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Quarta-feira, Julho 8, 2026
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Apreendidos 4,2 milhões de euros e 369 veículos no combate ao tráfico de droga em 2024

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As autoridades portuguesas apreenderam no ano passado mais de 4,2 milhões de euros em dinheiro e 369 veículos, incluindo sete embarcações, associados ao tráfico de droga, segundo o relatório sobre o fenómeno hoje divulgado.

De acordo com o Relatório Anual de 2024 de Combate ao Tráfico de Estupefacientes em Portugal, apresentado hoje na sede da Polícia Judiciária (PJ), em Lisboa, no ano passado foram apreendidos 4.166.109,24 euros em moeda comunitária e mais 57.044,590 euros em divisas estrangeiras.

No total, foram apreendidos 4.223.153,74 euros, menos 306.964,48 euros do que em 2023.

O documento, que reúne dados da PJ, da GNR, da PSP, da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), da Polícia Marítima (PM) e da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), mostra ainda que em 2024 foram apreendidos no âmbito do combate ao tráfico de droga 369 veículos: 322 automóveis, duas carrinhas, quatro camiões,34 motas e ciclomotores e sete embarcações.

“Em 2024, comparativamente a 2023, foram apreendidas mais 44,8% de viaturas (no geral), situação oposta à ocorrida desde 2021, em que o número de viaturas apreendidas vinha a decrescer”, lê-se no documento.

No ano passado, foram ainda apreendidas 179 armas, 772 balanças, seis iPads e dois telefones satélite.

“Uma das mais importantes vertentes do combate ao tráfico de estupefacientes consiste na apreensão de bens e valores que resultam ou são utilizados na prática deste ilícito”, sublinham as autoridades.

Espanha inicia processo legislativo para limitar álcool na condução a 0,2 gramas

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O parlamento espanhol aprovou esta terça-feira numa primeira votação que ainda não é definitiva, a redução da quantidade máxima de álcool permitida no sangue dos condutores para 0,2 gramas por litro.

Segundo a proposta, esta taxa passará a ser aplicada a todos os condutores em Espanha, independentemente da profissão ou da antiguidade da carta de condução.

A lei em vigor permite uma taxa de 0,5 gramas de álcool por litro de sangue para a generalidade dos condutores, tal como acontece em Portugal.

Esta taxa máxima reduz-se, em Espanha, para 0,3 gramas no caso de algumas profissões (condutores de autocarros, de ambulâncias ou de alguns camiões, por exemplo).

A proposta de lei que hoje foi admitida pelo parlamento de Espanha, uma iniciativa do Partido Socialista Espanhol (PSOE, que está à frente do Governo do país), recebeu os votos a favor de 177 deputados dos 350 que tem o plenário.

Votaram contra 32 deputados do Vox (extrema-direita), enquanto 135 do Partido Popular (PP, direita) se abstiveram.

Esta foi a primeira votação e debate da proposta no parlamento, que agora inicia uma análise a nível de comissão parlamentar, onde podem ser introduzidas alterações, antes de a iniciativa regressar ao plenário para uma votação final. Não há, para já, uma previsão de calendário para este processo.

Além de mudar os limites da quantidade máxima de álcool permitida no sangue para conduzir, a proposta introduz a proibição de divulgação de informações sobre onde estão a decorrer controlos policiais a condutores.

Neste caso, a proposta refere em concreto “grupos organizados” que partilham estas informações nas redes sociais ou através de plataformas de mensagens, como WhatsApp ou Telegram.

No debate de hoje, o deputado socialista Manuel Arribas Maroto disse que este é um debate sobre “salvar vidas” e que todos os estudos, nacionais e internacionais, concluem que “álcool e condução não podem andar juntos”.

“Não se trata de beber pouco, trata-se de não beber nada ao volante”, afirmou o deputado, que sublinhou que “só zero [álcool] tem zero consequências”.

No preâmbulo da proposta do PSOE, lê-se que o álcool ou as drogas “são das principais causas de acidentes rodoviários em todo o mundo” e que em países como a Suécia e a Noruega, “líderes mundiais em segurança rodoviária”, a taxa é já de 0,2 gramas por litro de sangue.

Esta é também a taxa recomendada por organizações internacionais, que entendem que “este limite equivale a tolerância zero”, sublinham os autores do texto.

“As investigações disponíveis demonstram que o consumo de álcool, ainda que em quantidades relativamente pequenas, aumenta a probabilidade de um acidente e também piora a gravidade de um acidente”, prossegue o texto, que cita estudos da Direção Geral de Tráfico espanhola (DGT) segundo os quais uma taxa de 0,5 gramas de álcool duplica o risco de acidente comparando com um consumo zero.

Os autores da proposta sublinham que o objetivo é, além de salvar vidas, transmitir “uma mensagem muito clara que rejeita a ideia generalizada de que um consumo moderado é aceitável e está permitido e que só os excessos são proibidos”.

Segundo dados do Instituto Nacional de Toxicologia e Ciências Forenses de Espanha, citados no mesmo texto, 33% dos condutores que morreram em acidentes rodoviários no país em 2023 tinham álcool no sangue.

No mesmo ano, foram condenadas em Espanha 50.071 pessoas por conduzirem com “altas taxas de álcool”, segundo o Ministério Público.

Governo Trump desclassifica documentos inéditos sobre assassinato de John F. Kennedy

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Os restantes registos do Governo norte-americano sobre o assassinato do presidente John F. Kennedy em 1963, que chocou os Estados Unidos e o mundo e deu origem a inúmeras teorias e especulações, foram divulgados na terça-feira pela administração Trump.

A medida segue-se a uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump em janeiro, determinando a divulgação dos restantes registos sobre os assassinatos de JFK, bem como do seu irmão Robert F. Kennedy e do líder dos direitos civis Martin Luther King.

A grande maioria da coleção do Arquivo Nacional dos EUA sobre John F. Kennedy, com mais de 6 milhões de páginas de registos, fotografias, filmes, gravações sonoras e artefactos relacionados com o assassinato, já tinha sido divulgada anteriormente.

Trump disse aos jornalistas na segunda-feira que a sua administração divulgaria 80.000 documentos, embora não seja claro quantos destes estão entre os milhões de páginas de registos que já foram tornados públicos.

“Temos uma quantidade tremenda de papel. Tem muita leitura”, destacou Trump, ao visitar o John F. Kennedy Center for the Performing Arts, em Washington.

Os investigadores estimam que cerca de 3.000 registos não foram divulgados, no todo ou em parte. E no mês passado, o FBI (polícia federal) disse ter descoberto cerca de 2.400 novos registos relacionados com o homicídio.

Muitos dos que estudaram o que foi divulgado até agora pelo governo dizem que o público não deve esperar nenhuma revelação assoladora dos documentos recentemente divulgados, mas ainda há um interesse intenso em detalhes relacionados com o assassinato e os acontecimentos que o rodeiam.

A ordem de janeiro de Trump instruiu o diretor nacional de inteligência e o procurador-geral a desenvolver um plano para divulgar os registos.

Kennedy foi morto em 22 de novembro de 1963, durante uma visita a Dallas. Enquanto a sua comitiva terminava a sua rota de desfile no centro da cidade, foram ouvidos tiros no edifício do Texas School Book Depository.

A polícia deteve Lee Harvey Oswald, de 24 anos, que estava numa posição de atirador no sexto andar. Dois dias depois, o dono da discoteca Jack Ruby disparou fatalmente sobre Oswald durante uma transferência da prisão.

Um ano após o assassinato, a Comissão Warren, criada pelo presidente Lyndon B. Johnson para investigar o incidente, concluiu que Oswald agiu sozinho e que não havia provas de conspiração. Mas isso não acabou com uma rede de teorias alternativas ao longo das décadas.

No início da década de 1990, o governo federal determinou que todos os documentos relacionados com o assassinato fossem armazenados numa única coleção na Administração Nacional de Arquivos e Registos. A coleção deveria ficar disponível até 2017, salvo eventuais isenções designadas pelo presidente.

Trump, que assumiu o seu primeiro mandato em 2017, disse que permitiria a divulgação de todos os registos restantes, mas acabou por reter alguns por causa do que chamou de potenciais danos à segurança nacional.

Embora os ficheiros continuassem a ser divulgados durante a administração do presidente Joe Biden, alguns permaneceram invisíveis.

Montenegro convicto que Portugal “vai tirar proveito e não estragar” boa situação do país

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O primeiro-ministro disse ontem estar convicto de que Portugal “vai tirar proveito e não estragar” os bons resultados do país, a nível político, económico e social, considerando que “mal seria” se desperdiçasse a situação em que se encontra.

“Portugal é um país que está, objetivamente, numa boa performance e num bom movimento, Portugal é um país que todos temos a responsabilidade de preservar nesta condição, de tirar – no bom sentido do termo – proveito da situação e de não estragar e eu sei que é isso que vai acontecer: vai acontecer no plano político, vai acontecer no plano económico e vai acontecer também, seguramente, no plano social”, afirmou Luís Montenegro, na assinatura do acordo de Compromisso de Cooperação com o Setor Social e Solidário para 2025-2026, que decorreu na residência oficial, em São Bento (Lisboa).

Montenegro considerou que o acordo esta terça-feira alcançado, que foi elogiado por todos os representantes do setor social que antes discursaram, “é um autêntico anteprojeto” de uma lei de financiamento do setor social com que o atual Governo já se tinha comprometido, antes da rejeição da moção de confiança que apresentou ao parlamento devido a dúvidas sobre a vida patrimonial e profissional do primeiro-ministro e que ditou a sua demissão e a convocação de eleições antecipadas.

“Estará prontinho para o próximo governo o poder finalizar, aprovar e colocar no ordenamento jurídico. E, portanto, não há ninguém que vá ter coragem de não aproveitar uma coisa que está ali tão pronta, ainda para mais se, como eu tenho em perspetiva, se tratarem de pessoas que têm muito a ver com a sua formação e com a sua elaboração”, declarou o primeiro-ministro demissionário, dizendo não poder acrescentar mais para não violar os seus deveres de neutralidade

A exatamente dois meses das eleições antecipadas de 18 de maio, o primeiro-ministro admitiu que “o povo português está hoje apreensivo” com a situação política que tem pela frente, sobretudo num contexto mundial de incerteza

“Mal seria que o país desperdiçasse a situação em que se encontra”, afirmou, dizendo que Portugal é hoje “um exemplo” no desempenho económico e orçamental ao nível da União Europeia.

Na cerimónia, sem perguntas da comunicação social, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, tinha apresentado, pouco antes, o acordo assinado como o “maior aumento de sempre nas comparticipações” do Estado para o setor social, no valor de 220 milhões só para 2025.

Montenegro classificou-o como “um esforço há muito reclamado, mas nunca concretizado” de definir os valores das respostas que o setor social presta como referência, para que haja “previsibilidade e justiça” na comparticipação do Estado.

O primeiro-ministro defendeu que o setor social não só “não deixa ninguém para trás e dá respostas que o Estado muitas vezes não consegue dar”, mas pode ser também um motor de crescimento, lembrando as centenas de milhar de pessoas que nele trabalham.

“Acabo este dia de trabalho a olhar e a concluir que bom que é liderar o Governo de um país que tem a responsabilidade do Estado e dos poderes públicos, mas pode contar com a sociedade para ser mais próspero, mais pujante, mais justo”, afirmou.

O primeiro-ministro admitiu ter dado atenção pessoal a este acordo, “cuja rutura esteve iminente”, e que considerou um esforço de todo o Governo – com a presença na sala também do ministro da Educação -, incluindo o “sempre omnipresente” Ministério das Finanças.

Antes, recebeu algumas palavras de apoio de representantes do setor social, como Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias: “Sabemos bem, dr. Montenegro que Vexa. sempre cumpre o que promete (…) Agradeço-lhe da forma mais portuguesa o seu interesse e empenho: um enorme bem-haja”, afirmou.

Já Lino Maia, da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), manifestou esperança de que se venha a concretizar a lei de financiamento do setor social.

“Pode ter a certeza que estamos consigo e tem aqui um bom amortecedor social. Em frente”, disse.

Ouro atinge novo recorde ao aproximar-se dos 3.025 dólares por onça

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O preço do ouro continuou esta terça-feira a subir e atingiu um novo máximo ao aproximar-se de 3.025 dólares por onça, mantendo a forte tendência de alta num contexto de incerteza gerada pela guerra comercial e as tensões geopolíticas.

Às 10:15 em Lisboa, o ouro atingiu um novo máximo de 3.024,51 dólares, de acordo com dados da Bloomberg.

Ao início da manhã de hoje, o ouro atingiu um novo máximo histórico (3.017,27 dólares), depois de ter superado na passada sexta-feira os 3.004,94 dólares, altura em que ultrapassou pela primeira vez na sua história a marca dos 3.000 dólares por onça.

O ouro está a desempenhar o papel de ativo de “porto seguro” em tempos de incerteza, num contexto de tensões geopolíticas crescentes, depois de uma trégua de dois meses em Gaza ter sido quebrada esta manhã por ataques israelitas contra alvos do Hamas.

O mercado aguarda também a reunião telefónica de hoje entre o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o homólogo russo, Vladimir Putin, com o objetivo de alcançar um cessar-fogo na Ucrânia.

Neste contexto, mantém-se também a incerteza em torno da guerra comercial iniciada pelos EUA e o receio de que a política tarifária provoque uma recessão naquele país.

Diego Franzin, diretor de estratégia de carteiras da Plenisfer Investments, parte da Generali Investments, citado pela Efe, acredita que o ouro desempenhará um papel “ainda mais importante” na proteção dos investimentos neste clima de incerteza e face a possíveis novas vagas de inflação, “ajudando a estabilizar as carteiras”.

O ouro tem tido uma trajetória ascendente constante, apesar da subida dos rendimentos das obrigações americanas e do fortalecimento do dólar, dois fatores que normalmente pesariam sobre o metal precioso.

Isto sugere, segundo o especialista, que as condições fundamentais do mercado do ouro sofreram uma mudança estrutural devido a vários fatores que, na sua opinião, são suscetíveis de persistir.

A este respeito, sublinha que o ouro se tornou cada vez mais importante nas carteiras dos investidores, e não espera que esta tendência se inverta durante o ano, antes pelo contrário.

“Como ativo de refúgio por excelência, o ouro continuará a ser apoiado pela incerteza que rodeia os acontecimentos geopolíticos, as tensões comerciais e os desequilíbrios fiscais – especialmente nos Estados Unidos -, bem como pela procura dos bancos centrais”, conclui.

Ucrânia: Zelensky diz que Putin “rejeitou efetivamente cessar-fogo” e continua ataques

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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta terça-feira que o homólogo russo Vladimir Putin “rejeitou efetivamente a proposta de cessar-fogo” apresentada pelos Estados Unidos e que prosseguiu esta noite os ataques contra a Ucrânia.

Zelensky relatou nas redes sociais que perto de 40 ‘drones’ de ataque russos Shahed cruzavam os céus ucranianos esta noite, em várias regiões do país, e que a defesa aérea estava ativa, poucas horas depois de Moscovo ter anunciado, na sequência de uma conversa telefónica entre Putin e o homólogo norte-americano Donald Trump, uma trégua de 30 dias nos ataques às infraestruturas e alvos energéticos ucranianos, aquém do cessar-fogo pretendido pretendido por Washington e aceite sem condições preliminares por Kiev.

“Infelizmente, também há impactos nas infraestruturas civis. Ataque direto de um Shahed contra um hospital em Sumy, ataques em cidades na região de Donetsk, ‘drones’ agora mesmo nos céus das regiões de Kiev, Jitomir, Sumy, Chernihiv, Poltava, Kharkiv, Kirovohrad, Dnipropetrovsk e Cherkasy”, afirmou o Presidente ucraniano.

“São estes ataques noturnos da Rússia que destroem o nosso sistema energético, as nossas infraestruturas e a vida normal dos ucranianos. E o fato de esta noite não ter sido exceção mostra que devemos continuar a pressionar a Rússia pela paz”, adiantou.

Hoje, prosseguiu Putin “rejeitou efetivamente a proposta de cessar-fogo total” e “seria correto o mundo responder rejeitando qualquer tentativa de Putin de prolongar a guerra”.

Presidenciais: Marques Mendes quer “senadores” para punir deputados infratores

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foto: Arlindo Homem

O candidato presidencial Marques Mendes defendeu, em Braga, que a Assembleia da República tem de ter instrumentos, designadamente “uma espécie de senadores”, para aplicar sanções a deputados.

Falando durante um encontro nacional da imprensa local e regional, Marques Mendes sublinhou que aquela é uma medida necessária para reforçar a ética na vida política.

“A Assembleia da República tem de ter instrumentos para aplicar sanções a deputados, quando isso se justifique”, referiu.

Sublinhou que as sanções não podem ser aplicadas por outros deputados, porque isso seria ser juiz em causa própria, pelo que sugeriu a criação de uma “espécie de senadores”.

“Se for Presidente da República, não vou ficar calado”, acrescentou.

Como exemplo, questionou se será correto que um deputado que “rouba malas” possa continuar tranquilamente sentado na Assembleia da República, sem que nada lhe aconteça.

Paralelamente, Marques Mendes defendeu que os partidos, da mesma forma que têm comissões disciplinares e financeiras, devem também ter “comissões de ética, com senadores à frente”.

Advogou ainda que é preciso mudar o método de escolha dos deputados.

“Atualmente, votamos em partidos sem fazermos ideia dos deputados que estão no caldeirão”, criticou.

Durante a sua intervenção, Marques Mendes mostrou indignação pela crise política que levou a eleições legislativas antecipadas e vaticinou que se seguirão “outras crises semelhantes”.

Por isso, disse que um Presidente da República tem de saber como é que as crises podem ser evitadas.

Se for só para dissolver a Assembleia da República e marcar eleições, afirmou, “qualquer um dá”.

Em relação à imprensa, Marques Mendes considerou correto o apoio do Estado, considerando que, se isso não acontecer, “vai haver uma crise nos próximos tempos” e isso seria “um perigo para a democracia”.

“Se eu for Presidente da República, isso [imprensa] será uma causa essencial, porque aqui joga-se a democracia”, vincou.

Lembrou, no entanto, que todos os governos sofrem com a “ditadura” do Ministério das Finanças, pelo que defendeu que o governante com a tutela da comunicação social terá de saber “bater o pé” e ter força política para fazer vingar os seus propósitos.

Aktürkoglu garante triunfo sofrido do Benfica em Vila do Conde

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Foto: Arlindo Homem

Um golo de Aktürkoglu permitiu ao Benfica vencer em casa do Rio Ave 3-2, em jogo da 26.ª jornada da I Liga de futebol, em que os ‘encarnados’ chegaram a permitir aos vila-condenses recuperar de dois golos.

O Benfica, que somou o sexto trufo consecutivo para a Liga, chegou a deter dois golos de vantagem, depois dos golos de Kökçü, aos 30 minutos, e de Pavlidis, aos 53, de grande penalidade, mas permitiu que o Rio Ave, que somou a segunda derrota seguida, chegasse ao empate, com tentos de Aguilera, 64, e de Clayton, 75, tendo o turco sentenciado a partida, aos 81.

Com esta vitória, o Benfica mantém-se na perseguição ao Sporting, sendo segundo com 59 pontos, a três dos ‘leões’ e com menos um jogo, enquanto o Rio Ave é 11.º, com 29.

Astronautas retidos no espaço durante nove meses regressaram à Terra em segurança

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Os astronautas da NASA, Butch Wilmore e Suni Williams, retidos no espaço durante nove meses, amararam ontem nas águas do Golfo do México, ao largo da costa da Flórida, nos Estados Unidos, a bordo de uma cápsula da SpaceX.

A cápsula da SpaceX desceu de paraquedas, poucas horas depois de ter partido da Estação Espacial Internacional, com o “splashdown” a ocorrer ao largo da costa de Tallahassee, na Flórida, e a ser transmitido em direto pela NASA.

“Em nome da SpaceX, bem-vindos a casa”, disse o controlo da missão SpaceX na Califórnia.

“Que viagem”, respondeu Hague, o comandante da cápsula.

Butch Wilmore e Suni Williams encerraram uma missão inesperadamente prolongada, que começou em junho, e partiram da Estação Espacial Internacional, juntamente com dois outros astronautas, numa cápsula que deve aterrar na costa da Florida, no sudeste dos Estados Unidos, hoje à noite.

Wilmore e Williams deveriam ter estado no espaço apenas uma semana, de acordo com os planos do primeiro voo de astronautas efetuado pela Boeing.

Porém, em junho, a cápsula do Boeing Starliner deparou-se com tantos problemas que a NASA insistiu para que regressasse vazia, deixando para trás os pilotos que realizaram esse teste, e que agora foram resgatados através de um voo da SpaceX.

Entretanto, houve ainda mais atrasos, quando uma cápsula nova da SpaceX, que devia ter transportado os substitutos dos dois astronautas da NASA há algumas semanas, necessitou de amplas reparações nos sistemas de baterias.

Uma cápsula mais antiga da empresa de Ellon Musk tomou então o lugar da anterior, e a operação pôde agora prosseguir.

A cápsula da tripulação da SpaceX acostou à Estação Espacial Internacional no último domingo, levando a bordo quatro astronautas, em representação dos EUA, Japão e Rússia.

Pedro Nuno acusa Governo de “assumir a incompetência na gestão do SNS” com anúncio das PPP

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Unidade das Caldas da Rainha do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) | foto © João Polónia / Notícias Em Direto

O líder do PS considerou que as parcerias público-privadas (PPP) na saúde são a forma de o Governo assumir a “incompetência na gestão do SNS”, defendendo que o problema está na falta de médicos e não na gestão dos hospitais.

Pedro Nuno Santos visitou esta terça-feira o Hospital de Sintra, em fase final de instalação, tendo sido questionado sobre a decisão do Governo de lançar o processo de atribuição de PPP para cinco hospitais e sobre o que fará caso assuma responsabilidades governativas depois das eleições antecipadas de 18 de maio.

“O anúncio das PPP é uma forma de a senhora ministra e o primeiro-ministro assumirem a incompetência na gestão do SNS”, acusou.

Segundo o secretário-geral do PS, o partido não tem “nenhum dogma” com este formato, “mas os problemas do SNS não se resolvem” com esta “fuga para a frente” da ministra da saúde, “anunciando cinco PPP nos hospitais, mais 170 PPP em centros de saúde”.

“Não é para parar porque nem sequer começaram. A senhora ministra e este Governo, não conseguindo resolver os problemas, é uma forma de dizer ao país que o problema do SNS resolve-se entregando à gestão dos privados. O problema do SNS não é a gestão dos hospitais”, respondeu.

Apesar de a ministra da Saúde ter conseguido que todos se focassem neste tema, para Pedro Nuno Santos “o problema central do SNS é a falta de médicos, a incapacidade do SNS de recrutar e reter médicos” porque “o problema não é de gestão”.

“A senhora ministra e este Governo anuncia um conjunto muito amplo de PPP, sem um estudo que as justifique, e portanto nós não levamos a sério esse assunto e o nosso foco no SNS vai estar na forma de nós conseguirmos recrutar, reter e ter médicos no quadro dos hospitais”, antecipou.

Para o líder do PS, é preciso “poupar na prestação de serviços” para se poder “pagar melhor aos médicos que estejam na disposição de ter um contrato em exclusividade com o SNS”, uma proposta na qual Pedro Nuno Santos tem insistido.

“A saúde é uma área prioritária, fundamental, onde o Governo falhou em toda a linha. Área onde forma feitas muitas promessas, mas aquilo que temos assistido foi um conjunto sequencial seguido de trapalhadas”, criticou.

Pedro Nuno Santos apontou o dedo ao Governo pela forma como tem gerido os problemas da saúde uma vez que “tem aumentado a insegurança dos portugueses nos que diz respeito ao SNS”.

O líder do PS referiu-se a uma notícia de hoje que dá conta de um alerta de um movimento de médicos segundo o qual o fecho de urgências se agravar durante a partir do fim do mês de março.

“Isto só acontece porque temos um SNS que recorre de forma crescente a prestação de serviços e temos uma percentagem menor de médicos no quadro. Só vamos resolver isto se reduzirmos o recurso à prestação de serviços ao mesmo tempo que damos condições atrativas para recrutar e reter médicos no SNS”, defendeu.

Insistindo que é preciso “uma carreira, em exclusividade, de adesão voluntária, para que o SNS possa ter médicos no quadro e não esteja tão dependente da prestação de serviços”, Pedro Nuno Santos tinha começado por falar do futuro hospital que visitou esta manhã.

“Estamos num hospital cuja construção foi financiada pela Câmara de Sintra, um investimento superior a 60 milhões de euros. Isso diz muito sobre a forma como o presidente Basílio Horta e o PS gerem autarquias tendo possibilidades e condições financeiras pata fazer este investimento”, referiu, com o autarca ao lado.

Estando satisfeito com o investimento e o restante trabalho feito por Basílio Horta ao longo dos últimos 12 anos, o líder do PS defendeu que não se pode “sobrecarregar as autarquias com um investimento que é da administração central”.

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