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Sábado, Julho 4, 2026
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Legislativas: Montenegro pede voto de confiança e afirma que agora é hora de rematar e fazer golo

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foto: Arlindo Homem

O presidente do PSD pediu hoje um voto de confiança para continuar a governar, prometendo estar à altura da responsabilidade independentemente “da maioria” que obtiver, e salientou que agora é hora de os eleitores rematarem à baliza.

Luís Montenegro falava no final de um longo almoço dedicado a mulheres apoiantes da AD – coligação PSD/CDS para as legislativas de domingo, na Estufa Fria, em Lisboa, que terminou já a meio da tarde.

Na parte final da sua intervenção, o líder da AD considerou que nesta campanha eleitoral, que hoje termina, “está tudo dito” e atacou os seus mais diretos adversários, que “difundem mensagens de última hora com novos medos, desvalorizando a inteligência do povo português”.

Os portugueses, segundo Luís Montenegro, podem confiar na AD, “porque independentemente da dimensão da maioria que for atribuída, esta coligação eleitoral estará “à altura da sua responsabilidade”.

“Saberemos ouvir, saberemos estar em diálogo permanente com todos aqueles que estão de boa-fé no espaço público, com todos aqueles que representam setores de atividade em Portugal. Agora é tempo de rematar a baliza, é tempo de marcar golo, é um tempo de fazer aquilo que as mulheres portuguesas fazem melhor do que ninguém: Trabalhar e atingir o resultado”, completou.

Perto de 100 imigrantes no protesto em Odemira contra políticas do Governo

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O trabalhador agrícola Md Al Mamun, a residir em Odemira há quase uma década, levou hoje o filho bebé para participar no protesto que juntou cerca de 100 imigrantes, em São Teotónio, contra as políticas do Governo.

No Bangladesh, de onde é natural, quando acabou os estudos, abriu uma loja e era aí que trabalhava, mas quis o “destino” que a sua vida rumasse a Portugal, mais concretamente a Odemira, no distrito de Beja, onde já mora há nove anos, conta à agência Lusa.

Num português ainda não fluente, mas esforçado, Md Al Mamun explica que se encontra em solo luso com a mulher e que, dentro do carrinho que empurra, está o seu filho, Abdullah Al Mamun, que “já nasceu em Portugal”.

A pouca distância, vão-se juntando imigrantes, sobretudo do Indostão, num largo em São Teotónio para o qual a associação Solidariedade Imigrante marcou uma concentração para protestar contras as políticas do Governo para o setor, que diz colocarem os trabalhadores nas mãos de máfias.

O trabalhador agrícola do Bangladesh partilha com a que está “há muito tempo” à espera do pedido que já entregou para conseguir a nacionalidade portuguesa: “Já passaram 28 meses e não é decisão, é muito tempo”.

O imigrante relatou que precisou de três anos para ter o título de residência e que, após cinco anos, pôde avançar com o pedido de nacionalidade. Mas, agora, desespera enquanto espera.

“Outra vez esperar para a nacionalidade, 28 meses e ainda não há decisão da AIMA e do IRN. É para esperar, esperar, mas não sei quanto tempo esperar. É muito tempo à espera, a família [está] muito cansada, a cabeça muito cansada”, reconhece.

Mas, quando receber a nacionalidade, os seus planos são claros e não passam por Portugal, mas sim por nova emigração. O objetivo é “ir para outro país com a família”, porque Portugal tem ”salários baixos e falta de trabalho”.

Ao longo de mais de uma hora e meia, a partir das 17:00, os imigrantes, que se foram juntando ao protesto aos pouco, gritaram direitos que querem que lhes sejam reconhecidos e como querem ser vistos.

“Nós não criminal”, “documentos para todos”, “todos trabalhadores” foram algumas das palavras de ordem, enquanto nos cartazes de papelão que empunhavam podiam ler-se frases como “aqui vivo, aqui fico não vou embora”, “direito à habitação”, “a luta continua” ou “mulheres imigrantes, a mesma luta contra a escravatura”.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da associação Solidariedade Imigrante, Timóteo Macedo, defendeu que “é preciso haver, efetivamente, vontade política” para resolver os problemas dos imigrantes”.

“Já andamos há muito tempo a lutar. Não aceitamos que estas pessoas sejam discriminadas e sejam o bode expiatório para o falhanço das políticas públicas deste Governo”, disse.

Nesta campanha eleitoral para as legislativas que termina hoje, “os imigrantes querem fazer chegar a sua voz aos partidos para que, efetivamente, discutam a imigração de uma forma séria e honesta”.

E, perante o próximo Governo que sair destas eleições, a maior associação de imigrantes do país, prometeu que vai pugnar pela igualdade de tratamento dos imigrantes.

“Vamos avançar para a Assembleia da República para pedirmos audiências ao Governo e aos grupos parlamentares e dizer que as políticas têm que mudar e não podem ser uma passadeira vermelha que se estende à extrema-direita”, defendeu Timóteo Macedo.

Também presente no protesto em São Teotónio, concelho de Odemira, esteve Alberto Matos, que é dirigente da Solidariedade Imigrante e cabeça de lista do BE pelo círculo de Beja.

Perante o olhar de alguns militares da GNR na praça, aqui e ali, alguns habitantes também observavam a iniciativa. Uma das mulheres, questionada pela Lusa, não se quis identificar, mas sentenciou: “Os nossos vão para lá, eles vêm para cá. Desde que uns e outros se portem bem ninguém tem nada a dizer”.

Rali de Portugal mantém-se no Campeonato do Mundo até 2028

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O Rali de Portugal vai continuar a integrar o calendário do Campeonato do Mundo (WRC) até 2028, disse na quinta-feira à agência Lusa Carlos Barbosa, presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP).

“É uma honra para nós (organizadores) e também para o país. O prolongar desta ligação até 2028 comprova, mais uma vez, a confiança e satisfação que o promotor do WRC tem nesta organização e no trabalho que temos vindo a desenvolver”, disse o dirigente.

Já o ano passado, o presidente do ACP tinha anunciado o prolongar da parceria até 2026, algo que agora foi estendido por mais dois anos, mantendo o Rali de Portugal no categoria máxima da modalidade até 2028.

Realizado pela primeira vez em 1967, o Rali de Portugal integrou o Campeonato do Mundo de Ralis (WRC) desde a sua criação, em 1973, ano em que foi a terceira prova do calendário.

Ao longo das décadas, afirmou-se como um dos eventos mais reconhecidos da modalidade, tendo sido eleito por cinco vezes como o melhor rali do mundo.

Entre 2002 e 2006 esteve ausente do WRC, regressando em 2007 com uma edição disputada no Algarve.

Desde 2009, mantém-se de forma ininterrupta no calendário mundial, sob organização do Automóvel Clube de Portugal (ACP).

A edição de 2025 arranca oficialmente esta tarde, em Coimbra, tendo esta manhã os pilotos feito o ‘shakedown’ em Baltar, concelho de Paredes.

Papa: Presidente de França aborda com Leão XIV necessidade de paz na Ucrânia e em Gaza

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foto: Vatican Media

O Presidente francês debateu esta quinta-feira os esforços a fazer para alcançar “uma paz sólida e duradoura” na Ucrânia e em Gaza, num primeiro telefonema com o papa Leão XIV

“Discutimos quais são os esforços necessários para silenciar as armas em todos os conflitos que grassam no mundo, em particular para alcançar uma paz sólida e duradoura na Ucrânia e em Gaza”, escreveu Emmanuel Macron na rede social X.

Durante a conversa telefónica entre os dois líderes, Macron disse que concordaram também na “ambição de conciliar a luta contra a pobreza com a proteção do planeta”.

O líder francês falou ao papa sobre o Pacto para a Prosperidade, os Povos e o Planeta, uma iniciativa impulsionada pela França e nascida em Paris, em 2023, durante a cimeira sobre um novo pacto financeiro global que reuniu grande parte dos países do Sul Global.

Macron sublinhou ainda perante Leão XIV que a cimeira dos Oceanos da ONU, em Nice, entre os dias 09 e 13 do próximo mês, vai ajudar França a defender a preservação do ambiente em todo o mundo.

Embora não esteja prevista a presença do chefe de Estado francês na missa inaugural em Roma, no domingo de manhã, França deverá estar representada pelo primeiro-ministro, François Bayrou, juntamente com muitos outros líderes estrangeiros.

Antes da missa, Leão XIV vai receber o pálio e o anel do Pescador, na praça de São Pedro, perante mais de 150 delegações internacionais e cerca de 200.000 fiéis.

A lista de dignitários estrangeiros ainda não foi divulgada, mas alguns já anunciaram a presença na missa, como o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, ou os reis Felipe VI e Letícia de Espanha.

Supremo agrava para 14 anos e nove meses pena de prisão a jovem que matou irmã em Peniche

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) agravou hoje para 14 anos e nove meses a pena de prisão à jovem que matou a irmã em Peniche, em agosto de 2023, disse à agência Lusa o advogado Ricardo Serrano Vieira.

A jovem, agora com 18 anos, tinha sido condenada, no Tribunal Judicial de Leiria, em novembro de 2024, pelos crimes de homicídio qualificado (12 anos de prisão) e profanação de cadáver (nove meses de prisão), tendo, em cúmulo jurídico, resultado na pena única de 12 anos e três meses de prisão, beneficiando do regime especial para jovens.

O Ministério Público (MP) recorreu, considerando que a jovem não devia beneficiar do regime especial para jovens, com consequências nas penas parcelares e única, e, no caso de resposta negativa a esta questão, de estarem incorretamente fixadas as penas, que deviam ser agravadas.

“(…) Contrariamente ao decidido pela 1.ª instância, entendemos que não existem razões sérias para acreditar que da atenuação especial da pena resultam vantagens para a reinserção social da arguida, pelo que não deve a mesma beneficiar do regime especial penal para jovens”, lê-se no acórdão do STJ, que acolheu a pretensão do MP.

Quanto às consequências da não aplicação deste regime nas penas, o STJ salientou ser “muito elevada a ilicitude dos factos relativamente” ao homicídio e média a profanação de cadáver, “o mesmo acontecendo relativamente à intensidade do dolo”, em ambos.

Contudo, reconheceu que “a juventude da arguida e as condições adversas em que decorreu o seu processo de crescimento, com consequências a nível psíquico, intelectual, afetivo, ético e emocional, devem merecer forte valor atenuativo”, aplicando uma pena de 14 anos e meio de prisão, para o crime de homicídio qualificado, e a pena de um ano de prisão, para o crime de profanação de cadáver.

“Tudo ponderado, consideramos necessária, adequada, proporcional e plenamente suportada pela medida da culpa da arguida a pena única de 14 anos e nove meses de prisão”, adiantou.

O caso remonta a agosto de 2023, tinha a arguida 16 anos, era estudante do ensino secundário, e vivia com o pai e a irmã, de 19 anos, em Peniche, segundo os factos provados no Tribunal de Leiria.

O pai apresentava dependência de álcool e a irmã da arguida sofria de nanismo, vivendo todos da reforma daquele.

A irmã mais velha “assumia uma posição de supervisão” sobre a mais nova.

Ao início da tarde de dia 15 de agosto, as duas iniciaram uma discussão, na sala da residência, motivada pelo facto de a arguida ter ficado sem telemóvel.

Na discussão, a arguida muniu-se de uma faca e desferiu 30 golpes profundos na irmã, que acabou por morrer, tendo depois arrastado o corpo para o seu quarto, onde o escondeu debaixo da cama durante três dias.

“Passados esses três dias, a arguida enrolou o corpo da irmã num lençol, fazendo uma trouxa, e transportou-o para um terreno arenoso sito nas traseiras da habitação, onde fez um buraco com o auxílio de uma pá, e o enterrou”, lê-se no acórdão.

O Tribunal de Leiria afastou “qualquer défice cognitivo” da arguida, considerando que também não “padece de qualquer doença psiquiátrica”, apresentando “uma organização de personalidade tipo ‘borderline’ (estado limite), potenciada pelo contexto familiar onde cresceu, no qual vivenciou um conjunto de dinâmicas relacionais abusivas, negligentes e abandónicas”.

“Devido à sua dependência emocional, o telemóvel tornou-se para a arguida uma forma de encontrar um meio de satisfação e de ligação”, sustentou a 1.ª instância, acrescentando que aquela tem dificuldades na socialização, “com dificuldades ao nível da elaboração das suas emoções e na gestão da sua frustração”.

Ricardo Serrano Vieira disse compreender e aceitar “a fundamentação constante do acórdão, que vem contrariar, parcialmente, a posição do MP aquando da interposição” deste recurso e “a sua pretensão de uma pena superior a 20 anos”.

Legislativas: André Ventura volta a ser retirado de ação por indisposição

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O presidente do Chega, André Ventura, voltou hoje a ser retirado da campanha minutos após participar numa arruda em Odemira, no distrito de Beja, devido a uma indisposição.

André Ventura chegou cerca de quinze minutos após o início da arruada em Odemira, prestou declarações aos jornalistas e percorreu alguns metros durante aquela ação de campanha.

Poucos minutos depois de chegar, demonstrou estar a sentir-se mal e foi retirado da ação por elementos da equipa do partido para dentro do carro que tem usado nesta campanha eleitoral para as eleições legislativas antecipadas de 18 de maio.

Cerca das 12:06 André Ventura estava a ser assistido no local por uma ambulância.

Legislativas: PS mostrou ser capaz de garantir estabilidade mesmo sem maioria absoluta

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foto: Arlindo Homem

O líder socialista defendeu que o PS foi capaz de garantir estabilidade política mesmo sem maioria absoluta, porque percebe que o parlamento sai do voto, destacando a capacidade do partido de dialogar e procurar consensos.

“Somos também o único partido em Portugal que mostrou, em alguns momentos da história, que somos capazes de garantir estabilidade politica em Portugal, mesmo quando não temos uma maioria absoluta”, afirmou Pedro Nuno Santos, que falava num comício em Setúbal, onde terminou o 11.º dia de campanha.

E continuou: – “Só o PS se pode gabar disso e isso deve-se à capacidade que o Partido Socialista tem de dialogar, de procurar consensos, ao compromisso que este partido tem com a democracia, a capacidade de percebermos que temos um parlamento que sai do voto e é, a partir dele, que nós temos que encontrar as condições de governabilidade”.

Pedro Nuno Santos realçou ainda que o PS mostrou ao longo do último ano que foi “a principal fonte de estabilidade política em Portugal”.

Incêndios: Meios de combate são hoje reforçados com quase 9.000 operacionais e 33 meios aéreos

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Os meios de combate a incêndios rurais vão ser reforçados a partir de hoje, passando a estar em permanência no terreno 8.882 operacionais e 33 meios aéreos, menos quatro do que o previsto.

A Diretiva Operacional Nacional (DON) que estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) estabelece que o primeiro reforço de meios acontece a 15 de maio, no que é denominado ‘nível Bravo’, numa fase que se prolonga até ao dia 31 de maio, altura em que os meios voltam a aumentar.

Entre hoje e 31 de maio, os “meios permanentes” disponíveis são 8.882 operacionais que integram as 1.788 equipas dos vários agentes presentes no terreno e 1.1973, além dos 33 meios aéreos.

O DECIR previa para este período 37 meios aéreos, mas só terá à disposição 33, avançou à Lusa a Força Aérea Portuguesa (FAP), justificando os quatro meios aéreos em falta com o facto de o concurso para o aluguer ter “ficado deserto” e ter “sido necessário avançar com um novo procedimento”, que ainda está a decorrer.

A Força Aérea estima que estes quatro meios aéreos em falta entrem ao serviço a partir de 06 de junho.

Nas próximas duas semanas, os meios disponíveis podem aumentar em caso de necessidade, prevendo o DECIR a mobilização de meios adicionais que podem chegar aos 11.716 elementos de 1.986 equipas e 2.527.

Os 11.716 operacionais das 1.886 equipas envolvidos no DECIR nas próximas duas semanas são elementos pertencentes aos bombeiros voluntários, Força Especial de Proteção Civil, militares da Guarda Nacional Republicana e elementos do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, nomeadamente sapadores florestais e sapadores bombeiros florestais.

Este ano mudou o critério de contabilização dos operacionais envolvidos no combate aos incêndios rurais, não sendo por isso possível fazer uma comparação com 2024.

De acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a DON deste ano “deixou de contemplar os meios e recursos afetos à vigilância e deteção, os quais são objeto de diretiva própria da responsabilidade da Guarda Nacional Republicana”, tendo também sido “alterado o critério de apresentação dos meios (humanos e materiais)”.

A Proteção Civil indica que o DECIR deste ano apresenta “somente os meios, permanentes e mobilizáveis, efetivos em cada momento”, passando a “ser contabilizados, de forma diária, os operacionais mobilizáveis (com tempo de mobilização até 3 horas), registando os recursos existentes e que em 2024 não estavam contabilizados”.

Os meios de combate a incêndios voltarão a ser reforçados a 01 de junho, mas é entre julho e setembro, considerada a fase mais crítica, o período que mobiliza o maior dispositivo, estando este ano ao dispor, entre permanentes e mobilizáveis, 15.024 operacionais de 2.567 equipas e 3.411 viaturas e 79 meios aéreos, mais sete no ano passado.

Ao contrário do que acontece anualmente, o DECIR não foi este ano apresentado publicamente, tendo estado prevista uma sessão pública para 29 de abril, mas foi cancelada por se realizar um dia depois do apagão.

MAI repõe ao serviço 81 viaturas de bombeiros suspensas para inspeção após acidente

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

A ministra da Administração Interna levantou hoje a suspensão de circulação de 81 viaturas de bombeiros retiradas ao serviço para verificação da sua homologação, após um acidente mortal, em janeiro, com um carro dos bombeiros de Odemira (Beja).

Segundo uma nota hoje divulgada pelo gabinete da ministra da Administração Interna (MAI), Margarida Blasco, a decisão de repor ao serviço estas viaturas, “foi tomada após verificação, pelas autoridades competentes, de que todas as viaturas se encontram devidamente homologadas pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT).

O MAI garante que estes veículos “estão totalmente operacionais” para reforçar a capacidade do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais em todo o território nacional e aproveita para reforçar a sua “total confiança” no dispositivo de combate e no “trabalho de excelência” dos bombeiros.

Estas 81 viaturas tinham sido cedidas pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) a várias associações humanitárias de bombeiros em regime de comodato (empréstimo gratuito).

Na sequência da inspeção foi verificado “que todas as viaturas se encontram devidamente homologadas pelo IMT, cumprindo integralmente os requisitos legais exigidos para a sua circulação e utilização na atividade operacional dos bombeiros”.

No passado dia 01 de janeiro registou-se um acidente com uma viatura dos Bombeiros de Odemira, distrito de Beja, que causou a morte de um operacional, tendo o Ministério Público (MP) aberto uma semana depois um inquérito para apurar as causas do sinistro.

Na mesma altura, o Ministério da Administração Interna (MAI) divulgou que ordenou à Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) a realização de um inquérito urgente às viaturas dos bombeiros adquiridas no mesmo lote do carro acidentado em Odemira.

Em causa estavam os 81 veículos agora repostos ao serviço, designadamente autotanques e viaturas florestais adquiridas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e entregues pela ANEPC.

Legislativas: Montenegro bipolariza e diz que escolha é entre maioria que constrói ou maioria que destrói

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foto: João Polónia / Notícias Em Direto

O presidente do PSD procurou esta terça-feira bipolarizar o cenário eleitoral de domingo, considerando que a escolha é entre uma maioria que constrói, com estabilidade política, ou uma maioria que destrói, tendo apelado ao voto útil na AD.

Luís Montenegro falava no encerramento do jantar comício da AD – coligação PSD/CDS nas Caldas da Rainha, distrito de Leiria, numa parte do discurso em que retomou a ideia de que Portugal precisa urgentemente de estabilidade política.

“No próximo domingo só há duas maiorias possíveis: há uma possível da AD, que constrói; e a outra maioria possível das oposições, todas juntas, da ponta direita à esquerda, a maioria que destrói. São as duas maiorias que se podem formar no próximo domingo”, defendeu.

De acordo com o presidente do PSD, só o seu bloco político terá capacidade de construir, porque no outro lado está uma maioria das oposições que já “deitou abaixo” os governos dos Açores, da Madeira e da República.

“É uma maioria que só se junta, mobiliza e motiva para deitar abaixo, para criticar, para dizer que está tudo mal. A única maioria que se mobiliza e motiva para construir, para acreditar, para resolver, é a maioria da AD”, contrapôs, antes de insistir no cenário segundo o qual, na sua perspetiva, está em causa no domingo.

“Temos de dizer às portuguesas e aos portugueses que a opção é só uma, é entre a maioria que constrói ou a maioria que destrói, é entre o voto na AD ou o voto num outro partido qualquer que só serve para deitar para baixo”, reforçou.

Neste contexto, considerou que “o único voto útil para a estabilidade em Portugal é na AD” e “votar nas oposições é votar na maioria que destrói, é fazer da instabilidade um modo de vida”.

“Pedimos ao povo português que nos dê a estabilidade, que utilize o único voto útil à estabilidade para podermos construir mais e para sermos julgados ao fim de quatro anos pelos resultados. É o voto útil na estabilidade que hoje quero daqui lançar no sentido de um apelo à reflexão nestes últimos dias”, justificou ainda.

No começo da sua intervenção, que se seguiu à de Nuno Melo, o primeiro-ministro reconheceu que a AD é uma coligação entre dois partidos o PSD e o CDS, mas transcende estas duas forças políticas.

“Esta candidatura vai além do PSD e do CDS. É a candidatura da portugalidade. Estamos no Governo como estamos nesta candidatura, abertos a todos”, concluiu.

Na primeira intervenção do jantar comício da AD, Hugo Oliveira, líder da distrital do PSD de Leiria, acusou os anteriores governos socialistas de terem esquecido a sua região.

“Caro Luís Montenegro, conto contigo para vencermos os desafios do distrito de Leiria”, acrescentou.

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