedidos mais de 850 mil euros a 78 associações, clubes e instituições locais para que, através dos 175 projetos aprovados, possam continuar a dinamizar e a contribuir para uma vida mais ativa por todo o concelho”, acrescenta Manuel Jorge Valamatos, salientando que o pacote de apoios volta a englobar uma verba de 300 mil euros proveniente da rubrica do Orçamento Participativo, que está suspenso.

Hospital de Santarém prevê investimentos de 22 milhões de euros de 2023 a 2025

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O plano de atividades e orçamento (PAO) para o triénio 2023-2025 do Hospital Distrital de Santarém (HDS), com investimentos previstos de 22 milhões de euros, foi aprovado pelo Ministério das Finanças, anunciou hoje a instituição.

Em comunicado, a presidente do conselho de administração, Ana Infante, realça o facto de o HDS ser o primeiro hospital a ver o seu PAO aprovado pelas Finanças e sublinha que é “um instrumento de gestão essencial”, por permitir “contratar os profissionais de saúde definidos no plano como indispensáveis à prestação de cuidados e fazer os investimentos sem que seja necessário solicitar autorização às tutelas, como acontecia anteriormente”.

Do valor global do plano de investimentos para o triénio, está prevista uma verba de 6,8 milhões de euros para 2023 (65% da responsabilidade da instituição e 27% de fundos comunitários), com destaque para a melhoria do equipamento médico e a requalificação de serviços, iniciada em 2022.

A rubrica prevê a requalificação de cinco enfermarias e aquisição de equipamentos para substituir os que se encontram obsoletos, como um microscópio para a Oftalmologia (140.000 euros), um ‘fibroscan’ (98.000 euros) ou uma torre de laparoscopia (100.000), além da continuação da substituição de camas antigas (algumas da origem do HDS, há 37 anos) por camas elétricas (105.280 euros).

No documento é salientada a importância do ‘fibroscan’ para a Unidade de Doenças Infecciosas do HDS, a qual “trata grande número de doentes com Hepatite C crónica” e tem em curso um projeto para consultas descentralizadas no Estabelecimento Prisional de Torres Novas para microeliminação da infeção pelo vírus nos reclusos.

O plano prevê, ainda, a requalificação, em 2024 e 2025, da Unidade de Cuidados Intensivos, que não cumpre atualmente os requisitos legais, respondendo às aspirações “de muitos anos” dos seus profissionais, num investimento global de 6,1 milhões de euros que o HDS quer candidatar a fundos comunitários.

A construção de um ambulatório do Departamento de Psiquiatria de Adultos e Infância, no valor de 1,2 milhões de euros, a candidatar ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), é outro projeto apontado.

Entre os projetos elencados encontram-se igualmente obras no serviço de Anatomia Patológica, a instalação do Gabinete Médico-Legal e melhoria nas infraestruturas (redes de água e eletricidade) e nas novas tecnologias.

O HDS quer também desenvolver projetos para “dar uma resposta articulada à população”, como a referenciação de doentes não urgentes para os cuidados de saúde primários, a dispensa de medicamentos de proximidade, o aumento da resposta na hospitalização domiciliária ou a realização atempada de exames a doentes em situação pré-operatória ou de início de tratamentos oncológicos.

O Hospital de Santarém serve uma população de 183.300 habitantes de nove concelhos do distrito, caracterizados pela dispersão rural e população envelhecida, prestando cuidados à população de outros concelhos da região em especialidades como cirurgia vascular, dermatologia, infecciologia, psiquiatria ou radioterapia oncológica, de acordo com a instituição.

Vila Real Santo António em risco de perder património devido a penhora

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O presidente da Câmara de Vila Real de Santo António advertiu hoje que a autarquia “está em vias de perder” património, como o edifício dos Paços do Concelho, por incumprimento de empréstimos bancários contraídos entre 2007 e 2009.

A autarquia (PS) foi alvo de uma execução de penhora por parte do BCP, que coloca também o complexo desportivo e o parque de campismo de Monte Gordo em risco, após terem sido dados como garantias de empréstimos contraídos pela empresa municipal Sociedade de Gestão Urbana (SGU), entretanto extinta, passando a dívida e funcionários para a autarquia.

A Câmara do distrito de Faro informou hoje que este património foi alvo de uma “execução de penhora por incumprimento de cinco empréstimos contraídos nos mandatos anteriores, no período 2007 a 2009 [maioria PSD], no valor de mais de 32 milhões de euros”, cujos incumprimentos foram “suprimidos com sucessivos aditamentos que agravaram as condições inicialmente contratualizadas”.

Em declarações à agência Lusa, Álvaro Araújo lamentou que estes empréstimos estejam a impedir o visto do Tribunal de Contas ao Plano de Apoio Municipal (PAM) e o desbloqueio de uma verba de cerca de 36 milhões de euros, que permitiria à autarquia fazer frente ao incumprimento na base da penhora.

“Estamos em vias de perder a casa da Câmara, o complexo desportivo, o parque de campismo, o edifício onde está o Pestana [unidade hoteleira no centro histórico da cidade], e isto parece que não interessa a ninguém. Ninguém se preocupa, temos passivo de 180 milhões de euros e não se passa nada”, lamentou, classificando como “vergonhosa” a situação de incumprimento registado ao longo de anos.

Álvaro Araújo explicou que a autarquia foi notificada “de que o BCP iria executar a penhora” porque “estava há muito tempo à espera do visto do Tribunal de Contas no PAM”, pendente desde 2019 e que o município também aguarda para aceder ao montante financeiro pendente.

“Como o visto tarda em chegar, decidiram executar a penhora”, criticou, salientando que o pedido de visto para o PAM foi arquivado pelo Tribunal de Contas por falta de resposta a um pedido de esclarecimentos feito à autarquia, mas que foram remetidos à antiga presidente do município.

O autarca disse que o município ainda pôde voltar a submeter o PAM a visto, mas uma auditoria do Tribunal de Contas à internalização da SGU, que “concluiu que a internalização da SGU poderia não ser legal”, e a falta de informação sobre empréstimos têm estado a atrasar uma decisão favorável para libertação de uma nova verba para apoio financeiro.

“Pelos vistos, a internalização só pode existir, se internalizar serviços, ora a empresa municipal já não tinha serviços [tinham sido concessionados, como a água e o saneamento] e a única coisa que internalizou foi pessoas, os funcionários, e obviamente a dívida”, justificou o presidente da Câmara.

Álvaro Araújo sublinhou que os empréstimos em causa “não tinham visto do Tribunal de Contas” e o município também apresentou essa informação, esperando agora por uma decisão favorável para poder aceder à verba e recuperar o controlo sobre o património em causa.

“Estão sensibilizados para o nosso trabalho, sabem que não somos nós os responsáveis por este estado de coisas, e estamos convencidos de que os juízes do Tribunal de Contas vão dar o visto ao PAM para que possamos amortizar a dívida do BCP e não tenhamos esta situação. Mas não podemos, neste momento, é esconder da população e das entidades deste país”, concluiu.

Prisão preventiva para dois suspeitos de tráfico de droga nos distritos de Leiria e Coimbra

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A Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou hoje ter detido três pessoas suspeitas de tráfico de droga nos distritos de Leiria e Coimbra, sendo que a duas delas foi determinada a prisão preventiva.

Em comunicado, a GNR adiantou que as detenções, de dois homens e uma mulher, com idades entre os 40 e os 50 anos, ocorreram no domingo, por tráfico de estupefacientes, nos concelhos de Alvaiázere e Figueiró dos Vinhos (distrito de Leiria) e de Penela e Coimbra.

“No âmbito de uma investigação, envolvendo o tráfico de produtos estupefacientes, que decorria há cerca de 10 meses, os militares da Guarda realizaram diligências policiais que culminaram com o cumprimento de 11 mandados de busca, cinco domiciliárias, cinco em veículos e uma em armazém”, referiu a GNR.

No decurso das buscas foram apreendidas 238 doses de cocaína, 318 doses de haxixe, 23 doses de heroína e três doses de canábis.

Segundo a GNR, foram igualmente confiscadas uma espingarda, uma pistola, três munições, 1.090 euros, seis balanças digitais, cinco telemóveis, três facas com produto estupefaciente e outros artigos alegadamente utilizados “na preparação/distribuição de doses individuais de produto estupefaciente”.

Os dois homens foram presentes na terça-feira a primeiro interrogatório no Tribunal Judicial de Leiria, tendo-lhes sido determinada como medida de coação a prisão preventiva.

Já a mulher ficou sujeita a termo de identidade e residência e os factos remetidos ao tribunal.

Fonte da GNR esclareceu à Lusa que os detidos não têm profissão conhecida, morando na zona de Coimbra e Penela.

Esta ação, do Núcleo de Investigação Criminal de Pombal, contou com o reforço de militares da estrutura de Investigação Criminal do Comando Territorial de Leiria, da Unidade de Intervenção da GNR e, ainda, com o apoio da Polícia de Segurança Pública de Coimbra, acrescentou o comunicado.

Demitiu-se membro mais influente do organismo do Vaticano de luta contra pedofilia

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Vatican News

O membro mais influente do organismo do Vaticano responsável pela luta contra a pedofilia na Igreja Católica demitiu-se.

O padre Hans Zollner “pediu para ser dispensado das suas funções”, disse hoje o presidente da Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores, o cardeal Sean O’Malley.

A renúncia das funções desta comissão, aceite pelo Papa Francisco em 14 de março, é justificada oficialmente com a recente nomeação do prelado para outras funções – Hans Zollner é agora consultor da diocese de Roma para as questões da luta contra as agressões sexuais.

Jesuíta como o Papa, Hans Zollner recorreu a uma linguagem forte e pouco diplomática para denunciar as disfunções da Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores, criada em 2014.

“Durante o meu trabalho na comissão notei problemas que necessitam de ser resolvidos com urgência e que me impossibilitam de continuar a minha missão”, afirmou Zoller num comunicado publicado na rede social Twitter, revelando que a sua inquietude “cresceu em relação à maneira como a comissão agiu para cumprir a sua missão”, a da “proteção das crianças e das pessoas vulneráveis”.

O padre, próximo do Papa, apontou “a falta de clareza no processo de seleção dos membros e funcionários” da comissão, a “responsabilização financeira inadequada” e “a informação insuficiente e a comunicação vaga” em torno dos processos de tomada de decisão.

“São estes problemas estruturais e práticos que levaram a minha dissociação da comissão”, frisou.

A Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores é composta por peritos religiosos e laicos, tendo sido integrada em 2022 na Cúria, o governo da Santa Sé.

Em 2016 e 2017, dois dos membros da comissão, o britânico Peter Saunders e a irlandesa Marie Collins, demitiram-se alegando falta de cooperação do Vaticano.

Apesar das medidas tomadas pelo Papa desde a sua eleição em 2013, como o levantamento do segredo pontifício sobre a violência sexual do clero ou a obrigação da denúncia de casos, as associações de vítimas consideram que as ações concretas para combater o flagelo continuam a ser insuficientes.

Santarém: Calema no cartaz da Feira Nacional da Agricultura

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A Feira Nacional da Agricultura, que vai decorrer de 03 a 11 de junho no Centro Nacional de Exposições, em Santarém, com o ovo como tema central, terá no seu cartaz a atuação dos Calema, anunciou hoje a organização.

Em comunicado, o Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA) afirma que o grupo são-tomense atuará na noite de 09 de junho, na 59.ª edição da Feira Nacional da Agricultura/69.ª Feira do Ribatejo.

“Os Calema, considerados os maiores representantes da música de São Tomé e Príncipe, são um grupo constituído por dois irmãos – Fradique e António Mendes Ferreira -, nascidos em São Tomé e Príncipe, mas atualmente a residir em Portugal”, tendo lançado dois álbuns, “Bomu Kêlê” (que significa “vamos acreditar”, em crioulo) e “ANV”, é referido na nota.

Os concertos arrancam, na noite de 03 de junho, com Nininho Vaz Maia.

PJ sem indícios de terrorismo no Centro Ismaili aponta para “surto psicótico”

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O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) afirmou hoje que “não há um único indício” de que o ataque de terça-feira no Centro Ismaili tenha sido um ato terrorista, admitindo ter resultado de “um surto psicótico do agressor”.

Luís Neves, que falava aos jornalistas durante um intervalo de uma conferência em Lisboa, revelou que a PJ conseguiu, através de varias diligências nacionais e internacionais, mapear a vida do autor do crime, não havendo “um único sinal” de que se esteja perante “a radicalização religiosa de uma pessoa”.

Embora o caso permaneça em investigação, Luís Neves adiantou que deverá haver uma averiguação psiquiátrica do estado do agressor, avançando que este ataque poderá estar relacionado com “um surto psicótico”, pelo que o crime se prende com questões pessoais e não com um ato terrorista.

O agressor, hospitalizado após ser baleado pela polícia, não deverá ter alta antes de um período de 10 dias e só então haverá condições para ser submetido a interrogatório pelo juiz de instrução, acrescentou ainda o diretor nacional da PJ.

Ministro do Ambiente diz que intenções de investimento em energias renováveis ascendem a 60.000 ME

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O Ministro do Ambiente e Ação Climática, Duarte Cordeiro, revelou hoje que as intenções de investimento em energias renováveis em Portugal ascendem a 60 mil milhões de euros, o que representa 25% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

“Se nós hoje pudéssemos concretizar todos os projetos, todas as intenções de investimento no nosso país, na área das energias, seja eletricidade, seja gás, estaríamos a falar de investimentos na casa dos 60 mil milhões de euros, 25% do nosso PIB”, disse Duarte Cordeiro na inauguração da central fotovoltaica do Pessegueiro, no Pinhal Novo, concelho de Palmela e distrito de Setúbal.

“É nosso objetivo maximizar todos estes projetos. Vamos querer concretizar os projetos ao máximo. Sabemos que temos desafios pela frente, temos desafios na compatibilização de todos estes investimentos com o território. Por isso é tão importante estarmos aqui a dar o exemplo de Palmela, porque o desenvolvimento da energia renovável pode também ser uma grande oportunidade para o território”, acrescentou o ministro.

Na cerimónia de inauguração da central fotovoltaica do Pessegueiro, o ministro do Ambiente lembrou também que a transição energética com uma aposta nas energias renováveis já era uma prioridade para o Governo, mas que essa estratégia foi acelerada devido às consequências da guerra na Ucrânia.

“A guerra veio acelerar todos estes objetivos. A guerra obrigou o Governo, por um lado, a preocupar-se com a contenção dos preços da energia junto das famílias e das empresas, mas também veio acelerar todos estes objetivos estratégicos que já tínhamos definidos”, frisou o governante.

“Nós temos um objetivo ambicioso que é chegar ao final deste mandato com 80% da nossa eletricidade produzida por fontes renováveis. Nós olhamos para os primeiros meses do ano e já temos mais de 70% da nossa eletricidade produzida de fontes renováveis. Claro está que dependemos da energia eólica e da energia hídrica, porque se nós tivermos um ano de seca, se tivermos menos vento, obviamente diminui essa percentagem”, acrescentou.

Duarte Cordeiro referiu ainda que Portugal tem atualmente 17 gigawatts de energias renováveis de capacidade instalada, e que, desde o início do ano passado (2022), já licenciou mais quatro gigawatts de energia solar.

O presidente da Câmara Municipal de Palmela, Álvaro Amaro (CDU), salientou a importância da transição energética no concelho, adiantando que “os projetos já instalados e os que já estão licenciados ou em análise, representam 1,13 gigawatts/hora de potência e uma produção anual de 2,07 terawatts/hora, ou seja, mais 78% do que era a produção estimada em 2021, que continua a crescer”.

“A produção de energia elétrica nestas centrais fotovoltaicas permitirá evitar anualmente a emissão de mais de 974.000 toneladas de CO2. Aprofunda-se assim o papel de Palmela enquanto sumidouro de carbono, já que o concelho produziu emissões na ordem das 343.000 toneladas – dados de 2020”, disse Álvaro Amaro.

A nova central de larga escala do Pessegueiro, entregue pela Smartenergy à empresa EKZ, e que será gerida e monitorizada pela Smartenergy Asset Management, irá produzir cerca de 126.500 Megawatts/hora de energia elétrica renovável por ano, suficiente para assegurar o abastecimento energético anual de uma cidade com 26 mil habitações, e é uma das maiores instalações solares já construídas em Portugal.

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