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Quinta-feira, Julho 9, 2026
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Reportagem: Em Roma, as orações pelo Papa ainda não convencem os turistas

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Na entrada da Praça de São Pedro, cidade de Roma, o “amigo” do cardeal Saraiva Martins está desiludido com as vendas dos terços com a imagem de Francisco, porque os turistas “não estão preocupados” com a doença do Papa.

Numa segunda-feira em que a chuva incomoda mas não afasta as filas de turistas que visitam o Vaticano, Alfredo possui uma das poucas bancas de venda de artigos religiosos ainda dentro do perímetro da Praça, logo após os primeiros separadores.

Em cadeiras de plástico, junto à pequena banca, estão dezenas de terços com a imagem do Papa Francisco, mas o negócio já não é o que era. “No tempo do João Paulo II é que se vendia muito. Agora não”, diz, recordando as semanas de doença terminal do pontífice polaco, em 2005.

“É só um euro mas poucos compram. Isso também é porque as notícias são melhores. Ele está num limbo e as pessoas acreditam que ele vai melhorar”, afirma.

Esta noite, a noite de Francisco foi mais calma, segundo os serviços de imprensa. “Passou bem a noite, dormiu e está a repousar”, declarou o Vaticano num breve comunicado.

No domingo, o Vaticano disse que o Papa continua em estado crítico no hospital Gemelli, em Roma, e que alguns exames de sangue indicavam uma insuficiência renal leve, mas sob controlo.

O Papa, de 88 anos, foi hospitalizado no dia 14 de fevereiro, na sequência de uma pneumonia nos dois pulmões e teve uma crise respiratória na sexta-feira, agravando o seu estado de saúde.

Nas ruas adjacentes à Praça de São Pedro e ao hospital estão dezenas de jornalistas e repórteres de imagem, fazendo diretos televisivos ou falando com quem passa, sempre com a abóbada da Basílica em fundo de ecrã.

“Falei o que vim aqui fazer, rezar pela minha família e ver a capela Sistina”, diz o suíço Jerome, entrevistado instantes antes por um canal do seu país.

Não é a primeira vez que está em Roma e “não será a última”, porque é um sítio “onde se sente a paz que tanto precisamos no mundo”, afirma.

A partir desta noite, as orações vão-se sentir mais nas ruas de Roma. Os cardeais residentes na cidade, “com todos os colaboradores da Cúria Romana e da Diocese de Roma, recolhendo os sentimentos do povo de Deus, reunir-se-ão na Praça de S. Pedro às 21:00, para a recitação do Santo Rosário pela saúde do Santo Padre”, refere o Vaticano.

A oração será presidida pelo secretário de Estado, Pietro Parolin.

Entre os peregrinos que prometem estar presente encontra-se Ivania, ucraniana que veio há três dias de Lviv, para rezar pela paz no seu país e pela saúde do Papa.

“Ele foi muito nosso amigo, tentou sempre ajudar-nos. Estou a rezar por nós e por ele. Que possamos os dois sobreviver”, diz a jovem, que tem o marido a combater no Donbass há dois anos.

“Vamos resistir os dois. Mesmo que haja quem não queira”, afirma Ivania, que tenciona regressar a casa na quarta-feira.

“Não quero ficar longe da minha Ucrânia. Se tivermos de perder, perdemos juntos”, diz.

A alguns metros, perto da ponte de Santo Ângelo, mãe e filho português vieram a Roma pela primeira vez.

“Estamos a fazer um cruzeiro que incluía Roma”, diz a mulher, que sabia da situação clínica do líder da Igreja Católica.

“Ele está mal. Esperemos que se recupere, porque tem sido um grande homem”, afirma.

Já Micha, uma japonesa de 38 anos que está a fazer uma viagem alargada pela Europa, não sabia sequer que o Papa estava doente.

“Eu não leio muito as notícias. É uma pena, gostava de o ter visto”, diz a professora de informática de Tóquio, que incluiu Roma numa viagem que a leva a cinco capitais europeias.

“Mas não Lisboa”, diz, sorrindo.

A poucos metros, junto à sua banca de artigos religiosos, que incluem também frasquinhos com água das fontes de Roma, Alfredo nunca foi a Lisboa, mas sabe onde fica a Guarda.

“É a terra do meu grande amigo, o cardeal Saraiva Martins. Um bom homem, um servo de Deus”, diz, apontando para uma janela defronte da Praça de São Pedro, onde vive o cardeal emérito, nascido em Gagos de Jarmelo, Guarda, há 93 anos, agora já muito doente.

“Teria sido um grande Papa, mas Deus não quis”, desabafa Alfredo.

Quatro mulheres diagnosticadas com cancro da mama a cada minuto

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Quatro mulheres são diagnosticadas com cancro de mama a cada minuto no mundo e uma acaba por morrer devido à doença, estima um estudo publicado hoje na revista científica Nature Medicine.

A investigação sobre os padrões e tendências globais da incidência e mortalidade do cancro da mama em 185 países indica que uma em cada 20 mulheres no mundo é diagnosticada com este tipo de cancro e que uma em cada 70 provavelmente morrerá da doença.

Coordenado por Miranda Fidler-Benaoudia, investigadora do Cancer Epidemiology and Prevention Research (CEPR) de Alberta, no Canadá, o estudo apurou que, a nível global, ocorreram 2,3 milhões de novos casos e 670 mil mortes por cancro da mama feminino em 2022.

De acordo com as conclusões, as taxas de mortalidade diminuíram em 29 países com um índice de desenvolvimento humano (IDH) muito elevado, mas apenas sete países – Malta, Dinamarca, Bélgica, Suíça, Lituânia, Países Baixos e Eslovénia – estão a atingir a meta da Iniciativa Global contra o Cancro da Mama de, pelo menos, uma redução de 2,5% por ano.

A manterem-se as taxas atuais, “em 2050, os novos casos e mortes terão aumentado 38% e 68%, respetivamente, impactando desproporcionalmente os países com baixo IDH”, correspondendo a uma estimativa de 3,2 milhões de novos casos e 1,1 milhões de mortes, alerta ainda o estudo sobre o tipo de cancro mais diagnosticado entre as mulheres.

As taxas globais variam, porém, entre países e continentes, com a possibilidade de um diagnóstico ao longo da vida a ser maior em França (um em cada nove) e na América do Norte (um em cada dez), enquanto o risco de morrer de cancro da mama ao longo da vida é mais elevado nas ilhas Fiji (um em cada 24) e em África (um em cada 47).

“As tendências emergentes no cancro da mama também trazem a consciencialização para uma incidência crescente em idades mais jovens e chamam a atenção para os sucessos na redução da mortalidade, mas apenas nos países mais desenvolvidos”, refere o estudo.

Os sistemas de saúde robustos que “facilitam o acesso a um diagnóstico atempado e a um tratamento de alta qualidade significam que o prognóstico é geralmente bom e a sobrevivência a cinco anos pode atingir mais de 90%”, refere ainda a investigação, alertando que, nos países com um IDH baixo e médio, as taxas de incidência do cancro da mama continuam a ser relativamente baixas, mas são acompanhadas por uma elevada mortalidade.

Isso deve-se, de acordo com o estudo, a atrasos no diagnóstico e a baixas taxas de início do tratamento, que são atribuídas a fatores sistémicos, económicos e sociais.

Perante isso, os autores defendem ações urgentes, particularmente em países com pontuações mais baixas no IDH, uma métrica utilizada para medir a qualidade de vida global de um país, considerando fatores como a esperança de vida, os níveis de educação e o nível de vida.

Segundo os últimos dados do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas da Direção-Geral da Saúde, em Portugal o rastreio do cancro da mama está implementado em todas as regiões, com uma cobertura geográfica de 100% das Unidades Funcionais de Portugal continental e das regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

De acordo com a mesma fonte, em 2023, o país superou a meta prevista pelo European Beating Cancer Plan, com 99% da população convidada, tendo-se registado uma taxa de adesão ao rastreio de 56%, num total de 440.298 mulheres.

Pedro Nuno acusa governos da República e da Madeira de governarem para minoria

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foto: Arlindo Homem

O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, acusou este domingo os governos da República e da Madeira de serem incompetentes e governarem para uma minoria, realçando que no caso da região autónoma há eleições para ganhar dentro de um mês.

No encerramento do XXII Congresso do PS/Madeira, no Funchal, Pedro Nuno Santos sublinhou que, com as eleições regionais antecipadas de 23 de março, está na hora de uma mudança política que liberte a região da instabilidade causada pelo PSD.

“[Está na hora] de se libertarem da instabilidade política, da suspeição que recai sobre os políticos e os governantes na Madeira, e libertarem-se da teia de relações de dependência que foram sendo criadas ao longo de décadas para garantirem a manutenção do poder”, declarou.

O secretário-geral dos socialistas defendeu que o PS “não apresenta qualquer um para liderar o Governo Regional”, destacando que Paulo Cafôfo tem experiência e competência, características necessárias “para liderar um projeto vencedor na Madeira”.

“Chega de um governo que governa para alguns, um governo de favores para alguns […]. Paulo Cafôfo vai liderar um governo para todos”, reforçou.

Segundo o dirigente, o presidente do Governo Regional da Madeira em gestão, Miguel Albuquerque (PSD), “eclipsou-se da campanha do PSD e dos cartazes” do partido “porque sabem” que “é um peso político negativo para o projeto do PSD na Madeira”.

“Mas que ninguém se engane: quem não está nos cartazes, quem se quer esconder dos cartazes é quem quer mesmo continuar a governar a Madeira. É Miguel Albuquerque. Não está nos cartazes, mas nós não vamos deixar que ninguém se esqueça que é nele que votam se votarem no PSD”, acrescentou.

“Não há na história deste país um governo que tenha tido tantos arguidos como este governo, é uma vergonha para a Madeira”, disse ainda.

Pedro Nuno Santos salientou, por outro lado, que “não é só na região que o governo falha e fracassa”, acusando o Governo da República liderado por Luís Montenegro de ser “incompetente” e atuar “para uma minoria”, sem um desígnio: “Não há ninguém que, no país, saiba o que o primeiro-ministro quer para Portugal.”

O socialista criticou a falta de estratégia do executivo para a diversificação da economia, na área da saúde e na habitação.

“Um Governo sem estratégia, um Governo incompetente, um Governo que governa para uma minoria, mas em cima disto tudo um Governo que se furta às explicações”, apontou, referindo que o primeiro-ministro “desapareceu da frente dos jornalistas”, não se sujeitando “a perguntas difíceis e incómodas”.

“Não é só sobre a sua empresa, é sobre todas as áreas da governação. O Governo fez uma remodelação há pouco tempo e não houve até agora uma única palavra do primeiro-ministro a explicar a remodelação”, exemplificou.

A luta dos socialistas feita a nível nacional, sublinhou, é a luta que se trava também na região autónoma. “Mas na Madeira temos uma eleição para ganhar dentro de um mês”, concluiu.

O XXII Congresso do PS/Madeira decorreu no sábado e domingo, depois de a estrutura regional ter realizado eleições internas, em 31 de janeiro, nas quais Paulo Cafôfo foi reeleito presidente, num sufrágio em que foi o único a concorrer e obteve 98,3% dos votos.

Ucrânia: Emissões de gases causadas pela guerra ultrapassam 200 milhões de toneladas

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As emissões de gases com efeito de estufa (GEE) causadas pela guerra na Ucrânia aumentaram 31% em 12 meses e em três anos ultrapassaram as 200 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2), indica um estudo divulgado no domingo.

Quando se assinalam três anos da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro de 2022, o estudo agora publicado indica que o custo climático da invasão atingiu um novo patamar, com as emissões a aumentarem substancialmente nos últimos 12 meses (fevereiro de 2024 ao momento presente), atingindo quase 230 (229,7) milhões de toneladas de CO2 desde que começou a guerra.

O valor é equivalente às emissões anuais da Áustria, Hungria, República Checa e Eslováquia juntas, ou às emissões anuais de 120 milhões de automóveis.

O cálculo tem em conta as emissões de GEE causados pela guerra (responsáveis por 36% das emissões), reconstrução de edifícios (27%), incêndios florestais (21%), danos em infraestruturas energéticas (8%), aviação civil (6%) e deslocação de refugiados (2%).

Segundo o relatório, que só contabiliza as emissões relacionadas com o conflito, estas ultrapassaram os 100 milhões de toneladas no primeiro ano de conflito e ao fim de dois anos estavam acima dos 150 milhões, sendo o maior aumento no terceiro ano de guerra, para os quase 230 milhões.

Com a continuação dos combates, os veículos pesados a queimar combustível, o consumo de aço e betão nas fortificações, as emissões da atividade militar “continuaram a crescer de forma constante nos últimos 12 meses”, ultrapassando a outra grande categoria de custos climáticos, a reconstrução de edifícios e infraestruturas danificadas, notam os autores do documento.

De acordo com o estudo, os combates e a seca intensa no verão na Ucrânia conjugaram-se para que duplicasse (118%) a área ardida provocada pelos incêndios florestais relacionados com o conflito (a maior parte deles na linha da frente), em comparação com a média anual dos dois anos anteriores. Em 2022 arderam 29 mil hectares, em 2023 arderam 47,7 e no ano passado 92,1.

As emissões de GEE dos incêndios nos três anos de guerra ultrapassaram em 2024 os 48 milhões de toneladas. Como é perigoso para os bombeiros atuarem em zonas de guerra os incêndios lavram descontroladamente.

De acordo com o estudo, da responsabilidade de uma associação de especialistas em clima que estimam o impacto da guerra no ambiente (The Iniative on GHG accounting of war), um maior uso de drones no ano passado pouco compensou os projeteis de artilharia, mais intensivos em carbono.

Ao contrário, a intensificação dos ataques às infraestruturas energéticas provocou um aumento de 16% nesta categoria de emissões de conflitos nos últimos 12 meses.

A infraestrutura petrolífera foi particularmente atingida, fazendo com que as emissões aumentassem de 1,1 milhões de toneladas de CO2 em 2022 e 2023 (combinados) para 2,1 milhões de fevereiro do ano passado ao momento atual.

A destruição de infraestruturas civis criou mais 6,2 milhões de toneladas de CO2 (+11%) em 2024, elevando o total de emissões para 62,2 milhões de toneladas desde 2022.

No último período de um ano, os aviões continuaram a evitar ou foram proibidos de entrar no espaço aéreo da Rússia e da Ucrânia, aumentando as emissões da aviação relacionadas com o conflito para 14,4 milhões de toneladas de CO2 desde o início da invasão.

As emissões associadas à fuga de refugiados mantiveram-se praticamente inalteradas.

O estudo é apoiado pelo governo ucraniano e tem como coautora Svitlana Krakovska, membro do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla original), que apresentará as conclusões na segunda-feira, na 62.ª sessão do IPCC, em Hangzhou, na China.

Os autores defendem que a Federação Russa deve ser responsabilizada pelas emissões e pelos danos climáticos causados e aplicaram um “custo social do carbono” de 185 dólares americanos por tonelada de CO2, o que coloca à Rússia, após três anos de guerra, uma dívida de 42 mil milhões de dólares.

“O ano de 2024 foi o ano em que o clima e o conflito se combinaram, conduzindo a extensões de florestas queimadas que excedem em muito tudo o que vimos antes na Ucrânia e na Europa. Com as negociações de paz no ar, os custos climáticos não devem ser esquecidos. A Rússia começou esta guerra e deve suportar os custos das suas emissões climáticas”, diz, citado no relatório, Lennard de Klerk, o principal autor do documento.

A ministra da Proteção Ambiental e dos Recursos Naturais da Ucrânia, Svitlana Grynchuk, afirmou também sobre o relatório: “A agressão armada em grande escala contra a Ucrânia está a entrar no quarto ano. A análise hoje publicada mostra que os danos ambientais não conhecem fronteiras e que a guerra está a agravar a crise climática que o mundo inteiro enfrenta atualmente”.

Os autores notam que as conclusões são preliminares, uma vez que alguns dados dos últimos 12 meses ainda não foram publicados.

Chega pede respostas de Montenegro sobre Spinumviva e ameaça com comissão de inquérito

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foto ilustrativa: Arlindo Homem

O Chega pede um conjunto de esclarecimentos por escrito ao primeiro-ministro sobre serviços e faturação da empresa que criou, a Spinumviva, e ameaça requerer uma comissão parlamentar de inquérito se Luís Montenegro não responder.

“Caso o primeiro-ministro não responda às questões colocadas pelo Chega ou sejam ocultadas, o partido admite avançar com uma Comissão Parlamentar de Inquérito”, lê-se num comunicado desta força política este domingo divulgado.

De acordo com o Chega, na segunda-feira, irá ser pedido “por escrito uma resposta por parte do primeiro-ministro” a oito perguntas sobre a atividade da Spinumviva, criada por Luís Montenegro antes de ser eleito presidente do PSD. Entretanto, o social-democrata passou as quotas à sua mulher e aos dois filhos do casal.

O Chega quer saber se “estão cumpridas as obrigações declarativas que se impõem nos termos do artigo 13 da Lei do Estatuto dos Deputados [na] identificação das pessoas coletivas públicas e privadas a quem foram prestados serviços” por parte dessa empresa e “quais foram os clientes que contrataram os serviços da empresa Spinumviva”.

O partido liderado por André Ventura pergunta também a Luís Montenegro se “está em condições de esclarecer se as obrigações contributivas que decorrem do quadro do regime fiscal de transparência fiscal das sociedades profissionais de advogados foram ou não cumpridas, tendo em conta que há indícios da prática de atos de consultoria jurídica”.

“Está em condições de esclarecer os termos em que foram prestados os serviços jurídicos de consultoria, que por sinal nos termos da lei dos atos próprios dos advogados vigente à data só podiam ser prestados por sociedades de advogados? Quais foram os serviços prestados pela empresa Spinumviva e quais foram as entidades envolvidas nos contratos de consultoria da Spinumviva?”, questiona.

O Chega pretende ainda que o primeiro-ministro esclareça “qual é a validade legal da transferência das suas quotas na Spinumviva para a sua esposa” e qual foi a faturação da empresa.

Na sexta-feira, o Chega apresentou uma moção de censura ao Governo, que foi chumbada pelo PSD, PS, IL, BE, Livre e PAN, com a abstenção do PCP, e que apenas teve os votos favor da sua bancada e do deputado não inscrito Miguel Arruda (ex-Chega).

Apesar deste resultado, o Chega considera que se verificaram “lacunas nas respostas de Luís Montenegro” que “alimentaram críticas sobre a transparência e a potencial existência de conflitos de interesse envolvendo a empresa familiar e as políticas governamentais”.

Alemanha/Eleições: Partido de extrema-direita congratula-se com “resultado histórico”

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A líder da extrema-direita alemã, Alice Weidel, saudou o “resultado histórico” do seu partido, a Alternativa para a Alemanha (AfD), de extrema-direita, nas eleições legislativas deste domingo.

“Nunca fomos tão fortes a nível nacional”, disse Alice Weidel na sede do partido em Berlim, depois de a AfD, segundo as primeiras sondagens, ter obtido entre 19,5% e 20% dos votos, o dobro de há quatro anos e um resultado histórico para este partido anti-migrante e pró-russo fundado em 2013.

Martín Anselmi garante equipa “preparada” para conquistar os três pontos

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foto: Sérgio Carvalho / Notícias Em Direto

O treinador do FC Porto, o argentino Martín Anselmi, elogiou este domingo a força do Vitória de Guimarães, na véspera de as duas equipas se defrontarem para a 23.ª jornada da I Liga de futebol.

“Vamos ter o estádio cheio e tínhamos muita expectativa para regressarmos a casa. O adversário é um clube muito importante no futebol português e que também está na Liga Conferência. Vai ser um jogo muito difícil, mas regressar ao nosso estádio é essencial para nós”, afirmou o técnico.

Com apenas cinco jogos sob o comando do novo treinador, os vimaranenses apresentam-se com maior solidez defensiva e diferentes abordagens táticas.

“Vêm de três jogos sem sofrer golos e sem perder. Já conseguimos identificar a forma como jogam, ora pressionando alto, ora defendendo em bloco mais baixo. Tentam ter posse de bola, mas estudámos bem a equipa e estamos preparados”, assegurou Anselmi.

Questionado sobre a relação entre os resultados e a forma como os adeptos encaram o seu trabalho, Anselmi foi direto: “O futebol vive de resultados, mas não podemos subestimar os adeptos do FC Porto. Eles sabem o que estamos a construir para o futuro do clube e, por isso, vêm em peso ao estádio. Representamos o FC Porto e cada jogo é para ganhar”.

O treinador portista abordou ainda a recente polémica com Samu, que no final do encontro com a Roma teceu várias críticas ao grupo, reforçando que os problemas internos são resolvidos dentro do grupo.

“Somos uma grande família e, como em qualquer família, os assuntos resolvem-se em casa. Defenderei sempre os meus jogadores. O desafio será controlar as emoções e o Samu, que é um grande profissional, saberá aprender com isso”, assegurou.

Sem outras competições além do campeonato, Anselmi reforçou que representar o FC Porto é, por si só, uma grande motivação.

“O prestígio de jogar neste clube já é suficiente para manter o foco. Independentemente da competição ou do adversário, a exigência é sempre máxima”, disse.

No primeiro jogo em casa desde a morte do ex-presidente Pinto da Costa, Anselmi quer uma equipa intensa, determinada e apta para conquistar os três pontos.

“Quero um FC Porto que pressione alto, recupere a bola rapidamente e esteja concentrado do início ao fim. O resultado é importante, mas essa atitude não pode faltar”, concluiu.

O FC Porto, atualmente na quarta posição, com 46 pontos, recebe, às 20:15 de segunda-feira, o Vitória de Guimarães, oitavo classificado, com 31, na partida que encerra a 23.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol e que será arbitrado por António Nobre, da associação de Leiria.

Jonas Vingegaard vence Volta ao Algarve, João Almeida termina em segundo

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O dinamarquês Jonas Vingegaard conquistou no domingo a Volta ao Algarve em bicicleta, depois de vencer o contrarrelógio final, com o português João Almeida (UAE Emirates) a terminar a geral em segundo.

Vingegaard, que venceu duas vezes a Volta a França (2022 e 2023), foi hoje o mais rápido no contrarrelógio de 19,6 quilómetros que começou em Salir e terminou no alto do Malhão, completando o percurso em 28,25 minutos, superando o belga Wout van Aert, seu colega de equipa, por 11 segundos, e o italiano Antonio Tiberi (Bahrain Victorious), por 15.

Na classificação geral, o dinamarquês, de 28 anos, terminou em primeiro, com menos 15 segundos que o português João Almeida, que terminou o contrarrelógio em sexto, e 24 sobre o belga Laurens de Plus (INEOS).

Papa continua em estado “crítico” mas sem novas crises respiratórias

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foto: Vatican Media

O Papa Francisco, hospitalizado na sequência de uma pneumonia, permanece em estado “crítico”, mas não teve novas crises respiratórias, indicou este domingo o Vaticano ao início da noite.

De acordo com o boletim médico divulgado, citado pelas agências AFP e EFE, o chefe da Igreja Católica continua a receber oxigénio e algumas análises mostram uma ligeira insuficiência renal inicial, atualmente sob controlo.

Sporting conquista Taça da Liga de futsal pela sexta vez

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O Sporting conquistou este domingo a Taça da Liga de futsal pela sexta vez no seu historial, ao golear na final o Quinta dos Lombos, por 9-0, revalidando o título que tinha conquistado a época passada.

Em Vila do Conde, os ‘leões’, que ao intervalo já venciam por 3-0, marcaram por intermédio de Taynan (14 minutos, de penálti), Tomás Paçó (18), Diogo Santos (19 e 24), Pauleta (26 e 35), Zicky Té (26), Wesley (34) e Rúben Freire (35).

O Sporting chegou ao sexto título na Taça da Liga e aumentou a vantagem para o Benfica, que tem quatro, enquanto o Quinta dos Lombos ainda procura o primeiro cetro.

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