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Caldas da Rainha
Terça-feira, Julho 7, 2026
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Greves na CP suprimiram 96 comboios até às 12:00

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As greves na CP convocadas por vários sindicatos, com destaque para os maquinistas, levaram à supressão, entre as 00:00 e as 12:00 de hoje, de 96 comboios, de um total de 561 programados, adiantou a transportadora.

Assim, circularam 465 comboios no mesmo período, adiantou.

No serviço de longo curso foram suprimidos dois comboios de um total de 31 programados, enquanto no regional não se realizaram 43 comboios de 134 estimados.

Nos urbanos de Lisboa não se realizaram 37 composições de 272 previstas e no Porto de 109 programados não se realizaram nove comboios.

Nos urbanos de Coimbra, de 15 comboios previstos não se realizaram cinco.

O Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ) convocou uma greve na CP, durante todo o mês de abril, face à “atitude autista e de desconsideração” de que acusa a empresa.

Entre as reivindicações dos trabalhadores estão “aumentos salariais efetivos” e a “valorização da carreira da tração” e a melhoria das condições de trabalho nas cabines de condução e instalações sociais e das condições de segurança nas linhas e parques de resguardo do material motor.

Ainda reclamada é uma “humanização das escalas de serviço, horas de refeição enquadradas e redução dos repousos fora da sede”, um “efetivo protocolo de acompanhamento psicológico aos maquinistas em caso de colhida de pessoas na via e acidentes” e o “reconhecimento e valorização das exigências profissionais e de formação dos maquinistas pelo novo quadro legislativo”.

Esta paralisação, que não tem qualquer dia de paragem total, ainda assim está a causar perturbações, incidindo sobre períodos de trabalho superiores a 07:30 ou trabalho suplementar.

Por outro lado, vários sindicatos deram início em 28 de março a novas greves no setor ferroviário, que abrangem a Infraestruturas de Portugal (IP) e a CP até ao final do mês, incluindo um dia de 24 horas, na próxima quinta-feira.

Segundo um comunicado de uma plataforma de sindicatos, com representatividade na CP e na IP, entre o passado dia 28 de março e terça-feira haverá greve na IP das 00:00 às 02:00 e até 30 de abril os sindicatos cumprem greve na IP e na CP a partir da oitava hora de serviço.

Além disso, até final do mês, “na CP, os trabalhadores cujo seu período normal de trabalho abranja mais de três horas durante o período compreendido entre as 00:00 e as 05:00, entrarão em greve a partir da sétima hora de serviço” e, entre 10 e 30 de abril, na IP, “os trabalhadores cujo seu período normal de trabalho abranja mais de três horas durante o período compreendido entre as 00:00 e as 05:00, entrarão em greve a partir da sétima hora de serviço”.

No dia 06 de abril, a greve será de 24 horas.

Os sindicatos que compõem esta plataforma são a ASCEF – Associação Sindical das Chefias Intermédias de Exploração Ferroviária; SINFB – Sindicato Nacional dos Ferroviários Braçais e Afins; SINFA – Sindicato Independente dos Trabalhadores Ferroviários, das Infraestruturas e Afins; FENTECOP – Sindicato Nacional dos Transportes Comunicações e Obras Públicas; SIOFA – Sindicato Independente dos Operários Ferroviários e afins; ASSIFECO – Associação Sindical Independente dos Ferroviários de Carreira Comercial e STF – Serviços Técnicos Ferroviários.

Segundo os sindicatos, “no dia 06 de abril, caso não sejam decretados serviços mínimos, não se prevê a realização de comboios em Portugal”.

“A responsabilidade do impacto, quer financeiro, quer seja social, que advenha destas formas de luta será da total responsabilidade do Governo que ao não negociar com os sindicatos desconsidera os trabalhadores da IP e da CP e desrespeita os cidadãos portugueses que diariamente utilizam o transporte ferroviário”, lamentam.

Duas centenas de cidadãos em protesto contra o estado da Saúde em Torres Vedras

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© Município de Torres Vedras

Mais de duas centenas de cidadãos participaram hoje na ‘Marcha pela Saúde”, em Torres Vedras, em protesto contra a degradação dos serviços de saúde neste concelho do distrito de Lisboa.

Os manifestantes concentraram-se na Praça 25 de Abril e daí seguiram a pé até ao hospital de Torres Vedras.

No início da concentração, a presidente da câmara de Torres Vedras, Laura Rodrigues, leu um manifesto, segundo o qual “não estão garantidas as condições de acesso universal aos cuidados de saúde” no concelho.

Com a população insatisfeita, a autarca promoveu esta iniciativa em conjunto com PS, PSD, Bloco de Esquerda, Partido Aliança, Chega, PCP e CDS-PP “para demonstrar o sentimento de desagrado quanto à forma como a saúde dos torrienses está a ser tratada, sem alternativas à vista e agravada semana após semana sem que surjam soluções por parte do Ministério da Saúde”.

Os manifestantes acusaram a tutela de “ineficácia e inoperância” para resolver os problemas de saúde: o encerramento noturno da urgência pediátrica desde o dia 01, o adiamento da localização do novo hospital para o Oeste e as “débeis condições” do hospital de Torres Vedras.

Acresce a falta de médicos que, ao nível dos cuidados primários de saúde, afeta 39 mil utentes (45% dos inscritos), que estão sem médico de família no concelho.

“Acho que é importante termos as urgências pediátricas de noite, porque é uma grande distância irmos para outros sítios”, disse Ana Santos, mãe de dois filhos menores no meio da marcha.

Pelo mesmo motivo, Nuno Nepomuceno, com dois filhos também menores, juntou-se ao protesto para demonstrar o seu “desagrado e preocupação para com o estado de saúde com os fechos intercalares da urgência pediátrica”.

Apesar de não ter filhos menores, Rute Gomes aderiu em solidariedade para com os pais que têm filhos em idade de frequentar aquele serviço, cujo fecho noturno considerou “insustentável”.

Ana Paula Cerqueira manifestou-se contra a falta de médico de família atribuído há 10 anos e o encerramento noturno da urgência pediátrica, defendendo que “um concelho tão grande não pode ficar sem o serviço quando Caldas da Rainha é demasiado longe e são vidas que estão em jogo”.

Maria Eugénia Oliveira e Alexandra Oliveira, respetivamente avó e mãe de crianças em idade de frequentar a pediatria, também integraram a marcha por “acharem mal” o encerramento noturno da respetiva urgência, que “faz falta num concelho tão grande”.

A urgência pediátrica de Torres Vedras do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) passou, desde o dia 01, a encerrar entre as 21:00 e as 09:00, uma decisão tomada pela direção executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no âmbito da reorganização dos serviços de urgência pediátrica da região de Lisboa e Vale do Tejo, para assegurar a previsibilidade e segurança do funcionamento dos serviços de Pediatria do SNS.

Crise/Energia: Governo mantém desconto nos combustíveis em abril

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DR

O ministério das Finanças mantém as medidas de mitigação da subida dos preços dos combustíveis até 17 de abril, com uma redução da carga fiscal igual à de março, equivalente a 34 cêntimos por litro de gasóleo e de gasolina.

A revisão dos valores das taxas do imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP) foi hoje publicada em portaria do Governo, produzindo efeitos até 17 de abril e refletindo a compensação por via de redução do ISP da receita adicional do IVA (equivalente a uma descida da taxa de 23% para 13%), decorrente de variações dos preços dos combustíveis, juntando-se à manutenção da suspensão da atualização da taxa de carbono.

“O total do desconto na carga fiscal mantém-se inalterado, na medida em que a taxa de carbono se mantém suspensa, aplicando-se os valores de 2021, e os descontos no ISP mantêm-se iguais face ao mês de março, dada a evolução dos preços dos combustíveis verificada nas últimas semanas”, refere o ministério das Finanças, em comunicado hoje divulgado.

No gasóleo o desconto é atual de 18,2 cêntimos por litro, e na gasolina de 19 cêntimos por litro, incluindo o desconto do respetivo IVA, adianta no comunicado.

O executivo também determinou manter a suspensão da atualização da taxa de carbono em março de 2023, resultando num desconto adicional de 13,4 cêntimos por litro no gasóleo e de 12,2 cêntimos por litro na gasolina, face à taxa de carbono que seria fixada em 2023, com base na evolução dos preços do comércio europeu dos leilões de licenças de emissão de gases de efeito de estufa.

A este desconto acresce o respetivo IVA, o que, assim, totaliza 15,8 cêntimos por litro de gasóleo e 15 cêntimos por litro de gasolina, desconto que o ministério diz ter mantido “inalterado” face a março de 2023.

O comunicado informa ainda sobre a “menção obrigatória” do desconto ISP+IVA nas faturas: “O valor do desconto na carga fiscal (ISP+IVA) deve constar, de forma atualizada, a título de menção obrigatória, devidamente identificado nas respetivas faturas ou documento equivalente”.

Por fim, o executivo lembra que os atuais apoios aos preços dos combustíveis, em vigor desde o início do ano passado, estão atualmente a ser objeto de reavaliação por forma a garantir a sua adaptação e conformidade à atual evolução dos preços dos combustíveis.

Habitação: Governo trabalha com Câmara do Porto conciliação entre programas de apoio

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Governo trabalha com Câmara do Porto conciliação entre programas de apoio | CM Porto

O Ministério da Habitação disse hoje à Lusa que está desde a semana passada a articular com a Câmara do Porto a conciliação entre a medida de apoio à renda anunciada pelo Governo e o programa de intervenção municipal.

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, apontou hoje que programa Porto Solidário será “extinto” se a medida de apoio à renda anunciada pelo Governo avançar.

“O Município do Porto teve o cuidado de reclamar que a intervenção do Governo na política de habitação, nomeadamente através da atribuição deste apoio à renda, fosse articulada com as autarquias, por forma a não preterir toda a intervenção municipal desenvolvida ao longo das décadas em que o Estado se ausentou desta responsabilidade”, afirmou Rui Moreira, revelando que enviou hoje uma carta à ministra da Habitação.

Numa resposta enviada à agência Lusa, fonte do Ministério da Habitação referiu que “está desde a semana passada a articular esta questão com o município do Porto”.

“Trata-se de uma conciliação procedimental que será resolvida, não colocando em causa a atribuição de qualquer apoio”, garantiu.

Segundo o comunicado do Conselho de Ministros de 16 de março, que aprovou a criação de um apoio extraordinário designado “Apoio à renda”, este destina-se a arrendatários com taxas de esforço superiores a 35%, com rendimentos até ao limite máximo do 6.º escalão do IRS e contratos celebrados e registados junto da Autoridade Tributária até 15 de março de 2023, será pago pela Segurança Social, com efeitos retroativos a janeiro de 2023, e poderá ascender aos 200 euros mensais.

Rui Moreira sublinhou hoje que o município tentou compreender, através de simulações com dados reais, as implicações diretas para os atuais beneficiários do Porto Solidário que passam a estar abrangidos pelo apoio extraordinário do Governo, Rui Moreira diz ter ficado preocupado com “o cenário dramático que estas famílias irão enfrentar”.

“A título de exemplo, um casal com filhos, cujo rendimento bruto mensal seja de 1.405 euros e que pague uma renda de 520 euros (correspondendo a uma taxa de esforço de 37%), atualmente recebe do Porto Solidário um apoio de 208 euros, todos os meses. Ora, passando a usufruir do apoio do Estado, em detrimento do apoio do município do Porto, este casal vai doravante receber mensalmente apenas 28 euros. Uma perda de quase 200 euros por mês”, exemplificou.

Rui Moreira disse ainda ser com “inquietação” que vê esta medida, que irá abranger cerca de 80% das famílias que beneficiam do Porto Solidário, sobretudo, “perante o cenário economicamente catastrófico que se avizinha para estes agregados”.

Desde 2014, a Câmara do Porto investiu mais de 13 milhões de euros no programa Porto Solidário que, na última edição, atribuiu em média cerca de 200 euros por mês.

No total, e considerando a 9.ª e 10.ª edição, são mais de 1.200 as famílias que beneficiam do programa.

O regulamento do Porto Solidário não permite a duplicação ou sobreposição de apoios financeiros para o mesmo fim às mesmas famílias.

Prisão preventiva para condutor detido em Pombal com mais de 30 mil doses de droga

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Um automobilista foi detido numa operação de trânsito no concelho de Pombal na posse de 30.081 doses de droga, anunciou hoje a Guarda Nacional Republicana (GNR), que adiantou que ao suspeito foi aplicada prisão preventiva.

Em comunicado, o Comando Territorial de Leiria da GNR explicou que, “no âmbito de uma ação de fiscalização de segurança rodoviária, os militares da Guarda abordaram o ocupante de um veículo que manifestou um comportamento suspeito”.

“Ao verificarem que o homem mantinha algum nervosismo, foi realizada uma busca ao veículo, tendo sido detetadas e apreendidas 30.081 doses de droga, motivo que levou à sua detenção em flagrante”, adiantou.

Segundo a GNR, da ação resultou a apreensão de 15.390 doses de cocaína, 14.691 doses de haxixe, uma balança digital, um telemóvel, uma viatura ligeira e 855 euros.

Após a detenção, foi realizada uma busca domiciliária à residência do suspeito, de 45 anos e “com antecedentes criminais por ilícitos da mesma natureza”, e outra busca a um estabelecimento na Figueira da Foz, distrito de Coimbra, tendo sido apreendidos cinco mil euros.

Fonte da GNR referiu à agência Lusa que o condutor, que gere um espaço que se dedica à realização de eventos na Figueira da Foz, onde residia, foi detido na sexta-feira, no decurso de uma operação de trânsito aleatória.

Presente a primeiro interrogatório no sábado, no Tribunal Judicial de Leiria, foi-lhe determinada a medida de coação de prisão preventiva.

A ação, do Destacamento Territorial de Pombal da GNR, contou com o apoio da Polícia de Segurança Pública da Figueira da Foz.

Santarém: Ex-vice-presidente da Câmara renuncia a mandato e opta pelo parlamento

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A ex-vice-presidente da Câmara de Santarém Inês Barroso (PSD), eleita deputada à Assembleia da República nas legislativas de 2022, renunciou ao mandato como vereadora do executivo escalabitano.

O prazo para manter a suspensão do mandato terminou na passada sexta-feira, tendo Inês Barroso optado pelo cargo de deputada, apesar de não existir incompatibilidade.

Inês Barroso, que hoje compareceu à reunião do executivo municipal para se despedir do presidente, Ricardo Gonçalves (PSD), e dos restantes vereadores, foi substituída no executivo da Câmara Municipal de Santarém pela também social-democrata Carmen Antunes.

Autoridade marítima aconselha comportamentos de segurança nas praias na Páscoa

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A Autoridade Marítima Nacional (AMN) aconselhou hoje a população a adotar comportamentos de segurança nas praias e nas zonas costeiras durante a semana da Páscoa, alertando para a agitação marítima.

Em comunicado, a AMN lembra que, nesta época do ano, ainda se verifica “um mar de inverno” que apresenta uma “morfologia alterada pelo efeito da ondulação forte”, criando “nas praias zonas de fundões, declives acentuados, remoinhos e agueiros que não se encontram sinalizados”.

“A esmagadora maioria das praias portuguesas não se encontram vigiadas nesta altura do ano, isto é, não têm o dispositivo de segurança balnear”, adianta, acrescentado que a resposta a uma situação de socorro poderá ser demorada.

A AMN assegura que, face à possível afluência junto às praias devido ao bom tempo, vai reforçar, a partir de quinta-feira, a “vigilância e fiscalização em algumas das zonas balneares, com o objetivo de sensibilizar a população a evitar comportamentos de risco”.

Reiterando as recomendações para evitar comportamentos de risco, a entidade pede à população para “vigiar permanentemente as crianças”, não se aproximar da água ou caminhar na areia molhada e não virar costas ao mar.

Em caso de se testemunhar uma situação de perigo dentro de água, é importante “não entrar e pedir ajuda através do 112”.

Milhares de pessoas esperadas em Constância para festa popular e secular bênção dos barcos

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Cerca de 30 embarcações engalanadas provenientes dos municípios ribeirinhos e milhares de pessoas são esperadas no fim de semana da Páscoa em Constância, nas festas do concelho e em honra da padroeira local, Nossa Senhora da Boa Viagem.

“As nossas festas contam com mais de 200 anos e dividem-se em duas partes: a tradição religiosa e a parte pagã”, disse à Lusa o presidente da Câmara de Constância, Sérgio Oliveira (PS), lembrando que esta é a “festa maior” do concelho, juntando todos os anos centenas de marítimos e milhares de pessoas para assistir à bênção dos barcos nos rios Tejo e Zêzere, sempre na segunda-feira da Boa Viagem, feriado municipal em Constância, no distrito de Santarém.

A parte religiosa, referiu, “assenta na tradição marítima e na procissão em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem, com a bênção dos barcos nos rios Tejo e Zêzere e a bênção das viaturas na Praça Alexandre Herculano”, sendo esta “a raiz” de uma festa que começou com um pedido de proteção dos marítimos à Santa Padroeira para o ano de faina que iriam ter.

“Esta tradição começou com um grupo de marítimos que se juntaram há mais de 200 anos e que pediram [autorização], na altura, à diocese, para a construção de um altar na Igreja Nossa Senhora dos Mártires dedicado à Nossa Senhora da Boa Viagem”, como protetora dos mesmos, explicou.

“A partir daí, todos os anos há procissão e a bênção junto aos rios”, sempre na segunda-feira de Pascoela, reunindo os marítimos e as suas famílias, provenientes de vários municípios ribeirinhos.

Tempos em que muita gente vivia dos rios e pedia proteção à padroeira para enfrentar mais um ano de trabalho duro e muito perigoso, e em que os rios tinham fortes caudais e eram as estradas de então.

“Hoje, o significado da atividade marítima é bastante reduzido em comparação com aquilo que existia até à segunda metade do século XX”, observou o autarca, tendo feito notar que, no entanto, a tradição “mantém-se”, sendo aguardadas este ano “cerca de 30 embarcações engalanadas vindas de quase todos os municípios ribeirinhos, desde Vila Velha de Ródão a Lisboa”.

Sérgio Oliveira sublinhou um momento que “exalta a tradição, os encontros, afetos e amizades”, destacando a importância e a envolvência popular na parte pagã da festa, com as ruas floridas com temas alusivos à Páscoa, aos rios e à pesca, as tasquinhas e a gastronomia típica, dinamizadas por associação concelhias, o desporto, os concertos e o folclore, com o rancho ‘Os Camponeses’ de Malpique a lembrar também a tradição de um mundo rural e muito ligado à agricultura nas freguesias de Montalvo e de Santa Margarida da Coutada.

As festas decorrem entre os dias 07 e 10 de abril tendo como cabeças de cartaz Bárbara Bandeira, Jorge Guerreiro, David Carreira e David Antunes & The Midnight Band.

O Grande Prémio da Páscoa em Atletismo, artesanato, exposições, música, ruas floridas, tasquinhas, gastronomia, doçaria e animação são as diversas vertentes que constituem um evento que culmina no dia 10 de abril, feriado municipal, com a bênção dos barcos e um espetáculo de fogo-de-artifício.

PSD de Leiria “discorda liminarmente” de terminal rodoviário na zona desportiva

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A concelhia de Leiria do PSD anunciou hoje que “discorda liminarmente” da hipótese de deslocalizar o terminar rodoviário da cidade para a zona desportiva, um local que considerou inadequado.

“O PSD/Leiria discorda liminarmente desta proposta, não apenas por considerar o local inadequado para a instalação desse equipamento, como também pelo facto de a proposta ser descontextualizada de um estudo mais abrangente, que englobe de uma forma integrada a mobilidade em Leiria”, referiu o partido, através de um comunicado assinado pelo presidente da Comissão Política de Secção de Leiria do PSD, José Augusto Costa Santos.

Para o PSD, esse estudo deveria contemplar “as ligações interconcelhias de Leiria com a Marinha Grande, Pombal, Batalha e Ourém/Fátima, a interligação com a ferrovia, com as redes de expressos, autocarros regionais, transportes escolares, Mobilis e o estacionamento na cidade”.

O novo terminal rodoviário pode vir a ser construído na zona desportiva, junto às piscinas municipais de Leiria, segundo um estudo pedido pela Câmara de Leiria (PS).

O estudo, apresentado em março, em reunião do executivo municipal, apontou três locais como possíveis hipóteses para a deslocalização do atual terminal rodoviário, que se encontra na Avenida Heróis de Angola, no centro da cidade, e cujo edifício está em processo de venda.

No entanto, indicou a zona desportiva como a hipótese mais favorável para a Central Coordenadora de Transportes, nomeadamente a localização, junto à piscina municipal, uma vez que permitiria controlar o tráfego, mesmo com a realização de eventos junto à zona desportiva.

Na reunião, o presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, afirmou que os terrenos junto ao estádio são da autarquia, pelo que, em termos de viabilidade económica, é “uma vantagem”.

De acordo com o comunicado da concelhia social-democrata, “a cidade e o concelho devem ser pensados como um todo integrado, numa perspetiva estratégica e de futuro”.

O PSD notou ainda que a urgência na libertação das instalações da Av. Heróis de Angola “não deve ser razão para que se tomem medidas avulso, só porque é a solução mais rápida e menos onerosa”.

Referindo que “os leirienses já se habituaram às indecisões e recuos do senhor presidente de Câmara”, o PSD lembrou que, “como argumento para o abandono do anterior projeto do pavilhão multiusos, a par do custo, mesmo depois de terem sido gastos mais de 440 mil euros em estudos e projetos, esteve o facto de a sua construção implicar a supressão de 830 lugares de estacionamento na zona desportiva”.

“Depois, a Câmara avança com a proposta de construção de um pavilhão, minimalista, junto às piscinas, sem deixar espaço disponível para que no futuro, alguém com mais visão estratégica, possa promover a ampliação do complexo das piscinas municipais. Agora, no mesmo alinhamento, propõe a construção de um terminal rodoviário, ocupando toda a faixa de terreno disponível junto ao rio”, adiantaram os sociais-democratas.

O PSD questionou se “os lugares de estacionamento que agora irão ser suprimidos já não são relevantes”, se “não é relevante a ocupação de um espaço nobre da cidade, cuja utilização deve ser primordialmente com equipamentos lúdicos e desportivos”, ou se “não é relevante o impacto que o terminal rodoviário acarretará em dias de mercado” ou de eventos.

“Também não é relevante o impacto visual, e de poluição sonora e atmosférica sobre o aprazível local que é o Jardim da Almuinha Grande”?, perguntou ainda o PSD, que pediu “mais inteligência aos decisores políticos de hoje” e que “não condicionem irremediavelmente as melhores decisões dos políticos de amanhã”.

Óbidos: Amoreira celebra o Dia Nacional dos Moinhos

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O Dia Nacional dos Moinhos vai ser comemorado em Amoreira, no concelho de Óbidos, distrito de Leiria, com atividades a realizar nos dias 07, 15 e 16, informou a junta de freguesia.

O programa integra visitas guiadas e demonstração do funcionamento de um moinho de água (Azenha do Retiro) e de um moinho de vento (Moinho dos Hipólitos) e o concurso “Mão na Massa em Família”, que permitirá às famílias fazerem pão.

Entre as atividades propostas, os visitantes poderão ainda desfrutar de um mercado com produtos locais, participar numa palestra informativa, fazer uma caminhada pela freguesia, visitar exposições e assistir a animação musical ao vivo.

A iniciativa é organizada pela Junta de Freguesia de Amoreira.

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