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Quinta-feira, Julho 2, 2026
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Marcelo pede talento em decisões sobre imigração sem prejudicar presença de Portugal no mundo

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foto: Arlindo Homem

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pediu talento nas decisões políticas sobre imigração, de modo a que não aumente o medo ou a intranquilidade das comunidades, nem a presença do Portugal no mundo.

“O talento está a encontrar uma forma nesse domínio, que não aumente o medo, que não aumente a insegurança, que não seja negativa para quem tem de conduzir os destinos do país e que não esvazie um fator essencial da nossa presença no mundo”, declarou o chefe de Estado.

Falando aos jornalistas à margem da sessão comemorativa dos 40 anos da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), que hoje se assinalam em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa observou que a imigração, além da naturalização de cidadãos estrangeiros em Portugal, surge como uma prioridade para o Governo e para a oposição, embora com “perspetivas opostas” dentro de si.

“Isso significa que era inevitável o debate”, comentou o Presidente da República, bem como “pontos de vista diferentes em cada momento”, referindo-se a uma “onda que percorre o mundo”, numa alusão a medidas de controlo da imigração, que estão presentes nos Estados Unidos e em alguns países europeus, e que é uma onda de tempos de crise”.

Nesse sentido, avaliou que “é fácil o apelo ao medo, à preocupação, nuns casos por causa do emprego, noutros por causa da segurança, noutros por causa apenas do envelhecimento das cidades”.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se por outro lado ao “talento de compatibilizar aquilo que são as ondas de cada momento, e agora a onda é essa”, com o risco de se criar “problemas graves na comunidade que fala português, ou dúvidas, ou intolerâncias, ou outras formas que minimizam a projeção da língua e da cultura” destes povos.

“Isto é complicado”, advertiu, porque os portugueses têm “muita força”, mas há países que falam português que têm “uma força diferente e essencial no mundo”.

Marcelo Rebelo de Sousa recordou que era líder da oposição quando foi criada a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em 1996, e descreveu-se como “um defensor daquilo que é o peso da língua portuguesa, da comunidade que fala português”.

Desse modo, avisou que a CPLP é “um tema fundamental porque é um dos fatores estratégicos para o país” e salientou o papel de outros países da CPLP, como a dimensão do Brasil no mundo, Angola e Moçambique que se tentam afirmar regionalmente, Cabo Verde como “ponte” entre continentes e ainda Timor-Leste na região da Ásia-Pacífico.

“Portanto, nenhum destes povos pode perder isso, por causa de questões que sejam questões meramente de conjuntura”, insistiu o chefe de Estado, acrescentando que a última coisa” que poderia conceber seria que “Portugal perdesse um trunfo fundamental por uma má gestão de um dossier que é fundamental para o país a prazo”.

Papa Leão XIV pede orações pelo silêncio das armas e pela paz

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foto: Vatican Media

O Papa Leão XIV pediu orações pelo silêncio das armas e pelo trabalho pela paz através do diálogo, durante a oração do Angelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano.

“Continuemos a rezar para que as armas se calem em todo o lado e para que se trabalhe pela paz através do diálogo”, disse o Papa norte-americano aos milhares de pessoas presentes na Praça de São Pedro.

Durante a sua mensagem, o pontífice disse que o seu “serviço episcopal é um serviço à unidade da Igreja e entre as Igrejas, irmãs e irmãos, alimentado pelo perdão e pela confiança mútua, que começa pelas (…) famílias e pelas (…) comunidades. De facto, se Jesus confia em nós, também nós podemos confiar uns nos outros, em seu nome”.

Na ocasião, Leão XIV pediu que os apóstolos Pedro e Paulo – cuja festa litúrgica hoje se assinala -, juntamente com a Virgem Maria, “intercedam (…) para que, neste mundo ferido, a Igreja seja casa e escola de comunhão”.

O pontífice norte-americano lembrou ainda que hoje se assinala também o Dia do Óbolo de São Pedro, quando são recolhidos os donativos ao Papa. Afirmou que este é “um sinal de comunhão com o Papa e de participação no seu ministério apostólico”.

“Agradeço sinceramente àqueles que, com os seus donativos, apoiam os meus primeiros passos como sucessor do Pedro”, acrescentou.

Poucos dias antes da sua morte, o Papa Francisco criou uma comissão para ajudar a incentivar os donativos à Igreja.

De acordo com as contas de 2024, publicadas esta semana, a receita total do Óbolo de São Pedro em 2024 foi de 58 milhões de euros, enquanto as despesas totais atingiram os 75,4 milhões de euros, o que representou um aumento das doações face aos 52 milhões de euros do ano anterior, enquanto as despesas tinham sido de 109,4 milhões de euros.

A maior parte dos donativos, 54,3 milhões de euros, provém da coleta paroquial anual na Festa de São Pedro e São Paulo, de ofertas diretas e de legados testamentários.

Derrocada em arriba interdita acesso automóvel à praia de Paimogo na Lourinhã

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Foto: Município da Lourinhã

A Proteção Civil Municipal da Lourinhã e a Capitania de Peniche interditaram hoje o acesso automóvel à praia de Paimogo, no concelho da Lourinhã, na sequência de uma derrocada na arriba norte.

“Foi-nos reportada no domingo a queda de quatro ou cinco blocos rochosos, entre meio metro a um metro cúbico, na via de acesso ao portinho de recreio”, confirmou hoje o coordenador da Proteção Civil Municipal, Daniel Neves.

As duas entidades solicitaram a retirada das viaturas estacionadas e o acesso à praia foi vedado a automóveis.

O responsável esclareceu que o acesso “está vedado” a automóveis, exceto para a largada e tomada de embarcações, tendo sido colocada sinalização de perigo de queda de blocos.

O coordenador da Proteção Civil esclareceu que a população “pode continuar a usufruir da praia, mas através do acesso pedonal pela praia de Vale Frades”, recomendando mesmo a que utilizem outras praias, tendo em conta o perigo de erosão.

Há pelo menos 14 anos que o município do distrito de Lisboa espera por obras de consolidação na arriba norte de Paimogo pela Agência Portuguesa de Ambiente (APA).

Apesar de serem feitas ações de monitorização, “de ano para ano há desprendimento de blocos rochosos”, alertou.

A autarquia vai ser responsável pelas obras de estabilização da arriba, após um acordo de delegação de competências da APA na câmara, esclareceu à Lusa o vereador com os pelouros do Ambiente e da Proteção Civil, João Serra.

Em abril, o município candidatou ao programa comunitário Portugal 2030 a intervenção de, com um custo estimado de 3,6 milhões de euros e um prazo de execução de 17 meses.

Em 2011, o acesso à praia foi também interditado a viaturas, na sequência do desmoronamento.

Paimogo não é praia balnear, mas é frequentada durante o verão por banhistas e por pescadores da pesca desportiva, que atracam aí as suas embarcações.

Além da insegurança, a instabilidade da arriba pode comprometer o Forte de Paimogo, monumento datado de 1674 e classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1957.

Em novembro, o município concluiu as obras de reabilitação do forte, um investimento de um milhão de euros, financiado em 863 mil euros pelo mecanismo financeiro EAA Grants e em 152 mil euros pela câmara municipal.

A autarquia quer transformar o forte num espaço cultural dedicado às memórias da comunidade local, com o objetivo de reforçar a identidade local e recuperar saberes tradicionais, e apostar numa programação cultural para o espaço.

O imóvel é propriedade do Estado, mas encontra-se há várias décadas à guarda do município.

Em 2021, autarquia e Ministério da Administração Interna estabeleceram um acordo de cedência do forte e do antigo posto da Brigada Fiscal de Paimogo por 50 anos, no âmbito do processo de descentralização de competências do Estado para os municípios.

ASAE apreende mais de 205 kg de carne e enchidos e instaura 20 processos de contraordenação

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A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica apreendeu mais de 205 kg de carne e enchidos e 19 litros de produtos alimentares, no âmbito de uma operação de fiscalização, que culminou na instauração de 20 processos de contraordenação.

As apreensões ocorreram no âmbito de uma operação de fiscalização a nível nacional, desencadeada pelas unidades regionais da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), e dirigida a estabelecimentos que vendem produtos à base de carne.

A ação teve “especial enfoque nas condições de higiene e segurança alimentar de estabelecimentos de venda a retalho, nomeadamente charcutarias, lojas gourmet, talhos, minimercados, supermercados e hipermercados, e secções acessórias onde estes produtos são armazenados”, tendo sido “fiscalizados cerca de 80 operadores económicos e instaurados 20 processos de contraordenação”, avançou a ASAE, em comunicado.

Entre as principais infrações, a ASAE destaca “a falta de mera comunicação prévia para o exercício da atividade económica, a distribuição, preparação e venda de carnes e seus produtos com desrespeito das normas higiénicas e técnicas aplicáveis, o incumprimento das regras relativas às práticas leais de informação, a ausência de registos de informação relativa aos sistemas e procedimentos da rastreabilidade, a inexistência de processo ou processos baseados nos princípios do HACCP”, bem como “a não indicação nos géneros alimentícios das menções obrigatórias”.

Nesta operação, foram ainda apreendidos “mais de 205 kg de produtos cárneos e enchidos, por falta de requisitos e pela ausência de registos de informação relativa aos sistemas e procedimentos da rastreabilidade dos géneros alimentícios, 19 litros de produtos alimentares pela não indicação nos géneros alimentícios das menções obrigatórias, e ainda, dois instrumentos de pesagem”, remata.

“Estamos a perder completamente a corrida na inteligência artificial”

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Imagem ilustrativa

O ex-primeiro-ministro Durão Barroso disse hoje que a Europa está “a perder completamente” a corrida à Inteligência Artificial (IA), realçando que vai mudar “praticamente tudo”.

O antigo governante, que esteve na conferência da Associação Business Roundtable Portugal (BRP), no Porto, disse que, em termos de desenvolvimento de um país, “o turismo sozinho não dá”.

Para Durão Barroso, não se pode esquecer, em Portugal, os setores tradicionais, como a agricultura.

“Estamos a perder completamente a corrida na IA”, na Europa, realçou ainda.

Segundo Durão Barroso, a IA é um facilitador para todas as tecnologias.

“Não tenho a menor dúvida de que a IA vai mudar praticamente tudo”, salientou, indicando que não será só na produção de bens e serviços, mas na cultura e outros setores.

“Não é um setor, é importante para todos os setores”, indicou, apelando ainda a regulamentação deste segmento.

Sobre as críticas à União Europeia e aos fundos de coesão, ouvidas durante a conferência, Durão Barroso disse que “não há maior máquina de convergência da economia do mundo do que a União Europeia”.

Reconheceu, no entanto, que o aparelho burocrático europeu é complicado e ainda mais complexo porque tem de gerir as regras de todos os Estados-membros.

“Nós na Europa com os nossos problemas temos um sistema de proteção social de que não temos de pedir desculpa”, disse, referindo que os europeus devem ter orgulho naquilo que fizeram nesta área.

Greenpeace exige que empresas mais poluentes paguem mais impostos para proteger planeta

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

A Greenpeace exigiu esta semana que as empresas mais poluentes paguem mais impostos, para proteger o planeta, na véspera da 4.ª Conferência Internacional sobre Financiamento ao Desenvolvimento (FFD4) das Nações Unidas, que se realiza em Sevilha, Espanha.

Num encontro para analisar a justiça fiscal e climática, os desafios ambientais globais e a necessidade de proteger os direitos sociais, também temas da conferência, a diretora executiva da Greenpeace Espanha e Portugal, Eva Saldaña, explicou que espera que os líderes globais ouçam o que já está a acontecer nas ruas e mudem a arquitetura financeira global.

Eva Saldaña anunciou que vai pedir aos governos participantes na conferência de Sevilha que transformem a economia, para que os muito ricos e as grandes empresas poluidoras destinem o seu dinheiro e impostos especiais à proteção do planeta.

Nesse grupo incluiu grandes empresas de energia e algumas do setor agroalimentar que, na opinião da Greenpeace, deveriam alocar recursos para uma ação climática, proteção da biodiversidade e programas sociais.

“É muito importante que todos os governos se comprometam com uma abordagem fiscal diferente, uma abordagem fiscal que começa agora a ser discutida”, salientou esta responsável, apelando à ação agora para as gerações futuras, mas também para as pessoas vulneráveis que sofrem com eventos climáticos extremos, como a atual onda de calor.

O compromisso da Greenpeace passa pela redistribuição da riqueza, enfrentar a transição energética e o abandono dos combustíveis fósseis, bem como lançar uma transição agroalimentar com foco em alimentos saudáveis e por produtores, agricultores e pescadores artesanais.

Mais de 60 líderes mundiais e 4.000 representantes da sociedade civil reúnem-se na próxima semana em Sevilha para relançar a ajuda ao desenvolvimento, que tem atualmente um défice de quatro biliões de dólares anuais, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

Esta quarta conferência decorre de segunda a quinta-feira, 10 anos depois da anterior, na Etiópia, em 2015.

O objetivo agora é “renovar o quadro do financiamento global ao desenvolvimento”, num momento de “graves tensões geopolíticas e conflitos” e quando “estão gravemente atrasados” os objetivos acordados pela comunidade internacional na Agenda 2030, lê-se no texto “Compromisso de Sevilha”, a declaração já negociada no seio da ONU que deverá ser formalmente adotada na próxima semana.

“Estamos a ficar sem tempo para atingir os nossos objetivos e enfrentar os impactos adversos das alterações climáticas. (…) O fosso entre as nossas aspirações de desenvolvimento sustentável e o financiamento para as concretizar tem continuado a aumentar, particularmente nos países em desenvolvimento, atingindo um valor estimado de 4 biliões de dólares anuais” (cerca de 3,4 biliões de euros), lê-se no texto que líderes de governo e de Estado de todo o mundo se preparam para assinar em Sevilha.

Segundo as contas da ONU, o défice atual na ajuda ao desenvolvimento é 1.500 mil milhões mais do que há dez anos e em 2024 a ajuda oficial ao desenvolvimento caiu pela primeira vez nos últimos seis anos, com previsão de nova queda de 20% para 2025.

Entre os líderes confirmados em Sevilha estão a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen e o primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, que será o anfitrião, ao lado do secretário-geral da ONU, António Guterres.

O primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, já confirmou a presença e estarão também em Sevilha líderes de outros países lusófonos.

Passarão ainda pela cidade espanhola os líderes das principais organizações financeiras internacionais, como o Banco Mundial ou o Fundo Monetário Internacional, responsáveis de agências e programas de apoio ao desenvolvimento, organismos e protagonistas do setor privado e organizações não-governamentais.

Festival do emigrante trouxe Portugal a Paris e juntou milhares de pessoas

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A terceira edição do Festival do Emigrante de Herblay-sur-Seine, a noroeste de Paris, juntou no domingo milhares de pessoas num ambiente com música e gastronomia portuguesas, que lembrou as festas de verão em Portugal.

Num grande recinto que misturou francês e português e com centenas de bandeiras portuguesas e camisolas da seleção e de clubes portugueses, as cerca de 29.000 pessoas, esperadas no domingo, segundo fonte próxima da organização do evento, puderam assistir aos vários concertos previstos e a ranchos e bombos a atuar.

A edição deste ano contou com o acréscimo de mais um palco e de 18 restaurantes, entre outros expositores de lusodescendentes, para além de vários locais para as pessoas se sentarem e, assim aproveitarem a tarde, em que a temperatura esteve bastante alta.

Os dois palcos, que receberam no sábado os Xutos & Pontapés, Soraia Ramos, Bárbara Bandeira, Ivandro e Marotos da Concertina, acolheram no domingo as atuações do lusodescendente Mike da Gaita, de Yasmine, do Diogo Piçarra, de Mariza, do Deejay Telio e dos muito aguardados Calema (António e Fradique Mendes Ferreira).

“É curioso estar tão longe de Portugal e mesmo assim sentir-se estar num festival numa cidade qualquer portuguesa no meio de Portugal. Acho que a nossa identidade está cá, a nossa cultura. E são estas pessoas, os emigrantes, que a mantêm viva”, disse Diogo Piçarra aos jornalistas, após o “espetáculo quase relâmpago” em que cantou muitos dos seus ‘singles’.

Para Diogo Piçarra foi “um orgulho enorme ter sido convidado para representar um bocadinho de Portugal” para um público caraterizado pela “saudade”, de quem não tem assim tanto contacto com espetáculos portugueses e que, por isso, os “vive mais intensamente”.

Também a fadista Mariza descreveu o seu espetáculo como “a sensação de estar em casa”, a atuar em Portugal, tendo escolhido temas mais conhecidos do público, para o qual pensou na hora de preparar a ‘playlist’.

“Fez-se uma festa incrível, onde primou-se pela música, pela cultura, pela gastronomia, que também é cultura. E todo o público era tão eclético. Todas as idades, crianças, tudo”, afirmou Mariza à Lusa, referindo “o orgulho de poder cantar em português” para portugueses fora de Portugal.

Os concertos atrasaram cerca de uma hora do previsto, mas isso não impediu a animação e entusiasmo dos portugueses e lusodescendentes, alguns a virem de longe de Paris, e que aguardavam para ouvir cantar as músicas dos artistas que tão bem conheciam.

Andreia Couto, de 25 anos, veio com a sua família de Annecy (a 600 quilómetros de Herblay-sur-Seine) pela primeira vez ao festival para aproveitar um fim de semana “interessante e divertido” num “reencontro de portugueses de vários pontos do país, tanto em França como em Portugal”.

“Independentemente do calor, houve sempre boa animação e bons concertos. Em princípio, no próximo ano estarei cá novamente, mas irei organizar-me com mais antecedência, porque este ano tratei de tudo em cima da hora após saber do festival pelo Tiktok”, afirmou, referindo que o concerto do duo musical de São Tomé e Príncipe, Calema, era o que mais ansiava e a marcou.

Os Calema, que encheram no início do mês o Estádio da Luz, em Lisboa, e já tinham atuado na primeira edição do festival, contaram com uma grande plateia para a qual trouxeram uma ‘playlist’ com os seus temas mais conhecidos em português e outros em francês que fazem sucesso em França.

“Para nós, participar neste palco é um prazer, porque é um espetáculo que junta toda a lusofonia, a língua portuguesa, a cultura lusófona. E para nós é um prazer fazer parte deste evento. Promovermos a cultura lusófona e a música cantada em português”, disse à Lusa António Mendes Ferreira.

Segundo Fradique Mendes Ferreira, o público deste festival “difere de muitos outros, porque é um público da saudade”, algo que também se identificam “enquanto emigrantes, mas conectados sempre com a língua portuguesa”.

Incêndios: Mais 150 postos de vigia ativados

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foto: GNR

A Guarda Nacional Republicana (GNR) ativou esta semana a rede secundária de postos de vigia, com 150 postos, que se somam aos 80 da rede primária já ativados, no âmbito da operação Floresta Segura 2025.

Numa publicação na rede social Facebook, a GNR refere que, no âmbito da operação Floresta Segura 2025, através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), ativou, em 05 de maio, a rede primária de postos de vigia.

Esta é “composta por 80 postos, guarnecidos por 320 operadores” e vai estar em funcionamento até ao dia 03 de novembro.

Desde hoje, está ativada a rede secundária de postos de vigia, acrescentando 150 postos, “guarnecidos por 600 operadores, que irão operar até 15 de outubro “.

“Estas estruturas integram a Rede Nacional de Postos de Vigia e articulam-se com o Sistema de Videovigilância Florestal, atualmente constituído por 147 câmaras de videovigilância, reforçando a vigilância, deteção e resposta aos incêndios rurais em todo o território nacional”, adianta a GNR.

A Rede Nacional de Postos de Vigia “assegura a deteção fixa das ocorrências de incêndios e garante a confirmação da localização dos mesmos, contribuindo para um célere despacho dos meios de combate, em todo o território do continente”.

A GNR acrescenta que a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520) mantém-se disponível para denúncias e pedidos de esclarecimento.

Trump diz já ter encontrado comprador para o TikTok

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O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que já encontrou um comprador para o TikTok, um passo necessário para permitir que a plataforma continue a operar nos Estados Unidos.

“Temos um comprador para o TikTok. Provavelmente, precisaremos da aprovação da China”, disse Trump no programa Sunday Morning Futures, da Fox News.

O líder republicano não revelou o nome do comprador, dizendo apenas que se trata de um gigante tecnológico “muito rico”, e que o revelará dentro de “duas semanas”.

Sob a administração democrata de Joe Biden (2021-2025), o anterior Congresso aprovou uma lei que exigia que o TikTok se desfizesse da sua empresa-mãe, a chinesa ByteDance, e encontrasse um investidor de um país que não fosse considerado um “adversário” nacional antes de 20 de janeiro, quando Trump tomou posse.

Depois de não ter conseguido chegar a acordo, a aplicação esteve fora de serviço durante algumas horas nos Estados Unidos até que o republicano, no seu primeiro dia de regresso à Casa Branca, assinou uma ordem executiva concedendo uma extensão de 75 dias ao prazo para a venda.

Em 04 de abril, Trump concedeu ao TikTok mais 75 dias, que terminaram em 19 de junho, mas, nesse mesmo dia, o líder republicano prolongou a data por mais 90 dias, até 17 de setembro.

O Presidente já tinha declarado que tem “uma queda pelo TikTok”, insistindo que a plataforma contribuiu para a sua vitória nas eleições de novembro passado, aumentando as suas taxas de aprovação entre os jovens.

Ministro da Educação diz que acabar com as propinas é regressivo

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O ministro da Educação, Fernando Alexandre, considerou, no domingo, que acabar com as propinas é regressivo, defendendo um sistema de ação social em que as bolsas acomodem todos os custos da frequência do ensino superior, incluindo as propinas.

“Acabar com as propinas é regressivo. Mas, é preciso depois explicar como é que nós tornamos, de facto, o nosso sistema mais equitativo: o que não pode acontecer é que alguém fique excluído do acesso ao ensino superior pelo preço da propina e isso é algo que, se nós incluirmos na definição da bolsa, da ação social, deixa de ser uma questão”, sustentou.

À margem do lançamento da primeira pedra para uma nova residência de estudantes do Instituto Politécnico de Coimbra, Fernando Alexandre sublinhou que a ação social é crucial para garantir que todos os jovens têm acesso ao ensino superior com as condições económicas necessárias para ter sucesso no seu percurso.

“As propinas é uma discussão paralela e, em resultado daquilo que for a política para as propinas, o sistema de ação social tem que acomodar isso. A propina é um dos custos da frequência do ensino superior e quando nós falamos da ação social e da definição da bolsa, isso tem que ter em conta o rendimento da família e os custos da frequência do ensino superior, onde está a propina”, referiu.

Para o ministro da Educação, reduzir as propinas, como foi feito nos últimos anos, “é fiscalmente regressivo”.

“Quando nós reduzimos as propinas, estamos a pôr todos os portugueses a pagar o ensino superior, mesmo aqueles que não tiveram a possibilidade que os seus filhos fossem para o ensino superior. Ou seja, estamos a pôr as famílias de rendimentos mais baixos a pagar o ensino superior das famílias de rendimentos mais elevados”, afirmou.

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