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Sábado, Julho 4, 2026
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Rodrigo Mora em estreia na seleção de Portugal para a Liga das Nações

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foto: Daniela Duarte / Notícias Em Direto

O médio Rodrigo Mora foi hoje chamado pela primeira vez para a seleção portuguesa de futebol, numa convocatória para a Liga das Nações que integra ainda Pedro Gonçalves, mas deixa Geovany Quenda de fora.

Além do estreante Rodrigo Mora, do FC Porto, o selecionador Roberto Martínez promoveu o regresso aos ‘eleitos’ de Pedro Gonçalves, em detrimento do também jogador do Sporting Geovany Quenda, na única alteração relativamente à convocatória inicial para o duplo embate com a Dinamarca, para os quartos de final da competição.

João Cancelo, do Al Hilal, e Tomás Araújo, do Benfica, ficaram de fora dos ‘eleitos’, por lesão, enquanto o também lateral Diogo Dalot, do Manchester United, integra a lista de 27 convocados, mas permanece em dúvida, para o embate frente à anfitriã Alemanha, em 04 de junho, e, em caso de vitória, na final, em 08 de junho, também na Allianz Arena.

Se acabar derrotada pelos germânicos, a seleção lusa disputa o jogo de atribuição do terceiro lugar, que será também no dia 08, mas em Estugarda.

Portugal qualificou-se para as meias-finais da Liga das Nações ao vencer a Dinamarca, em Lisboa, no Estádio da Luz, por 5-2 no prolongamento, após 3-2 no tempo regulamentar, recuperando da desvantagem de 1-0 da primeira mão, em Copenhaga.

Antes desse duelo dos ‘quartos’, a seleção lusa já tinha conquistado o Grupo 1 à frente de Croácia, Escócia e Polónia.

Portugal, ainda com Fernando Santos no comando, conquistou a primeira edição da Liga das Nações, em 2019, tendo depois falhado a qualificação para a ‘final four’ em 2020/21 e 2022/23.

Lista dos 27 convocados:

  • Guarda-redes: Diogo Costa (FC Porto), Rui Silva (Sporting) e José Sá (Wolverhampton, Ing).
  • Defesas: Diogo Dalot (Manchester United, Ing), Nélson Semedo (Wolverhampton, Ing), Nuno Mendes (Paris Saint-Germain, Fra), Nuno Tavares (Lazio, Ita), Gonçalo Inácio (Sporting), Rúben Dias (Manchester City, Ing), António Silva (Benfica) e Renato Veiga (Juventus, Ita).
  • Médios: João Palhinha (Bayern Munique, Ale), Rúben Neves (Al Hilal, Ara), João Neves (Paris Saint-Germain, Fra), Vitinha (Paris Saint-Germain, Fra), Bernardo Silva (Manchester City, Ing), Bruno Fernandes (Manchester United, Ing), Rodrigo Mora (FC Porto) e Pedro Gonçalves (Sporting).
  • Avançados: João Félix (AC Milan, Ita), Rafael Leão (AC Milan, Ita), Francisco Trincão (Sporting), Francisco Conceição (Juventus, Ita), Pedro Neto (Chelsea, Ing), Diogo Jota (Liverpool, Ing), Gonçalo Ramos (Paris Saint-Germain, Fra) e Cristiano Ronaldo (Al Nassr, Ara).

Ministério Público pediu informações adicionais a Montenegro sobre Spinumviva

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foto: Arlindo Homem

O Ministério Público (MP) pediu informações adicionais a Luís Montenegro, no âmbito da averiguação preventiva relacionada com a empresa Spinumviva, e aguarda ainda o envio desses documentos, informou hoje a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em resposta escrita enviada hoje à Lusa, a PGR esclareceu que “foram solicitados elementos adicionais” em relação às duas averiguações preventivas em curso – uma relacionada com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e a empresa Spinumviva, e outra relacionada com o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, e a aquisição de um imóvel em Lisboa.

“As averiguações preventivas encontram-se em curso, aguardando o Ministério Público resposta a essas solicitações”, acrescentou a PGR. As duas averiguações preventivas estão a cargo do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

Esta segunda-feira, o procurador-geral da República falou à Lusa sobre a averiguação preventiva a Pedro Nuno Santos, não tendo dado detalhes sobre a averiguação preventiva que envolve Luís Montenegro, que foi anunciada no início de março deste ano.

Nessa altura, Amadeu Guerra explicou que foram recebidas três queixas relacionadas com a empresa da família do primeiro-ministro e que o objetivo da averiguação preventiva será avaliar se existem elementos para avançar com a abertura de um inquérito e que terá como base informações obtidas em fontes abertas e em documentos solicitados aos envolvidos.

O caso relacionado com a Spinumviva levou o Governo a apresentar uma moção de confiança, que foi chumbada na Assembleia da República, e provocou eleições antecipadas que aconteceram este domingo.

Em relação ao secretário-geral do Partido Socialista, cuja averiguação preventiva foi aberta há mais de um mês, o procurador-geral da República adiantou ainda esta segunda-feira que a questão será “analisada mais uma vez para a semana, eventualmente ainda esta semana”.

Microsoft adiciona modelo de inteligência artificial de Musk ao Azure

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A Microsoft anunciou na segunda-feira a adição do Grok, a família de modelos de inteligência artificial generativa (IA) de Elon Musk, ao Azure, a sua plataforma ‘cloud’ para programadores, apesar da controvérsia em torno do serviço do empresário sul-africano.

Grok causou agitação na semana passada quando falou sobre o “genocídio branco” na África do Sul, fazendo eco da propaganda de extrema-direita sobre a alegada opressão contra os sul-africanos brancos. Atribuiu o erro a uma “modificação não autorizada” da xAI, empresa que desenvolve o modelo e que detém também a rede social X.

“Lutamos pela verdade”, garantiu Elon Musk durante uma breve entrevista com o CEO da Microsoft, Satya Nadella, que foi transmitida hoje durante a conferência anual da gigante da computação.

“Haverá sempre erros, mas o nosso objetivo é chegar à verdade, minimizando o número de erros ao longo do tempo. E acho que isso é extremamente importante para a segurança da IA”, acrescentou.

A adição surpresa da Grok aos muitos outros modelos de IA generativa disponíveis no Azure não será, em princípio, uma boa notícia para a OpenAI, o principal parceiro da Microsoft nesta tecnologia.

A OpenAI deu início à onda da IA com o ChatGPT no final de 2022 e continua a ser a estrela do setor, em parte graças ao investimento de milhares de milhões de dólares da Microsoft na startup.

Mas Elon Musk, que deixou a OpenAI em 2018 depois de ajudar a fundá-la em 2015, continuou a atacar a empresa nas redes sociais e em tribunal, acusando-a de trair a sua missão de interesse público.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, também apareceu na conferência da Microsoft, falando em direto com Nadella para destacar as últimas inovações.

Os modelos Grok estarão disponíveis no Azure AI Foundry, uma plataforma que disponibiliza centenas de modelos aos programadores que subscrevem o serviço, incluindo os da DeepSeek, Mistral e Meta.

No palco, Nadella enfatizou a importância de a Foundry oferecer muitas escolhas.

“Como programadores, estamos interessados em múltiplas dimensões: custo, fiabilidade, latência e também qualidade. E o Azure OpenAI é o melhor da sua classe, oferecendo garantias como alta fiabilidade e excelentes controlos de custos”, sublinhou.

“E hoje, estamos felizes por anunciar que o Grok da xAI está a chegar ao Azure”, acrescentou.

Os modelos de IA generativa são frequentemente pré-programados por engenheiros para fornecer ou evitar conteúdo específico ou responder num determinado tom. Grok centra-se particularmente no humor.

Recentemente, o mais recente modelo da OpenAI foi considerado demasiado lisonjeiro pelos utilizadores, e a empresa rapidamente anunciou que iria fazer alterações para corrigir isso.

De acordo com capturas de ecrã, na semana passada Grok referiu-se ao “genocídio branco” na África do Sul em resposta a perguntas não relacionadas, chegando mesmo a citar a música antiapartheid “Kill the Boer”.

Quando um utilizador lhe perguntou porque é que parecia obcecado com o tema, o chatbot respondeu francamente que os seus “criadores na xAI ordenaram-lhe que abordasse o tema ‘genocídio branco'”.

Elon Musk, que nasceu na África do Sul, já acusou os líderes do país de “encorajarem abertamente o genocídio de pessoas brancas na África do Sul”.

Legislativas: Santos Silva pede “cabeça fria” ao PS e direção legitimada o mais depressa possível

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foto: Arlindo Homem

O antigo presidente do parlamento Augusto Santos Silva defendeu hoje que o PS deve ter “cabeça fria” e uma “direção plenamente legitimada o mais depressa possível”, considerando que o partido deve inviabilizar qualquer tentativa de derrubar um governo da AD.

“Eu vi os resultados com bastante surpresa e muita preocupação, não tanto pelo facto de a AD ter ficado à frente, mas pelo facto de a AD ter 33%, o PS 23 % e os outros 23 %. Acho que é um resultado muito preocupante não só para o PS como também para a própria AD e para os democratas portugueses”, disse, em declarações à agência Lusa, Santos Silva no rescaldo da pesada derrota do PS nas legislativas de domingo.

Preocupado com a “diminuição muito expressiva da votação no conjunto dos partidos da esquerda”, o antigo presidente do parlamento defendeu que o PS “deve ter cabeça fria”.

“Vamos ver o que é que acontece nos próximos dias. Eu creio que o Partido Socialista precisa de uma direção plenamente legitimada o mais depressa possível e uma direção que tenha uma marca de colegialidade grande”, apontou.

Segundo Santos Silva, “lideranças pessoais demasiado fortes não são a solução adequada para o PS agora”.

“Evidentemente que o secretário-geral ou a secretária-geral é por definição um líder ou uma líder mas é um líder ou uma líder que deve saber rodear-se de uma equipa que consiga aglutinar o PS na sua pluralidade”, sustentou.

Quanto aos cenários de governabilidade, o socialista disse não ter qualquer dúvida de que “o PS deve inviabilizar qualquer moção de rejeição que seja apresentada contra o próximo governo, se o governo for da AD”.

“O doutor Luís Montenegro deve ser a personalidade indigitada pelo Presidente da República e, se decidir formar um governo da AD, tem toda a legitimidade para o fazer e o PS deve inviabilizar qualquer tentativa de derrubar esse governo, como aliás fez ao longo do último ano”, apontou.

Ucrânia: Trump diz que cessar-fogo começará a ser negociado “imediatamente”

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O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que as negociações entre Ucrânia e Rússia sobre um cessar-fogo começarão “imediatamente”, deixando às partes a apresentação das condições para o efeito.

Após um telefonema de duas horas com o Presidente russo, Vladimir Putin, Trump recorreu às redes sociais para fazer um balanço “muito positivo” do contacto, considerando que “o tom e o espírito da conversa foram excelentes”.

“A Rússia e a Ucrânia vão iniciar imediatamente negociações com vista a um cessar-fogo e, mais importante ainda, a pôr fim à guerra. As condições para isso serão negociadas entre as duas partes, como só pode ser, porque elas conhecem pormenores de uma negociação que mais ninguém conhece”, adiantou.

Na sexta-feira, representantes ucranianos e russos reuniram-se na Turquia, encontro em que o único acordo tangível foi a troca de mil prisioneiros de guerra para cada lado e a promessa de troca de listas de condições para um possível cessar-fogo.

Hoje, Donald Trump e Putin conversaram durante mais de duas horas, depois de a Casa Branca ter dito que o líder norte-americano “estava frustrado” com o conflito e ter planeado um telefonema separado com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, na esperança de progredir para um cessar-fogo na guerra na Ucrânia.

Numa conferência de imprensa em Kiev, Zelensky, rejeitou após o contacto com Trump retirar tropas de regiões sob controlo de Kiev e cuja soberania a Rússia tem reivindicado nos contactos bilaterais, aguardando que Moscovo apresente condições para um cessar-fogo.

“Ninguém vai desistir das nossas terras, dos nossos territórios, do nosso povo”, disse Zelensky após uma chamada telefónica entre os Presidentes russo e norte-americano.

“Não conheço os princípios (condições) da parte russa, mas pelo que percebi da nossa conversa com o Presidente Trump, a Rússia quer enviar-nos um memorando”, disse Zelensky, acrescentando que perante tal documento Kiev pode formular a sua “visão”.

“Os primeiros passos têm de ser aceitáveis para ambas as partes”, sublinhou o Presidente ucraniano.

No final do telefonema de mais de duas horas com o homólogo dos Estados Unidos, o Presidente da Rússia disse hoje que o retomar das negociações com a Ucrânia “está no bom caminho”.

Putin garantiu estar disponível para trabalhar para acabar com o conflito na Ucrânia e que é a favor de uma “solução pacífica”, reconhecendo que serão necessários compromissos que sejam do agrado de ambas as partes.

Trump adiantou que logo após o telefonema com Putin deu conta da conversa ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao Presidente francês, Emmanuel Macron, à primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e ainda ao chanceler alemão Friedrich Merz e ao Presidente Alexander Stubb, da Finlândia.

A todos informou que “as negociações entre a Rússia e a Ucrânia iniciar-se-ão imediatamente”, reiterou.

“O Vaticano, representado pelo Papa, declarou que estaria muito interessado em acolher as negociações. Que comece o processo!”, adiantou.

Trump voltou ainda a invocar as possibilidades económicas que um acordo de paz abriria.

“A Rússia quer fazer comércio em grande escala com os Estados Unidos quando este catastrófico ‘banho de sangue’ terminar, e eu concordo”, afirmou o Presidente norte-americano.

“A Rússia tem uma enorme oportunidade de criar grandes quantidades de emprego e riqueza. O seu potencial é ILIMITADO. Da mesma forma, a Ucrânia pode ser um grande beneficiário do comércio, no processo de reconstrução do seu país”, adiantou.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e “desnazificar” o país vizinho, independente desde 1991 – após a desagregação da antiga União Soviética – e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

Sistemas como GPT-4 podem ser mais persuasivos que pessoas em debates ‘online’

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Investigadores descobriram que o ChatGPT-4 era 64,4% mais persuasivo que os adversários humanos em debates ‘online’ quando possuía informações pessoais sobre estes, indicou hoje a editora de revistas científicas Springer Nature.

Segundo o estudo publicado na revista científica Nature Human Behavior, no entanto, sem acesso aqueles dados, não se registavam diferenças entre as capacidades de persuasão do GPT-4 e as das pessoas.

Francesco Salvi, do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne (EPFL), na Suíça, e os colegas juntaram 900 pessoas nos Estados Unidos para debaterem com outro ser humano ou com o GPT-4 várias questões sociopolíticas, por exemplo, se os EUA deviam proibir os combustíveis fósseis.

Em alguns pares, o adversário (IA ou humano) recebeu informações demográficas sobre o seu parceiro de debate — incluindo género, idade, etnia, nível de escolaridade, situação profissional e filiação política, retiradas de inquéritos aos participantes — para melhor direcionar os seus argumentos.

“Quando munido de informações pessoais sobre os participantes, Salvi e os colegas descobriram que o GPT-4 era 64,4% mais persuasivo do que os adversários humanos. No entanto, sem acesso a dados pessoais, as capacidades de persuasão do GPT-4 eram indistinguíveis das dos humanos”, refere o comunicado de divulgação do estudo.

Os debates decorreram num “ambiente ‘online’ controlado”, tendo os participantes sido recrutados através de uma plataforma de ‘crowdsourcing’ (colaboração coletiva).

A investigação sugere que, à medida que as conversas entre humanos e os designados grandes modelos de linguagem (LLM na sigla em inglês), como o GPT-4, se tornam mais comuns, estes sistemas de IA avançados podem tornar-se mais capazes de alterar as crenças ou opiniões das pessoas.

Assim, propõe que se realizem mais estudos para atenuar os riscos associados à sua utilização na persuasão.

Os cientistas observam, no entanto, não ser claro se estes modelos se podem adaptar a informações personalizadas para elaborar argumentos para adversários específicos, assim como que constitui uma limitação do estudo o facto de o debate ter uma abordagem estruturada, quando na realidade podem ter um formato mais espontâneo.

Portugal registou 3.ª maior subida nos preços das casas na UE no final de 2024

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Os preços das casas na União Europeia (UE) voltaram a crescer no ano passado depois de uma queda em 2023 e Portugal registou a terceira maior subida entre os Estados-membros no último trimestre de 2024.

Nas previsões económicas de primavera divulgadas hoje, a Comissão Europeia destaca a tendência de aumento de preços no imobiliário, salientando que “após caírem no segundo e terceiro trimestres de 2023, os preços dos imóveis voltaram a subir em 2024”.

“A recuperação dos preços foi acompanhada por uma recuperação nas transações, para um nível comparável ao registado nos anos pré-pandemia”, salienta Bruxelas, acrescentando que no quarto trimestre de 2024, os preços nominais das casas na UE estavam 4,9% mais altos do que no ano anterior, superando o pico de meados de 2022.

Já em termos reais, o aumento dos preços foi mais modesto, mas ainda assim fixou-se em 2,1% ao longo do ano.

Entre os países, a magnitude do aumento variou consideravelmente, sendo que Bulgária, Hungria, Portugal, Espanha, Países Baixos, Polónia e Croácia registraram taxas de crescimento anuais acima de 10% no quarto trimestre de 2024, destaca a Comissão.

Portugal foi assim o país da UE com a terceira maior taxa de crescimento anual dos preços das casas no final do ano passado, de 11,6%.

A Comissão Europeia salienta ainda que os compradores de imóveis têm agora de lidar com preços elevados face à sua capacidade de endividamento, tendo em conta que após a pandemia, a relação entre os preços dos imóveis e a capacidade de endividamento das famílias (que pode ser considerada um indicador da acessibilidade) “aumentou acentuadamente na UE”.

Na maioria dos países da UE, o aumento dos preços reais das casas ultrapassou a capacidade de endividamento das famílias nos últimos cinco anos, “evidenciando as crescentes dificuldades das famílias em adquirir habitação através de crédito”.

Em Portugal, a capacidade de endividamento das famílias, ajustada à inflação, recuou em cerca de 25% mas os preços das casas subiram, no período entre 2019 e 2024.

Apesar deste cenário, Bruxelas prevê que a capacidade de endividamento das famílias na UE melhore em 2025 e 2026, “impulsionada principalmente pelas contribuições positivas dos rendimentos das famílias – uma vez que se prevê que os salários reais aumentem 1,6% este ano e 1,1% em 2026”.

Alunos do Liceu Camões prometem continuar a “fazer barulho” pelos seus direitos

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foto ilustrativa: João Polónia/ Notícias Em Direto

Alunos do Liceu Camões, em Lisboa, encerraram hoje de manhã a escola durante algumas horas e realizaram uma assembleia estudantil, prometendo continuar a lutar pelo “fim do fóssil” e a “fazer barulho pelos direitos dos jovens”.

Ainda as aulas não tinham começado e os portões principais do Liceu Camões já estavam fechados a cadeado numa reação aos resultados eleitorais de domingo, que reelegeram a coligação PSD/CDS e deram mais votos ao Chega, que passa agora a ter 58 deputados na Assembleia da República.

“Os estudantes querem um compromisso do Governo com o fim ao fóssil até 2030”, disse à Lusa Lucas Cavaquinha, aluno do 10.º ano do Liceu, enquanto retirava algumas das tarjas colocadas no gradeamento do Liceu, já no final do protesto, por volta das 10:00, a hora anunciada para o início da Assembleia Estudantil.

Poucos minutos antes, na praça em frente ao liceu, dezenas de alunos participaram na assembleia e decidiram continuar “a fazer barulho pelos direitos dos jovens” e a trabalhar para que os protestos possam ganhar uma dimensão nacional, explicou Lucas Cavaquinha.

A antecipação da realização da Assembleia Estudantil fez com que o reforço policial tenha chegado quando já não decorria qualquer protesto: Quando a carrinha de intervenção da PSP estacionou em frente ao Liceu, já os portões estavam novamente abertos e os alunos a regressar às aulas.

Mas os jovens garantem que os protestos vão continuar e podem passar por fechar mais escolas, ocupar espontaneamente estabelecimentos de ensino e “fazer barulho”, sugeriram alguns alunos.

Os estudantes disseram à Lusa que irão estar atentos às medidas que venham a ser decididas pelo futuro executivo, admitindo estar receosos quanto ao seu futuro.

“Estamos assustados com os resultados das eleições. Se o primeiro-ministro Luís Montenegro rejeitou a carta que entregámos em outubro do ano passado pelo fim ao fóssil até 2030, com o Chega nem sequer teremos oportunidade de nos manifestar com tanta liberdade”, disse Clara Cabrita, outra das alunas presentes na iniciativa.

“Nós temos direito a ter um futuro e é por isso que estamos aqui. Não podemos aceitar mais um governo que nos condena ao colapso climático. A nossa geração não o vai aceitar”, acrescentou Lucas Cavaquinha.

Corroborando as declarações do colega, Viviana Fuhrmann acrescentou que “os políticos deveriam trabalhar com os estudantes”.

Para já, os alunos têm agendadas mais duas ações: Uma festa no próximo sábado à tarde na Casa do Comum e uma nova “reunião introdutória” da Greve Climática Estudantil na próxima segunda-feira.

As duas iniciativas estão expostas em cartazes feitos à mão e colados no coreto da Praça José Fontana e ambos os cartazes foram fotografados por elementos da PSP, perante o olhar de alguns estudantes que estavam no local.

URGENTE Legislativas: Com a contagem encerrada, AD vence e PS e Chega igualam número deputados

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foto: Arlindo Homem / Notícias Em Direto

A AD – Coligação PSD/CDS venceu as eleições legislativas com 86 deputados, enquanto PS e Chega empatam no número de eleitos para o parlamento, 58, quando estão apurados todos os votos nos círculos nacionais.

A AD somou 32,10% dos votos, enquanto os socialistas obtiveram 23,38% e o Chega 22,56%, registando-se uma diferença de 48.916 votos entre estes dois partidos.

Legislativas/resultados: AD – Coligação PSD/CDS é a força partidária mais votada em Lisboa

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foto: Constança Vieira / Notícias Em Direto

A AD – Coligação PSD/CDS venceu no distrito de Lisboa nas eleições legislativas de hoje, com 28,47% dos votos e 15 deputados eleitos, quando estão apuradas as 134 freguesias.

Segundo os resultados provisórios oficiais da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, em segundo lugar ficou o PS com 23,68% dos votos e 12 mandatos e em terceiro o Chega com 11 mandatos e 20,86% dos votos. Seguem-se IL com quatro deputados eleitos, Livre com três deputados e CDU, BE e PAN com um deputado cada.

Em 2024, o PS tinha ganho a votação no distrito e conquistado 15 assentos, ficando o Aliança Democrática (PPD/PSD.CDS-PP.PPM) em segundo com 14 mandatos.

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