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Caldas da Rainha
Terça-feira, Julho 7, 2026
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Cortes & Lendas | Santarém Medieval regressam dia 28 de Abril

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Em 2023, o evento Cortes & Lendas| Santarém Medieval renascem no Largo do Seminário e Convento de S. Francisco, sob o tema: “Cortes de Santarém de 1331 de D Afonso IV”, integrando rábulas e dramatizações alusivas a esse acontecimento, bem como a outros aspetos da história e do imaginário de Santarém, coerentes com essa temática global.

Espetáculos de Fogo, Danças, Falcoaria, Feira de Artigos Regionais, Mercado de Sabores, Animação Infantil, Experiências Diversas (Acampamento/Ceia Medieval), Teatralizações, Casa de Armas, Carreira de Tiro com Arco, entre muito mais.

João Teixeira Leite, Vice-Presidente da Câmara de Santarém com o pelouro dos Grande Eventos apela à participação da comunidade em geral “vamos dar a conhecer a história e valorizar a importância do nosso património, recriando momentos históricos com muita animação”.

Óbidos: Barómetro – Festival de Intervenção Cultural e Artística em Gaeiras

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O projeto Barómetro, um Festival de Intervenção Cultural e Artística, será apresentado no próximo dia 1 de Abril, sábado, pelas 15 horas, no Convento de São Miguel em Gaeiras. Trata-se de um programa dedicado à arte e ao seu potencial como agente transformador.

Assim, de 1 de Abril até 14 de Maio, a vila das Gaeiras e o seu património cultural serão o palco de espetáculos de cariz profissional e amador, de workshops, uma conferência para profissionais das artes do espetáculo e população em geral e uma exposição.

Na sessão de apresentação haverá um apontamento musical com Jéssica Cipriano e será inaugurada a exposição “cRua” de Afonso Narciso.

Estas atividades, cada uma na sua especificidade, são transgeracionais e interculturais, promovendo não só a descentralização cultural, mas também a dinamização e a consequente valorização do património cultural, material e imaterial, da vila das Gaeiras.

Barómetro é uma iniciativa do Teatro da Pessoa, Caldas da Rainha, em parceria com o Município de Óbidos e a Junta de Freguesia de Gaeiras.

Inspetores e administrativos do SEF em greve no período de Páscoa

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Os inspetores e os administrativos do SEF vão realizar seis dias de greve durante o período da Páscoa devido à forma como o Governo pretende transferir os trabalhadores para outros organismos no âmbito da extinção do SEF.

O Sindicato dos Funcionários do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SINSEF), que integra os funcionários com funções não policiais, entregou o pré-aviso de greve para 05 e 06 de abril.

Também o Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF (SCIF/SEF) entregou um pré-aviso para uma greve entre os dias 06 e 10 de abril, coincidindo com o período da Páscoa, o que poderá causar perturbações nos aeroportos.

Em causa está a integração dos trabalhadores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras na Polícia Judiciária, no Instituto de Registos e Notariados (IRN) e na futura Agência Portuguesa para as Migrações e Asilo (APMA) no âmbito do processo de reestruturação daquele organismo, cujas negociações sindicais com o Governo sobre o projeto de decreto-lei que regula a transferência dos funcionários estão a decorrer.

As estruturas sindicais estão contra a forma como o Governo tenciona fazer a transferência dos trabalhadores, considerando o sindicato dos inspetores que o projeto de decreto-lei que regular a transferência dos inspetores do SEF para a PJ não garante o princípio “trabalho igual, salário igual”.

No pré-aviso de greve, o sindicato que representa os funcionários administrativos do SEF lamenta “o tempo que decorre desde o início deste processo de fusão” e que estes trabalhadores “continuam com o seu futuro incerto”, além de que tinham expectativas de valorização da sua atividade e da sua carreira.

O presidente do SINSEF, Artur Girão, disse à Lusa que a paralisação de dois dias está relacionada com a forma como está “a decorrer o processo de transferência” e a “falta de dignificação da carreira”.

“Este processo é uma incógnita. Continuamos sem perceber os critérios de transferência para o IRN”, precisou, dando conta que a maioria dos trabalhadores não policiais do SEF prefere ser transferido para a APMA e não para o IRN, que vai ficar com as renovações das autorizações de residência dos imigrantes e com a emissão dos passaportes.

O SINSEF pretende ainda com a greve uma garantia “efetiva da valorização e dignificação das funções dos trabalhadores das carreiras não policiais do SEF nos organismos com que se vão fundir, nomeadamente a APMA” e que no âmbito da nova Agência Portuguesa para as Migrações e Asilo sejam criadas “condições que lhe permitam o exercício das suas competências”.

No âmbito do processo de reestruturação do SEF, que foi adiada até à criação da APMA, os inspetores deste serviço de segurança vão ser transferidos para a Polícia Judiciária, enquanto os funcionários não policiais para a futura agência e IRN.

A reestruturação do SEF vai permitir que os inspetores permaneçam até dois anos nos postos de fronteira aérea e marítima, os quais vão passar para a responsabilidade da PSP e GNR.

Os inspetores são atualmente cerca de 900 e os funcionários não policiais cerca de 700.

Urgências de obstetrícia e blocos de parto mantêm plano de funcionamento até final de maio

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A direção executiva do Serviço Nacional de Saúde manteve até final de maio o plano de funcionamento das urgências de ginecologia e obstetrícia e blocos de parto em vigor desde o início do ano nas regiões do país.

A decisão foi anunciada, esta quarta-feira, em comunicado e aplica-se a partir de sábado e até ao fim de maio com o objetivo de “assegurar a previsibilidade e segurança do funcionamento dos serviços de urgência de ginecologia e obstetrícia e dos serviços e unidades de neonatologia do Serviço Nacional de Saúde” (SNS).

Segundo a entidade liderada por Fernando Araújo, os 13 blocos de parto da região Norte, os sete da região Centro e os três do Alentejo vão continuar a funcionar de forma ininterrupta durante esse período.

Quanto ao Algarve, está previsto que o bloco de partos de Faro funcione ininterruptamente em abril e maio, enquanto a maternidade do hospital de Portimão vai funcionar com condicionamentos ao fim de semana.

Já para a região de Lisboa e Vale do Tejo, o plano prevê que quatro blocos de partos fiquem a funcionar de forma ininterrupta – Hospital de Santa Maria, Maternidade Alfredo da Costa, Hospital de Cascais e Hospital Garcia de Orta (Almada) – e nove com aberturas alternadas aos fins de semana.

Com o funcionamento condicionado nesta região vão manter-se, assim, as maternidades dos hospitais do Oeste (Caldas da Rainha), Médio Tejo (Abrantes), Santarém, Vila Franca de Xira, São Francisco Xavier, Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), Beatriz Ângelo (Loures), São Bernardo (Setúbal) e Barreiro-Montijo.

“As cinco instituições de Lisboa – centros hospitalares Lisboa Norte, Lisboa Central e Lisboa Ocidental e os hospitais Fernando Fonseca e de Cascais – vão partilhar recursos no sentido de garantir o funcionamento dos respetivos serviços de urgência e unidades de neonatologia durante abril e maio, avançou ainda a direção executiva (DE-SNS).

Segundo a deliberação para Lisboa e Vale do Tejo, a DE-SNS “continua a perseguir o objetivo de delinear abordagens, que são necessariamente temporárias até se conseguir recrutar os recursos humanos necessários, no sentido de evitar o fecho em absoluto de blocos de parto de instituições que são relevantes” na prestação de cuidados de saúde.

“Em função da avaliação do desempenho da operação ‘Nascer em Segurança no SNS’, durante estes mais de três meses de duração, é preferível, de forma prudente e cautelosa, a continuação da presente metodologia, durante os meses de abril e maio de 2023, e realizar nova avaliação no final deste período, sendo que a exigência das respostas e a dificuldade na sua concretização aumentaram de forma reconhecida”, refere o documento.

Entre outras razões, a DE-SNS justificou a decisão de manter o plano apenas nos próximos dois meses com o facto de o período de férias, mais intenso entre junho e setembro, com a redução da disponibilidade dos profissionais, obrigar a um plano sazonal específico.

Além disso, está prevista a realização do exame final de 28 novos especialistas de ginecologia e obstetrícia nesta primeira época de 2023, o que “constituirá uma ocasião relevante na fixação de novos médicos no SNS”, adianta a deliberação assinada por Fernando Araújo para os hospitais de Lisboa e Vale do Tejo.

Esta decisão de manter o plano para estas urgências foi tomada depois de uma reunião recente da DE-SNS com as administrações e direções de serviço dos hospitais de Lisboa e Vale do Tejo e com diversas entidades ligadas ao SNS.

Câmara de Lisboa aprova voto de pesar por vítimas de “ataque hediondo” ao Centro Ismaili

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A Câmara de Lisboa aprovou, esta quarta-feira, um voto de pesar pela morte de duas mulheres vítimas de um “ataque hediondo” no Centro Ismaili, salientando que o município “é e sempre será uma cidade aberta, da diversidade e da inclusão”.

“O momento é de pesar e solidariedade com as vítimas deste ataque hediondo”, lê-se no voto aprovado por unanimidade na reunião pública da câmara e subscrito por todos os vereadores do executivo municipal, nomeadamente a liderança PSD/CDS-PP, PS, PCP, BE, Livre e Cidadãos Por Lisboa (eleitos pela coligação PS/Livre).

Em causa está o ataque que ocorreu na terça-feira, pelas 11:00, no Centro Ismaili, em Lisboa, realizado por “um homem armado com uma faca de grandes dimensões”, que provocou duas vítimas mortais, acabando por ser detido pela polícia e conduzido ao hospital por ter ficado ferido, de acordo com a Polícia de Segurança Pública (PSP).

Ainda na terça-feira, fonte policial indicou à agência Lusa que o presumível autor do ataque é de nacionalidade afegã, enquanto as duas mulheres mortas são de nacionalidade portuguesa.

Logo nesse dia, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas (PSD) deslocou-se ao Centro Ismaili para transmitir solidariedade às famílias das vítimas e salientou a importância desta comunidade para a cidade.

No voto de pesar e solidariedade, a câmara refere que o ataque “vitimou fatalmente duas mulheres e deixou uma terceira pessoa ferida em estado grave”, acrescentando que as investigações sobre o contexto e as motivações do sucedido deverão desenvolver-se “em toda a sua plenitude pelas autoridades competentes”.

“Na sequência deste trágico incidente, faleceram Farana Sadrudin, de 49 anos, e Mariana Jadaugy, de 24 anos, que se encontravam no local a trabalhar. Ambas tiveram parte do seu tempo dedicado à entreajuda e ao trabalho colaborativo em prol do desenvolvimento pessoal e da inclusão social”, é indicado no voto, realçando-se a contribuição que as vítimas tiveram para a consecução do direito das pessoas em situação de refúgio e vulnerabilidade económica.

Face ao “ataque hediondo”, a Câmara de Lisboa condena o ato e solidariza-se com os familiares e amigos das vítimas, assim como com o Centro Ismaili, salientando a excelência da PSP pela rápida e eficaz intervenção.

No voto, o executivo municipal sublinha que o Centro Ismaili desenvolve um trabalho social exemplar, na capital portuguesa e no mundo, sendo “um dos grandes símbolos da identidade de Lisboa, por todo o trabalho que desenvolve há muitos anos, que a cidade reconhece, elogia e agradece”.

“Ainda estão por apurar as razões deste ataque, mas o momento, agora, não é da ‘justiça em praça pública’, como nunca deve ser. O momento é da justiça, que terá de ser feita num local próprio, conforme se rege um Estado de direito democrático”, reforça.

No documento aprovado, a câmara frisa que “Lisboa é e sempre será uma cidade aberta, da diversidade e da inclusão”, que tem orgulho nesta marca e “todos os dias batalha para que esta imagem, que é o seu ADN desde sempre, não seja menorizado ou afetado”.

“Não podem ser confundidos atos isolados, com imagens estereotipadas que a xenofobia e o racismo tentam criar. A realidade demonstra o óbvio. Portugal em geral, e Lisboa em particular, tem muitos refugiados, que são pessoas humildes, pacatas e procuram encontrar no nosso território a dignidade e o respeito que, infelizmente, não podem contar nas suas terras de origem”, realça o executivo municipal, considerando que os refugiados que vivem em Portugal integram-se e relacionam-se bem na sociedade em que se inserem.

Manifestando a consciência de que o “episódio não deixará de ser explorado por quem alimenta o populismo, a intolerância e a discriminação”, a Câmara de Lisboa reafirma o compromisso com o trabalho em rede, solidário e inclusivo, pugnando pela coesão social e pelo apoio às pessoas em situação de maior fragilidade.

“O acolhimento de refugiados é e será, sempre, uma causa da cidade”, frisa.

O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Luís Neves, afirmou hoje que “não há um único indício” de que o ataque de terça-feira no Centro Ismaili tenha sido um ato terrorista, admitindo ter resultado de “um surto psicótico do agressor”.

Caldas da Rainha: Universidade Sénior Rainha D. Leonor acolhe Torneio de Walking Football

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A Universidade Sénior Rainha D. Leonor é a anfitriã do Torneio de Walking Football, que se realiza amanhã, 31 de março, a partir das 10:00, no Campo da Quinta da Boneca, nas Caldas da Rainha, anunciou hoje a Câmara Municipal.

Em comunicado enviado ao NOTÍCIAS EM DIRETO, a autarquia caldense destaca a participação de “cerca de 200 visitantes seniores, oriundos de dez Universidades Seniores do país”, numa iniciativa promovida pela RUTIS (Rede de Universidades da Terceira Idade).

“Para além do torneio, realizado durante a manhã, o programa inclui um momento de confraternização no parque das Merendas da Mata e visitas ao Hospital Termal das Caldas da Rainha e a outros pontos da cidade”, sublinha a mesma fonte.

Símbolos da Jornada Mundial da Juventude chegam domingo a Coimbra e são recebidos na Câmara

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Os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), a cruz peregrina e a imagem de Nossa Senhora Salus Populi Romani, vão chegar a Coimbra A, no próximo domingo, dia 2 de abril, previsivelmente, às 14h44. De imediato, vão seguir ao encontro da imagem da Rainha Santa Isabel que, pela primeira vez, sai à rua fora da procissão das Festas da Cidade, num percurso até à Igreja de Santa Cruz. Mais tarde, pelas 19h30, os símbolos vão ser recebidos na Câmara Municipal (CM) de Coimbra pelo presidente da autarquia, José Manuel Silva, numa cerimónia onde vai estar o Bispo de Coimbra, Virgílio Antunes, o Bispo Auxiliar de Lisboa e Presidente da Fundação JMJ 2023, Américo Aguiar, e o Bispo de Aveiro, António Moiteiro. A cruz e a imagem de Nossa Senhora vão morar em Coimbra até 30 de abril.

Coimbra acolhe no próximo domingo os símbolos da Jornada Mundial da Juventude. O presidente da CM de Coimbra deseja que estes símbolos “contribuam para renovar a fé e a esperança num mundo melhor, de paz e harmonia, livre dos ideais belicistas”. Os ícones saem da estação de Coimbra A rumo ao início da Calçada Santa Isabel, transportados num carro da Companhia de Bombeiros Sapadores, acompanhado por um grupo de motards. Chegados ao terreiro da Igreja da Rainha Santa, vai ter lugar um momento de acolhimento e de oração, animado pelo coro da comunidade do Seminário Maior de Coimbra, com a presença da imagem da Rainha Santa Isabel que, pela primeira vez, sai à rua fora da procissão que acontece por ocasião das Festas da Cidade de Coimbra, atendendo a que é sua padroeira.

Em todo o percurso até à Igreja de Santa Cruz e que vai culminar com a passagem pela CM de Coimbra, os símbolos da JMJ serão transportados por diversas entidades de segurança. Além dos Bombeiros de Coimbra, também vão marcar presença membros da Polícia de Segurança Pública, da Guarda Nacional Republicana, do Exército e da Polícia Municipal. Vão estar, também, presentes grupos etnográficos e folclóricos do concelho que, frente ao Portugal dos Pequenitos, vão apresentar um momento cultural, bem como estudantes que vão executar alguns momentos musicais ao longo do percurso, escuteiros e membros da equipa do Comité Organizador Diocesano (COD) da Diocese de Coimbra. Vão atuar, ainda, as bandas da Filarmónica União Taveirense e da Associação Recreativa e Musical de Ceira.

Segue-se um momento especial de oração na Igreja de Santa Cruz, animado pelo Coro COD Coimbra, para depois terminar este percurso na CM de Coimbra, onde José Manuel Silva vai receber os símbolos JMJ, na companhia do Bispo de Coimbra, Virgílio Antunes, do Bispo Auxiliar de Lisboa e Presidente da Fundação JMJ 2023, Américo Aguiar, do Bispo de Aveiro, António Moiteiro, entre outras figuras. Começam, assim, de forma oficial, os preparativos para a Jornada Mundial da Juventude na Diocese de Coimbra.

Sindicato exige suspensão imediata de diretor no hospital Viana do Castelo

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O Sindicato dos Médicos do Norte exigiu hoje à Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) a “suspensão imediata” do diretor de medicina crítica e intensiva do hospital de Viana do Castelo por “assédio moral” àqueles profissionais.

“Face ao assédio moral praticado sobre os médicos pelo diretor de departamento da medicina crítica, função que acumula com a direção de serviço de medicina intensiva, o Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) exigiu a sua suspensão imediata, enquanto decorre o processo de inquérito aberto pelo conselho de administração da ULSAM”, refere o sindicato numa nota enviada às redações.

Segundo o SMN “as atitudes ameaçadoras desse diretor para com os médicos têm sido reiteradas, com elevação frequente do tom de voz, tentativa de contacto fora do local e horário de trabalho, em ambiente de chantagem constante e atemorização, que se reflete de forma negativa na vida pessoal e profissional dos médicos, colocando também em risco a qualidade dos serviços prestados aos doentes”.

“O SMN repudia esta situação, que classifica como inaceitável, pelo que exige uma intervenção urgente por parte da tutela, enviando, para o efeito, uma missiva dirigida ao ministro da Saúde, ACSS e, demais entidades fiscalizadoras”, acrescenta o sindicato, após uma reunião realizada hoje com a administração da ULSAM.

Contactado pela agência Lusa, o presidente do conselho de Administração da ULSAM, Franklim Ramos, sublinhou “que se encontra a decorrer um processo de inquérito sobre assunto”.

“O conselho de administração irá manifestar-se quando o mesmo estiver concluído”, reforçou.

A abertura do inquérito foi avançada à Lusa por Franklim Ramos, no início do mês, quando questionado sobre um abaixo-assinado subscrito por mais de 40 profissionais da UCI do hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, a queixarem-se do “ambiente verdadeiramente insuportável” que se vive naquele serviço.

No abaixo-assinado, a que a agência Lusa teve acesso, os subscritores descrevem “um ambiente de constante crispação, atemorização e, sobretudo, de abespinhamento dos enfermeiros de serviço, que está a ter reflexos na sua vida pessoal e profissional, o que, em última análise, compromete a qualidade dos serviços prestados aos utentes”.

Os profissionais da UCI dizem que “no presente momento não inexistem condições que permitam à equipa de enfermagem efetuar o seu trabalho com o brio e o denodo que sempre lhes foi reconhecido”.

“Nos últimos oito anos já passaram quatro enfermeiros pelo cargo de gestor e saíram, tendo a enfermeira agora cessante permanecido no cargo menos de um ano, o que diz muito sobre o ambiente por nós vivenciado no serviço e que, no curto e/ou médio prazo, vai irremediavelmente acabar por ter reflexos na prestação de cuidados aos doentes”, lê-se no documento.

Hoje, o SMN, na reunião que manteve com a administração da ULSAM, além das “várias denúncias de problemas laborais e assédio moral/laboral” aos médicos “solicitou ao conselho de administração da ULSAM que adote providências imediatas, atendendo ao atraso na passagem à categoria de assistente graduado, com a obtenção do grau de consultor, a ausência de avaliação e progressão na carreira, recusa em aplicação da jornada contínua em determinadas situações que são devidas, bem como na falta de aplicação da majoração legalmente prevista pelo trabalho suplementar prestado em alguns serviços, ao abrigo do disposto no Decreto-Lei n.º 50-A/2022, de 25 de julho”.

“Além disso, os cuidados de saúde primários encontram-se sem diretor clínico e presidente do conselho clínico há cerca de meio ano, com perturbação de todo o seu funcionamento e com repercussões nos cuidados prestados aos utentes”, aponta o SMN.

A ULSAM gere os hospitais de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, servindo uma população residente de 231.488 habitantes nos 10 concelhos do distrito e algumas populações vizinhas do distrito de Braga.

Utentes do distrito de Lisboa protestam junto ao Ministério da Saúde no sábado

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foto ilustrativa: © João Polónia / Notícias Em Direto

O Movimento de Utentes de Serviços Públicos (MUSP) vai realizar no sábado um protesto junto ao Ministério da Saúde, mobilizando comissões do distrito de Lisboa na defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS), afirmou hoje à Lusa a organização.

Segundo Cecília Sales, da direção nacional do MUSP, estão garantidas as presenças das comissões de utentes de Alenquer, Azambuja, Lisboa, Loures, Sintra e Vila Franca de Xira.

“Defendemos o Serviço Nacional de Saúde”, afirmou a dirigente do movimento, que vê a rede pública de saúde como uma “conquista do 25 de Abril”.

O encerramento noturno e ao fim de semana das urgências pediátricas do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, no distrito de Lisboa, foi o mote para o protesto, com Cecília Sales a recear que a unidade regresse a um regime de parceria público-privada.

Perante a falta de investimento do SNS, foi decidido fazer “este protesto, o primeiro exclusivamente de utentes”, disse, recordando que já participaram em outras manifestações.

Ainda segundo Cecília Sales, o desinvestimento é uma “opção política” no Governo e traduz-se na dificuldade em fixar médicos nos serviços públicos de saúde, que acabam por reforçar o setor privado.

“As dificuldades vieram ao de cima após a pandemia” de covid-19, lamentou.

A manifestação tem início marcado para as 10:30 e os protestantes vão encontrar-se junto ao Ministério da Saúde, em Lisboa, com a expectativa de reunir cerca de 200 pessoas na iniciativa, anteviu Cecília Sales.

Crise/Inflação: Horticultores do Oeste dizem que medidas pecam por tardias

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A Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste (AIHO) defendeu hoje que “pecam por tardias” as medidas anunciadas, como a isenção de IVA para vários produtos alimentares, quando o setor agrícola pede apoios há mais de um ano.

“São reações tardias, porque andamos há mais de um ano a alertar para essas necessidades que servem agora de justificação quer para a redução do IVA, quer para estes apoios para mitigar os aumentos dos custos de fertilizantes, adubos e outras situações”, afirmou Sérgio Ferreira, presidente da AIHO.

A ausência de medidas, salientou, “teve impacto na produção desta campanha, que foi mais reduzida”, o que “fez disparar os preços, porque a oferta é menor do que a procura”, explicou o dirigente.

O presidente da AIHO alertou que a proposta de lei para a isenção de IVA em vários produtos não abrange, exemplificou, “a couve-lombarda e a couve-coração”, ao contrário da couve portuguesa, o que cria “dúvidas” de interpretação e leva o setor a defender a sua inclusão.

Estima-se que mais de metade da produção nacional de hortícolas seja produzida na região Oeste.

O setor hortícola fatura cerca de 500 milhões de euros e emprega entre sete e oito mil trabalhadores quer nas explorações agrícolas, quer nas centrais de processamento e transformação dos produtos.

A proposta de lei do Governo que isenta de IVA uma lista de produtos alimentares foi, na terça-feira, enviada para a Assembleia da República, com o diploma a detalhar que a medida inclui legumes, carne e peixe nos estados fresco, refrigerado e congelado.

Depois de aprovada pela Assembleia da República e promulgada pelo Presidente da República, o retalho e distribuição alimentar disporá de 15 dias para refletir esta isenção do IVA nos preços de venda ao público, após a publicação em Diário da República.

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