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Quinta-feira, Julho 2, 2026
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Incidente com engenhos pirotécnicos em Salvaterra de Magos causa 5 feridos

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foto ilustrativa: João Polónia/ Notícias Em Direto

Um incidente envolvendo engenhos pirotécnicos causou na noite de sábado cinco feridos na praça de touros de Salvaterra de Magos, no distrito de Santarém, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil.

Segundo o chefe de equipa do Comando Subregional da Lezíria do Tejo da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o incidente terá sido provocado por “engenhos pirotécnicos que rebentaram”, causando “dois feridos leves”, que foram transportados para o hospital de Santarém.

Três outros feridos foram assistidos pelos meios de emergência no próprio local, acrescentou a mesma fonte.

O alerta foi dado às 22:42 de sábado, mobilizando para o local 11 veículos e 23 operacionais dos bombeiros de Salvaterra de Magos, Samora Correia e Benavente, bem como elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR) e as equipas das viaturas de emergência médica dos hospitais de Vila Franca de Xira e de Santarém.

“O incidente está em conclusão, a caminho de ser fechado. Dentro do aparato, não foi tão grave [como se podia pensar]”, relatou o responsável à Lusa.

ASAE detém 4 pessoas e fecha 3 estabelecimentos em operação contra jogo ilícito

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A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) instaurou 18 processos-crime e 24 processos de contraordenação, deteve quatro pessoas e suspendeu três estabelecimentos numa operação nacional de combate ao jogo ilícito, foi anunciado.

Em comunicado, a ASAE refere ainda que, no âmbito da “recentemente” realizada Operação Croupier, foram apreendidas 25 máquinas de jogo, quatro quiosques de acesso à Internet, oito dispensadores de bolas com brindes, 14.730 raspadinhas, três cartazes publicitários e diversos equipamentos informáticos e eletrónicos, num valor global estimado em cerca de 91.500 euros.

No total, foram fiscalizados 106 operadores económicos e instaurados 18 processos-crime sobretudo relacionados com a exploração de jogos de fortuna e azar fora dos locais legalmente autorizados, prática ilícita destes jogos, fabricação, publicitação, importação, transporte, transação, exposição ou divulgação de material e utensílios destinados à sua prática e situações de especulação.

Paralelamente, foram instaurados 24 processos de contraordenação, destacando-se como principais infrações a ausência de autorização para exploração de modalidades afins de jogos de fortuna ou azar, a violação dos deveres gerais das entidades exploradoras e a exploração dessas modalidades por entidades com fins lucrativos.

A Operação Croupier focou-se especialmente na fiscalização de ilícitos relacionados com jogos de fortuna ou azar, visando identificar situações de exploração e prática de jogo ilegal em locais não autorizados.

De acordo com a ASAE, os quatro indivíduos detidos durante a operação ficaram sujeitos a termo de identidade e residência (TIR).

Autárquicas: CDU volta a candidatar antigo vereador à Câmara de Alcobaça

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foto: Município de Alcobaça

A CDU voltou a candidatar à Câmara de Alcobaça, no distrito de Leiria, o antigo vereador Rogério Raimundo, nas próximas eleições autárquicas, a realizar em setembro ou outubro.

Rogério Raimundo, 74 anos, admitiu à agência Lusa que ficou surpreendido pela CDU o ter proposto para cabeça de lista à Câmara de Alcobaça, tendo em conta a sua idade, embora se sinta com 55 anos. “Estou com energia para fazer esta batalha boa pelas causas do concelho, em que procuro ter sempre uma grande participação” afiançou.

O candidato aponta as áreas social e da habitação como prioridades no concelho. “São os dramas que Alcobaça tem”, apontou, ao sublinhar que o programa da CDU é uma “alternativa bem clara ao PSD que tem governado Alcobaça estes anos todos”.

“O presidente [da câmara] Hermínio Rodrigues [PSD] andou a dizer, nestes quatro anos, que ia fazer construção para jovens em Alcobaça, no centro da cidade, mas nada disso aconteceu. Estamos praticamente nas eleições e nem o lançamento da primeira pedra já aconteceu”, criticou.

Rogério Raimundo referiu ainda um estudo, pago pela autarquia em 2021, que revelava que mil famílias precisavam urgentemente de casa. “Não houve solução de arrendamento, que é a resposta mais imediata, nem houve nenhuma intervenção de restauro, que era uma boa medida para restaurar edifícios antigos e atribuí-los a pessoas carenciadas, com uma renda acessível”, disse.

Além desta “pedra de toque”, o candidato da CDU diz-se preocupado com a inexistência de cuidados continuados, que considerou “um falhanço total”, pois obriga a que algumas pessoas se mantenham internadas no hospital sem necessidade ou sejam encaminhadas para serviços fora de Alcobaça.

“É uma resposta absolutamente necessária e urgente e a câmara, em conjunto com as IPSS e as misericórdias, poderia colmatar essa falha e dar esta resposta”, constatou.

Rogério Raimundo foi vereador da CDU na Câmara de Alcobaça em vários mandatos, desde 1998 a outubro de 2017.

Foi ainda membro da Assembleia Municipal de Alcobaça e da Assembleia de Freguesia da Cela.

Professor de Matemática durante 30 anos, foi dirigente associativo no Centro Cénico da Cela, durante 50 anos.

Dirigente sindical no Sindicato de Professores da Região Centro, durante 15 anos, foi gestor de casos como secretário e como presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Alcobaça.

A candidatura de Rogério Raimundo é a segunda a ser anunciada no concelho, depois de o Chega ter confirmado a recandidatura de Isabel Ventura e de o PS ter apresentado Diogo Ramalho como cabeça de lista.

A Câmara de Alcobaça é liderada pelo PSD, que em 2021 obteve 43,18% dos votos, elegendo o presidente e três vereadores. O PS, com 29,99% dos votos elegeu três vereadores para o executivo.

As eleições autárquicas deverão decorrer entre setembro e outubro.

Procuradores avançam com greve geral a 9 e 10 de julho contra movimento de magistrados

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O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) anunciou este sábado uma paralisação nacional para os dias 9 e 10 de julho e paralisações regionais para 11, 14 e 15 de julho, para contestar o movimento de magistrados.

Na Assembleia-Geral extraordinária do sindicato, que decorreu esta tarde no Hotel Tivoli Oriente, no Parque das Nações, em Lisboa, foi decidido avançar com “a realização de uma greve geral nos dias 9 e 10 de julho”, assim como com uma paralisação de três dias, “por regiões”, a 11, 14 e 15 de julho, adiantou o presidente do SMMP, Paulo Lona, em declarações à Lusa, após o final da reunião.

A paralisação regional vai começar “pela região de Lisboa”, a 11 de julho, afetando depois a região do Porto a 14 de julho e as Procuradorias – Regionais de Évora e Coimbra, a 15 de julho, explicou.

Por outro lado, foi ainda decidido intensificar os esforços para “obter a realização por parte do Centro de Estudos Judiciários de um curso especial para magistrados do Ministério Público com 120 vagas”, tendo em vista “suprir as grandes carências que existem de magistrados neste momento”.

Neste caso, segundo o presidente do SMMP, o objetivo é que seja aberto um concurso extraordinário.

Nesta Assembleia-Geral extraordinária foi ainda dado um mandato à direção do sindicato para que, a partir de 1 de setembro, possa “recorrer a outras formas de luta que entenda necessárias, nomeadamente a realização de outras greves”, acrescentou Paulo Lona, à Lusa.

Entretanto, em comunicado, o sindicato que representa os magistrados dá ainda nota de que foi recomendada à direção “a instauração de uma ação de impugnação judicial da deliberação do movimento, bem como da respetiva providência cautelar”.

O aviso para o próximo movimento de magistrados do Ministério Público, que produz efeitos a partir de setembro, foi contestado pelo SMMP, que acusou o Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) de espetar “o último prego” na especialização dos procuradores ao querer ter profissionais que acumulam as áreas cível, criminal e de família e menores.

Em causa está o aviso publicado a 4 de junho em Diário da República que inclui lugares a ocupar pelos procuradores a partir de setembro em vários departamentos e tribunais em simultâneo.

O SMMP argumentou que o CSMP “criou uma magistratura ‘multitask’ e generalista, espetando o último prego na tão almejada e apregoada especialização”, com agregações como execução e cível em municípios diferentes, ou família e menores, cível e crime num só lugar.

Depois de uma reunião na terça-feira com o SMMP, o Procurador-geral da República (PGR), Amadeu Guerra, comprometeu-se a levar no dia seguinte o tema ao CSMP, a que preside, e adiantou ter sido por proposta sua que o Conselho decidiu manter o movimento, mas introduzindo algumas alterações para evitar arbitrariedade e sobrecarga na distribuição de serviço aos procuradores.

Segundo as alterações aprovadas, qualquer acréscimo de funções aos procuradores decidido por um coordenador de comarca tem que passar por uma hierarquia de aprovação até ser ratificado, devendo ser comunicado pela comarca ao procurador-geral regional respetivo e por este ao CSMP, tendo sido um dos pedidos do sindicato que Amadeu Guerra disse ter sido considerado relevante pelo CSMP.

Israel: Mais de 55.900 mortes desde início da guerra

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As autoridades da Faixa de Gaza, controlada pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), afirmaram que mais de 55.900 pessoas foram mortas e 131.100 feridas na ofensiva militar desencadeada pelo exército israelita contra o enclave.

A ofensiva aconteceu na sequência do ataque a Israel das milícias palestinianas, em 07 de outubro de 2023.

“O balanço da agressão israelita aumentou para 55.908 mártires e 131.138 feridos desde 07 de outubro de 2023”, declarou o Ministério da Saúde de Gaza numa mensagem publicada nas redes sociais.

Nas últimas 48 horas, 202 pessoas foram mortas e 1.037 feridas pelas tropas israelitas. Quatro dos mortos são corpos recuperados de pessoas mortas anteriormente.

O Ministério da Saúde afirmou ainda que pelo menos 5.599 pessoas foram mortas e 19.097 ficaram feridas desde 18 de março, data em que o exército israelita quebrou o cessar-fogo acordado em janeiro com o Hamas e relançou a sua ofensiva, embora tenha sublinhado que as equipas de emergência não conseguem aceder a algumas zonas onde há cadáveres, pelo que o número final poderá ser mais elevado.

Incêndios: Força Aérea responsabiliza Proteção Civil pela localização dos meios aéreos

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A Força Aérea responsabiliza a Proteção Civil pela localização dos meios aéreos de combate a incêndios, sublinhando que apenas tem a cargo o processo de contratação, e prevê a disponibilidade de mais dois aviões até ao final do mês.

Esta semana, os autarcas dos municípios de Grândola (CDU), no distrito de Setúbal, Ourique e Moura (ambos PS), no distrito de Beja, alertaram, em declarações à agência Lusa, para a falta de meios aéreos de combate a incêndios e apelaram a uma solução urgente.

A colocação de helicópteros nos centros de meios aéreos destes três concelhos alentejanos (um em cada concelho) estava prevista para 01 deste mês, no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) de 2025, o que acabou por não acontecer.

A falta de meios aéreos no distrito de Beja, onde esta semana deflagram vários incêndios rurais, já foi também contestada pela Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL) e pelo PS.

“A responsabilidade da Força Aérea se cinge ao processo de contratação dos meios aéreos, sendo a localização do seu emprego definida pela ANEPC [Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil],” refere a Força Aérea Portuguesa (FAP), numa resposta enviada à Lusa.

A Diretiva Operacional Nacional (DON) que estabelece o DECIR prevê para o período de 01 a 30 de junho, denominado ‘nível Charlie’, 76 meios aéreos.

No entanto, apenas estão atualmente operacionais 67 aeronaves, uma vez que duas das 69 disponíveis estão “inoperacionais para manutenção”, segundo a ANEPC e a FAP.

“Atualmente estão disponibilizados para o DECIR um total de 69 meios aéreos, dos quais 47 helicópteros e 22 aviões. Destes, dois helicópteros ligeiros encontram-se temporariamente indisponíveis em correção de avarias inopinadas, da responsabilidade das próprias empresas contratadas”, precisa a Força Aérea.

Numa resposta enviada à Lusa na quarta-feira, a Proteção Civil dava conta que os helicópteros ligeiros inoperacionais para manutenção estão sediados nos Centros de Meios Aéreos (CMA) de Arcos de Valdez (Viana do Castelo) e Santa Comba Dão (Viseu). Em Arcos de Valdevez existe um outro helicóptero que está operacional.

Sobre a falta de meios aéreos no distrito de Beja a ANEPC não avançou com qualquer justificação e a Força Aérea refere que não é responsável pela localização.

A FAP avança ainda à Lusa que “até ao final do mês prevê-se a assinatura do contrato relativo a dois aviões ligeiros”, passando o dispositivo a terem disponíveis 71 meios aéreos.

O DECIR vai ser novamente reforçado em 01 de julho, a época considerada mais crítica em incêndios, e para essa altura estão previstos 79 meios aéreos.

No início de junho, quando entrou em vigou o ‘nível Charlie’, fonte do setor afirmou à Lusa que a falta de meios aéreos estava relacionada com a documentação para poderem operar e falta de candidatos nos concursos.

No fim do mês de maio, a PJ constituiu 12 arguidos por suspeitas de corrupção relacionadas com os concursos públicos para o combate aos incêndios.

De acordo com a ANEPC, atualmente estão operacionais 36 helicópteros ligeiros sediados nos CMA de Arcos de Valdevez , Famalicão, Fafe, Chaves (2), Ribeira de Pena, Bragança, Alfandega da Fé, Baltar, Vale de Cambra, Vila Real, Armamar, Águeda, Viseu, Aguiar da Beira, Mêda, Guarda, Seia, Covilhã, Cernache, Lousã, Pampilhosa da Serra, Pombal, Figueiró dos Vinhos, Alcaria, Castelo branco, Proença-a-Nova, Ferreira do Zêzere, Sardoal, Santarém, Lourinhã, Montijo, Évora, Monchique, Cachopo e Loulé.

Estão também disponíveis cinco helicópteros pesados localizados nos CMA de Macedo de Cavaleiros, Braga, Pombal, Ferreira do Zêzere e São Brás de Alportel e quatro helicópteros de reconhecimento, avaliação e coordenação em Vila Real, Lousã, Ponte de Sor e Beja.

Existem também 18 aviões médios anfíbios em Mirandela (2), Vila Real (2), Viseu (2), Cernache (2), Castelo Branco (2), Proença-a-Nova (2), Ponte de Sor (2), Beja (2) e Portimão (2).

Segundo a Proteção Civil, estão ainda ativos dois aviões anfíbios pesados em Castelo Branco e dois aviões de reconhecimento, avaliação e coordenação sediados nos CMA de Viseu e Ponte de Sor.

PS quer que Governo esclareça presença de aviões reabastecedores na Base das Lajes

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O PS quer saber se o Governo foi notificado pelas autoridades norte-americanas sobre os aviões reabastecedores que se encontram na Base das Lajes, nos Açores, e se tenciona partilhar com os maiores partidos da oposição as razões deste movimento.

“Aquilo que o PS quer saber, é se o Governo português tem conhecimento desse movimento, se foi notificado pelas autoridades americanas desse mesmo movimento, e se tenciona, como foi sempre da praxe, dar conhecimento quer aos maiores partidos políticos, a nível nacional, naturalmente, quer à própria população sobre a razão e a causa deste mesmo movimento”, sustentou Francisco César, deputado e líder do PS/Açores, em declarações à agência Lusa.

Em causa está a presença de mais de uma dezena de aviões reabastecedores da Força Aérea norte-americana na Base Aérea das Lajes, utilizada militarmente pelos Estados Unidos da América no âmbito de um acordo de cooperação.

Francisco César disse ter conhecimento de 18 aeronaves deste tipo no arquipélago, 12 estacionadas naquela infraestrutura e mais seis em permanência no ar, cuja presença “é conhecida por toda a população” devido ao movimento constante.

Além disto, é “do conhecimento geral” dos habitantes que “os militares e tripulantes desses aviões estão a dormir na ilha Terceira, inclusive em pavilhões civis” – isto porque, explicou, a base militar não tem capacidade de resposta e estão a decorrer as festas Sanjoaninas no arquipélago e a lotação dos hotéis está cheia.

O deputado e dirigente socialista realçou que este movimento “não é comum”.

“Para além disso, nós sabemos da situação de tensão no Médio Oriente, nomeadamente na questão de Israel com o Irão, também sabemos da questão da cimeira da NATO, e não há qualquer explicação, nem qualquer indução da parte do Governo, em relação a saber se este movimento está relacionado, quer com um exercício da NATO ou com a situação no Médio Oriente”, criticou.

Os socialistas esperam que, “no mínimo”, o governo norte-americano tenha notificado a Força Aérea portuguesa e esperam que o executivo PSD/CDS-PP dê aos partidos políticos e “ao público em geral” uma explicação sobre as razões desta movimentação naquela base.

Na sexta-feira, a Lusa constatou no local 12 aeronaves de reabastecimento aéreo naquela infraestrutura.

Questionada sobre a presença destas aeronaves nas Lajes, fonte do Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América (EUA) disse apenas que “o Comando Europeu dos EUA acolhe habitualmente aviões militares (e pessoal) dos EUA em regime transitório, em conformidade com acordos de acesso a bases e sobrevoo com aliados e parceiros”.

“Para além disso, não temos mais nada a partilhar”, acrescentou.

A Lusa perguntou se era habitual a presença deste número de aeronaves nas Lajes e se estava relacionado com a situação no Médio Oriente.

Questionou também se estava previsto um aumento de movimento de aeronaves militares na base das Lajes.

Na quarta-feira, a Lusa já tinha questionado o Departamento de Defesa dos EUA sobre um possível reforço da atividade militar nas Lajes, devido à situação no Médio Oriente, mas foi dito apenas que naquele dia não havia alterações a anunciar.

Milhares de pessoas na Avenida da Liberdade em Lisboa para reivindicar direitos LGBTI+

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Pela primeira vez em Portugal, o Europride juntou este sábado milhares de pessoas na Avenida da Liberdade, em Lisboa, para marchar pelos direitos da comunidade LGBTI+ e reivindicar o direito a amar sem preconceitos.

Sob o lema “Proudly Yourselves”, o Europride 2025 apelava para a celebração da autenticidade, da união e do amor, sendo isso que se viu no rosto dos milhares de pessoas que desceram a avenida, empenhando cartazes e a tradicional bandeira colorida.

O EuroPride 2025 acontece pela primeira vez em Portugal, organizado pela Variações – Associação de Comércio e Turismo LGBTI de Portugal e conta com o apoio do Turismo de Portugal e da Câmara de Lisboa.

Balão de ar quente cai e causa morte de oito dos 21 passageiros no sul do Brasil

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Um balão de ar quente tripulado incendiou-se e caiu causando a morte de oito das 21 pessoas que transportava, hoje, no estado de Santa Catarina, sul do Brasil, confirmaram as autoridades.

O balão sobrevoava a zona da Praia Grande quando se incendiou, como é visível em vídeos partilhados nas redes sociais, e o governo de Santa Catarina informou que o acidente deixou oito mortos e 13 sobreviventes.

O acidente aconteceu no extremo sul do estado de Santa Catarina, região conhecida como Capadócia brasileira, famoso destino para a prática do balonismo.

As causas do acidente ainda não foram apuradas e equipas de socorro mobilizadas na região continuam os trabalhos de resgate no local, não havendo para já informação sobre o estado de saúde dos sobreviventes.

Este é o segundo acidente grave de balão em menos de uma semana no Brasil. Na última terça-feira, uma mulher morreu e outras 11 pessoas ficaram feridas após outro acidente de balão em Boituva, no interior de São Paulo.

Ucrânia: Zelensky diz que Rússia entrega corpos de soldados russos em vez de ucranianos

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Foto: D.R.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou hoje a Rússia de entregar os corpos de 20 soldados russos a Kiev, em vez dos restos mortais de soldados ucranianos, conforme o acordo recente para a troca de soldados mortos.

Entre esses 20 corpos “há, por exemplo, um mercenário israelita que lutava ao lado deles. Um cidadão israelita, com documentos israelitas”, disse o Presidente ucraniano durante uma conferência de imprensa.

Zelensky acusou tratar-se não de um equivoco, mas sim de uma ação deliberada, sustentando que “às vezes, esses corpos até têm passaportes russos [com eles]”, e acusando Moscovo de “mentir” ao afirmar que entrega apenas corpos de ucranianos.

Durante as negociações entre a Ucrânia e a Rússia em Istambul, em 02 de junho, Moscovo e Kiev concordaram com uma troca de restos mortais de soldados de ambos os lados.

Na segunda-feira, o Centro Ucraniano de Coordenação para Prisioneiros de Guerra declarou que a Ucrânia havia recebido 6.057 corpos nesse contexto, embora tenha expressado cautela quanto à veracidade da sua nacionalidade e de tratar-se afetivamente de militares, aguardando a sua identificação.

Na sexta-feira, o Presidente ucraniano levantou a possibilidade de a Rússia estar a enviar deliberadamente os corpos de soldados russos para dar a impressão de que matou mais ucranianos e minimizar as suas próprias perdas, mas também porque há muitos mais mortos nesta guerra do que Moscovo quer deixar perceber.

“Eles [os russos] têm medo de reconhecer esse facto, o grande número de mortes. Porque quando chegar a hora em que [Vladimir} Putin quiser mobilizar, a sociedade russa terá medo”, continuou.

Moscovo quer “destruir a realidade em que vivemos, onde muito mais pessoas estão a morrer”, afirmou.

Há mais de três anos, a Ucrânia enfrenta uma invasão russa que deixou dezenas de milhares de mortos em ambos os lados, tanto civis quanto militares, mas as autoridades de ambos os países não publicaram um registo oficial recente de soldados feridos ou mortos nas linhas de frente.

O repatriamento de corpos, especialmente de soldados, e a troca de prisioneiros de guerra são as poucas áreas em que Kiev e Moscovo cooperam.

Na sexta-feira, Zelensky também afirmou que 695.000 soldados russos estavam atualmente em território ucraniano, aproximadamente 20% do qual está ocupado pelo exército do Kremlin.

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