Passavam 23 minutos do meio‑dia, sexta‑feira, 12 de junho de 2009, quando o Presidente da Assembleia da República, Dr. Jaime Gama, anunciou — por unanimidade — a elevação de Samora Correia a Cidade.

Eu estava lá.

Comigo, duas dezenas de samorenses e amigos de Samora.

E estava lá não por acaso, mas porque quis estar desde o primeiro minuto.

Contra a vontade da maioria dos eleitos na Assembleia de Freguesia, assinei — de próprio punho — o requerimento que deu origem à comissão que viria a desencadear todo o processo.

Foi um gesto simples, mas decisivo.
E a partir daí foram meses de trabalho dedicado, feito por meia dúzia de samorenses que pagaram do seu bolso para exercer cidadania, para fazer política no sentido mais nobre: servir a terra que amam.

Enquanto isso, na vila, uma aparelhagem sonora transmitia em direto o plenário da Assembleia da República.

Quando a aprovação foi anunciada, Samora explodiu de alegria.

Houve festa pela noite dentro, porco no espeto, música, abraços, orgulho.

A zona ribeirinha encheu‑se de gente e de esperança.