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Quarta-feira, Julho 8, 2026
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Operação Pretoriano: Madureira mobilizou Super Dragões para apoiar Pinto da Costa

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O antigo líder dos Super Dragões Fernando Madureira, um dos 12 arguidos que começaram a ser julgados na Operação Pretoriano, disse hoje ter “mobilizado” a claque para apoiar Pinto da Costa na assembleia geral, mas não mandatou agressões.

“Eu mobilizei os Super Dragões e pessoas conhecidas para irem à AG [de novembro de 2023] para apoiarem Pinto da Costa. Saiu de mim”, referiu Fernando Madureira.

Os 12 arguidos da Operação Pretoriano, entre os quais o antigo líder dos Super Dragões Fernando Madureira e a mulher, Sandra Madureira, começaram hoje a responder por 19 crimes no Tribunal de São João Novo, no Porto, perante forte aparato policial nas imediações e com um atraso de cerca de 45 minutos.

Em causa estão 19 crimes de coação e ameaça agravada, sete de ofensa à integridade física no âmbito de espetáculo desportivo, um de instigação pública a um crime, outro de arremesso de objetos ou produtos líquidos e ainda três de atentado à liberdade de informação, em torno de uma assembleia-geral do FC Porto, em novembro de 2023.

Perante críticas da defesa, que chegou a falar em “terrorismo jurídico”, e com decisão de manter as sessões abertas ao público, em julgamento com fortes medidas de segurança, Madureira foi um dos oito arguidos que afirmou querer prestar declarações.

Tendo dito que mobilizou as pessoas para demonstrarem apoio a Pinto da Costa, que entretanto morreu, por considerar aquela assembleia-geral “umas primárias” de aprovação ao líder, o antigo chefe da claque disse nunca ter visto qualquer das agressões, que agiu para “apagar fogos” no evento, e em torno do evento, e que não ordenou que adeptos mudassem de bancada.

Considerando “completamente falso” que tenha insultado adeptos afetos ao então putativo candidato André Villas-Boas, bem como estado envolvido na organização da reunião magna, a sua segurança, admissão e credenciação, reiterou que ninguém de um grupo da claque, na rede social Facebook, viria a “provocar desacatos ou bater em alguém”.

Questionado sobre se “o que se passou na assembleia não teve na a ver com os Super Dragões”, foi taxativo. “Completamente verdade”, atirou.

Em prisão preventiva desde janeiro de 2024, Madureira atribuiu, de resto, os desacatos e problemas subsequentes a uma “campanha” orquestrada pelo movimento associado ao atual presidente.

A defesa de Pinto da Costa, reforçou, era o que o movia, sendo-lhe “indiferente” de que forma votariam os sócios na alteração estatutária proposta.

Negou conhecer dois dos arguidos, estando ainda incompatibilizado com alguns dos outros à data dos factos, a começar por Vítor Catão, e qualquer associação da claque aos acontecimentos.

“Foram atos isolados que nada tiveram a ver com os Super Dragões. Foi tudo criado por uma máquina de campanha [de Villas-Boas] para ganhar as eleições”.

A dado ponto, descreve, sentiu-se “extremamente nervoso e desagradado”.

“Fiquei irritado, transtornado, angustiado e triste, por ver sócios do FC Porto uns contra os outros. (…) Dizia-lhes: ‘é isto que querem para presidente? [André Villas-Boas] veio aqui, deu uma entrevista, foi para casa e nós aqui ao barulho”, notou.

O julgamento prossegue pela tarde, de novo com Madureira a prestar declarações, ficando desde já anunciado que será confrontado com mensagens que terá enviado em torno do evento.

Após a fase instrutória, o tribunal decidiu levar a julgamento os 12 arguidos nos exatos termos da acusação deduzida pelo Ministério Público (MP), alegando que a prova documental, testemunhal e pericial é forte.

A acusação assenta numa alegada tentativa de os Super Dragões “criarem um clima de intimidação e medo” numa Assembleia Geral do FC Porto, em novembro de 2023, para que fosse aprovada uma revisão estatutária “do interesse da direção” do clube, então liderada por Pinto da Costa, que morreu no dia 15 de fevereiro.

O histórico dirigente viria a ser derrotado em eleições, por André Villas-Boas, e os Super Dragões envolvidos noutra operação, ‘Bilhete Dourado’.

Entre a dúzia de arguidos, Fernando Madureira é o único em prisão preventiva, a medida de coação mais forte, enquanto os restantes foram sendo libertados em diferentes fases, incluindo Sandra Madureira, Fernando Saul, Vítor Catão ou Hugo Carneiro, igualmente com ligações à claque.

Depois do arranque de hoje, na terça-feira, pelas 09:30, será a vez dos legais representantes dos três assistentes do processo, FC Porto, SAD dos ‘dragões’ e Henrique Ramos, seguidos das primeiras testemunhas a serem ouvidas, prosseguindo o julgamento na quinta-feira.

O julgamento continua em 24 e 25 de março, estando também agendadas sessões para abril e maio.

Explosão por fuga de gás em aquecedor causa dois feridos em Sintra

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Duas pessoas ficaram hoje feridas, uma das quais com gravidade, numa explosão devido a uma fuga de gás num aquecedor numa moradia em Almargem do Bispo, no concelho de Sintra, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

De acordo com fonte do Comando sub-regional de Emergência e Proteção Civil de Lisboa, as duas vítimas que se encontravam na residência foram assistidas no local e depois conduzidas ao hospital Amadora-Sintra.

Uma das vítimas sofreu ferimentos graves e a outra ferimentos ligeiros.

Na base deste acidente está uma fuga de gás num aquecedor, que causou uma explosão quando foi ligada uma placa elétrica, afirmou, acrescentando que foram ainda registados danos na habitação.

O alerta para a ocorrência foi recebido às 10:18 e no local estiveram 14 operacionais e seis viaturas dos bombeiros de Belas e da GNR.

Marcelo deve garantir que Governo em gestão não ultrapassa poderes

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

A coordenadora do BE considerou ontem que o Presidente da República deve garantir que o Governo em gestão não ultrapassa os seus poderes e defendeu que o executivo não pode tomar decisões com “impacto estratégico” para o país.

“Não me parece que haja uma influência entre o Governo de gestão e a execução do PRR ao longo destes meses. No entanto, o Presidente da República tem o dever de garantir que o Governo em gestão não ultrapassa os seus poderes”, afirmou Mariana Mortágua, em declarações aos jornalistas antes de intervir num encontro anual organizado pelos Jovens do Bloco, em Lisboa.

A líder bloquista sustentou que o Governo, estando em gestão, “não pode tomar decisões que influenciem ou que tenham impacto estratégico no país”.

Mariana Mortágua foi questionada sobre as declarações do Presidente da República, no sábado à noite, em que afirmou que a crise política não deverá prejudicar a execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

“Já aconteceu com o Governo anterior, e a ideia foi poder atuar como se fosse um Governo de plenos poderes. Já aconteceu em 2024”, disse Marcelo Rebelo de Sousa em declarações à TVI durante uma visita à Bolsa de Turismo de Lisboa.

A coordenadora do BE responsabilizou o primeiro-ministro por o país ir novamente a eleições e afirmou que “a não explicação do caso que leva às eleições persegue” Luís Montenegro e “vai persegui-lo ao longo da campanha”, referindo-se à empresa familiar Spinumviva.

Mariana Mortágua indicou que o partido vai “fazer balanços” sobre a governação PSD/CDS-PP em jeito de “antecipação das eleições”, que vão arrancar “ao longo desta próxima semana” e antecipou que um dos temas que o BE quer abordar na campanha será a habitação.

“Nós vamos fazer esta campanha centrada em propostas para resolver alguns problemas que achamos que são essenciais e, portanto, queremos fazer esta campanha sobre tetos nas rendas. Queremos fazer esta campanha para baixar o preço da habitação e queremos falar sobre isso e é preciso fazer também um balanço das medidas do Governo na habitação”, indicou.

Na ocasião, Mariana Mortágua falou também sobre o Governo ter dado início ao processo de conversão de cinco hospitais em parcerias público-privadas, e opôs-se a esta medida.

“Parece-me que deve ser travado estar a avançar com este plano desta forma. É um erro, é uma irresponsabilidade”, salientou, dizendo que o balanço da atuação do Governo na área da saúde “é mau”.

A bloquista disse que o que aconteceu nos últimos meses “foi o mesmo desastre, [mas] em pior”, com “mais pessoas sem médico de família, mais pessoas sem acesso à saúde, urgências em pior estado, e o que o Governo procurou fazer foi espalhar as pessoas da sua confiança política pelos cargos mais importantes, que vão da feitura do plano de emergência até às administrações hospitalares”.

“E isto não é feito apenas porque o Governo quer ter pessoas da sua confiança nos lugares-chave da saúde, é porque há um plano para executar, e esse plano passa por vender bocados do SNS a grupos privados”, criticou.

No “Inconformação”, encontro promovido pelos Jovens do Bloco que decorreu numa escola lisboeta, Mariana Mortágua falou sobre a “oligarquia que comanda a vida digital”, recolhendo dados pessoais “para fazer publicidade, para manipular comportamentos”, e que o BE quer combater.

“Toda esta infraestrutura está centrada em quatro ou cinco pessoas com poder como nenhum outro grupo económico alguma vez teve na vida. Nós dependemos do Elon Musk e da Amazon e da Google para comandar as nossas vidas, e sabemos o prejuízo disso”, afirmou, defendendo propostas redistribuir riqueza e “taxar os milionários”.

Líder do Chega quer uma oportunidade para governar e promete pacote anticorrupção

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foto ilustrativa: Arlindo Homem

O presidente do Chega, André Ventura, pediu no domingo aos portugueses “uma oportunidade” para Governar e prometeu, se ganhar as próximas legislativas, apresentar no primeiro dia de mandato “o maior pacote anticorrupção da história” do país.

“Desconfiam do André Ventura, têm dúvidas, será que vai ser exigente demais, autoritário, mexer no país demasiado nas suas fundações. O que têm a perder? Pedimos uma oportunidade e depois nos julgarão como julgaram os outros durante 50 anos”, afirmou.

André Ventura, que discursava na abertura do 19.º Conselho Nacional do Chega, realizado num hotel de Beja, realçou que o partido quer uma oportunidade para “fazer uma limpeza” no país, lamentando que nunca a pôde fazer.

“Mas ainda não nos deram a oportunidade de tomar as decisões de transformação do país, na economia, na saúde, no combate à corrupção, na justiça e garantir que não vamos ter a bandalheira que temos tido no controle à imigração”, sublinhou.

Costa Norte da Madeira e Porto Santo sob aviso vermelho devido a agitação marítima

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou a costa norte da Madeira e a ilha do Porto Santo sob aviso vermelho devido à agitação marítima forte entre as 06:00 e as 15:00 de segunda-feira.

O aviso vermelho é o mais grave numa escala de quatro.

Segundo o IPMA, o aviso começa por ser amarelo a partir das 21:00 deste domingo devido a previsões de ondas na costa norte de noroeste entre os quatro e os cinco metros.

Depois o aviso é agravado para laranja a partir da meia-noite até às 06:00 de segunda-feira com vagas entre os sete e os 8,5 metros, podendo atingir os 14 metros de altura.

A partir dessa hora passa a vermelho com a previsão das ondas serem até os 16 metros de altura máxima, diminuindo depois às 00:00 de terça-feira para laranja

Quanto à situação do vento, o IPMA colocou a parte norte da ilha sob aviso laranja entre as 03:00 e as 15:00 de segunda-feira.

No caso da ilha do Porto Santo, está sob aviso amarelo entre as 21:00 de domingo e as 00:00 de segunda-feira, passando a laranja até as 06:00, sendo agravado para vermelho até às 15:00 devido à agitação com ondas na mesma ordem de grandeza da costa norte da Madeira.

Devido a estas condições meteorológicas, a Porto Santo Line, concessionária do Lobo Marinho, o navio que assegura as ligações marítimas entre as ilhas da Madeira e Porto Santo, as viagens programadas para segunda-feira, nomeadamente a saída do Funchal às 08:00 e o regresso às 18:00 foram canceladas.

Na sua página oficial, a concessionária justifica o cancelamento com “a intensidade de vento” e a necessidade de garantir “a segurança dos passageiros e do navio”.

Também o Serviço Regional e Proteção Civil da Madeira lançou um aviso à população e alertou para a necessidade da adoção de medidas preventivas devido às previsões de agitação marítima, vento forte e precipitação devido à passagem da tempestade Lawrence.

De acordo com esta autoridade, é expectável acontecerem quedas de ramos ou árvores, afetação das infraestruturas associadas às redes de comunicações e energia, além do arrastamento de objetos soltos para as vias rodoviárias, o desprendimento de infraestruturas moveis, devido ao vento forte, podem provocar acidentes em veículos ou pessoas em circulação.

Também podem acontecer galgamentos junto da orla costeira, formação de lençóis de água nos pavimentos, ocorrência de inundações, dificuldade de drenagem em sistemas urbanos e acidente na costa.

A Proteção Civil da Madeira recomenda a tomada de ação para garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas, assegurar a adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas.

Ainda aconselha “especial cuidado” na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte, reforço de cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais e evitar as viagens para zonas afetadas ou movimentos desnecessários.

Não circular por zonas com prédios degradados, devido ao risco de derrocadas e especial cuidado nas zonas montanhosas, vertentes expostas e zonas costeiras constam também da lista das sugestões.

Vaticano divulga primeira fotografia do Papa após internamento no hospital

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O Vaticano divulgou este domingo a primeira fotografia do Papa em mais de um mês, onde se vê Francisco na missa na capela do hospital, em Roma, onde está internado desde 14 de fevereiro.

A fotografia é tirada por trás e mostra o Papa Francisco usando uma estola roxa, sentado numa cadeira de rodas em frente a um altar.

À porta do hospital Gemelli dezenas de crianças com balões amarelos e brancos – muitas delas oriundas de países devastados pela guerra – reuniram-se para saudar o Papa Francisco no seu quinto domingo de internamento com pneumonia dupla.

Embora o Papa não tenha aparecido nas janelas do 10.º andar, agradeceu-lhes e reconheceu a sua presença na tradicional bênção dominical.

“Sei que muitas crianças rezam por mim; algumas delas vieram hoje aqui, a Gemelli, em sinal de proximidade”, disse o pontífice no texto do Angelus preparado para a oração tradicional, mas que não foi lida ao vivo. “Obrigado, queridos filhos! O Papa ama-vos e está sempre à espera de vos encontrar”, disse Francisco.

O reverendo Enzo Fortunato, presidente do Comité Pontifício para o Dia Mundial da Criança, que organizou o evento, disse que a reunião das crianças com os seus pais foi uma forma de medicina espiritual para o pontífice de 88 anos. Chamou-lhe “a mais bela carícia”.

As crianças representam “um remédio simbólico para o Papa Francisco”, disse Fortunato. E “fazer com que ele saiba que tantas crianças estão aqui por ele alegra-lhe o coração”.

Um pequeno grupo de crianças, cujos balões representavam as cores da bandeira do Vaticano, entrou brevemente no hospital para deixar os seus desenhos, mensagens e flores a Francisco. Muitas destas provinham de bairros italianos mais pobres ou de países afetados pela guerra.

Algumas chegaram a Itália vindas do Afeganistão e da Síria, através de corredores humanitários criados pela instituição de caridade Sant’Egidio, em concertação com o Governo italiano; outras provinham da Ucrânia, de Gaza, da América do Sul e de África.

Andrea Iacomini, porta-voz da UNICEF em Itália, disse que, além de demonstrar afeto pelo Papa, o grupo também queria dizer “basta” aos conflitos que afetam 500 milhões de crianças em 59 países.

“Este Papa não é apenas um líder religioso, é um grande líder global. Um homem de paz. Este Papa é o Papa das crianças”, frisou Iacomini.

Na mais recente atualização médica, no sábado, os médicos disseram que estavam a trabalhar para reduzir a dependência noturna do Papa da máscara de ventilação não invasiva, o que permitirá que os seus pulmões trabalhem mais.

Os médicos sublinharam que, embora a condição do Papa seja estável, ele ainda precisa de hospitalização para tratamento, juntamente com terapia física e respiratória, que estão “mostrando novas melhorias graduais”, disse o Vaticano no sábado, na primeira atualização médica em três dias.

A próxima atualização não será emitida até meados da semana, disse o Vaticano.

Esta semana, os médicos afirmaram que o pontífice já não se encontrava em estado crítico e com risco de vida, mas continuaram a sublinhar que o seu estado era complexo devido à sua idade, à falta de mobilidade e à perda de parte de um pulmão quando era jovem.

Ainda assim, estão a emitir menos boletins médicos, uma vez que o pontífice tem estado numa trajetória ascendente. Esta semana, uma radiografia confirmou que a infeção estava a desaparecer.

Francisco não tem sido visto publicamente desde que deu entrada no hospital a 14 de fevereiro, após uma crise de bronquite que lhe dificultou a fala. Os médicos fizeram logo o diagnóstico de pneumonia dupla e uma infeção polimicrobiana (bacteriana, viral e fúngica).

As primeiras três semanas de hospitalização foram marcadas por contratempos, incluindo crises respiratórias, uma ligeira insuficiência renal e um ataque de tosse grave.

Ucrânia: Trump e Putin deverão reunir-se esta semana para discutir guerra

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O enviado norte-americano à Rússia disse este domingo que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, irá reunir-se “esta semana” com Vladimir Putin para discutir a situação da Ucrânia, noticia a agência AFP.

“Ainda há muito para discutir, mas penso que os dois presidentes vão ter uma discussão muito boa e positiva esta semana”, afirmou Steve Witkoff, em declarações à CNN, acrescentando que Moscovo, Kiev e Washington “querem que tudo isto acabe”.

Na sexta-feira, o Kremlin disse que Vladimir Putin tinha entregado uma mensagem a Donald Trump sobre a proposta do enviado norte-americano para um cessar-fogo na Ucrânia.

“Quando o senhor Witkoff fornecer todas as informações ao Presidente Trump, determinaremos o momento para uma conversa” entre os dois presidentes, afirmou na ocasião o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

A Ucrânia concordou com uma trégua incondicional de 30 dias se a Rússia parasse com os ataques no leste do país.

Contudo, Vladimir Putin não concordou com qualquer trégua e decidiu estabelecer condições maximalistas, como a Ucrânia ceder cinco regiões anexadas pela Rússia, abandonar as ambições de Kiev de se juntar à NATO e desmantelar o governo ucraniano em vigor.

Por sua vez, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, descreveu a conversa telefónica que teve com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, como “promissora”.

“É difícil negociar um fim duradouro para uma guerra enquanto os beligerantes disparam uns sobre os outros e é, por isso, que o presidente [Trump] quer um cessar-fogo”, continuou o secretário de Estado norte-americano.

Steve Witkoff, enviado especial de Donald Trump, chegou a Moscovo na quinta-feira para apresentar aos russos o plano dos Estados Unidos para uma trégua de 30 dias no conflito na Ucrânia, ao fim de mais de três anos de guerra causada pela invasão russa.

Real Madrid recusa voltar a competir sem 72 horas de descanso entre dois jogos

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O Real Madrid recusa voltar a competir se não for respeitado o período mínimo de 72 horas de descanso entre dois encontros, tal como apela a FIFA, comunicou no sábado o campeão mundial, europeu e espanhol de futebol.

“O Real Madrid não voltará a jogar sem ter 72 horas de descanso. Para o fazer, pedirá a proteção da FIFA”, garantiram os ‘merengues’, através da sua estação televisiva, horas antes da reviravolta vitoriosa na visita ao Villarreal (2-1), da 28.ª jornada do campeonato.

O Real Madrid disputou o 48.º desafio da temporada, e último antes da paragem para as seleções nacionais, apenas 69 horas e meia depois do início da visita de quarta-feira ao rival Atlético de Madrid, para a segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões.

A eliminatória chegou empatada ao final do prolongamento desse embate (2-2), após os ‘colchoneros’ terem reagido em casa (1-0) à derrota averbada fora na semana anterior (2-1), mas os ‘merengues’ triunfaram através do desempate por grandes penalidades (4-2).

“É a última vez que jogámos com menos de 72 horas de descanso, nunca mais faremos isso. Pedimos duas vezes à Liga para mudar o horário da partida, mas nada aconteceu”, disse o treinador do Real Madrid, o italiano Carlo Ancelotti, no final do jogo em Villarreal.

Na véspera, o técnico já tinha defendido que os organizadores de competições priorizam as receitas em vez de se preocuparem com a saúde e o risco de lesão dos futebolistas.

O Real Madrid ascendeu provisoriamente à liderança da Liga espanhola, com 60 pontos, contra 57 do FC Barcelona (menos dois desafios), segundo classificado, e 56 do Atlético de Madrid (menos um), terceiro, antes de os ‘blaugrana’ visitarem hoje os ‘colchoneros’.

Em 2023, a FIFA acautelou um período mínimo de 72 horas de descanso entre partidas, num conjunto de recomendações para proteger o estado físico dos jogadores, sem que essa norma esteja incluída nos regulamentos das competições profissionais espanholas.

Sporting vence Famalicão e coloca mais pressão no Benfica

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O Sporting venceu este sábado na receção ao Famalicão 3-1, em jogo da 26.ª jornada da I Liga de futebol, aumentando a pressão sobre o Benfica, que está agora a seis pontos dos ‘leões’.

Fresneda, logo aos dois minutos, Gyökeres, aos 49, de grande penalidade, e Geny Catamo, aos 88, foram os autores dos golos que ditaram o triunfo ‘leonino’, aumentando a série sem perder para o campeonato para 13 jogos e somando o terceiro triunfo consecutivo, tendo Aranda, aos 35, de grande penalidade, ainda chegado a igualar a contenda a 1-1, mas foi insuficiente para os famalicenses conseguirem trazer pontos de Alvalade, voltando assim às derrotas, após o triunfo na última ronda com o Rio Ave.

Com este triunfo, o campeão nacional conserva a liderança, agora com 62 pontos, mais seis do que o Benfica, segundo e que conta menos dois encontros, enquanto o Famalicão é nono, com 34.

Nove dias e 48 concertos assinalam um quarto de século do Festival Músicas do Mundo

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Nove dias e 48 concertos assinalam o quarto de século do Festival Músicas do Mundo (FMM), que regressa em julho à costa alentejana e cuja programação foi divulgada, em Lisboa.

Como habitualmente primeiro em Porto Covo e depois em Sines, os sons e ritmos de 35 países vão fazer-se ouvir entre 18 e 26 de julho.

Julieta Venegas (México), Max Romeo (Jamaica), Orchestra Baobab (Senegal), Rokia Traoré (Mali), The Mistery of the Bulgarian Voices (Bulgária), Youssou N’Dour (Senegal) e 47Soul (Palestina) são os nomes destacados pela organização, na nota de imprensa, que assinala também a estreia de músicos de Bolívia, Gabão, Guatemala, Jordânia, Indonésia (Java) e Somalilândia.

O espaço de língua oficial portuguesa volta a ter uma presença relevante, com Bia Ferreira, Gabriela Leite, Luca Argel e Nação Zumbi (Brasil), Bonga (Angola), Fidjus Codé di Dona e Fábio Ramos (Cabo Verde), Roberto Chitsonzo (Moçambique) e Umafricana (Guiné-Bissau).

Portugal estará representado por Ana Lua Caiano, Bateu Matou, Capicua, Lena d’Água e Miss Universo.

Seguindo o lema “Música com espírito de aventura”, o FMM é organizado pela Câmara Municipal de Sines.

No anúncio oficial da programação da 25.ª edição do FMM, realizada hoje em Lisboa, Nuno Mascarenhas, presidente da autarquia, expressou “orgulho” num festival que tem sido premiado internacionalmente, destacando o reconhecimento do público.

Esta edição é “um marco importante” para “um festival maduro, com uma identidade muito própria”, assinalou, recordando que será o último em que participará enquanto autarca (eleito pelo PS) em final de mandato.

“Esta 25.ª edição tem um significado especial”, disse, apelando à conquista de novos públicos para “os valores” do FMM.

O atual contexto internacional, com “uma guerra às portas da Europa”, torna ainda mais premente “a união entre os povos” preconizada pelo FMM, “uma voz contra a intolerância”, frisou.

Nos primeiros três dias, o festival continuará em Porto Covo, onde todos os concertos são de entrada livre, contribuindo para a economia local, justificou Nuno Mascarenhas, lembrando que o FMM não conta com apoios estatais.

O autarca anunciou ainda uma “zona reformulada de campismo” e melhorias na sustentabilidade do festival.

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