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Segunda-feira, Julho 6, 2026
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Conclave: Fumo negro na chaminé do Vaticano

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foto: Vatican Media

Fumo negro saiu hoje da chaminé do Vaticano às 21:01 (20:01 em Lisboa) para indicar que os 133 cardeais eleitores, reunidos em conclave desde as 15:30 (16:30), não chegaram a consenso sobre o próximo papa.

Esta foi a única votação do dia e a primeira do conclave para escolher o sucessor de Francisco (2013-2025).

Mais de 30 mil pessoas estavam concentradas na Praça de São Pedro, momentos depois do início do conclave, disse a polícia municipal de Roma.

Durante os restantes dias do conclave, terão lugar quatro votações, duas de manhã e duas à tarde.

Depois de cada escrutínio, os boletins são queimados num forno, previamente instalado na capela Sistina.

Na quinta-feira, o primeiro sinal de fumo pode ser por volta do meio-dia (11:00 em Lisboa), a menos que seja escolhido um novo papa na primeira votação do dia, caso em que o fumo branco sairá da chaminé por volta das 10:30 (09:30).

À tarde, o resultado das votações dos cardeais será conhecido pelas 17:30 (16:30) e 19:00 (18:00).

Francisco morreu a 21 de abril, aos 88 anos, deixando um pontificado de 12 anos de grande popularidade, mas também marcado por uma feroz oposição interna.

Conclave: Quinze dos 133 cardeais estiveram em Fátima em grandes peregrinações

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foto: Arlindo Homem

Quinze dos 133 cardeais que vão estar a partir de hoje reunidos em conclave, em Roma, para eleger o sucessor do Papa Francisco, já estiveram no Santuário de Fátima a presidir a grandes peregrinações.

Além dos quatro cardeais portugueses – António Marto (bispo emérito da Diocese de Leiria-Fátima, Américo Aguiar (bispo de Setúbal e principal responsável pela organização da Jornada Mundial da Juventude, em 2023, em Lisboa, com o Papa Francisco), Tolentino Mendonça (prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação da Santa Sé) e Manuel Clemente (patriarca emérito de Lisboa) -, já presidiram a grandes peregrinações naquele templo mariano (nos dias 12 e 13 dos meses de maio a outubro) outros 11 cardeais.

Segundo informação do Santuário de Fátima, entre os cardeais eleitores de língua portuguesa que já estiveram na Cova da Iria nas peregrinações com maior participação de fiéis contam-se também Arlindo Gomes Furtado (bispo de Santiago, Cabo Verde), Leonardo Steiner (arcebispo de Manaus, Brasil), Orani João Tempesta (arcebispo do Rio de Janeiro, Brasil), Sérgio da Rocha (arcebispo de Salvador da Bahia, Brasil) e João Braz de Avis (cardeal brasileiro que foi prefeito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedade de Vida Apostólica).

Jean Claude Hollerich (arcebispo do Luxemburgo e presidente da Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia) e Juan Jose Omella (arcebispo metropolita de Barcelona, Espanha) presidiram igualmente a grandes peregrinações ao Santuário de Fátima, assim como o italiano Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano e considerado um dos favoritos à sucessão de Francisco (1936-2025) na bolsa de apostas.

Pietro Parolin presidiu a duas peregrinações no Santuário de Fátima, tendo estado ainda no templo por ocasião da visita do Papa Francisco a Fátima, em maio de 2017, no centenário dos acontecimentos na Cova da Iria e canonização dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto.

De outras geografias, os cardeais Luis Antonio Tagle (das Filipinas, prefeito do Dicastério para a Evangelização e também um dos ‘papabili’), Filipe Néri Ferrão (arcebispo de Goa e Damão, Índia) e Peter Turkson (arcebispo emérito de Cape Coast, no Gana, e chanceler das pontifícias academias das Ciências e das Ciências Sociais) marcaram presença no Santuário de Fátima na presidência de grandes peregrinações.

Na mesma informação, o Santuário de Fátima adiantou que no templo “todas as missas oficiais são hoje celebradas com a intenção da eleição do Sumo Pontífice e, a partir do início do Conclave e até que seja eleito o novo Papa, os peregrinos são convidados a rezar para que o Espírito Santo inspire e guie os cardeais eleitores, em todas as missas e momentos de oração”.

Já no dia da eleição, “o Santuário de Fátima expressará a sua alegria com toque festivo dos sinos da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima”, acrescentou.

Apagão: Comunicação do Governo contribuiu para desinformação

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Investigadores do MediaLab do ISCTE consideram que a “ausência de comunicação institucional eficaz” por parte do Governo contribuiu para a especulação e para a difusão de desinformação relativamente às causas do apagão.

Num relatório desenvolvido pelo Medialab e pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), consta que a informação divulgada pelo Governo criou um “vácuo informativo explorado por conteúdos virais” cujo impacto foi “ampliado por erros mediáticos”.

O documento aponta também a contradição entre declarações de membros do Governo, designadamente, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, e o ministro da Coesão Territorial, Castro Almeida, que refletiram “respostas iniciais distintas no âmbito da comunicação do Governo e num muito curto espaço de tempo”.

O ministro da Presidência foi o primeiro membro do Governo a pronunciar-se ao ter anunciado a criação de um grupo de trabalho para a resolver a situação, para além de ter garantido que a origem do problema se encontrava fora de Portugal.

Pouco tempo depois, o ministro Adjunto e da Coesão Territorial disse na RTP3 que existia a possibilidade de um ciberataque estar na origem do apagão e mencionou também que o fenómeno estaria a afetar outros países.

Os investigadores consideraram que a declaração de Leitão Amaro refletiu “uma postura de contenção e prudência comunicacional”, numa tentativa de evitar “especulações quanto à origem do incidente”.

Por outro lado, a declaração de Castro Almeida introduziu “uma hipótese não confirmada de um ciberataque com alcance europeu”, o que contribuiu para “a amplificação das incertezas e do alimentar de interpretações especulativas no espaço público e mediático”.

No dia 28 de abril foram publicadas 25 notícias em órgãos de comunicação social sobre as declarações do ministro da Coesão e 18 artigos com as declarações do ministro da Presidência.

Segundo o relatório, ao nível do Facebook a notícia que coloca a hipótese do ciberataque obteve três vezes mais interações do que a notícia que de que o Governo estava a acompanhar o caso e que sobre a origem apenas dizia que a mesma estaria fora de Portugal.

O mini relatório MediaLab/CNE “Desinformação sobre o apagão nas redes sociais e impacto na campanha” analisa o período entre 28 de abril e 04 de maio e foi elaborado pelos investigadores Gustavo Cardoso, José Moreno, Inês Narciso e Paulo Couraceiro.

Presidente do Brasil vai à Rússia e à China no meio de tensões na Ucrânia e no comércio global

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O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, visita a Rússia e a China entre 08 e 13 de maio quando crescem as tensões entre ucranianos e russos e a guerra comercial iniciada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Lula da Silva embarcou na noite de terça-feira para Moscovo, a convite do Presidente russo, Vladimir Putin, para participar, sexta-feira, na comemoração dos 80 anos do Dia da Vitória, data que marca a tomada de Berlim pelo Exército soviético na Segunda Guerra Mundial. Entre quinta-feira e sábado, Lula cumprirá uma agenda oficial na Rússia, que inclui um encontro com o seu homólogo russo.

A comitiva brasileira conta com vários ministros, incluindo Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e o presidente do parlamento, senador Davi Alcolumbre, e prevê assinaturas de documentos nas áreas da ciência e da tecnologia.

Na agenda do chefe de Estado brasileiro está previsto um encontro com Putin e uma reunião com o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico.

Na Rússia, Lula da Silva tentará novamente posicionar o Brasil como mediador da paz no conflito iniciado pela invasão russa ao território da Ucrânia, em 2022, e passar o sinal de independência da política externa.

Como presidente do BRICS (grupo de países emergentes fundado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o líder brasileiro tem defendido que o grupo participe numa eventual negociação para um acordo de paz na Ucrânia.

O Governo russo informou que drones ucranianos lançaram ataques contra a capital russa na segunda e na terça-feira, interrompendo voos em quatro aeroportos de Moscovo e em diversos outros locais, elevando a tensão no conflito.

No domingo, Lula da Silva aterrará na China para uma visita de Estado com agenda oficial entre os dias 12 e 13 de maio. O Presidente brasileiro vai reunir-se com o Presidente chinês, Xi Jinping, e participar na quarta reunião do Fórum China-CELAC (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos).

Será o terceiro encontro de Estado com o líder chinês desde que Lula da Silva voltou ao poder para um terceiro mandato. O último encontro ocorreu em novembro de 2024, quando Xi Jiping esteve em visita à capital brasileira.

Numa conferência de imprensa realizada na terça-feira, o secretário de Ásia e Pacífico do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Eduardo Paes Saboia, afirmou que há previsão de que ocorra a assinatura de pelo menos 16 atos bilaterais entre Brasil e China, mas este número pode ser maior já que há outros acordos em negociação.

O encontro entre Lula da Silva e Xi Jinping ocorre num momento de acirramento da guerra comercial entre Estados Unidos e China, com a imposição de tarifas mútuas, desencadeada por iniciativa do Presidente norte-americano, Donald Trump.

Questionado por jornalistas, Lyrio reafirmou que o Brasil não quer problemas com nenhum país e valoriza as relações sólidas com a China.

“O Brasil e a China têm uma agenda que é muito mais ampla do que as considerações de uma conjuntura, que obviamente preocupa. Acho que o Brasil preza a sua relação com os Estados Unidos e não faz da sua relação com a China algo que se contrapõe ao interesse em manter ótimas relações que, aliás, mantemos com os Estados Unidos”, afirmou.

Já sobre a participação de Lula da Silva na cimeira China-CELAC, a secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Gisela Padovan, explicou, na mesma conferência de imprensa, que o Presidente representará o Brasil num claro sinal de que valoriza a integração regional.

“Os dois lados [CELAC e China] estão muito interessados um no outro e nesse diálogo das duas regiões, que, evidentemente, o Brasil tem uma responsabilidade, não digo de liderar, mas de convocar, de propor, de reunir e de mobilizar as sinergias também regionalmente”, afirmou Gisela Padovan.

A CELAC é um bloco regional intergovernamental formado por 33 países da América do Sul, América Central e Caribe.

Apagão: Sánchez diz que levará tempo analisar milhões de dados e perceber causas

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O primeiro-ministro de Espanha disse hoje que levará tempo até haver uma explicação para o apagão da semana passada na Península Ibérica, por ser necessário analisar 756 milhões de dados fornecidos pelos operadores do sistema elétrico.

É um “processo que vai levar tempo”, disse Pedro Sánchez, no parlamento espanhol, sem adiantar prazos.

O líder do Governo realçou que foram pedidos às empresas de geração e distribuição de eletricidade em Espanha todos os dados gerados e registados em 4.200 unidades do sistema entre as 12:15 e as 12:35 locais do dia 28 de abril.

O apagão, que deixou sem eletricidade todo o território de Portugal e Espanha continentais, ocorreu às 11:33 de Lisboa (12:33 em Madrid) e teve origem em território espanhol, segundo as autoridades dos dois países, sem que as causas sejam ainda conhecidas.

Sánchez reiterou que foram identificadas três falhas de geração de eletricidade segundos antes do apagão no sul de Espanha (a primeira) e depois mais duas no sudoeste do país, com a investigação a tentar apurar agora se estas perturbações estão relacionadas entre elas e por que motivo o sistema elétrico ibérico se desligou totalmente naquele momento.

Numa intervenção de mais de uma hora no plenário espanhol, Sánchez voltou a prometer, como já fez várias vezes na última semana, que o Governo vai “chegar ao fundo” deste assunto para saber o que aconteceu, “assumir e pedir responsabilidades políticas” e adotar medidas para que não volte a acontecer um apagão como o da semana passada.

Insistindo em que se trata de um assunto complexo, exigiu e prometeu “rigor, cautela, prudência e absoluta transparência”.

“Posso assegurar que tudo que for descoberto se tornará público”, afirmou, depois de dizer que o executivo espanhol “está plenamente consciente” de que os cidadãos querem saber o que aconteceu “e o governo também”.

“Não vamos fechar qualquer debate em falso, não vamos precipitar-nos nas conclusões”, acrescentou, antes de sublinhar que “para fazer bem o trabalho, os técnicos precisam de tempo” e que “a responsabilidade do governo é respeitar a complexidade do assunto” e “não gerar ruído e debates interessados, como já estão a fazer alguns”.

A este propósito, pediu aos espanhóis para desconfiarem dos discursos que tentam explicar o apagão com um debate entre energias renováveis e nuclear.

“Neste momento, não há nenhuma evidência empírica que diga que o incidente foi provocado por excesso de renováveis ou falta de centrais nucleares em Espanha”, afirmou, num discurso em que acusou partidos políticos de direita e extrema-direita de terem embarcado, sem dados ou provas, numa “agenda ideológica” e nos interesses de empresas que são proprietárias das centrais nucleares espanholas, que deverão encerrar todas entre 2027 e 2035.

Sánchez defendeu, durante boa parte do discurso de hoje no parlamento, a aposta nas energias renováveis, que disse não ser apenas do Governo de esquerda de Espanha, mas um vasto “consenso global” na Europa e no mundo.

O líder do governo espanhol sublinhou que estas energias aumentam a soberania nacional e europeia, são mais competitivas e permitiram baixar os preços da eletricidade na Península Ibérica nos últimos anos, além de responderem às alterações climáticas.

Espanha não vai mudar, por isso, nada na estratégia de aposta nas energias renováveis e continuará a investir e a promover o investimento em infraestruturas que permitam e melhorem a transição para a energia verde, garantiu.

Conclave: Decano dos Cardeais pede eleição do Papa que a humanidade precisa

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Foto: Vatican Media

O cardeal Giovanni Battista Re pediu hoje aos cardeais eleitores do Conclave Cardinalício que escolham o Papa de que “a Igreja e a humanidade precisam” num “momento tão difícil e complexo”.

“Estamos aqui para invocar a ajuda do Espírito Santo, para implorar a sua luz e a sua força, a fim de que seja eleito o Papa que a Igreja e a humanidade precisam neste momento tão difícil e complexo da história”, afirmou o decano dos cardeais na basílica de São Pedro, na homilia da missa ‘pro eligendo Romano Pontifice’, a última eucaristia pública antes de os eleitores recolherem à Capela Sistina e à casa de Santa Marta, onde passarão a residir.

Ao final do dia, os cardeais eleitores, entre os quais não se inclui Re (91 anos), reunidos na Capela Sistina, farão a primeira votação e caso nenhum candidato obtenha dois terços, irá sair fumo negro da chaminé.

Para o decano dos cardeais, entre as tarefas do futuro líder católico, “conta-se a de fazer crescer a comunhão de todos os cristãos com Cristo, comunhão dos bispos com o Papa e comunhão dos bispos entre si”.

Num momento em que a Igreja está dividida numa clivagem entre progressistas e conservadores, Re considera que “é forte o apelo à manutenção da unidade da Igreja, segundo o caminho indicado por Cristo aos apóstolos”.

Contudo, essa unidade “não significa uniformidade, mas comunhão sólida e profunda na diversidade, desde que se permaneça plenamente fiel” à doutrina.

Re salientou que os “cardeais eleitores se preparam para um ato de máxima responsabilidade humana e eclesial e para uma escolha de excecional importância”, um “ato humano pelo qual se deve deixar de lado qualquer consideração pessoal, tendo na mente e no coração apenas o Deus de Jesus Cristo e o bem da Igreja e da humanidade”.

Para o decano, “o amor que Jesus revela não conhece limites e deve caracterizar os pensamentos e as ações de todos os seus discípulos, que devem sempre demonstrar amor autêntico no seu comportamento e empenhar-se na construção de uma nova civilização”.

“A eleição do novo Papa não é uma simples sucessão de pessoas”, avisou o cardeal, que pediu aos fiéis para rezarem para que seja escolhido alguém que siga a tradição dos “últimos cem anos”, que deu à Igreja “uma série de pontífices verdadeiramente santos e notáveis”.

“Oremos para que Deus conceda à Igreja o Papa que melhor saiba despertar as consciências de todos e as energias morais e espirituais na sociedade atual, caracterizada por um grande progresso tecnológico, mas que tende a esquecer Deus”, pediu ainda o decano, salientando que o “mundo de hoje espera muito da Igreja para a salvaguarda daqueles valores fundamentais, humanos e espirituais”.

Hoje tem início o Conclave, que junta 133 eleitores de 70 países e, para conseguir uma vitória, o nome escolhido terá de obter 89 votos do colégio eleitoral.

Serão feitas, a partir de quinta-feira, quatro votações diárias, duas de manhã e duas de tarde. Ao final de cada conjunto de votações, os boletins serão queimados e serão adicionados químicos para garantir que o fumo seja negro, no caso de uma votação não conclusiva, ou branco, no caso de uma votação que eleja o 267.º líder da Igreja Católica.

As mudanças iniciadas por Francisco apontam que exista uma maioria de cardeais menos conservadores, mas há muitos analistas que apontam ao jesuíta argentino a falta de alterações concretas na prática da Igreja.

Os mais conservadores acusam Francisco de ter aberto a Igreja em demasia ao diálogo, colocando em causa os alicerces da instituição.

Ao longo do pontificado, o jesuíta argentino tentou promover a discussão interna, a partir das bases, sobre que mudanças executar na Igreja.

Temas polémicos como padres casados, o acesso das mulheres ao diaconado permanente, o regressos dos divorciados, o tratamento a dar aos gays e a relação da Igreja com outras religiões são parte dessa discussão interna, que partiu de movimentos de leigos, denominada Processo Sinodal.

A acompanhar o Conclave vai estar o mundo mediático, com 2.500 jornalistas acreditados para estes dias no Vaticano, como é evidente os vários diretos televisivos na zona em redor da Praça de São Pedro.

Depois da eleição e do fumo branco, o novo Papa irá escolher o seu nome e será apresentado aos fiéis presentes na Praça de São Pedro.

Nessa ocasião, o Conclave termina e os cardeais deixam a Casa de Santa Marta. Só dias depois, como é tradição na Igreja Católica, é que o novo Papa irá presidir à sua missa de início de Pontificado.

Governo apela para que sindicatos desconvoquem greve “vazia de objetivos”

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O Governo apelou aos sindicatos da CP para que desconvoquem a greve que considera “vazia de objetivos”, revelando ter apresentado uma proposta de aumentos salariais no valor de 5,75 milhões de euros, que não obteve resposta.

“Houve total boa fé do Governo, mas, até ao momento, não houve abertura por parte dos sindicatos”, lamentou o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, que falava esta terça-feira numa conferência de imprensa, em Lisboa.

A CP já tinha alertado ontem para a possibilidade de “fortes perturbações na circulação” a partir de quarta-feira, e até 14 de maio, devido a greves convocadas por vários sindicatos, e por não terem sido definidos serviços mínimos pelo Tribunal Arbitral do Conselho Económico Social.

Reportagem: Túmulo de Francisco eleva basílica a novo destino turístico de Roma

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foto: Gonçalo Gomes / Notícias Em Direto

A Basílica Apostólica de Santa Maria Maior tornou-se num novo destino turístico em Roma, com milhares de turistas e crentes a quererem ver o sítio onde o Papa Francisco está sepultado.

“Estamos de férias em Roma, mas não poderíamos deixar de ir ver o túmulo do Papa”, disse à Lusa a brasileira Alaíde Rufino, que incluiu a basílica num dos pontos obrigatórios de paragem.

Depois da afluência recorde registada nos dias logo após o sepultamento, que coincidiu com o Jubileu dos Adolescentes, a igreja tem registado uma procura consistente de 20 a 25 mil pessoas por dia, segundo as forças de segurança que fazem o controlo das entradas. Antes, explicou um dos carabinieri (policia local), a procura não superava as cinco pessoas por dia.

No interior, os olhos todos viram-se para o túmulo simples de Francisco no lado esquerdo da basílica e são muitos os que apenas vão ver aquele local discreto, tiram fotografia ou fazem vídeos e depois saem.

“Esses são apenas turistas ou estão a trabalhar para o tik tok”, explicou a colombiana Eva Garrio, que veio a Itália para rezar pelo futuro da Igreja.

Imigrante em Espanha, tirou férias para estar em Roma durante o Conclave. Por isso, sabe que há outros pontos de interesse na Basílica, entre os quais o motivo de Francisco ter pedido para ser sepultado no local e não em São Pedro ou noutra basílica apostólica de Roma.

Durante o seu pontificado, Francisco foi 126 vezes rezar defronte da imagem de Nossa Senhora denominada Salus Populi Romani, atribuída a São Lucas Evangelista, e um dos ícones mais antigos da Igreja Católica.

A imagem está numa das laterais da igreja e quem lá está sabe dessa devoção de Francisco.

“É tão bonita, é prova de que a Igreja é muito mais do que os homens que a fazem”, explicou Eva, que também foi ao altar do Santíssimo Sacramento e ajoelhou-se em frente à grande estátua de Pio IX, outro Papa devoto do local.

Alaíde Rufino foi a Roma como turista mas agora transformou a viagem também numa peregrinação de fé.

“Sou católica, do sul do Brasil, e eu gostava muito deste Papa. E queremos um Papa que continue este caminho, porque não queremos mais uma Igreja fechada e conservadora”, disse, dando o seu próprio exemplo.

“Eu sou divorciada, mas quero continuar a ser católica. Como é que eu posso fazer? Estou presa, sem poder praticar a minha fé? Sem poder comungar”, afirmou Alaíde Rufino.

Francisco tentou modernizar a Igreja, mas há muitos elementos da hierarquia e entre os crentes que querem que “nada mude” e “tudo fique na mesma”, considerou a gaúcha.

Quanto ao futuro, “estamos a dar uma torcida para que seja um Papa bom e moderno”, acrescentou.

A sua amiga, Tânia, é menos otimista. “Acho que eles [os cardeais] são ainda uma minoria e tenho temor que as coisas piorem”, afirmou ainda.

O Conclave tem início na quarta-feira, dia 07 de maio, e caberá aos 133 cardeais eleitores, com menos de 80 anos, a responsabilidade de escolher o sucessor de Francisco.

Todos os dias serão feitas quatro votações e o futuro Papa deverá ter pelo menos dois terços dos boletins contados.

Lisboa já se prepara para a celebração do Campeão Nacional 24/25

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À medida que se aproxima o tão esperado dérbi entre Sporting e Benfica, a Câmara Municipal de Lisboa não perde tempo e já deu início aos preparativos para um possível cenário de festa. Com o título de campeão nacional 2024/25 podendo ser decidido já no próximo sábado, no Estádio da Luz, a autarquia liderada por Carlos Moedas começou a montar uma estrutura metálica em torno da famosa estátua do Marquês de Pombal, local tradicional dos festejos do vencedor.

A “Operação Campeão”, como é conhecida, não é uma novidade. A Câmara de Lisboa já vinha a trabalhar nesse plano desde abril, antecipando todas as possibilidades e preparando a cidade para as celebrações. A estrutura, que começou a ser erguida esta segunda-feira, garante que o Marquês esteja pronto para acolher os adeptos que irão celebrar o título, seja qual for o vencedor.

Com ambos os clubes empatados na tabela com 78 pontos, o dérbi de sábado será decisivo. O Sporting pode conquistar o campeonato caso vença no estádio rival, enquanto o Benfica precisa de uma vitória por dois golos de diferença para ser coroado campeão.

A expectativa é enorme, e Lisboa já se prepara para a festa do futebol, com a certeza de que, independentemente de quem conquistar o título, o Marquês de Pombal será o epicentro de uma celebração histórica.

Bad Bunny atua em maio do próximo ano no Estádio da Luz em Lisboa

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O cantor porto-riquenho Bad Bunny estreia-se ao vivo em Portugal no próximo ano, com um concerto no Estádio da Luz, em Lisboa, no âmbito da digressão mundial “Debí tirar más fotos”, foi hoje anunciado.

O espetáculo em Lisboa está marcado para 26 de maio de 2026 e os bilhetes, cujos preços ainda não foram divulgados, estarão à venda a partir de sexta-feira, de acordo com informação disponibilizada hoje na conta oficial do músico nas redes sociais.

Esta semana surgiram nas redes sociais fotografias de duas cadeiras de plástico – recriando a capa do álbum “Debí tirar más fotos” – junto a vários estádios de cidades europeias, incluindo o Estádio da Luz, levantando a hipótese da passagem por Lisboa da digressão de apresentação do mais recente álbum de Bad Bunny.

A estreia do músico em Portugal chegou a estar anunciada para 2020, nos festivais Primavera Sound Porto e Sudoeste, mas acabou por não acontecer devido à pandemia da covid-19.

A digressão “Debí tirar más fotos” inicia-se em 21 de novembro em Santo Domingo, na República Dominicana, passando depois pela Costa Rica, México, Colômbia, Peru, Chile, Argentina, Brasil, Austrália e Japão, antes de chegar à Europa.

O primeiro concerto em solo europeu está marcado para 22 de maio do próximo ano em Barcelona.

Além de Espanha e Portugal, estão incluídas datas na Alemanha, Países Baixos, Reino Unido, França, Suécia, Polónia, Itália e Bélgica.

Este verão, o cantor, ‘rapper’ e produtor, uma das maiores estrelas da música latina atual, fará uma série de concertos no Coliseu de Porto Rico, país onde nasceu há 31 anos.

“Debí tirar más fotos”, editado em janeiro, é o sexto álbum de Bad Bunny e o que fez dele uma estrela mundial.

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