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Quinta-feira, Julho 9, 2026
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Crianças carenciadas impedidas de frequentar ensino artístico da música

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Centenas de crianças carenciadas foram este ano impedidas de integrar as turmas de ensino artístico especializado para aprender música gratuitamente, porque o concurso do Ministério da Educação que atribui as bolsas excluiu as novas escolas.

Amadu Djau e Iuri Órfão passaram nas provas de aptidão com distinção e estavam entre os 57 alunos selecionados pelo Conservatório EMMA – Escola de Música de Monte Abraão para, em setembro, começar o 5.º ano numa turma de ensino artístico articulado. Já as aulas decorriam quando a tutela anunciou que não iria atribuir bolsas aos alunos do conservatório de Monte Abraão. Para continuar no ensino articulado, os alunos teriam de pagar uma mensalidade.

Mas na escola de Amadu e Iuri a maioria dos alunos tem dificuldades económicas: 53,1% das crianças do agrupamento Ruy Belo são beneficiárias de Apoio Social Escolar e pagar uma propina num conservatório de música é visto, por muitos, como um luxo.

Amadu é um desses casos. A mãe é cozinheira e o salário mal chega ao fim do mês. O menino só continua a aprender guitarra porque os professores se ofereceram para o ensinar pro bono. A maioria dos alunos teve de desistir, como os cinco amigos de Amadu que, um dia, deixaram de aparecer nas aulas de música: “Senti que era um pouco injusto não puderem vir”, desabafa o rapaz de 10 anos.

Entre os que continuam no ensino articulado, contam-se histórias de quem tem de fazer muitas contas à vida. “É um pouco complicado gerir as finanças familiares. Está tudo muito mais caro”, admite Ana Santos, mãe de Iuri Órfão, o rapaz de longos cabelos loiros que quer ser professor de música ou baterista de uma banda rock, como os Iron Maiden.

Para tentar manter os alunos, a direção da escola ofereceu bolsas parciais e baixou as mensalidades, cobrando praticamente metade do valor de outros conservatórios, mas, mesmo assim, Ana Santos conhece “várias crianças com bastante talento que não conseguiram prosseguir os estudos”.

Pedro Santos paga 60 euros por mês para a filha Carlota, do 2.º ano da Escola n.º 1 de Monte Abraão, aprender guitarra, depois de também ter visto recusada a bolsa. “Mas 60 euros é assim tanto dinheiro? Para algumas famílias mais carenciadas é difícil disponibilizar esse dinheiro”, alerta o pai.

Os alunos das escolas públicas podem fazer uma formação mais sólida e aprender a tocar um instrumento gratuitamente através do ensino artístico. É um direito garantido através de protocolos que o Ministério da Educação faz com escolas privadas, porque a rede de estabelecimentos públicos não cobre o país.

De dois em dois anos, realizam-se concursos nacionais para atribuição de verbas. No último, a EMMA teve uma avaliação de 86%, valor “acima de muitas outras escolas a quem a tutela atribuiu centenas de bolsas”, mas recebeu “zero bolsas”, denuncia o diretor da EMMA, Pedro Alves Duarte.

O conservatório ficou de fora por causa de uma alínea do concurso que estabelece que são elegíveis apenas quem tenha recebido bolsas nos concursos de 2020 e 2022. O problema é que a EMMA foi homologada depois, no final de 2023.

Pedro Duarte acusa a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares de anunciar um concurso que “não é um concurso, mas sim uma atribuição” de bolsas aos conservatórios antigos, que obtêm vagas fruto de “direitos adquiridos”. Para o diretor existe uma “ilegalidade de prática de idadismo”, que é inconstitucional. A alínea impede as novas escolas de aceder ao financiamento, alerta.

“Neste concurso, sabemos de mais quatro escolas na mesma situação”, disse, estimando que centenas de alunos tenham perdido a oportunidade de prosseguir os estudos, porque deixaram de ter uma escola perto que lhes oferecesse esta oportunidade gratuitamente. A Lusa questionou o Ministério da Educação sobre estas acusações, mas não obteve qualquer resposta.

Outro estabelecimento que passou pela mesma experiência foi a Academia de Música Sebastião e Melo, em Leiria. A escola foi homologada em 2024, “a tempo de concorrer”, tendo obtido uma classificação acima de 90%, recorda o diretor Micael Faustino. Mas os quase 70 alunos também não tiveram direito a bolsa.

“Não é justo, porque mata todas as escolas para sempre”, desabafa o professor, explicando que só permaneceram no ensino artístico os pais que podiam pagar a propina, mesmo sendo um valor muito mais abaixo do que aquele que recebem as escolas financiadas pelo ministério.

A alternativa para as crianças poderia ser optarem pelos conservatórios mais antigos, que têm bolsas. Mas muitas famílias não podem abandonar o posto de trabalho para levar os meninos à musica, lembra Pedro Duarte. A mãe de Amadu, por exemplo, é cozinheira e o seu horário de trabalho sobrepõe-se ao do filho.

Para ter aulas no conservatório mais próximo, que fica na Terrugem, o menino de 10 anos teria de sair “às quatro da tarde da escola, apanhar o comboio para Sintra, que demora mais ou menos 40 minutos, mais um autocarro para a Terrugem, que são outros 40 minutos” e, no final, fazer a viagem de regresso a casa, já de noite. “São pessoas que não têm capacidade para ir para outro conservatório”, salienta Pedro Duarte.

No agrupamento das Escolas Ruy Belo, os pais das crianças têm, em média, pouco mais do que o 9.º ano de escolaridade. Ali chumbar ou desistir de estudar é muito mais habitual do que no resto do país, segundo dados do ministério. É um retrato simplista de um agrupamento situado numa zona de maior vulnerabilidade social e identificado como Território Educativo de Intervenção Prioritária (TEIP).

Aprender um instrumento é também uma mais-valia para as restantes disciplinas. O diretor pedagógico do conservatório EMMA, José Lopes, lembra que a música trabalha muitas áreas, desde a “concentração, a saber estudar ou socializar”.

Para José Lopes, a EMMA deveria ensinar gratuitamente os alunos de Queluz, Belas, Massamá e Casal de Cambra, tendo em conta os protocolos celebrados com os agrupamentos da zona, como o de Queluz-Belas, onde os chumbos e abandono são quase três vezes superiores à média nacional, ou o das Escolas de Massamá, que recebe as crianças do bairro da Xetaria e tem visto aumentar os casos de abandono e insucesso escolar.

André Sandu estuda na Dom Pedro V, do Agrupamento de Escolas Miguel Torga, no Monte Abraão, que também tem protocolo com a EMMA. Também estava na lista para bolsa, mas teve a sorte de nascer numa família que pode pagar as mensalidades e agora está a aprender piano.

“Os pais questionam-se porque é que em determinadas escolas o ensino articulado é gratuito e noutras não. Eu percebo a dúvida, mas a verdade é que o preço que pedimos nem cobre as despesas”, conta o diretor da Academia de Leiria, num discurso semelhante ao seu colega de Monte Abraão.

Assis desafia PS a apresentar moção censura se Governo não avançar com moção de confiança

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O eurodeputado socialista Francisco Assis desafiou este domingo o PS a apresentar uma moção de censura caso o Governo não avance com uma moção de confiança, defendendo que “qualquer meio-termo significará a opção pelo pântano fétido”.

Numa publicação na rede social Facebook, Francisco Assis avisa que o “Governo quer transformar a moção de censura do PCP numa moção de confiança”.

“Perante isto, exige-se um esclarecimento: ou o Governo é sério e apresenta uma moção de confiança ou, caso contrário, o PS deve apresentar uma moção de censura”, defende o também membro da Comissão Política Nacional do PS.

Para Francisco Assis, “qualquer meio-termo significará a opção pelo pântano fétido e pela crise política permanente”.

“A estabilidade seria uma falsa estabilidade obtida à custa da dignidade das instituições”, sustenta.

No sábado à noite, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu avançar com uma moção de confiança ao Governo se os partidos da oposição não esclarecessem se consideram que o executivo “dispõe de condições para continuar a executar” o seu programa, após ter sido noticiado que a Spinumviva, empresa detida pela sua mulher e filhos, recebe uma avença mensal de 4.500 euros do grupo Solverde.

Pouco depois, o PCP anunciou que vai apresentar uma moção de censura ao Governo, defendendo que “não está em condições de responder aos problemas” de Portugal e “não merece confiança”, mas sim censura.

O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, disse que não iria viabilizar a moção de censura do PCP, considerando que os comunistas tinham “mordido o isco lançado pelo Governo”, mas afirmou que, se o Governo apresentar uma moção de confiança, o PS a chumbaria, frisando que não tem confiança no executivo de Luís Montenegro.

“O PS não quer instabilidade, o PS quer esclarecimentos que são devidos a todos os portugueses”, disse.

Depois destas declarações, o ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, disse que, caso a moção de censura anunciada pelo PCP seja rejeitada no parlamento, “não há uma justificação” para o Governo apresentar uma moção de confiança.

Em entrevista à RTP3, Joaquim Miranda Sarmento afirmou que a rejeição de “duas moções de censura” significa que o “parlamento entende que o Governo pode continuar a governar e, nesse sentido, não há uma justificação para uma moção de confiança”.

“O PCP acabou de anunciar que apresentará uma moção de censura. Aparentemente, será rejeitada porque o secretário-geral do PS acabou de dizer que votará contra, portanto o parlamento volta, 15 dias depois, a reafirmar que o Governo tem as condições necessárias para governar”, sustentou o ministro.

Miguel Oliveira em 14.º lugar no 100.º GP da carreira em MotoGP

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Imagem ilustrativa

O piloto português Miguel Oliveira (Yamaha) terminou hoje na 14.ª posição a prova de abertura do Mundial de MotoGP, o Grande Prémio da Tailândia, a 100.ª prova em que participa na categoria rainha, ganha pelo espanhol Marc Márquez (Ducati).

Oliveira, que arrancou da 17.ª posição da grelha, cortou a meta a 26,097 segundos do vencedor, com o espanhol Alex Márquez (Ducati) em segundo, a 1,732 segundos do irmão, e o italiano Francesco Bagnaia (Ducati) em terceiro, a 2,398 segundos.

Com estes resultados, Marc Márquez tornou-se no primeiro piloto a vencer na estreia pela equipa oficial da Ducati desde Casey Stoner em 2007 e lidera o campeonato, com 37 pontos, mais 35 do que Miguel Oliveira.

PSP faz 548 detenções na operação de Carnaval

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A Polícia de Segurança Pública (PSP) efetuou 548 detenções, nos últimos seis dias, a maioria por infrações rodoviárias, no âmbito da “Operação Polícia Sempre Presente – Carnaval em Segurança 2025”, ainda a decorrer.

A PSP efetuou 193 detenções por crimes rodoviários, nomeadamente 86 por condução de veículo em estado de embriaguez e 107 por falta de habilitação legal para conduzir, segundo dados divulgados.

Foram também apreendidas 41 armas de fogo e 26 armas brancas, “quer como medida cautelar, quer no seguimento das 13 detenções efetuadas por posse de armas proibidas”, e de 16.816 artigos de pirotecnia com cerca de 33,8 quilogramas de “teor líquido explosivo”.

Relativamente à prevenção rodoviária, foram fiscalizados 13.481 condutores e controladas 49.191 viaturas por radar, tendo sido detetadas 4.513 infrações.

Das contraordenações rodoviárias detetadas, a PSP refere 569 por condução em excesso de velocidade, 438 por falta de inspeção periódica obrigatória, 153 por falta de seguro obrigatório, 98 por uso do telemóvel na condução, 57 por condução sob influência do álcool, 46 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e 20 por falta ou incorreta utilização dos sistemas de retenção.

Quanto à sinistralidade rodoviária, nos últimos seis dias, na área de responsabilidade da PSP, foram registados 942 acidentes, dos quais resultaram 282 feridos – 13 feridos graves e 269 ligeiros – e três mortos.

A PSP deteve ainda 33 pessoas por furtos e roubos e 62 suspeitos por tráfico de estupefacientes, tendo sido apreendidas mais de 20.680 doses individuais.

A operação da PSP no período de Carnaval incide em três vetores – prevenção, sensibilização e fiscalização –, e apela “aos condutores para que conduzam em segurança, adaptando a sua condução às condições meteorológicas e ao estado do piso”.

Politécnico de Leiria lidera projeto que põe ‘drones’ a proteger espaço marítimo

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O Politécnico de Leiria lidera um projeto para colocar ‘drones’ a vigiar, monitorizar e proteger o espaço marítimo nacional, anunciou o instituto.

Numa nota de imprensa, o Politécnico de Leiria explicou que foi aprovado o projeto ‘Digital Twins Heterogeneous Unmanned Vehicles Ocean Preservation System’ (DUVOPS), que tem como “objetivo revolucionar a preservação dos oceanos e a segurança marítima, tirando partido do poder dos veículos não tripulados e das mais recentes tecnologias digitais, para vigiar, monitorizar e proteger o território marítimo nacional”.

O projeto “visa desenvolver um protótipo funcional, combinando inteligência artificial, gémeos digitais e frotas autónomas, para uma monitorização e intervenção mais eficiente e estratégica no oceano”, divulgou.

A iniciativa é liderada pelo professor da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Politécnico de Leiria António Pereira, também investigador do Centro de Investigação em Informática e Comunicações.

Citado da nota, António Pereira afirmou que o DUVOPS, “além de contribuir para a conservação dos oceanos”, representa “um avanço significativo no conhecimento tecnológico e científico em sistemas autónomos e inteligência artificial”.

“Este projeto visa reforçar a posição de Portugal como referência na inovação tecnológica aplicada à defesa e segurança marítima, dotando o país de capacidades avançadas para a vigilância e proteção do seu vasto território marítimo”, esclareceu António Pereira.

A Zona Livre Tecnológica Infante D. Henrique, em Tróia, foi escolhida como ambiente de ensaio.

Avaliado com a nota máxima pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, o DUVOPS vai ter um financiamento de cerca de 250 mil euros e decorre até dezembro de 2027.

Segundo o Politécnico, o projeto dá continuidade ao trabalho do ‘Digital twin Boids fire prevention System’, igualmente financiado por aquela fundação em 2021 e em curso, que quer “prever e prevenir incêndios, bem como apoiar o combate ao fogo durante e após a sua ocorrência, através do desenvolvimento de algoritmos de controlo e de gestão de frotas de ‘drones’, e de extração de informação”.

O projeto hoje divulgado é desenvolvido em colaboração com o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, e o Centro de Investigação da Marinha Portuguesa.

“Conta ainda com a cooperação de entidades estratégicas da defesa e segurança marítima, como o Instituto Hidrográfico Português, o Centro de Experimentação Operacional Marítima (CEOM) e a Autoridade Marítima Portuguesa”, referiu a nota.

No sítio na Internet do CEOM lê-se que a Zona Livre Tecnológica é uma área dedicada à experimentação e ao teste operacional de sistemas tripulados e não tripulados nos ambientes de subsuperfície, superfície e aéreo, e de outras tecnologias, para as áreas da segurança e defesa.

À Lusa, António Pereira salientou que a solução a desenvolver pode depois ser aplicada em qualquer oceano no globo e, referindo-se aos gémeos digitais, que designou de “representação virtual do que é real”, exemplificou com uma situação de derrame de petróleo num determinado local do oceano.

“Podemos prever, com os algoritmos de inteligência artificial que estamos a desenvolver, qual a evolução do derrame e destacar os meios para o local certo”, observou o investigador.

No caso das frotas autónomas, António Pereira notou que “através de satélite vê-se quase tudo, mas não com precisão”.

“O projeto vai ter ‘drones’, além de barcos, submarinos e veículos terrestres na área da costa, todos não tripulados, a trabalhar em conjunto na vigilância de uma determinada zona, para dar uma visão global e em tempo real”, disse.

António Pereira destacou que a mais-valia é o desenvolvimento de “uma solução global, com inteligência artificial, realidade virtual e realidade aumentada, e veículos não tripulados que podem trabalhar em conjunto na vigilância dos oceanos, em ações de defesa do território ou outras”.

Detidas nove pessoas suspeitas de traficar droga em Lisboa

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

Uma investigação da Polícia Judiciária (PJ) “ao longo dos últimos meses” culminou com a detenção, na sexta-feira, de nove pessoas suspeitas de traficar droga em Alcântara, Lisboa, sendo que sete dos detidos ficaram em prisão preventiva, foi anunciado.

Em comunicado, a PJ refere que a detenção daqueles suspeitos, sete homens e duas mulheres, ocorreu na freguesia de Campo de Ourique.

Segundo o texto, foi dado cumprimento a “três mandados de buscas domiciliárias que resultaram na detenção em flagrante delito de nove suspeitos que potenciavam a venda de estupefaciente junto do consumidor final”.

Naquelas buscas foram apreendias 67 doses de cannabis, 248 doses de cocaína, 250 doses de heroína, 2.570 doses de haxixe e 5.500 euros em dinheiro.

A PJ adianta ainda que, após primeiro interrogatório judicial, foram promovidas a prisão preventiva para sete dos detidos e apresentações periódicas aos restantes como medidas de coação.

Acidente em S. Tirso entre motociclo e ligeiro de passageiros faz um morto

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Um acidente na manhã de hoje entre um motociclo e um ligeiro de passageiros na Estrada Nacional 204, na localidade de Areias, em Santo Tirso, provocou um morto e um ferido ligeiro, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

Segundo o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto o alerta foi dado às 11:20 e a estrada encontra-se cortada.

A mesma fonte referiu que a vítima mortal é o condutor do motociclo e que o óbito foi declarado no local.

Nas operações de socorro estiveram envolvidos os Bombeiros Voluntários Tirsenses, com quatro viaturas e oito elementos, a PSP e a VMER do Hospital de Guimarães, tendo sido também acionada uma equipa de psicólogos do INEM para prestar apoio psicológico aos familiares da vítima.

Papa diz sentir “bênção que esconde a fragilidade” e agradece a médicos e fiéis

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foto: Vatican Media

O Papa Francisco disse hoje sentir “no seu coração ‘a bênção’ que se esconde na fragilidade” e agradeceu aos médicos e aos fiéis que rezam por ele, no Angelus transmitido em texto, enquanto o líder da Igreja Católica permanece internado.

“Envio-vos estes pensamentos ainda do hospital, onde, como sabem, estou há vários dias, acompanhado por médicos e profissionais de saúde, a quem agradeço a atenção com que cuidam de mim”, referiu o Papa, dizendo sentir “no seu coração ‘a bênção’ que se esconde na fragilidade”.

O chefe de Estado do Vaticano agradeceu ainda aos fiéis que rezam pela sua saúde: “Gostaria de agradecer as orações que sobem ao Senhor [Deus, para os católicos] do coração de muitos fiéis em muitas partes do mundo”, refere o texto divulgado pelo gabinete de imprensa e citado pela EFE.

“Sinto todo o vosso carinho e a vossa proximidade e, neste momento particular, sinto-me como se fosse ‘carregado’ e apoiado por todo o Povo de Deus. Obrigado a todos!”, acrescentou o Papa, dando ainda “graças a Deus” pela “oportunidade de partilhar no corpo ou no espírito a condição de tantas pessoas doentes e sofredoras”.

A oração dominical do Angelus é, habitualmente, lida pelo Papa a partir da janela do Palácio Apostólico para os fiéis reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano, mas, nos últimos três domingos, devido à sua hospitalização, os seus discursos foram transmitidos apenas sob a forma de texto.

Como tem sido habitual nos seus discursos, o Papa fez um novo apelo para o fim dos conflitos armados que existem no mundo.

“Rezo por vós também. E rezo sobretudo pela paz. Daqui [do hospital], a guerra parece ainda mais absurda”, realçou, pedindo orações pela Ucrânia, Palestina, Israel, Líbano, Myanmar, Sudão e pela região congolesa de Kivu.

O Papa, de 88 anos, está internado desde 14 de fevereiro, devido a uma bronquite com infeção polimicrobiana, acompanhada de pneumonia bilateral.

Empresa familiar de Montenegro passará a ser “totalmente detida e gerida pelos filhos”

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foto: Arlindo Homem

O primeiro-ministro anunciou que a empresa familiar Spinumviva passará a ser “totalmente detida e gerida pelos filhos”, deixando a mulher de ser sócia gerente, e irá mudar de sede.

O anúncio de Luís Montenegro foi feito numa comunicação ao país, após uma reunião do Conselho de Ministros Extraordinário, na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento (Lisboa).

Ladeado de todos os ministros, o primeiro-ministro disse ainda que “sempre que houver qualquer conflito de interesses por razões pessoais e profissionais” relacionados com a sua empresa familiar não participará nos processos decisórios do Governo, tal como outros membros do executivo.

“Portugueses, nunca cedi a nenhum interesse particular face ao interesse público e geral e assim vai continuar a ser”, assegurou Luís Montenegro.

Numa intervenção de cerca de 20 minutos, o primeiro-ministro justificou a decisão de não extinguir a empresa por considerar não ter “o direito de privar” os filhos da sua atividade profissional devido às suas funções políticos.

“Sinceramente, creio que se o nosso sistema político não aceita nem controla a conciliação entre a vida familiar e a vida política, nós vamos de uma assentada ter políticos sem passado e ter políticos sem futuro profissional”, disse.

CDS-PP diz que eventual crise política será da “inteira responsabilidade” da oposição

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O CDS-PP considerou que se houver uma crise política “será da inteira responsabilidade da oposição”, desafiando esses partidos a clarificarem se querem eleições antecipadas num momento mundial preocupante.

Paulo Núncio, líder parlamentar do CDS-PP, um dos partidos que suporta o Governo de Luís Montenegro, defendeu esta noite que “o primeiro-ministro deu todas as explicações ao país” e que “não há nenhuma razão para uma crise política”, algo que os portugueses não querem que aconteça.

“A acontecer uma crise política, esta crise será da inteira responsabilidade da oposição”, considerou, apontando “um momento político muito favorável” em Portugal.

Reafirmando “o total apoio ao Governo”, Núnciou considerou que “é tempo de as oposições clarificarem se desejam uma crise política e eleições antecipadas”, numa altura “em que o mundo vive momentos difíceis, preocupantes e potenciadores de instabilidade”.

“Compete então ao PS e à IL dizerem se se colocarão do lado do PCP e previsivelmente do Chega, trazendo a Portugal uma instabilidade totalmente irresponsável”, desafiou, considerando que é da sua decisão que vai depender o futuro da legislatura.

O primeiro-ministro admitiu hoje avançar com uma moção de confiança ao Governo se os partidos da oposição não esclarecerem se consideram que o executivo “dispõe de condições para continuar a executar” seu o programa.

“Em termos políticos e governativos, insto daqui os partidos políticos, representados na Assembleia da República, a declarar sem tibiezas se consideram, depois de tudo o que já foi dito e conhecido, que o Governo dispõe de condições para continuar a executar o programa do Governo, como resultou há uma semana da votação da moção de censura”, declarou Luís Montenegro, na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento.

O primeiro-ministro afirmou que, “sem essa resposta, a clarificação política exigirá a confirmação dessas condições no parlamento, o que, por iniciativa do Governo, só pode acontecer com a apresentação de uma moção de confiança”.

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