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Quarta-feira, Julho 8, 2026
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Legislativas: Pedro Nuno diz que caso sobre empresa de Montenegro não está encerrado

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foto: Arlindo Homem

O secretário-geral do PS considerou esta sexta-feira que o caso que envolve a empresa do primeiro-ministro não está encerrado e que as dúvidas se adensaram, apesar do “esforço de muitos dirigentes do PSD” em fechar o tema.

“Eu percebo o esforço que muitos dirigentes do PSD tenham tido no último dia para tentar encerrar o assunto, só que infelizmente não encerraram o assunto, adensaram sim dúvidas sobre os temas”, disse Pedro Nuno Santos.

Questionado sobre o pedido do ministro da Presidência para que se retratasse das insinuações contra Luís Montenegro, Pedro Nuno Santos começou por referir que houve uma “reação organizada e entusiasmada” de dirigentes do PSD a uma notícia do Observador que “supostamente encerraria o tema”, sublinhando que não fazia “nenhum juízo sobre a notícia”.

O secretário-geral do PS considerou que “há um conjunto de notícias que continuam a sair” e para as quais não há explicação, referindo aquilo que se fica a saber quando se lê essas outras notícias “é que um conjunto vasto de perguntas não tiveram resposta por parte do senhor primeiro-ministro”.

“Não é o PS que pede explicações, são os portugueses que pedem”, considerou Pedro Nuno Santos, que falava em conferência de imprensa, na sede nacional, em Lisboa, convocada para apresentar o processo de atualização do programa eleitoral com que irá concorrer às legislativas antecipadas de 18 de maio.

“Era muito importante que os ainda membros deste Governo, e o presidente da Assembleia da República incluído, se sintonizasse com os portugueses”, apelou.

Pedro Nuno Santos criticou ainda a, disse, “declaração patética” nas redes do ministro dos Assuntos Parlamentares, Pedro Duarte, referindo-se à publicação na qual partilhava a notícia do Observador afirmando que “parece que afinal nem 15 dias era preciso para a comissão parlamentar de inquérito chegar a conclusões”.

Na opinião do socialista, “os dirigentes do PSD e os ainda ministros não perceberam nada do que aconteceu”, referindo que, aquando do debate da moção de confiança, o Governo tentou “uma espécie de comissão privada de inquérito” com o PS, agora feita com um órgão de comunicação de social

“Achar que essa notícia encerra o tema é não perceber nada sobre o que aconteceu. Ficam mais dúvidas do que esclarecimentos”, apontou, referindo que se continua sem saber quem são todos os clientes da empresa.

Questionado sobre a sondagem do Expresso, que aponta um número recorde de 39% de indecisos, Pedro Nuno Santos considerou que todo este caso que envolve o primeiro-ministro “gera muita confusão e muita inquietação”.

“Há um trabalho muito importante para fazermos para que os portugueses deixem de estar indecisos. Há um trabalho que temos que fazer de esclarecimento”, referiu, considerando que o PS não têm concorrido “para essa confusão e para essas dúvidas”.

Para o secretário-geral do PS, “o PS neste processo fez aquilo que lhe competia” e, “por mais cambalhotas” que alguns ministros deem, a responsabilidade desta crise política é da exclusividade responsabilidade do primeiro-ministro.

“O único partido que garantiu estabilidade em Portugal foi o PS”, reiterou, considerando que o PS foi “coerente e correto” e fez “aquilo que era suposto, o que era devido” perante esta crise política.

Sobre a decisão dos candidatos autárquicos integrarem ou não as listas às legislativas, Pedro Nuno Santos remeteu essa decisão para daqui a “poucos dias”.

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, pediu hoje ao líder do PS que se retrate das insinuações de que a Spinumviva, que pertencia ao primeiro-ministro, era uma empresa de fachada.

“Nós já estamos naquela fase em que, depois de semanas de insinuações” contra o primeiro-ministro, essas suspeitas “foram e estão a ser desmontadas uma a uma e mostradas como falsas”, pelo que “começa a ser o momento desses dirigentes políticos se retratarem das insinuações e suspeitas que lançaram”, afirmou Leitão Amaro.

Mau tempo: Campo de futebol do Sourense com prejuízos acima dos 200 mil euros

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O campo de futebol do Grupo Desportivo Sourense, localizado na vila de Soure, distrito de Coimbra, sofreu prejuízos estimados em mais de 200 mil euros, nomeadamente com o abatimento da cobertura metálica da bancada, disse fonte do clube.

O incidente terá acontecido durante a madrugada de quinta-feira, possivelmente entre as 00:00 e as 03:00, e, para além da queda da cobertura sobre a bancada do campo Dr. António Coelho Rodrigues, o vento forte arrancou do chão e tombou as vigas metálicas de suporte da cobertura, provocando estragos no muro posterior e no localizado junto ao relvado, que partiram em vários pontos.

Ouvido hoje pela agência Lusa, Sérgio Rodrigues, presidente do Sourense, disse que a direção do clube de Soure está “a tomar as medidas necessárias para voltar a colocar a bancada funcional e sem qualquer perigo”, com o apoio da Câmara Municipal de Soure.

A primeira fase, adiantou, passa por retirar a cobertura danificada: “Queremos que seja feita nos próximos dias e, depois, serão feitas as obras necessárias para a colocação de uma nova cobertura”.

O dirigente estimou que a nova cobertura da bancada, que possui 200 lugares sentados, custará entre 150 mil a 200 mil euros, a que acrescem as obras necessárias para a assentar e reparar os estragos provocados pela depressão Martinho.

Sendo o Grupo Desportivo Sourense um clube pequeno, com apenas 270 sócios, para além do apoio do município, Sérgio Rodrigues espera contar com a Associação de Futebol de Coimbra (AFC) – a equipa de futebol sénior milita na Divisão de Elite distrital e está a lutar pela subida ao Campeonato de Portugal – e, eventualmente, com a Federação Portuguesa de Futebol.

Também em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Soure, Mário Jorge Nunes, reiterou o apoio municipal ao Sourense, desde logo nas medidas já tomadas para evitar acidentes, tendo sido criado um perímetro de segurança em redor, pois a bancada do campo de futebol confina com a via pública.

“As condições de segurança têm de ser avaliadas, porque aquilo tem perigo de derrocada. Colocámos os nossos técnicos municipais à disposição do clube e também falei com o presidente da Assembleia Geral [do Sourense], Carlos Cordeiro, que tem uma empresa de metalomecânica muito conhecida na região, para ele também dar apoio com os seus técnicos e avaliarem as circunstâncias”, afirmou o autarca.

Mário Jorge Nunes aconselhou o clube “a iniciar já uma estratégia de retirada da cobertura, porque [a queda] ofendeu a estrutura de betão das próprias bancadas, onde estava fixa” e a seguir “fazer um projeto, não para repor igual aquilo, porque não é adequado, mas utilizando técnicas de construção mais modernas, quantificar quanto custa e, obviamente, o município irá apoiar”, vincou.

O presidente da Câmara de Soure revelou ainda que, na manhã na hoje, na reunião do conselho intermunicipal da Região de Coimbra, reivindicou, em conjunto com o autarca de Oliveira do Hospital – onde o Nogueirense, clube que também milita na Divisão de Elite da AFC, sofreu prejuízos devido ao vento forte na bancada do seu campo de futebol -, a atuação da comunidade intermunicipal junto da secretaria de Estado do Desporto, para fazer face aos prejuízos causados pelo temporal.

“Também posso adiantar que, no decorrer da reunião, o município da Figueira da Foz [concelho vizinho de Soure] se mostrou solidário e, relativamente ao Sourense, disponibilizou os seus campos municipais para se poder articular essa solidariedade”, revelou Mário Nunes.

Curiosamente, o Sourense e a Naval 1893, da Figueira da Foz – equipa que treina e joga no complexo desportivo municipal do estádio José Bento Pessoa – ocupam, respetivamente, a segunda e primeira posição da Divisão de Elite da AFC, separados por dois pontos, quando faltam seis jornadas para o fim.

Já sobre os restantes prejuízos provocados pela depressão Martinho no município de Soure, Mário Jorge Nunes explicou que, no domínio privado “não há nada de muito relevante comparado com o que aconteceu no Leslie”, a tempestade que, em 2018, provocou dezenas de milhões de euros de prejuízos no litoral centro.

“Nas instalações municipais tivemos avultados prejuízos nos armazéns, oficinas e estaleiro e no edifício dos serviços educativos”, cujo telhado perdeu diversas telhas, estando os custos a serem avaliados.

Mau tempo: Treze desalojados em habitação danificada na Lourinhã

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Treze pessoas ficaram desalojadas na sequência de danos provocados pelos ventos fortes na habitação em que residem em Miragaia, concelho da Lourinhã, disse fonte do Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste.

Pelas 02:00, os ventos fortes “provocaram danos na habitação, o telhado foi arrancado e 13 pessoas ficaram desalojadas, tendo sido realojadas pela Proteção Civil na Pousada da Juventude da Praia da Areia Branca, disse a mesma fonte à agência Lusa.

No local, estiveram oito operacionais e cinco veículos dos bombeiros, câmara municipal e GNR.

A Proteção Civil vai fazer uma avaliação dos danos na habitação.

Pelas 21:00 de quarta-feira, a queda de várias árvores de grande ao quilómetro 58 da autoestrada A8, no sentido Sul-Norte, provocou um acidente rodoviário, que causou um ferido ligeiro.

A vítima foi assistida no local, sem ter sido transportada ao hospital.

A A8 esteve interrompida ao trânsito entre as 21:00 e as 22:40.

Na ocorrência, estiveram 13 operacionais e seis veículos dos bombeiros, da concessionária Auto-Estradas do Atlântico e da GNR.

O Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste registou 316 ocorrências desde as 12:00 de quarta-feira, estando a maioria relacionadas com quedas de árvores, de estruturas e de cabos de fornecimento de energia.

A região Oeste integra os concelhos de Alcobaça, Nazaré, Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral (distrito de Leiria), Lourinhã, Torres Vedras, Cadaval, Sobral de Monte Agraço, Arruda dos Vinhos e Alenquer (distrito de Lisboa).

Portugal continental está desde o fim de quarta-feira sob aviso laranja devido ao vento forte causado pela depressão Martinho.

Nove detidos e desmantelada rede internacional de contrabando de tabaco

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Nove pessoas foram detidas e mais de 6,5 toneladas de tabaco apreendidas, assim como 77.000 cigarros, numa operação que levou ao desmantelamento de uma rede internacional dedicada ao contrabando com infraestruturas em Portugal e Espanha, anunciou a GNR.

Em comunicado, a GNR explica que a investigação decorreu ao longo de 18 meses e permitiu identificar uma rede criminosa de contrabando de tabaco com ligações internacionais, especialmente na União Europeia, a com infraestruturas logísticas em cidades espanholas como Écija, Burgos, Valladolid, Madrid, Guadalajara, Salamanca e Zamora, bem como em Portugal, nos distritos de Aveiro, Leiria, Lisboa, Portalegre e Setúbal.

A operação da Europol foi desenvolvida em coordenação com Unidade de Ação Fiscal (UAF) da GNR, a Guardia Civil (GC), a Polícia Nacional (CNP) de Salamanca e a Direção Adjunta de Vigilância Aduaneira (DAVA – Agência Tributária espanhola) e, nos últimos meses, apurou que a organização já se tinha expandido para França.

O designada Operação “FUST” (GNR e GC) ou Operação “MARTINA” (CNP e DAVA) resultou no desmantelamento da organização, indica o comunicado, revelando que os elementos envolvidos alugavam reboques para transportar folha de tabaco adquirida em Itália, que, ao chegar a Espanha, era submetida a um processo de corte, secagem, embalagem e preparação para distribuição.

A distribuição do tabaco era feita através de carrinhas alugadas, com destino a Portugal, por empresas de transporte de encomendas, para entrega em diferentes províncias espanholas.

Para dificultar a deteção das autoridades, os locais de armazenamento eram utilizados apenas durante dois a três dias, sendo depois rapidamente desativados, explica a GNR.

Adicionalmente, a organização recorria ao uso de criptomoedas como método para branqueamento de capitais, para ocultação dos lucros obtidos com o contrabando de tabaco.

No decorrer desta operação, foram detidas nove pessoas de diferentes nacionalidades pelos crimes de contrabando, participação em organização criminosa, branqueamento de capitais, falsificação de documentos e fraude fiscal.

Foram ainda realizadas 56 buscas em diferentes localidades, incluindo residências, quintas, armazéns industriais e armazéns logísticos, nos distritos de Aveiro, Leiria, Lisboa, Portalegre e Setúbal, em Portugal, e nas províncias de Salamanca, Zamora e Madrid, em Espanha.

A GNR acrescenta que a operação resultou igualmente na apreensão de mais de 6,5 toneladas de tabaco, 77.000 cigarros, 18 veículos, diversa maquinaria utilizada no manuseamento do tabaco e material eletrónico, incluindo computadores portáteis e telemóveis, “que poderão fornecer provas fundamentais para o avanço dos processos judiciais”.

Em Portugal, os factos foram remetidos para o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Sintra.

Um morto e dois feridos graves por esfaqueamento em Óbidos

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foto ilustrativa: João Polónia / Notícias Em Direto

Um homem matou outro com recurso a uma arma branca na madrugada de hoje numa habitação em Óbidos, no distrito de Leiria, e feriu com gravidade outras duas pessoas, disse fonte da GNR.

Fonte desta força de segurança disse à agência Lusa que o homem, de nacionalidade estrangeira, de 32 anos, entrou cerca das 03:00 na residência da família das vítimas, na localidade da Amoreira, onde se encontravam cinco pessoas, uma delas uma criança.

O suspeito esfaqueou até à morte um homem, de 72 anos, e feriu com gravidade a mulher deste, de 68 anos, e o filho, de 30 anos.

A vítima mais velha acabou por morrer no local, enquanto as outras duas foram transportadas para a urgência de Caldas da Rainha em estado grave.

O alerta foi dado por uma mulher, de 30 anos, que também morava na habitação e que não sofreu quaisquer ferimentos.

A GNR deslocou-se ao local e deteve o suspeito, sem que este oferecesse resistência.

A investigação do crime transitou para a Polícia Judiciária.

No local, estiveram 12 operacionais e seis viaturas, meios dos bombeiros de Óbidos, da GNR, da Polícia Judiciária e a Viatura Médica de Emergência e Reanimação de Caldas da Rainha.

Trump extingue Departamento de Educação “rapidamente” ignorando oposição

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O Presidente norte-americano, Donald Trump, assinou uma ordem executiva para “eliminar” o Departamento de Educação, a ser executada “o mais rapidamente possível”, apesar de críticas da sociedade civil e oposição.

“Vamos acabar com isto (Departamento de Educação) e acabar com isto o mais possível”, afirmou o Presidente norte-americano pouco antes de assinar o documento numa cerimónia na Casa Branca, em Washington, DC.

“Não nos está a fazer bem algum”, defendeu Trump, que tem defendido que o Departamento, equivalente a um ministério, tem promovido “ideologia de esquerda”.

Antes da assinatura, a Casa Branca afirmou que a extinção do Departamento de Educação não implicará o fim de ajudas a alunos carenciados e ao ensino especial, mas sociedade civil e oposição defendem que a medida travará esforços para equilibrar um sistema educativo desigual.

Para Derrick Johnson, presidente da NAACP, uma das principais associações de defesa dos direitos civis dos afro-americanos, “este é um dia sombrio para os milhões de crianças que dependem de financiamento federal para uma educação de qualidade”.

“Incluindo aquelas [crianças] em comunidades pobres e rurais com pais que votaram em Trump”, disse, citado pela agência AP.

Os democratas afirmaram que irão agir legalmente contra a ordem presidencial, nos tribunais e no Congresso, e pediram aos republicanos que se juntem a eles.

Bobby Scott, congressista da Virgínia e o principal democrata do Comité de Educação e Força Laboral do Congresso, afirmou que a ordem de Trump é “perigosa e ilegal” e prejudicará desproporcionalmente os estudantes de baixos rendimentos, estudantes de minorias raciais e os portadores de deficiências.

Aos jornalistas, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou antes da cerimónia que continuarão a ser administrados pelo Departamento de Educação os empréstimos estudantis e Pell Grants, bolsas de financiamento de estudos universitários carenciados.

A mesma responsável também confirmou que continuará a ser da competência do departamento o financiamento da educação especial e a ajuda suplementar para crianças de famílias com baixos rendimentos.

Sublinhou ainda que a ordem executiva determina que a nova secretária da Educação, Linda McMahon, “reduza significativamente a escala e a dimensão” da instituição.

O Departamento de Educação, criado em 1979 ao abrigo de uma lei aprovada pelo Congresso, não pode ser extinto sem aprovação legislativa, um cenário considerado altamente improvável dada a previsível falta de apoio dos Democratas no Congresso.

Os republicanos criticaram fortemente o Departamento de Educação durante a administração do democrata Joe Biden (2021-2025), em particular as decisões de perdoar empréstimos a estudantes e de alargar às pessoas LGBTI as proteções contra a discriminação sexual na educação.

O fim do Departamento de Educação foi uma promessa de campanha de Trump, que o classificou como “um desperdício”, considerando que está “poluído” pela ideologia liberal.

Ao dar posse a Linda McMahon o Presidente republicano disse que a principal missão desta bilionária ex-empresária da luta livre seria “colocar-se no desemprego”, acabando com o Departamento, o que suscitou alarme no setor social quanto à possibilidade de serem extintos os apoios a alunos carenciados.

As escolas e os estabelecimentos de ensino superior têm estado a lidar com a exigência de eliminar os programas de diversidade, sob pena de perderem o financiamento federal.

A administração Trump deu-lhes até 28 de fevereiro para cumprirem.

As escolas e os estados já exercem uma autoridade significativamente maior sobre a educação do que o governo federal, que está impedido de influenciar os currículos escolares.

Os fundos federais representam cerca de 14% dos orçamentos das escolas públicas.

O Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês) de Elon Musk, bilionário conselheiro de Trump, já eliminou dezenas de contratos que considerou ideológicos ou fonte de desperdício.

Vigília em Lisboa exige solução para mãe em risco de perder filhos por falta de casa

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Cerca de 50 pessoas estiveram esta quinta-feira na vigília em solidariedade com a mulher desalojada em Loures, exigindo uma solução permanente para aquela mãe e todas as que correm o risco de perder os filhos por falta de habitação.

As previsões de mau tempo, a chuva e o frio não demoveram várias dezenas de pessoas de se concentrarem a partir das 18:00 em frente à Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, hospital de onde Ana Paula teve alta na quinta-feira à tarde depois de ter tido bebé.

A vigília foi convocada pela associação Habita, Rede 8 de Março, União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) e o movimento Vida Justa, em solidariedade com Ana Paula e “todas as mães em risco de perderem os filhos por não terem acesso a habitação”.

Lúcia Nunes, uma das pessoas presentes, apontou que “não é fácil ser mãe neste país” e disse esperar que o caso da Ana Paula, bem como outros idênticos, “venha a ser discutido na praça pública”.

Já Ivan Coimbra defendeu a vigília de hoje como “um passo importante da luta” e um exercício de democracia, apontando a crise da habitação como “um dos problemas estruturais do sistema português”.

Em declarações à agência Lusa, Rita Silva, do movimento Vida Justa, explicou que a vigília vai além do apoio à causa de Ana Paula, que viu a sua casa autoconstruída no bairro do Talude Militar, ser demolida em 24 de setembro de 2024, e que tem vivido desde então com três filhas numa pensão em Lisboa, paga pelo Instituto de Segurança Social.

“Nós estamos aqui para denunciar uma situação que é muito maior, que são todas as mulheres, todas as famílias que passam por este tipo de problema e que estão sozinhas, estão isoladas e que sofrem silenciosamente as pressões que a Ana Paula sofreu”, acusou.

Segundo Rita Silva, o problema por que Ana Paula e tantas outras mães e famílias passam tem a ver com irem pedir ajuda junto dos serviços das autarquias, da Segurança Social ou da Santa Casa da Misericórdia para encontrar uma habitação, já que “as rendas do mercado são absurdas”, e receberem de resposta que não há “ajuda nenhuma para ti” e “se voltares aqui e não tiveres casa, corres o risco de acionarmos a CPCJ [Comissões de Proteção de Crianças e Jovens] e eventualmente os teus filhos serem institucionalizados”.

Criticou que o Estado não tenha ou não desenvolva respostas sociais na área da habitação, e que, em vez de ajudar quem não tem meios próprios para garantir uma casa, opte por “afastar as pessoas da procura de assistência dizendo que elas assim podem ver as suas crianças institucionalizadas”.

“Acaba por ser a resposta mais fácil, que é mandar as crianças para famílias de acolhimento e separar as famílias e isto é inaceitável”, lamentou, acrescentando que esta “é mais uma das facetas daquilo que é a crise da habitação”.

Maria João Costa, da Associação Habita salientou, com base nos dados dos Censos de 2021, que “no município de Loures existem 10 mil casas vazias” e sugeriu que o presidente da autarquia alugue uma dessas casas para “depois subarrendar a Ana Paula com uma renda adequada ao seu rendimento”.

De acordo com Maria João Costa, não há qualquer previsão para o tempo que Ana Paula e os quatro filhos possam permanecer na pensão paga pela Segurança Social, e lembrou que “desde que ela lá entrou começou a pressão para ela sair”.

No entanto, explicou Rita Silva, até ao momento do parto, a informação que Ana Paula tinha era a de que não poderia regressar à pensão e que se não tivesse uma casa própria o filho bebé não teria alta pelo facto de a pensão não reunir condições para um recém-nascido.

“No entanto, depois do protesto que nós convocámos, de uma petição que tem 2.500 assinaturas e de muitas pessoas assumirem uma posição, o que aconteceu foi que o Estado, quer seja a Câmara Municipal, quer seja as assistentes sociais que estão ligadas aos serviços centrais do Estado, mudaram de estratégia”, salientou.

Acrescentou que “praticamente despejaram a Ana Paula da maternidade o mais depressa possível” com o objetivo de “esvaziar este protesto à tarde” e “mandaram a Ana Paula para a mesma pensão onde estava”.

“A família não foi separada e isto é uma vitória (…) mas não é suficiente [porque] aquela pensão não tem as condições para que a Ana Paula consiga continuar a desenvolver a sua família e dar assistência ao seu bebé”, apontou, acrescentou que continua a ser precisa uma solução habitacional “que possa ser paga de acordo com aquilo que é o rendimento do trabalho da Ana Paula”.

Segundo estas responsáveis, a situação de Ana Paula não é caso único e ainda “esta semana, a Câmara de Loures fez muitos despejos de famílias com crianças”: “Deixou-os na rua sem sequer uma pensão, sem nada”.

Cheila Rodrigues, da Rede 8 Março, lembrou que o direito a uma habitação está consagrado na Constituição Portuguesa e que a luta de hoje é por alguém que trabalha, tem descontos efetuados para a Segurança Social, e junta “muitas realidades problemáticas do país”, nomeadamente pelo facto de ser negra.

Pela UMAR, Joana Sales defendeu que “obviamente terá de haver mudanças porque a crise habitacional está a agravar-se de ano para ano e tem que haver respostas emergentes”.

A deputada do Bloco de Esquerda Marisa Matias esteve presente na vigília não só pela “situação absurda e incompreensível” por que Ana Paula está a passar, mas também para chamar a atenção para o problema da habitação em Portugal, em que muitas pessoas trabalhadoras “não têm salários que permitam pagar” uma casa.

Ex-cirurgião admite ter abusado sexualmente 299 vítimas

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O ex-cirurgião Joël Le Scouarnec, que está a ser julgado em França pela violação e agressão sexual de 299 vítimas, admitiu esta quinta-feira pela primeira vez a sua culpa em todas as acusações, de acordo com um dos seus advogados.

A ser julgado desde 24 de fevereiro no tribunal penal de Morbihan, em Vannes, no oeste de França, Le Scouarnec é acusado de centenas de crimes de violação e agressão sexual em que muitas das vítimas eram menores de idade.

“Perguntei-lhe se reconhecia que os 299 atos processados eram crimes e ele disse ‘sim’”, disse o advogado Maxime Tessier à agência de notícias France Presse após a audiência.

O advogado de Joël Le Scouarnec acrescentou que esta confissão de culpa foi registada na ata da audiência e que a declaração representou “um ponto de viragem” no julgamento.

Até agora, o arguido só tinha admitido os factos um a um, à medida que o processo avançava, centrando-se nos cadernos de notas em que registava meticulosamente os abusos que infligia às suas vítimas. Durante a investigação, o arguido negou muitos desses actos, alegando que se tratava de procedimentos médicos realizados em pacientes, na sua maioria menores de idade na altura.

“Tenho o dever de dizer a verdade”, declarou Joël Le Scouarnec para explicar esta mudança de atitude, segundo o seu advogado.

“Pedi ao tribunal que registasse no auto do processo que Joël Le Scouarnec admitiu a sua culpabilidade pelos 299 crimes” julgados em Vannes, afirmou Tessier.

“O reconhecimento é uma etapa essencial para que as vítimas possam seguir em frente e é bom que tenha sido feito nesta fase do processo”, declarou Frédérique Giffard, que representa cerca de quinze partes civis em Vannes.

“A devastação que criei é da minha responsabilidade, não do meu ambiente”, reconheceu o arguido de 74 anos, já condenado por pedofilia em 2020, naquela que foi a sua primeira declaração aprofundada em 03 de março.

Le Scouarnec já tinha sido condenado em 2020 a 15 anos de prisão por outros crimes sexuais como molestar e violar quatro menores, duas das quais suas sobrinhas.

Na primeira sessão em 03 de março, Le Scouarnec começou o julgamento assegurando que estava “pronto a reconhecer” violações até então desconhecidas ou não admitidas, num julgamento até há data previsto para terminar apenas em 20 de junho.

Governo/Crise: Montenegro “está disponibilíssimo” para esclarecer população e quer reforço da AD

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foto: Arlindo Homem

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse que “está disponibilíssimo” para prestar todos os esclarecimentos necessários à população sobre “todos os assuntos” e pediu o reforço “da confiança” depositada na Aliança Democrática (AD) há um ano.

“Estou disponibilíssimo para continuar, como sempre, a esclarecer todas as portuguesas e todos os portugueses sobre todos os assuntos que lhes interessem”, disse Luís Montenegro, em conferência de imprensa, em Bruxelas, na Bélgica.

O primeiro-ministro social-democrata acrescentou que quer que a população decida nas próximas eleições legislativas pela “melhor opção”.

“Esperando eu que a melhor opção seja a de reforçar a confiança que depositaram na AD nas últimas eleições legislativas”, comentou.

Mau tempo: Parte do concelho de Sobral de Monte Agraço sem água

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Parte do concelho de Sobral de Monte Agraço está desde hoje de madrugada sem água devido à falta de eletricidade nos sistemas de bombagem, na sequência do mau tempo, disse esta quinta-feira o presidente da câmara.

“Estamos desde a madrugada sem água em parte do concelho e se os problemas elétricos não forem resolvidos poderemos vir a ficar em todo o concelho”, afirmou José Alberto Quintino à agência Lusa.

Num comunicado à população, o município do distrito de Lisboa informou que “o corte de energia impede a bombagem de água para o Reservatório do Montijo, razão pela qual se têm vindo a registar cortes no abastecimento de água em várias localidades do concelho, nomeadamente Calçada, Chãos, Fetais, Freiria, Martim Afonso, Pedrógãos, Pobrais, Tojais, Via Galega e Zona Industrial – Casal da Espinheira”.

No concelho, entre outros estragos, registaram-se danos provocados pela depressão Martinho no pavilhão municipal, a carecer de uma “intervenção urgente”, e em quatro viaturas.

Em Arruda dos Vinhos, no mesmo distrito, a falta de eletricidade está a criar problemas num reservatório de água e as localidades de A-do-Baço e Camondes permanecem sem água, afirmou à Lusa o presidente da câmara, Carlos Alves.

Para colmatar a situação, os bombeiros locais vão colocar uma viatura de abastecimento de água potável para fazer face às necessidades da população.

Os problemas de eletricidade e de falta de água estenderam-se às localidades de Ventosa, Vila Verde dos Francos, Aldeia Gavinha e Aldeia Galeda da Merceana, no concelho de Alenquer, também no distrito de Lisboa, mas estão já resolvidos, disse à Lusa o vice-presidente da câmara, Tiago Pedro.

Ainda neste concelho, a cobertura do campo do Carregado voou, o que danificou duas viaturas, a escola do 1.º ciclo de Penafirme da Mata esteve fechada por problemas de falta de água, e o centro de formação da Base Aérea da Ota “esteve comprometido por diversas árvores que caíram e tiveram de ser removidas”.

No vizinho concelho do Cadaval, “o telhado do pavilhão desportivo da Casa do Povo voou e cinco automóveis ficaram danificados por quedas de árvores”, destacou o presidente da câmara, Ricardo Pinteus.

As ocorrências estiveram relacionadas com a passagem da depressão Martinho em Portugal continental, com vento, chuva e agitação marítima fortes que na noite passada motivaram avisos laranja (o segundo mais grave de uma escala de três) em vários distritos. Os avisos passaram entretanto para o nível amarelo, o menos grave.

A Proteção Civil registou milhares de ocorrências devido ao mau tempo, na maioria quedas de árvores, sinalização e outras infraestruturas, bem como algumas inundações. O vento ajudou também a propagar quase meia centena de fogos rurais no Alto Minho, todos extintos durante a manhã de hoje.

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