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Domingo, Maio 24, 2026

Novo terminal rodoviário de Leiria poderá ficar junto às piscinas

O novo terminal rodoviário poderá vir a ser construído na zona desportiva, junto às piscinas municipais de Leiria, segundo estudo, pedido pela Câmara, que irá também incidir nos circuitos da rede Mobilis.

O estudo apresentado hoje apontou três locais como possíveis hipóteses para a deslocalização do atual terminal rodoviário, que se encontra no centro da cidade e cujo edifício está em processo de venda.

No entanto, indicou a zona desportiva como a hipótese mais favorável para a Central Coordenadora de Transportes, nomeadamente a localização, junto à piscina municipal, uma vez que permitiria controlar o tráfego, mesmo com a realização de eventos junto à zona desportiva.

A autora do estudo, a empresa TISPT – Consultores em Transportes, Inovação e Sistemas, sugeriu a localização no Arrabalde da Ponte, junto ao nó do IC2/N109, no parque do Estádio Municipal de Leiria e na rotunda D. Dinis, junto à entrada sul do IC2.

A última alternativa, segundo foi referido, apresenta dificuldades acrescidas, até porque o espaço se situa em terreno de reserva ecológica nacional, pelo que ficou fora de hipóteses para a autarquia.

O documento refere ainda as características que a nova central deverá ter, entre as quais, um cais de acostagem, instalações de apoio aos passageiros e aos operadores, estacionamento e interligação com outros meios de transporte (táxi e Mobilis).

São aconselhados locais para 17 autocarros em simultâneo, uma zona coberta e acessível a pessoas com mobilidade reduzida e um local de espera com capacidade entre 100 e 130 passageiros.

É ainda apontada a criação de um conjunto de apoios, como cafés e quiosque de venda de revistas e jornais, assim como uma zona de estacionamento de curta duração, de tomada e largada de passageiros, estacionamento para bicicletas e para carregamento de veículos elétricos.

O estudo, que foi contratualizado por 74.500 euros, traçou os problemas do atual terminal rodoviário, que, apesar da sua centralidade, está num espaço de grande intensidade de tráfego, o que contribui para muitos atrasos dos autocarros e problemas de congestionamento.

“O terminal não dá as garantias de conforto face às exigências dos dias de hoje. As pessoas apanham o autocarro no meio do terminal, que tem uma procura muito elevada. Numa das maiores horas e dias de movimento, foram registados um máximo de 14 autocarros e 190 passageiros, de 15 em 15 minutos”, explicou o técnico da Câmara Paulo Pinheiro, que apresentou o documento na impossibilidade dos seus autores estarem presentes.

O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, afirmou que os terrenos junto ao estádio são da autarquia, pelo que em termos de viabilidade económica é “uma vantagem”.

O vereador Álvaro Madureira, então do PSD (agora independente), voltou a defender a localização junto à Av. Papa Francisco, que “dá garantias de centralidade” e “fica perto das escolas, do centro e de alguns serviços”.

O presidente afirmou que essa é uma zona que já tem problemas de trânsito. “Um terminal ali seria caótico.”

Já Daniel Marques, então do PSD (agora também independente), sugeriu que se “abra a cidade”. “Estamos sempre a pensar tudo para o mesmo espaço. A cidade tem de crescer”, acrescentou.

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