16.9 C
Caldas da Rainha
Sábado, Julho 11, 2026
Início Site Página 164

Mau tempo: Lisboa com 55 ocorrências até às 20:00 a maioria por queda de árvores

0
foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A cidade de Lisboa registou entre as 00:00 e as 20:00 de hoje 55 ocorrências devido ao mau tempo, sobretudo queda de árvores, com uma mulher a sofrer ferimentos ligeiros, adiantou à Lusa fonte dos sapadores.

Entre as ocorrências, registaram-se 31 queda de árvores, 13 quedas de estrutura, como postes, telhas ou chapas, 7 por limpezas de via e 4 por inundações.

Fonte do Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB) de Lisboa acrescentou, pelas 20:45, que o número de ocorrência tinha diminuído nas últimas horas.

Uma ocorrência ativa por queda de árvore tinha causado danos em três viaturas, referiu ainda.

Pelas 16:55, a queda de uma árvore provocou ferimentos leves numa mulher de 65 anos, atingida num membro inferior.

Fonte do Comando Sub-regional da Grande Lisboa referiu à Lusa, pelas 20:40, que não havia ocorrências significativas relacionadas com o mau tempo.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) previa a partir da madrugada de hoje precipitação forte no Norte e Centro e rajadas de vento entre os 80 a 100 quilómetros por hora no litoral oeste e terras altas e agitação marítima devido à passagem da depressão Ivo.

O distrito de Lisboa está até às 06:00 de quinta-feira sob aviso vermelho devido à agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste com 7 a 8 metros, podendo atingir 15 metros de altura máxima. O alerta passa a laranja, até às 15:00 de quinta-feira, e a amarelo até às 00:00 de sexta-feira.

O alerta laranja devido ao vento, de noroeste, com rajadas até 105 km/h na faixa costeira e nas serras, está em vigor e é válido até às 00:00 de quinta-feira, passando a amarelo até às 15:00 de quinta-feira.

O aviso vermelho é emitido pelo IPMA nos casos de situação meteorológica de risco extremo. Já o aviso laranja indica uma situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

Ministra alerta que alargamento da licença parental poderá agravar desigualdades

0
DR

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social alertou esta quarta-feira que o alargamento da licença parental poderá agravar desigualdades entre homens e mulheres e defendeu medidas alternativas para incentivar a partilha equitativa das licenças.

“Parece-nos precipitado que (o projeto) seja adotado tal como está e devem ser consideradas alternativas que ponderem outros interesses em jogo”, defendeu Maria do Rosário Palma Ramalho, argumentando que a promoção da igualdade no exercício dos direitos parentais “não se esgota no aumento da licença parental inicial”.

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social foi hoje ouvida na comissão parlamentar de Trabalho, Segurança Social e Inclusão no âmbito da apreciação, na especialidade, do projeto de lei de uma iniciativa de cidadãos que alarga a licença parental inicial de 120 ou 150 dias para 180 ou 210 dias.

Na intervenção inicial, Rosário Ramalho começou por citar dados que apontam para desigualdades entre homens e mulheres no mercado de trabalho, no exercício das responsabilidades domésticas, mas também dos direitos parentais.

“Pode ocorrer que a extensão da licença parental, embora bem-intencionada, tenha o potencial de aumentar estas desigualdades”, alertou a ministra, que sublinhou que “quem goza a licença parental são sobretudo as mães” com impacto na sua situação laboral.

De acordo com a governante, no ano passado cerca de 1.800 mulheres ficaram em situação de desemprego entre o início e o fim da gravidez, um dado que reforça o “preconceito do mercado de trabalho” em relação às mulheres.

“Não sei se esta medida vai aumentar a natalidade ou não, mas tenho a certeza que o desemprego não aumenta a natalidade”, alertou, considerando que a proposta é perigosa nesse sentido.

No entender do Governo, acrescentou a ministra, devem ser consideradas medidas alternativas que incentivem “a partilha da licença parental de forma mais equitativa” e promovam a “distribuição mais justa das responsabilidades de cuidado”.

Ao longo da audição, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social foi também questionada sobre o impacto orçamental da medida, aprovada pela Assembleia da República em 27 de setembro, com os votos contra do PSD e do CDS.

Em novembro, o ministério já tinha enviado à comissão parlamentar um relatório em que estimava que o custo do alargamento da licença parental pudesse variar entre os 228 milhões de euros e os 404 milhões de euros, apresentando dois cenários, um que tem em conta respostas comportamentais, efeitos de segunda ordem e evolução moderada de salários e beneficiários, e outro que não tem em conta estes fatores.

Rosário Ramalho explicou aos deputados que essa primeira estimativa foi feita numa altura em que o Governo estava a preparar o Orçamento do Estado para 2025 e que, entretanto, o executivo já tem “um cálculo mais certo” próximo dos 230 milhões de euros que, sublinha a ministra, “não deve ser considerado definitivo”, uma vez que existem várias variáveis que não é possível prever.

A ministra insistiu ainda na importância de discutir a medida em sede de Concertação Social pela sua complexidade, que diz contrastar com a simplicidade com que o tema chegou à Assembleia da República, através de uma iniciativa cidadã.

“Se fosse uma iniciativa do Governo, dada a complexidade do tema e tendo em conta que altera o Código do Trabalho, seria de toda a conveniência levá-lo à Concertação Social”, defendeu.

Entrevista: PRR: Museu de Arqueologia prevê iniciar escavações no interior em fevereiro

0
imagem ilustrativa

O Museu Nacional de Arqueologia (MNA), em Lisboa, prevê começar as obras de escavações arqueológicas no interior em fevereiro, seguindo-se o restauro das fachadas, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), revelou hoje a direção à agência Lusa.

De acordo com o diretor do museu, António Carvalho, o MNA, encerrado ao público em geral desde abril de 2022, deverá começar estas duas empreitadas do programa neste primeiro trimestre, e a terceira, de remodelação integral do interior do edifício, até ao final do primeiro semestre do ano.

“Vamos começar o programa de escavações arqueológicas dentro do museu, que é obrigatório por lei, e a seguir vamos também iniciar a empreitada da conservação das fachadas sul, norte e poente do MNA, na ala oitocentista do Mosteiro dos Jerónimos, que estão muito escurecidas, e precisam de uma operação de restauro”, precisou, em entrevista à agência Lusa.

Na quinta-feira, o centenário espaço museológico que ocupa quase toda a fachada do Mosteiro dos Jerónimos voltada para a Praça do Império, em Belém, irá reabrir excecionalmente ao público para debater o programa museológico do futuro museu a recriar depois das profundas obras de remodelação.

O objetivo, segundo o diretor, é “ouvir preocupações, ideias e expectativas de todos os interessados neste projeto” cuja conclusão remeteu para a nova data em vigor prevista pela UE para a conclusão do PRR, prolongada de 2025 para 2026.

“O PRR é uma oportunidade única, e este tipo de intervenção é raro em Portugal”, salientou à Lusa António Carvalho sobre o projeto que na última reprogramação, em março de 2024, destinou ao MNA um total de 32.692.636,60 euros (inicialmente eram 24,5 milhões de euros).

Para o encontro de partilha e debate de ideias, que decorrerá durante todo o dia, foram convidados vários profissionais e especialistas dos setores da arqueologia, da museologia, da gestão, da programação e da educação interessados no futuro do museu fundado em 1893 por iniciativa do arqueólogo e etnógrafo José Leite de Vasconcelos.

“Os convidados estarão no encontro como moderadores e para dar algumas respostas a eventuais questões do público”, indicou o diretor do ” museu dos territórios” do país, com 130 anos de existência e cerca de 7.000 peças inventariadas, muitas delas classificadas como tesouros nacionais.

“É preciso sublinhar que tudo isto acontece porque houve uma solidariedade europeia em resposta a um vírus. Se ela não existisse, não haveria este programa” do PRR, vincou.

Questionado sobre o atual ponto da situação do projeto, António Carvalho indicou que “até agora decorreu a preparação para a obra de grande dimensão, nomeadamente a desmontagem integral de todas as exposições, e a reinstalação dos serviços e das coleções noutros espaços interiores”.

Todo o conteúdo “foi transferido do piso superior para a galeria poente, e foram desmontadas as exposições, com a remoção de vidros, pré-fabricados e das antigas museografias para que a obra de reconstrução comece”, até ao final de junho, indicou.

Depois de lançadas as empreitadas das obras do PRR deverão seguir-se as fases de instalação, montagem e a abertura do museu, “processos completamente distintos, que vão culminar com uma nova realidade” naquele espaço com um acervo arqueológico de várias tipologias, desde a pedra, vidro, cerâmica, metal e livros provenientes de 3.178 sítios arqueológicos de todos os distritos do país.

Também foram montados laboratórios em oito contentores marítimos acoplados no exterior do edifício, com especialistas para controlar preventivamente o estado de conservação dos bens do acervo arqueológico.

António Carvalho e a sua equipa de 22 pessoas decidiram ficar no museu durante a obra para acompanhar todo o processo de perto: “Isso dá-nos uma segurança muito grande para gerir melhor o risco. Todos os dias estamos com os bens, todos os dias verificamos os ares condicionados, os desumidificadores onde se encontram os metais, ou a coleção egípcia”.

“Esta presença é extremamente importante porque muitas vezes estas obras e algumas catástrofes andam a par. A obra potencia o risco. Foi o que aconteceu no caso da catedral de Notre Dame, em Paris”, recordou, sobre o incêndio que deflagrou no monumento em 2019, durante obras de conservação, provocando graves destruições.

Embora o museu esteja encerrado ao público em geral há quase três anos, tem continuado a receber visitas organizadas de grupos de universidades e escolas, associações e organizações, com as quais quiseram manter o contacto.

“A montagem de uma obra, o desmantelamento de um museu e a sua transferência é tão fascinante que muita gente tem ficado encantada. Não é comum fazer isto a um museu nacional: desmontá-lo todo no seu interior e transferir esse conteúdo para outro espaço para ser remodelado”, apontou.

Por ouro lado, foi mantida a cedência de peças para exposições em Portugal e no estrangeiro, com a co-produção de exposições, nomeadamente, “Energias. Perpétuo Movimento”, no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, em Lisboa, e “Idolos. Miradas Milenares”, no Museu Arqueológico de Alicante, em Espanha.

Espanha sobe salário mínimo em 4,41% para 1.184 euros

0
DR

O salário mínimo em Espanha vai aumentar em 4,41%, para 1.184 euros mensais pagos 14 vezes por ano, anunciou hoje a ministra do Trabalho, Yolanda Díaz.

O valor do novo salário mínimo (16.576 euros anuais), acordado hoje entre sindicatos e Governo, será já aplicado aos salários de janeiro, segundo a ministra Yolanda Diaz, que é também dirigente do partido Somar, uma plataforma de forças de esquerda que faz parte do Governo de coligação liderado pelos socialistas.

O salário mínimo em Espanha aumentará, assim, 50 euros mensalmente este ano e, desde 2018, quando a atual coligação chegou ao Governo e o valor era 735,9 euros, já aumentou 60,91%.

Estes aumentos são justificados pelo Governo com o objetivo, estabelecido na Carta Social Europeia, de que o salário mínimo seja pelo menos 60% do salário médio do país.

No entanto, o cálculo do salário médio não é consensual em Espanha, com uma comissão de peritos, formada por académicos e constituída pelo Governo, a ter concluído que para o objetivo dos 60% ser alcançado este ano, o salário mínimo teria de aumentar entre 3,44% e 4,41%, em função, precisamente, do método escolhido para fazer aquele cálculo.

O Governo espanhol optou, assim, pelo aumento de 4,41% e só conseguiu o apoio dos sindicatos.

Já as patronais, que estiveram até hoje na mesa da negociação, e numa atitude elogiada tanto pelo Governo como pelos sindicatos, propunham um aumento de 3%, para 1.167 euros, acompanhado por ajudas específicas ao setor da agricultura e da revisão de contratos públicos de serviços.

Segundo as patronais, o aumento do salário mínimo afeta, essencialmente, pequenas empresas com pouca margem financeira para suportar mais custos, mas também empresas que prestam serviços a organismos públicos (como limpezas), pelo que pediam essa revisão dos contratos.

“O diálogo social funciona no nosso país, e damos um passo em frente com esta boa notícia para os trabalhadores. Quero agradecer aos agentes sociais a sua participação, também às patronais, que desta vez apresentaram propostas concretas, embora não tenha sido possível alcançar um acordo a três [partes]”, disse Yolanda Diaz, numa declaração aos jornalistas.

Atualmente, o salário mínimo em Espanha está isento de impostos sobre o rendimento singular (IRS), mas o Governo ainda não esclareceu se assim continuará com o aumento hoje anunciado.

Cerca de 2,5 milhões de pessoas recebem o salário mínimo em Espanha, a maioria mulheres que trabalham no setor dos serviços.

Nos 21 países da União Europeia que têm salário mínimo, os valores oscilavam, em 2023, entre os 2.508,24 euros pagos 12 vezes por ano no Luxemburgo e os 398,81 euros na Bulgária.

Em Portugal, o salário mínimo está atualmente nos 870 euros, pagos 14 vezes por ano.

Ucrânia: Putin rejeita negociar paz diretamente com Zelensky

0
DR

O Presidente russo, Vladimir Putin, rejeitou conversações diretas com o seu homólogo ucraniano, prevendo que sem a ajuda ocidental o conflito com Kiev terminaria em “dois meses”.

Numa entrevista à televisão estatal, Putin declarou a abertura da Rússia a negociar a paz, mas rejeitou conversações diretas com o seu homólogo ucraniano Volodymyr Zelensky, que considera “ilegítimo”.

Putin previu ainda que o conflito na Ucrânia, iniciado em fevereiro de 2022 com a invasão russa, terminaria dentro de “dois meses” sem a ajuda militar dos aliados ocidentais da Ucrânia, que temem uma redução drástica da assistência dos Estados Unidos com o regresso de Donald Trump ao poder.

LC: Bruno Lage promete Benfica a jogar para ganhar em casa da Juventus

0
Foto: Arlindo Homem

O treinador do Benfica, Bruno Lage, disse esta terça-feira que o Benfica vai “jogar para vencer” em casa da Juventus, na quarta-feira, na oitava e última jornada da fase de liga da Liga dos Campeões de futebol.

“Preparámos o jogo para vencer, temos ainda tempo para ultimar detalhes e definir o ‘onze’ inicial. Queremos colocar em prática tudo o que sabemos, o que já mostrámos, a qualidade dos jogadores e da equipa, mostrando a nossa união e determinação”, declarou o técnico, em conferência de imprensa.

Numa sessão marcada por questões sobre o áudio de uma conversa com adeptos no final da derrota com o Casa Pia (3-1), no sábado, que manteve a equipa no segundo lugar da I Liga, mas já a seis pontos do líder, o campeão Sporting, Lage procurou focar-se na ‘Champions’.

“Queremos muito seguir em frente na prova”, reforçou.

Ainda assim, apontou à conferência realizada na segunda-feira, em que explicou o teor da conversa do último sábado, acrescentando que a “linguagem de rua” que utilizou visava aproximar-se dos adeptos, afirmou, e tudo “com a intenção de defender o grupo”.

Tendo falado “diante de 30 adeptos” e com cerca de uma centena de pessoas na imediação, incluindo “o capitão, a sensivelmente 20 metros” do treinador, Lage reiterou que o objetivo era “defender o grupo” e referiu não ficar espantado “se surgirem novos áudios”.

Sobre a Juventus que vai defrontar, vê nos italianos “uma equipa que vale pelo seu todo, muito competente”.

“Temos de dar o melhor de nós. Temos mais uma oportunidade de garantir pontos que nos permitam seguir em frente”, comentou.

Questionado sobre a sua continuidade no cargo no caso de não conseguir qualificar os ‘encarnados’ para o play-off da Liga dos Campeões, preferiu “olhar para o que se tem feito de bom”, pedindo determinação, união e qualidade à equipa para aproveitar “uma excelente oportunidade”.

“Temos um jogo para ganhar amanhã [quarta-feira]. Não penso nisso, penso em preparar o jogo. Sei o que tenho de fazer e como fazer, já demos provas disso. Temos de continuar a trabalhar”, declarou.

Antes da partida para Turim, o presidente do clube, Rui Costa, tinha prometido para depois do encontro com a ‘Juve’ esclarecimentos aos jornalistas e adeptos das ‘águias’ sobre o momento vivido pelo clube e o áudio divulgado.

Também presente em conferência de imprensa, o capitão Nicolás Otamendi destacou a partida “contra um grande rival”, que vai testar a equipa e exigir dela uma resposta que mostre “melhorias”.

“Depois do jogo com o Casa Pia, precisámos de fazer uma auto-crítica e melhorar. Perder 3-1, fora de casa… não deixámos boa imagem do Benfica. É preciso corrigir isso, entre portas, e exigir mais no treino, mais concentração, e melhorar. (…) Amanhã [quarta-feira], temos um jogo bonito para podermos somar três pontos”, destacou.

Questionado sobre se o plantel está com o treinador, foi perentório: “A 100%. Estamos focados em reverter esta situação”, atirou.

O jogo entre Juventus (17.ª, com 12 pontos) e Benfica (21.º, com 10) terá arbitragem do romeno Istvan Kovács e início às 20:00 (horas de Lisboa).

Na fase de liga da Liga dos Campeões, as equipas entre os primeiro e oitavo lugares, com Liverpool e FC Barcelona já apurados, seguem diretamente para os oitavos de final, e as situadas entre os nono e 24.º avançam para um play-off de acesso, a duas mãos, enquanto dos 25.º ao 36.º postos são eliminadas das competições europeias.

Primeiro-ministro aceita pedido de demissão do secretário de Estado Hernâni Dias

0
foto: Arlindo Homem

O primeiro-ministro aceitou na terça-feira o pedido de demissão do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Hernâni Dias, sublinhando “o desprendimento subjacente à decisão pessoal” do governante.

Numa nota do gabinete de Luís Montenegro publicada no portal do Governo lê-se que “o primeiro-ministro aceitou o pedido de demissão hoje apresentado pelo secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Dr. Hernâni Dias”.

“Nesta ocasião, o primeiro-ministro expressa reconhecimento ao Dr. Hernâni Dias pelo empenho na concretização do Programa do Governo em áreas de particular importância e sublinha o desprendimento subjacente à decisão pessoal tomada. O secretário de Estado cessante será oportunamente substituído no cargo”, acrescenta.

Esta é a primeira demissão no XXIV Governo Constitucional PSD/CDS-PP que tomou posse a 02 de abril do ano passado.

Na sexta-feira, a RTP noticiou que Hernâni Dias criou duas empresas que podem vir a beneficiar com a nova lei dos solos, sendo que é secretário de Estado do ministério que tutela essas alterações.

Uma semana antes, o mesmo canal de televisão avançou que Hernâni Dias estava a ser investigado pela Procuradoria Europeia e era suspeito de ter recebido contrapartidas quando foi autarca de Bragança.

Na terça-feira da semana passada, num comunicado enviado à agência Lusa, Hernâni Dias recusou ter cometido qualquer ilegalidade, afirmando que está “de consciência absolutamente tranquila” e que agiu “com total transparência”.

O secretário de Estado garante ter pedido ao Ministério Público (MP) “que investigasse a empreitada da Zona Industrial em Bragança e ao LNEC [Laboratório Nacional de Engenharia Civil] que fizesse uma auditoria”, assegurando, relativamente ao apartamento ocupado pelo filho no Porto, que “o valor das rendas foi pago por transferência.

O Chega e o BE já pediram a demissão do governante e vários já requereram a sua audição parlamentar.

IEFP alerta para tentativas de burla e aconselha cidadãos a fazerem queixa

0
foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) alertou esta terça-feira para tentativas de burla, “incluindo mensagens ou chamadas automáticas” em nome do organismo e aconselhou os cidadãos a denunciar as situações às autoridades.

“Recentemente, foram reportadas tentativas de burla, incluindo mensagens ou chamadas automáticas que alegam ser do “fundo de desemprego” ou do IEFP, solicitando contacto via WhatsApp”, revela o instituto, numa nota publicada no seu site.

O IEFP aponta que estas “mensagens são fraudulentas”, dado que “não realiza contactos automáticos por telefone ou mensagens via WhatsApp para recrutamento de candidatos a emprego”.

“Qualquer comunicação oficial do IEFP é realizada exclusivamente através dos seus canais institucionais, como o portal Iefponline, e-mail oficial, SMS ou contacto direto por técnicos autorizados”, esclarece o instituto.

O IEFP aconselha, por isso, os cidadãos a desconfiarem de contactos não solicitados “que pedem informações pessoais ou financeiras”, a verificarem a origem do contacto – “o IEFP utiliza canais de comunicação oficiais, como e-mails com domínio “@iefp.pt” – e, em caso de dúvida, a contactarem o instituto através dos canais oficiais.

Além disso, o organismo pede aos cidadãos para denunciarem “situações de burla às autoridades competentes” e aconselha a não fornecerem “informações pessoais ou sensíveis em resposta a mensagens suspeitas”.

Projeto-piloto restaura 38 esculturas de retábulo do Mosteiro de Alcobaça

0
© João Polónia (foto captada em novembro de 2018)

O retábulo “Trânsito de São Bernardo”, do Mosteiro de Alcobaça, vai ser restaurado través de um projeto-piloto para salvaguardar as 38 esculturas em terracota deste património selecionado para o programa de proteção da World Monuments Watch.

O conjunto em terracota “requer um plano de atuação e uma metodologia alicerçada nos mais recentes avanços científicos na área da conservação e restauro deste tipo de património”, defendeu hoje a World Monumentes Fund (WMF), na sequência de uma visita ao Mosteiro de Alcobaça, no distrito do Leiria, para anunciar as intervenções no retábulo “Trânsito de São Bernardo”.

O retábulo, em terracota, foi um dos 25 locais escolhidos em 2025 para fazer parte do programa bienal de salvaguarda do património World Monuments Watch (WMW).

A intervenção vai incidir sobre as “38 esculturas em terracota policromadas, pintura mural e molduras em pedra, que se encontram em avançado estado de degradação e requerem intervenção urgente”.

O retábulo “Trânsito de São Bernardo” é composto por esculturas que encenam “o momento da passagem deste Santo para o Reino do Céu”, e faz parte de um conjunto de 169 esculturas em terracota produzidas no mosteiro, entre 1670 e 1765.

As 169 esculturas repartem-se por cinco núcleos escultóricos: Série Régia, Conjunto do Altar-mor, Retábulo da Sagração de São Pedro, Capela Relicário e Retábulo do Trânsito de São Bernardo.

A conservação e restauro do retábulo “Trânsito de São Bernardo” definirá “as linhas orientadoras para a salvaguarda dos restantes núcleos escultóricos (correspondentes a 131 esculturas adicionais), sob a supervisão de uma comissão científica especializada constituída por cientistas nacionais e internacionais”, divulgou a WMF em comunicado.

No âmbito do plano de salvaguarda deste património está prevista a realização de um congresso internacional em que serão abordadas as técnicas de construção e as metodologias de conservação das esculturas em barro cozido.

O congresso decorrerá nos dias 8, 9 e 10 de outubro e “possibilitará a troca de conhecimento sobre qual a melhor abordagem para a conservação e restauro destas esculturas face aos desafios que o seu estado de conservação atual apresenta”.

No âmbito desta iniciativa prevê-se ainda a edição bilingue (português e inglês) de um livro sobre os núcleos escultóricos em terracota de Alcobaça, inserido na coleção “Estudos Monásticos Alcobacenses” e as “Atas do Congresso”.

A salvaguarda deste património passará também por uma parceria com o Instituto Politécnico de Tomar, que inclui a realização de um ‘workshop’ de apresentação do Núcleo de Formação Artes e Ofícios.

Este encontro “será o ponto de partida para a instalação no Mosteiro de Alcobaça de um núcleo/escola de trabalho do barro dirigido à população local com o intuito de capacitar de jovens, promover a sua sustentabilidade económica, a coesão social e fortalecer a ligação da comunidade ao monumento”, explicou a WMF.

A par, serão desenvolvidas ações de sensibilização para a comunidade escolar, em parceria com o Plano Nacional das Artes.

Como complemento destas valências, o Mosteiro de Alcobaça tem ainda previsto no seu plano diretor a implementação de um núcleo museológico, com conclusão prevista para 2028.

Após a conservação e restauro das esculturas, “estas figurarão contextualizadas do ponto de vista do seu processo de execução, metodologia de restauro, intenção iconográfica e indicação da sua localização original no edifício”, refere o comunicado.

Segundo a WMF o projeto-piloto de conservação e restauro do retábulo tem um orçamento preliminar de cerca de 300 mil euros, incluindo obras no exterior da capela.

Mas o projeto “inclui outras componentes e custos adicionais” que WMF pretende que sejam “cofinanciadas por mecenas nacionais e internacionais e pela Museus e Monumentos de Portugal”, envolvendo igualmente a mobilização da sociedade civil.

A World Monuments Fund é uma organização independente sediada em Nova Iorque e dedicada à salvaguarda dos locais mais preciosos do mundo, trabalhando há mais de 60 anos em mais de 700 locais em 112 países.

Em Portugal, já trabalhou sobre diversos espaços patrimoniais, desde a Catedral do Funchal, na Madeira, ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, passando pela Sinagoga Shaaré Tikvah, também na capital, entre outros.

Moedas afirma que crimes em Lisboa “são cometidos com uma violência diferente”

0

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, defendeu que os crimes na cidade têm sido cometidos com maior violência, em reação a dados provisórios da PSP, esta terça-feira divulgados, que demonstram uma diminuição da criminalidade.

Dados oficiais provisórios da PSP, que na terça-feira fazem manchete no Diário de Notícias, demonstram que a criminalidade em Lisboa registou “a segunda maior descida em 10 anos”, revelando que em 2024 foram participados na cidade “pouco mais de 28 mil crimes, o terceiro número mais baixo desde 2014, só superado pelos dois anos da pandemia”.

O presidente da Câmara, Carlos Moedas (PSD), que tem assinalado um aumento da perceção de criminalidade e pedido reforços da PSP e mais poderes para a Polícia Municipal, recusou ontem ter uma posição alarmista.

Salientando que “Lisboa é uma cidade segura”, o autarca disse haver também a perceção de que a criminalidade “tem um tipo de violência diferente”.

“Eu insisto que os crimes que são praticados nesta cidade, neste momento, têm um grau de violência diferente. Assaltar uma pessoa para roubar um relógio com uma arma à cabeça da pessoa não é normal e nunca aconteceu em Lisboa. Ter casos como estas violações que aconteceram também não é normal. E, lembre-se, quando há um triplo homicídio e que nós vemos aquilo que se passou na cidade que nunca tinha acontecido, também não é normal”, afirmou Moedas, em declarações aos jornalistas.

Carlos Moedas sublinhou que, se os dados se confirmarem no Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), “são uma boa notícia para a cidade”, mas afirmou que vai continuar a insistir na necessidade de mais polícia nas ruas.

“Eu vou continuar a lutar por mais polícia em Lisboa. Porque sou eu que estou nos bairros, sou eu que tenho as pessoas que hoje, na Avenida da Liberdade, algumas pessoas que trabalham no comércio têm medo de sair à noite, o que não acontecia há tantos anos”, disse, afirmando ainda que há pessoas que acabam por não reportar os crimes de que são vítimas, pelo que não estão nas estatísticas.

O autarca destacou que os números preliminares da PSP apresentam uma média da criminalidade em Lisboa, mas “uma coisa são as médias, outra coisa são os casos concretos”, e uma análise mais concreta continua a deixá-lo preocupado.

“Por exemplo, algumas freguesias: Santa Maria Maior, em 2023, apresenta o maior valor da década. Se olharmos, por exemplo, para a 2ª Divisão, que tem Marvila, que tem o Parque das Nações, os números quase que duplicaram numa década. Ou seja, ao terem descido entre 2023 e 2024 não nos podem deixar descansados, ainda há muito trabalho para fazer e há uma preocupação”, sublinhou.

O Diário de Noticias avança hoje que a criminalidade no concelho de Lisboa regista a segunda maior descida em 10 anos, tendo só sido superados em 2020 e 2021, anos da pandemia covid-19.

Em 20 de novembro, na cerimónia comemorativa do 157º aniversário do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP (Cometlis), o comandante do Cometlis já tinha afirmado que os dados estatísticos da criminalidade “não correspondem ao sentimento de insegurança” difundido na opinião pública, avançando que nesta região os crimes violentos tinham estagnado.

“Os dados estatísticos sobre a criminalidade registada não são correspondentes ao sentimento de insegurança difundido nas redes sociais e em certos setores da opinião pública”, disse na altura Luís Elias.

Optimized by Optimole