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Sexta-feira, Julho 10, 2026
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Brasil e Portugal prometem esforços para tornar português em língua oficial da ONU

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Os Governo de Portugal e do Brasil prometeram reforçar os esforçar para tornar o português como língua oficial das Nações Unidas.

Na declaração conjunta por ocasião da XIV Cimeira Brasil-Portugal “sublinharam o valor global da Língua Portuguesa e reiteraram o seu compromisso conjunto com a sua promoção e valorização internacional através de medidas que concretizem o alargamento gradual da sua utilização no quadro das Nações Unidas, tendo em vista o objetivo de tornar a Língua Portuguesa Língua Oficial das Nações Unidas”.

Para tal, criaram um grupo de trabalho entre o Instituto Camões e o seu homólogo brasileiro Guimarães Rosa “para analisar as diferentes opções e modalidades para reforçar a utilização da língua portuguesa nas Nações Unidas”.

Antes de ser conhecida a declaração, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, em conferência de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília, sublinhou precisamente esse objetivo

“Temos um desafio para vencer, senhor Presidente, já o tocámos levemente na última Assembleia Geral das Nações Unidas e hoje demos um passo importante com vista a darmos o passo decisivo”, disse, ao lado do chefe de Estado brasileiro, Lula da Silva.

“Nós queremos fazer da língua portuguesa uma língua de trabalho das Nações Unidas e desta cimeira sai um grupo de trabalho para explorar a metodologia para lá chegarmos rapidamente, os mecanismos de financiamento e a melhor forma de o executar”, frisou, recebendo aplausos por parte das delegações dos dois países presentes.

Os governos de Portugal e do Brasil assinaram hoje 19 acordos bilaterais na 14.ª Cimeira Luso-Brasileira, em Brasília, em áreas como combate ao crime e terrorismo, informação classificada, tecnologias digitais, clima e turismo.

Foram também assinados instrumentos de cooperação bilateral nos setores portuário e vinícola, no domínio da alimentação saudável e prevenção da obesidade, na área da cultura e museologia.

A cimeira realizou-se no Palácio do Planalto, onde o Presidente da República do Brasil, Lula da Silva, recebeu o primeiro-ministro, Luís Montenegro, com início pelas 10:00 locais (13:00 em Portugal continental). Seguiu-se a reunião plenária da cimeira, com reuniões setoriais paralelas, durante cerca de três horas.

Pela parte de Portugal, participaram na cimeira 11 dos 17 ministros do Governo PSD/CDS-PP, e pela parte do Brasil, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e mais 16 ministros, dois dos quais substitutos.

Moreira destaca papel da Lusa para salvaguarda da informação em “tempos de manipulação”

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O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, defendeu esta quinta-feira que Portugal precisa que a agência Lusa seja “financeiramente sustentável” e que “salvaguarde a autonomia informativa” em “tempos de manipulação, desinformação e pós-verdade”.

“Portugal precisa de uma agência Lusa financeiramente sustentável e economicamente competitiva e viável, e de uma agência Lusa que continue a garantir um serviço noticioso de qualidade, prestado por jornalistas com boas condições de trabalho e remuneração”, afirmou o autarca independente.

Na apresentação do Anuário Lusa 2024, que decorreu no Salão Nobre da Câmara do Porto, Rui Moreira defendeu também a necessidade da agência de notícias portuguesa salvaguardar “a autonomia informativa do país num tempo de manipulação, desinformação e pós-verdade”.

Saudando o trabalho dos fotojornalistas da agência, Rui Moreira assinalou também o “jornalismo de excelência celebrado nas páginas do anuário e da exposição de fotografias”, que ficará patente até 13 de março na Câmara do Porto.

“Quer o anuário quer a exposição relevam a importância da Lusa para a partilha da informação e do conhecimento, para a promoção do debate público e da cidadania ativa, para a defesa da língua portuguesa e da cultura nacional”, referiu.

Defendendo que o serviço noticioso que a agência presta “concorre para o bom funcionamento da democracia”, o autarca independente saudou a decisão do Governo, em particular do ministro dos Assuntos Parlamentares, Pedro Duarte, de ter avançado com a aquisição do capital da Lusa, decisão “que se impunha”.

“Cada vez mais necessitamos da intermediação jornalística, perante a profusão de fake news, trolls e outros mecanismos de desinformação”, considerou o autarca, defendendo que a atual crise nos meios de comunicação social “exige dos poderes públicos ações que promovam a sustentabilidade e autonomia financeira”.

“A meu ver, o Estado deve ter uma intervenção assertiva no espectro mediático português, não com o intuito de controlar ou pressionar os media, mas sim para garantir a sustentabilidade do jornalismo independente e fortalecer o serviço público de comunicação social”, referiu, dizendo não ver razões objetivas para que o Estado “não faça parte da solução para a viabilidade e sustentabilidade financeira” da comunicação social.

“Devemos libertar-nos dos nossos tabus e seguir o exemplo de outros países europeus, em que o financiamento direto e indireto dos media pelo Estado é visto como uma resposta legítima, eficaz e socialmente consensual”, defendeu.

O Anuário Lusa 2024, que passa em revista os principais acontecimentos em Portugal e no mundo do último ano, retratados com mais de 200 fotografias num álbum integralmente a cores, foi apresentado hoje no Porto depois de uma primeira sessão em Lisboa a 13 de fevereiro.

Acompanhada da inauguração da exposição de fotografias dos fotojornalistas da agência noticiosa, a apresentação a Norte decorreu na Câmara Municipal do Porto, onde até 13 de março estará patente a exposição das fotografias que constituem o Anuário.

A obra é uma parceria entre a Lusa e a editora Livros Zigurate.

Casais com ambos desempregados aumentam 3,0% em junho para 5.369

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O número de casais com ambos os elementos desempregados subiu para 5.369 em janeiro, num aumento de 3,0% em termos homólogos, anunciou hoje o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

“Do total de desempregados casados ou em união de facto, 10.738 (8,1%) têm também registo de que o seu cônjuge está igualmente inscrito como desempregado no Serviço de Emprego, totalizando 5.369 casais desempregados, em janeiro de 2025, o que representa +1,9%, quando comparado com o período homólogo do ano anterior”, afirmou o IEFP no relatório hoje divulgado.

Face a dezembro, a subida foi de 1,9%.

Há já vários anos que os casais nesta situação de duplo desemprego têm direito a uma majoração de 10% do valor da prestação de subsídio de desemprego, quando tenham dependentes a cargo.

No final de janeiro, estavam registados nos serviços de emprego do continente 337.605 desempregados, dos quais 39,2% eram casados ou viviam em situação de união de facto, num total de 132.564 trabalhadores.

Em relação ao mesmo período do ano passado, o desemprego registado aumentou 4,7%.

Do total de desempregados registado, 349.338 estão inscritos nos centros de emprego, representando subidas de 4,3% em termos homólogos e de 4,1% em cadeia.

Homem de 38 anos morre em acidente de trabalho numa pedreira em Bencatel

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Um homem, de 38 anos, morreu hoje num acidente de trabalho ocorrido numa pedreira situada em Bencatel, no concelho de Vila Viçosa, distrito de Évora, revelaram fontes da Proteção Civil e da GNR.

A fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Central indicou à agência Lusa que o alerta para este acidente de trabalho foi dado às 11:51.

Contactada pela Lusa, uma fonte do Comando Territorial de Évora da GNR precisou que o homem teve morte imediata por esmagamento, depois de um bloco de mármore com grandes dimensões lhe ter caído em cima.

A mesma fonte referiu que elementos da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) já se encontram no local a fazer diligências.

Segundo a fonte da GNR, os colegas de trabalho que presenciaram o acidente estão a receber apoio psicológico por parte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

As operações de socorro envolveram os Bombeiros de Vila Viçosa, o INEM e a GNR, com um total de 15 operacionais, apoiados por sete veículos.

Novos Tempos: Ad perpetuam rei memoriam (Para perpetuar a memória do facto)

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Sérgio Carvalho (Professor e Jornalista)

Nos últimos dias, temos acompanhado as notícias sobre o estado de saúde do Papa Francisco. A gravidade da patologia e a sua idade avançada têm trazido a debate a sua sucessão, uma possível resignação e até a convocação do Conclave de eleição de um novo Papa.

Acreditando na força da oração e desejando o melhor ao Santo Padre, penso ser o momento de registar alguns factos do seu pontificado, para lembrança das gerações vindouras e não os deixar cair no esquecimento do tempo ou dos momentos.

Foi com muita surpresa que acompanhamos, em 2013, a resignação de Bento XVI e a convocação do conclave que elegeu o cardeal Bergoglio, argentino, como Papa Francisco.

No dia da sua eleição, regressava de uma peregrinação a Santiago de Compostela com uma centena de alunos do Porto, onde tínhamos participado na Missa pro elegendo Romano Pontifice, na qual se rezou pela eleição do novo sucessor de São Pedro. No regresso a Portugal acompanhamos pela rádio as notícias do fumo branco que saía da Capela Sistina. A expectativa era enorme e ainda maior foi a novidade do seu nome, Francisco como o Pobre de Assis, e a sua humildade ao pedir a oração e a bênção do povo reunido na Praça de São Pedro.

Ao longo do seu pontificado, foi um Papa sobretudo de gestos mais do que palavras. Recordamos as cerimónias de lava-pés de Quinta-Feira Santa, quando lavava os pés a reclusos, homens e mulheres. Lembramos quando abriu a Aula Paulo VI para festejar o Natal com os sem abrigo de Roma ou criou os balneários para que eles pudessem fazer a sua higiene na Cidade Estado do Vaticano.

Quem não se recorda do abraço dos Filhos de Abraão (judeus, islâmicos e cristãos), junto ao Muro das Lamentações, em Jerusalém; ou quando se ajoelhou diante dos líderes da guerra civil do Sudão do Sul, para lhes beijar os pés e pedir o dom da paz.

Trago à memória o seu encontro com o patriarca Kiril de Moscovo, em Cuba, abrindo portas para a reconciliação com a Igreja Ortodoxa, e a participação em Londres num culto anglicano, pedindo, assim, a restauração da unidade da Igreja.

Para os portugueses ficará na memória como o Papa da canonização dos Pastorinhos e do centenário das aparições de Fátima, deixando a frase «Temos Mãe!» E, a Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa, onde a uma multidão de jovens recordou que «a única vez que nos podemos rebaixar é apenas para ajudar a levantar os outros, abrindo as portas da Igreja a «todos, todos, todos…»

Para a História ficará, também, como o Papa que aguentou a Barca de Pedro, com as tempestades dos escândalos de abusos sexuais perpetrados no seio da Igreja, a condenação da lavagem do dinheiro das Máfias nas instituições eclesiais e por sozinho caminhar, numa Semana Santa, de Pandemia global, numa praça vazia até à cruz de Cristo.

O Papa Francisco foi o primeiro a publicar um documento oficial em língua vernácula «Laudato si», sobre a Ecologia e a defesa da Casa Comum que é o planeta Terra e por ter permitido o acesso legítimo das mulheres a cargos de chefia e governo na Santa Sé, coordenando Dicastérios, departamentos ou sendo mesmo a Governadora da Cidade Estado do Vaticano.

A sua forma simples de comunicar, criando empatia com quem o escutava, e a maneira como ensinou o modo de debater em Igreja, fazendo caminho sinodal, em redor de uma mesa, onde todos estão no mesmo plano e nível, independentemente da sua vocação eclesial.

Incompreendido por uns, amado por muitos, respeitado por todos, dentro e fora da Igreja, Francisco será sempre aquele que abriu novas formas e caminhos de viver em Igreja e de contato com aqueles que estão nas periferias da sociedade. Oremus pro Pontifice nostro (Rezemos pelo Papa Francisco) como sempre nos pede.

Sérgio Carvalho

Meloni visita Papa no hospital e diz que ele “não perdeu o sentido de humor”

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foto: Vatican Media

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, visitou esta quarta-feira o Papa Francisco no hospital Gemelli, em Roma, onde está internado devido a uma pneumonia, e disse que ele está “bem-disposto” e “não perdeu o seu proverbial sentido de humor”.

“Estou muito contente por o ter encontrado atento e bem-disposto. Brincámos, como sempre. Ele não perdeu o seu proverbial sentido de humor”, afirmou Meloni num comunicado.

A chefe do executivo italiano deslocou-se ao hospital Policlínico Gemelli de Roma para transmitir ao Papa argentino os seus votos de recuperação, “em nome de todo o Governo e de todo o país”, indicou o comunicado.

Jorge Bergoglio, de 88 anos, foi hospitalizado na passada sexta-feira com problemas respiratórios: uma bronquite causada por uma infeção multimicrobiana que resultou numa dupla pneumonia.

Segundo fontes do Vaticano, passou a noite tranquilo, chegando a levantar-se de vez em quando e a sentar-se num cadeirão do seu quarto, e prossegue em tratamento.

“O seu coração está a suportar bem” os tratamentos e respira de forma autónoma, indicaram as mesmas fontes.

Até agora, o Papa estava sem receber visitas, uma vez que lhe tinha sido prescrito “repouso absoluto” e só entravam no quarto os seus secretários, para lhe levarem alguns documentos.

Mas, apesar das complicações, Francisco “está de bom humor” e a receber grandes manifestações de carinho fora e dentro do hospital, onde as famílias das crianças internadas na ala de Oncologia lhe fizeram chegar cartas e desenhos delas.

Morreu Manuel Sérgio, um dos grandes pensadores do Desporto em Portugal

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O professor universitário e antigo deputado da Assembleia da República Manuel Sérgio morreu esta quarta-feira aos 91 anos, informou o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), numa publicação na rede social X.

“É com profunda tristeza que recebemos a notícia do seu falecimento. O seu legado no campo do desporto é imensurável, tendo sido um pioneiro e uma inspiração para muitos. Neste momento de luto, expressamos as nossas mais sinceras condolências à família e amigos”, escreve o IPDJ, destacando o papel de Manuel Sérgio no campo do desporto.

Manuel Sérgio, nascido em Lisboa em 20 abril de 1933, dedicou a sua vida ao pensamento e ensino na área do desporto, tendo ainda acompanhado o percurso de alguns dos maiores treinadores portugueses, casos de José Mourinho e Jorge Jesus.

“Profe Manuel Sérgio, o filósofo, o Homem, o amigo… o meu grande amigo… amanhã, depois do jogo, já não terei a sua palavra feliz ou o seu comentário motivador… vou ter muitas saudades suas meu Profe. Descanse em paz”, escreveu Mourinho, numa publicação na rede social Instagram acompanhada de uma fotografia dos dois juntos.

Além do trabalho efetuado em prol do desporto, Manuel Sérgio foi deputado na Assembleia da República entre 1991 e 1995, pelo Partido da Solidariedade Nacional, do qual foi o primeiro presidente.

Em 2019, a Universidade Católica fundou a Cátedra Manuel Sérgio – Desporto, Ética e Transcendência, por iniciativa de José Tolentino de Mendonça, então vice-reitor da Universidade

A Federação Portuguesa de Futebol, através do seu presidente cessante, Fernando Gomes, já reagiu à morte de Manuel Sérgio: “Foi com profunda tristeza que tomei conhecimento da morte do Prof. Manuel Sérgio, um dos maiores pensadores do desporto em Portugal. A sua partida deixa um vazio imenso, não apenas no âmbito desportivo, mas também no campo da filosofia e da pedagogia”.

Também o FC Porto reagiu nas redes sociais, deixando “sentidas condolências” à família e amigos de Manuel Sérgio, evocando-o como um “homem que dedicou uma vida ao ensino do desporto, inspirou treinadores e pensou como poucos o futebol”.

A Confederação do Desporto de Portugal (CDP) manifestou “enorme consternação e tristeza” ao ter conhecimento do falecimento de Manuel Sérgio.

“Enorme pensador do fenómeno desportivo, filósofo e ex-deputado à Assembleia da República, foi um grande inspirador para várias gerações de dirigentes, treinadores, atletas e restantes agentes desportivos, pela sua capacidade de motivar, influenciar e valorizar a importância social e cívica do Desporto”, escreveu a CDP, em comunicado.

Conferência Episcopal Portuguesa pede orações pela saúde do Papa

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foto: Vatican Media

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) pediu orações pela saúde do Papa Francisco, internado desde sexta-feira com uma pneumonia bilateral.

Em comunicado enviado às redações, a CEP refere que acompanha “a situação de maior fragilidade da saúde” do líder da Igreja Católica.

“Em comunhão com o sofrimento do sucessor de Pedro, convidamos os fiéis à intensificação da oração particular e comunitária, pedindo pela sua saúde e para que a fortaleza de Deus o assista neste momento”, indica.

O Papa está hospitalizado desde sexta-feira em Roma, vindo o Vaticano a admitir que Francisco apresentava um “quadro clínico complexo”.

O Vaticano informou ao fim da tarde desta quarta-feira que o Papa se encontra estável e apresenta “uma ligeira melhoria, sobretudo nos índices inflamatórios”.

“O estado clínico do Santo Padre é estável. As análises sanguíneas, avaliadas pela equipa médica, mostram uma ligeira melhoria, especialmente nos índices inflamatórios”, refere o último relatório médico.

Temos “tolerância zero” e “nenhuma tendência” para a xenofobia

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foto: Arlindo Homem

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defendeu na quarta-feira, perante o Presidente do Brasil, que os portugueses não têm “nenhuma tendência para fenómenos de xenofobia” e afirmou que há “tolerância zero” para quem tem esses comportamentos em Portugal.

Luís Montenegro falava em conferência de imprensa, no fim da 14.ª Cimeira Luso-Brasileira, no Palácio do Planalto, em Brasília, tendo ao seu lado o Presidente Lula da Silva.

Interrogado se reconhece que há xenofobia contra brasileiros em Portugal, o primeiro-ministro português sustentou que isso acontece “episodicamente, excecionalmente”.

“Nós temos tolerância zero para quem tiver um comportamento dessa natureza, desde logo, prevenindo, desde logo fazendo e assumindo um posicionamento inequívoco de repressão de qualquer tentação nesse sentido, de proteção das pessoas que possam estar mais expostas a um fenómeno desses”, acrescentou.

Em seguida, Luís Montenegro defendeu que “os portugueses na sua esmagadora maioria, esmagadora mesmo, não têm nenhuma, mas nenhuma tendência para fenómenos de xenofobia”.

Assinado acordo para cooperação entre PJ, GNR, PSP e Polícia Federal do Brasil no combate ao crime e terrorismo

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Os governos português e brasileiro assinaram esta quarta-feira um acordo para a cooperação entre PJ, PSP e GNR e a Polícia Federal do Brasil no domínio da investigação e do combate à criminalidade organizada transnacional e ao terrorismo.

O documento foi assinado no fim da 14.ª Cimeira Luso-Brasileira, no Palácio do Planalto, em Brasília, pelos ministros da Justiça de Portugal, Rita Alarcão Júdice, e do Brasil, Ricardo Lewandowski.

Este acordo bilateral, que “não é aplicável à extradição nem ao auxílio jurídico ou judiciário mútuo em matéria penal”, prevê “colaboração direta entre as autoridades policiais competentes de cada uma das partes” em crimes como tráfico de drogas, de armas e munições e de seres humanos.

Segundo o articulado enviado à comunicação social, “o presente acordo entra em vigor trinta (30) dias após a receção da última notificação” e “permanece em vigor por um período de tempo ilimitado”, se não for denunciado por nenhuma das partes.

As autoridades policiais competentes para a aplicação deste acordo são, pela parte de Portugal, a Polícia Judiciária (PJ), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP), e, pela parte do Brasil, a Polícia Federal.

Nos termos deste acordo, pode haver “a utilização de oficiais de ligação e de meios telemáticos de comunicação e o recurso a técnicas especiais de investigação e à criação de equipas conjuntas de investigação, nos termos do respetivo direito interno”.

“As autoridades policiais competentes podem, sem prévia solicitação, fornecer dados e informações às correspondentes autoridades policiais competentes da outra parte, nos casos em que existam razões factuais para crer que esses dados e informações podem contribuir para a investigação e combate à criminalidade organizada transnacional e ao terrorismo”, lê-se no texto.

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