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Quinta-feira, Julho 16, 2026
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Ministra da Saúde defende ação urgente na prevenção e tratamento da obesidade

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A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, defendeu na segunda-feira que “é urgente uma ação” em relação à prevenção e ao tratamento da obesidade, depois de admitir que as estatísticas nacionais têm vindo a piorar nesta matéria.

“Admito que estamos a piorar os nossos resultados ou as nossas estatísticas e que, portanto, é urgente uma ação. Não só relativamente à promoção da saúde e à prevenção da obesidade, mas também ao tratamento, que tem não só uma componente medicamentosa, mas tem também uma componente cirúrgica”, sublinhou.

À margem da cerimónia de assinatura pública dos memorandos de entendimento para a implementação do programa “Be a Mom” no Serviço Nacional de Saúde, que decorreu em Coimbra, Ana Paula Martins admitiu que é necessário “fazer muito mais” do que foi feito até agora.

“Consideramos que a obesidade é efetivamente um programa prioritário e que uma grande parte, não toda, mas uma grande parte daquilo que pode ser feito, para minimizar aquele que é um dos maiores fatores de risco das doenças crónicas, é de facto a prevenção”, alegou.

Especialistas defendem a comparticipação de medicamentos específicos para tratar a obesidade e, para melhorar o acesso a consultas e tratamentos, pedem uma adaptação dos modelos de incentivo e contratualização nos hospitais e centros de saúde.

Em declarações à Lusa no dia em que a Assembleia da República acolhe uma conferência para debater as soluções para agilizar o acesso a consultas e tratamentos, a presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM) lembrou que, 20 anos depois de Portugal considerar a obesidade uma doença crónica, “muito pouca coisa foi feita”.

“É preciso tomar medidas. Há todo um processo assistencial integrado de obesidade que é preciso pôr em prática”, disse Paula Freitas, referindo que é preciso aumentar o acesso.

Em Coimbra, a ministra da Saúde aproveitou ainda para evidenciar aos jornalistas que voltaram a ser comparticipados dois fármacos para desabituação tabágica.

“Um deles, inclusive, é considerado um fármaco inovador, mais caro, mas que não quisemos deixar de comparticipar porque entendemos que é fundamental dar este apoio aos que querem deixar de fumar”, referiu.

“Não somos um país onde ódio e questões raciais tenham natureza de preocupação”

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O primeiro-ministro defendeu esta segunda-feira que Portugal não é um país onde o “ódio e as questões raciais tenham uma natureza de preocupação” e que a “grande maioria” convive bem com imigrantes e sabe distinguir “alguns epifenómenos” do panorama geral.

Luís Montenegro falava antes do início da primeira reunião do Conselho Nacional para as Migrações e Asilo, um órgão consultivo criado pelo atual Governo PSD/CDS-PP e que será presidido pelo socialista António Vitorino, que falou ao lado do primeiro-ministro.

“Não somos um país onde o ódio, as questões raciais tenham uma natureza de preocupação, o que não significa que estejamos desatentos a alguns epifenómenos que existem neste domínio”, afirmou o chefe do Governo, numa declaração em que não respondeu a perguntas.

Sem se referir diretamente aos desacatos em vários bairros na Grande Lisboa após a morte de Odair Moniz, baleado por um agente da PSP na madrugada de segunda-feira, Montenegro defendeu que em Portugal “a larga maioria da comunidade convive bem com aqueles que nos procuram e sabe separar muito bem epifenómenos em algumas circunstâncias, alguma sensação de insegurança daquilo que verdadeiramente importa, que é a integração”.

“Nós felizmente somos um país cujos fenómenos de atropelo à dignidade e aos direitos humanos é residual”, disse, salientando que Portugal é um país que “é uma referência no contexto internacional do respeito pelos direitos humanos, do respeito pela dignidade das pessoas”.

Governo garante que nova maternidade em Coimbra é necessidade absoluta para a região Centro

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, considerou ontem que a construção de uma nova maternidade em Coimbra é “uma necessidade absoluta” para a Região Centro e lembrou que está identificada como prioridade no relatório do Orçamento do Estado.

“A maternidade em Coimbra não é só um sonho de há muito tempo. É uma necessidade absoluta para a região Centro”, sublinhou.

À margem da cerimónia de assinatura pública dos memorandos de entendimento para a implementação do programa “Be a Mom” no Serviço Nacional de Saúde, que decorreu em Coimbra, Ana Paula Martins referiu que “ficou claro” no relatório do Orçamento do Estado que “a maternidade em Coimbra é uma prioridade”.

“Naturalmente que, a seu tempo, e agora na discussão do Orçamento, certamente que o próprio senhor primeiro-ministro falará da importância que damos à maternidade aqui em Coimbra”, acrescentou.

O concurso para a construção da nova maternidade de Coimbra deverá ser lançado em fevereiro de 2025, afirmou, há cerca de mês e meio, o presidente da Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra, Alexandre Lourenço.

A nova maternidade, que terá um investimento superior a 55 milhões de euros, será construída no perímetro dos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Trata-se de uma obra há muito reclamada na região e que sofreu vários atrasos ao longo do tempo: em 2021, chegou a ser apontada a sua inauguração para 2024, e, em 2023, esperava-se que o concurso pudesse ser lançado no primeiro trimestre de 2024.

Segundo Alexandre Lourenço, de momento estão a ser realizadas algumas revisões do processo para que o concurso público possa ser lançado em fevereiro de 2025, estimando-se que o início da obra possa acontecer em outubro desse ano, caso tudo corra bem com o procedimento concursal.

O presidente da ULS de Coimbra disse ainda que há garantia do Governo “de suprir as necessidades” para o financiamento da construção da nova maternidade.

A ULS de Coimbra é a entidade “que faz mais partos no país, que recebe mais grávidas e que tem mais recém-nascidos”, mas que vive com o constrangimento de ter duas maternidades (Daniel de Matos e Bissaya Barreto) “com planos funcionais inadequados para os cuidados” prestados.

“São maternidades envelhecidas, com graves problemas técnicos e até de eficiência energética que temos de resolver rapidamente”, salientou, indicando ainda que “é essencial” uma nova maternidade para Coimbra.

Garantia pública para jovens fica operacional até final do ano

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foto: Arlindo Homem

A garantia pública no crédito à habitação a jovens estará operacional até ao final do ano, assegurou o ministro das Finanças hoje no parlamento, adiantando também que a isenção do IMT (Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis) e Imposto do Selo já tem seis mil beneficiários.

“Há jovens que estão à espera da concretização da garantia, está já regulamentada e até ao final do ano os jovens poderão fazer escrituras com garantia pública, medida que em Espanha tem corrido bastante bem”, garantiu o ministro, na audição no âmbito do Orçamento do Estado para 2025 (OE2025).

Joaquim Miranda Sarmento salientou que a medida “vai estar operacional até ao final do ano, os bancos estão muito recetivos a ela, foi feito um trabalho relevante com a Associação Portuguesa de Bancos (APB) e com o Banco de Portugal, e estamos confiantes de que vai ajudar muitos jovens a comprar casa”, conjugada com a isenção de IMT e imposto de selo.

A medida entrará, então, em vigor “nos últimos dias de dezembro”, sendo que o decreto-lei foi publicado, já há regulamentos e “os bancos têm agora 60 dias para implementar, que terminam no final de dezembro”.

O ministro destacou ainda que a garantia pública “só terá impacto orçamental se houver incumprimento”, recordando que “mesmo nos piores anos da crise, os níveis de incumprimento foram próximos de zero”. Assim, apontou que o Eurostat, no próximo ano, “dificilmente vai considerar algum valor nas contas nacionais”, nos cálculos sobre as contas públicas.

Já no que diz respeito à isenção de IMT e imposto de selo, Miranda Sarmento adiantou que já há seis mil jovens beneficiários, o que “mostra também que, naturalmente, alguns jovens tomaram a decisão de compra à espera do benefício”.

A garantia pública para crédito à habitação para a primeira casa de jovens entre os 18 e os 35 anos permitirá ao Estado garantir, enquanto fiador, até 15% do valor da transação, estando abrangidas compras até 450 mil euros e jovens que não obtenham rendimentos superiores ao do oitavo escalão do IRS (81.199 euros de rendimento coletável anual).

Já no que diz respeito à área fiscal, as pessoas até aos 35 anos têm isenção do IMT e do Imposto do Selo na compra da primeira habitação própria e permanente, sendo aquela isenção total para imóveis até 316.772 euros (4.º escalão do imposto) e parcial entre este valor e os 633.453 euros (parcela em que se aplica a taxa de 8% correspondente a este escalão). Estes intervalos vão ser atualizados em 2025, segundo a proposta do OE2025.

Novos Tempos – E qual seria o problema?

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Sérgio Carvalho (Professor e Jornalista)

A Igreja Católica viveu nos últimos tempos o Sínodo da Sinodalidade, uma forma nova de ser, sentir e ouvir a Igreja, na pluralidade dos seus membros. Espera-se para breve a publicação do documento final que trará as linhas mestras sobre o que «o Espírito diz às Igrejas?», citando o livro do Apocalipse.

Estar em caminho sinodal pode ser em si mesmo uma redundância, pois a palavra «sínodo» já significa em grego percorrer «o mesmo caminho». Os cristãos, antes de serem conhecidos por esse nome, eram designados por «aqueles que seguiam o Caminho». O próprio Jesus Cristo se intitulou como o «Caminho, Verdade e Vida». São os caminhantes neste mundo ao encontro da nova pátria, a Jerusalém Celeste. A Igreja está sempre em Caminho, sempre em movimento e constante reforma «Ecclesia semper reformanda».

Não acredito que venham grandes novidades ou alterações após este sínodo, mas apenas se criou uma nova praxis, mais horizontal, de escutar toda a Igreja, na diversidade dos seus fiéis, a partir das comunidades e das bases.

Mas o problema pode residir mesmo aqui. Temos assistido ao esvaziamento das igrejas, à diminuição dos batismos, crismas e casamentos, bem como ao número daqueles que querem seguir uma vocação religiosa ou sacerdotal.

Sem comunidades cristãs vivas e ativas, não existem vocações. Sem ministros que presidam e orientem as comunidades, estas desfalecem, entram em marasmo e os seus membros desanimam e abandonam a vida comunitária.

Os cristãos acreditam que a eucaristia dominical é a fonte e a meta de toda a sua vida espiritual. É lá que alimentam a fé e recebem a inspiração e a força para transformar o mundo, construindo o Reino de Deus, baseado na justiça e na paz. Sem eucaristia não há Igreja, sem Igreja não há eucaristia.
Cada igreja ou capela deveria ter o seu presbítero (padre), os seus diáconos (servidores da Palavra e da Caridade) e muitos outros ministérios. Sem estes ministros, a comunidade não tem quem os oriente, ensine, encaminhe para Cristo, tornando-se como «ovelhas sem pastor», sujeitas aos ataques dos lobos famintos.

Porque não voltar aos tempos do primeiro milénio cristão e voltar a ter homens casados (viri probati, homens provados e maduros) como padres? Se cada comunidade tiver o seu padre, terá celebração eucarística e reunião comunitária. Os diáconos já são na sua maioria absoluta escolhidos entre homens casados.

Porque não voltar a ter diaconisas, na Igreja, como existiram nos primeiros tempos do cristianismo? Elas poderiam mostrar o «lado materno de Deus» na comunidade. Poderiam liderar as comunidades, como tão bem, lideram as suas vidas e as suas casas. Chegariam a periferias que o mundo masculino não consegue chegar. Ao colocar o celibato como uma questão vocacional e opcional, ele seria muito mais valorizado e entendido como um dom e não como disciplina ou imposição.

No meu ponto de vista, há que apostar numa reorganização das comunidades, criando pequenas células vivas e ativas nas localidades. Cada célula seria presidida por um presbítero (solteiro ou casado) ou por um diácono ou diaconisa. O conjunto de pequenas comunidades seria coordenado por uma equipa itinerante de sacerdotes que visitaria e acompanharia as diversas presenças cristãs. E a todas estas equipas presidiria um bispo, sucessor dos apóstolos de Cristo.

Aqueles que sentissem a vocação a uma vida mais radical, viveriam em comunidades religiosas (mosteiros ou conventos) de acordo com as suas missões e carismas, como que seriam oásis de vida espiritual onde todos poderiam retemperar as suas forças.

Pode ser apenas um sonho, mas é o que o Espírito me diz que partilhe…

Portugal com 3.624 óbitos em excesso no período coincidente com epidemia de gripe

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foto © João Polónia / Notícias Em Direto (arquivo)

Portugal registou um total de 3.624 mortes em excesso em relação ao esperado no final de 2023 e início de 2024, período que coincidiu com a epidemia de gripe, adiantou esta segunda-feira o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA).

“Durante a época de gripe 2023/2024, o número de óbitos por todas as causas em Portugal esteve acima do esperado durante um período. Este período decorreu entre as semanas 51/2023 e 03/2024, que foi coincidente com a epidemia de gripe”, refere o relatório do Programa Nacional de Vigilância da Gripe e de Outros Vírus Respiratórios (PNVG) divulgado.

Este programa permite acompanhar a circulação dos vírus, descrever a atividade da gripe e detetar e identificar os vírus influenza, SARS-CoV-2, Vírus Sincicial Respiratório (RSV), entre outros em circulação no país, e inclui as áreas da vigilância clínica e laboratorial.

“Relativamente ao período identificado, potencialmente associados à epidemia de gripe, por serem temporalmente coincidentes, estimámos um total de 3.624 óbitos em excesso em relação ao esperado, o que corresponde a um excesso de 34 óbitos por 100.000 habitantes”, refere o documento.

O INSA avança ainda que o excesso de mortalidade neste período atingiu o seu valor máximo na primeira semana de 2024.

A análise dos dados concluiu ainda que o excesso de óbitos foi observado, de forma significativa, em todas as regiões do continente, bem como em ambos os sexos, sendo mais elevado no feminino (35/100.000 habitantes).

“Por último, observou-se um aumento do excesso de óbitos com a idade, em particular no grupo etário com mais de 85 anos (444/100.000 habitantes)”, adianta também o relatório, ao avançar que, durante o período de excesso de mortalidade, ocorreram dois eventos que “podem explicar este aumento do risco de morrer”.

“Especificamente, a epidemia de gripe sazonal, cujo período epidémico decorreu entre as semanas 47/2023 e 04/2024, com um pico em redor da semana 52/2023, e temperaturas baixas no final do ano de 2023”, explica o INSA, ao adiantar que o estudo da mortalidade atribuível a cada um dos fatores de risco encontra-se em desenvolvimento, pelo que os seus resultados serão posteriormente divulgados.

De acordo com o instituto, a análise virológica demonstrou que os vírus da gripe circulantes eram na sua maioria semelhantes aos vírus que integraram a vacina utilizada na época 2023/2024.

O relatório indica também que foi observado um aumento da proporção de casos de covid-19 com a idade, tendo o maior número de casos ocorrido no grupo etário dos 30 aos 64 anos.

A caracterização genética dos vírus SARS-CoV-2, detetados nas redes sentinela do PNVG, mostrou a diversidade e a circulação das linhagens do vírus que provoca a doença covid-19, refere o documento.

Os vírus SARS-CoV-2 identificados pertenciam na sua maioria à linhagem BA.2.86, da variante Ómicron, e foram também identificados vírus pertencentes à linhagem recombinante XBB.

Greve na CP leva ao cancelamento de 263 comboios até às 19:00

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A greve parcial dos revisores e trabalhadores das bilheteiras da CP levou ao cancelamento de 263 comboios até às 19:00, sobretudo no serviço regional, segundo o último balanço enviado à Lusa.

Entre as 00:00 e as 19:00 estavam programados 1.052 comboios, tendo sido efetuados 789 e suprimidos 263 (25%).

Dos 66 comboios de longo curso programados, foram efetuados 62 e suprimidos quatro.

No caso do serviço regional, foram cancelados 124 comboios e efetuados 140, num total de 264 previstos.

Por sua vez, nos urbanos de Lisboa todos os 477 comboios programados circularam.

Já nos urbanos do Porto foram efetuados 98 e suprimidos 119, contabilizando-se 217 programados.

Nos urbanos de Coimbra, por seu turno, estavam programados 28 comboios, sendo que 16 foram suprimidos e 12 circularam.

Os revisores e trabalhadores das bilheteiras da CP – Comboios de Portugal deram início na quinta-feira a uma greve que se prolonga até ao dia 03 de novembro, com a transportadora a antecipar perturbações na operação, sobretudo, em 31 de outubro.

Numa nota publicada no seu ‘site’, a empresa informou que, “por motivo de greve convocada pelo sindicato SFRCI [Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante] entre os dias 24 de outubro [quinta-feira] e 03 de novembro de 2024”, estão previstas perturbações na operação.

A operadora alertou para o impacto nos urbanos de Lisboa, com especial impacto nas linhas de Sintra, Azambuja e Sado.

Nos dias 29 e 30 de outubro, também de greve parcial, a CP prevê perturbações nos serviços Regional/InterRegional, Urbanos de Coimbra e Urbanos do Porto.

Já no dia 31 de outubro, quando a paralisação será total, durante 24 horas, preveem-se perturbações no Alfa Pendular, Intercidades, Regional/InterRegional, Urbanos e Internacional Celta.

Segundo um acórdão dos serviços mínimos publicado na página do Conselho Económico e Social (CES) na internet, no dia 31 de outubro, com “exceção dos comboios de longo curso, circularão a totalidade das composições nas linhas urbanas de Lisboa e Porto, regionais e interRegionais, entre as 06:00 e as 07:30 e entre as 18:30 e as 20:00, nos exatos termos previstos antes da apresentação do pré-aviso”.

No resto do período de greve, de paralisação parcial, o tribunal decretou apenas serviços mínimos necessários à segurança, manutenção, serviços de emergência e outros semelhantes.

Segundo fonte do SFRCI, que representa os trabalhadores das bilheteiras e revisores da CP, estas greves são motivadas por aquilo que diz ser o “incumprimento do acordo” assinado em julho do ano passado com a operadora.

O protesto “tem a ver com a remuneração”, sendo que, segundo o sindicato, o acordo prevê passar um “prémio de subsídio de transporte e disponibilidade para o salário base”, algo que traria vantagens aos trabalhadores. O sindicato quer um maior equilíbrio face às remunerações dos maquinistas.

Doença da língua azul ‘ganha terreno’ no Alentejo e dizima rebanhos

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A febre catarral ovina, conhecida como doença da língua azul, está a ‘ganhar terreno’ no Alentejo e a dizimar rebanhos, já com milhares de animais mortos, provocando prejuízos aos criadores, que se queixam de falta de apoios.

“Eu tenho 20 anos de agricultura e nunca na vida assisti a uma situação destas, nem parecida”, confessa à agência Lusa o presidente da Associação dos Jovens Agricultores do Sul (AJASUL), Diogo Vasconcelos, que também é criador de ovinos.

O novo serotipo 3 do vírus que provoca a doença é transmitido através de insetos, afetando sobretudo os ovinos, e foi detetado, pela primeira vez, em meados de setembro, no distrito de Évora, tendo alastrado, desde então, a todo o Alentejo.

Com a expansão do vírus, os rebanhos estão diariamente a sofrer baixas e o Sistema de Recolha de Cadáveres de Animais Mortos na Exploração (SIRCA), gerido pela associação ACOS – Agricultores do Sul, com sede em Beja, ‘não tem mãos a medir’.

“O nosso pico [de recolha] normalmente é depois de agosto, quando recolhemos cerca de 400 num dia, que é o que tem acontecido em anos anteriores, mas hoje tivemos mais de 2.000 animais para recolher”, exemplifica à Lusa o presidente da ACOS, Rui Garrido.

O dirigente agrícola assinala que este número de cadáveres de animais recolhidos representa “cinco vezes mais do que em igual período do ano passado” e alertou para as proporções que a situação está a ganhar no Alentejo.

No distrito de Évora, onde a AJASUL tem a maioria dos associados, a situação é “desastrosa a todos os níveis”, com “a morte de muitos animais e perdas enormes de produtividade” nas explorações, segundo o presidente desta associação.

Sem dispor de dados oficiais, Diogo Vasconcelos diz que será “difícil de apurar” a dimensão do problema, pois há “agricultores que não declaram [a doença] e os serviços não têm capacidade para analisar”, mas arrisca que “80% a 90% das explorações foram afetadas”.

“Todos os rebanhos estão a fazer a sua maior parição anual e as perdas têm sido enormes”, afirma, salientando que, além da morte de ovelhas, a doença da língua azul também provoca o aborto e o nascimento prematuro de borregos.

Com um efetivo de cerca de 650 ovinos, este criador alentejano, em pouco tempo, viu morrerem 30 ovelhas e mais de 100 borregos, que já nasceram mortos ou acabaram por morrer após a nascença, prevendo que ainda morram mais animais.

“As ovelhas [que têm a doença], mesmo parindo, parem borregos prematuros, que não conseguem mamar e não estão desenvolvidos”, pelo que “grande parte deles acaba, infelizmente, por morrer”, salienta.

Criticando o que diz ser “um problema grave de inação por parte do Estado”, pois “a doença já está declarada há muito tempo na Europa”, o presidente da AJASUL lamenta que não tenha sido disponibilizada em tempo útil a vacina que previne a doença.

“Não vacinámos para prevenir, não temos vacina agora e, a somar a estes prejuízos todos incalculáveis, ainda tem que ser o produtor a pagar as vacinas, porque o Estado não financia”, critica.

Mas, mesmo “aqui ao lado”, em Espanha, os produtores de ovinos “já têm a vacina paga pelo Estado e em quantidade”, compara.

O dirigente agrícola reclama do Estado o pagamento da vacina e uma compensação aos criadores pelas perdas de produtividade provocadas pela doença.

Também os rebanhos do distrito de Portalegre não escapam à doença e, de acordo com o Agrupamento de Produtores Pecuários do Norte Alentejano – Natur-al-Carnes, estão a surgir diariamente novos casos da doença na região.

Há casas agrícolas que já registaram “uma quantidade enorme de baixas” nos últimos dias, relata à Lusa o presidente do conselho de administração da Natur-al-Carnes, Manuel Goes.

Lembrando que a época do Natal é propícia à venda de borregos, o responsável deste agrupamento de produtores admite que, este ano, o negócio seja prejudicado, devido ao surto de língua azul.

“Podíamos ter uma ajudinha do tempo, se começar a mudar”, já que “o frio vai contra o ciclo do mosquito” mas, para já, o que há a fazer “é desinfetar os rebanhos”, acrescenta.

Na última sexta-feira, em comunicado, a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) alertou para a “grave crise financeira e económica” em Portugal provocada pela febre catarral ovina e reclamou a intervenção urgente do Governo.

“É da maior urgência que a tutela intervenha de forma célere, minimizando os custos para os produtores e assegurando a continuidade das explorações e a sua sustentabilidade económica”, defendeu a CAP, indicando que a doença já afeta todo o Alentejo e chegou aos “distritos de Santarém e Castelo Branco”.

Pinto da Costa evoca em livro inquietações vividas desde diagnóstico cancerígeno

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As inquietações de Pinto da Costa desde que foi diagnosticado com um cancro na próstata preenchem o livro “Azul até ao fim”, recentemente apresentado pelo ex-presidente do FC Porto perante quase um milhar de pessoas na Alfândega do Porto.

“É um grande choque e emoção [receber a notícia da doença]. Quem já passou por isso, sabe o que significa. Quem não passou, espero que nunca passe. A partir daí, as decisões que tomei foram do fundo do meu coração. Resolvi escrever para mim, porque era uma maneira de desabafar e me confortar”, explicou o agora líder honorário ‘azul e branco’, de 86 anos.

Pinto da Costa falava durante a apresentação da sua quinta obra, que foi editada pela Contraponto e estará à venda a partir de segunda-feira, compilando diversos textos diários escritos nos últimos três anos, desde que soube que convivia com um tumor na próstata.

“Se eu estava a escrever para mim, acho que as pessoas que gostam de mim vão ler e comungar das mesmas ideias. Às vezes, tive momentos de menos serenidade ou de mais irritação, pois tenho sempre na cabeça aquelas palavras que o doutor me disse”, evocou.

Volvidos 173 dias sobre a tomada de posse de André Villas-Boas, com o qual perdeu nas eleições mais participadas da história do FC Porto, findando 42 anos e 15 mandatos seguidos na presidência do clube, Pinto da Costa mostrou-se grato pelo seu percurso de vida.

“O livro está a ter uma boa aceitação. Antes de ter saído, já está na segunda edição. É sinal de que as pessoas se interessam por aquilo que eu disse e também é bom para a editora, que confiou num autor que não é autor”, ironizou, em contraste com outros momentos de maior emoção, enquadrados por cânticos, gritos e aplausos da plateia.

O ex-presidente do FC Porto disse ser da sua inteira autoria a capa do livro “Azul até ao fim”, na qual surge apoiado num caixão adornado com a bandeira do clube, que conduziu ao longo de 15.355 dias, e entre todos os escalões, à conquista de 2.591 títulos em 21 modalidades – 69 dos quais no futebol sénior masculino, incluindo sete internacionais.

“Sei que a capa chocou algumas pessoas. Tive de fazer uma nota prévia sobre essa escolha feita por mim para que as intenções da editora não fossem mal interpretadas”, vincou, lembrando os 62 anos passados em vários cargos diretivos dos ‘dragões’.

Convicto de que a morte deve ser encarada “com naturalidade” em vez de “desgraça ou fatalidade”, Pinto da Costa identifica na obra quem quer e não quer no seu funeral, excluindo, entre outros, os corpos sociais da direção liderada por André Villas-Boas.

“Não é porque lhes queira mal ou por corte de relações, mas sei que a presença de alguns daqueles que eu cito iria certamente criar incómodo naqueles que me conhecem. Por isso, escrevi e peço não quero ninguém de preto, em sinal de luto e tristeza. Quero toda a gente vestida de azul por três razões: é cor do céu, do manto de Nossa Senhora e do FC Porto”, apontou.

Alguns ex-futebolistas do clube, como Hélton, Maniche, Eduardo Luís, António André ou António Sousa, também são descartados das cerimónias fúnebres por Pinto da Costa, ao contrário de um ciclo restrito de amigos, nos quais se incluem Fernando Madureira, ex-líder da claque Super Dragões, que está em prisão preventiva há nove meses, no âmbito da Operação Pretoriano, e Sandra Madureira, sua mulher e outra arguida desse processo.

“A única coisa que qualquer pessoa consegue fazer sozinho é asneiras. Quem quiser construir algo de positivo, útil e importante para os outros tem de estar bem acompanhado. Houve pessoas que, infelizmente, não podem estar aqui, mas foram importantes para o FC Porto e para as suas vitórias. Refiro-me ao Fernando Madureira”, observou.

Sandra Madureira compareceu na Alfândega do Porto, onde também estiveram presentes os ex-administradores da SAD Luís Gonçalves, Vítor Baía, Fernando Gomes e Rita Moreira, o antigo futebolista e treinador e atual acionista António Oliveira ou Valentim Loureiro, ex-presidente do Boavista e da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

Nuno Lobo, candidato derrotado nas últimas duas eleições do FC Porto, também se fez notar, ao contrário do treinador Sérgio Conceição, que orientou os ‘dragões’ nas últimas sete épocas e tinha renovado contrato na antevéspera das históricas eleições de 27 de abril.

Antes do evento, a editora Contraponto anunciou a apresentação de uma queixa-crime e a abertura de uma investigação para apurar a origem da fuga de informação da nova obra de Pinto da Costa, que teve excertos difundidos nas redes sociais e motivou notícias nos últimos dias.

AVS motivado em manter invencibilidade caseira ante FC Porto

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O AVS está empenhado em manter a invencibilidade caseira na receção ao FC Porto, no encerramento da nona jornada da I Liga de futebol, apontou no domingo o treinador Vítor Campelos.

“É mais um fator de motivação. Sabemos que cada jogo tem a sua história e agora vem o mais importante da época, porque é o próximo. Queremos dar continuidade a esse registo de sermos imbatíveis em casa e, se possível, com três pontos”, estabeleceu o técnico, em conferência de imprensa.

O conjunto da Vila das Aves parte com “muita confiança” para a primeira receção da sua história a um ‘grande’, após ter somado duas vitórias e dois empates como anfitrião em plena época de estreia na elite, sofrendo golos em apenas uma dessas quatro partidas.

“Um dos aspetos importantes para o nosso clube é promover jogadores que nos possam dar dividendos. Se jogarmos bem, estamos mais perto de potenciá-los. Por isso, prevejo um bom jogo. Os nossos índices de concentração estarão altos, porque todos os atletas gostam de atuar nestes encontros. Temos de ser uma equipa bastante competitiva, muito concentrada e sempre agressiva, no bom sentido, nas disputas de bola”, observou.

Vítor Campelos admitiu algumas mudanças no ‘onze’ do FC Porto, que se estreou a vencer na fase de liga da Liga Europa na quinta-feira, ao triunfar na receção aos alemães do Hoffenheim (2-0), em jogo da terceira jornada, e atravessa um ciclo de sete desafios em 21 dias.

“Poderão jogar o João Mário, o Zé Pedro, o Stephen Eustáquio e o Fábio Vieira face ao último jogo. De qualquer forma, o FC Porto é sempre o FC Porto e tem uma equipa de grande qualidade. Sabemos o grau de dificuldade, mas preparámo-nos a pensar no que podemos fazer. Precisamos de ter alguma atenção defensiva quanto às nuances padronizadas do adversário e trabalhámos para explorar aspetos ofensivos”, vincou.

À procura de consolidar a segunda posição do campeonato e recolocar-se a três pontos do campeão nacional e líder isolado Sporting, que triunfou no sábado em Vila Nova de Famalicão (3-0), o FC Porto tem capitalizado a forma do avançado espanhol Samu, autor de oito golos em outros tantos encontros nas diversas provas.

“Dar sempre uma especial atenção a este tipo de jogadores pode, por vezes, levar-nos a descurar outros que também têm muita qualidade. O FC Porto não se resume ao Samu e vale também pelo resto da equipa. Temos de estar defensivamente concentrados e focados no seu todo e não apenas preocupados com um jogador”, reconheceu.

Lucas Moura e Yair Mena continuam lesionados, enquanto Baptiste Roux, Lucas Piazón e Nenê estão em dúvida no AVS, que tenta regressar às vitórias na I Liga quatro rondas depois e afastou os Sandinenses (2-0), da Série A do Campeonato de Portugal, quarto escalão nacional, na terceira eliminatória da Taça de Portugal.

“É certo que ainda não venci o FC Porto e esta é mais uma oportunidade para que isso possa acontecer, mas na época passada empatei um jogo com eles”, finalizou Vítor Campelos, lembrando a igualdade 1-1 alcançada em tempo de compensação na 23.ª jornada da edição 2023/24 do campeonato, em fevereiro deste ano, quando orientava o Gil Vicente.

O AVS, 12.º classificado, com nove pontos, recebe o FC Porto, segundo, com 21, na segunda-feira, às 20:15, no Estádio do CD Aves, na Vila das Aves, em desafio da nona jornada da I Liga, sob arbitragem de Miguel Nogueira, da associação de Lisboa.

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