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Sexta-feira, Setembro 4, 2026

Leitão Amaro acusa Chega de promover “coreografia” com moção de censura

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, classificou hoje como uma “coreografia” a moção de censura apresentada pelo Chega contra o Governo, considerando que a iniciativa não procura “obter esclarecimentos” e contraria a vontade dos portugueses, que “não querem ouvir falar de eleições”.

Em declarações aos jornalistas no final da reunião do Conselho de Ministros, Leitão Amaro afirmou que as posições já assumidas pelos diferentes partidos permitem antecipar o resultado da iniciativa, que será debatida na próxima terça-feira, 08 de setembro.

“Uma coreografia que não se destina a obter esclarecimentos”, afirmou o ministro, acrescentando que “as exposições anunciadas por vários partidos prenunciam o desfecho da moção”.

A declaração indicia a expectativa do Governo de que a moção de censura seja rejeitada quando for discutida na Assembleia da República.

Questionado sobre a posição do executivo relativamente às notícias que têm envolvido o ministro da Administração Interna, Luís Neves, cuja permanência no Governo está na origem da iniciativa apresentada pelo Chega, Leitão Amaro afirmou que o assunto não foi discutido na reunião do Conselho de Ministros.

“Em particular, sobre o ministro da Administração Interna, relativamente ao qual incidiram em particular algumas das vossas questões, o primeiro-ministro já se pronunciou sobre isso muito recentemente e não há nada que eu, em particular no fim e no contexto de uma conferida imprensa sobre o Conselho de Ministros, vá ou deva acrescentar”, declarou.

O ministro da Presidência reiterou que o Governo respeita “a democracia e todos os seus instrumentos”, mas afirmou que o executivo não está concentrado no “ruído” nem em “coreografias sem contributo para soluções de problemas”.

“O Governo está focado em trabalhar para resolver os problemas vários que os portugueses enfrentam”, afirmou.

O presidente do Chega, André Ventura, entregou na quarta-feira, no Parlamento, uma moção de censura ao Governo de Luís Montenegro, na sequência das várias polémicas que têm envolvido o ministro da Administração Interna, Luís Neves.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro afirmou encarar “com muita tranquilidade” a moção de censura, considerando que “não aconteceu nada de extraordinário que justifique a interrupção do trabalho do Governo”.

Luís Montenegro defendeu que o executivo governa porque “foi escolhido pelo povo” e que o quadro da atual legislatura prevê “um trabalho de quatro anos e meio”, até ao final do verão de 2029.

“Estamos a cumprir o programa do Governo, que a própria Assembleia da República (AR) viabilizou”, afirmou, considerando não existir “nenhuma razão” para interromper o atual caminho e manifestando a convicção de que o parlamento permitirá ao executivo continuar a executar o seu programa.

Para o primeiro-ministro, uma eventual interrupção significaria que “há, por parte de um dos órgãos de soberania, um contexto de divergência com o sentido das pessoas”.

O debate da moção de censura está marcado para terça-feira, 08 de setembro, às 15:00, ainda durante a primeira sessão legislativa da atual legislatura.

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