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Segunda-feira, Julho 6, 2026
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Sociedade está marcada pelo medo de guerras e dos migrantes

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foto: Santuário de Fátima

O cardeal Jaime Spengler disse hoje, no Santuário de Fátima, que a sociedade atual está marcada pelo medo de guerras e de migrantes, e que os tempos são de autoritarismos e de “fundamentalismos que não promovem a vida”.

“Vivemos numa sociedade marcada pelo medo. Medo de guerras, medo de migrantes, medo de não conseguir levar a termo o caminho de vida assumida, medo de cair doente, medo de morrer, medo uns dos outros”, afirmou Jaime Spengler na missa que encerra a peregrinação internacional de 12 e 13 de maio ao Santuário de Fátima.

Na homilia, onde a referência à Virgem esteve sempre presente, o cardeal lembrou que Maria continua a dizer para que não haja medo.

Aos milhares de fiéis, aos quais chamou peregrinos de esperança (tema do Jubileu 2025), o presidente da peregrinação internacional de maio salientou que a esperança é Jesus, defendendo que “progredir na fé, avançar neste itinerário, nesta peregrinação espiritual que é a fé” é seguir Jesus.

O cardeal, arcebispo de Porto Alegre, no Brasil, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano, considerou ainda que a “devoção a Maria não é um capricho religioso”.

“É, antes, uma exigência da nossa vida cristã de batizados e batizadas, de filhos, de filhas. Na nossa prática religiosa e na devoção a Maria, damo-nos conta de que precisamos, também nós, de um coração de mãe, um coração que saiba perceber a ternura de Deus e ouvir as palpitações do coração de todos os seres humanos”, prosseguiu.

O cardeal brasileiro pediu à Virgem de Fátima “a graça de um coração bom” capaz de acolher “sempre e de forma nova”, e pôr em prática o Evangelho, “sobretudo nestes tempos delicados, tensos, complexos”.

“Tempos em que alguns talvez só pensem em si, tempos de autoritarismos de vários matizes, tempos de fundamentalismos que não promovem a vida, tempos em que a casa comum clama por cuidado, tempo carente de abertura para o outro e abertura para a solidariedade, tempo carente de esperança”, acrescentou Jaime Spengler.

A missa está a ser concelebrada por dois cardeais, António Marto, bispo emérito da Diocese de Leiria-Fátima, que participou no conclave que elegeu na quinta-feira o Papa Leão XIV, e o italiano Fortunato Frezza, que trabalhou na Cúria Romana e, devido à idade, não participou na eleição do sucessor de Francisco.

Na missa, à qual assistem, no recinto, cerca de 200 mil peregrinos, de acordo com dados do santuário, estão ainda 27 bispos, 282 padres e 14 diáconos.

Na celebração está a ser usado um cálice de prata dourada oferecido pelo Papa Francisco ao santuário na primeira deslocação que fez a Fátima, em maio de 2017, por ocasião do centenário dos acontecimentos na Cova da Iria e para canonizar os pastorinhos Francisco e Jacinta Marto.

O Papa Francisco, que morreu em 21 de abril último, aos 88 anos, esteve uma segunda vez no maior templo mariano do país, em agosto de 2023, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa.

Apagão: Regresso da energia em Portugal e Espanha monitorizado desde o espaço

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DR

Quando a noite caiu sobre Portugal e Espanha em 28 de abril os satélites monitorizaram o apagão e, embora a energia tenha sido restabelecida na maior parte das zonas ao anoitecer, algumas permaneceram no escuro durante mais tempo.

As imagens noturnas dos satélites Suomi-NPP, NOAA-20 e NOAA-21 da NASA captaram a extensão da interrupção e monitorizaram a recuperação gradual de energia desde o espaço.

Nestes registos são visíveis áreas com cortes de energia prolongados e com o fornecimento de energia restabelecido durante a noite, noticiou na segunda-feira a agência Europa Press.

Os três satélites, orbitando a Terra de polo a polo, fizeram seis passagens sobre Espanha e Portugal entre o anoitecer e o amanhecer, já no dia 29 de abril.

Cada passagem forneceu um registo instantâneo da evolução da situação da rede elétrica.

As seis imagens ilustram a cronologia e o mapeamento do apagão, desde as primeiras órbitas ao anoitecer até à recuperação quase total por volta das 05:00 (04:00 em Lisboa).

“Sobrepondo as seis passagens de satélite e aplicando os algoritmos noturnos da NASA, podemos identificar grandes pontos verdes que aparecem subitamente e desaparecem gradualmente”, explicou Alejandro Sánchez de Miguel, investigador do Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA-CSIC) e líder de várias iniciativas apoiadas pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) que monitorizam a poluição luminosa do espaço, em comunicado.

“Os pontos verdes indicam falta de energia, enquanto os pontos brancos mostram áreas com energia estável. Esta distribuição é consistente com os relatórios das empresas de energia e o regresso gradual à normalidade”, acrescentou Sánchez de Miguel.

De acordo com a ESA, esta disrupção generalizada destaca como as ferramentas de monitorização baseadas no espaço podem ajudar a avaliar a resiliência da infraestrutura, priorizar reparações e facilitar respostas de emergência.

Aeroportos fechados, congestionamento nos transportes e no trânsito nas grandes cidades e falta de combustíveis foram algumas das consequências do apagão.

A Rede Europeia de Gestores de Redes de Transporte de Eletricidade (ENTSO-E, na sigla em inglês) anunciou a criação de um comité para investigar as causas deste apagão, que classificou como “excecional e grave”, e que deixou Portugal e Espanha às escuras.

Este painel de peritos terá de elaborar um relatório factual que constituirá a base do relatório final até o prazo máximo de 28 de outubro deste ano. Já o relatório final sobre a investigação do incidente deverá ser publicado, o mais tardar, até 30 de setembro de 2026.

Cardeal brasileiro defende concórdia entre os povos e lembra fim da II Guerra Mundial

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foto: Santuário de Fátima

O cardeal brasileiro Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre, defendeu na segunda-feira à noite, no Santuário de Fátima, a necessidade de concórdia entre os povos ao lembrar o fim da II Guerra Mundial há 80 anos.

“Precisamos do vinho da concórdia, do entendimento entre os povos, o vinho do perdão, da paz, o vinho do entendimento, o vinho da proximidade, o vinho da coragem de olharmos uns nos olhos dos outros e dizer ‘tu és o meu irmão, tu és a minha irmã”, afirmou Jaime Spengler aos fiéis na homilia da Celebração da Palavra, perante cerca de 270 mil fiéis, número divulgado pelo santuário.

Antes, referiu que Jesus é o “bom vinho” que o tempo atual necessita ao lembrar o fim da II Guerra Mundial e os 60 conflitos armados atuais no mundo.

“Ele é nossa paz”, prosseguiu o cardeal.

Aos fiéis, que designou de peregrinos de esperança, pediu para que testemunhem a sua fé.

“Hoje, nesta noite, aqui nesta praça, colocamo-nos como peregrinos de esperança diante da imagem de Fátima e na imagem reconhecemos e veneramos a mãe do salvador”, declarou.

O cardeal, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano, pediu à Virgem para que olhe pelos povos e interceda também em favor do Papa Leão XIV.

“Interceda por nós, (…) para que possamos cumprir a nossa vocação, a nossa missão na sociedade de hoje e testemunhar, por palavras e atos, a fé que nos anima, nos sustenta e nos une”, acrescentou.

Na Celebração da Palavra que se seguiu à procissão das velas, além do cardeal brasileiro, estiveram o cardeal António Marto, bispo emérito da Diocese de Leiria-Fátima, e 20 bispos, 171 padres e 15 diáconos.

Durante a noite e até às 07:00 de terça-feira decorre uma vigília de oração, seguindo-se a procissão eucarística.

Às 09:00, começa a recitação do terço e, uma hora depois, a missa, terminando a peregrinação internacional de 12 e 13 de maio ao Santuário de Fátima com a habitual procissão do adeus.

Peregrinação de maio a Fátima começa hoje, a primeira após a eleição do novo Papa

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foto: Sérgio Carvalho / Notícias Em Direto

A peregrinação internacional de maio ao Santuário de Fátima, a primeira após a morte do Papa Francisco e a eleição de Leão XIV, acontecimentos que deverão marcar as celebrações, começa hoje, presidida pelo cardeal brasileiro Jaime Spengler.

Jaime Spengler, arcebispo metropolita de Porto Alegre, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano, foi criado cardeal por Francisco, em dezembro de 2024, tendo participado no conclave que elegeu na quinta-feira o cardeal norte-americano Robert Francis Prevost líder da Igreja Católica.

As celebrações da peregrinação de 12 e 13 de maio, 108 anos após os acontecimentos na Cova da Iria e nas quais são esperados milhares de fiéis, iniciam às 21:30, com a recitação do terço, na Capelinha das Aparições, seguindo-se a procissão das velas e a Celebração da Palavra, no recinto do santuário.

Na terça-feira, após a recitação do terço, às 09:00, na Capelinha das Aparições, começa, uma hora depois, a missa, com a bênção dos doentes e a procissão do adeus, no recinto.

Francisco, eleito Papa em 2013, morreu no dia 21 de abril, aos 88 anos. Esteve no Santuário de Fátima por duas vezes: em maio de 2017, no centenário dos acontecimentos da Cova da Iria e para canonizar os beatos Francisco e Jacinta Marto, e em agosto de 2023, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa.

O cardeal norte-americano Robert Francis Prevost, 69 anos, foi eleito Papa na quinta-feira, ao fim de dois dias de conclave, e assumiu o nome de Leão XIV.

Nascido em Chicago, Estados Unidos da América, tem ascendência espanhola e nacionalidade peruana, e pertence à Ordem de Santo Agostinho.

Para esta peregrinação, a primeira grande peregrinação do ano ao maior templo mariano do país, o dispositivo de segurança é de cerca de 240 militares, anunciou a Guarda Nacional Republicana.

Já a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil aciona hoje uma operação de dois dias para garantir a segurança dos peregrinos, contando com mais de 300 operacionais, dos quais 170 provenientes de diversos corpos de bombeiros da região.

Santuário de Fátima estima um milhão de peregrinos entre janeiro e abril

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foto: Sérgio Carvalho / Notícias Em Direto

O reitor do Santuário de Fátima estimou hoje que entre janeiro e abril deste ano cerca de um milhão de peregrinos possam ter participado nas celebrações do templo, número em linha com o do período homólogo de 2024.

“De 01 de janeiro a 30 de abril, dados incompletos e provisórios, registámos a presença de 869.605 participantes nas 2.935 celebrações que se realizaram no santuário. É por isso legítimo pensar que, com os números do mês de abril, possamos estar muito próximos de um milhão de participantes nas celebrações do santuário, o que estará em linha com o número de peregrinos registados no mesmo período do ano passado”, afirmou Carlos Cabecinhas.

Na conferência de imprensa da peregrinação internacional aniversária de 12 e 13 de maio, o reitor do maior templo mariano do país adiantou que, “quanto aos grupos organizados que se inscreveram nos serviços do santuário, de 01 de janeiro a 11 de maio”, foram registados “405 peregrinações de grupos portugueses, o que representa um aumento de 9% em relação ao mesmo período do ano passado”.

“Registámos a presença 1.082 grupos estrangeiros, o que significa um aumento de 3% em relação ao mesmo período de 2024”, declarou, explicando que, dos países mais representados, “os peregrinos espanhóis são os estrangeiros mais numerosos em Fátima, seguidos dos polacos”.

Ainda de acordo com o sacerdote, “vêm depois os grupos dos Estados Unidos, da Indonésia e Itália”.

Quanto às peregrinações já marcadas para o resto do ano, surgem, de novo, os peregrinos de Espanha, seguidos da Polónia, Itália, Vietname e Ucrânia.

O reitor anunciou ainda que hoje à noite o santuário inaugura e benze uma nova cruz, na Capelinha das Aparições.

“Há muito que sentíamos a necessidade de dotar o espaço da Capelinha de uma figuração da cruz com Cristo crucificado que fosse mais visível e mais expressiva, com tratamento artístico mais consentâneo com a importância daquele lugar”, justificou, defendendo que “este era o momento oportuno para o fazer, assinalando, assim, o presente Ano Jubilar com uma cruz”.

Carlos Cabecinhas recordou que “o Papa Francisco também escolheu uma cruz como imagem deste Jubileu da Esperança”.

Segundo o reitor, a cruz para a Capelinha “deveria responder às exigências daquele espaço” celebrativo, enquanto espaço celebrativo”, sendo que “importava não descaracterizar o local, respeitando a importância do ícone maior que é a Imagem de Nossa Senhora e a própria Capelinha”.

O escultor Rogério Timóteo foi o escolhido para este trabalho, acrescentou o reitor.

Greve cancela circulação de 59% dos comboios programados até às 19:00

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A greve dos maquinistas e dos revisores suprimiu hoje a circulação de 632 comboios, 59%, dos 1.071 programados até às 19:00, sobretudo urbanos de Lisboa, indicou a CP.

Entre as 00:00 e as 19:00, estavam programados 66 comboios de longo curso e foram suprimidos 43.

No serviço regional contabilizaram-se 187 comboios cancelados dos 252 previstos.

Já nos urbanos de Lisboa circularam 250 dos 498 programados.

Contabilizaram-se ainda 137 comboios suprimidos dos 227 programados no serviço de urbanos do Porto, enquanto nos urbanos de Coimbra realizaram-se 11 dos 28 previstos.

Neste período, circularam também 99 dos 101 comboios abrangidos pelos serviços mínimos decretados.

O Sindicato dos Maquinistas (SMAQ) cumpre hoje o terceiro dia de greve ao trabalho suplementar, a decorrer até quarta-feira, enquanto o Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) iniciou este domingo uma greve de revisores e trabalhadores de bilheteiras.

Esta greve é parcial, decorrendo entre as 05:00 as 08:30 de segunda-feira e terça-feira, sendo que na quarta-feira a greve só afeta os comboios de longo curso de forma residual, segundo o sindicato.

Para esta greve foram decretados 25% de serviços mínimos.

Cabo Verde acolhe encontro internacional para expandir redes de cuidados infantis

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Gonçalo Gomes / Notícias Em Direto (foto)

Membros de governos africanos, peritos e representantes do setor privado juntam-se de segunda a quarta-feira em Cabo Verde, para expandir as redes de cuidados infantis, cuja escassez sobrecarrega mulheres e implica pobreza, indica o Banco Mundial.

Creches, jardins-de-infância ou espaços equivalentes “são o catalisador do crescimento económico, da equidade social, da capacitação económica das mulheres e do desenvolvimento do capital humano”, referiu a organização ao apoiar a conferência acolhida pelo Governo cabo-verdiano.

“À medida que África enfrenta uma procura crescente por serviços de cuidados infantis de qualidade, os governos devem explorar soluções escaláveis, sustentáveis e inclusivas que apoiem as famílias trabalhadoras, promovam o desenvolvimento na primeira infância e impulsionem a produtividade económica”, acrescentou.

Um trabalho publicado pelo Banco Mundial, em 2020, estimou que oito em cada 10 crianças que necessitam de cuidados infantis, mas não não tenham acesso, vivam em países de médio ou baixo rendimento.

“Uma criança que vive num país de baixo rendimento tem quase cinco vezes menos probabilidades de ter acesso a cuidados infantis do que uma criança que vive num país de rendimento elevado” e os números “provavelmente subestimam a situação global, uma vez que não têm em conta os pais que são impedidos de entrar no mercado de trabalho devido à falta de cuidados infantis”, salientou.

De acordo com o estudo, os governos devem “dar prioridade à cobertura para as famílias mais vulneráveis e garantir serviços gratuitos e de baixo custo” ao mesmo tempo que é atribuído “financiamento suficiente para haver cuidados de qualidade e acessíveis”.

A conferência, que começa segunda-feira, vai centrar-se nas áreas prioritárias para reforçar os sistemas de cuidados infantis. Na quarta-feira, deverá ser apresentado um documento intitulado “Compromissos do Sal”, indicando reformas identificadas por cada governo participante para expandir serviços e investir em modelos de financiamento.

Legislativas: Vieira da Silva acusa Montenegro de “imoralidade e conflito”

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O ex-ministro Vieira da Silva defendeu no domingo que quem quer afastar da discussão “a imoralidade e conflito” do primeiro-ministro sobre a empresa é porque o “quer proteger”, acusando a AD de ser “como o escorpião” nas pensões.

José António Vieira da Silva discursou ao final desta tarde no comício que encheu o Theatro Circo, em Braga, numa intervenção onde deixou várias críticas a Luís Montenegro sobre a questão da sua empresa familiar, bem como vários alertas quanto à Segurança Social e a AD e os riscos da extrema-direita.

O antigo ministro trouxe uma pergunta que sabe que “muitos não gostam que seja feita”, mas que o deve ser todos os dias.

“Pode um primeiro-ministro em exercício de um dos cargos mais importantes da nossa democracia acumular com essa função uma espécie de empresa privada e familiar, que funciona na sua casa, com o seu telefone. Pode?”, perguntou, ouvindo, mais do que uma vez um “não” em uníssono da plateia.

Para Vieira da Silva “não pode haver este conflito, essa confusão” e não pode haver alguém como Luís Montenegro que, “tendo cometido essa imoralidade”, nunca tenha tido “a coragem de dizer a verdade”.

“Quem diz ‘afastemos esse tema’ é porque quer proteger Luís Montenegro, é quem quer proteger essa imoralidade”, condenou.

Sobre as pensões e o sistema da Segurança Social, o antigo responsável por esta tutela fez um percurso histórico sobre a posição da AD em relação a este tema.

“Para se reconciliarem com os pensionistas é preciso muito mais do que esses apoios do mês de setembro. Era preciso provarem que já não são os mesmos, mas são”, criticou, comparando a AD ao escorpião na fábula com o sapo.

Legislativas: Em dia de voto antecipado principais líderes pedem estabilidade

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

O voto antecipado em mobilidade marcou este domingo o oitavo dia da campanha com alguns dos principais líderes partidários a defenderem estabilidade política e a anteverem possíveis cenários para depois das eleições.

A uma semana das eleições legislativas, 333.347 eleitores recenseados no território nacional, o maior número de sempre, estavam inscritos para votar hoje em mobilidade, tendo Marcelo Rebelo de Sousa votado antecipadamente na Câmara de Vila Real de Santo António, no distrito de Faro.

O Presidente da República aproveitou a ocasião para apelar ao voto, lembrando que nos próximos 12 meses não pode haver eleições, e considerou que o número de pessoas a votar antecipadamente é um sinal de que a abstenção poderá baixar.

Num almoço-comício em Cantanhede, Coimbra, o presidente do PSD defendeu que a estabilidade política pode “fazer toda a diferença” em Portugal perante a incerteza europeia e mundial, considerando que “as dificuldades de uns são as oportunidades de outros”.

Durante amanhã e no final de um jogo de vólei de praia e de um mergulho em Espinho, Luís Montenegro admitiu que poderá fazer “uma boa dupla” com o líder da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, embora sem saber como é que ele joga.

No Cartaxo, o presidente da IL disse ter sido desafiado pela “direção e liderança” do PSD para uma coligação pré-eleitoral nestas legislativas, mas recusou porque não é um “partido apêndice”. Rui Rocha desafiou também o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, a clarificar se admite acordos com o BE e PCP após as eleições, considerando que são partidos que estão fora do espetro democrático.

Já durante a tarde, Rui Rocha foi atingido com pó verde durante um comício em Lisboa por dois ativistas que apareceram no palco onde discursava com um cartaz contra os combustíveis fósseis.

Por sua vez, Pedro Nuno Santo apelou à concentração de votos no PS daqueles que “não queiram a AD governar” para que se construa uma “alternativa política” e, em Vila Nova de Gaia, considerou que, num momento de instabilidade, os portugueses preferem na governação o PS, que “nunca falhou nos momentos difíceis”.

Numa ação sobre mobilidade em Lisboa, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, recordou a criação do passe único de transportes em 2019, pela mão da CDU e sugeriu que poria uns “patins – e bem oleados –” àqueles que não cumprem as promessas.

O ex-secretário-geral do PCP Jerónimo de Sousa entrou hoje na campanha da CDU e afirmou que o partido fez mais do que a sua parte para um diálogo à esquerda, considerando que é necessário criar uma alternativa política num quadro que é complexo.

Depois do presidente do PSD e primeiro-ministro ter afirmado no sábado que sente “a responsabilidade de ser o farol do país”, o porta-voz do Livre, Rui Tavares, acusou hoje Luís Montenegro de ser “um fraco farol” e estar “completamente desorientado na sua bússola moral” ao guiar o país para situações “muito difíceis”.

Em Cascais, Rui Tavares considerou ainda que esta última semana de campanha eleitoral é um bom momento para os eleitores escolherem entre a dupla do “chico-espertismo e acelera” da direita ou a dupla da “condução segura” da esquerda.

Ainda em resposta ao “farol do país” de Montenegro, a coordenadora nacional do BE, Mariana Mortágua, considerou que “o farol do país são as mulheres que trabalham” e a “força mais poderosa contra a direita”, garantindo que vai defender a violação como crime público na próxima legislatura.

Pelo quinto dia consecutivo, o presidente do Chega tinha à sua espera em Castelo Branco elementos da comunidade cigana, mas a presença de vários agentes da PSP no local evitou que os ânimo aquecessem, o que levou André Ventura a agradecer aos polícias que têm acompanhado as ações de rua do partido no âmbito da campanha eleitoral às legislativas do próximo domingo.

No Porto, a porta-voz do PAN, Inês Sousa Real, considerou ser o voto antecipado a oportunidade para dar mais força e confiança aos partidos que têm trabalhado e não aos que conduziram o país para a instabilidade.

PSP de Leiria identifica suspeito de roubo seguido de sequestro

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

A PSP de Leiria anunciou hoje que identificou um suspeito de ter sequestrado um homem na bagageira de uma viatura, abandonando-o depois “em trajes menores” num pinhal, na sequência de um roubo em que contou com um cúmplice.

A PSP explicou que, na quarta-feira, deu cumprimento a um mandado de busca na cidade de Seia, no distrito da Guarda, no âmbito de uma investigação em curso desde fevereiro, devido a um alegado crime de roubo em Leiria, de acordo com um comunicado.

No dia 16 de fevereiro, a PSP recebeu uma queixa-crime de um homem que disse ter sido “vítima de um crime de roubo efetuado por outros dois que, além de lhe subtraírem os seus pertencentes”, o colocaram na bagageira do veículo, largando-o depois num pinhal na zona de Leiria.

Durante a investigação, foi apurada a identificação de um desses dois suspeitos e, na busca domiciliária, foram encontradas dezenas de munições de vários calibres, uma espingarda calibre 12 e três armas brancas.

As armas e as munições foram apreendidas a um familiar do suspeito, detido em flagrante delito pelo crime de posse de arma proibida.

A PSP de Leiria garantiu que continuará com as diligências para esclarecer a situação de roubo e sequestro ocorrida em Leiria e identificar todos os intervenientes.

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