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Sábado, Julho 11, 2026
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LC: Rui Borges confirma Morita e Gyökeres em dúvida diante de Bolonha intenso

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O treinador do Sporting, Rui Borges, alertou hoje para a necessidade de igualar a intensidade do Bolonha na oitava e última jornada da fase de liga da Liga dos Campeões de futebol, com Morita e Gyökeres em dúvida.

“Preparamos qualquer jogo para ganhar, independentemente se o empate dá ou não. O Bolonha já não consegue o apuramento, mas é uma equipa competitiva, intensa e física, forte em duelos. Tem três derrotas no campeonato e apenas uma nos últimos 12 jogos. Vai obrigar-nos a estar muito alerta e a ter de igualar esse aspeto intenso. Será um jogo difícil, de Liga dos Campeões”, disse o treinador, em conferência de imprensa.

No auditório do Estádio José Alvalade, em Lisboa, Rui Borges confirmou que o japonês Morita e o sueco Gyökeres “estão em dúvida para o jogo” devido a fadiga acumulada e precisam de ser geridos, tal como outros jogadores, nomeadamente Geovany Quenda.

“O Viktor [Gyökeres] é dos jogadores com mais minutos a nível mundial até agora. Dita bem o que tem feito e o que tem dado pela equipa. Temos de tentar gerir ao máximo e temos departamentos capazes para isso. Acreditamos muito uns nos outros e todas as pessoas são ouvidas. Todos queremos o melhor para o Sporting”, apontou o treinador.

Desta forma, Rui Borges manifestou total tranquilidade no ‘onze’ inicial que vai entrar em campo diante dos italianos, confirmando novamente a ausência do inglês Edwards, que pode estar de saída do clube, e rejeitou considerar que o plantel ‘leonino’ é curto.

“Temos um plantel que tem dado resposta nos jogos. Estamos felizes pelos jogadores que temos e pela resposta que têm dado. Queremos muito ser bicampeões, é esse o foco e objetivo. Todos estão disponíveis para ajudar a equipa, independentemente da posição e do tempo de jogo. Estou bem focado no objetivo de todos nós”, expressou.

Também presente na antevisão à partida esteve o ala esquerdo uruguaio Maxi Araújo, que salientou a importância de um triunfo para os ‘leões’ poderem estar no play-off da prova, acreditando que a equipa realizou uma boa preparação para vencer o duelo.

“Um jogo de Liga dos Campeões é diferente, mas a preparação é sempre igual. O jogo é muito importante para nós e a equipa está muito bem. Sabemos que o Bolonha está eliminado, mas o Leipzig também estava e sofremos uma derrota inesperada, que nos deu aprendizagem para estarmos agora focados e poder converter as ocasiões”, disse.

O Sporting, 23.º colocado, em posição de play-off, com 10 pontos, recebe na quarta-feira os já eliminados italianos do Bolonha, em 28.º, com cinco pontos, no Estádio José Alvalade, em Lisboa, a partir das 20:00, que terá arbitragem do francês Benoit Bastien.

César diz que Pedro Nuno foi corajoso e recolocou PS do lado da solução para a imigração

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O presidente do PS considerou que o líder socialista foi corajoso na questão da imigração e recolocou o partido do lado da solução, defendendo que não houve qualquer condenação em relação ao passado.

Em entrevista ao programa Crossfire, da CNN, Carlos César foi questionado sobre a posição de Pedro Nuno Santos, que lhe valeu críticas inclusivamente de dentro do PS, ao admitir não se fez tudo bem nos últimos anos quanto à imigração, anunciando que vai apresentar uma solução legislativa que permita regularizar imigrantes que estão a trabalhar mas recusando recuperar a manifestação de interesses.

Adiantando que haverá novidades sobre este projeto do PS na sexta-feira, Carlos César defendeu Pedro Nuno Santos tem a obrigação “de adquirir para o universo de intervenção do PS” temas que são “muito sensíveis aos portugueses”.

“Na verdade, aquilo que Pedro Nuno Santos faz numa entrevista, que é rigorosa e que é corajosa, é recolocar o PS do lado de uma solução que acautele em simultâneo os interesses daqueles que têm direito a ser acolhidos com dignidade, por outro, da população portuguesa que vê nesse acolhimento também uma mais-valia”, defendeu.

O dirigente socialista compreende algumas críticas que foram feitas internamente – como as de José Luís Carneiro “que foi um bom ministro” -, mas não aceita a forma como algumas críticas foram feitas por Ana Catarina Mendes, “que foi uma ministra que não teve tempo nem oportunidade de se revelar no exercício desses cargos do Governo”.

“Aquilo que é inadmissível é associar quer na linguagem quer no pensamento o secretário-geral do PS a posições culturais e políticas da direita e da extrema-direita. Isso passa os limites da crítica interna que pode ser externa”, condenou.

Na sexta-feira, em declarações à Lusa, a antiga ministra e deputada Ana Catarina Mendes mostrou-se estupefacta com a “mudança de posição” do PS sobre a imigração e o discurso sobre aceitação de culturas, criticando uma aproximação à agenda da direita e extrema-direita.

Segundo o presidente do PS, o que está em causa é aquilo que o PS pensa “sobre determinadas matérias, em particular sobre uma matéria que concentra a atenção dos portugueses”.

“Não há aqui nenhum sentido de condenação em relação ao passado. Acho perfeitamente deslocada essa forma de avaliar a declaração de um político quando ela não é conforme com aquilo que o seu partido sempre pensou ou sempre fez”, defendeu.

Carlos César recorreu ao seu próprio percurso, referindo que foi presidente do Governo Regional dos Açores durante 16 anos e revogou dezenas de vezes medidas que ele próprio tinha implementado.

“Eu acho que é uma atitude inteligente e racional reavaliar a nossa própria ação e, naquilo em que se entende que houve um erro ou já não se aplica da forma que inicialmente se aplicava porque houve alterações efetivas”, apontou.

Segundo o presidente do PS, o fluxo migratório “existente à data da aprovação do regime de manifestação de interesse era um” e agora há mais do dobro, sendo “natural que a questão se recoloque noutra forma”.

“Nem sequer houve uma condenação desse regime e da manifestação de interesse. O que houve foi uma avaliação de que esse formato já não se adequava aos tempos que agora temos e sobretudo foi pedida a reapreciação parlamentar de um regime que já tinha sido revogado pelo atual governo e substituído por um que não oferecia qualquer solução” enfatizou.

Sobre a situação interna no PS, Carlos César admitiu que sente, “até de forma surpreendente”, “um acréscimo enorme de aceitação” do líder do PS.

“Eu não tenho a menor dúvida que se hoje houvesse eleições para a liderança do PS, Pedro Nuno ganhava por muito mais do que ganhou a José Luís Carneiro”, declarou.

Covid-19: Governo italiano condenado a pagar 10 euros a cidadãos por medidas impostas na pandemia

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foto © João Polónia / Notícias Em Direto (arquivo)

Um juiz italiano ordenou que o Governo pague indemnizações entre 10 euros a alguns cidadãos que apresentaram uma ação judicial contra as medidas impostas durante o período da pandemia da covid-19, divulgaram hoje os meios de comunicação locais.

O juiz Paolo Olezza, da cidade de Alessandria, no norte do país, considerou que os cidadãos tinham as mesmas “posições expressas pelo atual Executivo” italiano, e em particular pelo Vice-Presidente e ministro do Ministro dos Transportes, Matteo Salvini, nas quais sublinham a “natureza ilegal da legislação”, segundo os meios de comunicação locais.

A sentença refere que o Governo será obrigado a indemnizar cerca de vinte cidadãos com 10 euros por “danos não patrimoniais”, uma vez que as medidas os teriam “obrigado a comportarem-se de forma indesejável através de chantagem, diante de benefícios inexistentes em matéria de contenção da emergência epidémica”.

Os efeitos da legislação durante a pandemia são também descritos como “perturbadores”, incluindo a obrigação de “inocular medicamentos experimentais ou não aprovados de forma definitiva”.

O acórdão enumera ainda uma série de dados que demonstram que “nos Estados onde não foram adotadas regras de confinamento domiciliário, a propagação de infeções foi menor e a taxa de mortalidade foi menor”, concluindo, por isso, que os autores da ação têm direito a dez euros cada um” por danos morais e dano relacional.

Noutra decisão recente em Bolonha (norte), um juiz anulou uma multa imposta aos participantes na manifestação “Io Apro” (Eu abro), organizada em 15 de janeiro de 2021, contra as medidas de confinamento impostas pelo então Governo do Movimento Cinco Estrelas (M5S) e do Partido Democrático (PD).

Segundo o juiz, os decretos adotados pelo primeiro-ministro nessa altura eram ilegítimos, uma vez que “a restrição da liberdade pessoal, tal como a obrigação de permanecer no domicílio, só pode ser imposta por uma autoridade judicial, nos termos previstos no artigo 13.º do Código Penal e não, portanto, por atos administrativos”.

Os primeiros-ministros italianos durante a pandemia foram Giuseppe Conte (2018-2021) e Mario Draghi (2021-22).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), já morreram mais de sete milhões de pessoas devido à covid-19 no mundo desde o início da pandemia no final de 2019.

Angola totaliza 45 mortos e 1.081 casos de cólera desde o início do surto

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As autoridades sanitárias anunciaram a notificação, nas últimas 24 horas, de 65 casos de cólera e dois mortos, totalizando 1.081 casos e 45 mortes desde o início do surto, avançou esta segunda-feira o Ministério da Saúde.

De acordo com o ponto de situação do surto de cólera, dos 65 casos da doença, foram registados 33 na província de Luanda, 19 na província do Bengo, 12 na província do Icolo e Bengo e um na província do Huambo.

Relativamente aos óbitos, dois foram registados em Luanda, nos municípios do Sambizanga e dos Mulenvos, estando atualmente internados 104 doentes com cólera.

Desde o início do surto, foi reportado um total cumulativo de 1.081 casos, sendo 748 em Luanda, 201 em Icolo e Bengo, 124 no Bengo, três em Malanje, três no Huambo e dois na Huíla, com idades compreendidas entre 2 e 86 anos, dos quais 554 (51%) do sexo feminino e 527 (49%) do sexo masculino.

Os dados indicam no que se refere aos óbitos que Luanda lidera com 32 mortes, seguida do Bengo com oito e Icolo e Bengo, com cinco.

O grupo etário mais afetado vai dos dois aos cinco anos, com 183 casos e seis óbitos, seguido do grupo etário dos 10 aos 14 anos de idade, com 145 casos e três óbitos.

O Ministério da Saúde apela às pessoas que procurem imediatamente os centros de tratamento de cólera caso tenham alguém em casa com diarreia líquida e vómitos.

“Enquanto isso, deve beber muita água fervida ou tratada com 5 gotas de lixívia e prepare soro caseiro (1 litro de água fervida ou tratada e adicione duas colheres de sopa de açúcar e uma colher de chá de sal)”, exortam as autoridades sanitárias angolanas.

Sindicato da PSP apresenta ação em tribunal contra MAI e Ministério das Finanças

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia apresentou na segunda-feira uma ação no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa contra os ministérios da Administração Interna e Finanças para exigir a publicação da lista dos polícias que podem passar à pré-reforma.

“A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP), após diversas interpelações junto dos Ministérios da Administração Interna e Finanças, no sentido de ser publicado o número de efetivo para passagem à situação de pré-aposentação e, não logrando qualquer resposta desses ministérios, apresentou ontem no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, uma ação de intimação contra o Ministério da Administração Interna e o Ministério das Finanças”, refere a ASPP, em comunicado.

Com esta ação em tribunal, o maior sindicato da PSP quer a publicação urgente do despacho que fixa o contingente de polícias da PSP que em 2024 reuniam as condições para entrar na situação de pré-aposentação.

O presidente da ASPP, Paulo Santos, disse à Lusa que o despacho já devia ter sido publicado no ano passado.

A ASPP convocou uma concentração em frente ao Ministério das Finanças, para sexta-feira, para exigir a publicação do despacho, referente a 2024, para a passagem à pré-aposentação dos profissionais.

De acordo com a ASPP/PSP, há milhares de profissionais que cumprem os requisitos e já demonstraram desejo de passar à pré-aposentação.

Em novembro, a ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, disse que na PSP estavam em condições para entrar na pré-aposentação 4.125 polícias àquela data.

A questão da pré-aposentação é um das principais reivindicações dos sindicatos, que contestam os atuais critérios, alegando que, devido à falta de efetivo na polícia, muito poucos agentes entram anualmente na pré-reforma, ficando de fora muitos que reúnem os requisitos.

Segundo os sindicatos da PSP, atualmente quem vai para a pré-reforma são essencialmente os polícias com mais de 60 anos, embora os requisitos sejam 55 anos de idade e 36 anos de serviço.

Governo autorizou a passagem à pré-reforma de 500 polícias da PSP

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O Governo autorizou a passagem à pré-reforma de 500 elementos da Polícia de Segurança Pública, uma decisão que teve por base uma proposta do diretor nacional da PSP, disse à Lusa fonte oficial do Ministério da Administração Interna (MAI).

Segundo a fonte, o despacho que fixa em 500 o contingente de agentes da PSP que podem passar à situação de pré-reforma foi assinado na passada sexta-feira pela ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, e pelo ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, faltando agora a publicação em Diário da República.

Este contingente de 500 polícias que podem passar à situação de pré-reforma é referente a vagas de 2024.

O número de polícias que vão passar à pré-aposentação é fixado de acordo com a disponibilidade, tendo em conta as necessidades operacionais e admissão de novos elementos, daí ser fixado anualmente por proposta do diretor nacional da PSP.

Os sindicatos da PSP já tinham manifestado preocupação e indignação com o facto de o Governo não ter publicado a lista das pré-aposentações referente a 2024.

A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) apresentou hoje uma ação no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa contra os ministérios da Administração Interna e Finanças para exigir a publicação urgente do despacho dos polícias que podem passar à pré-reforma.

A ASPP convocou também uma concentração em frente ao Ministério das Finanças, para sexta-feira, para exigir a publicação do despacho, referente a 2024, para a passagem à pré-aposentação dos profissionais.

De acordo com a ASPP/PSP, há milhares de profissionais que cumprem os requisitos e já demonstraram desejo de passar à pré-aposentação.

Em novembro, a ministra da Administração Interna disse que na PSP estavam em condições para entrar na pré-aposentação 4.125 polícias.

A questão da pré-aposentação é um das principais reivindicações dos sindicatos, que contestam os atuais critérios, alegando que, devido à falta de efetivo na polícia, muito poucos agentes entram anualmente na pré-reforma, ficando de fora muitos que reúnem os requisitos.

Segundo os sindicatos da PSP, atualmente quem vai para a pré-reforma são essencialmente os polícias com mais de 60 anos, embora os requisitos sejam 55 anos de idade e 36 anos de serviço.

Recém-chegado Anselmi prioriza equipa à imagem do FC Porto

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A construção de uma equipa à imagem dos valores do FC Porto encabeça os planos do argentino Martín Anselmi, oficializado esta segunda-feira como novo treinador do terceiro classificado da I Liga de futebol, em substituição de Vítor Bruno.

“As sensações são de muita felicidade e aqui respira-se algo para o qual trabalhei em toda a minha vida. Identifico-me totalmente com esta cultura de trabalho. Queremos e estamos convencidos de que vamos construir uma equipa competitiva”, apontou o ex-treinador dos mexicanos do Cruz Azul, ao ser apresentado aos jornalistas no museu do clube, no Porto.

Uma semana depois de ter começado as negociações para a saída de Vítor Bruno, antigo adjunto de Sérgio Conceição e primeira aposta técnica da direção de André Villas-Boas, entregando o comando interino ao diretor da formação ‘azul e branca’, José Tavares, os ‘dragões’ contrataram Martín Anselmi por duas temporadas e meia, até junho de 2027.

“Sei o que significa o FC Porto. Senti que, se não aceitasse este convite, não ficaria bem comigo mesmo. Ilusões? São muito grandes. Acabei de percorrer o museu e temos de pedir ao presidente para construir mais uma vitrina e ver se a podemos encher”, vincou.

O argentino, de 39 anos, assume o FC Porto no terceiro lugar do campeonato, com os mesmos 41 pontos do Benfica, segundo classificado, ambos a seis do líder isolado e campeão nacional Sporting, mas já eliminado da Taça de Portugal e da Taça da Liga.

“O contexto faz um futebolista melhorar ou piorar e, a partir daí, começaremos a entender muito melhor do que são feitos os nossos jogadores. Sabemos que são bons, capazes e queremos dar-lhes todas as ferramentas para que sejam melhores. Da mesma forma, queremos que eles nos tornem melhores treinadores. Fazer desde já um diagnóstico do plantel seria imprudente, porque as sensações vão mudando à medida do treino”, notou.

Com três experiências anteriores como técnico principal no continente americano, Martín Anselmi confia que o FC Porto vai corresponder à essência do seu jogo já na quinta-feira, quando visitar o campeão israelita Maccabi Telavive, em Belgrado, para a oitava e última jornada da fase de liga da Liga Europa, procurando melhorar o 25.º lugar e rumar ao play-off de acesso aos oitavos de final, destinado aos 16 clubes entre o nono e o 24.º lugares.

“Iniciar um processo com a temporada já a meio não é o melhor contexto, mas toca-nos trabalhar e começar a construir uma equipa competitiva. Isto tem de se transmitir desde o primeiro treino e precisa de tempo. A meta primária é ser melhor do que ontem”, reiterou.

Pugnando por um “futebol de vantagens e posicional, muito para lá dos sistemas”, o novo treinador do FC Porto quer ver o plantel comprometido com a sua ideia de jogo e admitiu gostar de trabalhar individualmente com os jogadores, “convidando-os a serem melhores”.

“Creio que um sistema rígido não nos favorece a atacar, mas, para defender, é preciso um sistema, porque há uma ordem. Gostamos de jogar em função do rival, que decide como é que atacamos. Vamos ter de nos transformar constantemente para progredir. O futebol evolui e os adversários adaptam-se, melhoram e são os nossos maiores maestros”, disse.

Ao lado de Anselmi, o presidente do FC Porto, André Villas-Boas, justificou a aposta com base no “perfil emocional e no futebol ofensivo e agressivo” típico das equipas do antigo técnico do Cruz Azul, descrito como o líder de que os ‘dragões’ precisavam, numa altura em que não vencem há cinco jogos nas diversas provas pela primeira vez desde 2016/17.

“É um treinador em ascensão, que levou os clubes por onde passou ao sucesso de forma abrupta. Estamos com esperanças de que, ao chegar à Europa, este sentido arrojado do jogo possa ter impacto e confiamos que vai trazer sucesso ao clube. Com ele, iniciamos a continuação do projeto desportivo do FC Porto. Todos vão ficar bastante entusiasmados com o futebol proposto e estamos seguros de que encherá os adeptos de alma. Estamos muito ansiosos para que comece a construir seu futebol, que encaixa nas linhas do que o FC Porto defende, é virado para o ataque e vai em busca vitórias e troféus”, reconheceu.

NATO: Portugal disponível para antecipar “ainda mais” calendário de atingir 2% do PIB

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O primeiro-ministro afirmou na segunda-feira que Portugal está disponível para antecipar “ainda mais” o calendário que prevê que o país atinja em 2029 um investimento de 2% do Produto Interno Bruto no setor da defesa.

Luís Montenegro falava à imprensa, no final de um almoço de trabalho com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, na residência oficial em São Bento, em Lisboa, em que ambos prestaram declarações sem direito a perguntas.

“Quero dizer, em nome do Governo português, que estamos disponíveis para antecipar ainda mais o nosso calendário para o investimento nesta área”, assegurou, sem apontar uma data em concreto.

O primeiro-ministro defendeu que a União Europeia “tem de atuar em bloco” e concertar a estratégia e localização de investimentos em defesa, sem “triplicar ou quadruplicar” as suas apostas.

O primeiro-ministro explicou que o prazo para Portugal atingir o objetivo dos 2% – que, logo em seguida, o secretário-geral da NATO considerou insuficiente – dependerá de uma ‘task force’ criada entre os Ministério dos Negócios Estrangeiros, Defesa Nacional, Economia e Finanças, e que poderá ainda ser alargada “a outras áreas da governação”.

“Está a finalizar o seu trabalho com vista a tornar mais atrativo e exequível o projeto de reforço da nossa capacidade, nomeadamente a nossa capacidade produtiva e industrial. Mas temos consciência que na Europa não estamos sozinhos, nem devemos estar sozinhos e por isso nós teremos de conformar este caminho com as perspetivas da Aliança Atlântica mas também com as perspetivas da União Europeia”, salientou.

Montenegro salientou que os 23 Estados Membros da União Europeia que fazem parte da NATO “já investem mais de 2% do seu produto na Defesa”.

“Eu não estou com isto a eximir uma responsabilidade em nome de Portugal de o fazermos o mais rápido que for possível e de podermos redefinir os nossos objetivos. Mas nós temos de atuar também como um bloco e temos de atuar como um bloco na execução das políticas e dos investimentos para sermos mais eficientes”, defendeu.

O chefe do Governo português disse ter transmitido pessoalmente ao secretário-geral da NATO que “Portugal está fortemente empenhado em ser uma parte ativa” da valorização da estratégia da Aliança Atlântica e fez questão de dizer que tal nada tem a ver com a recente eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos da América.

“Obviamente, nós temos todo o interesse em estreitar o nosso relacionamento com os Estados Unidos da América (…) Mas a Europa terá de o fazer sempre, independentemente daquilo que acontecer relativamente à política interna americana e às suas repercussões no âmbito externo”, defendeu.

Para Montenegro, um reforço do investimento na indústria de defesa significará “maior autonomia para a Europa, salvaguarda da economia europeia e, por via disso, do Estado Social europeu”.

“É neste contexto que nós assumimos este compromisso como prioritário e já o tínhamos feito, inclusivamente, antes das eleições americana”, disse.

Montenegro recordou que, na cimeira da NATO de julho do ano passado, em Washington, comprometeu-se perante todos os aliados em antecipar de 2030 para 2029 o compromisso de Portugal atingir 2% do PIB em despesa dirigida ao setor da defesa.

“Significa para Portugal um esforço financeiro grande a antecipação num ano. Requer uma aceleração de uma trajetória que, infelizmente, nos últimos anos teve como resultado nem sempre conseguirmos atingir aquele que era o objetivo”, afirmou.

O primeiro-ministro assegurou que existe em Portugal “um forte compromisso” com esta meta, por parte do Governo, mas também de outras forças políticas, em particular “o principal partido da oposição”, o PS.

NATO: Montenegro diz que reforçará Defesa sem pôr em causa equilíbrio financeiro ou Estado social

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O primeiro-ministro português afirmou esta segunda-feira, ao lado do secretário-geral da NATO, que o compromisso do Governo em reforçar o seu investimento em Defesa será feito sem “colocar minimamente em causa o equilíbrio financeiro” ou o Estado social.

Luís Montenegro falava à imprensa, no final de um almoço de trabalho com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, na residência oficial em São Bento, em Lisboa, em que ambos prestaram declarações sem direito a perguntas.

“O Governo português vai caminhar para reforçar o seu investimento em defesa sem colocar minimamente em causa o seu equilíbrio financeiro, contas públicas saudáveis, um país estável, um país seguro, um país atrativo para colocar a economia a crescer”, disse o primeiro-ministro.

Montenegro defendeu que se o país não conseguir ter “o Estado social salvaguardado”, não terá recursos humanos para promover as mudanças que irão colocar a economia a crescer.

“Se nós não conseguirmos colocar a economia a crescer não temos meios para investir na defesa, como noutras políticas públicas”, afirmou, dizendo confiar na experiência de Mark Rutte como antigo primeiro-ministro dos Países Baixos para compreender a necessidade deste equilíbrio.

Pouco antes, Montenegro, que falou antes do secretário-geral da NATO, tinha afirmado que Portugal está disponível para antecipar “ainda mais” o calendário que prevê que o país atinja em 2029 um investimento de 2% do Produto Interno Bruto no setor da defesa.

Logo em seguida, Mark Rutte disse compreender o esforço de Portugal em aumentar os seus gastos em defesa, mas alertou que o objetivo dos 2% anunciados há uma década “não serão suficientes para enfrentar os desafios do amanhã”.

Santa Clara repudia racismo a Gabriel Batista e critica atitude do futebol português

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O Santa Clara repudiou os “comentários racistas e xenófobos” dirigidos ao guarda-redes Gabriel Batista após o jogo contra o FC Porto, criticando a “anestesia” do futebol português em relação a essas situações.

“A Santa Clara Açores – Futebol, SAD vem por este meio manifestar o seu mais firme repúdio pelos comentários racistas e xenófobos de que o nosso atleta Gabriel Batista tem sido alvo, após o último jogo com o FC Porto no Estádio do Dragão”, reage o clube em nota de imprensa.

Os açorianos também manifestam apoio com o portista Galeno, que “foi igualmente alvo de insultos da mesma índole” no rescaldo da partida que terminou empatada (1-1).

“Este é, infelizmente, um cenário que se vem banalizando no futebol e muitas vezes fica até uma ideia social de ‘anestesia’, em que já pouco se valorizam estes atos. Mas sejamos claros: não vamos normalizar o erro. Não continuemos a validar o atraso social. Não banalizemos a ameaça, pois falamos de matéria criminal”, lê-se no comunicado.

O Santa Clara alerta que não se podem esquecer os casos de racismo no futebol português: “Porque o futebol não é isto, não nos calaremos nesta luta”, sublinham.

O Sindicato dos Jogadores condenou hoje as mensagens de ódio dirigidas ao portista Galeno e a Gabriel Batista, do Santa Clara, após o jogo da 19.ª jornada da I Liga de futebol, defendendo “tolerância zero” para estas condutas.

No domingo, o guarda-redes Gabriel Batista denunciou nas redes sociais uma ameaça de morte, acompanhada de expressões racistas, depois de ter defendido uma grande penalidade, cobrada por Galeno, nos momentos finais da partida da 19.ª jornada, que acabou empatada 1-1.

O avançado do FC Porto, que também falhou a recarga, já tinha desperdiçado um penálti aos 72 minutos, e, depois do jogo, desativou os comentários nas redes sociais.

Assim, e apelando à “tolerância zero para este tipo de condutas e bullying online”, o Sindicato dos Jogadores diz esperar que os autores destes ataques possam ser identificados e “devidamente punidos, nos termos legalmente aplicáveis”.

FC Porto e Santa Clara empataram no domingo 1-1, com os ‘dragões’ a ficarem a seis pontos do líder Sporting.

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