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Sábado, Julho 11, 2026
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Maior icebergue do mundo afasta-se da Antártida e pode encalhar numa ilha remota

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foto: DR - Stephen Leonardi

O maior icebergue do mundo está atualmente a afastar-se da Antártida em direção a uma ilha remota onde, na pior das hipóteses, poderá encalhar e bloquear os pinguins e leões-marinhos que aí se reproduzem.

Esta plataforma de gelo – com 80 quilómetros de comprimento – afasta-se há anos da Antártida e, impulsionada pelas correntes, dirige-se potencialmente para a ilha britânica da Geórgia do Sul, um local importante para a reprodução da vida selvagem.

De acordo com as imagens de satélite, ao contrário dos icebergues gigantes anteriores, este icebergue não parece estar a dividir-se em pedaços mais pequenos à medida que se afasta, explicou o oceanógrafo Andrew Meijers, do British Antarctic Survey.

De acordo com o especialista, é difícil prever a sua trajetória exata, mas as correntes predominantes sugerem que este colosso de gelo atingirá a borda da plataforma continental, localizada em águas pouco profundas em torno da Geórgia do Sul, dentro de duas a quatro semanas.

O icebergue poderá evitar a plataforma continental e ser arrastado para as águas profundas do Atlântico Sul, para lá da Geórgia do Sul, um território ultramarino britânico situado a cerca de 1.400 quilómetros a leste das Ilhas Malvinas.

Contudo, pode também embater no fundo inclinado, ficar preso durante meses ou mesmo partir-se em vários pedaços.

As paredes de gelo poderiam então impedir os leões-marinhos e os pinguins de acederem ao oceano para se alimentarem a si próprios e às suas crias em terra, explica Andrew Meijers.

“Seria bastante dramático, mas não sem precedentes”, diz o especialista, recordando que “os icebergues já encalharam na zona no passado, causando uma mortalidade significativa entre as crias de pinguim e os leões-marinhos jovens”.

Mas para alguns especialistas, como Raul Cordero, da Universidade de Santiago, “as hipóteses de colisão não são muito elevadas”, são “menos de 50%”, uma vez que a ilha tende a desviar a água e as correntes oceânicas que, por sua vez, poderiam desviar o icebergue.

“Pedaços” poderiam talvez atingir a ilha “mas o icebergue como um todo seria espantoso”, diz este membro do Comité Nacional de Investigação Antártica.

Com uma superfície de cerca de 3500 quilómetros quadrados, o icebergue conhecido como A23a é também o mais antigo do mundo. Desprendeu-se da plataforma de gelo da Antártida em 1986.

O icebergue permaneceu preso no fundo do mar durante mais de 30 anos até se libertar em 2020, iniciando a sua lenta deriva para norte.

Em 2024, permaneceu no mesmo sítio durante vários meses, girando sobre o seu eixo.

Andrew Meijers, que observou o A23a de perto no final de 2023, descreve-o como “um imenso penhasco branco, com 40 a 50 metros de altura, que se estende até onde a vista alcança”.

“É como uma gigantesca muralha branca que faz lembrar a de “Game of Thrones, parece não ter fim”, acrescentou.

Pesando quase um bilião de toneladas, o gigantesco bloco de água doce está a ser arrastado pela corrente oceânica mais poderosa do mundo, a Corrente Circumpolar Antártica, a 20 centímetros por segundo, de acordo com o British Antarctic Survey.

O icebergue segue “mais ou menos uma linha reta” até à Geórgia do Sul, disse Andrew Meijers.

Durante o verão austral, ao longo da costa sul da Geórgia do Sul, os pinguins e os leões-marinhos partem em expedições para as águas frias para trazer comida suficiente para as suas crias.

“Se o icebergue ficar preso, bloqueará o acesso às zonas de alimentação”, explica Andrew Meijers.

“Os animais podem ser forçados a contorná-lo. Isso pode fazer com que gastem muito dinheiro. Isto obrigá-los-ia a gastar muito mais energia, o que significa menos recursos para as crias e, consequentemente, um aumento da mortalidade.”

As populações de leões-marinhos e pinguins da Geórgia do Sul já estão a passar por uma “má época” devido a uma epidemia de gripe aviária. A presença do icebergue pode piorar a situação.

Quando o A23a ou os seus fragmentos acabarem por derreter, poderão deixar para trás pedaços de gelo mais pequenos, mas ainda assim perigosos, complicando a navegação dos pescadores.

No entanto, também trará nutrientes para a água, favorecendo o fitoplâncton, uma fonte essencial de alimento para as baleias e outras espécies marinhas.

O degelo também ajudará os cientistas a compreenderem melhor a forma como estas florescências de fitoplâncton absorvem o CO2 da atmosfera.

Embora a formação de icebergues seja um fenómeno natural, Andrew Meijers acredita que a sua perda acelerada na Antártida se deve provavelmente às alterações climáticas provocadas pelo homem.

Teatro Camões recebe no sábado “As Cenas do Fausto”, obra-prima de Robert Schumann

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A oratória profana “As Cenas do Fausto”, de Robert Schumann, é um obra-prima do Romantismo alemão, segundo o maestro Graeme Jenkins, que a vai dirigir este sábado, no Teatro Camões, em Lisboa, no âmbito da programação do Teatro S. Carlos.

Para o maestro inglês esta é uma oportunidade de descobrir a música de Schumann e uma “obra-prima” da qual até os alemães se vão esquecendo.

A opinião é partilhada pela soprano Ana Quintans, que faz parte do elenco e reconheceu à agência Lusa só agora ter entrado em contacto com a obra, que considera maravilhosa, sendo maior o seu conhecimento do repertório de canto e piano do compositor alemão

“As Cenas do Fausto” têm por base o poema de Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832), que publicou em duas partes a sua tragédia em verso, saídas em 1808 e 1832.

Fausto tornou-se numa das personagens mais prolíficas da arte e do pensamento ocidentais. É o homem que vendeu a alma ao Diabo, um cientista que troca a alma por mais conhecimento.

“Robert Schumann [1810-1856] não é um compositor operático, mas compõe com uma capacidade descritiva tal, em cada uma das cenas, que é notável”, realçou à agência Lusa Graeme Jenkins.

Schumann compôs especificamente para o poema de Goethe (1749-1832), inspirado numa lenda germânica do século XV. A oratória profana começa a tomar forma em 1844 e só em 1853 é terminada, pouco antes de o compositor reconhecer o seu colapso emocional.

Jenkins referiu que o autor terá exposto os seus sentimentos em partes da oratória.

Schumann apenas musicou cerca de cinco por cento do poema de Goethe, como disse à Lusa a soprano Ana Quintans, a quem foi dado o papel de Gretchen (Margarida).

O maestro disse que o maior desafio que a peça lhe apresenta reside na “sua dramática energia” e nos seus contrastes, tratando-se “da melhor música alguma vez composta”.

A gravação desta oratória, sob a direção do compositor e regente Benjamin Britten, com a participação do barítono alemão Dietrich Fischer-Dieskau, serviu de inspiração a Jenkins para trabalhar a obra-prima de Schumann. Vinda do início dos anos 1970, trata-se de uma das mais premiadas e reeditadas gravações do antigo catálogo Decca.

Para Graeme Jenkins “As Cenas do Fausto” inspiraram o repertório operático de Richard Wagner (1813-1883). Opinião com a qual concorda Ana Quintans, referindo que “há já essa ideia da alegoria, do simbólico, do transcendente, de uma procura incessante por alguma coisa, às vezes até conceitos metafísicos da vida”.

O ambiente do poema insere-se no movimento artístico-filosófico romântico, com a transposição dos sentimentos das personagens para a natureza, referências ao transcendente, presságios, espetros, etc..

Jenkins dirige esta produção do Teatro Nacional de S. Carlos (TNSC) que conta com a participação da Orquestra Sinfónica Portuguesa e, como solistas, as sopranos Ana Quintans, Bárbara Barradas e Mariana Sousa, as contraltos Inês Constantino e Carolina Figueiredo, os tenores Leonel Pinheiro, Bruno Almeida e Sérgio Martins, os baixos André Baleiro, Tristan Hambleton e José Corvelo, além do Coro do TNSC.

O maestro realçou a prestação da OSP, referindo a sua evolução desde que a dirigiu pela primeira vez em 2017, e elogiou os cantores destacando o trabalho de Ana Quintans, “com um excelente fraseado” e a sua “competência no lieder germânico”, assim como o dos tenores e até do “jovem baixo britânico Tristan Hambleton, que vai muito bem”.

À Lusa Ana Quintans afirmou que esta é uma obra de “difícil abordagem”, desde logo pelo facto de Schumann ter composto especificamente para os poemas de Goethe”.

“Para quem preparara um obra desta dimensão, há que entrar primeiro neste texto maravilhoso, nem sempre de fácil compreensão, e depois ir à procura de todo o seu potencial expressivo. Schumann utiliza muitíssimos recursos e compôs esta obra em diferentes momentos da sua vida. Escreveu-a durante 10 anos”, afirmou a soprano, referindo que a sua personagem, Gretchen, “tem um caráter bastante diferente, e está mais dentro do estilo da ópera que da oratória”.

Quintans referiu que a sua ária “podia ser um ‘lied’ acompanhado ao piano, mas claro, que com a orquestra ganha uma outra dimensão”.

A soprano reconheceu ainda que há que se ter domínio do alemão, “para se entender o que se está a dizer a cada momento e reagir a tudo isto que é um estilo melódico mas não deixa de ser declamatório”.

Este é um texto romântico, defendeu Ana Quintans, justificando: “Sobretudo esta ideia do sublime, não do belo, mas do sublime, qualquer coisa que nos transcende e que comporta não só o que é formal, mas também aquilo que não tem forma, o espiritual, num sentido alargado”.

“Nesta obra há um pouco de tudo. Goethe levou 60 anos a escrevê-la. Há esta história da Gretchen com Fausto, que é uma tragédia muito dura, mas depois há uma série de caminhos até chegar à salvação da alma do Fausto, há uma série de caminhos, depois do pacto que ele fez, no fundo até para entender o sentido da vida. Há uma certa espiritualidade e transcendência da obra”.

Quintans admitiu a dificuldade, em termos culturais, para o público contemporâneo entender esta oratória, o que não aconteceria no século XIX, quando se estreou [1862], o que justifica, segundo a soprano, o compositor ter-se coibido a não fazer todas as cenas do poema original.

“Entre a minha primeira cena, o encontro fortuito no jardim, até à minha segunda cena, de pedido de ajuda a Nossa Senhora das Dores, há um hiato enorme. Na altura não constituía um problema, as pessoas estavam imbuídas destas histórias, o próprio mito do Fausto já existia”.

Para Ana Quintans, “hoje em dia há a necessidade de um público não conhecedor preparar-se para um concertos destes. Tem de haver uma certa preparação, não dá para vir e usufruir só da música, é um texto que leva o seu tempo”.

Daí a cantora lírica aconselhar o público a assistir à conversa que antecede o concerto, o que “ajuda muito a fruir deste objeto artístico”.

No sábado, às 17:00, uma hora e meia antes do início do concerto, Andrea Lupi modera uma conversa entre o musicólogo Edward Ayres de Abreu, diretor do Museu Nacional da Música, e o filósofo José Pedro Serra, professor catedrático no Departamento de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

O maestro Graeme Jenkins não é um desconhecido para o público português, tendo dirigido, desde 2017, óperas e outras produções no TNSC, em Lisboa. As mais recentes foram “Um Requiem Alemão”, de Brahms, em 2022, e a ópera “Um Navio Fantasma” (“Der fliegende Holländer”/”O navio fantasma”), de Richard Wagner, ambas em 2023.

À Lusa o maestro disse gostar de Lisboa, que definiu como “um das mais belas cidades”

O maestro inglês foi diretor musical da Ópera de Dallas (1994-2013), nos Estados Unidos. Entre outras funções, desempenhou as de maestro convidado da Ópera de Colónia, na Alemanha, (1997-2002). Trabalhou com a Royal Opera House e a English National Opera, no Reino Unido, com o Grand Theatre de Genève, na Suíça, a Ópera dos Países Baixos, a Ópera de Paris, a Royal Danish Opera, a ópera da Suécia, de Berlim e a de Sydney, entre outras.

Jenkins estudou musica na Universidade de Cambridge, tendo dirigido a Royal College of Music Symphony Orchestra com Norman Del Mar e David Willcocks.

Clima em 2024 condicionou mais 20 milhões de crianças em África no acesso à escola – Unicef

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DR

As perturbações climáticas em 2024 colocaram mais 20 milhões de crianças em risco de abandono escolar em África, anunciou a Unicef num relatório sobre os riscos climáticos e o ensino divulgado, esta sexta-feira, Dia Internacional da Educação.

O estudo “Aprendizagem interrompida: panorama global das interrupções escolares relacionadas com o clima em 2024”, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), indica que em África mais de 107 milhões de crianças já não frequentam, de todo, a escola.

Esta investigação “apresenta, pela primeira vez, uma análise, entre janeiro e dezembro de 2024, dos riscos climáticos que causaram o encerramento de escolas ou interrupções significativas nos calendários escolares” e o seu impacto nas crianças, do pré-escolar ao ensino secundário em 85 países, explicou a Unicef.

No Brasil por exemplo, cerca de um milhão de alunos ficaram afetados por perturbações climáticas em 2024, tendo as inundações sido a causa principal, segundo dados do relatório.

“As alterações climáticas estão a agravar a crise global de aprendizagem e a ameaçar a capacidade de aprendizagem das crianças”, lamentou.

“Atualmente, estima-se que dois terços das crianças em todo o mundo não conseguem ler com compreensão até aos dez anos de idade. Quase metade das crianças do mundo – cerca de mil milhões de crianças – vive em países com riscos extremamente elevados de choques climáticos e ambientais”, acrescentou.

Os países da África Austral sofreram, em 2024, a pior seca em mais de 100 anos devido aos impactos do fenómeno meteorológico El Niño, contextualizou.

“No Zimbabué, a seca prolongada afetou a escolaridade de 1,8 milhões de crianças”, referiu.

Embora as secas possam não levar ao encerramento imediato das escolas, ou não se refletir sempre nos dados mensais, o seu impacto prolongado na assiduidade dos alunos, nas matrículas e nos resultados de aprendizagem torna-se evidente ao longo do tempo, disse.

A África Ocidental e Central e a África Oriental e Austral sofreram principalmente perturbações relacionadas com inundações, com impacto em 12 milhões e oito milhões de alunos, respetivamente.

No Sul da Ásia e na África Oriental, os fenómenos climáticos estão associados a um aumento das taxas de casamento infantil, o que prejudica permanentemente a educação de milhões de raparigas adolescentes, frisou.

Já o Médio Oriente e o Norte de África sofreram interrupções escolares causadas por tempestades e inundações, afetando mais de oito milhões de alunos, prosseguiu.

A educação é um dos serviços mais frequentemente afetados por fenómenos relacionados com o clima, mas é constantemente ignorada nos debates políticos, apesar do seu papel crucial na atenuação e adaptação às alterações climáticas, lamentou.

“As escolas e os sistemas educativos estão mal equipados para proteger os alunos dos impactos das alterações climáticas, particularmente em contextos frágeis, e os investimentos em financiamento climático na educação continuam a ser surpreendentemente baixos”, alertou.

Moçambique é citado no estudo como sendo um exemplo do que deve ser feito, através de “práticas promissoras”.

Neste país africano lusófono, “construir escolas resistentes às alterações climáticas (…) terá um impacto enorme na educação”, salientou.

Em Moçambique, ciclones intensos, como o Chido e o Freddy, são frequentes.

“Cerca de 40% das infraestruturas escolares em Moçambique foram construídas com materiais de qualidade inferior. Esta vulnerabilidade foi claramente vista durante os recentes ciclones de 2023 e 2024, que causaram danos significativos em diferentes regiões”, disse.

O ciclone Chido, em dezembro de 2024, causou danos ou destruição em pelo menos 1.126 salas de aula em 250 escolas, afetando o regresso de cerca de 110.000 alunos.

“As lições aprendidas com os ciclones Freddy e Chido realçam a importância de investir em infraestruturas fortes, mas que são também necessárias outras melhorias, muitas vezes dispendiosas, para suportar condições extremas”, refletiu.

Os riscos não centrados no clima ou as catástrofes geofísicas, incluindo terramotos, tsunamis, atividades vulcânicas e movimentos de massa, não foram incluídos neste estudo da Unicef.

Segurança Social Direta indisponível entre as 16:00 deste sábado e as 14:00 de domingo

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O portal da Segurança Social Direta vai estar temporariamente indisponível, entre as 16:00 de sábado e as 14:00 de domingo, devido a uma intervenção técnica, segundo o Instituto da Segurança Social (ISS).

Em causa está uma intervenção técnica programada no sistema de informação da Segurança Social.

Esta intervenção tem como intuito “melhorar a qualidade dos serviços digitais disponibilizados, procurando uma maior aproximação aos cidadãos e empresas e proporcionar uma maior comodidade e eficácia na sua relação com a Segurança Social”, adianta o instituto liderado por Octávio Félix de Oliveira, numa nota publicada na quinta-feira no seu ‘site’.

Numa outra nota, publicada também na quinta-feira, o instituto dá conta de que passa a ser possível obter o comprovativo de contactos e o extrato de carreira contributiva na Segurança Social Direta, “evitando a deslocação aos serviços da Segurança Social”.

“Para obter a declaração de situação contributiva (declaração de situação de não dívida à Segurança Social) pode também aceder à Segurança Social Direta”, acrescenta.

Durante a última audição regimental, a ministra do Trabalho tinha indicado que o Governo quer “continuar a aprofundar a transformação digital da Segurança Social”.

Nesse sentido, vai “lançar nos próximos meses um programa que reduz as filas de espera ao nível do atendimento”, “reforçar o combate aos pagamentos indevidos” e “implementar a opção de pagamentos à Segurança Social por MB Way”, anunciou a ministra na altura, referindo que esta última medida vai ser antecipada, dado que estava prevista “para o próximo ano”.

Comboios de passageiros regressam à Linha de Leixões em 09 de fevereiro

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Os comboios de passageiros vão regressar à Linha de Leixões, circular ferroviária do Porto, no dia 09 de fevereiro, confirmaram à Lusa a Infraestruturas de Portugal, a CP e a Câmara de Matosinhos.

De acordo com uma nota conjunta da Infraestuturas de Portugal (IP), da CP – Comboios de Portugal e da Câmara de Matosinhos enviada após questões da Lusa, o serviço regressará à circular ferroviária do Porto com “60 comboios nos dias úteis, 30 em cada sentido, com oferta de dois comboios por hora e por sentido nas horas de ponta da manhã e da tarde”.

“Aos sábados, domingos e feriados realizam-se 34 comboios, 17 por sentido”, numa ligação que “permite comboios diretos entre Ovar e Leça do Balio, sem necessidade de mudança em Porto-Campanhã, bem como comboios entre Porto-Campanhã e Leça do Balio”, refere a mesma nota.

Segundo o texto, “nesta linha ferroviária entre Porto-Campanhã e Leça do Balio, o comboio efetua paragem em Contumil, São Gemil, Hospital de São João, São Mamede de Infesta, Arroteia e Leça do Balio”.

Os horários podem ser consultados nos ‘sites’ da CP e da IP.

Em causa está a reabertura da Linha de Leixões a passageiros, com paragens em Porto-Campanhã, Contumil, São Gemil, São Mamede de Infesta, Arroteia e Leça do Balio.

Em dezembro, a Câmara de Matosinhos já tinha adiantado à agência Lusa que o serviço seria retomado em fevereiro, após os acessos às estações e apeadeiros estarem prontos em janeiro.

Em setembro, a Infraestruturas de Portugal (IP) iniciou as obras de alteamento de plataformas nas estações de Contumil e São Gemil, no âmbito da reabertura da Linha de Leixões ao tráfego de passageiros, que estava prevista para o final do ano passado, tendo os trabalhos se iniciado em agosto.

Além dos projetos dos apeadeiros Hospital São João e Arroteia e do alteamento das plataformas em Contumil e São Gemil, foi realizada uma beneficiação da iluminação pública existente nas estações de São Mamede de Infesta e Leça do Balio.

“A Câmara de Matosinhos estabeleceu, na envolvente das quatro dependências localizadas no concelho, a promoção da acessibilidade, designadamente dos modos ativos, com a constituição de percursos pedonais e alargamento de passeios existentes, conexão com a futura ciclovia de São Mamede de Infesta e com os transportes públicos rodoviários”, refere.

Houve ainda lugar ao “aumento da capacidade de estacionamento, visando a mudança modal do transporte individual para o serviço público de transporte de passageiros”, aponta o comunicado conjunto.

O apeadeiro do Hospital São João ficará a 350 metros do hospital e terá dois abrigos e uma paragem de autocarro nas imediações, consultou a Lusa.

Já o apeadeiro de Arroteia, nas imediações da Efacec, em Leça do Balio, ficará situado precisamente na Rua da Arroteia, junto ao Parque C da Efacec e à zona industrial adjacente à Rua D. Frei Gonçalo Pais, mas contará com apenas um abrigo.

A linha servirá o polo universitário da Asprela no apeadeiro do Hospital São João, ou polos industriais como a Arroteia (próximo à Efacec) ou Leça do Balio (próximo à Lionesa e Unicer).

O protocolo para a reabertura foi assinado entre a CP, IP e Câmara de Matosinhos em março, ainda homologado pelo ex-secretário de Estado Adjunto e das Infraestruturas Frederico Francisco.

Para já, a reabertura da Linha de Leixões far-se-á apenas até Leça do Balio, ficando a faltar o percurso na sua totalidade até Leixões (Senhor de Matosinhos), ligando ao Metro do Porto, STCP, Unir e metrobus, algo a ser estudado “numa segunda fase”.

O serviço de passageiros na Linha de Leixões foi interrompido em 2011, após reabertura em 2009 a partir de Ermesinde e sem bilhética Andante. A linha está inserida numa malha urbana de forte crescimento populacional da Área Metropolitana do Porto, abrangendo parte dos concelhos do Porto, Valongo, Maia e Matosinhos.

Meio milhão visitou gratuitamente museus, monumentos e palácios desde agosto com Acesso 52

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Museu José Malhoa nas Caldas da Rainha | foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, anunciou esta sexta-feira que, desde agosto até ao presente, meio milhão de residentes em Portugal visitaram gratuitamente os museus, monumentos e palácios tutelados pelo Estado central, no âmbito do programa Acesso 52.

“Esta medida teve efeitos práticos no dia 01 de agosto [de 2024] e até ao presente já visitaram 500 mil residentes em Portugal”, disse a governante em Terras de Bouro, distrito de Braga, à margem de uma reunião com os autarcas da Comunidade Intermunicipal (CIM) Cávado, que abrange os concelhos de Amares, Braga, Barcelos, Esposende, Terras de Bouro e Vila Verde.

A entrada gratuita em museus, monumentos e palácios tutelados pelo Estado deixou de estar restringida aos domingos e feriados e passou a ser possível escolher 52 dias por ano de acesso grátis, desde 01 de agosto deste ano.

Para a ministra da Cultura estas 500 mil visitas em menos de meio ano significam que o aspeto financeiro influencia a participação dos portugueses a nível cultural.

“Significa que nós não participamos mais e temos baixas taxas de participação cultural, porque também não temos ordenados muito generosos que nos permitam diversificar e participar continuamente. Democratizar a cultura é uma das medidas que está no programa do Governo e que o Governo assumiu”, sublinhou Dalila Rodrigues.

O que mudou face à medida anterior é que os portugueses e residentes em Portugal passaram a ter 52 dias por ano, em qualquer dia da semana, para visitar gratuitamente os 37 museus, monumentos e palácios de tutela pública.

Até à entrada em vigor deste programa, a gratuitidade era acessível apenas aos domingos e feriados.

Para garantir o acesso àqueles espaços, os visitantes devem apresentar o cartão de cidadão nas bilheteiras para um registo, a fim de se poder contabilizar, numa base de dados central, o limite dos 52 dias.

Em dezembro, a Comissão Europeia anunciou a abertura de um processo de infração contra Portugal considerando que o programa Acesso 52 tem “regras discriminatórias” ao permitir a entrada gratuita em museus, monumentos e palácios, 52 dias por ano, apenas a portugueses e a residentes no país, e não a outros visitantes dos Estados-membros. Bruxelas deu, na altura, dois meses a Portugal para responder, no âmbito do processo.

O Ministério da Cultura disse à agência Lusa, na altura, que vai manter o atual modelo de entradas gratuitas em museus, monumentos e palácios, e que responderá “dentro dos prazos” ao processo levantado por Bruxelas.

Os museus, monumentos e palácios desde janeiro sob a gestão da Museus e Monumentos de Portugal receberam 5.157.360 visitantes em 2023.

Ucrânia: Zelensky alerta que Putin tenta manipular Trump ao aceitar negociar

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O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky alertou esta sexta-feira que o seu homólogo russo, Vladimir Putin, está a tentar “manipular” Donald Trump, ao manifestar disponibilidade para negociar com os Estados Unidos sobre a guerra na Ucrânia.

“Ele quer manipular o desejo do presidente dos Estados Unidos da América de alcançar a paz”, frisou Volodymyr Zelensky, na sua mensagem diária nas redes sociais.

“Estou convencido de que nenhuma manipulação russa poderá ter sucesso agora”, acrescentou.

A Presidência ucraniana já tinha advertido ontem que a Ucrânia se opõe a quaisquer negociações de paz entre Putin e Trump se Kiev e a Europa não estiverem envolvidas.

A Ucrânia receia também ser pressionada a ir para a mesa das negociações numa posição de desvantagem, uma vez que está com dificuldades na linha da frente, e ver-se obrigada a ceder à Rússia território já por estar ocupado.

O chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, há muito contra qualquer negociação com Moscovo, aventou recentemente tal hipótese, mas condicionou-a a sólidas garantias de segurança por parte do Ocidente.

O Kremlin (presidência russa), por sua vez, exige essencialmente que a Ucrânia se renda, renuncie à adesão à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental) e ceda à Rússia os territórios ucranianos que esta reivindicou como anexados – condições inaceitáveis para Kiev.

A reação ucraniana surge horas depois de Putin se ter esta sexta-feira declarado “pronto” para negociações sobre o conflito na Ucrânia com Trump, embora nem Moscovo nem Washington tenham apresentado um calendário ou uma agenda para essa discussão há muito esperada.

Moscovo, Kiev e os seus aliados estão atentos à posição que o imprevisível novo inquilino da Casa Branca (presidência norte-americana) irá adotar em relação à guerra russa na Ucrânia, à qual já afirmou várias vezes que poria rapidamente fim, mas sem nunca explicar como.

Uma conversa entre Donald Trump e Vladimir Putin, há muito referida mas ainda não concretizada, é vista como um passo importante. Desde há uma semana, tanto o Kremlin como a Casa Branca têm vindo a afirmar que pretendem esse diálogo.

O Presidente dos Estados Unidos “declarou que está pronto para trabalhar em conjunto”, congratulou-se hoje Vladimir Putin, numa entrevista à televisão estatal russa.

“Nós sempre dissemos, e gostaria de sublinhar mais uma vez, que estamos prontos para essas negociações sobre as questões ucranianas”, acrescentou o líder do Kremlin.

Antes, o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, tinha afirmado aguardar “sinais” de Washington sobre o assunto.

Peskov não forneceu qualquer indicação quanto ao calendário ou à natureza de tais sinais, depois de, na quinta-feira, Trump ter afirmado estar preparado para se reunir com Putin “assim que possível”, até mesmo “de imediato”.

Presidente do Cruz Azul fala em ofertas insultuosas e ridículas do FC Porto

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O presidente do Cruz Azul revelou esta sexta-feira que as ofertas do FC Porto para contratar o treinador de futebol Martín Anselmi foram “insultuosas e ridículas”, defendendo que a forma de levar o argentino é pagar a cláusula de rescisão.

“Tivemos algumas conversas [com o FC Porto], mas as ofertas foram insultuosas e ridículas. Desta forma, não pode ser. Informámos que tinham de pagar a [cláusula de] rescisão do contrato, porque as propostas não contemplam os nossos interesses”, começou por contar o presidente do emblema mexicano, Víctor Velázquez, à ESPN México.

O dirigente revelou ter dito ao mais provável sucessor de Vítor Bruno no FC Porto para aguardar até que os dois emblemas se entendessem, mas o técnico, de 39 anos, decidiu rumar à ‘Cidade Invicta’, onde deverá chegar este sábado.

“Disse a Martín para esperar, mas ele decidiu pegar nas malas e ir embora. Vamos proceder legalmente e estamos a tratar com a nossa equipa de advogados. Temos de ver o que implicam as leis do trabalho e da FIFA”, lamentou, antes de desejar as “maiores felicidades” ao argentino na “nova etapa”.

Esta sexta-feira, Martín Anselmi foi informado pelo Cruz Azul de que não existe acordo para a sua saída do clube mexicano e que corre o risco de sanções.

Numa carta enviada a Anselmi, a que a agência EFE teve acesso, o departamento jurídico do Cruz Azul comunicou ao treinador que este não estava autorizado a viajar.

“Tem um contrato válido, devidamente registado na Federação Mexicana de Futebol, sobre o qual não existe acordo para a rescisão antecipada, nem acordo para uma transferência para um clube terceiro”, refere o documento.

Na missiva, o emblema ‘azteca’ avisa que o técnico deve comparecer nos trabalhos da equipa, correndo o risco de entrar em “incumprimento do contrato”.

“Lamentamos profundamente este comportamento da sua parte, ainda mais quando esta instituição sempre deu o devido e total cumprimento às suas obrigações contratuais, além de lhe proporcionar todo o apoio para o seu crescimento profissional”, acrescenta.

Na chegada a um aeroporto mexicano, Anselmi referiu que tinha a informação de que o acordo entre os clubes estava perto de estar concluído e que faltavam apenas detalhes para se tornar o novo treinador do FC Porto, algo que o Cruz Azul não confirma.

Na quinta-feira, depois da derrota dos ‘dragões’ frente ao Olympiacos (1-0), na Liga Europa, o presidente do FC Porto, André Villas-Boas, confirmou que o clube estava em negociações para contratar Martín Anselmi.

Anselmi é o escolhido para suceder a Vítor Bruno no comando técnico do FC Porto, numa altura em que a equipa é orientada de forma interina por José Tavares, coordenador da formação dos ‘dragões’.

Morreu Moisés Espírito Santo, sociólogo das religiões

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O sociólogo, etnógrafo e etnólogo Moisés Espírito Santo, que desenvolveu trabalhos na área da religião e sociologia rural, morreu hoje, aos 90 anos, anunciou o Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais (CICS) da Universidade Nova de Lisboa.

Natural da Batalha, no distrito de Leiria, Moisés Espírito Santo era professor catedrático jubilado da Universidade Nova de Lisboa e destacou-se enquanto um dos responsáveis pela introdução e desenvolvimento da Sociologia Rural e da Sociologia das Religiões em Portugal.

“É com profundo pesar que damos conta (…) do falecimento de Moisés Espírito Santo, professor catedrático da Nova FCSH [Faculdade de Ciências Sociais e Humanas], estimado colega e referência no campo da Sociologia. A sua partida deixa um vazio imenso na nossa comunidade académica e científica, mas o seu legado permanecerá vivo em cada um de nós e em todo o trabalho que ele dedicou à sua paixão pela Sociologia”, lê-se na nota de pesar hoje divulgada.

Moisés Espírito Santo fez também investigação etnolinguística, a partir do estudo da toponímia antiga existente em Portugal, articulando os estudos e investigações da sua especialidade com disciplinas como a História, a Arqueologia e a Linguística.

As suas investigações e publicações contribuíram para o conhecimento científico da origem e da identidade da língua portuguesa.

Moisés Espírito Santo foi refugiado e emigrante em França, entre 1963 e 1981, sendo responsável pela fundação das primeiras associações portuguesas em França. Esteve ligado a cerca de cinco dezenas de agremiações de emigrantes e desertores portugueses e à Liga Portuguesa do Ensino e da Cultura Popular.

Ainda em França, formou-se em Sociologia Rural na École de Hautes Études en Sciences Sociales, doutorando-se depois em Sociologia das Religiões.

É também autor de algumas polémicas edições, uma das quais “Os Mouros Fatimidas e as Aparições de Fátima”, lançado em 1995.

Dalila Cerejo, do CICS Nova, considera que Moisés Espírito Santo “foi, sem dúvida, um académico de grande destaque”, recordando “o privilégio de trabalhar e aprender com ele”.

“Os seus contributos para a Sociologia são incontornáveis, marcando gerações de estudiosos e fazendo da sua pesquisa uma referência nas áreas da sociologia da religião e da sociologia rural, da cultura, das dinâmicas das desigualdades sociais e das transformações sociais contemporâneas. A sua capacidade de análise profunda, a sua abordagem inovadora e a sua visão crítica enriqueceram os estudos sociais em Portugal e muito além das nossas fronteiras”, realçou a investigadora na nota de pesar.

A par do trabalho académico, “teve um papel fundamental na formação de novas gerações de sociólogos”.

“Como colega e professor, era uma figura respeitada, sempre disposto a partilhar o seu vasto conhecimento, a desafiar o pensamento dos outros e a inspirar os seus alunos a pensar de forma crítica e criativa. O seu compromisso com a excelência académica, com o rigor e a ética, deixou uma marca indelével em todos nós”, afirmou Dalila Cerejo.

Moisés Espírito Santo “era alguém que acreditava profundamente na capacidade transformadora da ciência e do conhecimento” e “o seu trabalho continuará a ser uma fonte de inspiração para todos aqueles que, como ele, buscam entender e transformar a sociedade”.

O CICS Nova promete manter vivo “o seu legado, guiados pela sua paixão pela Sociologia e pelo seu exemplo de compromisso com a ciência e com o conhecimento”.

Cruz Azul dá “nega” ao FC Porto e avisa técnico Martín Anselmi que tem contrato

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foto: Tiago Miguel de Araújo Vieira / Notícias Em Direto

O argentino Martín Anselmi, apontado com futuro treinador do FC Porto, foi informado pelo Cruz Azul de que não existe acordo para a sua saída do clube mexicano de futebol e que corre o risco de sanções.

O técnico, de 39 anos, está a caminho de Portugal e é esperado sábado no Porto, mas o Cruz Azul explicou, numa carta do departamento jurídico enviada a Anselmi, a que a agência EFE teve acesso, que este não estava autorizado a viajar.

“Tem um contrato válido, devidamente registado na Federação Mexicana de Futebol, sobre o qual não existe acordo para a rescisão antecipada, nem acordo para uma transferência para um clube terceiro”, refere o documento.

A formação mexicana avisa que o técnico deve comparecer nos trabalhos da equipa, correndo o risco de entrar em “incumprimento do contrato”.

“Lamentamos profundamente este comportamento da sua parte, ainda mais quando esta instituição sempre deu o devido e total cumprimento às suas obrigações contratuais, além de lhe proporcionar todo o apoio para o seu crescimento profissional”, acrescenta.

Na chegada a um aeroporto mexicano, Anselmi referiu que tinha a informação que o acordo entre os clubes, para ser o novo treinador do FC Porto, estava perto de estar concluído e que faltavam apenas detalhes, algo que o clube não confirma.

Na quinta-feira, depois da derrota dos ‘dragões’ frente ao Olympiacos (1-0), na Liga Europa, o presidente do FC Porto, André Villas-Boas, confirmou que o clube estava em negociações para contratar Martín Anselmi.

Anselmi é o escolhido para suceder a Vítor Bruno no comando técnico do FC Porto, numa altura em que a equipa é orientada de forma interina por José Tavares.

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