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Sexta-feira, Julho 3, 2026
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Operação “Verão Seguro 2025” da GNR na estrada até 15 de setembro

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

A GNR tem em curso, até dia 15 de setembro, a Operação Verão Seguro 2025 através de patrulhamento geral, de apoio e fiscalização nos locais de veraneio, nos principais eixos rodoviários e fronteiras, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a GNR dá conta de que a operação teve início na quinta-feira e lembra ser expectável uma crescente afluência de pessoas nas zonas turísticas da área da sua responsabilidade territorial, registando-se assim um aumento substancial de população flutuante, nacional e estrangeira.

Desta forma, é necessário “um esforço acrescido” para garantir a segurança da população e dos seus bens, bem como a tranquilidade pública.

De acordo com a GNR, a época estival caracteriza-se ainda “por uma diminuição da população nas áreas de residência habitual, o que faz com que algumas habitações fiquem desabitadas durante períodos de tempo prolongados”, daí a necessidade em prevenir a “ocorrência da criminalidade associada”.

A operação vai empenhar várias valências de reforço, “de forma flexível, em ações coordenadas de sensibilização, patrulhamento e de fiscalização” na vigilância da orla costeira e no patrulhamento junto aos estabelecimentos de diversão noturna e de maior aglomerado de pessoas.

Segundo a GNR, irá ser também promovido o policiamento de proximidade junto das zonas residenciais e serão reforçadas as ações de apoio, regularização e fiscalização da circulação rodoviária, com particular ênfase junto dos principais eixos rodoviários, nas vias de comunicação com maior sinistralidade e volume de tráfego mais intenso.

No policiamento de proximidade, no que se refere aos turistas estrangeiros, e no âmbito da cooperação internacional, a GNR irá realizar diversas ações de patrulhamento misto e conjunto, em vários pontos do país, com a Guardia Civil de Espanha, a Gendarmerie Nationale de França e a Arma dei Carabinieri de Itália.

Para além do patrulhamento misto, a GNR irá ainda garantir o atendimento, acolhimento e encaminhamento diferenciado, para estes cidadãos em específico.

De acordo com a nota, a Guarda vai também fiscalizar a permanência de cidadãos estrangeiros, “em estabelecimentos ou operadores económicos suscetíveis de manterem práticas irregulares, com especial incidência nas zonas críticas de afluência laboral de veraneio, de modo a contribuir para as condições de trabalho adequadas”.

A força militar vai também durante a operação garantir a prevenção, vigilância e deteção de incêndios rurais para assegurar a proteção da natureza e do ambiente.

Trump informou imigrantes de Cuba, Haiti, Nicarágua e Venezuela que têm de sair dos EUA

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O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos informou hoje que começou a notificar centenas de milhares de cubanos, haitianos, nicaraguenses e venezuelanos, cujas autorizações temporárias para viver e trabalhar foi revogada, para deixarem o país.

Os avisos de rescisão estão a ser enviados por e-mail para pessoas que entraram no país ao abrigo do programa de liberdade condicional humanitária estabelecido com aqueles quatro países, disseram as autoridades.

Desde outubro de 2022, cerca de 532.000 pessoas de Cuba, Haiti, Nicarágua e Venezuela foram autorizadas a entrar nos EUA ao abrigo do programa criado pela administração Biden.

Estas pessoas chegavam com patrocinadores financeiros e recebiam autorizações de dois anos para viver e trabalhar nos Estados Unidos.

O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla inglesa) disse que as cartas informavam as pessoas de que, tanto o seu estatuto legal temporário, como a sua autorização de trabalho, tinham sido revogados “com efeito imediato”.

O DHS encorajou qualquer pessoa que esteja a viver ilegalmente nos EUA a sair usando uma aplicação móvel chamada CBP Home e disse-lhes que receberão assistência de viagem e mil dólares à chegada ao seu país de origem.

O departamento não forneceu detalhes sobre como o governo dos EUA irá encontrar ou contactar as pessoas quando estas saírem ou como irão receber o dinheiro.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu, durante a sua campanha presidencial, acabar com o que chamou de “abuso generalizado” da liberdade condicional humanitária, uma ferramenta legal de longa data que os presidentes têm usado para permitir que pessoas de países onde há guerra ou instabilidade política entrem e vivam temporariamente nos EUA.

Trump prometeu deportar milhões de pessoas que se encontram ilegalmente nos EUA e, enquanto presidente, tem também vindo a acabar com as vias legais criadas para que os imigrantes possam vir para os EUA, ficar e trabalhar.

A sua decisão de acabar com o programa de liberdade condicional para cubanos, haitianos, nicaraguenses e venezuelanos foi contestada nos tribunais, mas o Supremo Tribunal permitiu no mês passado que a administração revogasse essas proteções legais temporárias.

Alcântara e Bairro Alto vencem Marchas Populares de Lisboa 2025

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O Notícias Em Direto esteve presente nas Marchas Populares / Festas de Lisboa ‘25 através da objetiva do repórter fotográfico Gonçalo Gomes

Na inesquecível noite de Santo António, a cidade voltou a vibrar com o desfile das Marchas Populares, que transformou a Avenida da Liberdade num palco de cor, tradição e emoção. As grandes vencedoras da edição de 2025 foram as Marchas de Alcântara e do Bairro Alto, que conquistaram o 1.º lugar em ex-aequo. O terceiro lugar ficou nas mãos da carismática Marcha da Bica.

O evento, que reuniu mais de 1800 participantes, contou com marchantes, músicos, ensaiadores e representantes de coletividades, num verdadeiro hino à cultura lisboeta. A noite começou com a atuação especial do grupo Macau Street Dance e da Marcha Infantil das Escolas de Lisboa, seguindo-se depois as 20 marchas em competição.

O júri, presidido por Vítor Agostinho, avaliou as categorias de coreografia, cenografia, figurino, letra e música. Alcântara destacou-se em força, arrecadando distinções como Melhor Cenografia, Letra, Figurino e Musicalidade. Já São Vicente venceu na categoria de Melhor Coreografia.

Avião da Air India com destino a Londres despenhou-se com 244 pessoas a bordo

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O avião que se despenhou hoje em Ahmedabad, oeste da Índia, era da Air India e transportava 244 pessoas num voo para Londres, noticiou a agência de notícias indiana Press Trust of India (PTI).

“O voo AI171, que operava Ahmedabad-Londres Gatwick, esteve envolvido num incidente hoje, 12 de junho de 2025”, anunciou a companhia aérea, segundo a PTI.

O avião, um Boeing 787, despenhou-se numa localidade perto do aeroporto de Ahmedabad, pouco depois de descolar, segundo a polícia.

Receia-se que haja vítimas, embora ainda não haja confirmação.

Novos Tempos: Liberdade de expressão, na defesa da vida humana

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Sérgio Carvalho (Professor e Jornalista)

Em Portugal, reacendeu-se o debate sobre o aborto a que, eufemisticamente, chamam de «interrupção voluntária da gravidez». O reacendimento deveu-se à passagem, nas televisões, de um vídeo publicitário, pago por um particular, intitulado «Obrigado Mãe» que defendia o direito à escolha e à vida, em detrimento do aborto.

Os mesmos do costume, vieram logo a terreiro inquinar o debate com as questões do feminismo e dos supostos direitos da mulher. Nos palcos do mediatismo pode defender-se o direito ao aborto, mas quem defende o direito à vida não pode expressar livremente as suas ideias e convicções.

Nós vivemos num estado de direito e a liberdade de expressão é um dos direitos consagrados. No artigo 37 da Constituição da República Portuguesa diz-se que: 1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações. 2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.

Todas as pessoas têm direito de expressar as suas ideias, livremente, sem serem perseguidas, ofendidas ou silenciadas. Tudo isto seria verdade se ambos os lados pudessem expressar, sem coação, aquilo em que acreditam.

O debate padece, logo à partida, de uma falácia. Quando se fala de aborto, estamos a falar de permitir pôr fim a uma vida humana. Bem sei que muitos dos defensores do aborto, não conseguem sequer concordar com o dado científico do início da vida humana. E, por infeliz coincidência, aqueles que dão a cara na defesa do aborto são, muitas vezes, os mesmos que lutam pelos direitos dos animais e contra a guerra ou genocídio. Não conseguem concordar que a vida humana tem início na fecundação e que evolui sem cortes ou metamorfoses, tendo sempre o mesmo código genético até à morte. Se concordassem teriam de assumir que são eliminadas, voluntariamente, milhões de vidas humanas.

Outra falácia que foi desmontada com a publicação do relatório da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), de maio de 2025, foi que devido à legalização do aborto, a sua prática tinha diminuído. Contudo, o relatório da ERS afirma que «Em 2024 foram realizadas 17.807 IVG por opção da mulher nas 10 primeiras semanas de gestação, o que se traduz num aumento de 5,5% no número de procedimentos realizados face a 2023 e num aumento de 13,0% comparativamente a 2022». Só nos últimos três anos, foram interrompidas 50.449 gravidezes: 15.762 (2022), 16.880 (2023) e 17.807 (2024). Ou seja, foi negada a vida a mais de 50.000 nascituros.

Portugal apresenta índices de natalidade muito baixos, pondo em causa a renovação das gerações. Não se pode ficar calado, diante de tamanho acontecimento. Devido à liberalização total, sem motivo ou justificação médica ou criminal para realizar o aborto, contando apenas a vontade da mulher, assistimos a um ataque violento à dignidade da vida humana.

A vida humana é sagrada desde a sua conceção até à sua morte natural. A nossa constituição consagra no Artigo 24.º n.º 1 o Direito à vida afirmando que «A vida humana é inviolável.»

Não vamos andar em referendos, como em 1998 e 2008, cada qual com um resultado diferente e sem valor vinculativo porque nunca votaram mais de 50% dos eleitores. Cabe aos nossos órgãos de soberania regulamentar e defender a vida humana, não a sua eliminação, dando às mulheres e aos pais a capacidade de escolher, bem como as ajudas necessárias a prosseguir com a vida concebida com toda a coragem e felicidade.

Defendamos a cultura da vida, ousemos falar, pois se outros calam, gritemos nós: a vida humana é sagrada. E não esqueçamos que todos os que são a favor do aborto, são pessoas que nasceram, porque alguém as gerou e cuidou. Não neguemos esse direito a nascer, seja a quem for.

Sérgio Carvalho

Metro de Lisboa anuncia fecho na 5.ª feira às 20:00 devido a plenário e critica sindicatos

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foto: Gonçalo Gomes / Notícias Em Direto

O Metropolitano de Lisboa vai suspender a circulação e encerrar todas as estações a partir das 20:00 de quinta-feira devido à realização de um plenário de trabalhadores, revelou esta quarta-feira a empresa, considerando a iniciativa dos sindicatos “inédita e inusitada”.

A empresa destacou, em comunicado, que a convocatória das organizações sindicais para o plenário, que decorre na noite de 12 para 13 de junho, apela “expressamente à participação de todos os trabalhadores, não considerando a necessidade de assegurar serviços de natureza urgente e essencial”, devido às festas dos Santos Populares de Lisboa.

De acordo com a Metropolitano de Lisboa, essa posição “foi mantida pelas organizações sindicais em reunião com a empresa no final da tarde de hoje”.

A empresa concluiu “não estarem reunidas as condições operacionais mínimas e as necessárias condições de segurança para a manutenção da rede em funcionamento”, tendo em conta o expectável “aumento exponencial da procura” e “as comunicações de ausência já apresentadas pelos trabalhadores”.

Apelou também, no comunicado, às organizações sindicais e aos trabalhadores para que reagendem a realização do plenário, tendo em conta “os impactos desproporcionados causados e não havendo urgência ou tema que implique a realização do plenário nesta ocasião”.

“O Metropolitano de Lisboa continuará empenhado na resolução célere e eficaz das matérias objeto do processo negocial em curso e reitera o seu firme compromisso com uma postura de diálogo aberto, transparente e institucionalmente responsável com todas as estruturas representativas dos trabalhadores”, garantiu.

A empresa lamentou “os transtornos que a situação causará a todas as pessoas que escolhem o transporte público como opção de mobilidade para celebrar, com tranquilidade e segurança, as festas da cidade”.

E adiantou ainda que a informação sobre o serviço a realizar nos dias 12 e 13 de junho será atualizada em permanência nos seus canais de comunicação.

O Metropolitano de Lisboa opera diariamente com quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião).

Normalmente, o metro funciona entre as 06h30 e as 01h00.

RDCongo: MSF denunciam mais de 7 mil vítimas de violência sexual em quatro meses

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foto: D.R.

A organização não-governamental (ONG) Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou na quarta-feira que, entre janeiro e abril deste ano, tratou cerca de 7.400 novas vítimas de violência sexual em Goma, a principal cidade do leste da República Democrática do Congo (RDCongo).

Num relatório sobre a situação naquela região, que desde janeiro vive uma intensificação do conflito entre os rebeldes M23 e o exército governamental, os MSF descrevem a violência contra as mulheres como uma “emergência médica” e advertem que os números são “subestimados” devido aos obstáculos, ao estigma e à falta de acesso das vítimas aos cuidados médicos.

A ONG afirma que as suas equipas trataram cerca de 7.400 pacientes vítimas de violência sexual nos primeiros quatro meses do ano em Goma, especificando que em Saké, uma pequena cidade a 20 quilómetros de distância, tratou 2.400 vítimas.

A escalada da violência, alimentada pelos combates entre o exército e as milícias aliadas, por um lado, e os grupos armados Movimento 23 de março (M23), a Cooperativa para o Desenvolvimento do Congo (CODECO) e as Forças Democráticas Aliadas (ADF, na sigla em inglês), por outro, agravou a crise humanitária na região.

Os campos de deslocados em Goma, capital da província de Kivu Norte, que em tempos albergaram mais de 650 mil pessoas, foram desmantelados em fevereiro deste ano, na sequência da ocupação pelo grupo rebelde M23, o que dificultou exponencialmente o acesso das vítimas aos serviços médicos, explica a ONG.

Só em 2024, os Médicos Sem Fronteiras trataram cerca de 40 mil vítimas de violência sexual no Kivu do Norte, um número “sem precedentes”.

“O contexto mudou, mas a violência sexual persiste com a mesma dureza”, disse François Calas, chefe do programa dos MSF no Kivu Norte.

Em abril, a Unicef afirmou que as crianças representavam 35-45% dos cerca de 10 mil casos de violação e violência sexual registados só em janeiro e fevereiro no leste da RDCongo, durante a fase mais intensa do conflito.

O conflito no leste da RDCongo intensificou-se no final de janeiro, quando o M23 assumiu o controlo de Goma, capital do Kivu do Norte, e de Bukavu, capital do Kivu do Sul, ambas na fronteira com o Ruanda e ricas em minerais como o ouro e o coltan, essenciais para a indústria tecnológica e para o fabrico de telemóveis.

Chega quer retirar nacionalidade a cidadãos naturalizados que cometam crimes graves

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foto ilustrativa: Arlindo Homem

O Chega vai entregar um projeto de lei que prevê a retirada da nacionalidade portuguesa a quem a tenha obtido por naturalização e cometa crimes graves ou incentive “o ódio ou humilhação da nação”, anunciou o partido.

Um projeto de lei desta natureza já tinha sido apresentado pelo Chega em 2021, quando André Ventura era deputado único, mas não tinha sido admitido pela Assembleia da República, após a comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias ter considerado que era inconstitucional, por atentar contra princípios da lei fundamental como a igualdade de tratamento ou o impedimento de qualquer pena acarretar a perda de direitos civis, profissionais ou políticos.

No projeto de lei hoje anunciado pelo Chega, o partido considera que “a nacionalidade não deve ser entendida como um direito absoluto e intocável, sobretudo quando é instrumentalizada para comprometer os valores e instituições da República”.

“Deste modo, impõe-se a perda da nacionalidade adquirida por naturalização ou quando tenham dupla nacionalidade, nos casos em que o indivíduo pratique atos que atentem gravemente contra a soberania, a segurança nacional ou os princípios essenciais do Estado de Direito”, lê-se na exposição de motivos do diploma.

O Chega defende que os crimes que devem acarretar a perda de nacionalidade incluem, por exemplo, a “participação em organizações terroristas, o envolvimento em crimes contra a segurança do Estado ou qualquer conduta que configure um atentado contra os fundamentos do Estado de direito democrático”.

O partido propõe assim alterações à lei da nacionalidade para que, no artigo referente à perda da nacionalidade, passe a estar estipulado que esta pode ser retirada a quem a tiver obtido por naturalização e seja “definitivamente condenado a penas efetivas superiores a três anos de prisão”.

Além deste caso, perderia também a nacionalidade, “independentemente da pena aplicável”, quem for “condenado por sentença transitada em julgado proferida ou revista e confirmada pelo tribunal português, pelo crime de terrorismo”, ou por crimes como “ultraje de símbolos nacionais e regionais”, “coação contra órgãos constitucionais” ou ligações com o estrangeiro.

Outra das situações previstas pelo Chega para a perda de nacionalidade seria a ofensa, “de forma ostensiva e notória, com objetivo de incentivar ao ódio ou humilhação da nação, a história nacional e os seus símbolos fundamentais”.

Neste projeto de lei, o Chega propõe ainda que, nos critérios que constituem um fundamento de oposição à aquisição da nacionalidade portuguesa, passe a estar igualmente previsto “a prática reiterada de comportamentos, condutas ou declarações ofensivas da dignidade da nação e dos seus símbolos políticos, históricos e culturais fundamentais”.

Além destas medidas relativas à perda de nacionalidade, o partido propõe também no diploma que se restrinjam os critérios para a obtenção da nacionalidade portuguesa, designadamente para filhos de cidadãos estrangeiros que nasçam em Portugal.

Atualmente, a lei prevê que esses filhos possam ter automaticamente a nacionalidade portuguesa se um dos pais estiver a residir legalmente em Portugal há pelo menos dois anos.

O projeto de lei do Chega propõe que esse prazo passe a ser de seis anos para cidadãos de países de língua oficial portuguesa e de dez anos para os restantes.

O partido quer ainda que, para quem se quiser naturalizar, passe a ser obrigatório comprovarem “a existência de uma ligação efetiva à comunidade nacional”, “possuírem capacidade para reger a sua pessoa e assegurar a sua subsistência”, além de passarem um “teste nacional de integração e cidadania” e provarem que “conhecem suficientemente a língua portuguesa”.

Explosão de gás na China faz dois mortos e cinco feridos

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Duas pessoas morreram e cinco ficaram feridas na sequência da rutura e explosão de uma conduta de gás, que provocou a queda de um edifício residencial, na província chinesa de Fujian, avançou hoje a imprensa local.

De acordo com a televisão estatal CCTV, a explosão ocorreu às 22:30 (15:30, em Lisboa) de segunda-feira na cidade de Nan’an.

A explosão provocou o desmoronamento do edifício de três andares. Duas pessoas que ficaram presas no interior foram encontradas sem vida, enquanto outras cinco ficaram feridas.

Segundo a mesma fonte, as operações de salvamento no local foram concluídas e os cinco feridos encontram-se em estado estável. Foram abertas investigações para determinar a causa do acidente.

Acidentes relacionados com fugas de gás são relativamente comuns na China, devido a infraestruturas envelhecidas e deficiências nos sistemas de segurança. Em junho de 2023, uma explosão semelhante num restaurante da cidade de Yinchuan, no noroeste do país, causou 31 mortos. Em outubro do mesmo ano, um outro incidente numa zona residencial da cidade de Shiyan, na província de Hubei, provocou várias vítimas e reacendeu o debate sobre a fiscalização das redes de gás urbano.

Morreram 49 pessoas afogadas até ao fim de maio

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

Quarenta e nove pessoas morreram afogadas em Portugal continental até ao final de maio, o terceiro valor mais alto desde 2017, segundo dados do relatório do Observatório do Afogamento da Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (FEPONS).

Em comunicado hoje divulgado, a FEPONS precisa que com 49 mortes registadas, este ano apresenta já o 3.º pior resultado desde 2017, apenas superado por 2024 (58) e 2022 (52) no mesmo período.

De acordo com a federação, a maior parte das mortes ocorridas nos cinco primeiros meses do ano sucederam no rio (22), seguido no mar (19), poço (05), aqueduto (01), piscina pública (01) e piscina privada (01).

A maioria das pessoas que morreram por afogamento eram homens (64,3%) com idades entre os 25 e os 29 anos.

A Federação destaca igualmente que a maioria dos afogamentos foram em locais não vigiados e não presenciados.

Quanto à distribuição geográfica, 25% dos casos aconteceram no distrito do Porto, 17,9% em Lisboa e 10,7% em Aveiro.

A abertura da época balnear deste ano – feita de forma progressiva pelo território – teve lugar no dia 01 de maio nos concelhos de Cascais e Oeiras, do distrito de Lisboa, e nos municípios de Porto Moniz e Porto Santo, no arquipélago da Madeira.

Na nota, a FEPONS alerta para a importância de reforçar as medidas de prevenção e educação para o risco aquático, especialmente com a aproximação do verão, período historicamente mais crítico.

“Reforçamos o apelo a comportamentos seguros junto da água, à vigilância adequada dos espaços balneares e à presença de nadadores salvadores qualificados”, refere a FEPONS.

O Observatório do Afogamento é um sistema criado pela Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores, para contabilizar as mortes por afogamento em Portugal.

O registo é realizado por ‘links’ de recortes de jornal ou imagens destes.

A época balnear deste ano tem mais 10 praias vigiadas, num total de 605, informou no início do mês o Governo, que apelou à população para que cumpra as orientações de segurança.

De acordo com o Ministério do Ambiente e Energia, foram oficialmente reconhecidas 740 praias, das quais 605 têm vigilância por nadadores-salvadores – mais 10 praias vigiadas do que no ano passado.

Em 2025, Portugal conta com 673 águas balneares identificadas, mais nove do que em 2024, sendo áreas que podem corresponder a mais do que uma praia.

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