Ondas atingem Kamchatka e Hokkaido após forte sismo submarino no Pacífico; milhares evacuados em várias regiões costeiras.
Um poderoso terremoto de magnitude 8.8 foi registado na madrugada desta segunda-feira (hora local), ao largo da costa leste da Rússia, provocando um tsunami que já atingiu a península de Kamchatka e o norte do Japão. O epicentro localizou-se a cerca de 130 km de Petropavlovsk-Kamchatsky, a uma profundidade de 600 km, segundo as autoridades sísmicas russas.
Na região de Severo-Kurilsk, ondas de até 5 metros foram observadas, levando à evacuação imediata de várias zonas costeiras. Embora não haja registo de vítimas mortais, há relatos de danos materiais, incluindo inundações em edifícios, escolas e portos.
No Japão, o impacto do sismo fez soar alertas de tsunami em diversas regiões, especialmente na ilha de Hokkaido, onde ondas superiores a 1 metro foram registadas. A Agência Meteorológica Japonesa emitiu alertas de nível 4 em 21 províncias, afetando mais de 1,9 milhões de pessoas, que foram aconselhadas a evacuar para zonas mais seguras.
As autoridades de emergência continuam a monitorizar a situação, alertando para possíveis réplicas e ondas adicionais nas próximas horas. Até ao momento, usinas nucleares japonesas permanecem estáveis e sem incidentes.
Além da Rússia e do Japão, o alerta de tsunami foi estendido a outras zonas do Pacífico, incluindo Filipinas, Alasca, Havaí, Nova Zelândia e até parte da costa oeste dos Estados Unidos. Em várias dessas regiões, foram registadas ondas mais moderadas, mas suficientes para acionar sistemas de evacuação e segurança costeira.
Este é um dos terremotos mais intensos já registados na região desde 1952, quando um sismo semelhante gerou um tsunami devastador no Pacífico Norte.
As autoridades locais e internacionais permanecem em alerta máximo e apelam à população para seguir as instruções de evacuação e segurança.


