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Terça-feira, Julho 7, 2026
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Pedro Nuno diz que não teme o escrutínio e que 5.ªfeira disponibilizará toda a documentação

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foto: Arlindo Homem

O líder do PS prometeu hoje publicar toda a documentação relativa à compra das suas duas casas no portal do PS na quinta-feira e disponibilizou-se para ser ouvido sobre este tema pelo Ministério Público.

“Quem não deve não teme”, disse Pedro Nuno Santos numa reação na sede do PS, em Lisboa, sobre a notícia de que o Ministério Público lhe abriu uma averiguação preventiva sobre compra de duas casas que possui em Lisboa e em Montemor-o-Novo.

O líder socialista afirmou que foi com “surpresa que soube pela imprensa” desta questão e disse estranhar a coincidência e o momento da divulgação da notícia.

“Amanhã, a documentação estará disponível no site”, anunciou, afirmando que gostaria de já a partir de quinta-feira de ser ouvido pelo Ministério Público.

Segundo o líder do PS, “quem não deve não teme” e “quem não teme não foge”.

Pedro Nuno assegurou que não foge ao escrutínio e que está disponível para o mesmo, ao contrário do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que acusou de não o fazer.

O Ministério Público (MP) abriu uma averiguação preventiva na qual é visado o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, confirmou à Lusa a Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Na sequência de receção de denúncias e tendo em vista a recolha de elementos, o Ministério Público determinou a abertura de uma averiguação preventiva”, referiu fonte oficial da PGR, sem adiantar mais detalhes sobre o caso.

Segundo o jornal “Observador”, que avançou a notícia, em causa estão suspeitas relacionadas com a aquisição de um imóvel em Lisboa e outro em Montemor-o-Novo.

A averiguação preventiva “corre termos” no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), no qual é investigada a criminalidade económico-financeira mais complexa.

Há causa provável para responsabilizar governo de Trump por desrespeito

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Um juiz federal afirmou esta quarta-feira que encontrou causa provável para responsabilizar o governo de Donald Trump pelo desrespeito criminoso do tribunal ao ignorar as suas ordens de fazer regressar um avião com deportados para El Salvador.

O juiz de distrito James E. Boasberg avisou que poderia levar o assunto para um estado de acusação, se o governo não “purgar” o seu desrespeito, através de uma obediência voluntária à sua ordem.

O governo de Trump pode cumprir a ordem fazendo regressar à jurisdição dos EUA os que foram enviados para uma prisão em El Salvador, em violação da sua ordem, para que “possam exercer o seu direito a contestar a sua extradição”, apontou Boasberg.

Se o Departamento de Justiça declinar avançar com o caso, Boasberg avançou que vai apontar um procurador para avançar com o assunto.

“A Constituição não tolera desobediências voluntárias a ordens judiciais – em especial por dirigentes que juraram cumpri-la”, escreveu o juiz.

Este episódio representa uma escalada na batalha entre os ramos executivo e judicial do poder político centrada nos poderes presidenciais para avançar com as suas prioridades.

O presidente republicano tem reclamado a destituição do juiz e o Departamento de Justiça tem-no acusado de exceder a sua autoridade.

Boasberg, que foi nomeado pelo presidente democrata Barack Obama, ordenou que ninguém fosse deportado sobre a Lei dos Inimigos Estrangeiros, datada de 1798. Não obstante, Trump invocou esta lei, do tempo da guerra, para ordenar a deportação do que designou por invasão pelos elementos de um gangue venezuelano.

Quando Boasberg foi informado que já estavam os aviões no ar, a caminho de El Salvador, que concordou em acolher os imigrantes deportados em uma prisão com má fama, o juiz disse que tinham de regressar aos EUA.

Mas, horas depois, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, anunciou que os deportados já tinham chegado ao seu país. Nas redes sociais, escreveu “Oopsie…tarde demais” por cima de um artigo com a ordem de Boasberg.

O governo de Trump tem argumentado que não violou qualquer ordem, disse que o juiz não incluiu a ordem de regresso na sua forma escrita e que os aviões já tinham saído dos EUA quando a ordem foi divulgada.

No início deste mês, o Supremo Tribunal de Justiça cancelou a ordem temporária de Boasberg, a bloquear as deportações ao abrigo da Lei dos Inimigos Estrangeiros, mas acrescentou que aos imigrantes deve ser dada a possibilidade de contestar a ordem de deportação antes de serem deportados.

Boasberg escreveu que, mesmo que o Supremo tenha considerado que a sua ordem “sofria de um defeito legal”, isso “não desculpa a violação feita pelo governo”.

Acentuou ainda que “a conduta do governo revela um desejo de ultrapassar o alcance equitativo do (Poder) Judicial”.

Dono do Teatro Maria Vitória acusado de despedir mulher por ser trans

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Uma mulher acusou o dono do Teatro Maria Vitória (Lisboa) de transfobia, ao tê-la despedido pelo único motivo de ser uma pessoa trans, acusações que Helder Costa negou, mas que um elemento da produção corroborou.

Em declarações à agência Lusa, Íris Redol, 26 anos, contou que foi trabalhar para o teatro lisboeta em 26 de março deste ano, como assistente de camarim, por indicação de uma amiga que tinha trabalhado no Maria Vitória nessas mesmas funções e que ela iria substituir.

“Ela sabia que eu tirei o curso de moda e [como assistente de camarim] é um trabalho que às vezes é preciso fazer arranjos de costura, coisas básicas, bainhas, etc, coisas assim, ela chamou-me, perguntou-me se eu estava interessada e eu disse-lhe que sim”, recordou.

Segundo Íris, a amiga levou-a ao teatro, explicou-lhe que funções iria desempenhar e que rotinas teria de cumprir e, a partir de finais de março, Íris começou a trabalhar de forma autónoma. O que só aconteceu durante três dias.

“Eu trabalhei sexta, sábado e domingo. Na última sessão, eu estava a fazer o meu trabalho e fui ao camarim do [ator] Paulo Vasco ajudá-lo a trocar de roupa e estava lá o senhor Hélder Costa”, contou.

Disse que apesar de saber que Helder Costa é o dono do Maria Vitória, nunca tinham sido apresentados formalmente e que dois dias depois deste encontro recebe um telefonema em que a informavam que o teatro dispensava o seu trabalho.

“Hélder Costa não aceitava que eu era uma mulher, [disse] que não me iria tratar pelo meu nome e que não me queria a trabalhar ali”, relatou Íris, contando o que ouviu do outro lado do telefone.

Contactado pela agência Lusa, o dono do teatro Maria Vitória negou as acusações e disse não querer ver o seu nome “misturado em tricas”, apontando que Íris não trabalhava no teatro.

Segundo Helder Costa, a decisão de dispensar Íris teve a ver com o facto de não ter tido conhecimento da sua contratação e de qualquer contratação ter de ter a sua autorização. Disse desconhecer quem tenha dado autorização para que Íris Redol começasse a trabalhar no teatro.

Recusou liminarmente que a sua decisão tenha tido a ver com o facto de Íris ser uma mulher trans. No entanto, um elemento da produção com quem a Lusa falou, mas que pediu anonimato, garantiu que esse foi o motivo do despedimento.

Na conversa com a Lusa, Íris Redol disse estar a ponderar apresentar queixa e a informar-se de tudo o que será necessário para o fazer.

Em relação à discriminação de que disse ter sido alvo, revelou que foi a primeira vez em que lhe aconteceu terem sido tão honestos no preconceito.

“Normalmente inventam só uma desculpa qualquer. Foi a primeira vez que me disseram que de facto é por isto que vais embora”, disse.

Acrescentou que entretanto, e para lidar com a situação, faz terapia e tenta “viver um dia de cada vez”.

PR explica que desde o início tem dúvidas sobre Mecanismo Anticorrupção ligado ao Governo

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foto: Arlindo Homem

O Presidente da República explicou hoje que as dúvidas que manifestou ao promulgar alterações ao Mecanismo Nacional Anticorrupção remontam à sua criação, por ser uma entidade ligada ao Governo.

Marcelo Rebelo de Sousa falava no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, em resposta aos jornalistas, que o questionaram sobre a mensagem que hoje divulgou a anunciar que promulgou o decreto-lei que altera a orgânica do Mecanismo Nacional Anticorrupção “apesar das dúvidas que ainda suscita”.

“As dúvidas eu explico quais são: vêm desde que foi criado, não foi neste Governo [PSD/CDS-PP], foi no Governo anterior [do PS]”, começou por responder o chefe de Estado.

O Presidente da República referiu que “havia uma entidade ligada ao Tribunal de Contas” – o Conselho de Prevenção da Corrupção – “que foi substituída por uma entidade ligada ao Governo”.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que “desde o início” manifestou “dúvidas de que funcionasse muito bem um mecanismo de combate à corrupção que dependesse do poder executivo”.

“Tinha dúvidas, e o que é facto é que [o Mecanismo Nacional Anticorrupção] já foi criado há muito tempo, ainda demorou muito tempo a começar a produzir efeitos”, prosseguiu.

Na sua opinião, “é um bocado difícil” este mecanismo funcionar, por “quem vai controlar, no fundo, nascer sob a alçada daquele ou daqueles que vão ser controlados”.

“Pode ser que dê certo, mas normalmente não é fácil”, acrescentou.

Recurso do presidente do Sporting pela suspensão de 51 dias dá entrada no TAD

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foto: Notícias Em Direto / Arlindo Homem

O recurso submetido pelo presidente do Sporting, Frederico Varandas, face à suspensão de 51 dias aplicada pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) já deu entrada no Tribunal Arbitral do Desporto (TAD).

Fonte ligada ao processo confirmou ontem à agência Lusa a receção por parte daquela entidade jurisdicional da contestação apresentada pelo líder dos campeões nacionais, acrescida de uma providência cautelar, que produzirá efeitos suspensivos até à decisão do TAD.

Em 05 de abril, um dia depois de o CD da FPF ter anunciado 51 dias de suspensão e uma multa de 8.568 euros para Frederico Varandas, que ficaria castigado até ao fim da I Liga, fonte do Sporting assegurou à Lusa que o clube iria recorrer dessa punição para o TAD.

Em causa estão declarações do dirigente, que tinha visado a arbitragem numa entrevista ao canal do clube, em fevereiro, com o órgão disciplinar federativo a puni-lo por “lesão da honra e da reputação e denúncia caluniosa”, na sequência de uma participação da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF).

A decisão do CD teve a circunstância atenuante “de bom comportamento” de Frederico Varandas, o que reduziria a suspensão de 68 para 51 dias, tal como a respetiva coima.

Sudão: Número de criaças que precisam de ajuda duplica para mais de 15 milhões

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O número de crianças que precisam de assistência humanitária, no Sudão, duplicou de 7,8 milhões no início de 2023 para mais de 15 milhões, anunciou esta terça-feira o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

“Dois anos de violência e deslocamento destruíram a vida de milhões de crianças em todo o Sudão”, afirmou a diretora executiva da Unicef, Catherine Russell, acrescentando que “as necessidades continuam a superar o financiamento humanitário”.

O Sudão enfrenta a maior crise humanitária e de deslocamento de crianças do mundo, sendo que já deslocou 15 milhões de pessoas, dentro do Sudão e através das fronteiras, das quais mais de metade são crianças em que “quase uma em cada três tem menos de 5 anos”, segundo o comunicado da agência da Organização das Nações Unidas (ONU).

“A violência contra as crianças, a fome e as doenças estão a aumentar [com a diminuição da taxa de vacinação]”, refere a Unicef, adiantando que “o deslocamento continua a perturbar vidas, o acesso dos agentes humanitários às famílias e o financiamento estão a diminuir, e a temporada de chuvas de maio a outubro aproxima-se”.

A situação está a agravar-se por uma combinação de fatores interligados, como o número de violações graves contra crianças, que incluem assassínios, mutilações, sequestros de crianças e ataques a escolas e hospitais, que teve um aumento de 1.000% em dois anos.

Em comunicado, a Unicef afirmou que “embora tais violações se limitassem anteriormente a regiões como Darfur, Nilo Azul e Cordofão do Sul, o conflito em curso em todo o país levou à verificação de violações graves em mais de metade dos 18 Estados do Sudão”, sendo que Darfur, Cartum, capital do Sudão, Gezira e Cordofão do Sul relataram o maior número de violações graves nos últimos dois anos.

Entre 2022 e 2024, cerca de 60% das internações anuais por desnutrição aguda grave ocorreram durante a época de chuvas e se esta tendência se mantiver, entre maio e outubro deste ano, até 462.000 crianças poderão sofrer de desnutrição.

É esperado também um aumento de surtos de doenças devido aos efeitos das chuvas, que em 2024, foram registados 49.000 casos de cólera e mais de 11.000 de dengue, tendo afetado 60% das mães e crianças do Sudão.

O acesso de agentes humanitários às crianças estão se a deteriorar devido à escalada do conflito e às restrições impostas pelas autoridades governamentais ou pelos grupos armados. Já o financiamento tem vindo a diminuir, sendo uma das causas os cortes das ajudas humanitárias internacionais.

Em 2024, a Unicef e os seus parceiros forneceram aconselhamento psicossocial, educação e serviços de proteção a 2,7 milhões de crianças e cuidadores no Sudão, alcançaram mais de 9,8 milhões de crianças e famílias com água potável segura, examinaram 6,7 milhões de crianças para desnutrição e forneceram tratamento vital para 422.000 delas.

“O Sudão enfrenta a maior crise humanitária do mundo atualmente, mas não está a receber a atenção do mundo”, declarou Russell, sublinhado que não se pode “abandonar as crianças do Sudão” e que, “acima de tudo, as crianças no Sudão precisam que este conflito terrível acabe”.

A agência da ONU continua a priorizar intervenções que salvam vidas em zonas de conflito e também apoia populações deslocadas e comunidades anfitriãs em áreas mais seguras, fornecendo serviços e apoio essenciais.

O conflito no Sudão entre as Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês) e as Forças Armadas Sudanesas (SAF, na sigla em inglês) começou em 15 de abril de 2023, completando hoje dois anos de guerra.

Cinco distritos sob aviso amarelo devido à queda de neve

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© GNR

Os distritos de Guarda, Castelo Branco, Vila Real, Viana do Castelo e Braga estão hoje sob aviso amarelo devido à queda de neve, anunciou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em comunicado, o IPMA informou que os distritos de Guarda e de Castelo Branco estarão sob aviso amarelo até às 18:00 desta terça-feira devido à queda de neve acima de 1.000 a 1.200 metros (m), com acumulação até cinco centímetros (cm), podendo ser até 10 cm nos pontos mais altos.

Nos distritos de Vila Real, Viana do Castelo e Braga o aviso amarelo está ativo até às 15:00 devido à possibilidade de queda de neve acima de 800/1.000 m, com acumulação até cinco centímetros nos pontos mais altos.

Segundo o IPMA, a queda de neve e a possível formação de gelo nestas zonas pode provocar perturbações, como vias condicionadas ou interditas e danos em estruturas ou árvores.

A queda de neve no maciço central da Serra da Estrela levou hoje ao encerramento de vários troços da Estrada Nacional (EN) 339, entre os Piornos (Covilhã) e a Portela do Arão (Seia).

Além da queda de neve nas terras altas do interior Norte e Centro, o IPMA prevê para hoje, no continente, aguaceiros, que poderão ser de granizo e acompanhados de trovoada, vento por vezes forte na faixa costeira e nas terras altas e uma pequena descida de temperatura.

As temperaturas mínimas vão variar entre os 1º (Guarda) e os 10º (Faro e Sagres) e as máximas entre os 7º (Guarda) e os 18ª (Faro).

O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

Fim de semana de Páscoa com seis urgências fechadas no sábado e 10 no domingo

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foto ilustrativa: © João Polónia / Notícias Em Direto

Seis urgências vão estar fechadas no sábado e 10 no domingo, a maioria das quais de obstetrícia e ginecologia em Lisboa e Vale do Tejo, indica o portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

No fim de semana prolongado, os constrangimentos nos serviços vão-se verificar já no feriado de sexta-feira, dia em que estarão encerradas as urgências de obstetrícia e ginecologia dos hospitais Garcia de Orta (Almada) e Amadora-Sintra, assim como a de pediatria de Vila Franca de Xira.

O número de urgências fechadas aumenta para seis no sábado, entre as quais as de ginecologia e obstetrícia dos hospitais Garcia de Orta, Amadora-Sintra, Vila Franca de Xira e do Barreiro.

A estas juntam-se a de pediatria em Vila Franca de Xira e no Beatriz Ângelo (Loures), de acordo com as escalas atualizadas às 18:50 de ontem.

Já no domingo de Páscoa serão 10 os serviços de urgências de portas fechadas, a grande maioria das especialidades de ginecologia e obstetrícia, como é o caso dos hospitais Garcia de Orta, Amadora-Sintra, Barreiro, Setúbal, Vila Franca de Xira, Santarém e Abrantes.

Além destas, vão estar encerrados os serviços de urgências de pediatria em Vila Franca de Xira, em Loures e Torres Vedras.

O portal do SNS indica ainda que, nestes três dias, estarão abertas cerca de 130 urgências das várias especialidades em todo o país, a que se juntam cerca de 30 de obstetrícia e ginecologia integradas no projeto-piloto, que implica um contacto prévio das utentes com a linha SNS 24.

Os constrangimentos dos serviços de urgência devem-se, sobretudo, à falta de médicos especialistas para assegurarem as escalas, uma situação que é mais frequente em períodos de férias, como o verão e final de ano, e fins de semana prolongados.

Recentemente, os dois sindicatos desta classe profissional, SIM e FNAM, adiantaram à Lusa que essa situação se deve ao desgaste das equipas, que estão ainda desfalcadas, e que se vai agravar à medida que os médicos atingirem o limite anual de 150 horas extraordinárias para o regime geral e de 250 horas para os que aderiram à dedicação plena.

As dificuldades de funcionamento dos serviços de urgências têm sido mais evidentes em Lisboa e Vale do Tejo, a região do país onde também mais utentes não têm um médico de família atribuído.

Trump critica ritmo das negociações com o Irão sobre programa nuclear

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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, queixou-se esta segunda-feira do ritmo das negociações nucleares entre os Estados Unidos e o Irão, numa altura em que os dois países iniciam uma nova ronda de negociações.

“Acho que nos estão a pressionar”, disse Trump na Sala Oval da Casa Branca, durante uma reunião com o Presidente de El Salvador.

Embora o Irão não tenha reconhecido especificamente os planos, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, disse que as conversações teriam lugar em Roma, enquanto falava ontem com o seu homólogo iraquiano, de acordo com a agência de notícias do Iraque.

Trump quer que o Irão seja “uma nação rica e grande”, no entanto, afirmou que se tratam de “pessoas radicalizadas e que não podem ter uma arma nuclear”.

A primeira ronda de negociações sobre o programa nuclear de Teerão, que avança rapidamente, teve lugar no fim de semana em Omã.

Apesar da mudança de local para a segunda ronda, é provável que Omã continue a mediar as negociações.

“Recebemos o pedido das partes interessadas, de Omã, que desempenha o papel de mediador, e demos uma resposta positiva”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, aos jornalistas durante uma viagem a Osaka, no Japão.

“Estamos prontos a acolher, como sempre, reuniões que possam trazer resultados positivos, neste caso sobre a questão nuclear”, acrescentou.

Entretanto, o chefe do organismo de vigilância nuclear das Nações Unidas confirmou separadamente que iria fazer uma viagem ao Irão no final da semana, possivelmente para discutir formas de melhorar o acesso dos seus inspetores ao programa de Teerão.

As conversações seguir-se-ão a uma visita de Rafael Mariano Grossi, da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA), ao Irão no final desta semana.

A AIEA desempenhou um papel fundamental na verificação da conformidade do Irão com o seu acordo nuclear de 2015 com as potências mundiais e continuou a trabalhar na República Islâmica, mesmo quando a teocracia do país lentamente retirou o seu acesso depois de Trump ter retirado unilateralmente a América do acordo em 2018.

“A continuação do compromisso e da cooperação com a Agência é essencial numa altura em que são urgentemente necessárias soluções diplomáticas”, escreveu Grossi na rede social X.

Grossi chegará ao Irão na quarta-feira e reunir-se-á com Araghchi e com o Presidente Masoud Pezeshkian, informou a agência noticiosa estatal IRNA, citando Kazem Gharibabadi, um vice-ministro dos Negócios Estrangeiros.

Desde que regressou à presidência dos EUA, Donald Trump insiste em negociar com o Irão sobre o seu programa nuclear, ameaçando lançar uma ação militar contra os iranianos se não for alcançado um acordo.

Durante o seu primeiro mandato (2017-2021), Trump retirou os Estados Unidos do acordo de 2015, assinado entre o Irão e cinco potências mundiais, que estabelecia limites rigorosos às atividades nucleares de Teerão em troca do alívio das sanções.

Desde então, o Irão enriqueceu urânio muito para além dos limites permitidos pelo antigo acordo e conta agora com 274 quilos de urânio enriquecido com 60% de pureza, próximo dos 90% de grau militar, de acordo com a AIEA.

Contas de 2024 da Câmara de Lisboa aprovadas com acusações do PS de gestão financeira “imprudente”

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As contas de 2024 da Câmara de Lisboa, com um resultado líquido negativo de -9,9 milhões de euros, foram esta segunda-feira aprovadas com a abstenção do PS, que acusou a liderança PSD/CDS-PP de gerir o município “de forma imprudente”.

“Numa situação económica mais desfavorável, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) poderá resvalar para uma situação de insustentabilidade financeira, como a que já conheceu em 2007, por responsabilidade de PSD e CDS”, referiu a vereação do PS, em comunicado, no âmbito da apreciação do relatório de gestão e contas do município de 2024.

Em reunião privada do executivo municipal, a proposta relativa ao relatório, inclusive para submeter à aprovação da assembleia municipal a aplicação do resultado líquido negativo de 2024, no valor de 9.907.216,70 euros, foi viabilizada com a abstenção dos três vereadores do PS, informou à Lusa fonte da CML.

Houve sete votos contra, designadamente três dos Cidadãos Por Lisboa (eleitos pela coligação PS/Livre), dois do PCP, um do BE e um do Livre, e sete votos a favor da liderança PSD/CDS-PP, empate que foi resolvido com o voto de qualidade do presidente da CML em exercício, que, na ausência de Carlos Moedas (PSD), foi assumido pelo vice-presidente, Filipe Anacoreta Correia (CDS-PP).

A câmara aprovou também as contas das cinco empresas municipais, nomeadamente Lisboa Ocidental SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana, Gebalis – Gestão do Arrendamento da Habitação Municipal de Lisboa, EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, Carris – Companhia Carris de Ferro de Lisboa e EMEL – Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa, que registaram resultados positivos em 2024.

Em 2023, a CML registou um resultado líquido negativo de 18,59 milhões de euros (ME), devido a um acréscimo de gastos, nomeadamente com a Jornada Mundial da Juventude, enquanto em 2022 houve um resultado líquido positivo de 99,8 ME, de acordo com dados da autarquia, que indicam que em 2021 houve um resultado líquido negativo de aproximadamente 101,3 ME.

Sublinhando que 2024 foi o segundo ano consecutivo em que a CML registou um resultado líquido negativo, o PS defendeu que não houve “nada de extraordinário” que o justifique e acusou Carlos Moedas de desvalorizar os dados de equilíbrio estrutural, “garante de estabilidade na autarquia a médio prazo”, em que se verifica “um aumento de 52 ME de dívida e um aumento de 120 ME de euros no passivo”.

Os socialistas alertaram ainda para “a consecutiva redução de dinheiro em caixa”, o que pode “tornar recorrente o recurso a empréstimos com custos acrescidos”, referindo que “as contas da CML dependem, cada vez mais, de receitas voláteis e estão sujeitas a flutuações perigosas”.

O PS criticou também a execução orçamental, com a falta de concretização de projetos para responder a “necessidades urgentes da cidade”, nomeadamente na habitação, equipamentos sociais e desportivos, espaço público e espaços verdes.

Para os Cidadãos Por Lisboa (CPL), as contas de 2024 da CML são reflexo do mandato da liderança PSD/CDS-PP, com “incapacidade” para aproveitar os meios financeiros extraordinários e para executar projetos anteriores, incluindo a construção de casas de renda acessível, com “opções erradas”, como a perda de receita quanto à taxa de participação no IRS dos lisboetas, e com “muita manobra de propaganda”: “Sem nada para mostrar de novo, Moedas conseguiu até aumentar o endividamento da cidade, em mais 52,5 ME”.

Criticando a política fiscal de aumento da devolução de IRS aos lisboetas, que beneficia as famílias com “mais elevados rendimentos” e, por isso, contribui para “uma cidade mais desigual e injusta”, o PCP defendeu que o relatório de contas da CML resume “um mandato baseado em propostas inacabadas e bandeiras eleitorais assentes na propaganda, aproveitando a mistificação pelos números e operações contabilísticas para esconder as opções políticas da coligação PSD/CDS, que não favorecem quem vive, trabalha e estuda na cidade”.

O BE disse que o resultado líquido negativo de -9,9 ME evidencia que “Carlos Moedas é um mau gestor, com um buraco financeiro nas contas do município pelo segundo ano consecutivo e com um aumento de 16% da dívida da CML”, defendendo que “este mau resultado financeiro” foi uma escolha política da liderança PSD/CDS-PP, ao abdicar de 77 ME de receita no IRS, e que chega ao fim do mandato “com tudo por fazer”, desde a resposta às pessoas em situação de sem-abrigo à crise do lixo na cidade.

Para o Livre, os problemas da cidade agravaram-se neste mandato, desde o lixo à falta de habitação acessível, e houve “uma deterioração no último ano” das contas da CML, em que “a autonomia financeira do município diminui, tendo ficado abaixo dos 80%, agravou-se a solvabilidade e aumentou o endividamento”, e entre os programas estratégicos da autarquia, houve pilares com execuções de apenas 72%, como o da mobilidade, ou 66%, no caso da renovação do espaço público.

Com o pelouro das Finanças, o vice-presidente da CML, Anacoreta Correia (CDS-PP), afirmou que as contas de 2024 demonstram a “grande capacidade ‘fazedora’ e ‘concretizadora’”, com um equilíbrio orçamental de 114,3%, destacando a execução do orçamento, com “um valor 25% superior à média do valor executado no mandato anterior”, que “reflete obra em benefício da cidade: mais creches, mais habitação, mais centro de saúde, mais asfaltamento”.

“A oposição impediu a realização de receitas de investimento, mas o investimento atingiu o máximo de sempre em 2024. Conseguimos isso em grande medida com o equilíbrio das contas, com o saldo corrente (que cresceu) e melhoria do EBITDA [lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização]”, declarou, ressalvando que o equilíbrio das contas foi alcançado mesmo com a devolução do IRS aos munícipes.

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