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Quinta-feira, Julho 2, 2026
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Autor de cinco incêndios em Penafiel detido em operação da PJ

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Um homem de 39 anos foi hoje detido pela Polícia Judiciária (PJ) na região de Penafiel, por ter provocado cinco incêndios florestais consecutivos em Recezinhos, alastrando o pânico junto da comunidade local. 

Segundo a mesma fonte, o detido recorreu a chama direta para atear os fogos, colocando em risco não só a vasta mancha florestal, mas também edifícios habitacionais adjacentes.

O suspeito, que já acumulava antecedentes criminais por incêndio, é agora fortemente investigado pela prática destes atos, cometidos entre 2 de junho e esta madrugada. Durante este período, registaram-se 42 ignições suspeitas na área, obrigando a PSP e GNR a recorrer a meios aéreos para controlar algumas das chamas.

A detenção foi possível graças à colaboração do Grupo de Trabalho de Redução de Ignições Florestais na Zona Norte, em conjunto com a GNR. 

O arguido deverá ser presente ainda hoje ao tribunal competente, onde será aplicado o regime de medidas de coação consideradas pertinentes.

Novos Tempos: O sangue dos mártires nunca é derramado em vão

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Sérgio Carvalho (Professor e Jornalista)

Os dias que correm trazem-nos notícias de guerras, rumores de guerras, conflitos, morte, fome e destruição. Devido à quantidade de casos e à utilização dos eventos até à exaustão, cai-se muitas vezes na banalização do mal e na insensibilidade.

Vemos que, em muitos meios de comunicação social, a ânsia de novas notícias, as audiências e o politicamente correto ditam aquilo que é notícia e aquilo que é descartado, como se não tivesse importância. Assistimos a guerras de 1.ª, 2.ª e 3.ª categoria, quase como os lugares de uma viagem de avião ou um cinema. Vemos que, para alguns, existem atentados que abrem noticiários e fazem as primeiras páginas de jornais, enquanto outros apenas são referidos em notas de rodapé ou simplesmente ignorados.

O mês de junho de 2025, confirma tudo o que acabei de afirmar. Destaco apenas três situações, entre muitas que poderia relatar, de perseguição, atentado e morte de cristãos que quase não são referidas ou comentadas, a não ser por organizações da Igreja e dos seus meios de comunicação.

A 8 de junho a casa das Irmãs Mercedárias do Santíssimo Sacramento, em Pemba, na província de Cabo Delgado, em Moçambique, foi assaltada por homens armados munidos de catanas, que ameaçaram decapitar mesmo uma das irmãs. As religiosas, que acolhem e cuidam de mais de três dezenas de meninas, viveram momentos horríveis. Já o bispo de Tete, D. Diamantino Antunes, referiu, em entrevista, que o terrorismo parece estar enraizado em Cabo Delgado. E isto a poucos dias de Moçambique comemorar os 50 anos de independência de Portugal (25 de junho).

Na sexta-feira, 13 de junho, terroristas, militantes jihadistas, mataram mais de 200 cristãos, na Nigéria, depois de invadir os edifícios onde dormiam e esfaquearam todos os que tentavam fugir aos gritos de “Allahu Akhbar” – Deus é grande –, antes de começarem com a carnificina.

Na cidade de Antioquia, na Síria, registou-se a morte de 30 cristãos no atentado de domingo, dia 22 de junho, na Igreja de Santo Elias, em Damasco e que causou também mais de meia centena de feridos. Esta igreja pertence à comunidade ortodoxa grega. Este poderia ser mais um caso dos conflitos no Médio Oriente, mas evidencia que os cristãos correm perigo de vida, ainda para mais na cidade que lhes deu o nome pois «foi em Antioquia que, pela primeira vez, os discípulos começaram a ser tratados pelo nome de «cristãos.» (cf. Atos dos Apóstolos 11, 26).

Estes casos que referi são apenas a ponta do icebergue. Sabemos que há em todo o mundo imensos casos de perseguição aos cristãos, independentemente da sua confissão (católica, ortodoxa ou evangélica), os quais não são noticiados, apenas porque são cristãos. É imperioso dar voz aos perseguidos e aos mártires, recordando sempre a frase de Tertuliano, no seu livro Apologético, 50,13 – «O sangue dos mártires é a semente dos cristãos».

Aproximando-se a data do 13 de julho, em que se assinala a terceira aparição em Fátima, na qual foi revelado o «Segredo», lembro as palavras que a Irmã Lúcia escreveu, em Tui, na Galiza, a 3 de janeiro de 1944 e que constam do manuscrito da terceira parte do segredo de Fátima: depois de ver o «bispo vestido de branco cair como morto (…)foram morrendo uns trás outros os Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas e várias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de várias classes e posições. Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal na mão, neles recolhiam o sangue dos Mártires e com ele regavam as almas que se aproximavam de Deus.»

O sangue dos mártires nunca é derramado em vão. O seu sangue é testemunha do ódio e da perseguição, mas também da sua identificação com o seu fundador – Jesus Cristo. Mas o mal não terá a última palavra. O bem e a verdade prevalecerão. Olhemos para Roma e vemos que a capital do império romano que matou e perseguiu o cristianismo, hoje é a Sede da Igreja Católica. Onde era o circo de Nero, hoje ergue-se a basílica de São Pedro.

Piri‑Piri & Co.: A Força do Picante Feito no Algarve

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A empresa artesanal Piri‑Piri & Co., com sede na Quinta do Piri‑Piri em Albufeira, tem vindo a conquistar os amantes de sabores intensos com uma produção local e autêntica. Fundada em 2011 por Romeu Santos, a marca tornou-se referência na criação de molhos e produtos picantes feitos a partir de malaguetas cultivadas no próprio terreno.

Desde os suaves aos extremamente ardentes, como o “Scorpion” ou o “Bhutzilla”, as malaguetas da casa são transformadas em molhos, massas, conservas e até licores. Cada produto reflete a filosofia da marca: respeitar o sabor original do piri‑piri e oferecer qualidade 100% portuguesa.

Além dos produtos únicos, a Piri‑Piri & Co. aposta também numa forte ligação visual ao seu universo agrícola e artesanal. As imagens que acompanham esta publicação mostram de perto a beleza e variedade das malaguetas que dão vida a cada frasco.

Com vendas online e loja física na quinta, a empresa continua a expandir o seu alcance, mantendo sempre os pés assentes na terra onde tudo começou — o calor do Algarve, agora engarrafado.

Pedro Rodrigues sucede a Ricardo Duque no Conselho de Administração da Óbidos Criativa

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CMObidos

Pedro Rodrigues foi nomeado, esta segunda-feira, administrador executivo da empresa municipal Óbidos Criativa. A nomeação surge na sequência da saída do cargo de Ricardo Duque, que assumiu, recentemente, funções como adjunto da Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes.

O gestor, natural de Óbidos, integrou a estrutura da empresa desde 2022 enquanto assessor da administração, pelo que a indigitação para o cargo surge como uma aposta na continuidade do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na empresa municipal. De resto, com um percurso enraizado no associativismo local, Pedro Rodrigues tem um conhecimento privilegiado da realidade e das necessidades da comunidade.

O Município de Óbidos tem demonstrado um “compromisso claro com os jovens, acreditando nas suas capacidades e no potencial transformador que representam”. “O nosso território está cheio de talentos e é fundamental que os aproveitemos, dando-lhes condições para crescer. O Pedro Rodrigues é um exemplo desse percurso de valorização e aposta no capital humano local”, destaca o presidente da Câmara Municipal de Óbidos.

Filipe Daniel sublinha que, ao longo do seu percurso profissional, Pedro Rodrigues evidenciou uma “capacidade sólida de articulação entre equipas e uma escuta atenta dos diferentes stakeholders que integram o ecossistema criativo, económico e identitário de Óbidos – comerciantes, associações e instituições culturais, até ao tecido empresarial”.

O Conselho de Administração da Óbidos Criativa passa agora a ser presidido por Paulo Santos, mantendo-se Ana Margarida Reis como vogal.

A nova composição da administração foi aprovada em reunião de Câmara extraordinária esta segunda-feira, 30 de junho, e formalizada, no mesmo dia, em Assembleia Geral, com o objetivo de dar continuidade ao trabalho desenvolvido e potenciar o papel estratégico da Óbidos Criativa no desenvolvimento integrado e sustentável do território.

Pedro Rodrigues: um percurso ligado à comunidade

Pedro de Jesus Rodrigues nasceu em Óbidos e, desde cedo, desenvolveu um percurso estreitamente ligado à comunidade local, tanto a nível associativo como profissional. É licenciado em Gestão, pela Universidade de Évora, e pós-graduado em Marketing Intelligence pela NOVA IMS – Information Management School, formação que consolidou uma abordagem orientada para a análise estratégica, planeamento, e para a medição de impacto em contextos organizacionais.

Durante mais de três anos, desempenhou funções como técnico de gestão de Marketing, numa área altamente especializada em marketing digital e publicidade online. Atuou maioritariamente no mercado norte-americano, com plataformas de tracking, aquisição de utilizadores, análise de dados e performance, o que o levou a representar a empresa em duas das principais feiras mundiais do setor: a Affiliate Summit West (Las Vegas, 2020) e a DMEXCO (Colónia, 2019). Esta experiência permitiu-lhe desenvolver uma visão global do mercado digital, aliando a capacidade de atuação em ambientes exigentes ao foco em resultados, à inovação constante e a uma postura orientada para a tomada de decisão estratégica.

Ainda jovem, assumiu funções de liderança em várias estruturas associativas do concelho. Foi presidente e fundador da Associação de Estudantes do Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos, tendo sido o responsável pelo seu processo de constituição, e, desde então, tem vindo a ocupar cargos de diretor em
várias entidades, como a Associação de Jovens Voluntários das Gaeiras e o Rancho Folclórico e Etnográfico da Capeleira.

Atualmente, é presidente da Associação para o Desenvolvimento Comunitário do Concelho de Óbidos – Espaço Ó, onde promove projetos de valorização do território com impacto cultural, social e formativo para a comunidade.

Integrou a Óbidos Criativa como assessor da administração, cargo que desempenhou entre fevereiro de 2022 e a atualidade. Nesse período, acompanhou de perto todas as dimensões da gestão da empresa municipal, com um papel ativo na articulação institucional, no planeamento de eventos estratégicos e na execução de projetos.

Foi o “braço direito” do então administrador Ricardo Duque, com quem trabalhou em estreita proximidade, sendo um elemento central no acompanhamento técnico e humano da equipa, dos processos e da relação com os diferentes parceiros.

Destacou-se ainda pela capacidade de captação e negociação com parceiros estratégicos, contribuindo de forma direta para o crescimento e sustentabilidade da empresa municipal, reforçando a ligação com o tecido económico, cultural e institucional.

Autárquicas: Juntas de 37 freguesias eleitas este ano por plenários de cidadãos

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As juntas de freguesia de 37 destas autarquias portuguesas vão ser escolhidas, nas autárquicas deste ano, através de plenários de cidadãos eleitores, a realizar nas regiões Norte, Centro e Açores.

Estes plenários decorrem nas freguesias com 150 ou menos eleitores, que no dia das autárquicas (ainda não anunciado pelo Governo este ano) apenas votam nas urnas convencionais para a escolha dos órgãos municipais. Nas eleições anteriores, em 2021, 22 autarquias estavam nesta situação e em 2017 apenas seis.

Segundo uma lista já disponível no ‘site’ da Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna, com base nos resultados do recenseamento eleitoral fechado em 15 de junho, o distrito com mais casos é o da Guarda, com 11, nos concelhos de Almeida, Celorico da Beira, Guarda, Pinhel, Sabugal, Seia e Trancoso.

Seguem-se os distritos de Bragança (com oito plenários de cidadãos eleitores nos concelhos de Bragança, Mogadouro, Vila Flor e Torre de Moncorvo) e Viseu (com sete, abrangendo Lamego, Moimenta da Beira, Penedono e Tabuaço).

Serão também realizados cinco plenários na ilha açoriana das Flores (municípios de Santa Cruz das Flores e Lajes das Flores), três no distrito de Castelo Branco (Vila de Rei, Idanha-a-Nova e Oleiros), dois no distrito de Vila Real (Mesão Frio e Portalegre) e um no de Coimbra (Arganil).

Nestas 37 freguesias, os cidadãos recenseados escolhem diretamente a composição da junta.

Nas freguesias com mais de 150 eleitores, vota-se para a assembleia de freguesia (órgão deliberativo), sendo o presidente da junta o primeiro candidato da lista mais votada. Os restantes membros da junta (órgão executivo) são eleitos na primeira sessão da assembleia de freguesia, de entre os seus membros, mediante proposta do presidente.

Da lista das 37 freguesias, a maioria tem mais de 100 eleitores. Duas – Mós, em Torre de Moncorvo, e Travanca, em Mogadouro – têm mesmo 150 recenseados e outras têm um número de participantes muito próximo.

Abaixo da linha dos 100 eleitores estão apenas quatro freguesias da ilha das Flores: Mosteiro, com 27, Caveira (65), Fajãzinha (66) e Lajedo (84).

Portugal tem atualmente, além de 308 municípios, 3.091 juntas de freguesia (na ilha do Corvo, nos Açores, o concelho com menos eleitores, o executivo municipal desempenha também as competências atribuídas à freguesia).

Porém, nas próximas autárquicas, que se realizam entre setembro e outubro, decorre a desagregação de 135 uniões de freguesia para repor 302 das freguesias agregadas pela reforma administrativa de 2012, segundo uma lei aprovada pelo parlamento em janeiro e reconfirmada pela Assembleia da República em março.

Sistema atual “não permite apurar com exatidão” o número de alunos sem aulas

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O sistema existente para saber quantos estudantes estão sem aulas por falta de professor “não permite apurar com exatidão o número de alunos sem aulas”, segundo a auditoria externa pedida pelo ministério da Educação.

Na sequência da polémica em torno dos dados sobre alunos sem aulas divulgados no ano passado pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), o ministro Fernando Alexandre solicitou uma auditoria a KPMG que concluiu que “o processo de apuramento de alunos sem aulas em vigor não permite apurar com exatidão o número de alunos sem aulas”.

Segundo a auditoria, existem “lacunas e insuficiências que põem em causa a solidez dos dados reportados pela Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), referente ao número de alunos sem aulas a uma disciplina, bem como a possibilidade de verificação desse mesmo número para os anos letivos de 2023-2024 e 2024-2025”.

Perante estas falhas, a KPMG recomenda a implementação de um sistema que “permita recolher de forma tempestiva e centralizada, diretamente das escolas”, informação sobre a evolução do número de alunos sem aulas, através, por exemplo, “da recolha e compilação dos sumários das aulas” existentes em suporte eletrónico.

Segundo o MECI, esta nova solução será implementada a partir do próximo ano letivo, com o objetivo de se conseguir “monitorizar com rigor, credibilidade e transparência o número de alunos sem aulas, a cada disciplina, em diferentes momentos e ao longo do ano letivo”.

O objetivo deste projeto, acrescenta a tutela, é servir de apoio para adotar medidas de política pública que mitiguem situações de alunos sem aulas por períodos prolongados, “garantindo assim a equidade no acesso a uma educação de qualidade, com melhores aprendizagens e maior probabilidade de sucesso ao longo do percurso escolar”.

Preço da meia dúzia de ovos aumenta quase 28% desde janeiro

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DR

A meia dúzia de ovos ficou mais cara quase 28% desde janeiro, atingindo os 2,06 euros no final de junho, segundo dados da Deco enviados à Lusa.

O preço da meia dúzia de ovos estava em 1,61 euros no dia 01 de janeiro e atingiu os 2,06 euros em 25 de junho, verificando-se, assim, um aumento de 27,95% ou de mais 45 cêntimos, revelaram os dados compilados pela Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor.

O maior aumento verificou-se no primeiro trimestre, com o preço a agravar-se 27,3% desde janeiro e até 26 de março.

Neste período, a meia dúzia de ovos encareceu 44 cêntimos.

Ainda assim, desde o início do ano e até 12 de março, este valor não passou dos 1,70 euros.

Entre 26 de março e 16 de abril, o valor manteve-se estável nos 2,05 euros.

Já no dia 23 de abril atingiu um máximo de 2,07 euros, que se repetiu em 14 de maio, 11 e 18 de junho.

No segundo trimestre, o preço de uma caixa com meia dúzia de ovos aumentou um cêntimo, passando de 2,05 para 2,06 euros.

A subida do preço dos ovos começou a sentir-se nos EUA, devido a escassez deste alimento, potenciada, desde logo pela gripe das aves, que originou o abate de milhões de galinhas.

No início de março, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o seu antecessor, Joe Biden, de deixar o país numa “catástrofe económica e um pesadelo de inflação”, incluindo com falta de ovos em muitos supermercados ou com preços muito elevados.

‘Stock’ de empréstimos para habitação sobe 6,7% em maio para 106.000 ME

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Os empréstimos para habitação cresceram 6,7% em maio, em termos homólogos, para 106.061 milhões de euros, atingindo a maior variação homóloga desde agosto de 2008, segundo dados esta segunda-feira divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

No final de maio, o ‘stock’ de empréstimos para a habitação – o conjunto dos créditos – totalizava mais 950 milhões de euros face a abril, refere a nota de informação estatística sobre empréstimos e depósitos bancários hoje divulgada.

Também o número de devedores de crédito à habitação cresceu em maio. Segundo os dados do banco central, havia, no final de maio, 1.965.900 pessoas com créditos à habitação, mais 2.700 que em fevereiro, mas menos 2.000 que no mesmo mês do ano passado.

Para o conjunto dos empréstimos a particulares, a taxa de variação anual foi de 6,9%, para 137.249 milhões de euros, um valor que representa ainda uma subida de 1.182 milhões de euros face a abril.

Apenas nos empréstimos ao consumo e outros fins, a subida em termos de taxa de variação anual foi semelhante à de abril (7,1%), alcançando os 31.188 milhões de euros.

Tanto no consumo, como nos outros fins as taxas de variação anual foram de 7,1%.

No final de maio, o crédito pessoal somava 12.921 milhões de euros, o crédito automóvel 8.678 milhões de euros e os cartões de crédito 3.235 milhões de euros, que se traduziram em taxas de variação anuais de 7,3%, 10,1% e 7,5%, respetivamente.

Quanto ao ‘stock’ de crédito a empresas, no final de maio era de 73.114 milhões de euros, mais 617 milhões de euros do que em abril e um crescimento de 2,7%, “o mais elevado desde junho de 2022”.

As microempresas, as pequenas empresas e as grandes empresas” mantiveram taxas de variação anual positivas (11,3%, 1,6% e 0,4% respetivamente), enquanto as médias empresas continuaram a ter uma taxa negativa (-2,8%)”, refere o BdP.

O crédito acelerou em todos os princípios agregados de setores de atividade, destacando-se a subida no comércio, transportes e alojamentos, cuja taxa de variação anual subiu de 0,3% em abril para 1,8%.

Na construção e atividades imobiliárias, o crédito acelerou de 5,3% para 6,3% e nas indústrias e eletricidade, apesar de se manter negativa, melhorou de -0,7% para -0,1%.

INEM com quatro helicópteros 24h/dia da Força Aérea e dois da empresa Gulf Med apenas 12h/dia

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foto: Luís André Diogo

O transporte aéreo de emergência vai ser garantido a partir de terça-feira com quatro helicópteros da Força Aérea 24 horas/dia e dois da empresa que ganhou o concurso (Gulf Med), que apenas voarão 12 horas/dia, esclareceu na segunda-feira o INEM.

Numa nota enviada às redações, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) explica que os quatro helicópteros da Força Aérea Portuguesa (FAP) terão equipas médicas da FAP e serão acionados pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU).

Os dois outros aparelhos que entram em funcionamento na terça-feira, da Gulf Med, terão equipas médicas do INEM e funcionarão apenas em regime de 12 horas, entrando os restantes [no concurso estavam previstos quatro] ao serviço, de forma gradual, até 30 de setembro.

O INEM esclarece ainda que o início da prestação de serviço através da empresa que tinha vencido o concurso – que contemplava quatro helicópteros a partir de 01 de julho – será feito “de forma gradual”, de modo a cumprir “todos os requisitos da legislação aeronáutica europeia, relacionados essencialmente com a garantia de segurança da operação”.

Diz ainda que até obtenção do visto do Tribunal de Contas, o serviço prestado pela Gulf Med será assegurado por via de um ajuste direto, como resultado da consulta preliminar realizada pelo INEM ao mercado, ao qual a empresa se apresentou apenas com dois helicópteros.

A FAP vai garantir o período de transição do serviço para o novo operador, que ficará responsável pela operação até 2030, como resultado do concurso público internacional.

Na nota, o INEM não esclarece quais serão as bases onde estarão os aparelhos, mas numa nota dirigida aos profissionais do Serviço de Helicópteros de Emergência Médica (SHEM), a que a Lusa teve acesso na sexta-feira, o instituto referia que estariam disponíveis helicópteros nas bases de Macedo de Cavaleiros e Loulé, que no dia 15 de julho estaria disponível um helicóptero em Évora e dizia ser “previsível a disponibilidade de aeronave para a base de Viseu (…) durante o mês de agosto”.

Na sexta-feira, o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil alertou para a possibilidade de a rapidez do serviço de transporte aéreo de emergência ficar comprometida se for garantido pela Força Aérea porque as bases de localização dos helicópteros são diferentes.

Em declarações à Lusa, fonte sindical explicou que, na zona Centro, em vez de estar em Viseu (como acontece atualmente), a base dos aparelhos da Força Aérea Portuguesa (FAP) fica em Ovar, assim como acontece no caso de Évora – onde está hoje baseado um dos helicópteros que faz emergência médica – que, a manter-se a atual localização do meio da FAP, ficará em Beja.

“Em termos de ‘timings’ a população fica desprotegida porque é totalmente diferente um helicóptero estar em Viseu, se houver algum acidente ou se houver alguma transferência para fazer da Guarda ou de Castelo Branco, do que o helicóptero estar junto à costa”, disse a mesma fonte, acrescentando:”É diferente chegar a um acidente passado 30 minutos, ou chegar passado uma hora, ou uma hora e meia”.

Na altura, a mesma fonte, piloto de profissão, questionou como é que a Força Aérea no ano passado assumiu não ter capacidade para garantir este serviço e agora já tem.

Na quinta-feira, o Governo anunciou que o transporte aéreo de emergência médica passava a ser assegurado, a partir de terça-feira, por aeronaves e equipas da Força Aérea, até que o concurso público lançado pelo INEM obtenha o visto do Tribunal de Contas.

Nem a FAP nem o INEM responderam às perguntas da agência Lusa sobre quais as características dos helicópteros que vão garantir o serviço de transporte aéreo de emergência a partir de 01 de julho e em que locais ficarão as bases destes aparelhos.

Proibição do uso do telemóvel é para alunos do público e privado

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O Ministro da Educação, Fernando Alexandre, esclareceu na segunda-feira que a proibição do uso do telemóvel vai aplicar-se a alunos do primeiro e segundo ciclo, que frequentem estabelecimentos de ensino públicos e privados.

“Nós já anunciámos, está no programa eleitoral e no programa de Governo, que pretendemos instituir a proibição. O ano passado fizemos a recomendação da proibição, preparamos a proibição para o primeiro e para o segundo ciclo, independentemente da natureza da instituição, por isso, ao público e ao privado”, referiu.

À margem do lançamento da primeira pedra para uma nova residência de estudantes do Instituto Politécnico de Coimbra, Fernando Alexandre sublinhou que “a lei aplica-se a todos”, no entanto, não concretizou quando a medida entrará em vigor.

“Estamos a preparar o início do próximo ano letivo e, muito em breve, daremos notícias, informação às escolas, à sociedade, sobre a forma como estas medidas vão ser implementadas e os prazos”, indicou.

Questionado sobre o estudo da revisão dos currículos no ensino obrigatório, que estava a ser feito antes da queda do governo e que seria implementado no próximo ano letivo, o ministro da Educação informou que “as aprendizagens essenciais estão a ser avaliadas” e que em breve darão notícias a este propósito.

“Elas ainda não estão concluídas, houve um ligeiro atraso na equipa que foi contratada para fazer esse estudo, mas em breve daremos novidades sobre isso: onde vai haver alterações e onde vão ser adiadas para o próximo ano letivo”, disse.

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