A Cidade de Santarém recebeu ontem, dia 25 de junho, a Cruz Peregrina e o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude, que estão a percorrer o País, desde novembro de 2021, numa peregrinação que vai terminar na Diocese de Lisboa. A receção aos símbolos teve início com o acolhimento e Procissão dos Símbolos na Rotunda Madre Andaluz, com Procissão até ao Jardim Portas de Sol, e contou com a participação de Ricardo Gonçalves, Presidente da Câmara de Santarém.
João Teixeira Leite, Vice-Presidente do Município de Santarém e Beatriz Martins, Vereadora da Câmara de Santarém, participaram na Eucaristia que decorreu ao fim da tarde, na Praça Sá da Bandeira (Largo do Seminário), e que contou com a presença do Bispo D. Américo Aguiar, responsável pelas Jornadas Mundiais da Juventude, a nível Nacional.
Hoje, dia 26 de junho, Ricardo Gonçalves, João Teixeira Leite, Presidente e Vice-Presidente da autarquia Scalabitana e os vereadores Diogo Gomes, Nuno Russo e Nuno Domingos, acolheram os Símbolos, na Praça do Município, junto aos Paços do Concelho.
Ricardo Gonçalves aproveitou a oportunidade para “deixar uma palavra aos crentes e aos que não são crentes, para que estes símbolos, através da sua mensagem, nos permitam, no nosso dia a dia, irmos mais além”.
Santarém é a vigésima diocese portuguesa que recebeu os dois símbolos da Jornada Mundial da Juventude, no dia 31 de maio, antes de serem entregues ao Patriarcado de Lisboa, para a última etapa desta peregrinação antes da JMJ 2023 na capital portuguesa, e que começou em novembro de 2021, no Algarve.
Um dos símbolos das Jornadas é a Cruz Peregrina, construída a propósito do Ano Santo, em 1983 e que foi confiada por João Paulo II aos jovens, no Domingo de Ramos do ano seguinte, para que fosse levada por todo o Mundo. Afirmou-se como sinal de esperança em locais particularmente sensíveis. Em 1985, esteve em Praga, na atual República Checa, na altura em que a Europa estava dividida pela cortina de ferro, e foi aí sinal de comunhão com o Papa. Pouco depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, viajou até ao Ground Zero, em Nova Iorque, local onde morreram mais de 2.600 pessoas. Passou também pelo Ruanda, em 2006, depois do país ter sido assolado pela guerra civil.
O outro símbolo é o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, que acompanha a Cruz desde 2000 e retrata a Virgem Maria com o Menino nos braços. Este ícone foi introduzido ainda pelo Papa João Paulo II como símbolo da presença de Maria junto dos jovens. Está associado a uma das mais populares devoções marianas em Itália. É antiga a tradição de o levar em procissão pelas ruas de Roma, para afastar perigos e desgraças ou pôr fim a pestes. O ícone original encontra-se na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, e é visitado pelo Papa Francisco que ali reza e deixa um ramo de flores, antes e depois de cada viagem apostólica.



