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Sexta-feira, Março 6, 2026

Sócrates enfrenta silêncio dos jornalistas à porta do tribunal: críticas devastadoras ao jornalismo nacional

Esta quinta-feira, José Sócrates compareceu no Campus da Justiça, em Lisboa, para a quarta sessão do seu julgamento no âmbito da Operação Marquês. À chegada, foi surpreendido por um silêncio incomum: nenhum jornalista lhe fez perguntas, deixando-o a olhar sozinho, sem microfones estendidos.

O ex-primeiro-ministro reagiu com críticas duras ao jornalismo português, acusando os media de atuarem mais como porta-vozes de entidades oficiais do que como fiscais da democracia. Fez referência ao recente “lapso de escrita” evocando a acusação de que o processo estaria a ser conduzido com aspectos pouco transparentes pelos órgãos de comunicação.

Durante a breve cerimónia mediática, Sócrates considerou exagerada a manutenção do caso na agenda pública e qualificou o desenrolar do julgamento como uma tentativa de “infundir medo” e “modelar opiniões”, em vez de promover verdade e justiça.

Notóriamente irritado, acusou a comunicação social de desprezar a diversidade de vozes e de se colocar “do lado da autoridade, e não do cidadão”, sugerindo que essa posição enfraquece o jornalismo como pilar de vigilância e não de repetição acrítica.

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