Uma praga de percevejos levou à interrupção do curso de formação de Guardas da GNR que decorria em Portalegre, onde mais de 400 formandos estão alojados em contentores provisórios, denunciou hoje a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR).
A associação afirma ter recebido várias denúncias sobre a situação e defende a transferência do Centro de Formação de Portalegre, alegando falta de condições.
Além dos percevejos, a APG/GNR refere relatos de baratas e critica as condições de alojamento dos formandos, que, segundo a associação, dormem em beliches, em quartos com 20 pessoas e sem climatização.
Os alojamentos funcionam em contentores provisórios há cerca de três décadas.
A APG/GNR considera que as condições são “absolutamente indignas” e alerta para uma situação que considera poder configurar um problema de saúde pública.
A associação recorda que está prevista a construção de um novo centro de formação na zona industrial de Portalegre, mas critica a ausência de uma solução provisória adequada para os formandos enquanto a obra não avança.
Em comunicado, a APG/GNR exige ao Governo medidas urgentes que permitam retomar a formação e assegurem condições de saúde e dignidade aos candidatos à GNR.
O atual centro funciona no Convento de São Bernardo, ao abrigo de um protocolo de cedência entre os ministérios da Defesa e da Administração Interna.
O futuro centro de formação e as instalações do Comando Territorial de Portalegre estão projetados para um terreno de 11 hectares cedido pelo município, na zona industrial da cidade.
A construção ainda não avançou.
A Lusa contactou a GNR para obter esclarecimentos. A Guarda remeteu uma resposta para mais tarde.





