O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, pediu ao Governo que cancele o sistema Volta, alegando que o modelo de depósito e reembolso de embalagens está a criar problemas de higiene urbana na capital e constitui um “drama social sem precedentes”.
O autarca defendeu a necessidade de promover a reciclagem e a reutilização, mas considerou que o atual modelo não está a produzir os resultados esperados.
Segundo Carlos Moedas, a devolução de embalagens está a aumentar a pressão sobre a limpeza da cidade, tendo relatado situações de pessoas a procurarem garrafas e latas dentro de contentores de lixo.
O sistema entrou em funcionamento em 10 de abril e prevê o pagamento de um depósito de 10 cêntimos na aquisição de determinadas embalagens de bebidas de uso único. O montante é posteriormente devolvido quando as garrafas ou latas são entregues nos pontos de recolha.
“Não é vergonha nenhuma reconhecer os nossos erros. Se um país como França pode suspender, nós também podemos”, afirmou o presidente da Câmara de Lisboa, defendendo que o Governo siga o exemplo francês e abandone o modelo.
A posição de Moedas surge depois de o sistema ter registado centenas de milhões de embalagens devolvidas desde o início da sua operação, embora o autarca lisboeta continue a defender o seu cancelamento.


