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Terça-feira, Julho 7, 2026
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Governo concede tolerância de ponto na tarde de Quinta-feira Santa

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

O Governo vai conceder tolerância de ponto aos trabalhadores do Estado na tarde de Quinta-feira Santa, dia 17, segundo um despacho assinado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, a que a Lusa teve acesso.

“É concedida tolerância de ponto aos trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração direta do Estado, sejam eles centrais ou desconcentrados, e nos institutos públicos no período da tarde de Quinta-feira Santa, dia 17 de abril de 2025”, lê-se no despacho a que a Lusa teve acesso.

No documento assinado por Luís Montenegro justifica-se a tolerância de ponto com a prática habitual de deslocação de muitas famílias para fora dos seus locais de residência no período da Páscoa.

Da tolerância de ponto ficam, contudo, excluídos “os serviços e organismos que, por razões de interesse público, devam manter-se em funcionamento naquele período, em termos a definir pelo membro do Governo competente”.

Para os trabalhadores que não usufruam da tolerância na quinta-feira, os dirigentes máximos dos serviços e organismos a que pertencem “devem promover a equivalente dispensa do dever de assiduidade” em dia a fixar oportunamente, “sem prejuízo da continuidade e da qualidade do serviço a prestar”.

Os trabalhadores do Estado passam assim a gozar, além do feriado de Sexta-feira Santa, a tarde de quinta-feira.

Mundial de Clubes sem árbitros portugueses entre 117 nomeados de 41 países

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imagem ilustrativa

A arbitragem portuguesa vai falhar o Campeonato do Mundo de clubes de futebol de 2025, que contará com 117 ‘juízes’, de 41 países, sendo disputado por Benfica e FC Porto num formato alargado, anunciou esta segunda-feira a FIFA.

De acordo com a lista divulgada pelo organismo regulador da modalidade, a prova terá 35 árbitros principais e 58 assistentes, com 24 a exercerem as funções de videoárbitro (VAR).

A nível de ‘juízes’ principais, a Europa é o continente mais representado, com 11 nomes, incluindo os franceses Clément Turpin e François Letexier, os ingleses Anthony Taylor e Michael Oliver, o alemão Felix Zwayer, o esloveno Slavko Vincić, o neerlandês Danny Makkelie, o norueguês Espen Eskas, o polaco Szymon Marciniak, o romeno István Kovács e o sueco Glenn Nyberg, numa supremacia extensível ao VAR, com oito representantes.

Nenhum português consta das nomeações do Comité de Árbitros da FIFA, que incluiu 35 homens e uma mulher, nomeadamente a norte-americana Tori Penso, no lote principal de ‘juízes’ da primeira edição alargada do Mundial de clubes, após ter feito seminários com representantes oriundos das seis confederações e portadores das insígnias do organismo.

Em declarações citadas pela FIFA, o presidente do Comité de Árbitros, o italiano Pierluigi Collina, frisou que todos os nomeados “ficarão emocionados” por fazerem parte da prova.

“Vimos de atuações de alto nível nas últimas competições da FIFA. O nível é mais alto e, quando sobe, fica mais difícil de mantê-lo, mas estamos a trabalhar de forma árdua e esta equipa dará uma contribuição sólida para o sucesso desta prova emocionante”, salientou.

Em conformidade com as alterações aprovadas em março pelo International Board (IFAB), organismo regulador das regras do futebol, os árbitros vão punir o desperdício de tempo, ao assinalarem pontapé de canto, após uma contagem regressiva visual de cinco segundos, se os guarda-redes mantiverem a bola nas mãos por mais de oito segundos.

Os ‘juízes’ vão ainda estar equipados com câmaras corporais de caráter experimental, de forma a que a FIFA identifique possíveis usos futuros e desenvolva padrões de qualidade e segurança, com as imagens a serem disponibilizadas em tempo real aos adeptos através da emissora global da prova.

O Mundial de clubes, disputado pela primeira vez numa periodicidade quadrienal e por 32 equipas, divididas em oito grupos de quatro cada, com as duas primeiras a seguirem para os oitavos de final, decorre entre 14 de junho e 13 de julho, nos Estados Unidos.

Benfica e FC Porto estão entre os 12 representantes europeus da prova, que, antes da mudança de formato, se realizava anualmente com os seis campeões continentais e um clube do país anfitrião.

Lista dos 35 árbitros principais nomeados:

  • Europa (11): Espen Eskas (Noruega), István Kovács (Roménia), François Letexier (França), Danny Makkelie (Países Baixos), Szymon Marciniak (Polónia), Glenn Nyberg (Suécia), Michael Oliver (Inglaterra), Anthony Taylor (Inglaterra), Clément Turpin (França), Slavko Vincić (Eslovénia) e Felix Zwayer (Alemanha).
  • América do Sul (8): Ramon Abatti (Brasil), Juan Gabriel Benítez (Paraguai), Yael Falcón Pérez (Argentina), Cristián Garay (Chile), Wilton Sampaio (Brasil), Gustavo Tejera (Uruguai), Facundo Tello (Argentina) e Jesús Valenzuela (Venezuela).
  • Ásia (5): Omar Al Ali (Emirados Árabes Unidos), Alireza Faghani (Irão), Salman Falahi (Qatar), Ma Ning (China) e Ilgiz Tantashev (Uzbequistão).
  • África (5): Beida Dahane (Mauritânia), Mustapha Ghorbal (Argélia), Mutaz Ibrahim (Líbia), Jean Jacques Ndala (RD Congo) e Issa Sy (Senegal).
  • América do Norte, Central e Caraíbas (5): Iván Barton (El Salvador), Drew Fischer (Canadá), Saíd Martínez (Honduras), Tori Penso (Estados Unidos) e César Ramos (México).
  • Oceania (1): Campbell-Kirk Kawana-Waugh (Nova Zelândia).

Governo angolano quer penas até dez anos de prisão para quem propagar ‘fake news’

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O Governo angolano quer criminalizar a disseminação de informações falsas na internet com penas entre um e dez anos de prisão, segundo uma proposta de lei governamental que visa travar a propagação de notícias falsas nas redes sociais.

A medida vem expressa na proposta de Lei sobre a Disseminação de Informações Falsas na Internet, iniciativa do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, elaborada em março e a que a Lusa teve esta segunda-feira acesso.

Na iniciativa legislativa refere-se que a Constituição da República de Angola (CRA) salvaguarda as liberdades de expressão e de informação de todos os cidadãos, respeitando os limites do direito de todos ao bom nome, à honra, reputação, imagem e a reserva da vida privada e familiar e outros.

De acordo com o diploma legal, já apreciado em Conselho de Ministros, as infrações cometidas no exercício da liberdade de expressão e de informação fazem incorrer o seu autor em responsabilidade disciplinar, civil e criminal nos termos da lei e da CRA.

As autoridades angolanas dizem registar um “acentuado e elevado número de notícias falsas no atual contexto nacional e internacional, associado ao elevado crescimento tecnológico” e, consequentemente, a expansão de novas plataformas de comunicação social.

“O que impõe a existência de um quadro legal regulador de notícias falsas (…), uma vez que existe uma notável insuficiência neste prisma de regulação”, salienta-se no documento.

Consideram que “urge a necessidade” de se adaptar uma abordagem legal “suficientemente abrangente e integrada” das informações falsas ocorridas na internet em Angola, onde a propagação de notícias falsas “se tornou muito mais rápida e eficaz e as ferramentas tradicionais do Direito não se apresentam suficientes para combater o fenómeno de ‘fake news’”.

Na presente proposta de lei, estabelecem-se os direitos e “mecanismos de transparência” na utilização das redes sociais e da internet, “objetivando desestimular a disseminação de notícias falsas e protegendo os dados dos seus utilizadores”.

Fortalecer o processo democrático por meio do combate à desinformação e do fomento a diversidade de informações na internet em Angola, responsabilizar as plataformas digitais pelas suas políticas de desinformação e procurar elevar os índices de transparência sobre conteúdos pagos disponibilizados para o utilizador estão entre os objetivos da lei.

Por outro lado, visa desencorajar a utilização de contas falsas para disseminar desinformação nas aplicações de internet, lê-se no texto.

A iniciativa governamental estabelece também responsabilidade criminal, tipificada como crime de disseminação de informações falsas.

Quem disseminar intencionalmente informação falsa pela internet e cause dano significativo à ordem pública, direitos fundamentais, integridade individual ou à segurança nacional é punido com a pena de um a cinco anos, caso provoquem perturbação da ordem pública ou prejudiquem processos administrativos.

Na proposta prevê-se também uma pena de três a oito anos, quando a disseminação de informações falsas incitar o ódio, violência, discriminação, honra ou o bom nome. E prevê ainda pena de quatro a dez anos de prisão quando as informações falsas comprometam a segurança nacional ou a integridade de processos eleitorais.

As penas aplicáveis ao crime de disseminação de informações falsas são agravadas até um terço em caso de reincidência nos termos do Código Penal, uso de contas falsas ou de disseminadores artificiais para amplificação da desinformação e envolvimento de funcionários públicos no no crime.

No diploma indica-se que a lei é aplicável “mesmo que as atividades sejam realizadas por pessoa residente ou sediada no exterior do país, desde que sejam informações falsas disseminadas para o público-alvo do território nacional ou integrante do mesmo grupo económico que possua representação em Angola”.

Benfica perde liderança da I Liga com empate caseiro com o Arouca

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foto: Daniela Duarte / Notícias Em Direto

O Benfica perdeu este domingo a liderança da I Liga portuguesa de futebol, ao empatar a dois golos na receção ao Arouca, falhando a 10.ª vitória consecutiva na prova, em encontro da 29.ª jornada.

Kökçü, aos 60 minutos, a Pavlidis, aos 80, deram duas vezes vantagem aos ‘encarnados’, mas os forasteiros responderam por Güven Yalçin, aos 72, de grande penalidade, e Wederson, nos descontos, aos 90+6.

Com cinco jornadas por disputar, o conjunto de Bruno Lage passou a somar 69 pontos, os mesmos do campeão Sporting, que ascendeu ao primeiro posto, enquanto o Arouca passou a contar 30, no 12.º lugar, sete acima do AVS, 16.º, em posição de play-off.

Morreu o coronel Carlos Matos Gomes, um dos militares de Abril

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foto: Arlindo Homem

O coronel Carlos Matos Gomes, um dos Capitães de Abril, morreu hoje aos 78 anos, num hospital em Lisboa, anunciou a família na rede social Facebook.

Matos Gomes, sob o pseudónimo de Carlos Vale Ferraz publicou vários livros sobre a temática da Guerra Colonial, entre eles, “Nó Cego”, “A Última Viúva de África” e “Os Lobos não Usam Coleira” (1995), que foi adaptado ao cinema por António-Pedro Vasconcelos, “Os Imortais” (2003).

“A todos os amigos e seguidores do meu pai, Carlos Matos Gomes, é com profunda tristeza que informo que faleceu hoje, 13 de Abril, no Hospital Cuf Tejo [em Lisboa]. Partiu sereno e com as músicas de Abril”, lê-se no comunicado publicado na rede social.

No ano passado, em nome próprio, Matos Gomes publicou “Geração D” que, em entrevista à Agência Lusa, definiu como uma homenagem e uma autobiografia da sua geração, a que conheceu a ditadura, a Guerra Colonial e fez o 25 de Abril de 1974.

A “Geração D”, explicou, é a geração da “Democracia, da Deserção, da Descolonização, das Doutrinas e do Doutrinar, da Discussão, da Dialética, do Desmistificar, do Desmobilizar, da Denúncia, da Desobediência, do Divórcio”, a geração que “viveu sob um regime de ‘doidos do império’” e dele se libertou.

Em 2020, com o seu camarada de armas Aniceto Gomes, publicou o ensaio “Guerra Colonial”.

Carlos de Matos Gomes nasceu em 24 de julho de 1946, em Vila Nova da Barquinha. Foi oficial do Exército, tendo cumprido comissões em Angola, Moçambique e na Guiné-Bissau.

Provedora pede inconstitucionalidade de norma que criminaliza atos contrários à orientação sexual

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A Provedora de Justiça pediu a declaração de inconstitucionalidade do artigo do Código Penal que criminaliza os atos contrários à orientação sexual ou identidade de género, na sequência do diploma aprovado no parlamento em 2023.

O requerimento de Maria Lúcia Amaral foi enviado ao Tribunal Constitucional em 02 de abril e incide sobre o artigo 176.º-C do Código Penal, apontando o “grau de indeterminação dos conceitos que definem a conduta proibida e a obscuridade quanto ao papel do consentimento dos visados”.

De acordo com o requerimento, a decisão de criar este novo tipo de crime, aditando ao Código Penal o artigo em causa, foi tomada pela Assembleia da República “na sequência de um procedimento legislativo iniciado e concluído durante a XV Legislatura”.

Nesse pedido de inconstitucionalidade, a provedora argumenta, entre outros pontos, que a norma incriminatória suscita dúvidas porque descreve a conduta que é proibida recorrendo a “termos de tal modo vagos e abrangentes que se torna praticamente impossível a determinação do seu conteúdo”.

O pedido de fiscalização da constitucionalidade estende-se ainda a outras normas do Código Penal, que, na sequência da lei aprovada no parlamento em 21 de dezembro de 2023, estabelecem penas acessórias e casos de agravamento da pena deste novo crime.

O diploma em causa foi aprovado, em votação final global, na sequência de um texto final relativo a projetos de lei do PS, Bloco de Esquerda, Livre e PAN, que contou com o apoio, além dos proponentes, da Iniciativa Liberal e PCP, mas que mereceu o voto contra do PSD e Chega.

“Quem submeter outra pessoa a atos que visem a alteração ou repressão da sua orientação sexual, identidade ou expressão de género, incluindo a realização ou promoção de procedimentos médico-cirúrgicos, práticas com recursos farmacológicos, psicoterapêuticos ou outros de caráter psicológico ou comportamental, é punido com pena de prisão até três anos ou com pena de multa”, refere o texto final aprovado.

No caso de implicarem modificações físicas irreversíveis, a pena de prisão pode chegar aos cinco anos.

As penas são agravadas se os crimes forem levados a cabo por mais do que uma pessoa, se a vítima for menor de 16 anos, menor de 14 anos ou se for pessoa particularmente vulnerável, entre outras situações.

Quem for condenado por estes crimes pode também ser condenado na proibição de exercer funções que envolvam contacto regular com menores e de assumir a confiança de menor, seja adoção, acolhimento familiar, apadrinhamento civil ou outro tipo de guarda, por um período entre dois e vinte anos.

Um empresário e cinco empresas portuguesas arguidos por suspeitas de fraude na Bélgica

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Um empresário e cinco empresas portuguesas foram constituídos arguidos por suspeitas de fraude em pagamentos à Segurança Social belga, indicou a GNR, que efetuou em Portugal 11 buscas numa operação de apoio à polícia da Bélgica.

Em comunicado, a GNR refere que a Unidade de Ação Fiscal (UAF) participou numa operação policial de dimensão internacional que visou desmantelar uma rede organizada dedicada à simulação de contratos laborais, com o propósito de defraudar o sistema de segurança social belga.

A Guarda Nacional Republicana explica que o modo de atuação desta rede consistia na obtenção de vantagens patrimoniais através da celebração de contratos de trabalho fictícios, permitindo, desta forma, a evasão sistemática das obrigações contributivas e fiscais naquele país, provocando um prejuízo superior a 13 milhões de euros.

A GNR, através da UAF, participou nas buscas em Portugal, que se realizaram entre quarta e quinta-feira, numa operação da Polícia Judiciária Federal de Liège e da Segurança Social belga, com o apoio da Europol.

Para apoiar esta operação internacional em Portugal, a UAF realizou 11 buscas nos distritos do Porto, Viseu e Lisboa em casas particulares, sedes de sociedades comerciais, dois escritórios de contabilidade e viaturas automóveis.

Destas buscas resultou a apreensão de documentos e equipamentos informáticos e de três viaturas ligeiras topo de gama no valor de 410.000 euros, indica a corporação.

A GNR avança também que em Portugal foram constituídos arguidos um empresário e cinco empresas sobre as quais “recaem fortes indícios” dos crimes de fraude contra a segurança social, associação criminosa, branqueamento de capitais e fraude.

Fonte da GNR disse à Lusa que estas empresas operavam em Portugal e na Bélgica e o empresário constituído arguido é o sócio maioritário.

Segundo esta força de segurança, a operação decorreu de forma coordenada em Portugal, Bélgica e Alemanha, contando no país com o envolvimento de 30 militares da UAF e de peritos da estrutura forense digital dos comandos territoriais de Braga, Castelo Branco, Porto, Viana do Castelo e Vila Real.

A GNR refere que as diligências foram ainda acompanhadas por cinco elementos das autoridades belgas.

Além dos arguidos em Portugal, a imprensa belga noticia hoje que na Bélgica, no âmbito desta operação, foram feitas cinco buscas e constituídas arguidas três pessoas por suspeitas de fraude em pagamentos à Segurança Social belga pela empresa de construção BTB, detida por portugueses, no valor de 15 milhões de euros.

As autoridades belgas investigam ainda um alegado branqueamento de 30 milhões de euros.

A empresa de construção BTB Bridges, tunnels and buildings, com sede no município de Anderlecht (Bruxelas), é detida por portugueses, tendo mesmo uma versão em português no seu site na internet, onde se lê que existe há 29 anos.

Segundo a informação divulgada, a BTB recorreu a mais de 200 trabalhadores destacados de Portugal, provenientes de várias empresas portuguesas que iam sucessivamente entrando em falência, tendo as autoridades do trabalho de Liège (96 quilómetros a este de Bruxelas) identificado dez empresas diferentes em seis anos.

O objetivo desta prática, suspeitam as autoridades, era dar à BTB acesso durante anos ao período legal de destacamento, fixado pelas diretivas europeias num máximo de 24 meses, fugindo a pagar as prestações sociais dos trabalhados na Bélgica.

Estas operações deram à BTB a possibilidade de empregar trabalhadores portugueses a um custo salarial muito inferior ao dos belgas, o que se refletia no valor das candidaturas para contratos públicos.

Uma das obras em que a BTB participou foi a construção da nova sede da NATO, em Evere (Bruxelas).

Mia Couto vence Prémio PEN/Nabokov 2025 para literatura internacional

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O escritor moçambicano Mia Couto venceu o Prémio PEN/Nabokov 2025, tornando-se o primeiro autor de língua portuguesa a ser distinguido com este galardão do PEN América destinado à literatura internacional, revelou a editorial Caminho.

“O PEN America atribui o Prémio PEN/Nabokov de Literatura Internacional ao eminente escritor moçambicano Mia Couto pelo conjunto da sua obra. Couto é admirado por romances como ‘Terra Sonâmbula’ (1992) e, mais recentemente, a trilogia ‘As Areias do Imperador’ (2015, 2016 e 2018), selecionada para o Prémio Booker Internacional”, lê-se no comunicado do PEN norte-americano, citado pela editora.

De acordo com o júri do prémio, o trabalho de Mia Couto é um testemunho da dramática história da sua pátria, “bem como dos enigmas da identidade e da existência”.

Mia Couto, que escreve em português, ocupa “uma posição singular no panorama das literaturas africana e mundial”, acrescenta o júri.

O Prémio PEN/Nabokov de Literatura Internacional, no valor de 50 mil dólares (cerca de 45 mil euros), é concedido anualmente pelo PEN America, em colaboração com a Fundação Literária Vladimir Nabokov, a um autor vivo cujo corpo de trabalho, escrito ou traduzido para inglês, representa o mais alto nível de realização em ficção, não-ficção, poesia e/ou drama, segundo informação do ‘site’ oficial do galardão.

O prémio celebra autores cuja obra demonstra “originalidade duradoura e artesanato consumado”, evocando a versatilidade e o compromisso com a literatura, características da escrita de Vladimir Nabokov, acrescenta.

Fundado em 2016, este prémio distinguiu anteriormente os escritores Maryse Conde, Vinod Kumar Shukla, Ngũgĩ wa Thiong’o, Anne Carson, M. NourbeSe Philip, Sandra Cisneros, Edna O’Brien e Adonis.

Em setembro do ano passado, Mia Couto foi distinguido com o Prémio FIL (Feira Internacional do Livro de Guadalajara) de Literatura em Línguas Românicas 2024.

Mia Couto nasceu na Beira, em Moçambique, em 1955, trabalhou como jornalista e professor, e atualmente é biólogo e escritor.

Prémio Camões em 2013, Mia Couto é autor, entre outros, de “Jesusalém”, “O Último Voo do Flamingo”, “Vozes Anoitecidas”, “Estórias Abensonhadas”, “Terra Sonâmbula”, “A Varanda do Frangipani” e “A Confissão da Leoa”.

Traduzido em mais de 30 línguas, o escritor foi igualmente distinguido com o Prémio Vergílio Ferreira, em 1999, com o Prémio União Latina de Literaturas Românicas, em 2007, e com o Prémio Eduardo Lourenço, em 2011, pelo conjunto da obra, entras outras distinções.

“Terra Sonâmbula” foi eleito um dos 12 melhores livros africanos do século XX, e “Jesusalém” esteve entre os 20 melhores livros de ficção mais publicados em França, na escolha da rádio France Culture e da revista Télérama.

UNESCO declara legado de Nietzsche Património Documental da Humanidade

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O legado do filósofo alemão Friedrich Nietzsche foi incluído pela UNESCO no programa “Memória do Mundo”, tornando-se Património Documental da Humanidade, confirmou a Fundação Clássica de Weimar.

Os manuscritos, notas, cartas e livros que fazem parte do legado encontram-se nos arquivos de Goethe e Schiller, bem como na biblioteca da Duquesa Anna Amalia, informou a fundação.

O filósofo, poeta e compositor é um dos autores e pensadores mais influentes dos tempos modernos.

Nietzsche nasceu em Röcken, no atual Estado da Saxónia-Anhalt, em 1844, e morreu em 25 de agosto de 1900 em Weimar, na Turíngia.

Muitos dos seus livros, incluindo “Assim falou Zaratustra”, continuam a ser objeto de debate e durante o nacional-socialismo, as suas ideias foram utilizadas para fins de propaganda.

Foi neste livro que introduziu o termo “Ubermensch”, que traduzido do alemão significa o “sobre-homem”, ou “super-homem”, no seu ponto de vista, era tarefa do homem produzir um tipo de ser que seja mais desenvolvido do que ele próprio, um termo com significado espiritual e biológico.

“Nietzsche refletiu muito cedo as grandes mudanças da modernidade; os seus manuscritos são a expressão de uma abertura intelectual de que necessitamos hoje em dia”, afirmou o Ministro da Cultura da região alemã da Turíngia, Christian Tischner.

O filósofo da frase “Deus está morto”, que reflete sobre a linha de pensamento sobre o efeito e a consequência que o Iluminismo teve sobre a centralidade do conceito de Deus na civilização da Europa Ocidental, que tinha um caráter essencialmente cristão, ficou conhecido precisamente pelas suas críticas à religião e à moral.

Eleições/Liga: Benfica acredita que Reinaldo Teixeira vai enfrentar desafios com “determinação”

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O Benfica felicitou Reinaldo Teixeira pela sua eleição para presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), acreditando que o novo líder vai saber “enfrentar com determinação” os desafios que se colocam ao futebol.

“O Sport Lisboa e Benfica saúda Reinaldo Teixeira pela sua eleição como presidente da LPFP, realizada esta manhã com o apoio da maioria dos clubes profissionais em Portugal. Acreditamos e confiamos que o presidente agora eleito, em articulação com todos os agentes desportivos, saberá enfrentar com determinação os desafios que se colocam ao futebol profissional português”, referem os ‘encarnados’ em comunicado.

O Benfica, que apoiou Reinaldo Teixeira na corrida à sucessão de Pedro Proença, garante que está disponível para ajudar e desejou felicidades para o mandato.

“O Sport Lisboa e Benfica reafirma o seu compromisso com o desenvolvimento sustentado do futebol nacional, reiterando a sua total disponibilidade para contribuir ativamente na construção de soluções que promovam um futebol mais próspero, mais profissional, mais competitivo e mais próximo dos adeptos”, concluiu.

Reinaldo Teixeira foi hoje eleito presidente da LPFP, sucedendo a Pedro Proença para o fim do quadriénio 2023-2027, ao vencer José Gomes Mendes, nas eleições para a liderança do organismo.

O presidente da Associação de Futebol do Algarve (AFA) e coordenador dos delegados da LPFP, de 61 anos, conquistou 42 dos 52 votos (81%), contra os 10 (19%) de José Gomes Mendes, que liderava a Mesa da Assembleia Geral do organismo.

Reinaldo Teixeira vai ser o 11.º presidente da LPFP, no restante do quadriénio para o qual tinha sido eleito Pedro Proença, que, após quase 10 anos no cargo, saiu para a FPF, para assumir o lugar deixado vago por Fernando Gomes, entretanto eleito para o Comité Olímpico de Portugal (COP).

O novo presidente vai ser empossado na quarta-feira, às 17:00, na Arena Portugal, no Porto

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