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Sexta-feira, Julho 10, 2026
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Polaca de 23 anos que disse ser Maddie McCann comparece em tribunal

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Uma mulher polaca de 23 anos que, nas redes sociais, disse ser a menina britânica desparecida em 2007 Madeleine McCann, compareceu esta sexta-feira perante a justiça inglesa, após ser detida na quarta-feira e acusada de assédio.

Julia Wandel, também conhecida como Julia Wandelt, foi detida na quarta-feira quando chegava da Polónia, no aeroporto de Bristol, Inglaterra, a pedido da polícia do condado de Leicestershire.

Esta força policial indicou, em comunicado, que a jovem enfrenta quatro tipos de acusação: duas por infrações alegadamente cometidas entre 02 de maio de 2024 e 15 de fevereiro de 2025, a terceira entre 03 de janeiro e 21 de abril de 2024 e a quarta entre 27 de novembro e 29 de dezembro de 2024.

A Polícia de Leicestershire precisou que uma mulher de 60 anos radicada em Gales, que foi detida com a jovem, ficou em liberdade, sob fiança.

As autoridades não forneceram detalhes, mas o diário The Daily Mail publica que as acusações estão relacionadas com a alegada perseguição aos pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann, residentes naquele condado do centro de Inglaterra.

Segundo o jornal, Wandel converteu-se numa sensação na internet em fevereiro de 2023, quando publicou no Instagram, com a conta ‘@IAmMadeleineMcCann’(eu sou Madeleine McCann), e apareceu em programas televisivos a falar sobre a possibilidade de ser a criança desaparecida, aos três anos, em Portugal.

Esta semana usou uma nova conta nas redes sociais ‘@AmIJuliaWandelt’, para partilhar os resultados de uma prova de ADN, segundo o jornal.

A 03 de maio de 2007, Madeleine McCann desapareceu do apartamento em que dormia com os irmãos gémeos, de dois anos, na Praia da Luz, enquanto os pais jantavam com amigos a poucos metros de distância, na estância balnear.

Em 2020, a polícia alemã declarou Christian Brückner como principal suspeito do sequestro e assassínio da criança, mas não se formalizaram acusações.

O caso de Madeleine foi um dos mais mediáticos do mundo e os pais mantêm a campanha para que prossigam as investigações para a encontrar.

Mais crimes registados pela PSP em contexto escolar no ano letivo 2023/2024

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O número de crimes registados pela PSP em contexto escolar aumentou no ano letivo passado face a 2022/2023, continuando o total de ocorrências abaixo da média da última década, anunciou esta sexta-feira a força de segurança.

Em comunicado, a PSP adianta que, em 2023/2024, foram contabilizados no âmbito do Programa Escola Segura 3.441 crimes, mais 331 do que no ano letivo anterior, o que corresponde a um aumento de 10,6%.

As ofensas corporais (1.346, mais 8,8% do que em 2022/2023) e as injúrias e ameaças (946, +14,7%) foram as situações mais frequentes.

No total, a força de segurança presente nos centros urbanos registou no ano letivo passado 4.107 ocorrências em contexto escolar, das quais 2.956 de natureza criminal (+9,2%) e 1.151 (+3,1%) de não criminal.

Cada ocorrência criminal pode corresponder a mais do que um crime.

“Apesar deste aumento, o número total de ocorrências, bem como o número de ocorrências criminais e não criminais continuam a ser inferiores à média da última década”, salienta, na nota, a PSP.

Em 2023/2024, foram detetadas nas escolas 39 armas, mais quatro do que no ano letivo anterior. Cinco eram de fogo.

O número de crimes de roubo (75) e de situações relacionadas com ‘bullying’ (134) e ‘cyberbullying’ (30) diminuiu face a 2022/2023.

Os dados mostram ainda que cerca de 70% das ocorrências registadas acontecem dentro das escolas e as restantes nas suas imediações e no percurso entre casa e os estabelecimentos de ensinos.

No ano letivo passado, a PSP realizou 31.920 apresentações no âmbito de 11.408 ações de sensibilização, com a participação de mais de 703.000 alunos.

O ‘bullying’ e o ‘cyberbullying’, a prevenção e segurança rodoviárias, o álcool e drogas, a utilização de novas tecnologias, a violência doméstica e no namoro e os direitos humanos foram os principais temas abordados.

O Programa Escola Segura abrange todos os estabelecimentos de ensino não superior públicos, privados e cooperativos do país, dos quais 3.173 na área de responsabilidade da PSP, e conta com 368 polícias desta força de segurança.

Dívida das famílias, empresas e Estado sobe para 814.100 ME em 2024

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O endividamento do setor não financeiro aumentou 17 mil milhões de euros em 2024 face ao ano anterior, para 814.100 milhões de euros, informou o Banco de Portugal (BdP).

Do endividamento total, 454.600 milhões de euros respeitavam ao setor privado (empresas privadas e particulares) e 359.400 milhões de euros ao setor público (administrações públicas e empresas públicas).

De acordo com o banco central, o endividamento do setor público subiu 11.600 milhões de euros face a 2023, tendo-se este acréscimo verificado, sobretudo, “junto de entidades não residentes (+10.600 milhões de euros), por via de títulos de dívida, maioritariamente de longo prazo, e de entidades das administrações públicas (+3.200 milhões de euros)”. Pelo contrário, diminuiu 2.200 milhões junto do setor financeiro e dos particulares.

No setor privado, o endividamento aumentou 5.400 milhões de euros, devido, sobretudo, ao aumento do endividamento dos particulares junto do setor financeiro (+4.700 milhões de euros), por via do crédito à habitação.

Já o endividamento das empresas privadas manteve-se estável, uma vez que o aumento do endividamento perante o resto do mundo e o setor financeiro foi compensado por uma redução do endividamento junto dos outros setores residentes, com destaque para as empresas.

Crianças chinesas destacam-se na escola onde lusófonos são os que mais chumbam

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DR

Os alunos estrangeiros de língua portuguesa, como são-tomenses ou cabo verdianos, são os que têm mais dificuldades em concluir o 9.º ano sem chumbar, por oposição aos chineses que superaram todas as expectativas.

Estes são alguns dos dados divulgados esta quinta-feira no portal Infoescolas, que apresenta um conjunto de informações sobre a percentagem de alunos que consegue concluir o 3.º ciclo nos três anos esperados, revelando diferenças entre as várias nacionalidades.

Numa comparação entre nove nacionalidades estrangeiras, os alunos de países lusófonos aparecem como sendo os que têm mais dificuldades, com apenas 70% das crianças brasileiras e angolanas a conseguirem terminar o 9.º ano sem chumbar.

Mas os casos mais graves encontram-se entre as crianças da Guiné-Bissau, com uma taxa de sucesso de apenas 61%, ou os cabo verdianos (58%) e os são-tomenses (57%), segundo os dados relativos ao ano letivo de 2022/2023.

Já os chineses aproximam-se das percentagens nacionais, destacando-se pela positiva: No geral, 89% dos alunos das escolas em Portugal terminaram o 9.º ano sem chumbar, apenas três pontos percentuais acima da média dos alunos chineses (86%).

Os chineses são os únicos com resultados académicos acima do esperado, segundo os dados da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), que conseguiram comparar os resultados destas crianças com todas aquelas com um perfil semelhante a nível nacional, ou seja, com outras crianças que apresentem, por exemplo, a mesma percentagem de alunos carenciados ou pais com o mesmo nível de escolaridade.

A nível nacional, a percentagem de sucesso entre alunos como os chineses foi de 80%, mas entre os resultados dos 192 chineses o sucesso chegou a 86%.

Também os alunos ucranianos aparecem nos dados hoje divulgados como ficando muito próximo do esperado, com 81% das crianças a concluir o 9.º ano sem chumbar, seguindo-se os franceses (80%) e os romenos (71%).

No ensino secundário, as taxas de chumbos também são bastante mais elevadas que as médias nacionais, com metade dos brasileiros (50%) e angolanos (54%) a ter pelo menos uma retenção, o que é praticamente o dobro do valor registado entre os chineses (26%).

Ex-diretor do SNS destaca papel do jornalismo num tempo de ameaças à democracia

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Imagem ilustrativa: DR

O ex-diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) Fernando Araújo considerou esta quinta-feira, no Porto, que o papel do jornalista e do fotojornalista “torna-se cada vez mais vital num tempo de ameaças à democracia”.

No Porto, onde foi apresentou o Anuário 2024 da Agência Lusa, uma obra com a história de 2024 em 167 páginas, 238 fotografias e uma dúzia de textos, Fernando Araújo disse que “as fotografias evidenciam a procura pela verdade”, e comparando o papel dos jornalistas ao dos médicos considerou: “Trabalhamos pela verdade”.

“O papel do jornalista torna-se mais vital num tempo de ameaças à democracia. Se antes duvidávamos das palavras, hoje começamos também a duvidar das imagens. Com o avanço da inteligência artificial as fronteiras entre o real e o fabricado tornam-se cada vez mais ténues”, alertou.

Numa sessão que decorreu na Câmara Municipal do Porto onde ficará patente, até 13 de março, uma exposição de fotografias dos fotojornalistas da agência noticiosa, Fernando Araújo começou por confessar-se “fã” deste Anuário por ser, disse, “um espelho de como a Lusa, mais do que um trabalho, encara a sua missão na sociedade”.

“Este anuário da Lusa não é apenas um registo do que aconteceu em 2024, mas é um testemunho visual da nossa história e da nossa sociedade, dos desafios e das esperanças do nosso tempo”, apontou.

Outro dos aspetos destacados foi o conteúdo da obra – que é uma parceria entre a Lusa e a editora Livros Zigurate, livro que contem uma versão bilingue (português e inglês) – até porque 2024 foi um ano eleitoral intenso.

“Tivemos mais de 20 processos eleitorais na União Europeia e nos Estados Unidos, em muitos países da América Latina e de África, bem como em Portugal e muitos países de África. Este anuário representa bem essa realidade com muitas fotografias de processos que, em minha teoria, deveriam reforçar o envolvimento dos cidadãos com a política, mas paradoxalmente nunca tantos tiveram tanto acesso à informação e ao mesmo tempo nunca tantos pareciam tão distantes do seu impacto”, referiu, mostrando preocupação.

“Vemos campanhas marcadas pelo desinteresse crescente, pela erosão da confiança nas instituições e pela ascensão os discursos extremistas que colocam em causa os valores democráticos”, enumerou.

Para o médico e primeiro presidente da DE-SNS em Portugal “é essencial” valorizar a lente de um fotojornalista porque esta pode “confrontados com aquilo que preferíamos não ver, mas que precisamos de enfrentar” como é o caso, exemplificou, das fotografias deste Anuário e que mostram a guerra e a destruição.

Confessando que a imagem que mais o marcou neste Anuário é a de um bombeiro que transporta um capacete de um colega morto num incêndio, Fernando Araújo disse que as fotografias “forçam-nos a não esquecer, são imagens que nos acompanham especialmente quando estamos em silêncio”.

“O fotojornalismo profissional é ancorado na ética e no compromisso com a verdade pelo que é uma das últimas barreiras contra este mundo de incerteza. Essa espera e esse compromisso com o rigor e com a verdade, com a humanidade, que precisamos de continuar a valorizar num mundo que quer cada vez mais rapidez e cada vez menos reflexão”, concluiu.

Além de um grafismo renovado, o Anuário Lusa 2024 tem ligações a conteúdos digitais, como a cronologia bilingue e o vídeo do ano de 2024, que podem ser lidos e vistos através de QR Codes.

A agência Lusa iniciou o projeto de passar em revista o ano em imagens em 2004 com a publicação de “Imagens Lusa” que manteve uma periodicidade anual até 2009, quando teve um interregno de nove anos, tendo retomado em 2018 com o Anuário.

O Anuário Lusa continua a ser vendido nas livrarias, mas também no ‘site’ da editora – www.zigurate.pt/anuario.

Estado clínico do Papa “melhorou ligeiramente”

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foto: Vatican Media

O estado clínico do Papa Francisco está a “melhorar ligeiramente”, anunciou o Vaticano esta quinta-feira à noite, no sétimo dia de hospitalização do argentino Jorge Bergoglio, de 88 anos, devido a uma pneumonia dupla.

“O estado clínico do Santo Padre está a melhorar ligeiramente. Está sem febre e os seus parâmetros hemodinâmicos permanecem estáveis”, anunciou o Vaticano num boletim de saúde.

“Esta manhã recebeu a Eucaristia e depois dedicou-se aos seus afazeres profissionais”, acrescentou o gabinete de imprensa do Vaticano.

Segundo uma fonte do Vaticano, tais afazeres incluíram contactos com os seus colaboradores mais próximos, a leitura e assinatura de documentos e chamadas telefónicas.

“Estamos todos preocupados com o Papa, mas (…) o facto de ele ter tomado o pequeno-almoço, lido os jornais e recebido pessoas significa que estamos no bom caminho para uma recuperação completa”, disse o cardeal italiano Matteo Zuppi, Presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI).

O Papa Francisco foi internado no hospital Gemelli, em Roma, na passada sexta-feira devido a uma bronquite, mas só na terça-feira é que o Vaticano revelou que ele desenvolvera uma pneumonia dupla, uma infeção do tecido pulmonar potencialmente mortal.

Aprovada notificação automática de políticos após consulta de declaração de rendimentos

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O parlamento aprovou esta quinta-feira na generalidade um diploma do PSD que prevê uma notificação automática de titulares de cargos políticos após o acesso à sua declaração de rendimentos, apesar de alguns partidos terem criticado essa norma.

O projeto de lei foi aprovado na generalidade com os votos favoráveis de PSD e IL, abstenção do PS, Livre e BE e votos contra do Chega, PCP e PAN.

O PSD defende que a Entidade para a Transparência (EpT) deve garantir que, “sempre que ocorra qualquer consulta” de uma declaração de um titular de cargo político, este seja notificado e saiba “a identificação do respetivo requerente”.

O diploma prevê os titulares de cargos políticas possam passar a autorizar a EpT a aceder às bases da Segurança Social, Autoridade Tributária ou Instituto dos Registos e Notariado para que pré-preencha a declaração ou verifique as informações que contém.

O projeto prevê a eliminação de redundâncias no que se refere às declarações submetidas, para garantir que, por exemplo, quem exerce duas funções públicas (como deputado e autarca) não precise de submeter duas declarações distintas.

No debate, o deputado do PSD Hugo Carneiro justificou a necessidade de criar uma notificação automática, argumentando que “resulta do equilíbrio entre o dever de declarar e as restrições à reserva da vida privada que resultam do exercício do cargo público”.

“Em nada se prejudica o direito de se conhecerem as declarações do titular da obrigação. Não se reduz uma única obrigação declarativa, que fique bem claro. Esta alteração em nada contende com o estatuto do denunciante e não reduz a transparência”, defendeu.

O deputado do PS Pedro Delgado Alves manifestou concordância com medidas da proposta do PSD como garantir um preenchimento automático da declaração em questão, mas disse que há aspetos na proposta que precisam de ser vistos “com alguma cautela”, em particular sobre a “facilitação da consulta por interoperabilidade”.

O deputado do PCP António Filipe considerou que o diploma do PSD tem “propostas úteis”, mas a notificação automático em caso de acesso à declaração “estraga o projeto de lei” e “não faz sentido”.

Também o deputado do Livre Paulo Muacho afirmou que o projeto de lei do PSD tem “algumas matérias que são positivas”, mas outras que “levantam dúvidas”, criticando a notificação automática que, advertiu, “pode condicionar e inibir situações de denúncia e consulta”.

A deputada única do PAN Inês Sousa Real considerou que o diploma do PSD visa “permitir a persecução a jornalistas ou até mesmo tornar mais opaca a lei da transparência”, defendendo um projeto de lei do seu partido, que foi chumbado, que visava facilitar o acesso às declarações de rendimentos, deixando de ser necessário apresentar um fundamento para justificar esse acesso.

Foi ainda chumbado outro diploma do PAN para impedir que “empresas com participação relevante de um titular de cargo político ou de alto cargo público não possam participar em procedimentos de atribuição de subvenção pública”.

Um diploma do PCP para impedir que um governante pudesse assumir, durante cinco anos, funções numa empresa que tinha previamente tutelado, foi chumbado com votos contra do CDS, IL e PS, abstenção do PSD e votos favoráveis de Chega, PCP, BE, PAN e Livre.

Em sentido contrário, foi aprovado um diploma do PS – com os votos favoráveis do PS, PCP, Livre e PAN, abstenção do Chega, CDS e PSD e voto contra da IL – que mantém o período de três anos, mas que prevê que um governante passe também a ser impedido de exercer funções numa empresa em que se tenha verificado que teve “intervenção direta”.

Foi ainda chumbado um projeto de lei do Chega para proibir “contratos com empresas em que o titular do órgão seja detentor de participação (independentemente de ser mais ou menos de 10%), assim como de empresas que tenham participação de familiares próximos do titular do órgão”, com vários partidos a apontarem inconstitucionalidades.

Chega conseguiu “desviar atenções de problemas internos” com moção de censura

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foto ilustrativa: Arlindo Homem

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Pedro Duarte, afirmou esta quinta-feira que, com a apresentação da moção de censura ao Governo, o presidente do Chega, André Ventura, “conseguiu o objetivo” de “desviar as atenções de problemas internos”.

“Para nós foi claro desde o primeiro minuto que esta moção de censura para além de ser absolutamente anedótica é uma manobra de diversão para o Chega desviar as atenções de problemas internos que estava a sentir, designadamente de um conjunto de casos que são conhecidos”, afirmou Pedro Duarte à margem da apresentação do Anuário Lusa 2024.

Questionado sobre a possibilidade de o presidente do Chega retirar a moção de censura se o primeiro-ministro der esclarecimentos sobre a empresa familiar, o ministro afirmou que isso demonstra que Ventura “esteja a concluir que já conseguiu os seus objetivos”.

“A verdade é que o país nos últimos dias já não está a falar dos casos do Chega e, portanto, ele [André Ventura] conseguiu o seu objetivo”, referiu.

O ministro afirmou ainda que o primeiro-ministro tem “noção absoluta” do dever e da “vontade de esclarecer o país”.

“Naturalmente vai estar no parlamento amanhã [sexta-feira] para prestar todos os esclarecimentos, do ponto de vista moral e ético, de quem sabe que o que fez é absolutamente irrepreensível”, assinalou, acrescentando ainda que “estas manobras de diversão de alguns partidos da oposição” não fazem o país “andar para a frente”.

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, na véspera do debate da moção de censura que o Chega apresentou, André Ventura voltou a admitir retirar o documento, caso o primeiro-ministro dê explicações.

“Gostava de apelar a que até às 15:00 de amanhã [sexta-feira], data de início do debate desta moção de censura, o primeiro-ministro fizesse chegar a esta casa todos os documentos relativos a esta sociedade”, afirmou.

O Correio da Manhã noticiou no sábado que a empresa Spinumviva da família de Luís Montenegro “poderá beneficiar com a alteração à lei dos solos aprovada pelo Governo” e que, sendo o primeiro-ministro “casado em comunhão de adquiridos com a principal sócia da firma”, isso o deixará “numa situação de potencial conflito de interesses”.

Em resposta ao jornal, o primeiro-ministro defendeu que não existe qualquer conflito de interesses, afirmou que desde 30 de junho de 2022 não é sócio dessa empresa, de que foi fundador e gerente, e que “nunca foi, não é e não será objeto da atividade da empresa qualquer negócio imobiliário ligado à alteração legislativa” da lei dos solos.

No domingo, o presidente do Chega, André Ventura, ameaçou apresentar uma moção de censura ao Governo PSD/CDS-PP, se o primeiro-ministro, Luís Montenegro, não desse explicações ao país sobre este assunto, o que ainda não aconteceu, e a moção entretanto foi entregue, e será debatida e votada na sexta-feira.

Portugal vai ser convidado de honra da feira internacional do livro de Praga

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Portugal vai ser o convidado de honra da 30.ª edição da Feira Internacional do Livro de Praga, na República Checa, que decorre em maio, estando abertas as candidaturas para participar no Mercado do Livro da Europa Central e Oriental.

Numa publicação nas redes sociais na terça-feira, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas salientou que o Mercado do Livro da Europa Central e Oriental, que decorre nos dias 15 e 16 de maio, “serve como uma plataforma para o encontro de profissionais que trabalham na indústria do livro em países da Europa Central e Oriental”.

A feira Book World Prague acontece entre 15 e 18 de maio e conta com Portugal como convidado para apresentar “a sua vibrante tradição literária e vozes contemporâneas ao coração da Europa”.

“Este reconhecimento especial destaca a rica história narrativa de Portugal, desde escritores icónicos como Luís de Camões, Fernando Pessoa e José Saramago a autores contemporâneos que moldam a cena literária global”, pode ler-se no comunicado da feira, aquando do anúncio, em outubro do ano passado.

De acordo com a organização da feira, o programa “vai contar com uma ampla variedade de eventos, incluindo leituras, debates e apresentações culturais que vão mostrar a diversidade literária de Portugal, desde a poesia à prosa e literatura para crianças”.

“Portugal vai enfatizar o papel da literatura como uma ponte entre culturas, enriquecendo o festival com a sua dinâmica presença literária”, acrescentou a organização.

No começo do mês, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visitou a República Checa e afirmou que se sentia tentado a voltar àquele país aquando da feira do livro da capital.

“Mas eu não sei se resisto a vir, a título particular, claro, pagando o bilhete e vindo, para não haver no escrutínio público a mínima dúvida sobre o que possa haver de estranho gostar de livros e querer ver a presença portuguesa na Feira de Praga. Vou ver se é possível”, acrescentou.

Debate sobre sanções a deputados com conduta grave remetido para grupo de trabalho

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O debate sobre um eventual agravamento de sanções a deputados com conduta considerada grave no parlamento vai feito no âmbito de um grupo de trabalho já existente para a revisão do Código de Conduta dos Deputados.

Esta decisão foi transmitida pelo porta-voz da conferência de lideres, o deputado social-democrata Jorge Paulo Oliveira, após o PS ter apresentado uma proposta para a revisão do Código de Conduta dos Deputados.

Entre outras medidas, o PS propõe que um deputado possa ser retirado da sala de sessões em caso de reiterada conduta grave, defende a possibilidade de suspensão de participação em ações externas em representação do parlamento e a introdução da figura da admoestação.

Perante os jornalistas, no final da reunião da conferência de líderes, Jorge Paulo Oliveira referiu que a discussão hoje travada não foi definitiva e, por isso, não tem ainda uma conclusão.

Ficou no entanto assente que a questão de um eventual agravamento de sanções a aplicar a deputados com conduta considerada grave será analisada no âmbito de um grupo de trabalho já existente no parlamento, mas que será alargado a outras bancadas, como ao PCP e ao CDS, e à deputada única do PAN, Inês Sousa Real, “se assim entender”.

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